TEXTO DE BULA DE PRISTIQ

I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Pristiq
succinato de desvenlafaxina monoidratado
COMPRIMIDOS REVESTIDOS DE LIBERAÇÃO CONTROLADA
USO ORAL
APRESENTAÇÕES
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) 50 mg: Cartucho com 7, 14 e
28 comprimidos revestidos de liberação controlada (comprimidos rosa claro). Cada
comprimido
contém 75,87 mg de succinato de desvenlafaxina monoidratado
equivalente a 50 mg de desvenlafaxina.
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) 100 mg: Cartucho com 7, 14
e 28 comprimidos revestidos
de liberação controlada (comprimidos laranja
avermelhados). Cada comprimido contém 151,77 mg de succinato de desvenlafaxina
monoidratado equivalente a 100 mg de desvenlafaxina.

USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Princípio Ativo: succinato de desvenlafaxina monoidratado.

Excipientes: hipromelose; celulose microcristalina; talco; estearato de magnésio;
opaglós contendo carboximetilcelulose sódica, maltodextrina, dextrose monoidratada,
dióxido de titânio, ácido esteárico purificado, óxido de ferro vermelho e óxido de ferro
preto (apenas para comprimidos de 100 mg).

II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O succinato de desvenlafaxina monoidratado é um inibidor da recaptação de
serotonina (5-HT) e norepinefrina (NE), que não apresenta nenhuma atividade
inibitória da monoaminoxidase (MAO), nenhuma afinidade por receptores muscarínicos
colinérgicos, H1-histaminérgicos ou alfa1-adrenérgicos.
A eficácia de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) no tratamento de
depressão maior está relacionada à potencialização dos neurotransmissores da
serotonina e da norepinefrina no sistema nervoso central.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é indicado para tratamento do
transtorno depressivo maior (TDM).
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1 Julho/2008


Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) não é indicado para uso em
nenhuma população pediátrica.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações

Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) está contra-indicado em caso
de hipersensibilidade ao succinato de desvenlafaxina monoidratado, ao cloridrato de
venlafaxina, a qualquer excipiente da formulação e ao uso concomitante de inibidores
da monoaminoxidase (IMAOs).
Advertências

Piora Clínica de Sintomas Depressivos, Alterações Incomuns de Comportamento e
Ideação Suicida
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é um IRSN (Inibidor da
Recaptação de Serotonina e Norepinefrina), uma classe de medicamentos que pode
ser usada para tratar a depressão. Todos os pacientes tratados com a desvenlafaxina
devem ser monitorados adequadamente e observados atentamente para piora clínica
e suicidalidade. Os pacientes, seus familiares e seus cuidadores devem ser
estimulados a ficarem alerta ao aparecimento de ansiedade, agitação, ataques de
pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, acatisia
(agitação psicomotora), hipomania, mania, outras alterações incomuns de
comportamento, piora da depressão e ideação suicida, especialmente ao iniciar a
terapia ou durante qualquer alteração da dose ou do esquema posológico. O risco de
tentativa de suicídio deve ser considerado, especialmente em pacientes deprimidos e
a menor quantidade do medicamento, compatível com o bom tratamento do paciente,
deve ser fornecida para reduzir o risco de superdose.

Mania/Hipomania
Como ocorre com todos os antidepressivos, a desvenlafaxina deve ser usada com
cautela em pacientes com história pregressa ou história familiar de mania ou
hipomania.
Síndrome da Serotonina
O desenvolvimento de uma síndrome da serotonina potencialmente fatal pode ocorrer
com o tratamento com a desvenlafaxina, particularmente com o uso concomitante de
outros medicamentos serotoninérgicos (incluindo ISRSs, IRSNs e triptanos) e com
medicamentos que prejudicam o metabolismo da serotonina (incluindo os IMAOs).
Se o tratamento concomitante com a desvenlafaxina e um ISRS (Inibidores Seletivos
da Recaptação da Serotonina), outro IRSN ou um agonista do receptor da 5-
hidroxitriptamina (triptano) for clinicamente justificado, recomenda-se a observação
rigorosa do paciente, particularmente durante o início do tratamento e os aumentos da
dose.
O uso concomitante da desvenlafaxina com precursores da serotonina (como
suplementos de triptofano) não é recomendado.

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2 Julho/2008


Glaucoma de Ângulo Fechado
Midríase foi relatada em associação à desvenlafaxina; portanto, pacientes com pressão
intra-ocular aumentada ou aqueles em risco de glaucoma de ângulo fechado devem ser
monitorados.

Administração Concomitante de Medicamentos Contendo venlafaxina e/ou
desvenlafaxina
Produtos contendo succinato de desvenlafaxina monoidratado não devem ser usados
concomitantemente com produtos contendo cloridrato de venlafaxina ou outros
produtos contendo succinato de desvenlafaxina monoidratado.
Efeitos sobre a Pressão Arterial
Aumentos na pressão arterial foram observados em alguns pacientes, particularmente
com doses maiores. Hipertensão preexistente deve ser controlada antes do tratamento
com desvenlafaxina. Pacientes que recebem desvenlafaxina devem ter monitoração
regular da pressão arterial. Deve-se ter cautela com pacientes com condições clínicas
que possam ser afetadas por aumentos da pressão arterial.
Cardiovascular/Vascular Cerebral
Deve-se ter cautela na administração da desvenlafaxina a pacientes com distúrbios
cardiovasculares ou vasculares cerebrais. A desvenlafaxina não foi avaliada
sistematicamente em pacientes com história recente de infarto do miocárdio, doença
cardíaca instável, hipertensão não-controlada ou doença vascular cerebral.

Angina Instável
A desvenlafaxina não foi sistematicamente avaliada em pacientes com angina instável,
portanto seu uso não é recomendado nessa população.
Lipídios Séricos
Aumentos, relacionados à dose de desvenlafaxina, do colesterol total sérico, do
colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e dos triglicerídeos foram observados
em estudos clínicos. O controle periódico dos lipídios séricos deve ser realizado
durante o tratamento com a desvenlafaxina, ficando a critério médico a freqüência
desse controle.
Convulsões
Casos de convulsão foram relatados em estudos clínicos com a desvenlafaxina. A
desvenlafaxina não foi avaliada sistematicamente em pacientes com transtorno
convulsivo. Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) deve ser prescrito
com cautela nesses pacientes.

