Glifage® XR
cloridrato de metformina 500 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Glifage® XR 500 mg
Comprimidos de ação prolongada – Embalagem contendo 30 comprimidos de ação prolongada.
USO ORAL – ADULTO

COMPOSIÇÃO
Glifage® XR 500 mg
Cada comprimido de ação prolongada contém:
cloridrato
de
metformina*………………………………………………………………………………………………………………………….
………… 500 mg
(* equivalente a 390 mg de metformina base).
Excipientes: estearato de magnésio, carmelose sódica, hipromelose e celulose microcristalina.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento
Tratamento do diabetes (normalização dos níveis elevados de açúcar no sangue; redução das
complicações do diabetes).
Indicações do medicamento
Este medicamento é um antidiabético de uso oral, que associado a uma dieta apropriada, é
utilizado para o tratamento do Diabetes tipo 2, isoladamente ou em combinação com outros
antiadiabéticos orais, como por exemplo aqueles da classe das sulfoniluréias. Pode ser utilizado
também para o tratamento do diabetes tipo 1 em complementação à insulinoterapia. Este
medicamento também está indicado na Síndrome dos Ovários Policísticos.
Riscos do medicamento
Contra-indicações
Este medicamento não deve ser usado durante a gravidez e amamentação. O medicamento
também está contra-indicado para alcoólatras, pessoas com doenças dos rins e do fígado,
insuficiência cardíaca congestiva, infarto agudo do miocárdio, alterações respiratórias,
infecções ou alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

Advertências
O uso da metformina não elimina a necessidade de regime com redução de açúcares em
todos os casos de diabetes, assim como de regime com redução de açúcares e calorias
quando houver, associadamente, excesso de peso. Realize regularmente os controles
biológicos habituais do diabetes. Durante o tratamento, a ocorrência de vômitos e dor
abdominal acompanhada de câimbras musculares ou mal-estar geral com fadiga intensa
pode ser sinal de perda do controle do diabetes. Isto pode ser em decorrência de acidose
láctica. O tratamento deve ser interrompido e o paciente deve consultar o médico
imediatamente.

- ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS, SEM
ORIENTAÇÃO MÉDICA.
-
ESTE MEDICAMENTO NÃO É INDICADO PARA CRIANÇAS ABAIXO DE 17 ANOS.
-
INFORME AO MÉDICO SE APARECEREM REAÇÕES INDESEJÁVEIS.
- INFORME AO SEU MÉDICO SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO
MEDICAMENTO.
- NÃO USE MEDICAMENTO SEM CONSULTAR O SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA A SUA SAÚDE.



Precauções
Este medicamento, usado isoladamente, não interfere na habilidade de dirigir ou operar
máquinas. No entanto, os pacientes devem estar alertas aos sintomas da hipoglicemia e
seus efeitos quando este medicamento for usado com outras drogas hipoglicemiantes tais
como sulfoniluréia e/ou com insulina (sintomas da hipoglicemia: ansiedade, comportamento
similar à embriaguez, alterações visuais, suor frio, confusão mental, palidez, dificuldade de
concentração, fome excessiva, aumento da freqüência cardíaca, dor de cabeça, náusea,
irritabilidade, pesadelos, sono não restaurador, tremores, cansaço incomum ou fraqueza).

Interações medicamentosas
A ingestão juntamente com alimentos não prejudica a absorção do medicamento. Durante o
uso do medicamento, evite o consumo de álcool ou reduza-o a um mínimo. Nunca ingira o
medicamento junto com bebidas alcoólicas. Certos agentes hiperglicemiantes
(corticoesteróides, diuréticos tiazídicos, contraceptivos orais fenotiazinas, agentes
simpaticomiméticos do tipo ß2, tetracosactida, danazol, estrogenos, hormonios tireoidianos,
fenitoina, ácido nicotínico, bloqueadores de canal de cálcio e isoaniazida) podem alterar o
curso do diabetes e tornar necessário aumento da dose de metformina ou sua combinação
com sulfoniluréias hipoglicemiantes ou terapia com insulina. Os inibidores da ECA podem
reduzir a glicemia, tornando necessários reajustes posológicos. Os diuréticos,
especialmente os de alça, podem ocasionar falência renal, levando a acúmulo de
metformina e risco, embora raro, de acidose láctica. Igualmente pode ocorrer falência renal
com acúmulo de metformina e risco de acidose láctica em decorrência da utilização
intravascular de contrastes iodados, por isso a necessidade de suspender uso 48 horas
antes do exame contrastado. A metformina, usada isoladamente, raramente ocasiona
hipoglicemia. Entretanto, é necessário estar atento à potencialização de ação, quando é
administrada em associação com insulina ou sulfoniluréias.
Alterações nos exames laboratoriais
Pode haver um resultado falso-positivo de cetonas na urina. Concentrações de colesterol
total, LDL e triglicerídeos podem estar reduzidas em usuários de metformina. Já a
concentração de HDL pode estar ligeiramente aumentada, assim como a concentração de
lactato no jejum pode estar aumentada.
Modo de uso
Aspecto físico
Glifage® XR 500 mg – Comprimidos biconvexos, oblongos, brancos a levemente amarelados com
inscrição "500" em uma das faces.
Como usar
Não existe regime posológico fixo para o tratamento da hiperglicemia no diabetes mellitus com a
metformina ou qualquer outro agente farmacológico. A posologia da metformina deve ser
individualizada, tomando como bases a eficácia e a tolerância ao produto. Não deve ser excedida a
dose máxima recomendada que é de 2550 mg.
No início do tratamento deve-se medir os níveis plasmáticos de glicose, em jejum, para avaliar a
resposta terapêutica à metformina e determinar a dose mínima eficaz para o paciente.
Posteriormente, deve-se medir a hemoglobina glicosilada a cada três meses.
As metas terapêuticas devem ser a redução dos níveis de glicose plasmática em jejum e de
hemoglobina glicosilada, para níveis normais, ou próximos dos normais, utilizando a menor dose
eficaz de metformina, isoladamente ou em combinação com outros agentes.
Este medicamento deve ser tomado diariamente, sem interrupção, exceto quando orientada pelo
médico.
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros sem serem mastigados durante o jantar. Sempre
ingira os comprimidos junto com a comida.
Os componentes inertes dos comprimidos podem ocasionalmente aparecer intactos nas fezes
como uma massa hidratada parecida com o comprimido original.


Caso haja esquecimento de administração de uma dose, deve-se tomar a dose seguinte no horário
habitual. A dose de Glifage® XR não deve ser tomada dobrada.
Dosagem
Glifage XR® 500 mg
A dose terapêutica inicial é de 1 comprimido uma vez ao dia no jantar. Conforme a necessidade, a
dose será aumentada, a cada duas semanas, de um comprimido, até chegar ao máximo de 4
comprimidos, equivalentes a 2,0 g de metformina (sempre no jantar).
Em pacientes que já fazem uso de metformina, a dose inicial de Glifage® XR deve ser equivalente
à dose diária total de Glifage®.
Se o controle glicêmico não for alcançado com a dose máxima diária uma vez ao dia, a mesma
dose pode ser considerada, mas dividida ao longo do dia de acordo com o seguinte esquema:
Glifage® XR 500 mg – 2 comprimidos durante o café da manhã e 2 comprimidos durante o jantar.
Pacientes diabéticos do tipo 2 (não-dependentes de insulina)
A metformina pode ser usada isoladamente ou em combinação com sulfoniluréias
hipoglicemiantes.
Se a metformina for usada em substituição ao tratamento com outros hipoglicemiantes orais
(exceto a clorpropamida), a troca pode ser feita imediatamente. Não há necessidade de redução
prévia das doses do hipoglicemiante oral, nem de intervalo de tempo entre o fim do tratamento com
o hipoglicemiante oral e o início do tratamento com a metformina.
Se o agente hipoglicemiante usado for a clorpropamida, na passagem para a metformina, durante
duas semanas, deve-se estar atento à possibilidade de reações hipoglicêmicas, devido à retenção
prolongada da clorpropamida no organismo.
Pacientes diabéticos do tipo 1 (dependentes de insulina)
A metformina nunca substitui a insulina em casos de diabetes dependentes de insulina. A
associação de metformina pode, no entanto, permitir redução nas doses de insulina e obtenção de
melhor estabilização da glicemia.
Os resultados obtidos a partir da mensuração dos níveis de glicose no sangue capilar, permitirão
estabelecer a dose adequada de insulina.
Se a dose de insulina for menor que 40 unidades ao dia, a metformina é administrada na dose
usual de dois comprimidos ao dia (um pela manhã e um à noite), aumentando-se para três
comprimidos ao dia, se necessário. A dose de insulina é, simultaneamente, reduzida de 2 a 4
unidades a cada dois dias.
Se a dose de insulina for maior que 40 unidades ao dia, é aconselhável hospitalizar o paciente
para efetuar a combinação. A metformina é administrada na dose de dois comprimidos ao dia,
aumentando-se para três comprimidos, se necessário. Simultaneamente, a dose diária de insulina
é reduzida, a partir do primeiro dia, de 30 a 50%. Os valores da glicemia orientarão a diminuição
progressiva ulterior das doses de insulina.
Síndrome dos Ovários Policísticos
A posologia é de, usualmente, 1000 a 1500 mg por dia (2 ou 3 comprimidos de Glifage® XR 500
mg) em uma única tomada. Aconselha-se iniciar o tratamento com dose baixa (1 comprimido de
500 mg/dia) e aumentar gradualmente a dose (1 comprimido de 500 mg a cada semana) até atingir
a posologia desejada.
- SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
-
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
- SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS,
PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.
- NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.


-
ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.
Reações adversas
A metformina pode ocasionar, em alguns pacientes, reações digestivas desagradáveis, do
tipo náuseas, vômitos e diarréia. Essas reações costumam ser mais freqüentes no início do
tratamento, desaparecendo espontaneamente na maioria dos casos. A ocorrência dessas
reações pode ser reduzida, tomando-se o medicamento durante as refeições. Podem ocorrer
distúrbios do paladar e dor de cabeça. Reações de pele tipo vermelhidão e coceira, embora
muito raras, também podem ocorrer. Da mesma forma, muito raramente, podem ocorrer
acidose láctica (ver “Advertências”), hipoglicemia e diminuição da absorção de vitamina
B12, com redução dos níveis séricos durante tratamento a longo prazo com metformina.
Recomenda-se consideração da etiologia se o paciente apresentar anemia megaloblástica.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Superdose
A segurança da metformina é amplamente assegurada, uma vez que hipoglicemias não têm sido
relatadas com o uso de metformina em doses de até 85g (máximo preconizado de 2,55 g).
Entretando nestas doses extremamente elevadas, chegando a 40 vezes à dose terapêutica, pode
ocorrer acidose lática, a qual deve ser tratada em ambiente hospitalar, através de hemodiálise.
Cuidados de conservação
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade.
-
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características farmacológicas
Grupo farmacoterapêutico: antidiabético
Mecanismo de ação: a metformina (dimetilbiguanida) é um agente antidiabético de uso oral,
derivado da guanidina.
Ao contrário das sulfamidas, a metformina não estimula a secreção de insulina, não tendo, por
isso, ação hipoglicemiante em pessoas não-diabéticas. Em diabéticos, a metformina reduz a
hiperglicemia, sem o risco de causar acidentes hipoglicêmicos, exceto em caso de jejum ou de
associação com insulina ou sulfoniluréias.
A metformina reduz a hiperglicemia através de:
-
aumento da sensibilidade periférica à insulina e da utilização celular da glicose;
-
inibição da gliconeogênese hepática;
-
retardo na absorção intestinal da glicose.
A ação periférica da metformina sobre a resistência à insulina está associada com possível ação
pós-receptora, independente da melhora na ligação da insulina com os receptores insulínicos.
Além de sua ação antidiabética, a metformina tem, no homem, efeito protetor sobre os fatores de
risco de angiopatia, diretamente ou através de sua ação sobre a resistência à insulina. Isso foi
evidenciado em estudos controlados de média ou longa duração, com doses terapêuticas:
- Sobre o metabolismo lipoprotéico: a metformina reduz o colesterol e os triglicerídios, assim
como as frações de lipoproteínas VLDL e LDL e a apolipoproteína B; aumenta a fração HDL e
a apolipoproteína A. Melhora, portanto, a relação HDL/colesterol total.
- Sobre a fibrinólise: melhora a hipofibrinólise associada com a resistência à insulina na
obesidade e no diabetes.
-
Sobre a agregação plaquetária e a sensibilidade ao ADP e ao colágeno.
De acordo com o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS), estudo multicêntrico,
randomizado, que acompanhou per cerca de 10 anos, mais de 7000 pacientes submetidos a
diversos tratamentos para controle do diabetes de Tipo 2, a metformina reduziu, de maneira
significativa, as complicações e mortalidade associadas com a doença.
Farmacocinética


A absorção da metformina, administrada por via oral, é governada, provavelmente, por um
mecanismo saturável. A biodisponibilidade dos comprimidos é da ordem de 50-60%.
Após uma dose oral única de Glifage® XR, Cmax é alcançada em uma média de 4 a 8 horas.
Picos plasmáticos são aproximadamente 20% menores comparados a mesma dose de Glifage®.
No entanto, a extensão de absorção (medido pela ASC) é similar ao Glifage®.
A extensão de absorção da metformina de Glifage® XR na dose única diária de 2g é similar a dose
total diária de Glifage® 1g administrada duas vezes ao dia. Após administração repetida de
Glifage® XR, a metformina não acumulou no plasma.
A metformina não é metabolizada, circulando em forma livre. A fração ligada às proteínas
plasmáticas pode ser considerada como insignificante.
A meia-vida plasmática da metformina é de cerca de 2 horas, para a fase principal de eliminação,
compreendendo 90% da dose absorvida. Os 10% restantes são eliminados mais lentamente, com
meia-vida terminal de 9 a 12 horas, refletindo compartimento tecidual.
Nos pacientes submetidos a tratamento prolongado com 2 ou 3 comprimidos ao dia, o nível
sangüíneo de metformina pela manhã, em jejum, é de cerca de 1 µg/ml (± 0,5).
A metformina é excretada por via urinária inalterada e de forma muito rápida. Seu clearance, em
uma pessoa sadia, é, em média, de 400 ml/min (4 a 5 vezes maior que o da creatinina), o que
indica filtração glomerular seguida por secreção tubular. Em caso de insuficiência renal, a meia-
vida da metformina é aumentada, expondo a risco de acumulação.
Resultados de eficácia
O estudo intitulado United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS) estabeleceu os
benefícios a longo prazo de um controle intensivo da glicose sanguínea na Diabetes do tipo 2.
A análise dos resultados para pacientes obesos tratados com metformina após fracasso de dieta
mostrou:
- uma redução significativa de um risco absoluto de qualquer complicação relacionada a
Diabetes no grupo tratado com metformina (29.8 eventos/1000 pacientes-anos) em
comparação a dieta isolada (43.3 eventos/1000 pacientes-ano), p=0.0023, e em comparação
aos grupos de sulfoniluréia combinada e de monoterapia com insulina (40.1 eventos/1000
pacientes-anos), p= 0.0034.
- uma redução significativa do risco absoluto de mortalidade relacionada ao Diabetes:
metformina 7.5 eventos/1000 pacientes-anos, dieta isolada 12.7 eventos-pacientes-anos,
p=0.017;
- uma redução significativa do risco absoluto de mortalidade em geral: metformina 13.5
eventos/1000 pacientes-anos em comparação com dieta isolada 20.6 eventos/1000 pacientes-
anos (p=0.011), e em comparação com grupos de sulfoniluréia combinada e de monoterapia
de insulina 18.9 eventos /1000 pacientes-anos (p=0.021);
- uma redução significativa do risco absoluto de infarto do miocárdio: metformina 11
eventos/1000 pacientes-anos, dieta isolada 18 eventos/1000 pacientes-anos (p=0.01).
Para metformina utilizada como terapia de segunda linha, em combinação com sulfoniluréia, os
benefícios relacionadas aos resultados clínicos não foram demonstrados.
Em Diabetes tipo 1, a combinação de metformina e insulina foi utilizada em um grupo selecionado
de pacientes, mas o benefício clínico desta combinação não foi formalmente estabelecido.
Referências
UK Prospective diabetes study (UKPDS) group. Effect of intensive blood-glucose control with
metformin on complications in overweight patient with type 2 diabetes mellitus (UKPDS 34). Lancet
1998; 352:854-865
Indicações
Como agente antidiabético, associado ao regime alimentar, para o tratamento de:
- Diabetes do tipo 2, não dependente de insulina (diabetes da maturidade, diabetes do obeso,
diabetes em adultos de peso normal), isoladamente ou complementando a ação de outros
antidiabéticos (como as sulfoniluréias);
-
Diabetes do tipo 1, dependente de insulina: como complemento da insulinoterapia em casos de
diabetes instável ou insulino-resistente (ver Precauções e Advertências).


Também indicado na Síndrome dos Ovários Policísticos (Síndrome de Stein-Leventhal).
Contra-indicações
A metformina está contra-indicada em caso de:
-
Gravidez e lactação;
-
Insuficiência renal orgânica ou funcional (clearance de creatinina menor que 60 ml/min);
- Insuficiência cardíaca congestiva necessitando tratamento medicamentoso, infarto
agudo do miocárdio;
- Patologias agudas comportando risco de alteração da função renal: desidratação
(diarréias, vômitos), febre, estados infecciosos e/ou hipóxicos graves (choque,
septicemia, infecção urinária, pneumopatia);
-
Insuficiência hepatocelular, intoxicação alcoólica aguda, alcoolismo crônico;
-
Descompensação ceto-acidótica, pré-coma diabético;
-
Reconhecida hipersensibilidade a qualquer um dos componentes dos produtos.
Modo de usar
Não existe regime posológico fixo para o tratamento da hiperglicemia no diabetes mellitus com a
metformina ou qualquer outro agente farmacológico. A posologia da metformina deve ser
individualizada, tomando como bases a eficácia e a tolerância ao produto. Não deve ser excedida a
dose máxima recomendada que é de 2550 mg.
No início do tratamento deve-se medir os níveis plasmáticos de glicose, em jejum, para avaliar a
resposta terapêutica à metformina e determinar a dose mínima eficaz para o paciente.
Posteriormente, deve-se medir a hemoglobina glicosilada a cada três meses.
As metas terapêuticas devem ser a redução dos níveis de glicose plasmática em jejum e de
hemoglobina glicosilada, para níveis normais, ou próximos dos normais, utilizando a menor dose
eficaz de metformina, isoladamente ou em combinação com outros agentes.
Este medicamento deve ser tomado diariamente, sem interrupção, exceto quando orientada pelo
médico.
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros sem serem mastigados durante o jantar. Sempre
ingira os comprimidos junto com a comida.
Os componentes inertes dos comprimidos podem ocasionalmente aparecer intactos nas fezes
como uma massa hidratada parecida com o comprimido original.
Caso haja esquecimento de administração de uma dose, deve-se tomar a dose seguinte no horário
habitual. A dose de Glifage® XR não deve ser tomada dobrada.
Posologia
Glifage® XR 500 mg
A dose terapêutica inicial é de 1 comprimido uma vez ao dia no jantar. Conforme a necessidade, a
dose será aumentada, a cada duas semanas, de um comprimido, até chegar ao máximo de 4
comprimidos, equivalentes a 2,0 g de metformina (sempre no jantar).
Em pacientes que já fazem uso de metformina, a dose inicial de Glifage® XR deve ser equivalente
à dose diária total de Glifage®.
Se o controle glicêmico não for alcançado com a dose máxima diária uma vez ao dia, a mesma
dose pode ser considerada, mas dividida ao longo do dia de acordo com o seguinte esquema:
Glifage® XR 500 mg – 2 comprimidos durante o café da manhã e 2 comprimidos durante o jantar.
Pacientes diabéticos do tipo 2 (não-dependentes de insulina)
A metformina pode ser usada isoladamente ou em combinação com sulfoniluréias
hipoglicemiantes.
Se a metformina for usada em substituição ao tratamento com outros hipoglicemiantes orais
(exceto a clorpropamida), a troca pode ser feita imediatamente. Não há necessidade de redução
prévia das doses do hipoglicemiante oral, nem de intervalo de tempo entre o fim do tratamento com
o hipoglicemiante oral e o início do tratamento com a metformina.


Se o agente hipoglicemiante usado for a clorpropamida, na passagem para a metformina, durante
duas semanas, deve-se estar atento à possibilidade de reações hipoglicêmicas, devido à retenção
prolongada da clorpropamida no organismo.
Pacientes diabéticos do tipo 1 (dependentes de insulina)
A metformina nunca substitui a insulina em casos de diabetes dependentes de insulina. A
associação de metformina pode, no entanto, permitir redução nas doses de insulina e obtenção de
melhor estabilização da glicemia.
Os resultados obtidos a partir da mensuração dos níveis de glicose no sangue capilar, permitirão
estabelecer a dose adequada de insulina.
Se a dose de insulina for menor que 40 unidades ao dia, a metformina é administrada na dose
usual de dois comprimidos ao dia (um pela manhã e um à noite), aumentando-se para três
comprimidos ao dia, se necessário. A dose de insulina é, simultaneamente, reduzida de 2 a 4
unidades a cada dois dias.
Se a dose de insulina for maior que 40 unidades ao dia, é aconselhável hospitalizar o paciente
para efetuar a combinação. A metformina é administrada na dose de dois comprimidos ao dia,
aumentando-se para três comprimidos, se necessário. Simultaneamente, a dose diária de insulina
é reduzida, a partir do primeiro dia, de 30 a 50%. Os valores da glicemia orientarão a diminuição
progressiva ulterior das doses de insulina.
Síndrome dos Ovários Policísticos
A posologia é de, usualmente, 1000 a 1500 mg por dia (2 ou 3 comprimidos de Glifage® XR 500
mg) em uma única tomada. Aconselha-se iniciar o tratamento com dose baixa (1 comprimido de
500 mg/dia) e aumentar gradualmente a dose (1 comprimido de 500 mg a cada semana) até atingir
a posologia desejada.
Advertências
O uso da metformina não elimina a necessidade de regime hipoglicídico em todos os casos
de diabetes, assim como de regime hipoglicídico e hipocalórico quando houver,
associadamente, excesso de peso.
Devem ser regularmente realizados os controles biológicos habituais do diabetes.
Antes de iniciar o tratamento com a metformina, deve ser medida a creatinina sérica (nível
sérico de creatinina <1,5 mg/dl em homens adultos e <1,4 mg/dl em mulheres adultas) e, a
seguir, monitorada regularmente:
-
uma vez ao ano, em pacientes com função renal normal;
-
duas a quatro vezes ao ano, quando a creatinina sérica estiver no limite máximo normal,
especialmente em pessoas idosas nas quais este limite é inferior.
É necessária cautela se houver qualquer elevação da creatinina sérica, por exemplo, no
início da terapia diurética anti-hipertensiva.
Se houver necessidade de realizar exames radiográficos com utilização de contrastes
(urografia excretora, angiografia), deve-se interromper o tratamento com metformina 48
horas antes dos exames, só reiniciando-o decorridas 48 horas após a realização dos
exames, de maneira a evitar ocorrência de acidose lática.
A metformina pode desencadear ou contribuir para o aparecimento de acidose lática,
complicação que, na ausência de tratamento específico, pode ser fatal. A incidência de
acidose lática pode e deve ser reduzida através da monitorização cuidadosa dos fatores de
risco:
- Condições – a insuficiência renal aguda, orgânica ou funcional, desempenha papel
predominante, uma vez que a falta de excreção urinária leva a acúmulo de metformina.
São fatores predisponentes o diabetes mal controlado, a cetose, o jejum prolongado, o
alcoolismo, a insuficiência hepato-celular, assim como qualquer estado de hipoxemia
(insuficiência cardíaca congestiva necessitando medicação, infarto agudo do miocárdio,
insuficiência respiratória, etc).
- Sinais premonitórios – o aparecimento de cãibras musculares acompanhadas por
alterações digestivas, dores abdominais e astenia intensa, em um paciente tratado com
metformina, deve despertar a atenção do médico. O tratamento deve ser interrompido se


houver elevação dos níveis sangüíneos de lactato, acompanhada de aumento da
creatinina sérica.

