Transamin®
ácido tranexâmico
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Comprimido. Embalagem contendo 12 comprimidos.
Injetável. Embalagem contendo 5 ampolas com 5 ml.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
ácido tranexâmico ……………………………………………………………………………………………………………… 250 mg
excipiente q.s.p. …………………………………………………………………………………………………………..1 comprimido
excipientes: fosfato de cálcio, amido, álcool polivinílico e estearato de magnésio.
Cada ml da solução injetável contém:
ácido tranexâmico ………………………………………………………………………………………………………………… 50 mg
veículo q.s.p. …………………………………………………………………………………………………………………………….1 ml
excipiente: água para injeção.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
TRANSAMIN® destina-se ao controle e prevenção de sangramentos provocados por cirurgias, traumatismos
e doenças com tendência a sangramentos. TRANSAMIN® deve ser guardado na sua embalagem original, ao
abrigo do calor excessivo, umidade e luz solar direta. Nestas condições, este medicamento possui prazo de
validade a partir da data de fabricação (vide embalagem externa). Este, como qualquer outro produto, não
deve ser usado, após vencido o prazo de validade ou caso suas características físicas estejam alteradas. Ao
comprar um medicamento, verifi que se a embalagem está íntegra. TRANSAMIN®, assim como qualquer outro
medicamento, não deve ser utilizado durante a gravidez e amamentação, a não ser sob estrita orientação
médica. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez ou se está amamentando na vigência do tratamento
ou após o seu término. Para que o tratamento com TRANSAMIN® forneça os resultados esperados, siga a
orientação do seu médico, respeitando sempre o modo de usar, os horários, as doses e a duração do trata-
mento. Não interrompa o tratamento, sem o conhecimento do seu médico. Não desaparecendo os sintomas,
retorne ao seu médico. Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA
TRANSAMIN® apresenta em sua fórmula o isômero trans do ácido 4-amino-metil-ciclohexano carboxílico
(ácido tranexâmico), que possui forte atração pelo sítio de ligação da lisina no plasminogênio e na plasmina,
inibindo por competição tanto a ativação, quanto a ação da plasmina. Sua ação, portanto, se faz na fase
posterior à formação do coágulo ou, mais precisamente, alargando o tempo de dissolução da rede de fi brina.
TRANSAMIN® não ativa a cascata da coagulação. Sua ação preserva o coágulo, tornando o mecanismo
hemostático mais efi ciente, reduzindo a intensidade e os riscos de sangramento. Essa lentifi cação do processo
de fi brinólise favorece a hemostasia em cirurgias, traumatismos, doenças hemorrágicas e nos sangramentos
onde a fi brinólise é, comprovadamente, um fator atuante, como nas hemorragias digestivas, descolamento
prematuro de placenta, cirurgias de próstata e hemorragias das vias respiratórias (epistaxe, hemoptise).
Sua ação também é comprovada nas hemofi lias. A participação da plasmina na ativação do Sistema do
Complemento explica a utilização dos antifi brinolíticos no tratamento do angioedema hereditário.
TRANSAMIN® apresenta absorção rápida. Aproximadamente 90% de uma dose intravenosa é excretada,
“in natura”, na urina, em 24 horas. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 2 horas, mantendo níveis
terapêuticos por 6 a 8 horas. Entre os antifi brinolíticos sintetizados, o isômero trans do ácido tranexâmico
foi o que demonstrou maior afi nidade e uma ligação mais forte à plasmina e ao plasminogênio. Razão
pela qual é considerado, neste grupo, como o mais potente inibidor da ação fi brinolítica da plasmina.
INDICAÇÕES
TRANSAMIN® está indicado no controle e prevenção de hemorragias provocadas por hiperfi brinólise e ligadas
a várias áreas como cirurgias cardíacas, ortopédicas, ginecológicas, otorrinolaringológicas, urológicas, neu-
rológicas, em pacientes hemofílicos, hemorragias digestivas e das vias aéreas. Angioedema hereditário.
CONTRA-INDICAÇÕES
TRANSAMIN® está contra-indicado em portadores de coagulação intravascular ativa, vasculopatia oclusiva
aguda e em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
A administração da solução injetável de TRANSAMIN® deve ser feita isoladamente. Não misturar nenhuma
outra medicação na solução.
A injeção por via endovenosa deverá ser o mais lenta possível. A administração endovenosa rápida pode
causar hipotensão ou bradicardia. O ácido tranexâmico é eliminado no leite materno, na proporção de,
aproximadamente, 1% em relação à concentração plasmática. Apresenta, portanto, pouca probabilidade
de efeito sobre o lactente. Mesmo assim, durante a amamentação, o produto deve ser utilizado sob estrita


orientação médica. Como qualquer outro medicamento, não se recomenda sua utilização no primeiro trimestre
da gravidez. Em portadores de insufi ciência renal, a dose deve ser reduzida, para evitar acúmulo.