Descontinuação do Tratamento com Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado)
Durante a comercialização dos IRSNs (Inibidores da Recaptação de Serotonina e
Norepinefrina) e ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina), houve
relatos espontâneos de eventos adversos que ocorreram na descontinuação desses
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medicamentos, especialmente quando repentina, incluindo os seguintes: humor
disfórico, irritabilidade, agitação, tontura, distúrbios sensoriais (por exemplo, parestesias
como sensações de choque elétrico), ansiedade, confusão, dores de cabeça, letargia,
labilidade emocional, insônia, hipomania, tinido e convulsões. Embora esses eventos
sejam, geralmente, auto-limitados, houve relatos de sintomas sérios de
descontinuação.
Os pacientes devem ser monitorados para sintomas na descontinuação do tratamento
com Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado). Uma redução gradativa
da dose em vez da interrupção repentina é recomendada sempre que possível. Se
ocorrerem sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou na descontinuação
do tratamento, o reinício da dose anteriormente prescrita deve ser considerado.
Sangramento Anormal
Os medicamentos que inibem a captação de serotonina nas plaquetas podem resultar
em anormalidades de agregação plaquetária. Como ocorre com outros agentes que
inibem a recaptação da serotonina, a desvenlafaxina deve ser usada com cautela em
pacientes predispostos a sangramento.
Hiponatremia
Casos de hiponatremia e/ou da Síndrome da Secreção Inadequada do Hormônio
Antidiurético (SIADH) foram descritos com IRSNs e ISRSs, geralmente em pacientes
hipovolêmicos ou desidratados, incluindo pacientes idosos e pacientes que tomam
diuréticos.
Gravidez: A segurança da desvenlafaxina na gravidez em humanos não foi
estabelecida. A desvenlafaxina só deve ser administrada a mulheres grávidas se os
benefícios esperados superarem os possíveis riscos. Se a desvenlafaxina for usada
até ou logo antes do nascimento, os efeitos da descontinuação no recém-nascido
devem ser considerados.
Complicações, incluindo a necessidade de suporte respiratório, alimentação por sonda
ou hospitalização prolongada, foram relatadas em recém-nascidos expostos a IRSNs
ou ISRSs no final do terceiro trimestre. Essas complicações podem surgir
imediatamente após o parto.
Lactação: A desvenlafaxina (O-desmetilvenlafaxina) é excretada no leite humano.
Devido ao potencial para reações adversas sérias em lactentes devido à exposição à
desvenlafaxina, deve-se decidir pela descontinuação ou não da amamentação ou pela
descontinuação do medicamento, levando em consideração a importância do
medicamento para a mãe. Administrar a desvenlafaxina a lactantes apenas se os
benefícios esperados superarem os riscos possíveis.

Faixa etária:
Uso geriátrico: Nenhum ajuste de dose é necessário exclusivamente com base na idade;
entretanto, uma possível diminuição na depuração renal da desvenlafaxina deve ser
considerada ao determinar a dose a ser utilizada. Nos estudos clínicos de depressão
pré-comercialização com a desvenlafaxina, nenhuma diferença global na segurança ou
na eficácia foi observada entre os pacientes idosos e pacientes mais jovens, mas uma
maior sensibilidade de alguns pacientes mais idosos não pode ser excluída.

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Uso pediátrico: A segurança e a eficácia do uso de Pristiq (succinato de
desvenlafaxina monoidratado) em pacientes com menos de 18 anos de idade não
foram estabelecidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.

Não deve ser utilizado durante a gravidez e amamentação, exceto sob orientação
médica. Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se ocorrer gravidez ou
iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Atenção: Este medicamento contém corantes que podem, eventualmente, causar
reações alérgicas.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum
outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os comprimidos de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) 50 mg são
rosa claros, em formato de pirâmide quadrangular com a inscrição “W” sobre “50″ no
lado plano.
Os comprimidos de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) 100 mg são
laranja avermelhados, em formato de pirâmide quadrangular com a inscrição “W” sobre
“100″ no lado plano.
Transtorno Depressivo Maior (TDM)

A dose recomendada de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é de
50 mg uma vez por dia, com ou sem alimentos. Se o aumento de dose for indicado para
alguns pacientes, deve ocorrer gradativamente e em intervalos de no mínimo 7 dias. A
dose máxima não deve exceder 200 mg/dia.
Posologia em situações especiais:
· Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Transtorno Depressivo Maior (TDM): A dose inicial recomendada em pacientes com
insuficiência renal grave ou doença renal em estágio terminal (DRET) é de 50 mg em
dias alternados. Nesses casos, a individualização da dose pode ser desejável.
· Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
Nenhum ajuste de dose é necessário para os pacientes com insuficiência hepática.
Contudo, o escalonamento de doses acima de 100 mg/dia não é recomendado.
· Uso
Pediátrico
A segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos de idade ainda não
foram estabelecidas.
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Aprovada no DOU de 28/07/2008
5 Julho/2008


· Uso em Pacientes Idosos
Não é necessário ajuste de dose exclusivamente com base na idade; entretanto, a
possível depuração renal reduzida da desvenlafaxina deve ser considerada ao
determinar a dose a ser utilizada.
· Descontinuação da desvenlafaxina
Foram relatados sintomas associados à descontinuação de desvenlafaxina, outros
IRSNs e ISRSs. Os pacientes devem ser monitorados para esses sintomas quando
descontinuarem o tratamento. Uma redução gradativa da dose em vez da interrupção
repentina é recomendada sempre que possível.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.

Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Muito comuns: náusea, boca seca, constipação, fadiga, tontura, insônia, suor excessivo.

Comuns: palpitações, taquicardia, tinido, visão anormal, dilatação da pupila, diarréia,
vômitos, calafrios, astenia (fraqueza), sensação de nervoso, irritabilidade, peso
aumentado, pressão arterial aumentada, peso diminuído, colesterol sanguíneo
aumentado, apetite diminuído, rigidez musculoesquelética, sonolência, tremor,
parestesia, distúrbio do sentido gustativo, transtorno de atenção, ansiedade, sonhos
anormais, nervosismo, diminuição da libido, anorgasmia, orgasmo anormal, hesitação
urinária, disfunção erétil, ejaculação tardia, bocejos, erupção cutânea, fogachos.

Incomuns: síndrome de abstinência do medicamento, hipersensibilidade, triglicerídeos
sanguíneos aumentados, prova de função hepática anormal, prolactina sanguínea
aumentada, síncope, despersonalização, hipomania, epistaxe, hipotensão ortostática.

Raros: convulsão, transtorno extrapiramidal, proteinúria.

ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas tenham
indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, podem ocorrer
efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o médico responsável deve
ser comunicado.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?

Se uma grande quantidade de succinato de desvenlafaxina monoidratado for ingerida
de uma só vez, o médico deve ser contactado imediatamente.
O tratamento deve consistir das medidas gerais utilizadas no tratamento de
superdosagem com qualquer ISRS/IRNS. Garantir permeabilidade das vias aéreas com
oxigenação e ventilação adequadas. Medidas de suporte geral e sintomáticas também
são recomendadas. Lavagem gástrica com uma sonda orogástrica de grosso calibre
com proteção adequada das vias aéreas, se necessária, pode ser indicada se realizada
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Aprovada no DOU de 28/07/2008
6 Julho/2008


logo após a ingestão ou em pacientes sintomáticos. Carvão ativado deve ser
administrado.
Não se conhece nenhum antídoto específico para a desvenlafaxina. A indução de
vômitos não é recomendada. Devido ao volume moderado de distribuição desse
medicamento, é improvável que a diurese forçada, a diálise, a hemoperfusão e a
exsangüíneo transfusão sejam benéficas.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conserve este medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e 30°C),
antes e após a abertura da embalagem.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Descrição
Estudos pré-clínicos demonstraram que a desvenlafaxina é um inibidor seletivo da
recaptação da serotonina e da norepinefrina (IRSNs).
A eficácia clínica da desvenlafaxina está relacionada à potencialização desses
neurotransmissores no Sistema Nervoso Central. A desvenlafaxina não possui
afinidade significativa por vários receptores, incluindo receptores muscarínico-
colinérgicos, histaminérgicos H1 ou 1-adrenérgicos in vitro. Foi sugerido que a
atividade farmacológica nesses receptores está associada a vários efeitos
anticolinérgicos, sedativos e cardiovasculares observados com outros medicamentos
psicotrópicos. No mesmo ensaio abrangente de perfil de ligação, a desvenlafaxina
também não apresentou afinidade significativa por vários canais iônicos, incluindo
canais de íon cálcio, cloreto, potássio e sódio. Também não apresentou atividade
inibitória na monoaminoxidase (MAO). A desvenlafaxina não apresentou atividade
significativa no estudo do canal de potássio cardíaco (hERG) in vitro.
Em modelos pré-clínicos com roedores, a desvenlafaxina demonstrou atividade
preditiva de ações antidepressivas, ansiolíticas, termoreguladoras e propriedades
inibitórias da dor.