(Nota – as amostras de sangue para determinação do lactato devem ser tiradas com o
paciente em repouso, sem utilizar garrote. Analisá-las imediatamente ou, caso
necessário, transportá-las sobre gelo).
- Diagnóstico – a acidose lática caracteriza-se por dispnéia acidótica, dores abdominais,
hipotermia e, a seguir, coma. Os exames laboratoriais indicam redução no pH do
sangue, nível sangüíneo de lactato superior a 5 mmol/l e elevação na relação lactato-
piruvato.
- Incidência – na França, a incidência de acidose lática em pacientes tratados com
metformina é de 1 caso para 40.000 pacientes/ano.
A metformina, em associação com a insulina, tem sido utilizada no tratamento do diabetes
Tipo 1, em pacientes selecionados; os benefícios clínicos desta combinação, porém, não
estão formalmente estabelecidos.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Uma vez que o envelhecimento está associado com redução da função renal e a metformina é
eliminada, fundamentalmente pelos rins, o produto deve ser usado com cautela em pacientes
idosos. Nestes pacientes a dose inicial e a de manutenção devem ser conservadoras. Quaisquer
ajustes de posologia somente devem ser feitos após cuidadosa avaliação da função renal.
Em geral, os pacientes idosos não devem receber a dose máxima do produto.
Este medicamento não é indicado para crianças abaixo de 17 anos.
Interações medicamentosas
Certos agentes hiperglicemiantes (corticoesteróides, diuréticos tiazídicos, contraceptivos
orais fenotiazinas, agentes simpaticomiméticos do tipo ß2, tetracosactida, danazol,
estrogenos, hormonios tireoidianos, fenitoina, ácido nicotínico, bloqueadores de canal de
cálcio e isoaniazida) podem alterar o curso do diabetes e tornar necessário aumento da
dose de metformina ou sua combinação com sulfoniluréias hipoglicemiantes ou terapia com
insulina. Os inibidores da ECA podem reduzir a glicemia, tornando necessários reajustes
posológicos. Os diuréticos, especialmente os de alça, podem ocasionar falência renal,
levando a acúmulo de metformina e risco, embora raro, de acidose láctica. Igualmente pode
ocorrer falência renal com acúmulo de metformina e risco de acidose láctica em decorrência
da utilização intravascular de contrastes iodados, por isso a necessidade de suspender uso
48 horas antes do exame contrastado. A metformina, usada isoladamente, raramente
ocasiona hipoglicemia. Entretanto, é necessário estar atento à potencialização de ação,
quando é administrada em associação com insulina ou sulfoniluréias. Os medicamentos
listados a seguir podem interagir com a metformina: furosemida, amilorida, tiazida,
cimetidina, nifedipino, digoxina, morfina, procainamida, quinidina, quinino, ranitidina,
triamtereno, trimetropina, vancomicina, contraceptivos estrógenos, estrogênios, isoniazida,
niacina, fenotiazina, fenitoína, agentes simpaticomiméticos, hormônios tireoideanos,
clofibrato, inibidores da monoaminooxidase, probenecida, propranolol, rifabutina,
rifampicina, salicilatos, sulfonamidas, sulfoniluréias.

Alterações nos exames laboratoriais
Pode haver um resultado falso-positivo de cetonas na urina. Concentrações de colesterol
total, LDL e triglicerídeos podem estar reduzidas em usuários de metformina. Já a
concentração de HDL pode estar ligeiramente aumentada, assim como a concentração de
lactato no jejum pode estar aumentada.

Reações adversas
Podem ocorrer as reações indesejáveis descritas a seguir (as freqüências são definidas em –
muito comuns: >1/10; comuns: >1/100 e <1/10; incomuns: >1/1000 e <1/100; raras: >1/10.000
e <1/1000; muito raras: <1/10.000; casos isolados).
Metabolismo e nutrição


Muito raras: Acidose láctica (ver “Advertências”). Hipoglicemia. Diminuição da absorção de
vitamina B12, com redução dos níveis séricos durante tratamento a longo prazo com
metformina. Recomenda-se consideração da etiologia se o paciente apresentar anemia
megaloblástica.
Sistema nervoso central
Comuns: distúrbios do paladar, dor de cabeça.
Distúrbios gastrintestinais
Muito comuns: náusea, vômito, diarréia, indisposição estomacal, gases, perda de peso e
perda do apetite. Estas reações ocorrem mais freqüentemente durante o início do
tratamento e regridem espontaneamente na maioria das vezes. Para preveni-las, recomenda-
se que o produto seja administrado em 2 ou 3 tomadas diárias. Um lento aumento da dose
também pode melhorar a tolerabilidade gastrintestinal.
Distúrbios hepatobiliares
Muito raras: anormalidades em testes da função hepática ou hepatite que se resolve com
descontinuação do tratamento.
Pele e tecido subcutâneo
Muito raras: reações na pele tipo eritema, prurido e urticária.
Superdose
A segurança da metformina é amplamente assegurada, uma vez que hipoglicemias não têm sido
relatadas com o uso de metformina em doses de até 85g (máximo preconizado de 2,55 g).
Entretanto, nestas doses extremamente elevadas, chegando a 40 vezes à dose terapêutica, pode
ocorrer acidose lática, a qual deve ser tratada em ambiente hospitalar, através de hemodiálise.
Armazenagem
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade.
-
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
-
Nº do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
M.S. 1.0089.0340
Farm. Resp.: Marcos A. Silveira Jr. – CRF-RJ nº 6403
Fabricado por: Merck Santé, s.a.s.- Semoy- França
Para: Merck, S.A. – Santiago de Chile – Chile

Importado por:
MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro – RJ – CEP 22710-571
Indústria Brasileira.
Sob licença de:
Merck Santé s.a.s.




Mepivalem 3% SV
cloridrato de mepivacaína
FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO E APRESENTAÇÃO:
Solução estéril injetável de Cloridrato de Mepivacaína 3% (30 mg/ml) sem vasoconstritor acondicionada
em carpules plásticos de 1,8ml. Via de administração: parenteral, com injeção intra-óssea, conjuntival e
intracanal. Cada cartucho contém 50 carpules de plástico.
Uso pediátrico e adulto
COMPOSIÇÃO:
Cada carpule com 1,8 ml contém:
Cloridrato de Mepivacaína ………………………54,000 mg
Excipientes (Cloreto de Sódio, Metilparabeno e Hidróxido de Sódio para ajuste de pH)
Água para injetáveis ……. ……….q.s.p …………..1,800 ml

Informações técnicas aos profissionais de saúde
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Os anestésicos locais (AL) impedem a geração e a condução de um impulso nervoso, ocasionando perda da
sensibilidade sem perda de consciência. O mecanismo de ação está baseado na teoria do receptor
específico, a qual propõe que os anestésicos locais atuem através da sua ligação direta a receptores
específicos no canal de sódio, bloqueando-os, ocasionando uma redução ou eliminação da permeabilidade
do canal aos íons sódio, interrompendo a condução nervosa (bloqueio nervoso não despolarizante). Os AL
podem atuar também, através de antagonismo competitivo, com os íons cálcio, deslocando os íons cálcio
do receptor do canal de sódio, permitindo a ligação do AL a este receptor. Os AL produzem uma redução
muito pequena, praticamente insignificante na condutância dos íons potássio. O cloridrato de mepivacaína
(cloridrato de 1-metil-2´,6´- pipecoloxilidida) é um AL do tipo amida, sendo relativamente resis- tente à
hidrólise. Apresenta um PKa de 7,6 e uma ligação protéica de 75%. Apresenta um rápido início de ação
(1,5 a 2 min) e um tempo de meia-vida de 90 minutos para o cloridrato de mepivacaína. Os AL tipo amida
atravessam facilmente a barreira hematoencefálica, placenta e entram no sistema circulatório do feto em
desenvolvimento. O local primário da biotransformação dos AL do tipo amida é o fígado, pelas oxidases
de função mista microssomais. A hidroxilação e a N-desmetilação desempenham importantes papéis no
metabolismo do cloridrato de mepivacaína.
A excreção é renal, sendo que cerca de 1,0 a 16,0 % é excretado inalterado na urina. O pH de uma solução
anestésica e o pH do tecido no qual é injetada tem grande influência sobre sua ação de bloqueio nervoso. A
acidificação do tecido reduz a eficácia da anestesia local. Há uma anestesia inadequada quando os
anestésicos locais são injetados em áreas infectadas ou inflamadas. O cloridrato de mepivacaína produz
apenas ligeira vasodilação. Os tempos esperados de duração da ação anestésica são: 20 a 40 minutos para
anestesia pulpar e de 2 a 3 horas para anestesia tecidual. MALAMED, SF. Manual de Anestesia Local. 5a.
Ed. Elsevier, 2004.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia do cloridrato de mepivacaína é equivalente a do cloridrato de lidocaína. MALAMED, SF.
Manual de Anestesia Local. 5a. Ed. Elsevier, 2004.
INDICAÇÕES
MEPIVALEM SV está indicado para a anestesia local em odontologia. Indicado para a produção de
anestesia local por infiltração ou bloqueio, para intervenções odontológicas em geral, extrações múltiplas,
próteses imediatas e procedimentos endodônticos.
CONTRA-INDICAÇÕES
Os AL tipo amida são contra-indicados a pacientes que apresentem hipertermia maligna (hiperpirexia). A
insuficiência hepática é uma contra-indicação relativa à administração de anestésicos locais. Isto inclui
pacientes submetidos à diálise renal e aqueles com nefrite túbulo intersticial crônica. Insuficiência hepática


e cardiovascular significativas e a tireotoxicose (hipertireoidismo) são contra-indica- ções relativas ao uso
dos AL. A hipersensibilidade aos AL do tipo amida e a quaisquer componentes presentes na composição
de MEPIVALEM SV é uma contra-indicação absoluta. MALAMED, SF. Manual de Anestesia Local. 5a.
Ed. Elsevier, 2004.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Carregue um carpule na seringa-carpule. Perfure o local a ser anestesiado. Realize aspiração antes da
injeção da solução anestésica, a fim de minimizar a probabilidade de injeção intravascular. Retire a
seringa, destrua a agulha e descarte o carpule após o uso, mesmo que o conteúdo não tenha sido utilizado
totalmente.
POSOLOGIA
Como para todos os AL, a dose varia e depende da região a ser anestesiada, da vascularização dos tecidos,
da tolerância individual e da técnica de anestesia. Deve ser administrada a menor dose necessária para
produzir anestesia eficaz. A dose máxima é de 4,4 mg/Kg sem ultrapassar 300 mg (equivalente a 5
carpules para adultos saudáveis normais); a dose deve ser reduzida em pacientes clinicamente
comprometidos, debilitados ou idosos. MALAMED, SF. Manual de Anestesia Local. 5a. Ed. Elsevier,
2004.
Doses máxima em carpules para pacientes saudáveis (4,4 mg de cloridrato de mepivacaína / Kg – cada
carpule de 1,8 ml contém 54 mg de cloridrato de mepivacaína).
igual ou
Peso do

acim
a de
Paciente 10
20
30
40
50
60
70
80
(em Kg)
90

* Nº de
0,5 1,5
2,0
3,0
4,0
4,5
5,5
5,5
5,5
Carpules

* nº de carpules = arredondado para meio carpule
ADVERTÊNCIAS
Os carpules não devem ser autoclavados. Caso o dentista deseje realizar uma assepsia externa do carpule,
deve-se aplicar um lenço umedecido com álcool isopropílico a 91% ou álcool etílico a 70% ao diafragma
de borracha. Os carpules não devem ser mergulhados em álcool ou em qualquer outra solução desinfetante.
Os dentistas que utilizam anestésicos locais em seus consultórios devem conhecer o diagnóstico e
tratamento de emergências que podem surgir. Assim, deve existir equipamento de reanimação, de
oxigenação e fármacos de reanimação para uso imediato. Os pacientes devem ser informados sobre a
possibilidade de perda temporária de sensação e função muscular após a injeção infiltrativa e de bloqueio.
Os pacientes devem ser avisados para estarem atentos enquanto estruturas como língua, lábios, mucosas e
palato estiverem anestesiadas, a fim de evitar traumas nessas estruturas. A alimentação deve ser suspensa
até a recuperação da função normal dessas estruturas. O prazo de validade de MEPIVALEM SV é de 36
meses. Nenhum medicamento deve ser usado após estar vencido o seu prazo de validade. Lembrar-se de
que a presença de precipitação, partículas em suspensão, turvação e alteração na coloração do produto
torna inconveniente seu uso. As condições sistêmicas do paciente devem ser previamente ana- lisadas antes
de qualquer intervenção odontológica a fim de se evitar efeitos adversos. Lembrar-se de que a
administração de qualquer solução anestésica local deve ser feita lentamente. MALAMED, SF. Manual de
Anestesia Local. 5a. Ed. Elsevier, 2004.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Grávidas e mulheres em período de amamentação: Segundo Haas (2002) os AL usados em odontologia
podem ser administrados às gestantes (o cloridrato de mepivacaína está na categoria C do FDA).


Entretanto, deve-se sempre fazer a aspiração antes da injeção do anestésico a fim de evitar a injeção intra-
vascular. Não se sabe se o cloridrato de mepivacaína é excretado no leite materno.
Crianças: A principal preocupação com pacientes pediátricos é a relativa facilidade de induzir uma
superdose. Assim, antes da administração do AL à criança, o dentista deve determinar o peso da criança e
calcular a máxima dose. Aconselha-se selecionar a solução contendo a menor concentração de AL.
Idosos: É prudente administrar uma dose de AL bem abaixo da dose máxima, visto que pacientes idosos
podem apresentar algum comprometimento hepático e/ou cardiovascular. HAAS, D. An update on Local
Anesthetics in Dentistry. Journal of the Canadian Dental Association, v. 68 nº 9, October, 2002.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações com medicamentos: Em geral, os depressores do SNC como narcóticos, opióides, ansiolíticos,
fenotiazínicos, barbitúricos e anti-histamínicos, quando empregados em conjunto com AL, levam à
potencialização das ações cardiorespiratórias dos AL. O uso conjunto de AL e drogas que compartilham
uma via metabólica comum pode produzir reações adversas. Os fármacos que induzem a produção de
enzimas microssomais hepáticas, como os barbitúricos, podem alterar a velocidade de metabolização dos
AL com ligação amida. Assim, o aumento da indução das enzimas microssomais hepáticas, aumentará a
velocidade de metabolismo do AL. HAAS, D. An update on Local Anesthetics in Dentistry. Journal of
the Canadian Dental Association, v. 68 nº 9, October, 2002 e MALAMED, SF. Manual de Anestesia
Local. 5a. Ed. Elsevier, 2004.
Interações com exames: A injeção intramuscular de cloridrato de mepivacaína pode resultar em um
aumento nos níveis da creatina fosfoquinase. Dessa forma, a determinação dessa enzima como diagnóstico
da presença de infarto agudo do miocárdio, sem a separação da isoenzima, pode comprometer o resultado
deste exame. POLOCAINE® DENTAL Prescribing information. Dentsply Pharmaceutical, PM-CS-PI-
0003 Rev.10/01.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Reações adversas após a administração de cloridrato de mepi- vacaína são similares em natureza das
reações observadas com os outros anestésicos locais do tipo amida. Essas reações são, geralmente, dose-
dependentes e podem ser resultado de uma concentração plasmática elevada. Os seguintes efeitos são os
mais freqüentemente relatados:
SNC: Os sinais e sintomas clínicos iniciais de toxicidade no SNC são de natureza excitatória.
Com o aumento do nível sanguíneo de um AL acima de seu valor terapêutico, serão observadas reações
adversas. Os sinais e sintomas clínicos iniciais da superdosagem (toxicidade) têm origem no SNC e são de
origem excitatória, tais como: sinais de fala difícil, calafrios, contração muscular, tremores dos músculos
da face e extremidades distais e sintomas de sensação de pele quente e ruborizada, delírio generalizado,
tontura, distúrbios visuais como incapacidade de focalizar, distúrbio auditivo como zumbido, sonolência e
desorientação.
Parestesia bilateral da língua e região perioral é sinal de uma reação tóxica, devido aos altos níveis de AL.
A excitação após a administração de um AL deve servir como aviso para o clínico de um nível sanguíneo
crescente do AL e da possibilidade de um episódio convulsivo tônico-clônico generalizado caso os níveis
plasmáticos continuem a se elevar.
Sistema cardiovascular: Miocárdio: Os AL produzem uma depressão do miocárdio relacionada com o nível
plasmático do AL (superdose). A ação do AL reduz a excitabilidade elétrica do miocárdio, reduz a
velocidade de condução e reduz a força de contração. Rede vascular periférica: Os AL produzem vasodi-
latação periférica, através do relaxamento do músculo liso das paredes dos vasos sanguíneos, resultando
em leve grau de hipotensão, um aumento do fluxo sanguíneo de entrada e saída no local de administração
do AL, com conseqüente aumento da velocidade de absorção do AL e diminuição da duração da ação do
AL, aumento do sangramento na área de tratamento, aumento dos níveis sanguíneos do AL e aumento a
possibilidade de superdose. A depressão do miocárdio associada à vasodilatação periférica re- sultam em
hipotensão.


Sistema respiratório: Em níveis inferiores à superdosagem possuem uma ação relaxante direta sobre o
músculo liso brônquico; em níveis de superdosagem podem produzir parada respiratória em conseqüência
da depressão generalizada do SNC.
Reações alérgicas: São caracterizadas por lesões cutâneas, urticária, edema ou reações anafiláticas.
Reações Psicogênicas: Eventos desencadeados por ansiedade estão entre as reações adversas mais comuns
associadas aos AL. Podem ser manifestadas por vários sintomas como síncope, hiperventilação, náusea,
vômitos, alterações nos batimentos cardíacos e pressão sanguínea.
Parestesias: Anestesia prolongada ou parestesia da língua e lábios sabidamente são riscos dos
procedimentos cirúrgicos como extrações, embora elas possam ocorrer após procedimentos não-cirúrgicos.
Muitas dessas reações são transitórias e desaparecem dentro de 8 semanas, embora algumas reações
possam ser permanentes. HAAS, D. An update on Local Anesthetics in Dentistry. Journal of the Canadian
Dental Association, v. 68 nº 9, October, 2002 e MALAMED, SF. Manual de Anestesia Local. 5a. Ed.
Elsevier, 2004.

SUPERDOSE
Emergências relacionadas aos AL são geralmente uma conse- qüência de altas concentrações plasmáticas.
Dessa forma, a melhor conduta é a prevenção, acompanhada de um monitoramento dos sinais vitais
cardiorespiratórios e da consciência do paciente após cada injeção de AL. A qualquer sinal de alteração,
aconselha-se a administração de oxigênio. A primeira medida no controle de convulsões é manter o nível
de oxigenação do paciente. Caso a convulsão persista, deve ser administrado um barbitúrico de ação ultra-
rápida ou um benzodiazepínico intravenoso. O profissional deve estar familiarizado com esses fármacos
anti-convulsivantes antes do uso de AL. Tratamento auxiliar pode ser necessário para controlar a depressão
cardiovascular, tal como a administração intravenosa de fluidos e vasopressores.
Caso não seja tratado imediatamente, ambos, convulsão e depressão cardiovascular podem resultar em
hipóxia, bradicardia, arritmias e parada cardíaca. Caso ocorra parada cardíaca, procedimento padrão de
ressucitação cardio-pulmonar deve ser instituído. Diálise não apresenta valor no tratamento de toxicidade
aguda do cloridrato de mepivacaína. Em camundongos fêmea a DL50 intravenosa de cloridrato de
mepivacaína é 33 mg/Kg e a DL50 subcutânea é de 258 mg/Kg. POLOCAINE® DENTAL Prescribing
information.
Dentsply Pharmaceutical, PM-CS-PI-0003 Rev.10/01.
ARMAZENAGEM
Conservar à temperatura ambiente de 15ºC a 30 ºC e ao abrigo da luz
USO PROFISSIONAL
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Fabricado e Embalado por:
DLA Pharmaceutical Ltda
Rua Igarapava, 436 Jardim Alpino
15810-255 – Catanduva S.P
CNPJ: 45.841.137/0001-07
www.dentsply.com.br
assessoriatecnica@dentsply.com.br
Registro MS nº 1.0993.0008.001-2
Farmacêutico Responsável :
Dr. Pedro Clapis Lomba – CRF/SP: 21496
DDG 0800-2822422
Indústria Brasileira
BU-006-01




EBIXTM
Cloridrato de Memantina
USO ADULTO
FORMA FARMACÊUTICA / APRESENTAÇÃO
EBIX comprimidos revestidos.
Embalagem contendo 28 comprimidos.
Cada comprimido de EBIX contém 10 mg de cloridrato de memantina, equivalente a
8,31mg de memantina (base).
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, sílica coloidal, talco, estearato de
magnésio, copolímero do ácido metacrílico ­ acrilato de etila (1:1), laurilsulfato de sódio,
polissorbato 80, talco, triacetina e emulsão de simeticone.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
EBIX é um medicamento à base de cloridrato de memantina, substância que age como
um modulador da ação excitatória produzida por um neurotransmissor denominado ácido
glutâmico. Este mecanismo de ação permite que este medicamento exerça uma função
protetora das células nervosas em situações de isquemia (falta de circulação sanguínea)
ou hipóxia (falta de oxigênio) na zona do cérebro, agindo também nos estados de rigidez
muscular, como ocorre na moléstia de Parkinson.
O EBIX também é utilizado para o tratamento de pacientes com doença de Alzheimer de
moderadamente grave a grave. A perda de memória associada à doença de Alzheimer
deve-se a uma perturbação dos sinais mensageiros no cérebro. O cérebro contém
receptores NMDA envolvidos na transmissão de sinais nervosos importantes na
aprendizagem e memória. O EBIX pertence a um grupo de medicamentos denominados
antagonistas do receptor NMDA. O EBIX atua nestes receptores NMDA, melhorando a
transmissão dos sinais nervosos e a memória.
A embalagem deve ser protegida do calor. EBIX deve ser conservado em temperatura
máxima de 30ºC.
O prazo de validade de EBIX é de 48 meses e encontra-se gravado na embalagem
externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.
Informe o seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu
término. Informe ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento. Caso tenha esquecido de tomar uma dose de EBIX, tome-a tão logo possível.
Se a próxima dose do medicamento estiver muito próxima, não tome a dose esquecida e
continue o tratamento normalmente, no horário e na dose recomendados pelo médico.
Não tome duas vezes o medicamento no mesmo horário ou em horários muito próximos.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Não interrompa o uso
de EBIX abruptamente. Seu médico saberá o momento suspender a medicação. Quando
isto ocorrer, a suspensão deverá ser feita gradualmente.


