LACTULONA®
lactulose

Forma farmacêutica e apresentações
LACTULONA® é apresentada em embalagens contendo: frasco de plástico com 120 ml de xarope nos
sabores ameixa ou salada de frutas; frasco de vidro com 120 ml de xarope nos sabores ameixa, salada de
frutas ou laranja; 10 sachês com 15 ml de xarope nos sabores ameixa, salada de frutas ou laranja; 10
flaconetes com 5 ou 15 ml de xarope nos sabores ameixa, salada de frutas, laranja ou tradicional.

TOMAR POR VIA ORAL
PODE SER USADO POR CRIANÇAS E ADULTOS

Composição
Cada ml de Lactulona® Xarope sabor ameixa contém:
lactulose ………………………………………………………………………………….667 mg
ingredientes não ativos* em quantidade suficiente para completar…….. 1 ml
*(lactose, galactose, tagatose, açúcares cetônicos, bicarbonato de sódio, ácido sórbico, essência de ameixa e
água).
Cada ml de Lactulona® Xarope sabor salada de frutas contém:
lactulose ………………………………………………………………………………….667 mg
ingredientes não ativos* em quantidade suficiente para completar…….. 1 ml
*(lactose, galactose, tagatose, açúcares cetônicos, bicarbonato de sódio, ácido sórbico, essência de salada de
frutas e água).
Cada ml de Lactulona® Xarope sabor laranja contém:
lactulose ………………………………………………………………………………….667 mg
ingredientes não ativos* em quantidade suficiente para completar…….. 1 ml
*(lactose, galactose, tagatose, açúcares cetônicos, bicarbonato de sódio, ácido sórbico, essência de laranja e
água).
Cada ml de Lactulona® Xarope tradicional contém:
lactulose ………………………………………………………………………………….667 mg
ingredientes não ativos* em quantidade suficiente para completar…….. 1 ml
*(lactose, galactose, tagatose, açúcares cetônicos, bicarbonato de sódio, ácido sórbico e água).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação do medicamento
A ação esperada da LACTULONA® é a de restabelecer a função regular do intestino de forma mais
fisiológica, isto é, intensificando o acúmulo de água no bolo fecal, por um mecanismo já existente no
organismo. Por este motivo, os primeiros efeitos serão obtidos após a sua utilização por alguns dias seguidos
(até 4 dias), especialmente em quem está substituindo outro tipo de laxante pela LACTULONA®. Seu efeito
pode ser desejável também em pessoas com mau funcionamento do fígado, numa condição específica
chamada “encefalopatia hepática”, melhorando seu nível de consciência.
LACTULONA® está indicada para o tratamento sintomático da constipação intestinal e para a prevenção e
tratamento de encefalopatia hepática incluindo as etapas de pré-coma e coma hepático.

Cuidados de armazenamento
Frascos de plástico: conservar o produto em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC).
Frascos de vidro: conservar o produto em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Flaconetes: conservar o produto em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC). Proteger da luz e umidade.


Sachês: conservar o produto em temperatura ambiente (15ºC – 30ºC). Proteger da luz.

Prazo de validade
O prazo de validade consta na embalagem externa. Não utilizar o medicamento após este prazo.
Raspe a janela na face externa do cartucho com metal para visualizar a marca de segurança: deve aparecer o
símbolo da Daiichi Sankyo e a frase “Qualidade Daiichi Sankyo”.
Gravidez e lactação
O uso de LACTULONA® em mulheres grávidas ou durante o aleitamento deve ser feito sob orientação
médica.
INFORME AO SEU MÉDICO A OCORRÊNCIA DE GRAVIDEZ NA VIGÊNCIA DO
TRATAMENTO OU APÓS O SEU TÉRMINO.
INFORME AO MÉDICO SE ESTÁ AMAMENTANDO.

Cuidados de administração
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas
O uso de LACTULONA® em diabéticos pode alterar o controle da glicemia pois pode haver discreta absorção
dos açúcares que a compõe.
O uso de LACTULONA® por períodos prolongados pode causar alteração dos sais do sangue, especialmente
em idosos.
O uso de doses altas de LACTULONA® em encefalopatia hepática pode causar aumento dos gases intestinais,
flatulência, ruídos, arrotos, aumento da sede, normalmente transitórios. Náuseas e vômito têm sido relatados
com pouca freqüência.
Caso ocorra diarréia em resposta à LACTULONA®, deve-se reavaliar seu uso numa consulta médica.
INFORME AO SEU MÉDICO O APARECIMENTO DE REAÇÕES DESAGRADÁVEIS.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias
Os antibióticos podem diminuir a ação da LACTULONA® no intestino, reduzindo seus efeitos esperados.
Pessoas que serão submetidas a cirurgias com o uso de anestesia devem avisar ao médico sobre o uso de
LACTULONA®.
LACTULONA® não deve ser administrada juntamente com outros laxantes ou antiácidos, pois pode ocorrer
aumento ou diminuição dos seus efeitos.
Alterações de exames laboratoriais
A administração prolongada ou de doses elevadas de LACTULONA® pode aumentar a concentração de
glicose e diminuir os níveis de vários sais no sangue.
Contra-indicações
LACTULONA® é contra-indicada em:
· pessoas alérgicas ou sensíveis a qualquer um dos componentes da fórmula;
· casos de intolerância aos açúcares como lactose, galactose, frutose;
· pessoas com outras condições do aparelho digestivo cuja gravidade dos sintomas não será aliviada pelo seu
uso. Entre estas situações estão a gastrite, as úlceras pépticas, a apendicite, o sangramento ou a obstrução
intestinal, a diverticulite etc.;


· preparo intestinal de pessoas que serão submetidas a exames proctológicos (colonoscopia,
retosigmoidoscopia) com o uso de eletrocautério.

Precauções e advertências
Pessoas com pressão alta e com desidratação devem ter cuidado na administração de LACTULONA®, pois
tais condições podem ser agravadas com a sua administração.
O medicamento, além da lactulose (substância não-absorvida pelo organismo e assim sem valor calórico),
contém pequenas quantidades de galactose e lactose. Isso deve ser levado em consideração especialmente ao
se administrar a LACTULONA® a diabéticos, pelo fato de haver relatos de casos em que houve o aumento
dos níveis sangüíneos de glicose com a administração do xarope. Os diabéticos devem consultar o médico
assistente para reavaliar o controle da glicemia.
ATENÇÃO DIABÉTICOS: CONTÉM AÇÚCAR.
Portadores de encefalopatia hepática devem estar sob cuidados médicos constantes, pelo risco de acidose
quando a LACTULONA® for usada em altas doses.
Idosos debilitados em tratamento contínuo com LACTULONA® devem consultar periodicamente um médico
para a avaliação dos sais do sangue (sódio, potássio, cloro e bicarbonato).
O uso de LACTULONA® em crianças somente deve ser realizado com orientação médica, após se eliminar a
possibilidade de que os sintomas intestinais sejam decorrentes de outras doenças.
O uso de LACTULONA® em mulheres grávidas ou durante o aleitamento deve ser feito sob orientação
médica.
Informe o uso de LACTULONA® ao seu médico antes de se submeter a qualquer exame proctológico
(colonoscopia, retosigmoidoscopia).
Faixa etária
NÃO HÁ CONTRA-INDICAÇÕES RELATIVAS A FAIXAS ETÁRIAS.
Crianças: seu uso deve ser realizado apenas sob orientação médica.
SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE
ORIENTAÇÃO MÉDICA.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características farmacológicas
Farmacocinética/Farmacodinâmica:
A LACTULONA® apresenta como princípio ativo a lactulose, um dissacarídeo comum, formado por uma
molécula de galactose e uma de frutose, também denominada quimicamente como 4-O-ß-D-galactopiramosil-
D-frutose.
Uma vez ingerida, a lactulose não é absorvida pelo trato gastrintestinal e nem é hidrolisável pelas enzimas
intestinais, devido à ausência da enzima específica – a lactulase. Desta forma, chega ao cólon praticamente
inalterada, onde é fermentada pelas bactérias sacarolíticas, produzindo o ácido lático e pequenas quantidades
de ácido acético e ácido fórmico.
A acidificação do meio que ocorre na degradação da lactulose desencadeia mecanismos responsáveis pela sua
ação na constipação e na encefalopatia hepática.
A acidificação do conteúdo intestinal e o aumento na pressão osmótica causam um afluxo de líquidos para o
interior do cólon, o que resulta em aumento e amolecimento do bolo fecal, acelerando dessa forma o trânsito
intestinal.
A LACTULONA® também reduz a concentração sangüínea de amônia (de 25 a 50%), uma vez que, estando a
acidez do conteúdo colônico superior à do sangue, ocorre uma migração de amônia do sangue para o cólon,
formando o íon amônio (NH4+) que, por não ser absorvido, é eliminado nas fezes. Dessa forma, o
medicamento melhora o estado de consciência, observado no eletroencefalograma e, aumenta a tolerância às
proteínas da dieta em pessoas com encefalopatia hepática.
A LACTULONA®, por sua ação fisiológica e não-farmacológica, está indicada especialmente nos casos em
que se busca facilitar ao máximo a evacuação, evitando-se o esforço, como por exemplo, em cardíacos e
hipertensos. É também indicada na constipação associada a problemas pediátricos, no puerpério, em idosos e


acamados, pessoas submetidas a cirurgia e com condições dolorosas do reto e ânus, como fissuras,
hemorróidas e após hemorroidectomia ou quando a constipação é conseqüência do tratamento com
determinados fármacos, como hipnoanalgésicos e obstipantes, bem como para dependentes de laxantes
estimulantes.
A LACTULONA® não é um medicamento laxante e sim um agente fisiológico que restabelece a regularidade
intestinal, podendo levar de 3 a 4 dias para que se obtenham os primeiros efeitos. Por sua ação fisiológica, a
LACTULONA® não induz o hábito, podendo ser utilizada a longo prazo.