Propriedades Farmacocinéticas
A farmacocinética de dose única da desvenlafaxina é linear e proporcional à dose em
um intervalo de dose de 100 a 600 mg/dia. A meia-vida terminal média, t1/2, é de
aproximadamente 11 horas. Com a administração uma vez por dia, as concentrações
plasmáticas no estado de equilíbrio são atingidas em aproximadamente 4 – 5 dias. No
estado de equilíbrio, o acúmulo de doses múltiplas da desvenlafaxina é linear e
previsível a partir do perfil farmacocinético de dose única.
A farmacocinética da desvenlafaxina foi completamente avaliada em mulheres e
homens. Houve diferenças mínimas com base no sexo; os dados de todos os
indivíduos são apresentados a seguir.
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Aprovada no DOU de 28/07/2008
7 Julho/2008



Absorção e Distribuição
O succinato de desvenlafaxina monoidratado é bem-absorvido, com uma
biodisponibilidade oral absoluta de 80%. O tempo médio para a concentração
plasmática máxima (Tmáx) é de cerca de 7,5 horas após a administração oral. A AUC e
a Cmáx de 6.747 ng.h/mL e 376 ng/mL, respectivamente, são obtidas após uma dose
única de 100 mg.
Efeitos dos Alimentos

Um estudo do efeito da presença de alimentos envolvendo a administração da
desvenlafaxina a indivíduos saudáveis em jejum e na presença de alimentos (refeição
com alto teor de gordura) indicou que a Cmáx aumentou cerca de 16% na presença de
alimentos, enquanto as AUCs foram semelhantes. Essa diferença não é clinicamente
significativa; portanto, a desvenlafaxina pode ser tomada independentemente das
refeições.
A ligação a proteínas plasmáticas da desvenlafaxina é baixa (30%) e independente da
concentração do medicamento. O volume de distribuição da desvenlafaxina em estado
de equilíbrio após a administração intravenosa é de 3,4 L/kg, indicando a distribuição
em compartimentos não-vasculares.
Metabolismo e Eliminação
Aproximadamente 45% da desvenlafaxina é excretada inalterada na urina. A
desvenlafaxina é metabolizada principalmente por conjugação (mediada por isoformas
da UGT, incluindo UGT1A1, UGT1A3, UGT2B4, UGT2B15 e UGT2B17) e, em menor
grau, através do metabolismo oxidativo. Aproximadamente 19% da dose administrada é
excretada como o metabólito glicuronídeo e < 5% como o metabólito oxidativo (N, O-
didesmetilvenlafaxina) na urina. A CYP3A4 é a isoenzima do citocromo P450
predominante que age como mediador do metabolismo oxidativo (N-desmetilação) da
desvenlafaxina.

Populações Especiais
Idosos

Em um estudo conduzido com indivíduos saudáveis que receberam doses de até 300
mg, houve uma redução dependente da idade da depuração (clearance) da
desvenlafaxina, resultando em um aumento de 32% da Cmáx e um aumento de 55%
dos valores sob a curva (AUC) dos indivíduos com mais de 75 anos em comparação
aos indivíduos entre 18 – 45 anos. Não foram observadas diferenças em relação à
segurança ou eficácia entre pacientes mais idosos (> 65 anos de idade) e pacientes
mais jovens, mas não se pode desconsiderar a maior sensibilidade de alguns
pacientes mais idosos. Não houve necessidade de ajuste de dose exclusivamente com
base na idade; entretanto, uma possível redução da depuração (clearance) renal da
desvenlafaxina deve ser considerada ao determinar a dose (ver Posologia e Uso em
Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco) a ser utilizada.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia nos pacientes com menos de 18 anos de idade não foram
estabelecidas.
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Aprovada no DOU de 28/07/2008
8 Julho/2008



Pacientes com Insuficiência Renal
A farmacocinética do succinato de desvenlafaxina monoidratado 100 mg foi estudada
em indivíduos com insuficiência renal leve (n = 9), moderada (n = 8) e grave (n = 7) e
doença renal em estágio terminal (DRET) com necessidade de diálise (n = 9) e em
indivíduos controle saudáveis pareados por idade (n = 8). A eliminação foi
significativamente correlacionada com a depuração de creatinina. A depuração
corpórea total foi reduzida em 29% na insuficiência renal leve, 39% na moderada, 51%
na grave e 58% na DRET em comparação a indivíduos saudáveis. Essa depuração
reduzida resultou em aumentos das AUCs de 42% nos indivíduos com insuficiência
renal leve, 46% moderada e 108% grave (CrCl de 24 h, 30 mL/min) e 116% nos
indivíduos com DRET.
A meia-vida terminal média (t1/2) foi prolongada de 11,1 horas nos indivíduos saudáveis
para 13,5; 15,5; 17,6 e 22,8 horas em indivíduos com insuficiência renal leve,
moderada, grave e com DRET, respectivamente.
Menos de 5% do medicamento no organismo foi depurado durante um procedimento de
hemodiálise padrão de 4 horas. Portanto, doses complementares não devem ser
administradas a pacientes após a diálise. O ajuste de dose é recomendado em
pacientes com insuficiência da função renal significativa (ver Posologia).
Pacientes com Insuficiência Hepática
A farmacocinética do succinato de desvenlafaxina monoidratado 100 mg foi estudada
em indivíduos com insuficiência hepática leve (Child-Pugh A, n = 8), moderada (Child-
Pugh B, n = 8), grave (Child-Pugh C, n = 8) e em indivíduos saudáveis (n = 12).
A AUC média foi aumentada em aproximadamente 31% e 35% nos pacientes com
insuficiência hepática moderada e grave, respectivamente, em comparação aos
indivíduos saudáveis. Os valores médios de AUC foram equivalentes em indivíduos
com insuficiência hepática leve e em indivíduos saudáveis (diferença < 5%).
A depuração sistêmica (CL/F) foi diminuída em aproximadamente 20% e 36% em
pacientes com insuficiência hepática moderada e grave, respectivamente, em
comparação a indivíduos saudáveis. Os valores de CL/F foram equivalente em
indivíduos com insuficiência hepática leve e em indivíduos saudáveis (diferença < 5%).
A t1/2 média mudou de aproximadamente 10 horas em indivíduos saudáveis e em
indivíduos com insuficiência hepática leve para 13 e 14 horas em insuficiência hepática
moderada e grave, respectivamente (ver Posologia).
Estudo Minucioso do Intervalo QTc
Em um estudo minucioso do intervalo QTc com critérios determinados de maneira
prospectiva, em mulheres saudáveis, a desvenlafaxina não causou prolongamento do
intervalo QT. Além disso, nenhum efeito sobre o intervalo QRS foi observado.