Os efeitos desagradáveis observados com o uso de EBIX são de leves a moderados e os
mais freqüentes (freqüência de 2% ou menos) são: alucinações, desorientação, tonturas,
dor de cabeça e cansaço. Efeitos desagradáveis não freqüentes são: ansiedade, hipertonia,
vômito, infecções na bexiga e libido aumentada. Informe seu médico sobre o
aparecimento de quaisquer reações inesperadas ou desagradáveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
Informe o seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou
durante o tratamento. Não tome bebidas alcoólicas durante o tempo que estiver fazendo
uso do medicamento. Elas podem interferir na ação do medicamento, e causar efeitos
desagradáveis.
EBIX pode interferir com a ação de vários outros medicamentos, tais como: amantadina,
cetamina, dextrometorfano, dantroleno, baclofeno, cimetidina, ranitidina, procainamida,
quinidina, quinina, nicotina, hidroclorotiazida, anticolinérgicos, anticonvulsivantes,
barbitúricos, agonistas dopaminérgicos e neurolépticos.
EBIX deve ser usado com cuidado em pacientes com história de epilepsia e com
insuficiência renal, que sofreram um infarto do miocárdio recente ou que sofram de
insuficiência cardíaca congestiva ou de hipertensão não controlada.
Informe a seu médico caso tenha alterado ou pretenda alterar substancialmente sua dieta
alimentar ou caso sofra de estados de acidose renal tubular ou infecções urinárias graves,
uma vez que poderá ser necessário o ajuste da dose de EBIX.
Durante o tratamento o paciente somente poderá dirigir veículos ou operar máquinas com
liberação médica, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas, não somente
por sua enfermidade de base, como pelo próprio medicamento.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE
SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades farmacodinâmicas ­ EBIX contém como princípio ativo, o cloridrato de
memantina pertencente ao grupo químico adamantano (cloridrato de 1-amino-3,5-
dimetiladamantano), um antagonista não-competitivo dos canais iônicos associados a um
tipo de receptor glutamatérgico, o receptor NMDA, de afinidade moderada e dependente
de voltagem. Existem cada vez mais indicações de que as perturbações na
neurotransmissão glutamatérgica, especialmente nos receptores NMDA, contribuem para
a expressão dos sintomas e para a evolução da doença na demência neurodegenerativa.
O bloqueio destes receptores NMDA impede os efeitos de níveis patologicamente
elevados de glutamato que podem levar à disfunção neuronal e evita que o neurônio fique
exposto a um influxo excessivo de cálcio, um dos mecanismos responsáveis pela morte
neuronal. Esta propriedade faz com que o cloridrato de memantina tenha um efeito
neuroprotetor em condições de isquemia ou hipóxia, o que explica sua eficácia em
diferentes estados clínicos, tais como distúrbios motores de origem central (Doença de
Parkinson, paralisia cerebral, bexiga neurogênica, demências de várias etiologias).


Justifica ainda as indicações citadas, o fato de que na Doença de Parkinson, o excesso de
estimulação glutamatérgica originada pela hipofunção dopaminérgica é bloqueado pelo
cloridrato de memantina, neutralizando o desequilíbrio da neurotransmissão existente
naquela moléstia.
Resultados de estudos clínicos
Um teste clínico numa população de pacientes com doença de Alzheimer moderadamente
severa a severa (resultados totais do MMSE -Mini Exame do Estado Mental- pontuação
média inicial de 3 a 14) demonstraram efeitos benéficos do tratamento com memantina
em comparação com o placebo, durante um período de tratamento de 6 meses. Neste
estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo, foi incluído um
total de 252 pacientes (33% homens, 67% mulheres, com idade média de 76 anos). A
dose utilizada foi de 10 mg de memantina, duas vezes por dia (20mg/dia). Os parâmetros
de resultados primários incluíram a análise do funcionamento global (utilização do
CIBIC- Plus [Clinicians Interview-Based Impression of Change] e da capacidade
funcional (utilização de ADCS-ADLsev [Activities of Daily Living Inventory]). A
cognição foi avaliada como um parâmetro secundário de eficácia, através do SIB (Severe
Impairment Battery). Os resultados nestes domínios foram favoráveis para a memantina,
em relação ao placebo (Análise dos Casos Observados (OC) para CIBIC-Plus: p=0,025;
ADCS-ADLsev: p= 0,003; SIB: p=0,002)).
Após 6 meses, a taxa de respostas individuais (resposta definida previamente como a
estabilização ou melhora em dois domínios independentes) foi de 29% para o grupo de
memantina e 10% para o grupo de placebo (p=0,004). Utilizando um critério triplo
(resposta definida como a estabilização ou melhora em todos os três domínios: cognição,
domínios funcional e global), existiram 11% de respostas para a memantina e 6% para o
placebo (p=0,17).
Propriedades farmacocinéticas
Absorção
A memantina tem uma biodisponibilidade absoluta de aproximadamente 100% e não
existem indicações de que os alimentos tenham influência na absorção. (Tmáx após 3 a 8
horas).
Linearidade
Estudos em voluntários demonstraram farmacocinética linear no intervalo da dose de 10 a
40 mg.
Distribuição
Doses diárias de 20 mg resultam em concentrações plasmáticas de memantina no estado
estável entre 70 e 150 ng/mg (0,5 ­ 1 µmol) com variações interindividuais de grande
amplitude. Quando foram administradas doses diárias de 5 a 30 mg, foi calculada um taxa
média Líquido Céfalo Raquidiano/Soro de 0,52. O volume de distribuição é próximo de
10 L/kg. Cerca de 45% da memantina está associada a proteínas plasmáticas.
Biotransformação
No ser humano, cerca de 80% das substâncias relacionadas com a memantina em
circulação estão presentes como o composto original. Os metabólitos principais no ser
humano são o N-3,5-dimetil-gludantano, a mistura isomérica de 4- e 6-hidroxi-
memantina e 1-nitroso-3,5-dimetiladamantano. Nenhum destes metabólitos demonstra
atividade antagônica de NMDA. Não foi detectado metabolismo de catálise do citocromo


P450 in vitro. Num estudo com 14C-memantina administrada oralmente, uma média de
84% da dose foi recuperada em 20 dias, 99% dos quais por excreção renal.
Eliminação
A memantina é eliminada de forma monoexponencial com meia vida de eliminação de 60
a 100 horas. Em voluntários com função renal normal, a eliminação total (Cltot) tem o
valor de 170 ml/min/1,73 m2 e parte da eliminação renal total é realizada por secreção
tubular. A eliminação renal também envolve reabsorção tubular, provavelmente mediada
por proteínas de transporte de cátions. A taxa de eliminação renal da memantina em
condições de urina alcalina poderá ser reduzida por um fator de 7 a 9. A alcalinização da
urina pode resultar de mudanças drásticas na dieta ou uma ingestão de grande quantidade
de tampões gástricos alcalinizantes.
População de pacientes específicos
Em voluntários idosos com função renal normal e reduzida (eliminação de creatinina de
50 ­ 100 ml/min/1,73 m2), foi observada uma correlação significativa entre a eliminação
de creatinina e a eliminação renal total da memantina.
O efeito de doenças hepáticas na farmacocinética da memantina não foi estudado. Uma
vez que a memantina é metabolizada apenas em pequena escala e em metabólitos sem
atividade antagônica de NMDA, não são esperadas alterações farmacocinéticas de
relevância clínica em insuficiências hepáticas leves a moderadas.
Relação farmacocinética/farmacodinâmica
A uma dose de cloridrato de memantina de 20 mg por dia, os níveis do líquido céfalo
raquidiano correspondem ao valor ki (ki = constante de inibição) da memantina, que é de
0,5 µmol no córtex frontal humano.
Dados de Segurança Pré-Clínica
Em estudos de efeitos a curto prazo em ratazanas, a memantina, tal como outros
antagonistas de NMDA, apenas induziu vacuolização e necrose neuronal (lesões de
Olney) quando administrada em doses que conduzem a concentrações séricas máximas
muito elevadas. A ataxia e outros sinais pré-clinicos precederam a vacuolização e
necrose. Uma vez que os efeitos nunca foram observados em estudos a longo prazo em
roedores ou não roedores, a relevância clínica destes resultados é desconhecida. Foram
observadas inconsistentemente alterações oculares em estudos de doses tóxicas repetidas
em roedores e cães, mas não em macacos. Os exames oftalmológicos específicos nos
estudos clínicos com memantina não revelaram alterações oculares. Foi observada
fosfolipidose nos macrófagos pulmonares devido à acumulação de memantina nos
lisossomas em roedores. Este efeito é conhecido em outros medicamentos com
propriedades anfifílicas catiônicas. Existe uma relação possível entre esta acumulação e a
vacuolização observada nos pulmões. Este efeito apenas foi observado com doses
elevadas em roedores. A relevância clínica destes resultados é desconhecida. Não foi
observada genotoxicidade após o teste da memantina em ensaios normais. Não existem
indícios de oncogenicidade em estudos vitalícios em ratos e ratazanas. A memantina não
foi teratogênica em ratazanas e coelhos, mesmo em dose tóxicas maternas, e não foram
observados efeitos adversos na fertilidade. Nas ratazanas, a redução do crescimento do
feto foi observada a níveis de exposição idênticos ou ligeiramente superiores aos níveis
humanos.


INDICAÇÕES
É indicada na Doença de Alzheimer moderadamente grave a grave, e em outras
demências, caracterizadas por distúrbios leves a moderadamente graves da função
cerebral, com os seguintes sintomas principais: distúrbios da concentração e memória,
perda de interesse e distúrbios de conduta, fadigabilidade, autonomia reduzida, distúrbios
das funções motoras necessárias para efetuar atividades diárias e humor deprimido
(síndrome demencial), condições que requerem aumento do cuidado e da vigilância. É
indicada também no tratamento da espasticidade cerebral e espinhal, como por exemplo,
resultante de disfunção cerebral em crianças, traumatismos cranianos, esclerose múltipla,
paraplegia, acidentes vasculares encefálicos, Doença de Parkinson e síndromes
Parkinsonianas.
CONTRA-INDICAÇÕES
EBIX é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um
dos componentes de sua fórmula.
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Uma vez que não existem dados disponíveis sobre pacientes com disfunções renais
graves (eliminação de creatinina inferior a 9 mL/min/1,73 m2), a terapia não é
recomendada. Com base em considerações farmacológicas e relatórios de casos isolados,
é recomendada cautela em pacientes que sofram de epilepsia. A utilização concomitante
de antagonistas para o NMDA, tais como a amantadina, cetamina, ou o dextrometorfano,
deverá ser evitada. Estes compostos atuam no mesmo sistema receptor que a memantina
e, por essa razão, as reações adversas ao medicamento (principalmente relacionadas com
o SNC) serão mais freqüentes ou mais acentuadas.
Alguns fatores que podem elevar o pH da urina podem requerer uma monitorização
cuidadosa do paciente. Estes fatores incluem mudanças drásticas na dieta ou uma
ingestão de grande quantidade de antiácidos. Além disso, o pH da urina pode ser elevado
por estados de acidose renal tubular (RTA) ou infecções graves da via urinária com
Proteus bacteria.
Na maioria dos estudos clínicos, os pacientes com infarto do miocárdio recente,
insuficiência cardíaca congestiva (NYHA III-IV) e hipertensão não controlada, foram
excluídos. Conseqüentemente, os dados disponíveis são limitados e os pacientes nestas
condições devem ser supervisionados cuidadosamente.
Uso durante a gravidez e a lactação
Não existem dados clínicos sobre grávidas expostas a memantina. Estudos em animais
indicam um potencial para a redução do crescimento intra-uterino nos níveis de
exposição, que são idênticos ou ligeiramente superiores aos níveis humanos. O risco
potencial para humanos é desconhecido. A memantina não deve ser utilizada durante a
gravidez sem que seja absolutamente necessária.
Não se sabe se a memantina é excretada no leite materno humano, mas, tendo em
consideração a lipofilicidade da substância, esta excreção provavelmente ocorre.
Mulheres que estão sob tratamento com memantina não devem amamentar.
Efeitos na capacidade de dirigir ou operar máquinas
A operação de máquinas e veículos deverá ser criteriosamente avaliada, levando-se em
consideração o comprometimento cognitivo inerente à enfermidade que acomete o


paciente, bem como a possibilidade de que o uso da medicação contribua para reduzir a
habilidade necessária à execução de tais tarefas.
Interações medicamentosas
O uso de bebidas alcoólicas pode interferir na ação do EBIX, podendo causar efeitos
desagradáveis.
O modo de ação sugere que os efeitos de L-dopa, agonistas dopaminérgicos e
anticolinérgicos poderão ser aumentados pelo tratamento concomitante com antagonistas
de NMDA, tal como a memantina. Os efeitos de barbitúricos e neurolépticos poderão ser
reduzidos. A administração concomitante de memantina e agente antiespasmódico,
dantroleno ou baclofeno pode alterar os efeitos destes medicamentos e poderá ser
necessário ajustar a dose.
A utilização concomitante de memantina e amantadina deverá ser evitada, devido ao
risco de psicose farmacotóxica. Ambos os compostos são antagonistas de NMDA,
semelhantes quimicamente. A mesma recomendação poderá aplicar-se para a cetamina e
o dextrometorfano. Existe um relato de caso publicado sobre um possível risco da
combinação da memantina com fenitoína.
Outros medicamentos, como a cimetidina, ranitidina, procainamida, quinidina, quinina e
nicotina, que utilizam o mesmo sistema de transporte renal de cátions que a amantadina,
também podem teoricamente interagir com a memantina, com risco potencial de níveis
séricos elevados. Pode existir a possibilidade de excreção reduzida de hidroclorotiazida
quando a memantina é co-administrada com hidroclorotiazida ou qualquer combinação
contendo este fármaco. A memantina não inibiu as enzimas do citocromo P450 tipos
1A2, 2A6, 2C9, 2D6, 2E1, e 3A, bem como flavina monooxigenase, epóxido hidrolase e
a sulfatação in vitro.
REAÇÕES ADVERSAS
Nos testes clínicos sobre demências moderadamente graves a graves, as taxas gerais de
incidência de efeitos adversos não foram diferentes das do tratamento com o placebo, e
os efeitos adversos foram geralmente de gravidade leve ou moderada.
A tabela seguinte fornece uma análise geral dos efeitos adversos (independente da relação
causal) mais freqüentes (> 4% para a memantina) observadas na população de estudos de
pacientes com demência moderadamente grave a grave.

Termo preferido (WHO ART)
Memantina n=299
Placebo n=288
Agitação
27 (9.0%)
50 (17.4%)
Aparecimento de lesões
20 (6.7%)
20 (6.9%)
Incontinência urinária
17 (5.7%)
21 (7.3%)
Diarréia
16 (5.4%)
14 (4.9%)
Insônia
16 (5.4%)
14 (4.9%)
Tonturas
15 (5.0%)
8 (2.8%)
Cefaléia
15 (5.0%)
9 (3.1%)
Alucinações
15 (5.0%)
6 (2.1%)
Quedas
14 (4.7%)
14 (4.9%)
Constipação
12 (4.0%)
13 (4.5%)
Tosse
12 (4.0%)
17 (5.9%)


As reações adversas freqüentes (incidência de 1 a 10%, e mais freqüentes do que com o
placebo) para os pacientes tratados com memantina e placebo foram, respectivamente:
alucinações (2,0 e 0,7%), desorientação (1,3 e 0,3%), tonturas (1,7 e 1,0%), cefaléia (1,7
e 1,4%) e cansaço (1,0 e 0,3%).
As reações adversas não freqüentes (incidência de 0,1 a 1% e mais freqüentes do que com
o placebo) foram ansiedade, hipertonia, vômito, cistite e libido aumentada.
POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
Adultos
O início da terapêutica com EBIX, utilizando-se a dose total, pode desencadear as
reações adversas citadas. O aumento gradual da dose (5-10 mg/semana) diminui
marcadamente a presença dessas reações. A dose diária máxima é de 20 mg por dia. Para
reduzir o risco de efeitos secundários, a dose de manutenção é atingida através do
aumento gradual de 5 mg por semana ao longo das primeiras 3 semanas, de acordo com o
seguinte método: O tratamento deve ser iniciado com 5 mg diários (meio comprimido)
durante a primeira semana. Na segunda semana, 10 mg por dia (meio comprimido, duas
vezes por dia) e na terceira semana é recomendada a dose de 15 mg por dia (um
comprimido de manhã e meio comprimido à tarde). A partir da quarta semana, o
tratamento pode ser continuado com a dose de manutenção recomendada de 20 mg por
dia (um comprimido, duas vezes por dia).
Pacientes idosos (> 65 anos de idade)
Com base nos estudos clínicos, a dose recomendada para pacientes de idade superior a 65
anos é de 20 mg por dia (10 mg, duas vezes por dia) tal como descrito anteriormente.
Crianças e adolescentes (< 18 anos)
A segurança e eficácia da memantina em crianças e adolescentes não foi comprovada.
Função renal reduzida
Em pacientes com a função renal normal a levemente reduzida (níveis séricos de
creatinina até 130 µmol/l) não é necessário reduzir a dose. Em pacientes com disfunção
renal moderada (eliminação de creatinina de 40 – 60 mL/min/1,73 m2), a dose diária
deverá ser reduzida para 10 mg por dia. Não existem dados disponíveis para pacientes
com disfunção renal grave.
Função hepática reduzida
Não existem dados sobre a utilização de memantina em pacientes com disfunção
hepática.
SUPERDOSAGEM
Os sintomas na superdosagem são: psicose tóxica incluindo alucinações, nervosismo,
mudanças no comportamento, tremor e outros sintomas relacionados com o SNC. Outras
reações incluem: acatisia, inquietação, aumento da atividade motora, insônia e depressão.
Num caso de superdosagem suicida, o paciente sobreviveu à ingestão de até 400 mg de
memantina com efeitos no sistema nervoso central (ex: inquietação, psicose, alucinações
visuais, proconvulsão, sonolência, estupor e inconsciência) que desapareceram sem
seqüelas permanentes.
CONDUTA NA SUPERDOSE


Tratamento sintomático e de suporte. Deve-se fazer lavagem gástrica,tão rápido quanto
possível, após a ingestão oral. Administrar carvão ativado. O vômito não deve ser
induzido, devido ao risco de convulsões após a superdosagem. Pacientes nos quais a
superdosagem foi intencional devem ter acompanhamento psiquiátrico.
ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO
EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER
REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO
DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.
Reg. MS nº 1.0475.0050.006-3
Farm. Resp.: Michele Medeiros Rocha ­ CRF-RJ 9597
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

Fabricado e embalado por Merz Pharma GmbH &Co. KgaA – Frankfurt – Alemanha.
Distribuído por Lundbeck Brasil Ltda.
Rua Maxwell, 116 ­ Rio de Janeiro ­ RJ
CNPJ: 04.522.600/0002-51
Central de Atendimento: 0800-282-4445
Os números de lote, data de fabricação e prazo de validade encontram-se gravados na
embalagem externa deste produto.




1
MODELO DE BULA

I)
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO:


MECLIN
cloridrato de meclizina

FORMA FARMACÊUTICA, VIA DE ADMINISTRAÇÃO
E
APRESENTAÇÕES

USO ORAL
Comprimidos de 25 mg. Caixas com 15 comprimidos
Comprimidos de 50 mg. Caixas com 15 comprimidos

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:

25 mg
50 mg
Cloridrato de meclizina…………………….. ………. 25 mg…………… 50 mg
Excipientes* qsp ……………………………… ………… 1 com…………… 1 com
*Excipientes: fosfato de cálcio tribásico, croscarmelose sódica, estearato de magnésio, lactose,
celulose microcristlina, dióxido de silício coloidal, corante FD&C amarelo.


2
II)
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

AÇÃO DO MEDICAMENTO:
MECLIN, cujo princípio ativo é o cloridrato de meclizina, é um
antiemético, antivertiginoso e anticinetótico, usado na prevenção e tratamento da
cinesia, vertigem, náuseas e vômitos induzidos pela radioterapia e no tratamento
de náuseas e vômitos durante a gravidez.
A meclizina é rapidamente absorvida após administração oral. O
metabolismo da droga é provavelmente no fígado. A ação tem início em
aproximadamente 1 hora. A ação prolongada e os efeitos de uma dose única
persistem por 24 horas após a administração. A eliminação ocorre pelas fezes de
forma inalterada e pela urina.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO:
MECLIN, cujo princípio ativo é o cloridrato de meclizina, é indicado:
- Profilaxia e Tratamento de Cinesia. A meclizina é indicada para a profilaxia e
tratamento de náusea, vômito, e tontura associados à doença do movimento
ou radioterapia.
- Profilaxia e Tratamento da Vertigem: A meclizina pode ser efetiva no
tratamento da vertigem associada à doenças que afetam o sistema vestibular,
como as labirintites e Doença de Menière.
- Tratamento e Profilaxia de Náuseas e Vômitos: Induzidos pela Radioterapia:
A meclizina é indicada para a profilaxia e tratamento de náuseas, vômitos e
tontura associada à radioterapia.
- Tratamento de Náuseas e Vômitos durante a Gravidez





3
RISCOS DO MEDICAMENTO:

Contra-indicações
Nos casos de hipersensibilidade ao cloridrato de meclizina ou aos constituintes da
formulação do produto.