Pacientes com tendência conhecida para trombose devem usar TRANSAMIN® com cautela.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Por via oral, até o momento, não foram descritos casos de interação com outros medicamentos. TRANSAMIN®
injetável não deve ser aplicado associado (no mesmo equipo) a outros medicamentos. Para diluição, deve-
se utilizar soro fi siológico isotônico, glicose isotônica, frutose a 20%, Dextran 40, Dextran 70 e solução de
Ringer.
REAÇÕES ADVERSAS
Em geral, TRANSAMIN® é bem tolerado. Entretanto, raramente, podem ocorrer reações gastrintestinais como
náuseas, vômitos e diarréias, que regridem com a diminuição da dose.
POSOLOGIA E MODO DE USAR
A dose de TRANSAMIN® deve ser ajustada individualmente por paciente. As doses recomendadas devem
ser interpretadas como uma diretriz inicial.
Dependendo da gravidade, TRANSAMIN® injetável pode ser administrado diretamente na veia, sem qualquer
diluição. Nestes casos, recomenda-se que a administração seja o mais lenta possível (1 ml/min).
Adultos:
Fibrinólise local: Injetável ­ 500 a 1000 mg por injeção intravenosa lenta (1ml/min.) sem diluição, três vezes
ao dia. Se o tratamento continuar por mais de 3 dias, recomenda-se o uso da apresentação oral. Alternativa-
mente, após injeção intravenosa inicial, o tratamento subseqüente pode ser continuado por infusão venosa.
Após diluído, pode ser administrado na dose de 25 a 50 mg/kg/dia. Comprimido – a dose recomendada é de
15 a 25 mg/kg, isto é, 2 a 3 comprimidos, duas a três vezes ao dia.
Fibrinólise sistêmica: Injetável ­ na coagulação intravascular disseminada, com ativação predominante do
sistema fi brinolítico, usualmente uma dose única de 1000 mg por injeção intravenosa lenta (1 ml/min.) é
sufi ciente para controlar o sangramento.
Neutralização de terapia trombolítica: 10 mg/kg por injeção intravenosa lenta.
Crianças:
De acordo com o peso corporal: 10 mg/kg, duas a três vezes ao dia.
TRANSAMIN® injetável, em infusão venosa, deve ser diluído, isoladamente, nas seguintes soluções: soro
fi siológico isotônico, glicose isotônica, frutose a 20%, Dextran 40, Dextran 70 e solução de Ringer. Em casos
mais graves, podem ser utilizadas até 10 ampolas na diluição.
TRANSAMIN® pode, ainda, ser administrado durante a heparinoterapia.
Em pacientes com insufi ciência renal, para evitar o risco de acúmulo, a dose deve ser corrigida de acordo
com a seguinte tabela:
Creatinina sérica
Dose I.V.
Dose oral
Freqüência
120 a 150 micromol/L
10 mg/kg
25 mg/kg
2 vezes ao dia
250 a 500 micromol/L
10 mg/kg
25 mg/kg
1 vez ao dia
> 500 micromol/L
5 mg/kg
12,5 mg/kg
1 vez ao dia
Algumas Indicações e Doses Recomendadas
Prostatectomia: em pacientes de alto risco, a profi laxia e o tratamento da hemorragia devem começar durante
o período pré-operatório, com TRANSAMIN® injetável, seguido de 2 comprimidos, três a quatro vezes ao
dia, até que a hematúria macroscópica desapareça.
Menorragia: 2 a 3 comprimidos, três a quatro vezes ao dia, por período de três a quatro dias. A terapia com
TRANSAMIN® deve ser instituída logo após o início do sangramento intenso. Nos casos em que o aumento
do fl uxo já é previsto, deve-se iniciar o tratamento no 1º dia do ciclo. Se o fl uxo for reduzido a um nível acei-
tável, sem efeitos colaterais, o tratamento pode ser repetido indefi nidamente. Caso não se obtenha redução
do sangramento, seu uso deve fi car restrito a não mais que três ciclos menstruais.
Epistaxe: 2 comprimidos, três vezes ao dia, durante 7 dias.
Hemofi lia: no preparo de extrações dentárias, 2 a 3 comprimidos, a cada 8 horas ou 25 mg/kg/dia.
Angioedema Hereditário: alguns pacientes reconhecem o início da doença. O tratamento consiste na admin-
istração intermitente de 2 a 3 comprimidos, duas a três vezes ao dia, por alguns dias.
Outros pacientes podem necessitar de tratamento contínuo, com esta dose.
SUPERDOSAGEM
Até o momento, não existem relatos de casos de superdosagem.
PACIENTES IDOSOS
Não há advertências ou recomendações especiais, sobre o uso do produto em pacientes idosos.
Reg. MS nº 1.0014.0055
Farm. Responsável: Dr. José Vicente Corrêa da Silva — CRF/RJ nº 3899
QUÍMICA E FARMACÊUTICA NIKKHO DO BRASIL Ltda.
Rua Jaime Perdigão, 431/445 ­- Ilha do Governador
Rio de Janeiro ­ RJ ­ BRASIL
C.N.P.J. 33.517.558/0001-06
Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800 282 9911 e (9-021-21) 3393-4266
INDÚSTRIA BRASILEIRA
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE EMBALAGEM EXTERNA.
VERSÃO 0.01


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