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Aprovada no DOU de 28/07/2008
9 Julho/2008


2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Transtorno Depressivo Maior (TDM)

A eficácia de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) como tratamento
da depressão foi estabelecida em quatro estudos de dose fixa, controlados por
placebo, duplo-cegos e randomizados de 8 semanas em pacientes ambulatoriais
adultos que atenderam aos critérios de transtorno depressivo maior do Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV). No primeiro estudo, os
pacientes receberam 100 mg (n = 114), 200 mg (n = 116) ou 400 mg (n = 113) de
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) uma vez por dia ou placebo (n
= 118). Em um segundo estudo, os pacientes receberam 200 mg (n = 121) ou 400 mg
(n = 124) de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) uma vez por dia
ou placebo (n = 124). Em outros dois estudos, os pacientes receberam 50 mg (n = 150
e n = 164) ou 100 mg (n = 147 e n = 158) de Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado) uma vez por dia ou placebo (n = 150 e n = 161).
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) mostrou superioridade em
relação ao placebo medida pela melhora na pontuação total na Escala de
Classificação de Depressão de Hamilton de 17 itens (HAM-D17) em quatro estudos, e
com base na Escala de Impressões Clínicas Globais ­ Melhora (CGI-I) em três dos
quatro estudos. Não houve evidências claras de que doses maiores que 50 mg/dia
tivessem conferido algum benefício adicional.
Em um estudo de longo prazo, os pacientes ambulatoriais adultos que atenderam aos
critérios de transtorno depressivo maior do DSM-IV e que responderam a 12 semanas
de tratamento agudo com Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado)
foram randomizados para a mesma dose (200 ou 400 mg/dia) que receberam durante
o tratamento agudo ou para o placebo por até 26 semanas de observação para
recidiva. A resposta durante a fase aberta foi definida como pontuação total na HAM-
D17 <11 na avaliação do Dia 84. A recorrência durante a fase duplo-cega foi definida
da seguinte maneira: (1) pontuação total na HAM-D17 >16 em qualquer visita ao
consultório, (2) pontuação na CGI-I >6 (versus Dia 84) em qualquer visita ao
consultório ou (3) descontinuação do estudo devido à resposta insatisfatória. Os
pacientes que receberam o tratamento contínuo com Pristiq (succinato de
desvenlafaxina monoidratado) apresentaram taxas de recidiva significativamente
menores em relação às 26 semanas subseqüentes em comparação aos que
receberam placebo.
As análises da relação entre o resultado do tratamento e a idade e o sexo não
sugeriram nenhum diferencial de responsividade com base nessas características dos
pacientes. Não havia informações suficientes para determinar o efeito da raça sobre o
resultado nesses estudos.
3. INDICAÇÕES

Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é indicado para o tratamento do
transtorno depressivo maior (TDM).
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) não é indicado para uso em
nenhuma população pediátrica.




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Aprovada no DOU de 28/07/2008
10 Julho/2008


4. CONTRA-INDICAÇÕES
Hipersensibilidade ao succinato de desvenlafaxina monoidratado, ao cloridrato de
venlafaxina ou a qualquer excipiente da formulação.
A desvenlafaxina é um inibidor da recaptação da serotonina e da norepinefrina. Pristiq
(succinato de desvenlafaxina monoidratado) não deve ser usado em associação a
um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) ou em, no mínimo, 14 dias após a
descontinuação do tratamento com um IMAO. Com base na meia-vida do succinato de
desvenlafaxina monoidratado, deve-se esperar no mínimo 7 dias após a interrupção do
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) antes de iniciar um IMAO.
5. MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Conservar este medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e
30°C).
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) deve ser administrado por via
oral.
6. POSOLOGIA
Transtorno Depressivo Maior (TDM)

A dose recomendada de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é de
50 mg uma vez por dia, com ou sem alimentos. Nos estudos clínicos de dose fixa, as
doses de 50-400 mg/dia demonstraram ser eficazes, embora nenhum outro benefício
fosse demonstrado nas doses maiores que 50 mg/dia. Com base no julgamento clínico,
se o aumento de dose for indicado para alguns pacientes, deve ocorrer gradativamente
e em intervalos de no mínimo 7 dias. A dose máxima não deve exceder 200 mg/dia.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal

Transtorno Depressivo Maior (TDM): A dose inicial recomendada em pacientes com
insuficiência renal grave (CrCl de 24h <30 mL/min) ou doença renal em estágio terminal
(DRET) é de 50 mg em dias alternados. Devido à variabilidade individual da depuração
nesses pacientes, a individualização da dose pode ser desejável. Doses
complementares não devem ser administradas aos pacientes após a diálise (ver
Propriedades Farmacocinéticas).
Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática

Nenhum ajuste de dose é necessário para os pacientes com insuficiência hepática (ver
Propriedades Farmacocinéticas). Contudo, o escalonamento de doses acima de 100
mg/dia não é recomendado.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia em pacientes com menos de 18 anos de idade ainda não
foram estabelecidas.
Uso em Pacientes Idosos

Não é necessário ajuste de dose exclusivamente com base na idade; entretanto, uma
possível diminuição na depuração renal da desvenlafaxina deve ser considerada ao
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11 Julho/2008


determinar a dose (ver Advertências e Propriedades Farmacocinéticas) a ser
utilizada.
Descontinuação da desvenlafaxina

Foram relatados sintomas associados à descontinuação de desvenlafaxina assim
como com outros IRSNs e ISRSs. Os pacientes devem ser monitorados para esses
sintomas quando descontinuarem o tratamento. Uma redução gradativa da dose em
vez da interrupção repentina é recomendada sempre que possível. Se ocorrerem
sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou na descontinuação do
tratamento, o reinício da dose anteriormente prescrita deve ser considerado.
Subseqüentemente, o médico pode continuar a diminuir a dose, mas de forma mais
gradativa (ver Precauções e Reações Adversas).
7. ADVERTÊNCIAS
Piora Clínica de Sintomas Depressivos, Alterações Incomuns de Comportamento
e Suicidalidade
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado) é um IRSN (Inibidor da
Recaptação de Serotonina e Norepinefrina), uma classe de medicamentos que pode
ser usada para tratar a depressão. Todos os pacientes tratados com a desvenlafaxina
devem ser monitorados adequadamente e observados atentamente para piora clínica
e suicidalidade. Os pacientes, seus familiares e seus cuidadores devem ser
estimulados a ficarem alertas ao aparecimento de ansiedade, agitação, ataques de
pânico, insônia, irritabilidade, hostilidade, agressividade, impulsividade, acatisia
(agitação psicomotora), hipomania, mania, outras alterações incomuns de
comportamento, piora da depressão e ideação suicida, especialmente ao iniciar a
terapia ou durante qualquer alteração da dose ou do esquema posológico. O risco de
tentativa de suicídio deve ser considerado, especialmente em pacientes deprimidos e
a menor quantidade do medicamento, compatível com o bom tratamento do paciente,
deve ser fornecida para reduzir o risco de superdose.
O suicídio é um risco conhecido da depressão e de alguns outros transtornos
psiquiátricos e esses transtornos por si só são fortes preditores de suicídio. As
análises agrupadas de estudos controlados por placebo de curto prazo de
medicamentos antidepressivos (ISRSs e outros) demonstraram que esses
medicamentos aumentam o risco de suicidalidade em crianças, adolescentes e adultos
jovens (18 a 24 anos de idade) com depressão maior e outros transtornos
psiquiátricos. Os estudos de curto prazo não demonstraram um aumento do risco de
suicidalidade com antidepressivos em comparação ao placebo em adultos com mais
de 24 anos; houve uma redução do risco de suicidalidade com antidepressivos em
comparação ao placebo em adultos com 65 anos ou mais.