Precauções e advertências
O risco-benefício da meclizina deve ser considerado nos seguintes casos:
- Obstrução do colo da bexiga ou hiperplasia prostática sintomática: os efeitos
anticolinérgicos da meclizina podem precipitar a retenção urinária.
- Obstrução gastroduodenal: pode ocorrer diminuição da motilidade e do
tônus, agravando a retenção gástrica e a obstrução.
- Predisposição a glaucoma de ângulo fechado: o aumento da pressão
intraocular pode precipitar um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado.
- Doença pulmonar, crônica obstrutiva: a redução na secreção brônquica pode
causar inspissação e formação de tampão bronquial.

Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode
causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica,
especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.
Gravidez
Estudos epidemiológicos em mulheres grávidas não mostraram que a meclizina
causa aumento no risco de anormalidades fetais.
Estudos em ratos mostraram que a meclizina causa fenda palatina quando
administrada na dose correspondente a 25 a 50 vezes a dose recomendada em
humanos.


4
Amamentação
A meclizina pode ser distribuída no leite materno. Entretanto, problemas em
humanos não foram documentados.
Devido a sua ação anticolinérgica, a meclizina pode inibir a lactação.
Pediatria
Não há informação disponível entre a relação da idade e os efeitos da meclizina
em pacientes pediátricos. Entretanto, é de conhecimento que pacientes
pediátricos exibem aumento da sensibilidade aos anticolinérgicos, que são
farmacologicamente relacionados à meclizina.
Pacientes com insuficiência hepática
Por se tratar de uma droga metabolizada no fígado, recomenda-se especial
precaução em pacientes com doenças hepáticas.
Geriatria
Não há informação disponível entre a relação da idade e os efeitos da meclizina
nos pacientes geriátricos. Entretanto, é de conhecimento que pacientes geriátricos
exibem aumento da sensibilidade aos anticolinérgicos, que são
farmacologicamente relacionados à meclizina. Entretanto, constipação, secura de
boca, e retenção urinária (especialmente em homens) são mais prováveis de
ocorrer em pacientes idosos.
Interferência em exames laboratoriais
Até o momento não existem dados disponíveis relacionados á interferência da
meclizina em exames laboratoriais.
MECLIN pode causar sonolência, desta forma, os pacientes em tratamento
devem ter cuidado ao dirigir, operar máquinas, ou participar de qualquer outra
atividade perigosa, até que estejam certos de que MECLIN não afeta seu
desempenho.


5
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações
indesejáveis.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de
algum outro medicamento.

Este medicamento pode ser utilizado durante a gravidez desde que sob
prescrição médica ou do cirurgião-dentista.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser
perigoso para a sua saúde.

Interações medicamentosas

Álcool e medicamentos depressores do sistema nervoso central: o uso
concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos de depressão do
sistema nervoso central destes medicamentos ou da meclizina.
Anticolinérgicos e medicamentos com atividade anticolinérgica: o uso
concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos anticolinérgicos.
Apomorfina: a administração prévia de meclizina pode diminuir a resposta
emética da apomorfina.

MODO DE USAR:
O produto MECLIN é apresentado na forma de comprimidos de 12,5 mg, 25 mg
e 50 mg de cloridrato de meclizina.
Os comprimidos de MECLIN (cloridrato de meclizina) são redondos, de cor
amarelada, inodoros e insípidos.
O produto é de uso oral.


6



Adultos
Dose usual em adultos e adolescentes:
- Profilaxia e tratamento em cinesias: 25 a 50 mg, uma hora antes de viajar. A
dose pode ser repetida a cada 24 horas, se necessário.
- Profilaxia e tratamento em vertigem: 25 a 100 mg por dia, como necessário,
em doses divididas.
- Profilaxia e tratamento em náusea e vômito induzidos por radioterapia: 50
mg, 2 a 12 horas antes da radioterapia.
- Tratamento de náuseas e vômitos da gravidez: 25 a 100 mg por dia, como
necessário, em doses divididas.
Conduta necessária caso haja esquecimento de administração
Caso você esqueça de tomar MECLIN (cloridrato de meclizina) no horário
estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver
perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a
próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu
médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses
esquecidas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses
e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar
observe o aspecto do medicamento.



7
REAÇÕES ADVERSAS
A reação adversa de incidência mais freqüente é a sonolência. As reações adversas
de incidência menos freqüente ou rara são visão borrosa, secura de boca, de nariz
e de garganta.
ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas
tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização,
podem ocorrer efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o
médico responsável deve ser comunicado.

CONDUTA EM CASOS DE SUPERDOSE
Em caso de superdose acidental, consultar o médico imediatamente.
Conduta na Superdose: na eventualidade da ingestão de doses muito acima das
preconizadas, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções
vitais, como nível de consciência, pressão arterial, freqüência cardíaca e
respiratória.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
MECLIN deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), ao
abrigo da umidade e protegido da luz.

Todo o medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.










8
III)
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE
SAÚDE
1. Características farmacológicas:
As múltiplas aplicações clínicas da meclizina estão ligadas ao seu amplo
mecanismo de ação.

Por ser basicamente um anti-histamínico atua bloqueando os receptores H1 da
histamina, inibindo sua ação através do bloqueio dos receptores muscarínicos no
cérebro. Porém, ao contrário da maioria dos anti-histamínicos, apresenta baixa
afinidade pelos receptores muscarínicos, o que em última análise, proporciona um
menor número de reações adversas.
A meclizina possui propriedades anticolinérgicas, antieméticas, antiespasmódicas,
depressora do sistema nervoso central e anestésica local.
O mecanismo dos efeitos antieméticos com a meclizina parece estar relacionado
com a inibição do centro do vômito no tronco cerebral. A meclizina também
reduz a excitabilidade dos neurônios no núcleo vestibular e afeta as vias neuronais
originadas do labirinto.
Nos transtornos motores, impulsos dos receptores vestibulares são transmitidos
para os núcleos vestibulares, para áreas mais primitivas do cerebelo e para as áreas
do tronco cerebral. Os efeitos anticolinérgicos centrais da meclizina
presumivelmente inibem o aumento da atividade dos neurônios colinérgicos nos
núcleos vestibulares e áreas reticulares, prevenindo a ativação do centro do
vômito.


9
A duração da ação da meclizina (acima de 24 horas) é maior do que a de outros
antihistamínicos usados em transtornos motores e vertigem (dimenidrinato,
difenidramina, ciclizina, buclizina). A medicação é indicada para o tratamento de
náusea, vômito e tontura associados com transtornos motores. As outras
indicações incluem a prevenção e o tratamento do vômito que está associado com
a vertigem de origem vestibular, como a labirintite e a doença de Meniére.

Farmacocinética:
Após administração oral, a meclizina é rapidamente absorvida, seu início de ação
é em torno de 1 hora no caso de transtornos motores e vertigem.
Biodisponibilidade:
A ação prolongada e os efeitos de uma dose única persistem por 24 horas após a
administração. A meia vida da meclizina é de 6 horas.
Transporte e Metabolismo:
A via metabólica da meclizina não é totalmente conhecida em humanos. Estudos
em animais indicam que a meclizina é metabolizada, provavelmente no fígado, em
norclorciclizina, um derivado da piperazina. Este metabólito é distribuído pela
maioria dos tecidos e atravessa a barreira placentária.
Excreção:
Após administração oral, a meclizina é excretada pelas fezes de forma inalterada e
pela urina como norclorciclizina.


10
2. Resultados de eficácia:
Estudos clínicos sobre a eficácia do cloridrato de meclizina

Em 1975, Milkovich e van den Berg, em um estudo prospectivo amplo, avaliando
a evolução de gestantes que utilizaram fármacos antinauseantes no primeiro
trimestre da gestação, foram categóricos em sua conclusão: não houve indicação
de que os derivados fenotiazínicos, especificamente os derivados da
proclorperazina, assim como a meclizina, a ciclizina e o Bendectin, estivessem
associados com teratogenicidade. (Milkovich L, van den Berg B An evaluation of the
teratogenicity of certain antinauseant drugs Am J Obstet Gynecol 1976 125(2): 244-8)
Em 1994, Seto e cols. publicaram uma metanálise demonstrando claramente que
o uso de antihistamínicos, incluindo a meclizina, para o tratamento de NVG,
mesmo no primeiro trimestre de gestação, era seguro e não teratogênico. (Seto A,
Einarson T, Koren G Pregnancy outcome following first trimester exposure to antihistamines:
meta-analysis Am J Perinatol 1994 14: 119-24)
Em 2002, Magee e cols. descreveram, em um artigo de medicina baseada em
evidências, que a meclizina e outros antihistamínicos eram eficazes e seguros para
o tratamento da NVG. (Magee LA, Mazzotta P, Koren G Evidence-based view of safety and
effectiveness of pharmacologic therapy for nausea and vomiting of pregnancy (NVP) Am J
Obstet Gynecol 2002 186: S256-61)
Em importante artigo de revisão, Anne Leathem faz uma análise da eficácia e
segurança das principais drogas utilizadas no tratamento de náusea e vômitos da
gravidez. Neste artigo aborda a retirada da Doxilamina do mercado nos Estados
Unidos, pelas evidências de que aumentava o risco de alterações fetais. Faz
também uma análise de falta de evidências da segurança do uso da
Metoclopramida e do potencial teratogênico, ainda que pequeno, do
Dimenidrato. (Leathem AM Safety and efficacy of antiemetics used to treat nausea and
vomiting in pregnancy Clinical Pharmacy 1986 5: 660-8)


11

Com o objetivo de avaliar os efeitos da meclizina no sistema vestibular, Martin e
Oosterveld realizaram um estudo com 60 indivíduos, 30 normais e 30 portadores
de labirintopatias. Os indivíduos normais receberam placebo e/ou medicação,
enquanto os portadores de labirintopatia receberam a medicação. Foram
avaliados os valores, antes e depois da medicação ou placebo, para: nistagmo
posicional, resposta a estimulação calórica bitermal e reação a aceleração angular.
Os resultados mostraram uma significante redução do tempo do nistagmo no
grupo dos labirintopatas e dos normais que receberam a droga, quando
submetidos ao teste da aceleração angular. No teste da aceleração linear, também
houve um decréscimo da amplitude do movimento ocular nos indivíduos que
receberam a droga (labirintopatas ou não). Concluem os autores que, em vista a
baixa incidência de efeitos colaterais e significante redução da excitabilidade
vestibular, a meclizina deve ser largamente utilizada no tratamento ambulatorial
de pacientes portadores de labirintopatias. (Martin N, Oosterveld WJ, The vestibular effects
of meclizine hydrochloride-niacin combination (antivert), Acta Otolaryng 70, 6-9, 1970)

Horak e colaboradores realizaram um estudo comparativo para analisar a redução
de tontura e desequilíbrio em 25 pacientes portadores de afecção vestibular
crônica, com no mínimo 6 meses de duração. Foram divididos em 3 grupos: o
primeiro foi orientado para os exercícios de reabilitação vestibular; o segundo
para exercícios gerais e o terceiro foi medicado com meclizina.Os critérios
avaliados foram o equilíbrio e a freqüência das crises de vertigem.Os resultados
foram surpreendentes, pois o grupo tratado com meclizina apresentou expressiva
redução na vertigem, mesmo em se tratando de casos crônicos (Horak FB, Jones-
Rycewicz C, Black O, Shumway-Cook A, Effects of vestibular rehabilitation on dizziness and imabalnce,
Otolaryngology-Head and Neck Surgery 106(2), 175-180, 1992)


12
Cohem e deJong realizaram um estudo duplo-cego, cruzado, randomizado,
comparativo, entre meclizina e placebo no tratamento da vertigem de origem
vestibular. Foram incluídos 31 pacientes, com os sinais, sintomas e etiologia. Na
avaliação dos resultados, a meclizina foi muito superior ao placebo, reduzindo a
freqüência e severidade dos ataques, bem como os sinais e sintomas relacionados
à vertigem, tais como; náuseas, nistagmo posicional e instabilidade postural.
(Cohen B, deJong V, Meclizine and placebo in treating vertigo of vestibular origin, Arch Neurol 27, 129-
135, 1972;)
Oenbrink, médico americano especialista em navegação, relata os bons resultados
com a meclizina no tratamento das cinetoses provocadas em passageiros de
cruzeiros marítimos. Nas companhias de navegação em que trabalha, como rotina
é oferecido pelo serviço de quarto, comprimidos de 25 mg de meclizina aos
passageiros que começam a sofrer com a cinetose. Relata também os maus
resultados e complicações acarretados pela escopolamina, outra droga disponível
em alguns países para esta indicação, que obrigam a pronta intervenção no
ambulatório médico de bordo. Reforça também a preocupação com a segurança
da medicação, uma vez que é muito alta a incidência de passageiros idosos e
portadores de múltiplas afecções, em cruzeiros marítimos (Oenbrink RJ, Another
approach to motion sickness, Readers’ Forum 90 (6), p. 44-5, 1991)


13
3. Indicações:
MECLIN, cujo princípio ativo é o cloridrato de meclizina, é indicado:
- Profilaxia e Tratamento de Cinesia. A meclizina é indicada para a profilaxia e
tratamento de náusea, vômito, e tontura associados à doença do movimento
ou radioterapia.
- Profilaxia e Tratamento da Vertigem: A meclizina pode ser efetiva no
tratamento da vertigem associada à doenças que afetam o sistema vestibular,
como as labirintites e Doença de Menière.
- Tratamento e Profilaxia de Náuseas e Vômitos: Induzidos pela Radioterapia:
A meclizina é indicada para a profilaxia e tratamento de náuseas, vômitos e
tontura associada à radioterapia.
- Tratamento de Náuseas e Vômitos durante a Gravidez

4. Contra-indicações:
Nos casos de hipersensibilidade ao cloridrato de meclizina ou aos constituintes da
formulação do produto.

5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto:
O produto MECLIN é de uso oral.
Os comprimidos de MECLIN (cloridrato de meclizina) são redondos, de cor
amarelada, inodoros e insípidos.
O produto deve ser mantido em sua embalagem original, na temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC), ao abrigo da umidade e protegidos da luz.


14
6. Posologia:

Adultos
Dose usual em adultos e adolescentes:
- Profilaxia e tratamento em cinesias: 25 a 50 mg, uma hora antes de viajar. A
dose pode ser repetida a cada 24 horas, se necessário.
- Profilaxia e tratamento em vertigem: 25 a 100 mg por dia, como necessário,
em doses divididas.
- Profilaxia e tratamento em náusea e vômito induzidos por radioterapia: 50
mg, 2 a 12 horas antes da radioterapia.
- Tratamento de náuseas e vômitos da gravidez: 25 a 100 mg por dia, como
necessário, em doses divididas.
Conduta necessária caso haja esquecimento de administração
Caso você esqueça de tomar MECLIN (cloridrato de meclizina) no horário
estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver
perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a
próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu
médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses
esquecidas.
7. Advertências:
O risco-benefício da meclizina deve ser considerado nos seguintes casos:
- Obstrução do colo da bexiga ou hiperplasia prostática sintomática: os efeitos
anticolinérgicos da meclizina podem precipitar a retenção urinária.
- Obstrução gastroduodenal: pode ocorrer diminuição da motilidade e do
tônus, agravando a retenção gástrica e a obstrução.
- Predisposição a glaucoma de ângulo fechado: o aumento da pressão
intraocular pode precipitar um ataque agudo de glaucoma de ângulo fechado.
- Doença pulmonar, crônica obstrutiva: a redução na secreção brônquica pode
causar inspissação e formação de tampão bronquial.


15
Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA que pode
causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica,
especialmente em pessoas alérgicas ao Ácido Acetilsalicílico.
Gravidez
Estudos epidemiológicos em mulheres grávidas não mostraram que a meclizina
causa aumento no risco de anormalidades fetais.
Estudos em ratos mostraram que a meclizina causa fenda palatina quando
administrada na dose correspondente a 25 a 50 vezes a dose recomendada em
humanos.
Amamentação
A meclizina pode ser distribuída no leite materno. Entretanto, problemas em
humanos não foram documentados.
Devido a sua ação anticolinérgica, a meclizina pode inibir a lactação.

Pacientes com insuficiência hepática
Por se tratar de uma droga metabolizada no fígado, recomenda-se especial
precaução em pacientes com doenças hepáticas.
Interferência em exames laboratoriais
Até o momento não existem dados disponíveis relacionados á interferência da
meclizina em exames laboratoriais.
MECLIN pode causar sonolência, desta forma, os pacientes em tratamento
devem ter cuidado ao dirigir, operar máquinas, ou participar de qualquer outra
atividade perigosa, até que estejam certos de que MECLIN não afeta seu
desempenho.


16

8. Uso em idosos:

Geriatria
Não há informação disponível entre a relação da idade e os efeitos da meclizina
nos pacientes geriátricos. Entretanto, é de conhecimento que pacientes geriátricos
exibem aumento da sensibilidade aos anticolinérgicos, que são
farmacologicamente relacionados à meclizina. Entretanto, constipação, secura de
boca, e retenção urinária (especialmente em homens) são mais prováveis de
ocorrer em pacientes idosos.

9. Interações medicamentosas:
Álcool e medicamentos depressores do sistema nervoso central: o uso
concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos de depressão do
sistema nervoso central destes medicamentos ou da meclizina.
Anticolinérgicos e medicamentos com atividade anticolinérgica: o uso
concomitante com a meclizina pode potencializar os efeitos anticolinérgicos.
Apomorfina: a administração prévia de meclizina pode diminuir a resposta
emética da apomorfina.

10. Reações Adversas:

A reação adversa de incidência mais freqüente é a sonolência. As reações adversas
de incidência menos freqüente ou rara são visão borrosa, secura de boca, de nariz
e de garganta.
Efeitos adversos de fato atribuíveis à piridoxina isoladamente são raramente
relatados; como queixas de acidez estomacal, indigestão e náuseas só descritas
com doses de 150 a 200 mg/dia, embora haja relato de neuropatias periféricas
com a ingestão de 200 mg/dia por mais de 30 dias.


17

ATENÇÃO: Este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas
tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização,
podem ocorrer efeitos indesejáveis não conhecidos. Se isto ocorrer, o
médico responsável deve ser comunicado.
11. Superdose:
Em caso de superdose acidental, consultar o médico imediatamente.
Conduta na Superdose: na eventualidade da ingestão de doses muito acima das
preconizadas, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções
vitais como nível de consciência, pressão arterial, freqüência cardíaca e
respiratória.
12. Armazenagem:
MECLIN deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), ao
abrigo da umidade e protegido da luz.
Reg. MS nº 1.0118.0165

Farmacêutico Responsável: Dr. Eduardo Sérgio Medeiros Magliano
CRF SP nº 7179
APSEN FARMACÊUTICA S/A
Rua La Paz, nº 37/67 São Paulo ­ SP
CNPJ 62.462.015/0001-29
INDÚSTRIA BRASILEIRA

Centro de Atendimento ao Consumidor
0800 16 5678

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA




1

MODELO DE BULA

DUSPATALIN®
cloridrato de mebeverina

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
DUSPATALIN® 200 mg (cloridrato de mebeverina) é apresentado em caixas contendo 30
cápsulas de liberação prolongada.

USO ORAL

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada cápsula de DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) contém:
cloridrato de mebeverina ………………………………………………………………………………………… 200 mg
Excipientes q.s.p. ……………………………………………………………………………………………….. 1 cápsula
Excipientes: estearato de magnésio, Eudragit NE, talco, hipromelose, EudragitL, triacetato de
glicerol.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) age na musculatura do trato gastrintestinal, em
especial do intestino grosso, aliviando os espasmos abdominais sem afetar a motilidade intestinal
normal.
A ação deste medicamento está condicionada ao seu uso correto, conforme suas indicações e
prescrição do médico, sendo que os efeitos benéficos poderão ser observados no decorrer do
tratamento.
SOLVAY FARMA LTDA: Administração: Edifício e Condomínio Plaza Centenário
Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 4788-8900 – Fax: 55 (11) 4788-8908


2


POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) é indicado para:
· Tratamento sintomático da dor e de espasmos abdominais, distúrbios intestinais e desconforto
intestinal relacionados à Síndrome do Intestino Irritável.
· Tratamento de espasmos gastrintestinais secundários a afecções orgânicas.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
CONTRA INDICAÇÕES
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) é contra-indicado nos casos de
hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da fórmula e durante a
gravidez e amamentação.

ADVERTÊNCIAS
O uso seguro de DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) em crianças e adolescentes
ainda não foi estabelecido.
ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO NA FAIXA ETÁRIA DE 0-18 ANOS.

PRECAUÇÕES
Gravidez e Lactação
Não existem dados clínicos disponíveis de exposição na gravidez. De qualquer modo, as
precauções normais relacionadas à administração de qualquer droga durante a gravidez
devem ser observadas.
DUSPATALIN® não deve ser utilizado durante a amamentação.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM
ORIENTAÇÃO MÉDICA.
“INFORME AO MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES INDESEJÁVEIS.”

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
Não foram realizados estudos em relação aos efeitos na habilidade de dirigir ou operar
máquinas.
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INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não foram realizados estudos de interações medicamentosas.
“INFORME AO SEU MÉDICO SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO DE ALGUM OUTRO
MEDICAMENTO.”
“NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.”
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
ASPECTO FÍSICO
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) 200 mg é apresentado caixas contendo 30 cápsulas
de liberação prolongada.
Cápsula de DUSPATALIN® 200 mg: cápsula de gelatina dura tamanho nº. 1, com coloração
branco opaco e com a inscrição “S” em uma das faces e, na outra, a inscrição “245″.
CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
A cápsula de DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) não apresenta sabor.

DOSAGEM
Tomar 1 cápsula de 200 mg, 2 vezes ao dia (tomar 1 cápsula pela manhã e outra à noite).
Tomar as cápsulas com água e não mastigar.

Instruções de uso
As cápsulas devem ser engolidas com uma quantidade suficiente de água (pelo menos 100 ml da
água). Não mastigar a cápsula.
Não tome mais do que a dose normal prescrita pelo seu médico.
ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.