Resultados de eficácia
O uso de LACTULONA® no tratamento de encefalopatia hepática foi comprovado num estudo que
demonstrou seu benefício na redução da concentração sérica de amônia (de 25 a 50%). A resposta clínica foi
observada em 75% dos tratados, em um período de estudo superior a 2 anos. Outro estudo realizado com
portadores de encefalopatia hepática subaguda mostrou que, o tratamento por longos períodos (24 semanas)
levou a uma diminuição dos níveis séricos de amônia, melhorando o desempenho psicométrico e a qualidade
de vida, diminuindo assim a prevalência de encefalopatia hepática. Entretanto, o tratamento por um curto
período (8 semanas) não melhorou o curso natural da doença.
Em um estudo, 21 crianças com idades entre 1 e 15 anos, com histórico de constipação, receberam 10 a 15
ml de lactulose por dia ou 10 a 20 ml de xarope de sene por dia, durante 1 semana. A avaliação baseada em
registros diários a cada período de 7 dias de tratamento mostrou que houve significativamente mais resultados
positivos naquelas tratadas com lactulose do que com sene. As reações adversas como cólica, diarréia e
distensão abdominal foram significativamente mais freqüentes durante o tratamento com sene (12 casos) do
que com lactulose (1 caso).
Outros estudos foram realizados com pessoas de todas as faixas etárias. A lactulose foi utilizada em 20
pessoas entre 20 e 50 anos de idade com história de constipação crônica (por 2 a 15 anos). A dose utilizada foi
de 45 ml ao dia, dividida em 3 tomadas, após as principais refeições. Ocorreu aumento do número de
evacuações em 90% dos casos e a sintomatologia associada desapareceu em 14 dos 19 casos em que estava
presente, diminuindo nos outros 5. Constatou-se também amolecimento das fezes sem aparecimento de
diarréia, maior facilidade na evacuação e ausência de ardor anal.
Outro estudo duplo-cego incluiu 103 pessoas usuárias de laxantes para tratar a constipação crônica; divididos
em dois grupos, um deles recebeu lactulose (de 8 a 30 ml por dia) e o outro placebo. Comparando-se com o
período pré-tratamento (2 semanas) verificou-se a eficácia sobre o hábito intestinal e a freqüência do uso de
laxantes nas 3 semanas de tratamento e mais 2 semanas pós-tratamento. Os resultados mostraram que, em
geral, a lactulose foi estatisticamente mais eficaz que o placebo (86% e 60% respectivamente).

Indicações
LACTULONA® é indicada para o tratamento sintomático da constipação intestinal; também é indicada para a
prevenção e tratamento de encefalopatia hepática, tanto no pré-coma quanto no coma hepático.

Contra-indicações
LACTULONA® é contra-indicada em:
· pessoas com história de hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula;
· casos de intolerância à lactose, galactose, frutose;
· pessoas com apendicite, hemorragia retal não-diagnosticada ou com obstrução intestinal;
· como agente para o preparo intestinal de exames proctológicos em que se pretenda usar
eletrocautério.
Precauções e advertências
Hipertensos e pessoas desidratadas devem ter cautela na administração de LACTULONA®, pois tais
condições podem ser agravadas com sua administração.
O medicamento, além da lactulose (substância não-absorvida e assim desprovida de valor calórico),
contém pequenas quantidades de galactose e lactose. Isso deve ser levado em consideração
especialmente ao se administrar a LACTULONA® a diabéticos, pelo fato de haver relatos de casos em
que houve o aumento dos níveis plasmáticos de glicose com a administração do xarope.
Portadores de encefalopatia hepática devem ser monitorados quanto ao risco de acidose devido às doses
elevadas de LACTULONA® necessárias ao tratamento.


Idosos debilitados, tratados continuamente com LACTULONA®, devem ter os níveis séricos de
eletrólitos (sódio, potássio, cloreto e bicarbonato) controlados em intervalos regulares.
O uso de LACTULONA® em crianças somente deve ser realizado com orientação médica, após se
eliminar a possibilidade dos sintomas estarem associados a outras patologias.
No tratamento inicial da encefalopatia hepática, recomenda-se evitar o uso associado da lactulose com
outros laxantes, para que ocorra a ação acidificante da lactulose.
Embora os estudos com lactulose em animais não tenham revelado nenhum potencial teratogênico e
mesmo sendo a substância ativa pouco absorvida pelo organismo, recomenda-se levar em consideração
o fato que o uso da lactulose não foi avaliado em grávidas; nesse caso, o tratamento deve ser feito
quando os benefícios justificarem os potenciais riscos para o feto. Não foi estabelecido se há excreção da
lactulose no leite materno, portanto, o seu uso durante a lactação deve ser avaliado pelo médico.
No caso em que pessoas tratadas com LACTULONA® sejam submetidas a eletrocauterização durante
proctoscopia e colonoscopia, recomenda-se lavagem colônica prévia com uma solução não-fermentável,
devido à presença de hidrogênio produzido pela ação da lactulose.

Uso durante a gravidez e lactação:
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM
ORIENTAÇÃO MÉDICA.
Uso em pediatria:
Crianças: seu uso deve ser realizado apenas sob orientação médica.

Interações medicamentosas
Embora existam relatos contraditórios sobre o uso concomitante da neomicina e da lactulona, a
eliminação de certas bactérias do cólon pela neomicina pode interferir na degradação da lactulose e
impedir a acidificação adequada do cólon.
Devem ser administrados com cautela os medicamentos que induzam hipocalemia ou hipomagnesemia
como droperidol e levometadil, pois há aumento do risco de ocorrer um efeito cardiotóxico
(prolongamento do intervalo QT).
LACTULONA® não deve ser administrada juntamente com laxantes, pois podem reduzir o efeito
acidificante da lactulose. O uso de antiácidos pode inibir a ação da lactulose.

Reações adversas
O uso de doses altas de lactulose em encefalopatia hepática pode causar distensão abdominal,
flatulência, meteorismo, eructação, desconforto e aumento da sede, normalmente transitórios. Náusea e
vômito têm sido relatados com pouca freqüência.
Caso ocorra diarréia em resposta à lactulose, a dose deve ser reduzida.
Alterações de exames laboratoriais: a administração prolongada ou de doses elevadas de lactulose pode
aumentar a concentração plasmática de glicose e diminuir os níveis séricos de potássio.

Posologia
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL CRÔNICA
Lactentes: 5 ml/dia
Crianças de 1 a 5 anos: 5 a 10 ml/dia
Crianças de 6 a 12 anos: 10 a 15 ml/dia
Acima de 12 anos e adultos: 15 a 30 ml/dia
A posologia pode ser ajustada para que se obtenha 2 ou 3 evacuações diariamente.
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA, PRÉ-COMA E COMA HEPÁTICO
Iniciar com 60 ml ao dia podendo chegar, em casos graves, a 150 ml ao dia.
Modo de Uso
LACTULONA® pode ser administrada preferencialmente em uma única tomada pela manhã ou à noite,
sozinha ou com alimentos, ou ainda misturada a suco de fruta, leite, iogurte, água ou qualquer líquido.


Conduta em caso de esquecimento da administração
Se houver esquecimento da administração de uma dose, deve-se tomá-la assim que possível, caso não esteja
perto da próxima tomada. Neste caso deve-se apenas tomar a próxima dose no horário correto.

Superdosagem
Se houver superdosagem, esperam-se sintomas tais como diarréia, espasmos e cólicas abdominais, sede,
fraqueza, fadiga e vômito. Podem ocorrer desidratação, hipocalemia, hipernatremia e piora da insuficiência
hepática. O tratamento consiste em reposição de volume e correção dos desequilíbrios eletrolíticos. Estas
medidas são particularmente importantes no caso de idosos e crianças.
Pacientes idosos
O produto poderá ser usado desde que observadas as precauções comuns ao medicamento.

MS ­ 1.0454.0043
Farm. Resp.: Dra. Leila Brambila Tsuchiya – CRF-SP n° 21.755
N° de lote, data de fabricação e validade: vide embalagem externa.

Fabricado por
Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda.*
Alameda Xingu, 766 – Alphaville – Barueri – SP
CNPJ nº 60.874.187/0001-84 – Indústria Brasileira
* Nova Razão Social de Sankyo Pharma Brasil Ltda.

SAC: 0800-55-6596
ligação gratuita
www.daiichisankyo.com.br









Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o
medicamento.

PRIMACOR® IV
lactato de milrinona
Forma farmacêutica e apresentação
Cartucho com 1 frasco-ampola de 20 ml
USO ADULTO
USO INTRAVENOSO
USO RESTRITO A HOSPITAIS
Composição
Cada ml de solução injetável contém:
lactato de milrinona
1mg
veículo
q.s.p.
1
ml
contém: ácido lático, glicose anidra, hidróxido de sódio e água para injeção.
Cuidados de conservação
PRIMACOR® IV deve ser guardado em sua embalagem original. Evitar local quente (temp.
entre 30 e 40°C) e proteger da luz. Não congelar. A solução diluída deve ser utilizada dentro
de 24 horas.
Prazo de validade
Impresso na embalagem.
Ao comprar qualquer medicamento verifique o prazo de validade. Não use remédio com
prazo de validade vencido. Além de não obter o efeito desejado, você poderá prejudicar sua
saúde.
O USO DE PRIMACOR® IV DEVE SER FEITO SOB ESTRITA SUPERVISÃO MÉDICA, EM
AMBIENTE HOSPITALAR.
NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO
PARA SUA SAÚDE.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
ATENÇÃO: ESTE MEDICAMENTO CONTÉM AÇÚCAR (glicose anidra 47 mg/mL),
PORTANTO, DEVE SER USADO COM CAUTELA EM PORTADORES DE DIABETES.
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INFORMAÇÃO TÉCNICA

Características
O lactato de milrinona é um derivado bipiridínico com ação inibidora da fosfodiesterase e efeitos
inotrópico e vasodilatador. Sob o ponto de vista químico, é o lactato de 1,6-dihidro-2-metil-6-
oxo(3,4-bipiridina)-5-carbonitrila.