Mania/Hipomania

Em estudos clínicos, a mania foi relatada para 0,1% dos pacientes tratados com a
desvenlafaxina. A ativação da mania/hipomania também foi relatada em uma pequena
proporção de pacientes com transtorno afetivo maior que foram tratados com outros
antidepressivos comercializados. Como ocorre com todos os antidepressivos, a
desvenlafaxina deve ser usada com cautela em pacientes com história ou história
familiar de mania ou hipomania (ver Reações Adversas).


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12 Julho/2008


Síndrome da Serotonina

Como ocorre com outros agentes serotoninérgicos, o desenvolvimento de uma
síndrome da serotonina potencialmente fatal pode ocorrer com o tratamento com a
desvenlafaxina, particularmente com o uso concomitante de outros medicamentos
serotoninérgicos (incluindo ISRSs, IRSNs e triptanos) e com medicamentos que
prejudicam o metabolismo da serotonina (incluindo os IMAOs). Os sintomas da
síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado mental (por exemplo,
agitação, alucinações e coma), instabilidade autônoma (por exemplo, taquicardia,
pressão arterial instável e hipertermia), aberrações neuromusculares (por exemplo,
hiperreflexia, incoordenação) e/ou sintomas gastrintestinais (por exemplo, náusea,
vômitos e diarréia) (ver Interações Medicamentosas).
Se o tratamento concomitante com a desvenlafaxina e um ISRS, outro IRSN ou um
agonista do receptor da 5-hidroxitriptamina (triptano) for clinicamente justificado,
recomenda-se a observação rigorosa do paciente, particularmente durante o início do
tratamento e os aumentos da dose.
O uso concomitante da desvenlafaxina com precursores da serotonina (como
suplementos de triptofano) não é recomendado.

Glaucoma de Ângulo Fechado
Midríase foi relatada em associação à desvenlafaxina; portanto, pacientes com pressão
intra-ocular aumentada ou aqueles em risco de glaucoma de ângulo estreito fechado
devem ser monitorados (ver Reações Adversas).
PRECAUÇÕES
Administração Concomitante de Medicamentos Contendo venlafaxina e/ou
desvenlafaxina
A desvenlafaxina é o principal metabólito ativo da venlafaxina. Os produtos contendo
succinato de desvenlafaxina monoidratado não devem ser usados concomitantemente
com os produtos contendo cloridrato de venlafaxina ou outros produtos contendo
succinato de desvenlafaxina monoidratado.
Efeitos sobre a Pressão Arterial
Os aumentos da pressão arterial foram observados em alguns pacientes em estudos
clínicos, particularmente com doses maiores. Hipertensão preexistente deve ser
controlada antes do tratamento com a desvenlafaxina. Pacientes que recebem a
desvenlafaxina devem apresentar monitoração regular da pressão arterial. Casos de
pressão arterial elevada com necessidade de tratamento imediato foram relatados com
a desvenlafaxina. Os aumentos mantidos da pressão arterial podem ter conseqüências
adversas. Para os pacientes que apresentam um aumento mantido da pressão arterial
enquanto recebem a desvenlafaxina, a redução da dose ou a descontinuação deve ser
considerada.
Deve-se ter cautela com pacientes com condições clínicas que possam ser afetadas
por aumentos da pressão arterial (ver Reações Adversas).

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13 Julho/2008


Cardiovascular/Vascular Cerebral
Deve-se ter cautela na administração da desvenlafaxina a pacientes com distúrbios
cardiovasculares ou vasculares cerebrais. Aumentos da pressão arterial e da
freqüência cardíaca foram observados em estudos clínicos com a desvenlafaxina. A
desvenlafaxina não foi avaliada sistematicamente em pacientes com história recente de
infarto do miocárdio, doença cardíaca instável, hipertensão não-controlada ou doença
vascular cerebral. Os pacientes com esses diagnósticos, exceto doença vascular
cerebral, foram excluídos dos estudos clínicos (ver Reações Adversas).

Angina Instável
A desvenlafaxina não foi sistematicamente avaliada em pacientes com angina instável,
portanto seu uso não é recomendado nessa população.

Lipídios Séricos
Aumentos, relacionados à dose de desvenlafaxina, do colesterol total sérico, do
colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e dos triglicerídeos foram observados
em estudos clínicos. O controle periódico dos lipídios séricos deve ser realizado
durante o tratamento com a desvenlafaxina, ficando a critério médico a freqüência
desse controle.
Convulsões
Casos de convulsão foram relatados em estudos clínicos pré-comercialização com a
desvenlafaxina. A desvenlafaxina não foi avaliada sistematicamente em pacientes com
transtorno convulsivo. Os pacientes com história de convulsões foram excluídos dos
estudos clínicos pré-comercialização. Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado) deve ser prescrito com cautela nesses pacientes (ver Reações
Adversas).

Efeitos da Descontinuação do Tratamento com Pristiq (succinato de
desvenlafaxina monoidratado)

Durante a comercialização dos IRSNs (Inibidores da Recaptação de Serotonina e
Norepinefrina) e ISRSs (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina), houve
relatos espontâneos de eventos adversos que ocorreram na descontinuação desses
medicamentos, especialmente quando repentina, incluindo os seguintes: humor
disfórico, irritabilidade, agitação, tontura, distúrbios sensoriais (por exemplo, parestesias
como sensações de choque elétrico), ansiedade, confusão, dores de cabeça, letargia,
labilidade emocional, insônia, hipomania, tinido e convulsões. Embora esses eventos
sejam, geralmente, auto-limitados, houve relatos de sintomas sérios de
descontinuação.
Os pacientes devem ser monitorados para sintomas na descontinuação do tratamento
com Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado). Uma redução gradativa
da dose em vez da interrupção repentina é recomendada sempre que possível. Se
ocorrerem sintomas intoleráveis após uma diminuição da dose ou na descontinuação
do tratamento, o reinício da dose anteriormente prescrita deve ser considerado (ver
Posologia e Reações Adversas).