Conduta em casos de esquecimento de dose (dosagem omitida)
Caso você se esqueça de tomar uma dose de DUSPATALIN® no horário estabelecido pelo seu
médico, tome-a assim que possível. Entretanto, se já estiver próximo do horário da dose
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seguinte, ignore a dose esquecida e tome somente a próxima dose no horário habitual,
continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico.
Nunca tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.
SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
As reações adversas associadas ao uso deste medicamento, em ordem de gravidade, são
os que seguem:
Reações alérgicas, principalmente, mas não limitadas exclusivamente à pele.
Alterações de pele e de tecidos associados a ela (subcutâneo): manchas vermelhas
(exantema), inchaço generalizado, inchaços no rosto e inchaço nas camadas mais
profundas da pele (angioedema),
Reações alérgicas com envolvimento intenso do sistema imunológico.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO
DE UMA SÓ VEZ?
Em bases teóricas pode-se dizer que irá ocorrer excitabilidade do Sistema Nervoso Central em
casos de superdosagem. Nos casos onde ocorreram superdosagem com DUSPATALIN®
(cloridrato de mebeverina), os sintomas foram fracos ou ausentes e normalmente rapidamente
reversíveis. Não existem antídotos específicos.
Na eventualidade da ingestão acidental de doses muito acima das preconizadas, recomenda-se
lavagem gástrica e tratamento sintomático.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) deve ser mantido em sua embalagem original.
Conservar em temperatura ambiente entre 15°C e 30ºC. Proteger da luz e umidade.
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“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.”
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Propriedades farmacodinâmicas
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) é um antiespasmódico musculotrópico com ação
direta sobre a musculatura lisa do trato gastrintestinal, aliviando o espasmo sem afetar a
motilidade intestinal normal.
Uma vez que esta ação não é mediada pelo Sistema Nervoso Autônomo, os efeitos secundários
anticolinérgicos comuns estão ausentes.
Propriedades farmacocinéticas
A forma de cápsulas de liberação prolongada de DUSPATALIN® permite a administração em
duas doses diárias. A mebeverina não é excretada sob forma inalterada, mas metabolizada
completamente. A primeira etapa do metabolismo é a hidrólise, levando à formação de ácido
verátrico e mebeverina alcoólica. Ambos são excretados através da urina, sendo que a
mebeverina alcoólica é excretada parte como o ácido carboxílico (MAC) correspondente e parte
como o ácido carboxílico desmetilado (DMAC).
No plasma o DMCA é o principal metabólito circulante. O estado de equilíbrio de meia-vida de
eliminação do DMAC é aproximadamente 5,77 horas. A biodisponibilidade relativa parece ser
ideal com uma curva média (AUC ­ dose normalizada) na proporção de 97%. Durante doses
múltiplas (200 mg, 2 vezes ao dia) a Cmax do DMAC é 804 ng/ml e a Tmax é cerca de 3 horas.
A formulação de DUSPATALIN® tem propriedades de liberação prolongada como se vê por sua
Cmax relativamente baixa, o tmax mais longo e a meia-vida de eliminação longa, enquanto sua
biodisponibilidade é ótima.
Não ocorre acumulação significativa após doses múltiplas de DUSPATALIN®.

Dados pré-clínicos de segurança
Durante a fase de desenvolvimento a existência da mebeverina foi extensivamente testada em
várias espécies de animais em investigações severas, sub-crônica e de reprodução. A dose letal
oral LD50 varia de 902 a 1995 mg/kg.
Os principais sintomas em animais, após altas doses via oral e parenteral foram indicativo do
envolvimento do SNC com excitação comportamental.
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As dosagens usadas em estudos animais excederam várias vezes as dosagens usadas para
humanos (40 mg/kg de dosagem animal contra 6 mg/kg para humanos).
Não foram encontrados efeitos mutagênico ou clastogênico em estudos in vitro e in vivo com a
mebeverina.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em estudo multicêntrico aberto onde avaliou-se a eficácia da mebeverina de liberação
prolongada, 200mg 2 vezes ao dia, a avaliação global de eficácia por parte dos investigadores foi
de 92% dos pacientes. Após 3 semanas de tratamento a melhora ou desaparecimento da
distensão abdominal ocorreu em 90% dos pacientes, e a dor abdominal apresentou melhora ou
desaparecimento em 96% dos pacientes1.
Poynard e cols.2 realizou uma metanálise sobre a eficácia dos relaxantes musculares na
síndrome do intestino irrtável (SII) a partir de 26 ensaios randomizados duplo-cegos selecionados
e concluiu que a mebeverina é eficaz na SII e sem reações adversas significativas.
1. Inauen W, Halter F. Clinical efficacy, safety and tolerance of mebeverine prolonged release (200
mg) vs mebeverine tablets in patients with irritable bowel syndrome. Drug Invest, 1994; 8(4): 234-
240.
2. Poynard T, Naveau S, Mory B, Chaput JC. Meta-analysis of smooth muscle relaxants in the
treatment of irritable bowel syndrome. Aliment Pharmacol Ther 1994; 8: 499-510

INDICAÇÕES
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) é indicado para:
· Tratamento sintomático da dor e de espasmos abdominais, distúrbios intestinais e desconforto
intestinal relacionados à Síndrome do Intestino Irritável.
· Tratamento de espasmos gastrintestinais secundários a afecções orgânicas.

CONTRA-INDICAÇÕES
DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) é contra-indicado nos casos de
hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos componentes da fórmula.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
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DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) deve ser administrado por via oral.
As cápsulas devem ser deglutidas inteiras, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de
água (pelo menos 100 ml da água).

POSOLOGIA
Recomenda-se tomar 1 cápsula de 200 mg de DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) 2 vezes
ao dia (tomar 1 cápsula pela manhã e outra à noite).
Conduta em casos de dosagem omitida
Caso o paciente se esqueça de tomar o medicamento no horário estabelecido, o oriente a tomar
a dose esquecida o mais rapidamente possível. Entretanto, se estiver próximo da próxima dose,
informe ao paciente para ignorar a dose esquecida e tomar somente a próxima dose no horário
habitual. Não dobre a dose.
ADVERTÊNCIAS
Uso durante a Gravidez e lactação
Gravidez: categoria B
Não existem dados clínicos disponíveis de exposição na gravidez.
Estudos em animais não indicaram diretamente ou indiretamente efeitos prejudiciais com
relação à gravidez, desenvolvimento embrionário fetal, parto ou desenvolvimento pós-
natal.
Deve-se ter precaução na prescrição em mulheres grávidas.
Existem informações insuficientes sobre a excreção da mebeverina em humanos ou
lactação em animais. Dados físico-químicos e farmacodinâmicos / toxicológicos
disponíveis do ponto de excreção no leite e um risco da criança que está amamentando
não podem ser excluídos.
DUSPATALIN® não deve ser utilizado durante a lactação.
"ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM
ORIENTAÇÃO MÉDICA".

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em crianças
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DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) 200 mg não é recomendado para uso em
crianças e adolescentes abaixo de 18 anos devido dados insuficientes de segurança e
eficácia.
ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO NA FAIXA ETÁRIA DE 0-18 ANOS.

Uso em pacientes idosos
Não há restrições específicas para o uso de DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) em
pacientes idosos.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
Não foram realizados estudos em relação aos efeitos na habilidade de dirigir ou operar
máquinas.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não foram realizados estudos de interações medicamentosas.

REAÇÕES ADVERSAS
Os efeitos indesejados relatados em ensaios clínicos e na experiência pós-
comercialização em ordem de gravidade, são os que seguem:
Reações alérgicas, principalmente, mas não limitadas exclusivamente à pele.
Alterações de pele e tecido subcutâneo: exantema, urticária, edema facial e angioedema,
reações imunológicas de hipersensibilidade.
SUPERDOSAGEM
Em bases teóricas pode-se dizer que irá ocorrer excitabilidade do Sistema Nervoso Central em
casos de superdosagem. Nos casos onde ocorreram superdosagem com DUSPATALIN®
(cloridrato de mebeverina), os sintomas foram fracos ou ausentes e normalmente rapidamente
reversíveis. Não existem antídotos específicos.
Na eventualidade da ingestão acidental de doses muito acima das preconizadas, recomenda-se
lavagem gástrica e tratamento sintomático.

ARMAZENAGEM
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DUSPATALIN® (cloridrato de mebeverina) deve ser mantido em sua embalagem original.
Conservar em temperatura ambiente entre 15°C e 30ºC. Proteger da luz e umidade.

Registro M.S.: 1.0082.0152
Farmacêutico responsável: Dr. Rogério Márcio Massonetto – CRF SP nº. 22.965
VENDA SOB PRESCRIÇAO MÉDICA
Fabricado por:
Solvay Biologicals B.V.
Veerweg 12-8121 AA
Olst, Overijssel, Holanda

Embalado e distribuído por:
Solvay Farma Ltda.
Rua Salvador Branco de Andrade, 93
Taboão da Serra ­ SP ­ Indústria Brasileira
CNPJ: 60.499.639/0001-95


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112360015
1
MODELO DE BULA
Imosec® comprimidos
cloridrato de loperamida
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Embalagens contendo 12 e 200 comprimidos.
USO ADULTO ­ NÃO USE Imosec® EM CRIANÇAS
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
cloridrato de loperamida …………………………… 2 mg
Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, lactose.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento
Na diarréia, o Imosec® faz com que as fezes fiquem mais sólidas e diminui a
freqüência de evacuações. Imosec® tem seu início de ação desde a primeira
tomada, ocorrendo uma redução gradual da diarréia.
Cuidados de armazenamento
Conservar as embalagens em temperatura ambiente (15°C a 30°C). Proteger da luz
e umidade.
Prazo de validade
Verifique na embalagem externa se o medicamento obedece ao prazo de validade.
Não utilize o medicamento se o prazo de validade estiver vencido. Pode ser
prejudicial a sua saúde.
CONFIDENCIAL


112360015
2

Gravidez e lactação
Não se recomenda o uso de Imosec® durante a gravidez ou no período de
amamentação, pois pequenas quantidades de Imosec® podem aparecer no leite
humano. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Cuidados de administração
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Se você apresentar fezes sólidas ou endurecidas, ou se você já estiver há 24 horas
sem evacuar, não tome mais o medicamento.
A dose diária máxima não deve ultrapassar 8 comprimidos.
Imosec® comprimidos deve ser utilizado somente em adultos.

Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Efeitos colaterais
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.
Podem ocorrer constipação (“prisão de ventre") e abdome distendido, assim como
dificuldade para urinar. Neste caso, pare de tomar Imosec® e, se estes efeitos forem
graves, consulte seu médico.
A hipersensibilidade ao Imosec® é rara. Pode ser reconhecida, por exemplo, por
erupção cutânea, coceira, falta de ar ou edema de face. Se algum destes sinais
ocorrer, procure seu médico.
Algumas vezes podem ocorrer as seguintes queixas as quais podem ser devidas à
própria diarréia: dor ou desconforto abdominal, náusea e vômito, flatulência, tontura
ou sonolência e boca seca. Perda da consciência ou diminuição no nível de
consciência podem ocorrer muito raramente.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
CONFIDENCIAL


112360015
3

Ingestão concomitante com outros medicamentos
Informe seu médico se você estiver usando medicamentos que diminuem a função
do estômago ou do intestino (por exemplo, anticolinérgicos), pois podem aumentar o
efeito do Imosec®.
Disfunção hepática
Informe seu médico se você tem problemas hepáticos, você poderá necessitar de um
acompanhamento médico mais rigoroso.
Contra-indicações
Não utilize Imosec® em crianças.
Não tome Imosec® se você for alérgico ao cloridrato de loperamida, que é o
componente ativo do Imosec®.
Imosec® não deve ser usado nos casos de diarréia em que as fezes contenham
sangue ou pus ou sejam acompanhadas de febre.
Não use Imosec® se você estiver com constipação (“prisão de ventre") ou estiver
com o abdome distendido. Também não deve ser utilizado se você tiver inflamação
no intestino delgado, sem uma indicação específica do seu médico.
Precauções e advertências
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início,
ou durante o tratamento.
Embora Imosec® seja um medicamento para tratar os sintomas da diarréia ele não
trata a sua causa. A causa da diarréia sempre que possível deve ser tratada.
Quando você está com diarréia, há uma grande perda de líquidos através das fezes,
que devem ser repostos através da ingestão de bastante líquido.
Caso o episódio de diarréia aguda (diarréia que aparece repentinamente) não
melhore dentro de um período de 48 horas, ou se houver o aparecimento de febre,
pare de tomar o medicamento e entre em contato com seu médico.
Se ocorrer constipação (“prisão de ventre") durante o tratamento, o mesmo deverá
ser suspenso. Caso a "prisão de ventre" seja intensa, avise seu médico.
CONFIDENCIAL


112360015
4

Se você tem AIDS e está sendo tratado com Imosec® para diarréia e apresentar
qualquer sinal de abdome distendido, pare de tomar Imosec® imediatamente e avise
seu médico.
Efeito sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas
Não há contra-indicações em tomar Imosec® se você dirige ou opera máquinas, a
menos que você esteja sentindo cansaço, tontura ou sonolência.
Superdose
Se por acidente, você ingeriu Imosec® em quantidades muito grandes, chame logo
um médico, principalmente se os seguintes sintomas aparecerem: rigidez muscular,
movimentos sem coordenação, sonolência ou dificuldade de respiração ou para
urinar. As crianças são mais sensíveis que os adultos ao Imosec®. Se ocorrer
ingestão acidental por crianças e algum dos sintomas descritos anteriormente
aparecerem, procure um médico imediatamente.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Imosec® é um antidiarréico sintético de uso oral, cujo componente ativo, o cloridrato
de loperamida, tem a seguinte fórmula química: cloridrato de 4(p-clorofenil)-4 hidroxi-
N.N-dimetil, , -difenil-1-piperidina-butiramida.
Propriedades
Os estudos in vitro e em animais mostram que o cloridrato de loperamida atua
diminuindo a motilidade intestinal propulsiva por ação direta sobre as camadas
musculares circular e longitudinal da parede intestinal, inibindo a liberação de
acetilcolina e prostaglandinas nos plexos mioentéricos. Além disso, o cloridrato de
loperamida atua também beneficamente sobre o transporte de água e eletrólitos pela
mucosa intestinal.
Nos seres humanos, ele prolonga o tempo de trânsito intestinal, reduz o volume fecal
diário e diminui a perda de água e eletrólitos. Também aumenta o tônus do esfíncter
CONFIDENCIAL


112360015
5

anal, reduzindo a sensação de urgência e incontinência fecal. Em virtude de sua alta
afinidade pela parede intestinal e intensa metabolização na primeira passagem pela
circulação hepática, a quantidade do cloridrato de loperamida que atinge a circulação
sistêmica é muito limitada. Assim, a loperamida é facilmente absorvida pelo intestino
e é quase completamente metabolizado pelo fígado, onde é conjugada e excretada
através da bile.
A meia-vida de eliminação do cloridrato de loperamida nos seres humanos é, em
média, 11 horas com uma variação de 9 a 14 horas. Após uma dose de 2 mg via
oral, os níveis plasmáticos da substância não metabolizada permanecem abaixo de 2
ng/mL.
Estudos de distribuição em ratos mostram uma alta afinidade do fármaco pela parede
intestinal, ligando-se preferencialmente a receptores na camada muscular
longitudinal. A eliminação ocorre principalmente por N-desmetilação oxidativa, que é
a principal via metabólica da loperamida. A maior parte da loperamida inalterada e
metabólitos são eliminados pelas fezes.
INDICAÇÕES
Imosec® está indicado no tratamento sintomático de:
- diarréia aguda inespecífica, sem caráter infeccioso;
- diarréias crônicas espoliativas, associadas a doenças inflamatórias como Doença
de Crohn e retocolite ulcerativa;
- nas ileostomias e colostomias com excessiva perda de água e eletrólitos.

CONTRA-INDICAÇÕES
NÃO INDICADO NA DIARRÉIA AGUDA OU PERSISTENTE DA CRIANÇA.
Imosec® é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao
cloridrato de loperamida ou à qualquer um dos excipientes.
Imosec® não deve ser utilizado como tratamento de primeira escolha em pacientes:
- com disenteria aguda caracterizada por sangue nas fezes e febre alta
- com colite ulcerativa aguda
- com enterocolite bacteriana causada por agentes invasores incluindo Salmonella,
Shigella E Campylobacter
CONFIDENCIAL


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- com colite pseudomembranosa associada ao uso de antibióticos de amplo espectro.
Em geral, Imosec® não deve ser utilizado quando a inibição do peristaltismo deve
ser evitada devido ao risco potencial de sequelas significativas incluindo íleo,
megacolo e megacolo tóxico. Imosec® deve ser suspenso rapidamente quando
ocorrer constipação, distensão abdominal ou íleo.
O tratamento com Imosec® é apenas sintomático. Sempre que uma etiologia de
base puder ser determinada, um tratamento específico deve ser instituído quando
apropriado (ou quando indicado).
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Como nos pacientes com diarréia, a depleção de fluídos e eletrólitos é, em graus
variáveis, uma ocorrência habitual, o uso de Imosec® não deve, em momento
algum, excluir a hidratação oral ou parenteral.
Na diarréia aguda, caso não se obtenha melhora dentro de 48 horas, deve-se
suspender a administração de Imosec® e procurar atendimento e orientação
médica.
Em pacientes com AIDS tratados com Imosec® para diarréia, ao primeiro sinal de
distensão abdominal, a terapia deve ser interrompida. Têm ocorrido relatos isolados
de megacolo tóxico em pacientes com AIDS E colite infecciosa viral ou bacteriana
tratados com cloridrato de loperamida.
Embora não existam dados farmacocinéticos disponíveis em pacientes com
insuficiência hepática, Imosec® deve ser utilizado com precaução nestes pacientes
devido a redução do metabolismo de primeira passagem. Quando a função hepática
estiver alterada, situação em que pode haver sinais de toxicidade para o SNC, a
administração de Imosec® deve ser muito bem acompanhada.
Dado que a maioria do fármaco é metabolisado e os metabólitos ou o fármaco
inalterado é excretado nas fezes, o ajuste de dose em pacientes com distúrbio renal
não é necessário.
Gravidez e lactação
Imosec® deve ser evitado durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre,
apesar de efeitos teratogênicos e embriotóxicos não terem sido observados em
animais, mesmo com doses comparáveis a 30 vezes a dose terapêutica em
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humanos. Assim, os benefícios do seu uso devem ser pesados contra os riscos
potenciais.
Pequenas quantidades de loperamida podem aparecer no leite humano. Portanto,
recomenda-se que Imosec® não seja utilizado durante a amamentação.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas
Cansaço, tontura ou sonolência podem ocorrer no conjunto das síndromes diarréicas
tratadas com Imosec®. Portanto, recomenda-se ter cautela ao dirigir um carro ou
operar máquinas (ver item “Reações Adversas”).
Interações medicamentosas
Podem ocorrer interações medicamentosas com medicamentos que apresentem
propriedades farmacológicas semelhantes à loperamida.
Dados não-clínicos mostraram que a loperamida é um substrato da glicoproteína-P.
A administração concomitante de loperamida (dose única de 16 mg) com quinidina
ou ritonavir, inibidores da glicoproteína-P, resultou em um aumento de 2 a 3 vezes
maior nos níveis plasmáticos da loperamida. A relevância clínica desta interação
farmacocinética com os inibidores da glicoproteína-P, quando a loperamida é
utilizada nas doses recomendadas (2 mg até a dose máxima diária de 16 mg) é
desconhecida.
Reações adversas
Dados de estudos clínicos
Os eventos adversos relatados estão mencionados a seguir independente da
avaliação da causalidade pelo investigador.
1. Eventos adversos em pacientes com diarréia aguda
Os eventos adversos com incidência 1,0%, que foram relatados com pelo menos a
mesma freqüência em pacientes em uso de cloridrato de loperamida como de
placebo estão apresentados a seguir:
Distúrbios gastrintestinais: dos 231 pacientes que receberam cloridrato de
loperamida, 2,6% apresentaram constipação contra 0,8% dos 236 pacientes que
receberam placebo.
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Os eventos adversos com incidência 1,0%, os quais foram mais freqüentemente
relatados em pacientes em uso de placebo do que loperamida foram: boca seca,
flatulência, cólica abdominal e cólica.
2. Eventos adversos em pacientes com diarréia crônica
Os eventos adversos com incidência 1,0%, que foram relatados com pelo menos a
mesma freqüência em pacientes em uso de cloridrato de loperamida como de
placebo estão apresentados a seguir:
Distúrbios gastrintestinais: dos 285 pacientes que receberam cloridrato de
loperamida, 5,3% apresentaram constipação contra 0,0% dos 277 pacientes.que
receberam placebo.
Distúrbios do sistema nervoso central e periférico: dos 285 pacientes que receberam
cloridrato de loperamida, 1,4% apresentaram vertigem contra 0,7% dos 277
pacientes que receberam placebo..
Os eventos adversos com incidência 1,0%, os quais foram mais freqüentemente
relatados em pacientes em uso de placebo do que loperamida foram: náusea,
vômito, cefaléia, meteorismo, dor e cólica abdominal.
3. Eventos adversos relatados em 76 estudos controlados e não controlados em
pacientes com diarréia aguda ou crônica. Os eventos adversos com incidência
1,0% ocorridos em pacientes de todos os estudos estão apresentados na tabela a
seguir:

Diarréia aguda
Diarréia crônica
Todos os
estudosa
N° de
1913 1371 3740
pacientes
tratados
Distúrbios

gastrintestinais
Naúsea
0.7% 3.2% 1.8%
Constipação
1.6% 1.9% 1.7%
Cólicas
0.5% 3.0% 1.4%
abdominais
aTodos os pacientes de todos os estudos, incluindo aqueles cujo evento adverso
não ocorreu especificamente nos pacientes com diarréia crônica ou aguda.
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Experiência pós-comercialização
Os seguintes eventos adversos pós-comercialização tem sido relatados, e dentro de
cada sistema orgânico são classificados por freqüência, usando a convenção a
seguir:
Muito comum (> 1/10); comum (> 1/100, < 1/10); incomum (> 1/1.000, < 1/100); raro
(> 1/10.000, < 1/1.000); muito raro (< 1/10.000), incluindo relatos isolados.
Esta freqüência reflete as taxas de relatos espontâneos de eventos adversos e não
representam a incidência ou freqüência observada nos estudos clínicos ou
epidemiológicos.
Distúrbios da pele etecido subcutâneo::
Muito raro: exantema, urticária e prurido.
Casos isolados de angioedema e erupções bolhosas incluindo Síndrome de Stevens-
Johnson, eritema multiforme e necrose epidérmica tóxica têm sido relatados com o
uso de cloridrato de loperamida.
:D istúrbios do sistema imunológico:
Ocorrências isoladas de reações alérgicas e em alguns casos de reações de
hipersensibilidade grave incluindo choque anafilático e reações anafilactóides têm
sido relatadas com o uso de cloridrato de loperamida.
Distúrbios gastrintestinais:
Muito raro: dor abdominal, íleo, distensão abdominal, náusea, constipação, vômito,
megacolo incluindo megacolo tóxico (ver item “Advertências e Precauções”),
flatulência e dispepsia.
Distúrbios renais e urinários:
Relatos isolados de retenção urinária.
Distúrbios psiquiátricos:
Muito raro: sonolência
Distúrbios do sistema nervoso :
Muito raro: perda da consciência, diminuição no nível de consciência, vertigem.
Um número de eventos adversos relatados durante os estudos clínicos e na
experiência pós-comercialização com a loperamida são sintomas freqüentes da
síndrome diarréica de base (dor / desconforto abdominal, náusea, vômito, boca seca,
cansaço, sonolência, vertigem e flatulência). Estes sintomas são muitas vezes
difíceis de diferenciar dos efeitos colaterais do fármaco.
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POSOLOGIA
O seguinte esquema médico é recomendado:
Diarréia aguda: a dose inicial sugerida é de 2 comprimidos (4 mg), seguidos de 1
comprimido (2 mg) após cada subseqüente evacuação líquida, até uma dose diária
máxima de 8 comprimidos (16 mg), ou a critério médico.
Diarréia crônica: a dose diária inicial é de 2 comprimidos (4 mg). Esta dose deve ser
ajustada, até que 1 a 2 evacuações sólidas ao dia sejam obtidas, o que é
conseguido, em geral, com uma dose diária média que varia entre 1 a 6 comprimidos
(2 mg a 12 mg).
A dose diária máxima não deve ultrapassar 8 comprimidos (16 mg).
Lesão renal: não é necessário ajuste de dose para pacientes com lesão renal.
Lesão hepática: embora não existam dados farmacocinéticos disponíveis em
pacientes com lesão hepática, Imosec® deve ser utilizado com cautela nestes
pacientes devido a redução do metabolismo de primeira passagem (ver item
“Advertências e Precauções”).
SUPERDOSE
Em casos de superdose (incluindo superdose relativa por disfunção hepática), pode
ocorrer depressão do sistema nervoso central (náuseas, vômitos, estupor,
incoordenação motora, sonolência, miose, hipertonia muscular, depressão
respiratória), retenção urinária e íleo. As crianças são mais sensíveis aos efeitos no
sistema nervoso central do que os adultos. Se houver sintomas decorrentes de
superdose, deve-se administrar naloxona, até que o padrão respiratório se recupere.
Como a duração do efeito de Imosec® é maior do que a da naloxona (que se situa
entre 1 e 3 horas), pode haver necessidade de se repetir esse antagonista. Assim, o
paciente deve ser cuidadosamente observado por, pelo menos, 48 horas, para se
detectar sinais eventuais de depressão respiratória.
Em caso de superdose acidental, deve-se, além das medidas citadas acima,
promover lavagem gástrica, seguida da administração oral, por sonda nasogástrica,
de uma suspensão aquosa de 100 g de carvão ativado.
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Pacientes idosos
Não é necessário ajustar a dose em idosos.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
MS – 1.1236.0015
Resp. Téc. Farm.: Marcos Pereira CRF-SP-no 12304
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos – SP
CNPJ – 51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira
®Marca Registrada
Lote, Data de Fabricação e Validade: Vide Cartucho.
SAC 0800 7011851
www.janssen-cilag.com.br
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Maxaquin®
(cloridrato de lomefloxacino)


PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome: Maxaquin®
Nome genérico: cloridrato de lomefloxacino
Forma farmacêutica e apresentações:
Maxaquin® 400 mg em embalagens contendo 3 ou 7 comprimidos revestidos.
USO ADULTO

USO ORAL

Composição:
Cada comprimido revestido de Maxaquin® contém 441,6 mg de cloridrato de lomefloxacino,
equivalente a 400 mg de lomefloxacino base.
Excipientes: lactose hidratada, carboximetilcelulose cálcica, estearato de magnésio,
hiprolose, estearato de polioxil-40, álcool etílicoa, opaspray M-1-7111-B, hipromelose 2910,
macrogol 400 e água purificadaa.
a = removido durante o processo de fabricação.

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PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino) é um antibiótico que possui ação bactericida
(capacidade de matar a bactéria) e é indicado no tratamento das infecções causadas
por bactérias susceptíveis. Maxaquin® age no trato urinário inclusive pielonefrite
(infecção do tecido renal), no aparelho respiratório, trato gastrintestinal, pele e tecido
celular subcutâneo e ossos. Além disso, está indicado em algumas infecções
sexualmente transmitidas, como blenorragia (popularmente conhecidda como
gonorréia). Maxaquin® é também indicado na prevenção de infecções após
procedimentos cirúrgicos transuretrais (através da uretra) e biópsia transretal (através
do reto) de próstata.

Maxaquin® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC),
protegido da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.

A administração de Maxaquin® independe da alimentação, ou seja, pode ser usado
com ou sem alimentos.

O uso de Maxaquin® durante a gravidez não é recomendado.

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.

Para mães que estiverem amamentando, um método alternativo de alimentação para
bebês deverá ser considerado durante o tratamento com Maxaquin®.

Informe ao seu médico se estiver amamentando.

A ingestão de antiácidos contendo alumínio ou magnésio deve ocorrer num período
de 4 horas antes ou 2 horas após a administração de Maxaquin®.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Maxaquin® pode interagir com outros medicamentos quando administrados
concomitantemente, como a varfarina e seus derivados, probenicida, fembufeno e
cimetidina.

É muito importante informar ao seu médico caso esteja utilizando outros
medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Maxaquin®.

Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Maxaquin®, tais como: dor de cabeça, náuseas, fototoxicidade
(alterações da pele relacionadas à exposição à luz ultravioleta), tontura, diarréia e dor
abdominal.

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Maxaquin® é contra-indicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade ao
lomefloxacino, a outras quinolonas ou a qualquer componente da fórmula.

A fluorquinolona pode causar ruptura do tendão. Informar ao médico aos primeiros
sinais de dor e descontinuar imediatamente o produto se ocorrer tendinite. Não
praticar exercícios até que o diagnóstico de tendinite seja excluído.

Maxaquin® pode causar fototoxicidade, portanto durante o tratamento (e por vários
dias após o seu término) deve-se evitar exposição direta ou indireta à luz ultravioleta
(exemplo: luz solar, lâmpada solar e solarium), mesmo com filtro solar e até através
de vidro.

Maxaquin® deve ser utilizado com cautela em pacientes com distúrbios convulsivos
ou com baixo limiar para crises epilépticas. As fluorquinolonas, inclusive
lomefloxacino, podem causar estimulação da região do sistema nervoso central
associada a sintomas autonômicos periféricos, podendo induzir convulsões e levar a
piora de doenças psiquiátricas.

O lomefloxacino, como outras quinolonas, causa artropatias (alterações em
articulações) em animais jovens; portanto, seu uso em crianças e adolescentes em
fase de crescimento não é recomendado.

Devido aos potenciais efeitos no SNC, durante o tratamento com Maxaquin® os
pacientes deverão ser advertidos em relação a dirigir veículos e operar máquinas,
pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Pacientes com insuficiência renal necessitam de ajuste na dosagem de Maxaquin®.

Avise ao seu médico caso você seja portador de alguma doença renal.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.



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PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas

Lomefloxacino é um novo antimicrobiano quinolônico difluorado, de largo espectro,
quimicamente descrito como: monocloridrato do ácido 1-etil-6,8-difluor-1,4-dihidro-7-(3-metil-
1-piperazinil)-4-oxo-3-quinolinocarboxílico. Os átomos de flúor proporcionam aumento da
potência contra organismos Gram-negativos e o radical piperazina é responsável pela
atividade em Pseudomonas.
A ação bactericida resulta da interferência na atividade da enzima bacteriana DNA-girase,
necessária para transcrição e replicação do DNA da bactéria. Conseqüentemente ocorre
inibição do superespiralamento do DNA dependente de ATP, inibição do relaxamento do
DNA superespiralado e quebra da dupla fita do DNA.
A concentração bactericida mínima geralmente não excede a concentração inibitória mínima
em mais que o dobro.
Há resistência cruzada entre o lomefloxacino e outros agentes antimicrobianos da classe
das quinolonas, mas não há resistência cruzada com outras classes de antimicrobianos.
A mínima dose de luz UVA necessária para causar eritema é inversamente proporcional à
concentração plasmática de lomefloxacino. Aumentando o intervalo entre a dosagem de
lomefloxacino e a exposição aos raios UVA, aumenta-se a quantidade de energia luminosa
necessária para causar fotorreação.
Propriedades Farmacocinéticas
Após administração oral, o lomefloxacino é rapidamente e bem absorvido pelo trato
gastrintestinal, e torna-se quase totalmente biodisponível (> 98%). Entre as doses de 100
mg e 800 mg, a concentração plasmática e AUC aumentam proporcionalmente com o
aumento da dose. Após uma dose oral única de 400 mg, concentrações plasmáticas
máximas (Cmáx) de aproximadamente 2 a 4 mcg/mL são atingidas 1 a 1,5 hora (Tmáx).
Tmáx não é dependente da dose e freqüência de dosagem. A meia-vida de eliminação (t1/2)
em indivíduos normais e sadios é de aproximadamente 8 horas. O estado de equilíbrio das
concentrações com uma única dose diária é obtido até o final do segundo dia de tratamento.
Não existe acúmulo com dose única diária em pacientes com função renal normal.
Aproximadamente 65% de uma dose administrada por via oral é excretada como fármaco
inalterado na urina de pacientes com função renal normal. Após uma dose única de 400 mg
ou doses múltiplas diárias de 400 mg, concentrações urinárias são superiores a 400 mcg/mL
nas 4 horas após a dose e permanecem acima de 35 mcg/mL durante pelo menos 24 horas
após a dose. A excreção urinária se dá, quase que completamente, dentro de 72 horas após
o término da dosagem. Aproximadamente 10% de uma dose oral é recuperada como
fármaco inalterado nas fezes.
A eliminação de lomefloxacino é prolongada em pacientes com clearance de creatinina < 30
mL/min/1,73 m2, com AUC e t1/2 aumentadas (vide “Posologia”).
Os estudos farmacocinéticos revelam que o lomefloxacino tem a propriedade de difundir-se
em muitos tecidos e fluidos, exercendo sua atividade antimicrobiana em diversos órgãos
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como aparelho urinário, pulmão, pele e tecido subcutâneo, fígado, trato gastrintestinal e
próstata.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Testes de mutagenicidade foram negativos em quatro testes in vitro e em três testes in vivo
e fracamente positivos em um teste in vitro.
Não há evidência de teratogenicidade em ratos, coelhos ou macacos, quando usada a dose
(mg/kg) equivalente a usada em seres humanos. Porém, quando as doses utilizadas são
superiores às recomendadas (mg/kg) para seres humanos foram observadas aumento da
incidência de perda fetal em macacas e toxicidade (materna e fetal) em coelhos, sob a
forma de diminuição do peso da placenta e variação nas vértebras coccígeas.
Atividade Microbiológica
O lomefloxacino é um agente antimicrobiano com atividade in vitro contra bactérias Gram-
negativas e Gram-positivas. Estudos in vitro assinalaram que este quinolônico tem ação
sobre:
Gram-Negativos: Acinetobacter spp. (incluindo A. calcoaceticus ssp. lwoffi e A. calcoaceticus
ssp. anitratun), Aeromonas hydrophilia, Alcaligenes spp., Moraxella catarrhalis (beta
lactamase + e -), Campylobacter spp. (incluindo C. jejuni e C. pylori), Citrobacter spp.
(incluindo C. diversus e C. freundii), Enterobacter spp. (incluindo E. aerogenes, E.
agglomerans e E. cloacae), Escherichia coli, Hafnia alvei, Haemophilus spp. (incluindo
cepas beta lactamase + e – de H. influenzae e H. parainfluenzae) e H. ducreyi, Klebsiella
spp. (incluindo K. oxytoca, K. ozaenae, e K. pneumoniae), Legionella pneumophilia,
Morganella morganii, Neisseria spp. (incluindo cepas beta lactamase + e – de N.
gonorrhoeae e N. meningitidis), Proteus spp. (incluindo P. mirabilis e P. vulgaris),
Providencia spp. (incluindo P. alcalifaciens, P. rettgeri e P. stuartii), Pseudomonas spp.
(incluindo P. aeruginosa e P. fluorescens), Salmonella spp. (incluindo S. enteritidis e S.
typhi), Serratia spp. (incluindo S. liquifaciens e S. marcescens), Shigella spp. (incluindo S.
dysenteriae, S. flexneri e S. sonnei), Vibrio spp. (incluindo V. cholerae e V. parahemolyticus),
Yersinia enterocolitica.
A maioria das cepas de Pseudomonas cepacia, Stenotrophomonas maltophilia, Ureaplasma
urealyticum e Mycoplasma hominis são moderadamente susceptíveis ao lomefloxacino.
Gram-Positivos: Staphylococcus spp. (incluindo cepas de S. aureus e S. epidermidis
meticilina-susceptíveis e meticilina-resistentes) e S. saprophyticus.
A maioria das cepas de estreptococos do grupo D (incluindo enterococos) e Streptococcus
pneumoniae são moderadamente susceptíveis ao lomefloxacino como são o Mycobacterium
tuberculosis e a Chlamydia trachomatis.
A maioria das bactérias anaeróbicas é resistente ao lomefloxacino, incluindo Bacteroides
fragilis e Clostridium difficile. A maioria dos estreptococos dos grupos A e B são resistentes.
O lomefloxacino é levemente menos ativo quando testado em pH ácido. Um aumento no
tamanho do inóculo tem pouco efeito sobre a atividade in vitro do lomefloxacino. A
resistência in vitro ao lomefloxacino desenvolve-se lentamente (mutação de múltiplos
passos). Um desenvolvimento rápido da resistência num único passo ocorre somente
raramente < 10-9 in vitro.

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09/03/05



Não há resistência cruzada entre lomefloxacino e outras classes de agentes antimicrobianos
tais como aminoglicosídeos, penicilinas, tetraciclinas, cefalosporinas ou sulfonamidas. Tem
sido relatada resistência cruzada entre lomefloxacino e outros agentes antimicrobianos da
classe das quinolonas. Estudos in vitro têm mostrado que, freqüentemente, ocorre atividade
aditiva quando lomefloxacino é combinado com outros agentes antimicrobianos tais como
beta-lactâmicos, aminoglicosídeos, ou metronidazol.

INDICAÇÕES
Tratamento

Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino) é um antimicrobiano bactericida de largo espectro,
indicado no tratamento das infecções causadas por bactérias susceptíveis. Age no trato
urinário (inclusive pielonefrite), no aparelho respiratório, trato gastrintestinal, pele e tecido
celular subcutâneo e ossos. Além disso, está indicado em algumas infecções sexualmente
transmitidas, como blenorragia.
Deverão ser realizadas culturas apropriadas e testes de sensibilidade para determinar o
agente causal e sua sensibilidade ao lomefloxacino; contudo, a terapia pode ser iniciada
enquanto se aguarda os resultados dessas avaliações.
Profilaxia

Maxaquin® está indicado como profilaxia cirúrgica em pacientes submetidos a
procedimentos cirúrgicos transuretrais e biópsia transretal da próstata.

CONTRA-INDICAÇÕES
Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino) é contra-indicado a pacientes com história
de hipersensibilidade ao lomefloxacino, a outras quinolonas ou a qualquer
componente da fórmula.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
Foi demonstrado que o lomefloxacino causa fototoxicidade. Os pacientes deverão ser
advertidos a evitar exposição direta ou indireta à luz ultravioleta (exemplo: luz solar,
lâmpada solar e solarium), incluindo exposição através de vidro, durante a ingestão de
Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino) e por vários dias após o seu término.
Ocorreu fototoxicidade até mesmo com o uso de protetor solar. A terapia deverá ser
descontinuada caso isso ocorra.
Maxaquin® deve ser utilizado com cautela em pacientes com distúrbios convulsivos ou com
baixo limiar para crises epilépticas. As fluorquinolonas, inclusive lomefloxacino, podem
causar estimulação do sistema nervoso central associada a sintomas autonômicos
periféricos, induzir convulsões e exacerbar doenças psiquiátricas.
O lomefloxacino, como outras quinolonas, causa artropatias em animais jovens; portanto,
seu uso em crianças e adolescentes em fase de crescimento não é recomendado.
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09/03/05


É necessário alterar o regime posológico em pacientes com comprometimento renal com
clearance de creatinina < 30 mL/min/1,73 m2 (vide “Posologia”).
As fluorquinolonas podem causar ruptura de tendão. Se ocorrer tendinite o uso de
Maxaquin® deverá ser descontinuado.
Uso durante a Gravidez
O uso de Maxaquin® durante a gravidez não é recomendado (categoria C do FDA). Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou
do cirurgião-dentista. Verificou-se em estudos pré-clínicos que o lomefloxacino pode
causar artropatia em animais jovens. A segurança do lomefloxacino não foi estabelecida em
gestantes. Portanto, o uso requer que os benefícios sejam avaliados em relação aos riscos.
Uso durante a Lactação
Não se sabe se o lomefloxacino é excretado no leite humano; entretanto, sabe-se que é
excretado no leite de ratas lactantes, e que outros fármacos da classe das quinolonas são
excretados no leite humano. Em mães que estiverem amamentando, um método alternativo
de alimentação para bebês deverá ser considerado durante o tratamento com Maxaquin®.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Devido aos potenciais efeitos no SNC, os pacientes deverão ser advertidos em relação a
dirigir veículos e operar máquinas durante o tratamento com Maxaquin®.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Sucralfato, antiácidos contendo magnésio ou alumínio e metais catiônicos de outras origens
(tais como suplementos minerais) formam complexos quelantes com o lomefloxacino e
interferem na biodisponibilidade. A administração desses agentes deverá ocorrer no mínimo
4 horas antes ou 2 horas após a administração de Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino).
Em estudos clínicos, a co-administração de lomefloxacino e teofilina não resultou em
nenhum sinal clínico significativo de interação medicamentosa, embora tenham sido
observadas variações individuais dos níveis de teofilina.
A co-administração com probenecida retarda a eliminação do lomefloxacino.
Deve-se evitar o uso concomitante de lomefloxacino e fembufeno.
O lomefloxacino não interage com cafeína.
As quinolonas podem aumentar os efeitos do anticoagulante oral varfarina ou de seus
derivados. Quando esses medicamentos são administrados concomitantemente, a
protrombina, ou outros testes de coagulação adequados, deverão ser monitorados
cuidadosamente.
A cimetidina demonstrou interferir na eliminação de outras quinolonas, aumentando
significativamente a meia-vida. Não se estudou sua interação com lomefloxacino.

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09/03/05



A administração concomitante com a alimentação retarda um pouco a absorção, porém, não
influi sobre a extensão da absorção.

REAÇÕES ADVERSAS
Em ensaios clínicos concluídos, 6.392 pacientes e indivíduos receberam pelo menos uma
dose de lomefloxacino. A maioria das reações adversas foi de gravidade leve a moderada e
envolveu, principalmente, o sistema nervoso central e periférico, trato gastrintestinal, pele e
anexos cutâneos. As reações adversas com incidência 1%, possivelmente relacionadas ao
lomefloxacino foram cefaléia, náusea, fototoxicidade, tontura, diarréia e dor abdominal. A
incidência de cada um desses efeitos adversos foi < 5%.
Outros efeitos adversos relatados de estudos feitos com as fluorquinolonas, incluindo
lomefloxacino são:
Pele e anexos: dermatite esfoliativa, hiperpigmentação, síndrome de Stevens-Johnson,
necrólise epidérmica tóxica.
Corpo como um todo: reações alérgicas incluindo anafilaxia e angioedema.
Sistema nervoso: ataxia, convulsões, tremores.
Sistema gastrintestinal: mucosa oral dolorida, colite pseudomembranosa.
Distúrbios psiquiátricos: alucinações, ansiedade, alterações no sono, alterações de
humor, confusão.
Distúrbios respiratórios: edema da laringe, edema pulmonar.
Distúrbios vasculares: vasculites.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: hipoglicemia.
Distúrbios visuais: fotofobia, diplopia.
Distúrbios músculo-esqueléticos: tendinite, ruptura no tendão, artralgia, mialgia.
Distúrbios sistema urinário: nefrite intersticial, poliúria, insuficiência renal, retenção
urinária.
Distúrbios do sangue ou de seus constituintes: trombose cerebral, trombocitopenia.
Distúrbios hepático e do sistema biliar: hepatite.
Distúrbios das células vermelhas: anemia hemolítica.
Distúrbios cardiovasculares: parada cardiopulmonar.
Distúrbios da sensibilidade especial: disgeusia.
Interferência em exames laboratoriais

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Pode ocorrer leve aumento das transaminases (1,6%), eosinofilia (0,5%), leucopenia (0,2%)
e aumento da uréia sanguínea (0,2%), bem como presença de cilindrúria e hematúria.