Farmacodinâmica
A milrinona é um agente inotrópico positivo e vasodilatador, possuindo pouca atividade
cronotrópica. A milrinona também melhora o relaxamento diastólico do ventrículo esquerdo. Ela
difere dos glicosídeos digitálicos, das catecolaminas ou dos inibidores da enzima conversora de
angiotensina tanto pela estrutura como pelo modo de ação. Em concentrações adequadas para
produzir efeito inotrópico e vasodilatador, a milrinona é um inibidor seletivo da isoenzima
fosfodiesterase III do AMP cíclico, na musculatura cardíaca e vascular. Essa ação inibidora é
consistente com os aumentos do cálcio intracelular ionizado e da força contrátil do miocárdio,
mediados pelo AMP cíclico, assim como com a fosforilação da proteína contrátil e o relaxamento
da musculatura vascular, também dependentes do AMP cíclico. Evidências experimentais
adicionais indicam ainda que a milrinona não age como agonista beta-adrenérgicos, nem é
inibidora da atividade da sódio-potássio-adenosina trifosfatase, como os glicosídeos digitálicos. A
milrinona produz leve aumento da condução do nódulo AV, porém sem outros efeitos eletro-
fisiológicos significantes.
Estudos clínicos realizados em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva demonstraram
que PRIMACOR® IV, produz pronta melhora nos índices hemodinâmicos de insuficiência
cardíaca congestiva (classificação da New York Heart Association), incluindo débito cardíaco,
pressão capilar pulmonar em cunha e resistência vascular, sem efeito clinicamente significativo
no ritmo cardíaco ou consumo de oxigênio pelo miocárdio, de acordo com a dose e os níveis
plasmáticos. Tanto o efeito inotrópico como o vasodilatador são observados com concentrações
plasmáticas de milrinona na faixa de 100 a 300 nanogramas/ml.
Em pacientes com a função miocárdica deprimida, uma dose de ataque de lactato de milrinona
produz imediata e significativa melhoria do débito cardíaco, da pressão capilar pulmonar e da
resistência vascular sistêmica e apenas discreto aumento da freqüência cardíaca e leve redução
da pressão arterial sistêmica. A posologia utilizada situou-se entre 12,5 e 125 microgramas/kg,
administrados a uma velocidade de 100 mcg/seg. A melhora hemodinâmica ocorre sem aumento
significativo do consumo de oxigênio pelo miocárdio.

Farmacocinética

Após administração de milrinona em bolus de 12,5 a 125,0 mcg/kg em pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva, milrinona apresentou um volume de distribuição de 0,38
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litros/kg, uma meia-vida de eliminação terminal de 2,3 horas em média e uma depuração de
0,13 litros/kg/h. Após infusões intravenosas de 0,2 a 0,7 mcg/kg/ml em pacientes com
insuficiência cardíaca congestiva, a substância apresentou um volume de distribuição de
cerca de 0,45 litros/kg, uma meia-vida de eliminação terminal de 2,4 horas em média e uma
depuração de 0,14 litros/kg/hora. Esses parâmetros farmacocinéticos não foram dose-
dependentes, mas a área sob a curva de concentração plasmática “versus” tempo, após as
injeções, foi significativamente dose-dependente.
A principal via de excreção de milrinona no homem é através da urina. Os principais
produtos de excreção urinária humana são a milrinona (83%) e seu metabólito O-
glicuronídeo (12%). Em indivíduos normais, a eliminação através da urina é rápida com
aproximadamente 60% recuperados nas primeiras duas horas após a administração e
aproximadamente 90% nas primeiras 8 horas. A depuração renal média de PRIMACOR® IV
é de aproximadamente 0,3 litros/min, indicativa de secreção ativa.
Em pacientes com dano renal moderado a severo, ambos o Cmax (210 ng/ml) e o tmax
(1,19 h) estavam aumentados quando comparados aos indivíduos com função renal normal
(162 ng/ml e 0,64 h, respectivamente). A meia-vida de milrinona aumentou de 0,94 h em
indivíduos com função renal normal para 1,71 h em pacientes com dano renal moderado e a
3,09 hr em pacientes com dano renal grave.
Indicações
PRIMACOR® IV está indicado no tratamento intravenoso a curto prazo da insuficiência
cardíaca congestiva, inclusive nos estados de baixo débito subseqüentes a cirurgia
cardíaca.
Contra-indicações
PRIMACOR® IV está contra-indicado nos pacientes com hipersensibilidade à milrinona
e aos demais componentes da formulação.

Precauções e Advertências
PRIMACOR® IV não deve ser empregado, em substituição à correção cirúrgica, em
pacientes com valvulopatias obstrutivas aórtica ou pulmonar graves, ou na estenose
subaórtica hipertrófica. Assim como outros agentes inotrópicos ou vasodilatadores,
PRIMACOR® IV pode agravar a obstrução do fluxo nestas condições.

Não foram conduzidos estudos clínicos em pacientes na fase aguda do pós-infarto
miocárdio. O emprego de PRIMACOR® IV neste contexto não é recomendado, pois
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pode levar a um aumento indesejável no consumo de oxigênio pelo miocárdio (MV
O2). PRIMACOR® IV não demonstrou aumentar o consumo de oxigênio pelo miocárdio
em pacientes com insuficiência cardíaca crônica.

PRIMACOR® IV pode induzir a hipotensão como conseqüência de sua ação
vasodilatadora. Portanto, precaução se faz necessária em pacientes com quadro
hipotensivo antes do tratamento ser iniciado, ou nos pacientes demonstrando queda
expressiva da pressão arterial durante o tratamento. Nestes casos a infusão deve ser
descontinuada até que o efeito hipotensivo tenha sido resolvido e então reiniciar com
baixo fluxo de infusão e monitoramento.

Caso uma terapia diurética prévia possa ter causado decréscimos significativos da
pressão do enchimento cardíaco, PRIMACOR® IV deverá ser administrado com
cautela, monitorizando-se a pressão sangüínea, o ritmo cardíaco e a sintomatologia
clínica.

Controlar cuidadosamente o equilíbrio eletrolítico e a função renal em pacientes sob
uso de milrinona. A melhora do débito cardíaco e o aumento da diurese podem exigir
redução da dose de diuréticos. A perda de potássio por diurese excessiva pode
provocar arritmias em pacientes digitalizados. Deve-se, portanto, corrigir a
hipopotassemia antes ou durante o tratamento com PRIMACOR® IV.

O potencial para arritmia, presente na insuficiência cardíaca congestiva, pode ser
aumentado por muitas substâncias ou associações. Os pacientes deverão ser
atentamente monitorizados durante a infusão de milrinona (ritmo cardíaco, estado
clínico, eletro-cardiograma, balanço de fluídos, eletrólitos e função renal – por
exemplo, creatinina sérica).

Arritmias supraventriculares e ventriculares foram observadas na população de alto
risco tratada com PRIMACOR® IV. Em alguns pacientes, PRIMACOR® IV pareceu ter
aumentado a ectopia ventricular, incluindo a taquicardia ventricular não-sustentada.

PRIMACOR® IV produz uma discreta diminuição do tempo de condução do nódulo AV,
indicando um potencial para aumento da taxa de resposta ventricular nos pacientes
com “flutter” ou fibrilação atrial não controlados. Nesses pacientes, deve-se
considerar tratamento com digitálicos ou com outros medicamentos que prolongam o
tempo de condução do nódulo AV.
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Não há experiência em estudos controlados com infusões de milrinona por períodos
superiores a 48 horas. Casos de reação no local da infusão têm sido relatados com o
tratamento com milrinona (vide item REAÇÕES ADVERSAS). Consequentemente,
deve-se manter uma monitoração cuidadosa no local da infusão para evitar possível
extravasamento.

Uso em pacientes idosos
Não existem recomendações posológicas especiais para pacientes idosos. Estudos
farmacocinéticos controlados não identificaram efeitos relacionados à idade quer no
aspecto de distribuição, quer no de eliminação do PRIMACOR® IV.

Uso Pediátrico
Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia do PRIMACOR® IV em crianças e
adolescentes (abaixo de 18 anos de idade). PRIMACOR® IV deve ser utilizado somente
se os benefícios potenciais suplantarem os potenciais riscos.

Gravidez e lactação
Não existem estudos adequadamente controlados, realizados em mulheres grávidas.
Assim sendo, PRIMACOR® IV deverá ser usado na gravidez apenas se os benefícios
potenciais justificarem os riscos potencialmente existentes para o feto. A excreção da
milrinona no leite materno ainda não está bem estudada: recomenda-se portanto
cautela na administração a lactantes.
Pacientes com dano renal
É necessário ajuste na dose (vide item POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO).
Interações medicamentosas
Quando a furosemida é injetada na mesma linha de infusão do lactato de milrinona um
precipitado se forma, por este motivo, furosemida ou bumetanida não devem ser
administrados na mesma via de infusão.
O lactato de milrinona não deve ser diluído em infusões intravenosas de bicarbonato
de sódio.
Não devem ser misturados outros medicamentos com PRIMACOR® IV até que dados
de compatibilidade estejam disponíveis.


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Reações adversas
As reações adversas foram posicionadas de acordo com a classificação de sistema órgão-
classe e freqüência, utilizando a seguinte convenção: muito comuns ( 1/10); comuns (
1/100, < 1/10); pouco comuns ( 1/1000, < 1/100); raros ( 1/10000, < 1/1000); muito raros
(< 1/10000).

Alterações hematológicas e linfáticas: trombocitopenia (pouco comum)

Alterações metabólicas e nutritivas: hipocalemia (pouco comum)

Alterações do sistema nervoso: cefaléias (comum), tremor (pouco comum).

Alterações cardiovasculares:
· Comuns: atividade ectópica ventricular; taquicardia ventricular sustentada ou não
sustentada; arritmias supraventriculares; hipotensão.
· Pouco comuns: fibrilação ventricular; angina/ dor no peito.
· Muito raros: Torsades de pointes
A incidência de arritmia supraventricular e ventricular, não está relacionada com a
dose nem com o nível plasmático de milrinona. As arritmias que representam perigo
para a vida estão muitas vezes associadas a certos fatores subjacentes, tais como
arritmias pré-existentes, alterações metabólicas (ex: hipocalemia), níveis de digoxina
anormais e cateterizações.