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14 Julho/2008


Sangramento Anormal
Os IRSNs e ISRSs, incluindo Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado),
podem aumentar o risco de eventos de sangramento. O uso concomitante de aspirina,
drogas anti nflamatórias não esteroidais, varfarina e outros anti-coagulantes pode
contribuir para este risco. Relatos de caso e estudos epidemiológicos (controle de
caso e desenho de coorte) demonstraram uma associação entre o uso de drogas que
interferem na reabsorção da serotonina e ocorrência de sangramento gastrintestinal.
Sangramentos relacionados aos IRSNs e ISRSs variaram de equimose, hematoma,
epistaxe e petéquia a hemorragias potencialmente fatais. Os pacientes devem ser
instruídos sobre o risco de sangramento associado ao uso concomitante de Pristiq
(succinato de desvenlafaxina monoidratado) e antinflamatórios não esteroidais,
aspirina ou outras drogas que afetam a coagulação ou sangramento.
Os medicamentos que inibem a captação de serotonina nas plaquetas podem resultar
em anormalidades de agregação plaquetária. Como ocorre com outros agentes que
inibem a recaptação da serotonina, a desvenlafaxina deve ser usada com cautela em
pacientes predispostos a sangramento.
Insuficiência renal

Em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave ou com doença renal em
estágio final (DREF), o clearance de Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado) estava diminuído, prolongando assim a meia vida de eliminação da
droga. Como resultado, houve aumento potencial e clinicamente significativo da
exposição ao Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado). O ajuste de
dosagem (50 mg em dias alternados) é necessário para pacientes com insuficiência
renal grave ou DREF. As doses não devem ser escalonadas em pacientes com
insuficiência renal moderada ou grave ou DREF.
Hiponatremia
Casos de hiponatremia e/ou da Síndrome da Secreção Inadequada do Hormônio
Antidiurético (SIADH) foram descritos com IRSNs e ISRSs, geralmente em pacientes
hipovolêmicos ou desidratados, incluindo pacientes idosos e pacientes que tomam
diuréticos (ver Reações Adversas).
Efeitos sobre as Atividades que Requerem Concentração

Interferência com o desempenho cognitivo e motor: Os resultados de um estudo
clínico que avaliou os efeitos da desvenlafaxina sobre o desempenho comportamental
de indivíduos saudáveis não revelou comprometimento clinicamente significativo do
desempenho psicomotor, cognitivo ou do comportamento complexo. No entanto, como
qualquer medicamento ativo do SNC pode prejudicar o julgamento, o raciocínio ou as
habilidades motoras, os pacientes devem ser avisados sobre a operação de
maquinário perigoso, incluindo automóveis, até que estejam razoavelmente certos de
que a terapia com a desvenlafaxina não tem efeito adverso sobre a sua capacidade de
desempenhar essas atividades.
Doença pulmonar intersticial e pneumonia eosinofílica

Doença pulmonar intersticial e pneumonia eosinofílica associadas à terapia com
venlafaxina [a droga mãe de Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado)]
foram raramente relatadas. A possibilidade desses efeitos adversos deve ser
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15 Julho/2008


considerada em pacientes tratados com Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado) que desenvolvem dispnéia progressiva, tosse ou desconforto torácico.
Esses pacientes devem ser submetidos a uma avaliação médica imediata e deve-se
considerar a descontinuação do Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado).
ABUSO E DEPENDÊNCIA
Dependência Física e Psicológica: Embora a desvenlafaxina não tenha sido estudada
sistematicamente em estudos pré-clínicos ou clínicos quanto a seu potencial para
abuso, não foi observada nenhuma indicação de comportamento de busca por droga
nos estudos clínicos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.

8. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso Geriátrico
Nenhum ajuste de dose é necessário exclusivamente com base na idade; entretanto,
uma possível diminuição na depuração (clearance) renal da desvenlafaxina deve ser
considerada ao determinar a dose (ver Posologia e Propriedades Farmacocinéticas)
a ser utilizada.
Transtorno Depressivo Maior (TDM)
Dos 3.292 pacientes em estudos clínicos de pré-comercialização com a desvenlafaxina,
5% tinha 65 anos ou mais. Nenhuma diferença global na segurança ou na eficácia foi
observada entre esses pacientes e pacientes mais jovens, mas uma maior sensibilidade
de alguns pacientes mais idosos não pode ser desconsiderada.
Gravidez

A segurança da desvenlafaxina na gravidez em humanos não foi estabelecida. A
desvenlafaxina só deve ser administrada a mulheres grávidas se os benefícios
esperados superarem os possíveis riscos. Se a desvenlafaxina for usada até ou logo
antes do nascimento, os efeitos da descontinuação no recém-nascido devem ser
considerados.
Complicações, incluindo a necessidade de suporte respiratório, alimentação por sonda
ou hospitalização prolongada, foram relatadas em recém-nascidos expostos a IRSNs
ou ISRSs no final do terceiro trimestre. Essas complicações podem surgir
imediatamente após o parto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação

A desvenlafaxina (O-desmetilvenlafaxina) é excretada no leite humano. Devido ao
potencial para reações adversas sérias em lactentes devido à exposição à
desvenlafaxina, deve-se decidir pela descontinuação ou não da amamentação ou pela
descontinuação do medicamento, levando em consideração a importância do
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16 Julho/2008


medicamento para a mãe. Administrar a desvenlafaxina a lactantes apenas se os
benefícios esperados superarem os riscos possíveis.
Uso Pediátrico
A segurança e a eficácia do uso de Pristiq (succinato de desvenlafaxina
monoidratado) em pacientes com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas.
9. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Inibidores da Monoaminoxidase (IMAOs)
As reações adversas, algumas das quais foram sérias, foram relatadas em pacientes
que recentemente descontinuaram um inibidor da monoaminoxidase (IMAO) e iniciaram
o tratamento com antidepressivos com propriedades farmacológicas semelhantes às da
desvenlafaxina (IRSNs ou ISRSs) ou que recentemente descontinuaram a terapia com
IRSN ou ISRS antes do início de um IMAO. O uso concomitante da desvenlafaxina em
pacientes tomando inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) é contra-indicado (ver
Advertências).

Pelo menos 14 dias devem se passar entre a descontinuação de um IMAO e a
introdução da terapia com Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado).
Além disso, deve haver pelo menos 7 dias de intervalo após a interrupção de Pristiq
(succinato de desvenlafaxina monoidratado) antes do início de um IMAO.

Agentes Ativos do Sistema Nervoso Central
O risco de usar a desvenlafaxina em combinação com outros medicamentos ativos do
Sistema Nervoso Central (SNC) não foi avaliado sistematicamente. Deve-se ter cautela
quando a desvenlafaxina for tomada em associação a outros medicamentos ativos do
SNC.

Síndrome da Serotonina
Como ocorre com outros agentes serotoninérgicos, a síndrome da serotonina, uma
condição potencialmente fatal, pode ocorrer com o tratamento com a desvenlafaxina,
particularmente com o uso concomitante de outros agentes que podem afetar o
sistema neurotransmissor serotonérgico (incluindo triptanos, ISRSs, outros IRSNs,
lítio, sibutramina, tramadol ou Erva de São João [Hypericum perforatum]), com
medicamentos que prejudicam o metabolismo da serotonina (como os IMAOs,
incluindo a linezolida [um antibiótico que é um IMAO não-seletivo reversível], ver
Contra-Indicações) ou com precursores da serotonina (como suplementos de
triptofano). Os sintomas da síndrome da serotonina podem incluir alterações do estado
mental, instabilidade autônoma, aberrações neuromusculares e/ou sintomas
gastrintestinais.
Se o tratamento concomitante da desvenlafaxina com um ISRS, um IRSN ou um
agonista do receptor de 5-hidroxitriptamina (triptano) for clinicamente justificado,
recomenda-se a observação rigorosa do paciente, especialmente durante o início do
tratamento e os aumentos da dose. O uso concomitante da desvenlafaxina com
precursores da serotonina (como suplementos de triptofano) não é recomendado (ver
Advertências).