POSOLOGIA
A posologia ideal para o adulto é a ingestão de 1 comprimido de 400 mg, uma vez ao dia
com ou sem alimento. A duração do tratamento depende da gravidade da infecção.
Maxaquin® (cloridrato de lomefloxacino) é recomendado nas doses e para durações de
tratamento relacionadas a seguir:
DURAÇÃO DO
DOENÇA
DOSAGEM
TRATAMENTO
Infecções não complicadas do trato
400 mg uma vez ao dia
3 dias
urinário
Infecções complicadas do trato
400 mg uma vez ao dia
10-14 dias
urinário
Infecções da pele e tecido
400 mg uma vez ao dia
10-14 dias
subcutâneo
Exacerbação aguda de bronquite
400 mg uma vez ao dia
7-10 dias
crônica
Osteomielite
400 mg uma vez ao dia
60-90 dias
Blenorragia
400 mg uma vez ao dia
1 ou 2 dias
Profilaxia de infecção no trato urinário
dose única, 2-6 horas
após cirurgia transuretral ou biópsia
400 mg
antes da cirurgia
transretal de próstata
Em geral, Maxaquin® deve ser continuado por no mínimo 2 dias após o desaparecimento
dos sintomas ou sinais de infecção.
O risco de reações de fotossensibilidade aos raios UV pode ser reduzido pela administração
do lomefloxacino à noite (vide “Advertências e Precauções”).
Comprometimento da função renal
Maxaquin® pode ser usado em pacientes com insuficiência renal. Uma vez que o
lomefloxacino é excretado principalmente pelo rim, alguma modificação da dose é
recomendada para pacientes com insuficiência renal moderada a grave.
Quando o clearance de creatinina for < 30 mL/min/1,73 m2 a posologia recomendada será
uma dose de ataque de 400 mg, seguida por uma dose de manutenção de 200 mg, uma vez
ao dia (1/2 comprimido) durante o período do tratamento.
Sugere-se determinação seriada dos níveis de lomefloxacino para avaliar a necessidade de
alteração dos intervalos de dose. Quando somente o nível de creatinina sérica for
disponível, a seguinte fórmula (baseada no sexo, peso e idade do paciente) pode ser usada
para converter este valor em clearance de creatinina (ClCr mL/min).
A equação presume que a função renal do paciente já esteja estável.
homens : (Peso em kg) x (140 – idade)_____
72 x creatinina sérica (mg/100 mL)

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mulheres : 0,85 x valor acima
Pacientes submetidos à diálise
A hemodiálise retira somente uma quantidade pouco significativa de lomefloxacino (3% em 4
horas). Pacientes submetidos à hemodiálise deverão receber uma dose inicial de 400 mg,
seguida por uma dose de manutenção de 200 mg, uma vez ao dia, durante o tratamento.
Comprometimento da função hepática
A função hepática comprometida ou a cirrose hepática não reduz a eliminação não renal do
lomefloxacino, e não é necessário ajuste de dosagem, contanto que o clearance de
creatinina seja 30 mL/min/1,73 m2.

SUPERDOSAGEM
As informações sobre superdosagem em humanos são limitadas. No caso de
superdosagem aguda, o estômago deve ser esvaziado induzindo o vômito ou por lavagem
gástrica, e o paciente cuidadosamente observado. Deve-se instituir tratamento de suporte.
Hidratação adequada deve ser mantida. Hemodiálise ou diálise peritoneal não trazem
nenhum benefício.

PACIENTES IDOSOS
Aos pacientes idosos aplicam-se todas as recomendações acima descritas.

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PARTE IV

MS – 1.0216.0144
Farmacêutico Responsável: José Francisco Bomfim – CRF-SP nº 7009
Produto fabricado por:
Pfizer Pharmaceuticals LLC
Caguas ­ Porto Rico
Embalado por:
Laboratórios Pfizer Ltda.
Jandira ­ SP
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 ­ Guarulhos ­ SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Produto sob licença de:
Hokuriku Seiyaku Co. Ltd.
S.A.C. Linha Pfizer 0800-16-7575
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
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Frademicina®
cloridrato de lincomicina

PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

Nome: Frademicina®

Nome genérico: cloridrato de lincomicina

Forma farmacêutica e apresentações:

Frademicina® 500 mg em embalagem contendo 12 cápsulas.
Frademicina® solução injetável de 300 mg (300 mg/mL) em embalagem contendo 1 ampola
de 1 mL.
Frademicina® solução injetável de 600 mg (300 mg/mL) em embalagem contendo 1 ampola
de 2 mL.

Frademicina® cápsulas: USO ADULTO, USO ORAL.

Frademicina® solução injetável: USO PEDIÁTRICO E ADULTO, USO INJETÁVEL POR
VIA INTRAVENOSA OU INTRAMUSCULAR.

Composição:

Cada cápsula de Frademicina® contém 500 mg de cloridrato de lincomicina.
Excipientes: talco, estearato de magnésio, lactose monoidratada.
Cada ampola de 1 mL de Frademicina® 300 mg contém 300 mg de cloridrato de lincomicina.
Excipientes: álcool benzílico, água para injetáveis.
Cada ampola de 2 mL de Frademicina® 600 mg contém 600 mg de cloridrato de lincomicina.
Excipientes: álcool benzílico, água para injetáveis.

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PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Frademicina® (cloridrato de lincomicina) é indicada no tratamento de infecções
graves causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas, incluindo estreptococos,
estafilococos (inclusive estafilococos produtores de penicilinase) e pneumococos.
Não é ativa contra Streptococcus faecalis, leveduras ou bactérias Gram-negativas,
como N. gonorrhoeae e H. influenzae, entre outros.

Frademicina® cápsulas deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15 e
30°C), protegida da luz e umidade. Frademicina® solução injetável deve ser
conservada em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegida da luz.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.

Antes de usar o medicamento confira o nome no rótulo para não haver enganos. Não
utilize Frademicina® caso haja sinais de violação e/ou danos na embalagem.

Frademicina® deve ser utilizada na gravidez apenas se claramente necessário. Este
medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.

Frademicina® é excretada no leite materno. Informe ao seu médico se estiver
amamentando.

Para uma melhor absorção, é recomendado que não haja ingestão de nada, durante
um período de uma a duas horas antes e após a administração oral de Frademicina®.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Frademicina® pode interagir com outros fármacos, como eritromicina e bloqueadores
neuromusculares. É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando
outros medicamentos antes do início ou durante o tratamento com Frademicina®.

Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Frademicina® tais como: fezes amolecidas ou diarréia, náuseas,
vômitos, cólicas abdominais, coceira, erupções cutâneas, irritação vaginal, reações
em local de aplicação intramuscular. Foram relatadas, também, esofagite e alterações
da função do fígado. Efeitos secundários como diminuição da contagem dos glóbulos
brancos e das plaquetas (células que participam da coagulação) no sangue e reações
alérgicas foram raramente observados.

Frademicina® é contra-indicada a pacientes que apresentam hipersensibilidade
conhecida à lincomicina, à clindamicina ou a qualquer outro componente do produto.

A utilização de muitos antibióticos, inclusive Frademicina®, pode levar ao
aparecimento de colite pseudomembranosa, um tipo potencialmente grave de diarréia.
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Informe ao seu médico caso tenha doenças hepáticas ou renais, asma brônquica,
estados alérgicos, ou outras patologias, e também se estiver tomando outros
medicamentos. Frademicina® não deve ser utilizada no tratamento de infecções
bacterianas leves ou infecções por vírus.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


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PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

O cloridrato de lincomicina é um agente antibiótico da classe das lincosamidas.

Propriedades Farmacocinéticas
Aproximadamente 20% a 30% da dose oral é absorvida. O pico de concentração sérica
ocorre 2 a 4 h após a administração oral e 1 h após a administração intramuscular. A ligação
a proteínas plasmáticas é de 72%; os níveis no fluido cefalorraquidiano são maiores quando
as meninges estão inflamadas. O volume de distribuição do fármaco é de 23 a 38 L; a sua
meia-vida de eliminação é de 2 a 11,5 h. O fármaco é metabolizado pelo fígado e 5% a 10%
do fármaco inalterado é excretado na urina, 30% a 40% e 4% a 14% do fármaco inalterado é
excretado nas fezes após administração oral e parenteral, respectivamente.

INDICAÇÕES

Frademicina® (cloridrato de lincomicina) é indicada no tratamento de infecções graves
causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas, incluindo estreptococos, estafilococos
(inclusive estafilococos produtores de penicilinase) e pneumococos. Não é ativa contra
Streptococcus faecalis, leveduras ou bactérias Gram-negativas, como N. gonorrhoeae e H.
influenzae, entre outros.

CONTRA-INDICAÇÕES

Frademicina® (cloridrato de lincomicina) é contra-indicada a pacientes que
apresentam hipersensibilidade conhecida à lincomicina, à clindamicina ou a qualquer
outro componente do produto. Não deve ser utilizada no tratamento de infecções
bacterianas leves ou por vírus.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Geral
Tem-se relatado colite pseudomembranosa, que pode evoluir de leve a grave (ameaçadora
à vida), com o uso de muitos antibióticos, inclusive lincomicina. Portanto, é importante
considerar o diagnóstico em pacientes que apresentam diarréia subseqüente à
administração de antibióticos.
Por ser uma terapia associada à colite grave, que pode ser fatal, a lincomicina somente
deverá ser utilizada em infecções graves, nas quais antibióticos menos tóxicos forem
inapropriados. A lincomicina não deve ser empregada em pacientes com infecções não
bacterianas, como as infecções virais do trato respiratório superior.
Clostridium difficile associado à diarréia (CDAD) foi relatado com o uso de vários agentes
antibacterianos, incluindo a lincomicina, e pode resultar em diarréia moderada/grave a colite
fatal. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora do cólon e pode permitir o
crescimento de C. difficile.

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C. difficile produz as toxinas A e B que contribuem para o desenvolvimento da CDAD.
Colônias de C. difficile produtoras de hipertoxina causam aumento da morbidade e
mortalidade, uma vez que estas infecções podem ser refratárias a terapias antimicrobianas
e podem necessitar colectomia. A CDAD deve ser considerada em todos os pacientes que
apresentaram diarréia após o uso de antibiótico. O histórico médico cuidadoso é necessário
uma vez que a CDAD foi relatada até dois meses após a administração do agente
antimicrobiano.
Estudos indicam que a toxina produzida por Clostridium difficile é a causa primária da colite
associada a antibióticos. Após o estabelecimento do diagnóstico de colite
pseudomembranosa, medidas terapêuticas devem ser iniciadas. Casos leves de colite
pseudomembranosa normalmente respondem à simples descontinuação do fármaco. Em
casos moderados a graves, deve-se considerar a terapia com fluidos e eletrólitos,
suplementação de proteínas e tratamento com antibiótico clinicamente eficaz contra colite
por Clostridium difficile.
O aparecimento de diarréia, colite e colite pseudomembranosa foi observado até várias
semanas após o término do tratamento com lincomicina.
Outras causas de colite devem ser também consideradas. A sensibilidade prévia ao fármaco
e a outros alérgenos deve ser cuidadosamente pesquisada.
A colite associada a antibioticoterapia e diarréia ocorrem mais freqüentemente, e podem ser
mais graves, em pacientes idosos e/ou debilitados. Quando tratados com lincomicina, estes
pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados quanto às alterações na freqüência
intestinal.
As formas injetáveis deste produto contêm álcool benzílico, que está associado a “Síndrome
de Gasping” fatal em prematuros.
Frademicina® (cloridrato de lincomicina) deve ser utilizada com cautela em pacientes com
histórico de doença gastrintestinal, principalmente colite.
Como qualquer medicamento, o cloridrato de lincomicina deve ser utilizado com precaução
em pacientes com história de asma brônquica ou alergia significativa.
Certas infecções podem requerer incisões e drenagem, ou outras intervenções cirúrgicas
indicadas, além da terapia com antibióticos.
Frademicina® não deve ser utilizada no tratamento de meningite, pois não penetra
adequadamente no fluido cefalorraquidiano.
No intuito de reduzir o desenvolvimento de bactérias resistentes à medicação e manter a
efetividade de Frademicina® e outros agentes antibacterianos, Frademicina® deve ser
utilizada somente para tratar ou prevenir infecções comprovadas ou altamente suspeitas de
ter origem bacteriana.
O uso de antibióticos pode ocasionar crescimento excessivo de microorganismos não
sensíveis, especialmente leveduras. Medidas adicionais deverão ser tomadas, caso
apareçam tais infecções. Quando pacientes com infecções por monilia pré-existentes
necessitarem de tratamento com o cloridrato de lincomicina, deverá ser administrado um
tratamento anti-monilia adequado.
Frademicina® não é recomendada para uso em recém-nascidos.
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A meia-vida sérica do cloridrato de lincomicina é aumentada em pacientes com função renal
ou hepática prejudicada; deve-se, portanto, considerar a possibilidade de diminuir a
freqüência de administração nesses pacientes. Quando Frademicina® é administrada a
pacientes com insuficiência renal grave, a dose adequada é 25% a 30% daquela
recomendada para pacientes com função renal normal. Em pacientes com disfunção
hepática, a meia-vida do cloridrato de lincomicina pode ser duplicada, quando comparada à
meia-vida do fármaco em pacientes com função hepática normal. A dose de lincomicina
deve ser determinada cuidadosamente em pacientes com disfunção renal grave ou
disfunção hepática e os níveis séricos de lincomicina devem ser monitorados durante a
terapia com altas doses.
Durante terapia prolongada, recomenda-se monitorar as funções renal, hepática e
hematológica.
No caso de administração por infusão, Frademicina® não deve ser administrada na forma
de “bolus”, e sim lentamente (vide “Posologia”).
Uso durante a Gravidez
Não foram observados efeitos adversos na ninhada, desde o nascimento até o desmame,
em estudos desenvolvidos com ratos, utilizando-se doses orais de lincomicina até 1.000
mg/kg (7,5 vezes a dose máxima humana de 8 g/dia). Não foram observados efeitos
teratogênicos em um estudo conduzido em ratos tratados com doses maiores que 55 vezes
a dose mais alta recomendada em humanos adultos (8 g/dia).
Em humanos, a lincomicina atravessa a placenta e resulta em níveis séricos no cordão de
cerca de 25% dos níveis séricos maternos. Não há acúmulo significativo no líquido
amniótico. Não há estudos controlados em mulheres grávidas; porém, não foram
demonstrados aumentos em anormalidades congênitas ou atraso no desenvolvimento em
filhos de 302 pacientes tratadas com lincomicina em vários estágios da gravidez, quando
comparado a um grupo controle, até 7 anos após o nascimento. A lincomicina deve apenas
ser utilizada na gravidez se claramente necessário.

Frademicina® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica.

Uso durante a Lactação
A lincomicina foi detectada no leite humano em concentrações de 0,5 a 2,4 mcg/mL. Devido
ao potencial do fármaco em causar reações adversas graves em lactentes, a decisão de
descontinuar o tratamento deve ser realizada, considerando-se a importância do fármaco
para a mãe.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Demonstrou-se antagonismo entre a lincomicina e a eritromicina in vitro. Devido ao possível
significado clínico, esses dois fármacos não devem ser administrados concomitantemente.
Demonstrou-se inibição da absorção da lincomicina, quando administrada por via oral, em
conjunto com misturas de Caolim-pectina.

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A lincomicina tem propriedades de bloqueio neuromuscular que podem aumentar a ação de
outros agentes bloqueadores neuromusculares. Portanto, deve ser utilizada cuidadosamente
em pacientes sob terapia com tais agentes.

REAÇÕES ADVERSAS

Gastrintestinais: náuseas, vômitos, distúrbios abdominais, diarréia persistente (vide
“Advertências e Precauções”), glossite, estomatite, prurido anal. Esofagite no caso de
administração oral. Colite pseudomembranosa.
Hematopoiéticas: neutropenia, leucopenia, agranulocitose, púrpura trombocitopênica e
eosinofilia. Raramente foram registradas anemia aplásica e pancitopenia.
Reações de hipersensibilidade: têm sido relatados edema angioneurótico, doença do soro
e anafilaxia. Foram relatados raramente casos de eritema multiforme, alguns semelhantes à
síndrome de Stevens-Johnson. Se reações de hipersensibilidade à lincomicina ocorrerem,
deve-se descontinuar o tratamento. Reações sérias de hipersensibilidade aguda podem
requerer tratamento com epinefrina e outras medidas de emergência, incluindo oxigênio,
fluidos intravenosos, anti-histamínicos intravenosos, corticosteróides, aminas pressoras e
manejo das vias respiratórias, como clinicamente indicado.
Pele e membranas mucosas: prurido, rash cutâneo, urticária, vaginite e, raramente,
dermatite esfoliativa e vesículo-bolhosa.
Hepáticas: icterícia e anormalidades nos testes de função hepática (particularmente
elevação da transaminase sérica).
Renais: embora não tenha sido estabelecida relação direta entre o tratamento com
lincomicina e danos renais, foi raramente observada insuficiência renal, evidenciada por
azotemia, oligúria e/ou proteinúria.
Cardiovasculares: foi relatada hipotensão após administração parenteral, particularmente
após administração muito rápida. Casos raros de parada cardiopulmonar após infusão muito
rápida.
Reações locais: irritação local, dor, enduração, formação de abscesso estéril no caso de
injeção IM, tromboflebite com injeção IV.
Outras: ocasionalmente foram relatados zumbidos e vertigem.

POSOLOGIA

Uso em Adultos
Via oral: 500 mg (1 cápsula) três vezes ao dia. Infecções mais graves: 500 mg ou mais, 4
vezes ao dia.
Para uma melhor absorção, recomenda-se não ingerir nada por via oral entre 1 e 2 horas
antes e após a administração oral de Frademicina® (cloridrato de lincomicina).
Injeção Intramuscular: 600 mg (2 mL) a cada 24 horas. Infecções mais graves: 600 mg (2
mL) a cada 12 horas, ou mais freqüentemente, dependendo da gravidade da infecção.
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Infusão Intravenosa: 600 mg a 1 g a cada 8 ou 12 horas. Infecções mais graves: essas
doses podem ser aumentadas. Em infecções que ameacem a vida, doses de até 8 g diárias
têm sido administradas. Administrar em infusão diluída, como descrito na tabela de Diluição
e Índices de Infusão.
Uso em Crianças acima de 1 mês de idade

Injeção Intramuscular: 10 mg/kg a cada 24 horas. Infecções mais graves: 10 mg/kg a cada
12 horas ou mais freqüentemente.
Infusão Intravenosa: 10 a 20 mg/kg/dia, dependendo da gravidade da infecção. Administrar
como infusão diluída, como descrito na tabela de Diluição e Índices de Infusão.
Uso em pacientes Idosos

Aos pacientes idosos aplicam-se todas as recomendações acima descritas.
Em infecções por estreptococos beta-hemolíticos, o tratamento deve continuar durante pelo
menos 10 dias, para diminuir a possibilidade de febre reumática ou glomerulonefrite
subseqüente.
Uso em pacientes com diminuição da função hepática ou renal
Quando Frademicina® é administrada a pacientes com insuficiência renal grave, a dose
adequada é de 25% a 30% daquela recomendada para pacientes com função renal normal.
Em pacientes com disfunção hepática ou renal, a meia-vida do cloridrato de lincomicina está
aumentada. Deve-se considerar a diminuição da freqüência de administração de lincomicina
em pacientes com prejuízo na função renal ou hepática.

Infecções por Estreptococos Beta-hemolítico

O tratamento deve continuar por pelo menos 10 dias.

Diluição e Índices de Infusão
Doses de até 1 g devem ser diluídas em pelo menos 100 mL de uma solução adequada, e
administradas por infusão de, pelo menos, 1 hora de duração.
Dose
Volume de diluente
Tempo de administração
600 mg
100 mL
1 h
1 g
100 mL
1 h
2 g
200 mL
2 h
3 g
300 mL
3 h
4 g
400 mL
4 h
Essas doses devem ser repetidas sempre que for necessário, até o limite da dose diária
máxima recomendada de 8 g de lincomicina. Ocorreram reações cardiopulmonares graves
com a administração do medicamento de forma mais rápida e mais concentrada do que o
recomendado.
Frademicina® poderá ser administrada utilizando-se as técnicas de infusão IV direta, por
acoplamento ou tubo em “Y”.
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Compatibilidades
Frademicina® é fisicamente compatível por 24 horas, à temperatura ambiente (a menos que
haja outra indicação) com:
Soluções para infusão: dextrose em água, 5% e 10%; dextrose em salina, 5% e 10%;
solução de Ringer; lactato de sódio 1/6 Molar; travert 10% eletrólito nº 1; dextran fisiológico
6% p/v.
Soluções com vitaminas para infusão: complexo B; complexo B com ácido ascórbico.
Soluções com antibióticos para infusão: penicilina G sódica (satisfatória para 4 horas);
cefalotina, cloridrato de tetraciclina; cefaloridina; colistimetato (satisfatória para 4 horas);
ampicilina; meticilina; cloranfenicol; sulfato de polimixina B.
Incompatibilidades
Frademicina® é fisicamente incompatível com novobiocina, canamicina e fenitoína. Deve ser
ressaltado que as determinações de compatibilidade e incompatibilidade são observações
físicas, e não determinações químicas. Não foi desenvolvida uma avaliação clínica
adequada sobre segurança e eficácia dessas combinações.

SUPERDOSAGEM

Hemodiálise ou diálise peritoneal não são meios eficazes para remoção da lincomicina do
sangue.

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PARTE IV
MS – 1.0216.0130
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann ­ CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Solução Injetável
Fabricado e embalado por:
Pharmacia S.A. de C.V.
Tlalpan, México DF ­ México
Cápsulas
Fabricado e embalado por:
Laboratórios Pfizer Ltda.
Jandira ­ SP
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 ­ Guarulhos ­ SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.

Fale Pfizer 0800-16-7575
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DIZERES DE BULA DE TIMEOLATE
TIMEOLATE – SPRAY ANTI-SÉPTICO
cloridrato de lidocaína e cloreto de benzetônio

FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES

USO ADULTO E PEDIÁTRICO
USO TÓPICO EXTERNO

Líquido pulverizável – frasco contendo 30 mL dotado de válvula vaporizadora.
COMPOSIÇÃO:
Cada mL da solução contém 21 mg de cloridrato de lidocaína e 1,33 mg cloreto de benzetônio.
Excipientes: água purificada
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA? Timeolate Spray Anti-Séptico contém as seguintes
substâncias: – cloreto de benzetônio: anti-séptico que limpa pequenos ferimentos e combate bactérias e –
cloridrato de lidocaína: anestésico que bloqueia temporariamente o impulso nervoso, aliviando a dor de
pequenos ferimentos, de arranhões ou de pequenas queimaduras. A ação anestésica é obtida poucos
minutos após a aplicação, persistindo por aproximadamente 30 a 60 minutos quando aplicado através de
solução aerossol tópica.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO? Timeolate Spray Anti-Séptico serve para
tratar pequenos ferimentos em geral. Este medicamento combate os germes e as bactérias e, ao mesmo
tempo, alivia a dor temporariamente.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
CONTRA-INDICAÇÕES
Não use Timeolate Spray Anti-Séptico se houver hipersensibilidade (sensibilidade excessiva ou alergia)
ao cloridrato de lidocaína ou ao cloreto de benzetônio.
Este medicamento é contra-indicado em crianças menores de 2 anos de idade.
ADVERTÊNCIAS
Interrompa o uso deste medicamento e procure um médico, se os sintomas persistirem por mais de 7 dias
ou se piorarem.
Em caso de ingestão acidental, procure imediatamente um médico e leve a bula deste medicamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
PRECAUÇÕES
Este medicamento serve somente para uso externo. Consulte um médico em caso de ferimentos
profundos e/ou extensos, mordidas de animais, ou queimaduras graves.
Não se deve usar este medicamento na região dos olhos ou em grandes áreas do corpo. Use somente
uma quantidade suficiente deste medicamento nas regiões afetadas.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Este medicamento serve somente para uso externo. No entanto, a absorção da lidocaína, através das
mucosas e das superfícies lesadas, é relativamente alta podendo atingir a corrente sangüínea, vindo a
interagir com as substâncias: Ajmalina, Barbitúricos, Ciclopropano, Clorofórmio, Difenil-hidantoína.
Fenobarbital, Halotano, Tocaínida, Tricloroetileno. Recomendação: administrar com grande precaução.
Lidocaína interagindo com Bloqueadores Beta-adrenérgicos, Bupivacaína, Metoprolol, Cimetidina,
Diazepan, Procainamida, Propanolol e Trimetoprima. Recomendação: Evitar a administração conjunta.





COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
ASPECTO FÍSICO
Você pode encontrar este medicamento sob a forma líquida.
CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Solução límpida e incolor (sem cor).
DOSAGEM
Adultos e crianças acima de 2 anos de idade: aplique este medicamento sobre a área afetada, não mais
que 3 a 4 vezes por dia.
COMO USAR
Segure o frasco com a válvula para cima e pressione de 2 a 3 vezes a uma distância de 5 a 10 cm do
ferimento.
Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do
medicamento.
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Em concentrações usadas na pele, o cloreto de benzetônio, geralmente, não causa irritações, mas
aplicações repetidas e prolongadas não são indicadas, porque o cloreto de benzetônio pode provocar
reação alérgica em alguns pacientes.
A absorção da lidocaína, através das mucosas e das superfícies lesadas, é relativamente alta e pode
provocar efeitos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e sobre o sistema cardiovascular.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Caso ocorram reações indesejadas (vermelhidão, coceira, descamação da pele), decorrentes do uso
excessivo e/ou prolongado, interrompa imediatamente o uso deste medicamento e procure um médico.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em embalagem original, à temperatura ambiente ( temperatura entre 15º e 30ºC), ao abrigo da luz.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacodinâmicas
A lidocaína, como os demais anestésicos locais, bloqueia o inicio e a condução dos impulsos nervosos
através da diminuição da permeabilidade da membrana neuronal aos íons sódio. Isto estabiliza
reversivelmente o potencial de ação e o subseqüente bloqueio da condução nervosa. A base lipossolúvel
do anestésico precisa penetrar na superfície lipoprotéica do nervo antes de agir. A lidocaína é
rapidamente absorvida pelas mucosas e pela pele não íntegra, sendo desprezível sua absorção pela pele
íntegra. Difunde-se rapidamente pelos tecidos circunvizinhos e apresenta uma taxa de ligação à
proteínas em cerca de 70%. Sofre metabolização hepática, transformando-se em xilididas
(monoetilglicinoxilidida e glicinoxilidida) que são metabólitos menos ativos e tóxicos que a lidocaína. O
cloreto de benzetônio é um sal de amônio quaternário derivado complexo do dimetilbenzilamônio.
Apresenta atividade contra bactérias Gram-positivas e alguns fungos, entretanto manifesta fraca
atividade contra germes Gram-negativos. Sua ação antimicrobiana é atribuída à alteração da
permeabilidade da membrana microbiana, em resultado da desnaturação e coagulação das proteínas.
Os compostos de amônio quaternário são mais efetivos em solução neutra ou levemente alcalina, e sua
atividade bactericida é consideravelmente reduzida em meio ácido; sua atividade é realçada por álcoois.
Como outros compostos de amônio quaternário, notadamente o cloreto de benzetônio tem sido utilizado
para limpeza de pele, feridas e queimaduras.
Propriedades Farmacocinéticas
O cloreto de benzetônio é fracamente absorvido pela pele.


O cloridrato de lidocaína apresenta meia-vida de 1,5 a 1,8 horas no adulto e de 3 horas nos recém-
nascidos. A anestesia persiste por aproximadamente 30 a 60 minutos quando veiculadas através de
solução aerossol tópica. É excretada principalmente por via renal, sendo 90% sob a forma de
metabólitos e 10% sob a forma inalterada. O cloridrato de lidocaína é rapidamente absorvido por
membranas, mucosas e através da pele danificada. A absorção através da pele intacta é fraca. Após uma
dose intravenosa, a lidocaína é rapidamente e amplamente distribuída nos tecidos altamente perfundidos,
seguindo-se pela redistribuição no músculo esquelético e tecido adiposo. A lidocaína está ligada às
proteínas plasmáticas, incluindo alfa-1-glicoproteína ácida (AAG). A extensão da ligação é variável,
porém é de aproximadamente 66%. A ligação da proteína plasmática da lidocaína depende em parte das
concentrações de lidocaína e AAG. Qualquer alteração na concentração AAG pode afetar grandemente
as concentrações plasmáticas da lidocaína.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
As ações farmacológicas da lidocaína são descritas por Goodman e Gilman. A lidocaína possui uma
ação rápida, mais intensa, de longa duração e por uma maior extensão que uma concentração semelhante
de procaína. Diferentemente da procaína, a lidocaína é uma aminoetilamina. É um agente de escolha
portanto, para indivíduos sensíveis aos anestésicos locais do tipo éster.
Referências
Gilman, A.G, et al. Goodman and Gilman’s – The Pharmacological Basis of Therapeutics. Macmillan
Publishing Co., Inc.: New York, 1980. p. 308.
INDICAÇÕES
Timeolate Spray Anti-Séptico é indicado para tratar pequenos ferimentos em geral. Combate os germes
e as bactérias, ao mesmo tempo que alivia temporariamente a dor.
CONTRA-INDICAÇÕES
Timeolate Spray Anti-Séptico não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade conhecida
ao cloridrato de lidocaína ou ao cloreto de benzetônio.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Uso tópico externo. Após aberto, conservar em local seco e fresco e com a sobre-tampa devidamente
acoplada à válvula. Não usar o produto com o prazo de validade expirado.
Segurar o frasco com a válvula para cima, pressionar de 2 a 3 vezes a uma distância de 5 a 10 cm do
ferimento.
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 2 anos de idade: aplicar sobre a área afetada, não mais que 3 a 4 vezes por
dia. Interromper o uso deste medicamento, se os sintomas persistirem por mais de 7 dias ou se piorarem.
ADVERTÊNCIAS
Somente para uso externo. A absorção da lidocaína através das mucosas e superfícies lesadas é
relativamente alta. Portanto, pode ser utilizado com muito cuidado e sob supervisão médica em
pacientes com pele extensamente traumatizada, mordidas de animais,queimaduras graves ou ferimentos
profundos. Interromper o uso e procurar um médico se os sintomas persistirem por mais de 7 dias ou
piorarem. Usar uma quantidade suficiente, somente nas regiões afetadas. Este medicamento não deve ser
utilizado na região dos olhos ou em grandes áreas do corpo. Em caso de ingestão acidental, procurar
imediatamente um médico, levando consigo a bula deste medicamento. Este medicamento não deve ser
utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Não usar em crianças menores de 2 anos de idade.
A sensibilidade de pacientes idosos pode estar alterada com a idade.Recomenda-se o uso com cautela.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Este medicamento serve somente para uso externo. No entanto, a absorção da lidocaína, através das
mucosas e das superfícies lesadas, é relativamente alta podendo atingir a corrente sangüínea, vindo a
interagir com as substâncias: Ajmalina, Barbitúricos, Ciclopropano, Clorofórmio, Difenil-hidantoína.
Fenobarbital, Halotano, Tocaínida, Tricloroetileno. Recomendação: administrar com grande precaução.
Lidocaína interagindo com Bloqueadores Beta-adrenérgicos, Bupivacaína, Metoprolol, Cimetidina,
Diazepan, Procainamida, Propanolol e Trimetoprima. Recomendação: Evitar a administração conjunta.


REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Em concentrações usualmente utilizadas na pele, o cloreto de benzetônio geralmente não causa
irritações, mas aplicações repetidas e prolongadas não são indicadas, uma vez que o cloreto de
benzetônio pode provocar hipersensibilidade em alguns pacientes.
A absorção da lidocaína através das mucosas e superfícies lesadas é relativamente alta, podendo
provocar efeitos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e sobre o sistema cardiovascular.
SUPERDOSE
Caso ocorram reações indesejadas (vermelhidão, coceira, descamação da pele) decorrentes do uso
excessivo e/ou prolongado, interromper imediatamente o uso.
Embora raramente e somente se aplicada em grandes extensões de pele danificada e/ou mucosa,
a lidocaína pode causar efeitos sistêmicos.
ARMAZENAGEM
Conservar na embalagem original, à temperatura ambiente (temperatura entre 15º e 30ºC), ao abrigo da
luz.
DIZERES LEGAIS
Registro M.S.: 1.0092.0045.001-7
Farmacêutico(a) responsável: Carolina Coelho Silva – CRF/RS-6877
Laboratório Industrial Farmacêutico Lifar
Rua Frederico Mentz, 1115 CEP 90.240-110
Porto Alegre/RS
CNPJ 92.928.951/0001-43
Indústria Brasileira
Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800 51 1800
das 08:00 às 18:00h
saclifar@lifar.far.br
www.lifar.far.br









BAND-AID SPRAY ANTI-SÉPTICO
(cloridrato de lidocaína + cloreto de benzalcônio)

BULA
BULA PARA O PACIENTE

PARTE I ­ IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Johnson & Johnson Industrial Ltda
BAND-AID® SPRAY ANTI-SÉPTICO
cloridrato de lidocaína e cloreto de benzalcônio
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Solução Tópica – frasco contendo 50 ml dotado de válvula vaporizadora.
USO TÓPICO EXTERNO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Cada ml da solução contém 20 mg de cloridrato de lidocaína e 1,3 mg de cloreto de
benzalcônio.
Excipientes: água purificada, Aloe barbadensis, citrato de sódio, cloreto de sódio,
edetato dissódico e poloxamer 188.

PARTE II – INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO ou COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
BAND-AID® Spray Anti-Séptico contém as seguintes substâncias: – cloreto de
benzalcônio: anti-séptico que limpa pequenos ferimentos e combate bactérias e –
cloridrato de lidocaína: anestésico que bloqueia temporariamente o impulso nervoso,
aliviando a dor de pequenos ferimentos, de arranhões ou de pequenas queimaduras.



INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO ou POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI
INDICADO?
BAND-AID® Spray Anti-Séptico serve para tratar pequenos ferimentos em geral. Este
medicamento combate os germes e as bactérias e, ao mesmo tempo, alivia a dor
temporariamente.
RISCOS DO MEDICAMENTO ou QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
MEDICAMENTO?

Contra-indicações
Não use BAND-AID® Spray Anti-Séptico se houver hipersensibilidade (sensibilidade
excessiva ou alergia) ao cloridrato de lidocaína, ao cloreto de benzalcônio ou aos
excipientes (substância acrescentada na fórmula de alguns medicamentos) da fórmula.
Advertências
Interrompa o uso deste medicamento e procure um médico, se os sintomas
persistirem por mais de 7 dias ou se piorarem.
Em caso de ingestão acidental, procure imediatamente um médico e leve a bula deste
medicamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica.
Precauções
Este medicamento serve somente para uso externo. Consulte um médico em caso de
ferimentos profundos, mordidas de animais, ou queimaduras graves.
Não se deve usar este medicamento na região dos olhos ou em grandes áreas do
corpo. Use somente uma quantidade suficiente deste medicamento nas regiões
afetadas.
Interações Medicamentosas
Não se deve usar cloreto de benzalcônio com sabões e com outros detergentes em
geral, tais como, aniônicos, citratos, iodatos, nitratos, permanganatos, salicilatos, sais
de prata e tartaratos.



Observaram-se outras incompatibilidades com algumas misturas comerciais de
borracha, de plástico, e de outras substâncias, como alumínio, roupas de algodão,
peróxido de hidrogênio (água oxigenada), lanolina e algumas sulfonamidas.
Este medicamento é contra-indicado em crianças menores de 2 anos de idade.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
MODO DE USO ou COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto Físico
Você pode encontrar este medicamento sob a forma líquida, como uma solução clara e
incolor (sem cor).
Características Organolépticas
Não se aplica.
Dosagem
Adultos e crianças acima de 2 anos de idade: aplique este medicamento sobre a área
afetada, não mais que 3 a 4 vezes por dia.
Como usar
Segure o frasco com a válvula para cima e pressione de 2 a 3 vezes a uma distância de
5 a 10 cm do ferimento.
Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure
orientação médica.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido.
REAÇÕES ADVERSAS ou QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE
CAUSAR?
Reações
Em concentrações usadas na pele, o cloreto de benzalcônio, geralmente, não causa
irritações, mas aplicações repetidas e prolongadas não são indicadas, porque o cloreto
de benzalcônio pode provocar reação alérgica em alguns pacientes.



A absorção da lidocaína, através das mucosas e das superfícies lesadas, é
relativamente alta e pode provocar efeitos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e
sobre o sistema cardiovascular.
Atenção: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não
conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE ou O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA
GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Caso ocorram reações indesejadas (vermelhidão, coceira, descamação da pele),
decorrentes do uso excessivo e/ou prolongado, interrompa imediatamente o uso deste
medicamento e procure um médico.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO ou ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE
MEDICAMENTO?
Conserve na embalagem original e em local fresco.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
PARTE III ­ DIZERES LEGAIS
Produzido e Embalado por: Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos ­ SP
Sob autorização de: Johnson & Johnson Industrial Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos ­ SP
CNPJ: 59.748.988/0001-14
Indústria Brasileira
Resp. Técnico: Fernanda Runha CRF SP Nº 29761
M.S.: 1.0187.0255.005-1
J&J Serviços ao Consumidor
0800 703 6363
www.jnjbrasil.com.br
www.band-aid.com.br


BULA PARA O PROFISSIONAL DE SAÚDE

PARTE I ­ IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Johnson & Johnson Industrial Ltda
BAND-AID® SPRAY ANTI-SÉPTICO
cloridrato de lidocaína e cloreto de benzalcônio
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
Solução Tópica – frasco contendo 50 ml dotado de válvula vaporizadora.
USO TÓPICO EXTERNO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Cada ml da solução contém 20 mg de cloridrato de lidocaína e 1,3 mg de cloreto de
benzalcônio.
Excipientes: água purificada, Aloe barbadensis, citrato de sódio, cloreto de sódio,
edetato dissódico e poloxamer 188.

PARTE II ­ INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS


Propriedades Farmacodinâmicas

O cloreto de benzalcônio é um anti-séptico de amónio quaternário com propriedades e
usos característicos de surfactantes catiônicos em geral. Esses surfactantes
decompõem-se em solução aquosa em um cátion complexo e relativamente amplo,
que é responsável pela atividade de superfície e um ânion inativo menor. Em adição às
propriedades detergentes e umulsificantes, os compostos de amónio quaternário tem
atividade bactericida contra bactérias Gram-positivas e, em uma concentração mais
elevada contra algumas bactérias Gram-negativas. Algumas sub-espécies de
Pseudomonas são particularmente resistentes assim como as cepas de Mycobacterium
tuberculosis. São ineficazes contra esporos bacterianos, tem atividade antifúngica
variável e são efetivos contra alguns vírus.
Os compostos de am^pnio quaternários são mais efetivos em solução neutra ou
levemente alcalina, e sua atividade bactericida é consideravelmente reduzida em meio
ácido; sua atividade é realçada por álcoois.



Como outros compostos de amônio quaternário, notadamente o cloreto de benzalcônio
tem sido utilizado para limpeza de pele, feridas e queimaduras. O cloridrato de
lidocaína é um anestésico local, que atua bloqueando reversivelmente o impulso
nervoso. Nas condições de uso, em meio aquoso, a razão da base não ionizada em
relação à forma catiônica depende do pka do composto (entre 7,6 e 9,0) e do fluido do
tecido. A base não ionizada penetra no revestimento nervoso, após o re-equilíbrio do
pH interno do axônio, o cátion carregado é quantitativamente o principal agonista que
reduz o bloqueio nervoso, impedindo a propagação do estímulo.
Propriedades Farmacocinéticas
O cloreto de benzalcônio é fracamente absorvido pela pele. Alguns relatórios sobre a
absorção percutânea em recém-nascidos e crianças incluem um estudo no qual o
cloreto de benzalcônio foi detectado em baixas concentrações no sangue venoso de 5
de 24 crianças, após a lavagem das mesmas com uma preparação contendo cloreto de
benzalcônio a 4%; não foram observados efeitos adversos. Baixas concentrações têm
sido detectadas no sangue venoso de recém-nascidos após o uso tópico de um pó
contendo cloreto de benzalcônio a 1%.
O cloridrato de lidocaína é rapidamente absorvido por membranas mucosas e através
da pele danificada. A absorção através da pele intacta é fraca.
Após uma dose intravenosa, a lidocaína é rapidamente e amplamente distribuída nos
tecidos altamente perfundidos, seguindo-se pela redistribuição no músculo esquelético
e tecido adiposo. A lidocaína está ligada às proteínas plasmáticas, incluindo-se alfa-1-
glicoproteína ácida (AAG). A extensão da ligação é variável, porém é de
aproximadamente 66%. A ligação da proteína plasmática da lidocaína depende em
parte das concentrações de lidocaína e AAG. Qualquer alteração na concentração AAG
pode afetar grandemente as concentrações plasmáticas da lidocaína.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Gainor et all mostram que o cloreto de benzalcônio é superior à solução salina e outros
detergentes/surfactantes testados para desinfetar aglomerados de bactérias. Essa
atividade pode ser explicada devido as propriedades germecidas e detergentes do
cloreto de benzalcônio. Os estudos ainda mostraram que o cloreto de benzalcônio é
efetivo para a erradicação de cepas vivas de S. aureus, S. epidermidis e P. aeruginosa
de matérias orgânicas e inorgânicas. Deve-se notar que algumas cepas de P.
aeruginosa e Mycobacterium tuberculosis são resistentes e que esse desinfetante não é
efetivo contra organismos formadores de esporos.1
As ações farmacológicas da lidocaína são descritas por Goodman e Gilman. A lídocaína
possui uma ação rápida, mas intensa, de longa duração e por uma maior extensão que



uma concentração semelhante de procaína. Diferentemente da procaína, a lidocaína é
uma aminoetilamina. É um agente de escolha portanto, para indivíduos sensíveis aos
anestésicos locais do tipo éster. 2

Referências
ID000070 1. GAINOR, B.J; et al. Benzalkonium Chloride: A Potencial Disinfecting Irrigation
Solution. Journal of Orthopedic Trauma. Lippincott – Raven Publishers: Philadelphia,
1997. Vol. 11, N° 2, pp. 121-125.
ID000071 2. GILMAN, A.G; et al. GOODMAN and Gilman’s ­ The Pharmacological Basis of
Therapeutics. Macmillan Publishing Co., Inc.: New York, 1980. p. 308.
INDICAÇÕES
BAND-AID® Spray Anti-Séptico é indicado para tratar pequenos ferimentos em geral.
Este medicamento combate os germes e as bactérias, ao mesmo tempo que alivia
temporariamente a dor.
CONTRA-INDICAÇÕES
BAND-AID® Spray Anti-séptico não deve ser administrado a pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao cloridrato de lidocaína, cloreto de benzalcônio ou
qualquer outro componente da fórmula.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Uso tópico externo. Após aberto, conservar em local seco e fresco e com a sobre-
tampa devidamente acoplada à válvula. Não usar o produto com o prazo de validade
expirado.
Segurar o frasco com a válvula para cima, pressionar de 2 a 3 vezes a uma distância
de 5 a 10 cm do ferimento.
POSOLOGIA
Adultos e crianças acima de 2 anos de idade: aplicar sobre a área afetada, não mais
que 3 a 4 vezes por dia.



ADVERTÊNCIAS
Somente para uso externo. Em casos de ferimentos profundos, mordidas de animais,
ou queimaduras graves, consultar um médico. Interromper o uso e procurar um
médico se os sintomas persistirem por mais de 7 dias ou piorarem. Usar uma
quantidade suficiente, somente nas regiões afetadas.
Este medicamento não deve ser utilizado na região dos olhos ou em grandes áreas do
corpo.
Em caso de ingestão acidental, procurar imediatamente um médico, levando consigo a
bula deste medicamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Não usar em crianças menores de 2 anos de idade.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O cloreto de benzalcônio é incompatível com sabões e outros surfactantes aniônicos,
citratos, iodatos, nitratos, permanganatos, salicilatos, sais de prata e tartaratos. Foram
observadas outras incompatibilidades com algumas misturas comerciais de borracha,
plástico, e outras substâncias como alumínio, roupas de algodão, peróxido de
hidrogênio, lanolina e algumas sulfonamidas.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Em concentrações usualmente utilizadas na pele, o cloreto de benzalcônio geralmente
não causa irritações, mas aplicações repetidas e prolongadas não são indicadas, uma
vez que o cloreto de benzalcônio pode provocar hipersensibilidade em alguns
pacientes.
A absorção da lidocaína através das mucosas e superfícies lesadas é relativamente
alta, podendo provocar efeitos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e sobre o
sistema cardiovascular.
SUPERDOSE
Caso ocorram reações indesejadas (vermelhidão, coceira, descamação da pele)
decorrentes do uso excessivo e/ou prolongado, interromper imediatamente o uso.



Embora raramente e somente se aplicada em grandes extensões de pele danificada
e/ou mucosa, a lidocaína pode causar efeitos sistêmicos.
ARMAZENAGEM
Conservar na embalagem original, em local fresco.
PARTE III ­ DIZERES LEGAIS
Produzido e Embalado por: Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos ­ SP

Sob autorização de: Johnson & Johnson Industrial Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos ­ SP
CNPJ: 59.748.988/0001-14
Indústria Brasileira
Resp. Técnico: Fernanda Runha CRF SP Nº 29761
M.S.: 1.0187.0255.005-1
J&J Serviços ao Consumidor
0800 703 6363
www.jnjbrasil.com.br
www.band-aid.com.br
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ID000070 In: GAINOR, B.J, ET AL., Benzalkonium Chloride: A Potencial Disinfecting
Irrigation Solution. Journal of Orthopedic Trauma. Lippincott – Raven Publishers:
Philadelphia, 1997. Vol. 11, N° 2, pp. 121-125.
ID000071 GILMAN, A.G; ET AL., In: GOODMAN and Gilman’s ­ The Pharmacological Basis
of Therapeutics. Macmillan Publishing Co., Inc.: New York, 1980. p. 308.