Alterações respiratórias: broncoespasmo (muito raro)

Alterações hepato-biliares: alteração dos testes de função hepática (pouco comum)

Alterações dermatológicas: reações cutâneas, ex: rash (muito raro)

Alterações no local de administração: Reações no local da infusão

Alterações gerais: choque anafilático (muito raro)

Posologia
PRIMACOR® IV deve ser administrado com uma dose de ataque em bolus seguida de
infusão contínua (dose de manutenção) de acordo com a seguinte orientação:
6 de 9


Dose de ataque: 50 mcg/kg administrados lentamente durante 10 minutos (injeção direta,
gota a gota ou bomba de infusão).
Dose de manutenção: pode variar de 0,375 a 0,750 mcg/kg/min, em infusão intravenosa
contínua. A dose total diária máxima é 1,13 mg/kg.
A velocidade de infusão deve ser ajustada de acordo com a resposta clínica e
hemodinâmica. Os pacientes devem ser atentamente monitorizados.
Soluções de diferentes concentrações podem ser usadas, dependendo das necessidades
dos pacientes. As soluções compatíveis para diluição são cloreto de sódio 0,45% e 0,9% e
soro glicosado 5%. PRIMACOR® IV não deve ser diluído em infusão intravenosa de
bicarbonato de sódio. A solução diluída deve ser utilizada dentro de 24 horas. A duração do
tratamento dependerá da resposta do paciente. Pacientes foram mantidos em infusão de
PRIMACOR® IV por até 5 dias, embora o período usual seja de 48 a 72 horas.
Populações especiais
Uso Pediátrico: Não foram estabelecidas a segurança e a eficácia do PRIMACOR® IV em
crianças e adolescentes (abaixo de 18 anos de idade). PRIMACOR® IV deve ser utilizado
somente se os benefícios potenciais suplantarem os potenciais riscos.
Uso em pacientes idosos: a prática tende a sugerir que, caso haja função renal normal,
não são necessárias recomendações posológicas especiais para pacientes idosos.
Uso em pacientes com dano renal: É necessário ajuste na dose (vide item
PRECAUÇÕES).
Dados obtidos de pacientes com função renal gravemente comprometida, mas sem
insuficiência cardíaca congestiva, demonstraram que a presença desse comprometimento
renal aumenta significativamente a meia-vida de eliminação de milrinona. A dose de ataque
pode ser mantida, mas reduções na taxa de infusão podem ser necessárias em pacientes
com comprometimento renal, de acordo com a seguinte tabela:
Clearance de creatinina
Taxa de infusão
(ml/min/1,73 m2)
(mcg/kg/min)
5 0,20
10 0,23
20 0,28
30 0,33
40 0,38
50 0,43
Administração
7 de 9


A tabela abaixo mostra a dose de ataque em mililitros (mL) de milrinona (1 mg/mL) versus o
peso corpóreo do paciente (kg).
DOSE DE ATAQUE (mL)
(usando concentração de 1 mg/mL)
Peso corpóreo do paciente (kg) vs volume de ataque de milrinona (mL)
Kg 30 40 50 60 70 80 90 100 110
120
mL 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0
A dose de ataque pode ser administrada sem diluição, porém diluindo a um volume total de
10 ou 20 mL pode simplificar a visualização da taxa de injeção (período de 10 minutos).
DOSE DE MANUTENÇÃO
(infusão intravenosa contínua)

Taxa de infusão
Dose diária total (24 horas)
Mínimo
0,375 mcg/kg/min
0,59 mg/kg
Padrão
0,50 mcg/kg/min
0,77 mg/kg
Máximo
0,75 mcg/kg/min
1,13 mg/kg
As soluções compatíveis para diluição incluem as soluções salinas de cloreto de sódio
(0,45% e 0,9%) e soluções de glicose 5%. Após a diluição, utilizar em até 24 horas.
PRIMACOR® IV não pode ser diluído em solução de bicarbonato de sódio.
Atenção: Quando a furosemida é injetada na mesma linha de infusão do lactato de
milrinona um precipitado se forma, por este motivo, furosemida ou bumetanida não devem
ser administrados na mesma via de infusão.

Nota: Medicamentos de uso intravenoso devem ser visualmente inspecionados e não
devem ser usados quando se observar partículas em suspensão ou descoloração da
solução.
Superdosagem
PRIMACOR® IV em altas doses pode produzir hipotensão e arritmia cardíaca. Caso ocorra,
a administração de PRIMACOR® IV deverá ser descontinuada até que as condições do
paciente se estabilizem. Não é conhecido antídoto específico, mas como regra padrão,
poderão ser adotadas medidas de suporte circulatório.

8 de 9


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
M.S. 1.1300.1015
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP 5.854
Fabricado por:
Glaxo Wellcome Production
Notre Dame de Bondeville – França
Importado por:
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413
CEP 08613-010 – Suzano ­ SP
CNPJ 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira – ® Marca Registrada
IB020306D
Serviço de atendimento ao consumidor 0800-703-0014
www.sanofi-aventis.com.br
Lote, fabricação e validade: VIDE RÓTULO E/OU CARTUCHO
9 de 9





MODELO DE BULA
Lacipil®
lacidipino


FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Lacipil® 4 mg é apresentado sob a forma de comprimidos revestidos, em cartuchos que contêm 14
comprimidos.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
lacidipino………………………………………………………………………………………………………………………….. 4 mg
excipientes* ……………………………………………..q.s.p. ………………………………………………….1 comprimido
*excipientes: polivinilpirrolidona, lactose, estearato de magnésio, hipromelose e dióxido de titânio.



INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento: Lacipil® é indicado para o tratamento de pressão alta.

Cuidados de armazenamento: Mantenha o produto em sua embalagem original, em temperatura
ambiente (temperatura entre 15°C e 30ºC). Se for necessário ingerir metade do comprimido de 4 mg,
a outra metade deve ser guardada na embalagem de alumínio original e utilizada no prazo máximo de
48 horas.

Prazo de validade: O prazo de validade é de 2 anos, contados a partir da data de fabricação, que se
encontra impressa na embalagem externa do produto, junto com o número do lote. Não use
medicamentos que estejam fora do prazo de validade, pois o efeito desejado pode não ser obtido.

Gravidez e lactação: Lacipil® somente deverá ser usado na gravidez ou lactação se os benefícios
potenciais para a mãe forem maiores do que qualquer possibilidade de risco para o feto ou recém-
nascido.
Informe seu médico da ocorrência de gravidez ou se está amamentando, na vigência do tratamento
ou após o término.
Cuidados de administração: Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Reações adversas: Informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis como dor de
cabeça, tonteira, palpitações, vermelhidão, inchaço e coceira na pele, desconforto estomacal, enjôo,
aumento da freqüência urinária e fraqueza.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico de qualquer outro
medicamento que você use antes do início ou durante o tratamento.



MODELO DE BULA
Contra-indicações e precauções: O uso de Lacipil® é contra-indicado a pacientes com
hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da fórmula e a pacientes com estenose aórtica
grave.
O produto não deve ser usado por crianças.

NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO.
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características químicas e farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas: O lacidipino, substância ativa de Lacipil®, é um antagonista do
cálcio específico e potente, com seletividade predominante sobre os canais de cálcio no músculo liso
vascular.
Sua ação principal consiste em dilatar as arteríolas periféricas, reduzindo a resistência vascular
periférica e baixando a pressão arterial.
Após a administração oral de 4 mg de lacidipino, observou-se um prolongamento mínimo do intervalo
QT.
No quarto ano de um estudo duplo-cego, randomizado, a eficácia primária na aterosclerose foi
medida pela espessura da íntima média (IMT) da carótida por ultra-sonografia. Os resultados nos
pacientes tratados com lacidipino mostraram efeito significativo nas variáveis de IMT, consistente com
os efeitos antiaterogênicos.
Farmacocinética
Absorção
O lacidipino é rapidamente, porém pouco absorvido no trato gastrintestinal após a administração oral
e sofre extenso metabolismo de primeira passagem no fígado. A biodisponibilidade absoluta alcança
uma média de cerca de 10%. As concentrações plasmáticas máximas são atingidas entre 30 e 150
minutos.
Metabolismo
Existem quatro principais metabólitos que possuem uma pequena atividade farmacodinâmica. A
droga é eliminada principalmente por metabolismo hepático (envolvendo o citocromo P450 3A4, ou
CYP3A4). Não existem evidências de que o lacidipino cause indução ou inibição das enzimas
hepáticas.
Eliminação
Aproximadamente 70% da dose administrada são eliminados como metabólito nas fezes e o restante
como metabólito na urina.
A meia-vida terminal média do lacidipino varia entre 13 e 19 horas no estado de equilíbrio.


INDICAÇÕES
Lacipil® está indicado para tratamento da hipertensão, isolado ou em combinação com outros
agentes anti-hipertensivos, como os betabloqueadores, os diuréticos e os inibidores da ECA.

CONTRA-INDICAÇÕES
Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.
Assim como outras diidropiridonas, Lacipil® é contra-indicado a pacientes com estenose aórtica
grave.



MODELO DE BULA
PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Foi demonstrado em estudos específicos que o lacidipino não afeta a função espontânea do nódulo
sinusal nem causa condução prolongada no nódulo atrioventricular. No entanto, o potencial teórico
que um antagonista de cálcio apresenta de afetar a atividade dos nódulos sinusal e atrioventricular
deve ser considerado, principalmente em pacientes com anormalidades preexistentes na atividade
desses nódulos.
O lacidipino afeta a contratilidade do miocárdio em voluntários sadios e em animais de laboratório.
Conforme tem sido relatado sobre outros antagonistas dos canais de cálcio diidropiridínicos, o
lacidipino deve ser utilizado com cautela em pacientes com prolongamento do intervalo QT congênito
ou adquirido. O lacidipino também deve ser usado com cautela em pacientes tratados
concomitantemente com medicações que prolongam o intervalo QT, como antiarrítmicos de classes I
e III, antidepressivos tricíclicos, alguns antipsicóticos, antibióticos (p. ex. eritromicina) e alguns anti-
histamínicos (p. ex. terfenadina).
Assim como outros antagonistas dos canais de cálcio, o lacidipino deve ser usado com cautela em
pacientes com baixas reservas cardíacas e naqueles com angina pectoris instável.
Lacipil® deve ser utilizado com cautela em pacientes que sofreram infarto do miocárdio
recentemente. Também deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência hepática, uma
vez que o efeito anti-hipertensivo pode ser aumentado.
Não existem indícios de que o lacidipino diminua a tolerância a glicose ou altere o controle do
diabetes.
Os comprimidos de Lacipil® devem ser protegidos da luz; portanto, não devem ser retirados da
embalagem de alumínio até o momento de ser utilizados.
Se o paciente ingerir metade do comprimido de 4 mg, a outra metade deve ser guardada na
embalagem de alumínio original e administrada no prazo máximo de 48 horas. Os comprimidos de
Lacipil® devem ser estocados em temperatura ambiente (temperatura entre 15°C e 30ºC).