Drogas que Interferem na Hemostase (por ex., antinflamatórios não esteroidais,
aspirina e varfarina)
A liberação de serotonina pelas plaquetas desempenha um importante papel na
hemostase. Estudos epidemiológicos de controle de caso e desenho de coorte
demostraram uma associação entre o uso de drogas psicotrópicas que interferem na
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17 Julho/2008


reabsorção de serotonina e a ocorrência de sangramento gastrintestinal superior. Esses
estudos demonstraram, ainda, que o uso concomitante de antinflamatórios não
esteroidais ou aspirina pode potencializar esse risco de sangramento. Efeitos
anticoagulantes alterados, incluindo o aumento de sangramento, foram relatados quando
IRSNs e ISRSs são co-administrados com varfarina. Os pacientes recebendo terapia
com varfarina devem ser cuidadosamente monitorados quando a terapia com Pristiq
(succinato de desvenlafaxina monoidratado) é iniciada ou descontinuada.
etanol
Um estudo clínico demonstrou que a desvenlafaxina não aumenta o comprometimento
das habilidades mentais e motoras causadas pelo etanol. No entanto, como ocorre com
todos os medicamentos ativos do SNC, os pacientes devem ser aconselhados a evitar o
consumo de álcool enquanto estiverem tomando a desvenlafaxina.
Potencial de Outros Medicamentos Afetarem a desvenlafaxina
Inibidores da CYP3A4
A CYP3A4 está minimamente envolvida na eliminação da desvenlafaxina. Em um
estudo clínico, o cetoconazol (200 mg, 2x/dia) aumentou a área sob a curva de
concentração vs. tempo (AUC) da desvenlafaxina (dose única de 400 mg) em cerca de
43%, uma interação fraca e a Cmáx em aproximadamente 8%. O uso concomitante da
desvenlafaxina com inibidores potentes da CYP3A4 pode resultar em concentrações
maiores da desvenlafaxina.
Inibidores de Outras Enzimas CYP
Com base em dados in vitro, não se espera que os medicamentos que inibem as
isoenzimas CYP 1A1, 1A2, 2A6, 2D6, 2C8, 2C9, 2C19 e 2E1 tenham impacto
significativo sobre o perfil farmacocinético da desvenlafaxina.
Potencial da desvenlafaxina de Afetar Outros Medicamentos
Medicamentos Metabolizados pela CYP2D6
Estudos clínicos demonstram que a desvenlafaxina é um inibidor fraco da CYP2D6 na
dose de 100 mg diariamente. Quando o succinato de desvenlafaxina monoidratado foi
administrado na dose de 100 mg diariamente em associação a uma dose única de 50
mg de desipramina, um substrato da CYP2D6, a AUC da desipramina aumentou
aproximadamente 17%. Quando a dose de 400 mg foi administrada, a AUC da
desipramina aumentou aproximadamente 90%. O uso concomitante da desvenlafaxina
com um medicamento metabolizado pela CYP2D6 pode resultar em concentrações
maiores desse medicamento.

Medicamentos Metabolizados pela CYP3A4
In vitro, a desvenlafaxina não inibe nem induz as isoenzimas CYP3A4. Em um estudo
clínico, a desvenlafaxina (400 mg diariamente) diminuiu a AUC do midazolam (dose
única 4 mg), um substrato da CYP3A4, em aproximadamente 31%. O uso
concomitante da desvenlafaxina com um medicamento metabolizado pela CYP3A4
pode resultar em exposições menores a esse medicamento.

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Aprovada no DOU de 28/07/2008
18 Julho/2008


Medicamentos Metabolizados pela CYP1A2, 2A6, 2C8, 2C9 e 2C19
In vitro, a desvenlafaxina não inibe as isoenzimas CYP1A2, 2A6, 2C8, 2C9 e 2C19 e
não seria de se esperar que afetasse a farmacocinética dos medicamentos que são
metabolizados por essas isoenzimas do CYP.

Transportador da Glicoproteína P
In vitro, a desvenlafaxina não é substrato nem inibidor do transportador da glicoproteína
P.
Terapia Eletroconvulsiva
Não há dados clínicos que estabeleçam os riscos e/ou benefícios da terapia
eletroconvulsiva combinada ao tratamento do TDM com a desvenlafaxina.
10. POSSÍVEIS ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
Houve relatos incomuns (<0,1% a <1%) de aumentos discretos aos níveis das
transaminases séricas, alguns dos quais foram clinicamente significativos, sem
aumentos concomitantes dos níveis de bilirrubina, em alguns pacientes tratados com
Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado).
Lipídios
Elevações no colesterol sérico total em jejum, colesterol LDL (lipoproteína de baixa
densidade) e triglicérides ocorreram nos estudos controlados. Algumas dessas
anormalidades foram consideradas potencial e clinicamente significativas (ver
Precauções e Advertências).
A porcentagem de pacientes que excedeu o valor limítrofe pré-determinado consta na
Tabela 1.

Tabela 1: Incidência (%) de Pacientes com Anormalidades Lipídicas de
Significância Clínica Potencial*
Pristiq (succinato de desvenlafaxina


monoidratado)
200
400

Placebo
50 mg
100 mg
mg
mg
Colesterol Total
2 3 4
4
10
*(Aumento de 50 mg/dL e
um valor absoluto de
261 mg/dL)
Colesterol LDL
0 1 0
1
2
*(Aumento de 50 mg/dL e
um valor absoluto de
190 mg/dL)
Triglicérides, em jejum
3 2 1
4
6
*(Jejum: 327 mg/dL)

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19 Julho/2008


Proteinúria
Proteinúria maior que ou igual a traços foi observada nos estudos controlados de dose
fixa (vide Tabela 2). Essa proteinúria não foi associada a aumentos no BUN ou na
creatinina e, em geral, foi transitória.
Tabela 2: Incidência (%) de Pacientes com Proteinúria
nos Estudos Clínicos de Dose Fixa
Pristiq (succinato de


desvenlafaxina monoidratado)

Placebo
50 mg 100 mg 200 mg 400 mg
Proteinúria 4
6
8
5
7
11. REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Experiência dos Estudos Clínicos
A segurança pré-comercialização da desvenlafaxina foi estabelecida em um total de
3.292 pacientes que foram expostos a, no mínimo, uma dose de desvenlafaxina
variando de 50 a 400 mg/dia em estudos clínicos de TDM. A segurança a longo prazo
foi avaliada em 1.070 pacientes em estudos de TDM que foram expostos à
desvenlafaxina por, no mínimo, 6 meses, com 274 pacientes expostos por 1 ano.
Reações Adversas
A lista de reações adversas a seguir foi relatada por pacientes tratados com a
desvenlafaxina em todo o intervalo de dose estudado (50 a 400 mg) durante os
estudos pré-comercialização a curto e longo prazos. Em geral, as reações adversas
foram mais freqüentes na primeira semana de tratamento.
As reações adversas são categorizadas por sistema corpóreo e relacionadas em
ordem de freqüência decrescente usando as seguintes definições:
A freqüência esperada das reações adversas é apresentada de acordo com as
categorias de freqüência:
Muito Comum:
> 10%
Comum: > 1% e < 10%
Incomum: > 0,1% e < 1%
Rara: > 0,01% e < 0,1%
Muito Rara:
< 0,01%
Classe de Sistema/Órgão
Reação Adversa