Gravidez/lactação
Não existem dados sobre a segurança do uso do lacidipino na gravidez.
Estudos em animais não mostraram efeitos teratogênicos ou deterioração do crescimento.
Lacipil® somente deverá ser usado na gravidez ou lactação se os benefícios potenciais para a mãe
forem maiores do que qualquer possibilidade de risco para o feto ou o recém-nascido.
Deve ser considerado que o lacidipino pode causar relaxamento da musculatura uterina no final da
gravidez.
Estudos de transferência pelo leite em animais mostraram que o lacidipino (ou seus metabólitos) tem
probabilidade de ser excretado no leite.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A administração concomitante de Lacipil® com outros agentes anti-hipertensivos, como diuréticos,
betabloqueadores e inibidores da ECA, pode resultar em um efeito hipotensivo aditivo. No entanto,
não foram identificados problemas específicos de interação envolvendo outros agentes anti-
hipertensivos, como betabloqueadores e diuréticos, ou a digoxina, a tolbutamida e a varfarina.
É possível que a concentração plasmática de Lacipil® possa ser aumentada pela administração
simultânea de cimetidina.
O lacidipino possui alta ligação protéica (>95%) com a albumina e a glicoproteína alfa1.
Assim como outros diidropiridínicos, Lacipil® não deve ser administrado com sucos cítricos, uma vez
que a biodisponibilidade pode ser alterada.
Em estudos clínicos envolvendo pacientes com transplante renal tratados com ciclosporina, o
lacidipino reverteu a diminuição do fluxo plasmático renal e a taxa de filtração glomerular induzida
pela ciclosporina.
O lacidipino é metabolizado pelo citocromo CYP3A4. Dessa forma, os inibidores ou ativadores desse
citocromo administrados concomitantemente podem interagir com o metabolismo e a eliminação do
lacidipino.



MODELO DE BULA
REAÇÕES ADVERSAS

Dados obtidos de grandes estudos clínicos foram usados para determinar a freqüência dessas
reações.
Têm sido utilizados os seguintes parâmetros para classificação das reações adversas:
Muito comum:
10%
Comum:
1% e < 10%
Incomum:
0,1% e < 1%
Rara:
0,01% e < 0,1%
Muito rara:
< 0,01%

Lacipil® é normalmente bem tolerado. Alguns indivíduos podem apresentar efeitos adversos pouco
importantes relacionados com a sua conhecida ação farmacológica de vasodilatação periférica. Tais
efeitos, indicados por rash, são normalmente transitórios e desaparecem com a permanência do
tratamento com o lacidipino na mesma dosagem.
Distúribos do sistema nervoso
Comuns: dor de cabeça, vertigem.
Muito rara: tremor
Distúrbios cardíacas
Comum: palpitação.
Incomum: piora da angina subjacente.
Assim como com outros diidropiridínicos, reportou-se a piora da angina subjacente num pequeno
número de pacientes, especialmente no início do tratamento. Isso é mais comum em pacientes com
doença cardíaca isquêmica sintomática.
Distúrbios vasculares
Comum: rubor.
Distúrbios gastrintestinais
Comuns: desconforto estomacal, náusea.
Incomum: hiperplasia gengival.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo
Comum: rash cutâneo (incluindo eritema e coceira).
Raros: angioedema,
urticária.
Desordens renais e urinárias
Comum: poliúria.
Desordens gerais
Comuns: astenia, edema.
Investigações
Comum: aumento reversível da fosfatase alcalina (aumentos clinicamente significativos são
incomuns).

POSOLOGIA E MODO DE USAR



MODELO DE BULA
A dose inicial é de 2 mg uma vez ao dia e deve ser tomada na mesma hora todos os dias, de
preferência pela manhã, com ou sem alimentos. O tratamento da hipertensão deve ser adaptado à
gravidade do caso e estar de acordo com a resposta individual.
A dose pode ser aumentada para 4 mg e, se necessário, para até 6 mg, após ter decorrido tempo
suficiente para alcançar o efeito farmacológico desejado. Na prática, esse tempo não deve ser inferior
a 3 a 4 semanas, a não ser quando a condição clínica do paciente requer um aumento de dosagem
mais rapidamente.
O tratamento pode ser continuado indefinidamente, conforme orientação médica.
Insuficiência hepática
Pacientes com insuficiência hepática não necessitam de ajuste nas doses.
Insuficiência renal
Como o lacidipino não é excretado pelos rins, não são necessárias alterações nas dosagens em
pacientes com insuficiência renal.
Crianças
Não existe experiência de uso de Lacipil® em crianças.
Pacientes idosos
Pacientes idosos não necessitam de ajustes nas doses.

SUPERDOSAGEM
Não foram relatados casos de superdosagem de Lacipil®.
O problema mais previsível seria uma vasodilatação periférica prolongada associada com hipotensão
e taquicardia.
Teoricamente poderia ocorrer bradicardia ou condução atrioventricular prolongada.
Não existe antídoto específico. Em caso de superdosagem deve ser realizado o procedimento
habitual para controlar a função cardíaca, adotando-se ainda medidas de suporte.




Nº de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Fabricado por: Glaxo Wellcome S.A. ­ Aranda de Duero ­ Burgos ­ Espanha
Importado, embalado e distribuído por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, no 8464 ­ Rio de Janeiro ­ RJ.

CNPJ: 33.247.743/0001-10
Indústria brasileira

Serviço de Atendimento ao
M.S: 1.0107.0179
Consumidor
0800 701 22 33
Farm. Resp.: Milton de Oliveira CRF-RJ nº 5522
Discagem Direta Gratuita
BL_Lacipil_GDS14_IPI05_V2.doc





MODELO DE BULA

Revectina®
ivermectina
FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES
REVECTINA® (ivermectina) 6 mg é apresentado em caixas com 2 e 4 comprimidos
USO ADULTO E/OU PEDIÁTRICO (ACIMA DE 5 ANOS DE IDADE OU COM MAIS DE 15 KG)

USO ORAL
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de REVECTINA® (ivermectina) contém:
ivermectina…………………………………………………………………………………………………………………………….6 mg
Excipientes: celulose microcristalina, amido pré-gelatinizado, estearato de magnésio, fosfato bicálcico
diidratado, dióxido de silício, butilhidroxianisol, ácido cítrico monoidratado, q.s.p………………..1 comprimido
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
REVECTINA® (ivermectina) é um medicamento antiparasitário eficaz e potente que atua contra várias
espécies de parasitas.
REVECTINA® tem a capacidade de eliminar vermes e parasitas do seu corpo.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
REVECTINA® (ivermectina) é indicada para o tratamento de várias condições causadas por vermes ou
parasitas. Estudos demonstram que a ivermectina funciona no tratamento das seguintes infecções:
Estrongiloidíase intestinal: causada por um parasita denominado Strongyloides stercoralis.
Oncocercose: causada por um parasita denominado Onchocerca volvulus.
SOLVAY FARMA LTDA: Administração: Edifício e Condomínio Plaza Centenário
Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 4788-8900 – Fax: 55 (11) 4788-8908



NOTA: a ivermectina não possui atividade contra parasitas Onchocerca volvulus adultos. Os parasitas
adultos residem em nódulos subcutâneos, freqüentemente não palpáveis. A retirada cirúrgica desses
nódulos (nodulotomia) pode ser considerada no tratamento de pacientes com oncocercose, já que esse
procedimento elimina os parasitas adultos que produzem microfilárias.
Filariose: causada pelo parasita Wuchereria bancrofti.
Ascaridíase: causada pelo parasita Ascaris lumbricoides.
Escabiose: causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.
Pediculose: causada pelo ácaro Pediculus humanus capitis.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Contra-Indicações
REVECTINA® (ivermectina) não deve ser utilizada por pacientes hipersensíveis (alérgicos) à
ivermectina ou a algum dos componentes da fórmula, por pacientes com meningite ou outras
afecções do Sistema Nervoso Central e por crianças com menos de 15 kg ou menores de 5 anos.

Precauções
Após o tratamento com REVECTINA® os pacientes com oncodermatite hiperreativa (sowda)
podem apresentar maior probabilidade que outros de sofrer reações adversas severas,
especialmente edemas e agravamento da oncodermatite.
Estrongiloidíase: é necessário realizar exames de fezes para acompanhamento e certificação de
cura.
Oncocercose: o tratamento com REVECTINA® não elimina os parasitas Onchocerca adultos
podendo ser necessário um novo tratamento.
Filariose: o tratamento elimina apenas as microfilárias, portanto, não haverá reversão das
alterações clínicas já existentes decorrentes dos parasitas adultos.
Ascaridíase: é necessário realizar exames de fezes para acompanhamento e comprovação da
cura.
Pediculose e Escabiose: deve ser realizada reavaliação médica em 1 a 2 semanas para
comprovação da cura. Nesses casos também devem ser tratados os contactantes infestados.

Gravidez
Não existem estudos adequados sobre o uso do produto em mulheres grávidas, .
SOLVAY FARMA LTDA: Administração: Edifício e Condomínio Plaza Centenário
Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 4788-8900 – Fax: 55 (11) 4788-8908



Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Amamentação
A ivermectina é excretada no leite materno em baixas concentrações.
O tratamento de mães que planejam amamentar somente deve ser feito quando o risco de retardar
o tratamento da mãe superar o possível risco para o recém-nascido.

Pediatria
Como ainda não se dispõe de dados clínicos suficientes referentes ao tratamento em crianças
menores de 5 anos ou com menos de 15kg, o uso em pacientes desta faixa etária deve ser feito
com cuidado, avaliando-se a relação risco benefício.

Pacientes idosos
As recomendações para pacientes idosos são semelhantes às destinadas aos pacientes adultos.

Estrongiloidíase em hospedeiros imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de
estrongiloidíase intestinal, pode ser necessário repetir a terapia. Não foram realizados estudos
para a determinação da dosagem adequada para esses pacientes. Vários tratamentos, com
intervalos de duas semanas, podem ser necessários e mesmo assim sem obtenção da cura. O
controle de estrongiloidíase não intestinal nesses pacientes é difícil e pode ser útil a manutenção
da terapia uma vez por mês.

Sarna crostosa em hospedeiros imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de sarna
crostosa, pode ser necessário repetir a terapia.

Advertências
Dados de estudos demonstram que as drogas utilizadas no tratamento da oncocercose como o
citrato de dietilcarbamazina (DEC), podem causar reações na pele e/ou sistêmicas de variada
gravidade (reações de Mazzotti), além de reações oftálmicas. Pacientes com oncocercose tratados
com a ivermectina podem sofrer essas reações, além de possíveis reações adversas relacionadas
com a própria droga (veja Reações Adversas, Oncocercose).
SOLVAY FARMA LTDA: Administração: Edifício e Condomínio Plaza Centenário
Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 4788-8900 – Fax: 55 (11) 4788-8908



O tratamento de severas reações de Mazzotti não foi submetido a estudos clínicos controlados.
Hidratação oral, repouso, administração intravenosa de soluções salinas e/ou corticosteróides
foram usados no tratamento da diminuição da pressão arterial ao levantar-se. Anti-alérgicos e/ou
ácido acetilsalisílico foram usados na maioria dos casos leves a moderados.

Para evitar futuras infecções por parasitas, as seguintes medidas podem ser adotadas: 1) Manter
limpas as instalações sanitárias e lavar as mãos após utilizá-las. 2) Evitar andar descalço. 3)
Cortar e manter limpas as unhas. 4) Beber água filtrada ou fervida. 5) Lavar e cozinhar bem os
alimentos. 6) Manter os alimentos e depósitos de água cobertos. 7) Combater os insetos. 8) Lavar
as mãos antes das refeições. 9) Lavar os utensílios domésticos. 10) Ferver roupas íntimas e de
cama. Estas medidas se estendem a todos os membros da família.

Interações medicamentosas
Não há relatos sobre interações medicamentosas com a ivermectina; no entanto, deve ser administrada
com cautela a pacientes em uso de drogas que deprimem o Sistema Nervoso Central.

Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
REVECTINA® (ivermectina) é apresentada sob a forma de comprimidos redondos, brancos, planos, com
vinco em uma das faces e logotipo na outra.
Os comprimidos de REVECTINA® devem ser ingeridos com água.
Estrongiloidíase ­ Filariose ­ Ascaridíase ­ Escabiose ­ Pediculose
A dosagem recomendada de REVECTINA® para o tratamento destas afecções numa única dose oral visa
fornecer aproximadamente 200 mcg de ivermectina por kg de peso corporal. Consulte a Tabela 1 para
orientar-se em relação à dosagem. Em geral, não são necessárias outras doses. Contudo, devem ser
feitos exames de fezes para acompanhamento (estrongiloidíase) e avaliações clínicas (demais afecções),
para verificar a eliminação da infecção (veja Precauções).
Tabela 1

SOLVAY FARMA LTDA: Administração: Edifício e Condomínio Plaza Centenário
Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
Fone: 55 (11) 4788-8900 – Fax: 55 (11) 4788-8908



Orientação de dosagem de REVECTINA® para estrongiloidíase, filariose, ascaridíase, escabiose e
pediculose
PESO CORPORAL (kg)
DOSE ORAL ÚNICA
15 a 24
½ comprimido
25 a 35
1 comprimido
36 a 50
1 ½ comprimidos
51 a 65
2 comprimidos
66 a 79
2 ½ comprimidos
80
200 mcg/kg
Estrongiloidíase: você deve submeter-se a repetidos exames de fezes para documentar a ausência de
infecção por Strongyloides stercoralis.
Ascaridíase: você deve submeter-se a exames de vezes para acompanhamento e certificação de cura.
Filariose: você deve continuar com acompanhamento médico, pois a REVECTINA® não elimina as
formas adultas da Wuchereria bancrofti.
Escabiose: você deve retornar ao médico após 1 ou 2 semanas para certificar-se da cura.
Pediculose: as lêndeas que estiverem mais aderidas deverão ser removidas manualmente.
Oncocercose
A dosagem recomendada de REVECTINA® para o tratamento da oncocercose é uma dose oral única que
visa fornecer aproximadamente 150 mcg de ivermectina por quilo de peso corporal. Consulte a Tabela 2
para orientar-se em relação à dosagem. Os pacientes devem tomar os comprimidos com água. Em
campanhas de distribuição em massa, inseridas em programas de tratamento internacional, o intervalo
entre doses usado de forma mais comum foi de doze meses. No tratamento individual de pacientes,
pode-se reconsiderar uma nova dosagem em intervalos de três meses.
Tabela 2
Orientação de dosagem de REVECTINA® para a oncocercose
PESO CORPORAL (kg)
DOSE ORAL ÚNICA
15 a 25
½ comprimido
26 a 44
1 comprimido
45 a 64
1 ½ comprimidos
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Av. das Nações Unidas,12.995 ­ 29º andar – CEP 04578-000 – Brooklin Novo – São Paulo – SP – Brasil
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Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
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PESO CORPORAL (kg)
DOSE ORAL ÚNICA
65 a 84
2 comprimidos
85
150 mcg/kg

Você deve saber que o tratamento com REVECTINA® não elimina os parasitas Onchocerca adultos e,
portanto, normalmente é necessário o acompanhamento repetido e novo tratamento.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar, observe o aspecto do
medicamento.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
As reações adversas são, em geral, de natureza leve e transitória. Durante o tratamento com
REVECTINA® (ivermectina) podem ocorrer raramente as seguintes reações: diarréia, náusea, falta
de disposição, dor abdominal, falta de apetite, constipação e vômitos.
Relacionadas ao sistema Nervoso Central podem ocorrer: tontura, sonolência, vertigem e tremor.
As reações epidérmicas incluem: coceira, aparecimento de lesões na pele até urticária.
As reações do tipo Mazzotti e oftálmicas, associadas ao tratamento da oncocercose ou à própria
doença, não devem ser esperadas em pacientes com estrongiloidíase tratados com REVECTINA®
(veja Reações Adversas, Oncocercose).
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.

Oncocercose
As reações alérgicas após o tratamento com ivermectina provocam reação do tipo Mazzotti
caracterizada por: dor nas articulações, dor abdominal, aumento no tamanho e na sensibilidade
dos gânglios, principalmente os gânglios da região inguinal, do pescoço e das axilas, além de
coceira, inchaço, lesões na pele até urticária e febre.
Reações oftálmicas durante o tratamento da oncocercose são raras e podem estar ligadas à
doença. Raramente podem tornar-se graves ou associadas com perda de visão, mas de forma
geral, são resolvidas sem a necessidade de tratamento com corticosteróides.

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Gerais
As seguintes reações adversas foram relatadas com o uso da droga:
Inchaço na face e periférico, diminuição da pressão arterial ao levantar-se e aumento da
freqüência cardíaca. Dor de cabeça e dor muscular relacionadas à droga ocorreram em menos de
1% dos pacientes.
A diminuição da pressão arterial (principalmente quando associada ao levantar-se) e a piora da
asma brônquica foram relatadas desde o início da comercialização da droga, em vários países.

Alterações em testes de laboratório
Foram relatadas as seguintes anormalidades em testes de laboratório durante o uso do
medicamento: aumento transitório de eosinófilos, elevação das enzimas hepáticas e aumento da
hemoglobina (1%). Diminuição dos leucócitos e anemia ocorreram em um paciente.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA
SÓ VEZ?
Na intoxicação acidental ou na exposição significativa a quantidades desconhecidas de formulações
veterinárias de ivermectina em humanos, seja por ingestão, inalação, injeção ou exposição de áreas do
corpo, os seguintes efeitos foram relatados com maior freqüência: lesões cutâneas até urticária, inchaço,
dor de cabeça, tontura, falta de disposição, náusea, vômitos, dor abdominal, diarréia, convulsões,
alteração do equilíbrio, dispnéia, alterações na sensibilidade. Em casos de intoxicação acidental, procure
assistência médica imediatamente. Pode ser indicada a indução de vômitos e/ou lavagem gástrica o mais
rápido possível, seguida de laxantes e outras medidas anti-envenenamento rotineiras, quando
necessário, para evitar a absorção do produto ingerido.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Mantenha REVECTINA® (ivermectina) em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15ºC a
30ºC) e em local seco e protegido da luz.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
INFORMAÇÕES AO PROFISSIONAL DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
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REVECTINA® contém ivermectina, um antiparasitário de amplo espectro, derivado das avermectinas,
uma classe isolada de produtos de fermentação do Streptomyces avermitilis.
A ivermectina é uma mistura que contém no mínimo 90% de 5-O-dimetil-22,23-diidroavermectina A1a e
menos de 10% de 5-O-dimetil-25-di(1-metilpropil)-22,23-diidro-25-(1-metiletil)avermectina A1a,
geralmente conhecidos como 22,23 diidroavermectian B1a e B1b ou H2B1a e H2B1b, respectivamente.