Distúrbios cardíacos
Comum palpitações,
taquicardia
Distúrbios auditivos e do labirinto
Comum tinido
Distúrbios oculares
Comum
visão anormal, midríase
Distúrbios gastrintestinais
Muito comum
náusea, boca seca, constipação
Comum diarréia,
vômitos
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20 Julho/2008


Classe de Sistema/Órgão
Reação Adversa

Distúrbios gerais
Muito comum
fadiga
Comum
calafrios, astenia, nervosismo, irritabilidade
Incomum
síndrome de abstinência do medicamento
Distúrbios do sistema imunológico
Incomum hipersensibilidade
Exames
Comum
aumento de peso, elevação da pressão arterial,
perda de peso, colesterol sangüíneo aumentado
Incomum
triglicerídeos sangüíneos aumentados, prova de
função hepática anormal, prolactina sangüínea
aumentada
Distúrbios metabólicos e nutricionais
Comum apetite
diminuído
Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conjuntivo e dos ossos
Comum rigidez
musculoesquelética
Distúrbios do sistema nervoso
Muito comum
tontura
Comum
sonolência, tremor, parestesia, disgeusia, transtorno
de atenção
Incomum síncope
Em um estudo conduzido com indivíduos saudáveis que utilizou os registros de
polissonografia (PSG) e eletroencefalogramas (EEGs), obtidos durante o dia, para
confirmar a potencial atividade antidepressiva, a desvenlafaxina aumentou a latência
e reduziu a duração do sono REM. Os efeitos foram observados com a administração
de doses diárias de 150 mg, 300 mg e 600 mg.
Transtornos psiquiátricos
Muito comum
insônia
Comum
ansiedade, sonhos anormais, nervosismo, diminuição
da libido, anorgasmia, orgasmo anormal
Incomum despersonalização,
hipomania
Distúrbios renais e urinários
Comum hesitação
urinária
Raro proteinúria
Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas
Comum
disfunção erétil, ejaculação tardia
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Comum bocejos
Incomum epistaxe
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Muito comum
hiperidrose
Comum erupção
cutânea
Distúrbios vasculares
Comum fogachos
Incomum hipotensão
ortostática
Eventos Adversos Cardíacos Isquêmicos
Nos estudos clínicos, houve relatos incomuns de eventos adversos cardíacos
isquêmicos, incluindo isquemia do miocárdio, infarto do miocárdio e obstrução
coronariana com necessidade de revascularização; esses pacientes apresentavam
múltiplos fatores de risco cardíaco subjacentes. Mais pacientes apresentaram esses
eventos durante o tratamento com a desvenlafaxina em comparação ao placebo (ver
Precauções).
S:\Pristiq\Bula\ Pristiq – ms08cds1v1 – Exig04
Aprovada no DOU de 28/07/2008
21 Julho/2008



Angina Instável

Especificamente, em um estudo da desvenlafaxina para o tratamento de sintomas
vasomotores em mulheres na pós-menopausa, eventos adversos cardíacos
isquêmicos foram observados em cinco mulheres recebendo doses de desvenlafaxina
superiores a 200 mg/dia. Estas pacientes tinham múltiplos fatores de risco
subjacentes.
Sintomas da Descontinuação
Transtorno Depressivo Maior
As reações adversas ao medicamento relatadas em associação à descontinuação
repentina, à redução da dose ou à descontinuação gradativa do tratamento em
estudos clínicos de TDM em uma taxa >5% incluem: tontura, náusea, cefaléia,
irritabilidade, diarréia, ansiedade, sonhos anormais, fadiga e hiperidrose. Em geral, os
sintomas da descontinuação ocorreram mais freqüentemente com a duração
prolongada da terapia (ver Posologia e Precauções).
Reações Adversas que Resultaram em Descontinuação da Terapia
Transtorno Depressivo Maior
As reações adversas mais comuns que resultaram em descontinuação em no mínimo
2% dos pacientes tratados com a desvenlafaxina nos estudos a curto prazo, até 8
semanas, foram: náusea (4%); tontura e vômitos (2% cada); no estudo a longo prazo,
até 9 meses, a mais comum foi presença vômitos (2%).
12. SUPERDOSE
Experiência em Humanos

Há experiência clínica limitada com a superdosagem do succinato de desvenlafaxina
monoidratado em humanos.
Entre os pacientes incluídos nos estudos de TDM pré-comercialização do succinato de
desvenlafaxina monoidratado, houve quatro adultos que ingeriram doses maiores que
800 mg do succinato de desvenlafaxina monoidratado (4.000 mg [desvenlafaxina
isoladamente], 900, 1.800 e 5.200 mg [em associação com outros medicamentos]);
todos os pacientes se recuperaram. Além disso, uma criança de 11 meses de idade,
filha de um paciente, ingeriu acidentalmente 600 mg do succinato de desvenlafaxina
monoidratado, foi tratada e se recuperou.

Tratamento da Superdosagem

Não se conhece nenhum antídoto específico para a desvenlafaxina. A indução de
vômitos não é recomendada. Devido ao volume moderado de distribuição desse
medicamento, é improvável que a diurese forçada, a diálise, a hemoperfusão e a
exsangüíneo transfusão sejam benéficas.
O tratamento deve consistir das medidas gerais utilizadas no tratamento de
superdosagem com qualquer ISRS/IRNS. Garantir vias aéreas, oxigenação e ventilação
adequadas. Monitorar o ritmo cardíaco e os sinais vitais. Medidas de suporte geral e
sintomáticas também são recomendadas. Lavagem gástrica com uma sonda
orogástrica de grosso calibre com proteção adequada das vias aéreas, se necessária,
S:\Pristiq\Bula\ Pristiq – ms08cds1v1 – Exig04
Aprovada no DOU de 28/07/2008
22 Julho/2008


pode ser indicada se realizada logo após a ingestão ou em pacientes sintomáticos.
Carvão ativado deve ser administrado.

13. ARMAZENAGEM
Conservar este medicamento em temperatura ambiente (temperatura entre 15 e
30°C), antes e após a abertura da embalagem.

IV) DIZERES LEGAIS
Registro MS ­ 1.2110.0273
Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura – CRF-SP nº 9258
Fabricado por:
Wyeth Pharmaceuticals Company
Guayama ­ Porto Rico ­ Estados Unidos
Importado, embalado e distribuído por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Castelo Branco, km 32,5
Itapevi ­ São Paulo ­ Brasil
CNPJ nº 61.072.393/0039-06
Indústria Brasileira
Logotipo do Serviço de Atendimento ao Consumidor ­ 08000 160625
Venda Sob Prescrição Médica
Só Pode ser Vendido com Retenção da Receita
Data de fabricação, lote e validade: vide cartucho.
CDS1v1

S:\Pristiq\Bula\ Pristiq – ms08cds1v1 – Exig04
Aprovada no DOU de 28/07/2008
23 Julho/2008


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