Farmacodinâmica
A ivermectina imobiliza os vermes induzindo uma paralisia tônica da musculatura.
A paralisia é mediada pela potencialização e/ou ativação direta dos canais de Cl- sensíveis às
avermectinas, controlados pelo glutamato. Esses canais estão presentes somente nos nervos e células
musculares dos invertebrados e uma vez potencializados, acarretam um aumento da permeabilidade da
membrana celular aos íons cloreto, com hiperpolarização dos nervos ou células musculares, resultando
em paralisia e morte do parasita. Os compostos desta classe podem também interagir com canais de Cl-
mediados por outros neurotransmissores como o ácido gama-aminobutírico (GABA).
Os canais de Cl- controlados pelo glutamato provavelmente servem como um dos locais de ação da
ivermectina também nos insetos e crustáceos. A falta de receptores com alta afinidade para as
avermectinas em cestodos e trematodos pode explicar porque estes helmintos não são sensíveis à
ivermectina. Nos casos de infestações por Onchocerca, a ivermectina afeta as larvas em
desenvolvimento e bloqueia a saída das microfilárias do útero dos vermes fêmeas adultos. Sua atividade
contra Strongyloides stercoralis é limitada aos estágios intestinais. A atividade seletiva dos compostos
desta classe pode ser atribuída ao fato de que nos mamíferos, os canais iônicos mediados pelo GABA só
estão presentes no cérebro e a ivermectina não atravessa a barreira hematoencefálica em situações
normais; além disso, os nervos e as células musculares dos mamíferos não apresentam canais de Cl-
controlados por glutamato.
Farmacocinética
Após a administração oral da ivermectina, as concentrações plasmáticas são aproximadamente
proporcionais à dose. A concentração plasmática máxima é atingida em aproximadamente quatro horas
após a ingestão. A meia-vida plasmática é de 22 a 28 horas nos adultos, e o volume aparente de
distribuição é de aproximadamente 47 litros. A metabolização é hepática e a maior concentração tissular
é encontrada no fígado e no tecido adiposo. Níveis extremamente baixos são encontrados no cérebro,
apesar da lipossubilidade da droga. Isto se deve ao fato da ivermectina não atravessar a barreira
hematoencefálica dos mamíferos em situações normais.
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A ivermectina e/ou os seus metabólitos são excretados quase exclusivamente nas fezes em um período
estimado de 12 dias, sendo que menos de 1% da dose administrada é excretada na urina na forma
conjugada ou inalterada. Os efeitos da alimentação na disponibilidade sistêmica da ivermectina não
foram estudados.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Estrongiloidíase
A estrongiloidíase é uma infecção parasitária que pode desenvolver quadros clínicos graves e que, além
do comprometimento intestinal, pode apresentar lesões cutâneas, broncopulmonares, hepáticas, biliares,
miocárdicas e mesentéricas.
A eficácia da ivermectina no tratamento da estrongiloidíase tem sido demonstrada em vários estudos1,2,3.
Marty et al4 demonstraram eficácia superior da ivermectina em comparação com o albendazol no
tratamento da estrongiloidíase e Torres et al5 demonstraram a eficácia da ivermectina no tratamento da
estrongiloidíase em pacientes imunodeprimidos.
1- NAQUIRA, C.; JIMENEZ, G.; GUERRA. J. G.; BERNAL, R.; NALIN, D. R.; NEU, D.; AZIZ, M.
Ivermectin for human strongyloidiasis and other intestinal helminthes. Am. J. Trop. Med. Hyg., v. 40, n. 3,
p..304-309, 1989.
2- DATRY, A.; HILMARSDOTTIR, I.; MAYORGA-SAGASTUME, R.; LYAGOUBI, M.; GAXOTTE, P.;
BILIGUI, S.; CHODAKEWITZ, J.; NEU, D.; DANIS, M.; GENTILINI, M. Treatment of Strogyloides
srtercoralis infection with ivermectin compared with albendazole: results of an open study of 60 cases.
Transactions of the Royal Society of Tropical medicine and Hygiene, v. 88, p. 344-345, 1994.
3- HUGGINS, D.; MEDEIROS, L.B.; TAVARES, E.; MALTA, L.B.L.; AGUIAR, T.C. Tratamento da
estrongiloidíase humana e outras parasitoses intestinais com dose única de ivermectina. Pediatr Mod, v.
58, p. 168-170, 2001.
4- MARTY, H.; HAJI, H. J.; SAVIOLI, L.; CHWAYA, H. M.; MGENI, A. F.; AMEIR, J. S.; HATZ, C. A
comparative trial of a single-dose ivermectin versus three days of albendazole for treatment of
Strogyloides stercolaris and other soil-transmitted helminth infections in children. Am. J. Trop. Med. Hyg.,
v. 55, n. 5, p. 447-481, 1996.
5- TORRES, J.R.; ISTURIZ, R.; MURILLO, J.; GUZMAN, M.; CONTRERAS, R. Efficacy of ivermectin in
the treatment of strongyloidiasis complicating AIDS. Clin Infect Dis , v. 17, p. 900-902, 1993.

Oncocercose
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A oncocercose é uma filariose que compromete a pele e o aparelho visual, causada por Onchocerca
volvulus. É transmitida através de um vetor, o díptero simulídeo, conhecido popularmente como “pium” ou
“borrachudo”.
A eficácia da ivermectina no tratamento da oncocercose têm sido demonstrada em vários
estudos6,7,8,9,10,11 já tendo sido demonstrado que a ivermectina tem maior eficácia que a
dietilcarbamazina.no tratamento da oncocercose12.
6- AZIZ, M.A.; DIALLO, S..; DEOP, I.M.; LARIVIERE, M.; PORTO, M. Efficacy and tolerance of
ivermectine in human onchocerciasis. Lancet, v. 2, n. 8291, p. 171-173, 1982.
7- COULAUD, J.P.; LARIVIERI, M.; GERVAIS, M.C.; GAXOTTE, P.; AZIZ, A.; DELUOL, A. M.; CERAC, J.
Treatment of human onchocerciasis with ivermectin. Bull Soc Pathol Exot Filiales, v. 76, n. 5, p. 681-8,
1983.
8- AWADZI, K.; DADZIE, K. Y.; SHULZ-KEY, H.; HADDOCK, D. R. W.; GILLES, H. M.; AZIZ, M. A. The
chemotherapy of onchocerciasis X. Annuals of Tropical Medicine and Parisitology, v. 79, p. 63-78, 1985.
9- DE SOLE, G. ET AL. Adverse reactions after large-scale treatment of onchocerciasis with ivermectin:
combined results from eight community trials. Bulletin of the World Helath Organization, v. 67, n. 6, p. 707-
719, 1989.
10- PACQUE, M.C. et al. Community-based treatment of onchocerciasis with ivermectin: acceptability and
early adverse reactions. Bulletin of the World Health Organization, v. 67, n. 6, p. 721-730, 1989.
11-NEWLAND, H.S.; WHITE, A. T.; GREENE, B. M.; D´ANNA, S. A.; KEYVAN-LARIJANE, E.; AZIZ, M.
A.; WILLIAMS, P. N.; TAYLOR, H. R. Effect of single-dose invermectin therapy of human Onchocerca
volvulus infection with onchocercal ocular involvement. British Journal of Ophthalmology, v. 72, p. 561-
569, 1988.
12-GREENE, B. M.; TAYLOR, H. R.; CUPP, E. W.; MURPHY, R. P.; WHITE, A. T.; AZIZ, M. A.; SCHULZ-
KEY, H.; D´ANNA, S. A.; NEWLAND, H. S.; GOLDSCHIMIDT, L. P.; AUER, C.; HANSON, A. P.;
FREEMAN, S. V.; REBER, E. W.; WILLIAMS, P.N. Comparison of ivermectin and diethylcarbamazine in
the treatment of onchocerciasis. The New England Journal of Medicine, v. 313, n. 3, p. 133-138, 1985
Filariose
A filariose linfática humana, conhecida também como elefantíase no Brasil, é causada pelo helminto
Wuchereria bancrofti e transmitida por mosquitos do gênero Culex, nos quais as microfilárias se
desenvolvem e atingem o estágio infectante. Os vermes adultos vivem nos linfonodos e vasos linfáticos, e
as microfilárias são encontradas no sangue periférico. No tratamento e controle da disseminação da
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filariose, a dietilcarbamazina apresenta resultados relativamente fracos, associados ao elevado índice de
reações adversas em relação à ivermectina.
A eficácia da ivermectina no tratamento da filariose tem sido demonstrada por vários estudos13,14,15,16,17,18.
13- DREYER. G.; ADDISS, D.; NOROES. J.; AMARAL, F.; ROCHA, A.; COUTINHO, A. Ultrasonographic
assessment of the adulticidal efficacy of repeat high-dose ivermectin in bancroftian filariasis. Tropical
Medicine and International Health, v. 1, n. 4, p. 427-432, 1996.
14- DREYER, G.; COUTINHO, A.; MIRANDA, D.; NOROES, J.; RIZZO, J. A.; GALDINO, E.; ROCHA, A.;
MEDEIROS, Z.; ANDRADE, L. D.; SANTOS, A.; FIGUEREDO-SILVA, J.; OTTESEN, E. A. Treatment of
bancroftian filariasis in Recife, Brazil: a two-year comparative study of the efficacy of single treatments
with ivermectin or diethylcarbamazine. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and
Hygiene, v. 89, p. 98-102, 1995.
15- DREYER, G.; ADDISS, D.; SANTOS, A.; FIGUEREDO-SILVA, J.; NORÕES, J. Direct assessment in
vivo of the efficacy of combined single-dose ivermectin and duethylcarbamazine against adult Wuchereria
bancrofti. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, v. 92, p. 219-222, 1998.
16- DREYER, G.; NOROES, J.; AMARAL, F.; NEN, A.; MEDEIROS, Z.; COUTINHO, A.; ADDISS, D.
Direct assessment of the adulticidal efficacy of a single dose of ivermectin in bancroftian filariasis.
Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, v. 89, p. 441-443, 1995.
17- DIALLO, S.; AZIZ, M.A.; NDIR, O.; BADIANE, S.; BAH, I.B.; GAYE, O. Dose ranging study of
ivermectin in treatment of filariasis due to Wuchereria bancrofti. Lancet, v. 1, n. 8540, p. 1030, 1987.
18- ROUX, J; PEROLAT P; CARTEL SL; BOUTIN JP; LACHAN Y; LARIVIERI M; AZIZ MA. A study of
ivermectin in the treatment of lymphatic filariasis due to Wuchereria bancrofti var. pacifica in French
Polynesia. Bull Soc Pathol Exot Filiales, v. 82, n. 1, p. 72-81,1989.
Ascaridíase
A ascaridíase é causada por um parasita helmíntico denominado Ascaris lumbricoides. A prevalência
desta doença dá-se em regiões de ambiente quente com condições sanitárias precárias em que os
parasitas encontrem-se presentes e, em casos de contaminação de alimentos e fontes de água.
A eficácia da ivermectina no tratamento da ascaridíase tem sido demonstrada por diversos estudos
1,3,4,19,22,41,42.
1- NAQUIRA, C.; JIMENEZ, G.; GUERRA. J. G.; BERNAL, R.; NALIN, D. R.; NEU, D.; AZIZ, M.
Ivermectin for human strongyloidiasis and other intestinal helminthes. Am. J. Trop. Med. Hyg, v..40, n. 3,
p. 304-309, 1989.
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3- HUGGINS, D.; MEDEIROS, L.B.; TAVARES, E.; MALTA, L.B.L.; AGUIAR, T.C.. Tratamento da
estrongiloidíase humana e outras parasitoses intestinais com dose única de ivermectina. Pediatr. Mod., v.
58, p. 168-170, 2001.
4- MARTY, H.; HAJI, H. J.; SAVIOLI, L.; CHWAYA, H. M.; MGENI, A. F.; AMEIR, J. S.; HATZ, C. A
comparative trial of a single-dose ivermectin versus three days of albendazole for treatment of
Strogyloides stercolaris and other soil-transmitted helminth infections in children. Am. J. Trop. Med. Hyg.
v. 55, n. 5, p. 447-481, 1996.
19- WHITWORTH, J.A.G.; MORGAN, D.; MAUDE, G.H.; MCNICHOLAS, A.M.; TAYLOR, D.W. A field
study of the effect of ivermectin on intestinal helminthes in man. Trans Royal Soc Trop Med Hyg, v. 85, p.
232-234, 1991.
22- BELIZÁRIO, V.Y.; AMARILLO, M.E.; LEON, W.U.; REYS, A.E.; BUGAYONG, M.G.; MACATANGAY,
B.J.C. A comparasion of the efficacy of single doses of albendazole, ivermectin and diethylcarmazine
alone or in combinations against Ascaris and Trichuris spp. Bull W Health Org, v. 81, p. 35-42, 2003.
23- OTTESEN, E.A.; CAMPBELL, W.C. Ivermectin in human medicine. J Antimicrob Chemoter, v. 34, n.
2, p. 195-203, 1994.
24- HEUKELBACH J; WINTER B, WILCKE T ET AL. Selective mass treatment with ivermectin to control
intestinal helminthiases and parasitic skin diseases in a severely affected population. Bulletin of the World
Health Organization, v. 82, n. 8, p. 563-571, 2004.
Escabiose
A escabiose ou sarna humana é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo ácaro
Sarcoptes scabiei. A sarna crostosa ou norueguesa tem tido um aumento de incidência, principalmente
em pacientes imunodeprimidos.
A eficácia da ivermectina via oral no tratamento da escabiose foi demonstrada em vários estudos25,26,27,28.
Atualmente existe consenso na literatura científica sobre a importância da ivermectina no tratamento da
escabiose.28,29,30.Além disso, também foi demonstrada a eficácia da ivermectina via oral no tratamento
da escabiose em imunodeprimidos31 e durante a ocorrência de surtos em instituições29.
A eficácia da ivermectina no tratamento da sarna noruequesa ou crostosa, também foi demonstrada por
diversos estudos32,33,34,35,36.
25- MACOTELA-RUIZ, E.; PEÑA-GONZALEZ, G. Tratamiento de la escabiasis com ivermectina por via
oral. Gaceta Medica de México, v. 129, n. 3, p. 301-205, 1993.
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26- MARTY, P.; GARI-TOUSSAINT, M.; LE FICHOUX, Y.; GAXOTTE, P. Efficacy of ivermectin treatment
of an epidemic of sarcoptic scabies. Annuals of tropical Medicine and Parasitology, v. 88, n. 4, p. 453,
1994.
27- DOURMISHEV, A.L.; DOURMISHEV, L.A.; SCHWARTZ, R.A. Ivermectin: pharmacology and
application in dermatology. Int J Dermatol, v. 44, p. 981-988, 2005.
28- CONTI DIAZ, J.A. et al. Treatment of human scabies with oral ivermectin. Sao Paulo: Rev Inst Trp, v.
41, p. 259-261, 1999.
29- LEPPARD B et al. The use of ivermectin in controlling an outbreak on scabies in a prison. Br J
Dermatol, v. 143, p. 520-523, 2000.
30- VAIDHYANATHAM, U. Review of ivermectin in scabies. Journal of Cutaneous Medicine and Surgery,
v. 5, p. 496-504, 2001.
31- MEINKING, T. L.; TAPLIN, D.; HERMIDA, J. L.; PARDO, R.; KERDEL, F. A. The treatment of scabies
with ivermectin. The New England Journal of Medicine, v. 333, p. 26-30, 1995
32- AUBIN, F.; HUMBERT, P. Ivermectin for crusted (Norwegian) scabies. The New England Journal of
Medicine, p. 812, 1995.
33- DEL GIUDICE, P.; CARLES, M.; COUPPIE, P.; BERNARD, E.; LACOUR, J. P.; MARTY, P.;
PRADINAUD, R.; ORTONNE, J. P.; DELLAMONICA, P.; LE FICHOUX, Y. Successful treatment of
crusted (Norwegian) scabies with ivermectin in two patients with human immunodeficiency virus infection.
British Journal of Dermatology, v. 135, p. 489-504, 1996.
34- CORDOLIANI, F.; VASSEUR, E.; BACCARD, M.; DE CHAUVIN, M. F.; TANCREDE, E.; MOREL, P.;
Ivermectin- responsive crusted scabies in HTLV1 carrier. Dermatology, v. 132, n. 4, p. 351-352, 1996.
35- DOURMISHEV, A. L.; SERAFIMOVA, D. K.; DOURMISHEV, L. A.; MUALLA, M. A.;
PAPAHARALAMBOUS, V.; MALCHEVSKY, T. Crusted scabies of the scalp in dermatomyositis patients:
three cases treated with oral ivermectin. International Journal of Dermatology, v. 37, p. 231-234, 1998.
36- LARRALDE, M.; MIJELSHON, L. M.; GONZALEZ, A.; MORA, E.; CONSTANTAKOS, N. Invermectin-
responsive crusted scabies in four patients. Pediatric Dermatology, v. 16, n. 1, p. 69-70, 1999.
Pediculose
A pediculose é uma dermatose de alta incidência no Brasil, produzida pelo Pediculus humanus capitis,
que pode ser tratada com dose única de ivermectina, cuja administração por via oral apresenta vantagens
em relação aos tratamentos tópicos alternativos.
A eficácia da ivermectina via oral no tratamento da pediculose, incluindo os casos resistentes foi
demonstrada em vários estudos 37,38,39,40,41,42.
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Fone: 55 (11) 5508-1900 – Fax: 55 (11) 5508-1906
Matriz e Fábrica: Rua Salvador Branco de Andrade, 93 – CEP 06760-100 – Taboão da Serra – SP – Brasil
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37- DUNNE, C. L.; MALONE, C. J.; WHITWORTH, J. A. G. A field of the effects of ivermectin on
ectoparasites of man. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, v. 85, p. 550-
551, 1991.
38-BELL, T. A. Treatment of Pediculus humanus var. capitis infestation in Cowlitz County, Washington,
with ivermectin and the LiceMeister® comb. The Pediatric Infectious Disease Journal, v. 17, n. 10, p. 923-
924, 1998.
39- BURKHART, C. G.; BURKHART, C. N.; BURKHART, K. M. An assessment of topical and oral
prescription and over-the-counter treatments for head lice. Journal of the American Academy of
Dermatology, v. 38 (6 Part 1), p. 979-982, 1998.
40- BARBARA, L. et al. Head Lice. Pediatrics, v. 110, n. 3, p. 638-643, 2002.
41- FOUCAULT, C.; RANQUE, S.; BADIAGE, S.; ROVERY, C.; RAOULT, D.; BROUQUI, P. Oral
ivermectin in the treatment of body lice. J Infect Dis, v. 193, p. 474-476, 2006.
42- GLAZIOU, P.; NYGUYEN, L.N.; MOULIA-PELAT, J.P.; CARTEL, J. L.; MARTIN, P.M.V .Efficacy of
ivermectin for the treatment of head lice (pediculosis capitis). Trop.Med Parasitol, v. 45, p. 253-254, 1994.
INDICAÇÕES
REVECTINA® (ivermectina) é indicada para o tratamento das seguintes infecções:
Estrongiloidíase intestinal: infecção causada por parasita nematóide Strongyloides stercoralis.
Oncocercose: infecção causada por parasita nematóide Onchocerca volvulus.
NOTA: a ivermectina não possui atividade contra parasitas Onchocerca volvulus adultos. Os parasitas
adultos residem em nódulos subcutâneos, freqüentemente não palpáveis. A retirada cirúrgica desses
nódulos (nodulotomia) pode ser considerada no tratamento de pacientes com oncocercose, já que esse
procedimento elimina os parasitas adultos que produzem microfilárias.
Filariose: infecção causada por parasita Wuchereria bancrofti.
Ascaridíase: infecção causada por parasita Ascaris lumbricoides.
Escabiose: infestação da pele causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei.
Pediculose: dermatose causada pelo Pediculus humanus capitis.
CONTRA-INDICAÇÕES
Devido aos seus efeitos nos receptores GABAérgicos do cérebro, REVECTINA® (ivermectina) está
contra-indicada para pacientes com meningite ou outras afecções do Sistema Nervoso Central
que possam afetar a barreira hematoencefálica.
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Como não existem estudos em mulheres grávidas, REVECTINA® não deve ser usada durante a
gravidez, já que a segurança não está bem estabelecida.
REVECTINA® deve ser evitada durante a amamentação e em crianças com menos de 15 kg ou
menores de 5 anos.
REVECTINA® é contra-indicada para pacientes com hipersensibilidade à ivermectina ou a algum
dos componentes da fórmula.

POSOLOGIA
Os comprimidos de REVECTINA® (ivermectina) devem ser ingeridos com água.
Estrongiloidíase ­ Filariose ­ Ascaridíase ­ Escabiose ­ Pediculose
A dosagem recomendada de REVECTINA® para o tratamento destas afecções numa única dose oral visa
fornecer aproximadamente 200 mcg de ivermectina por kg de peso corporal. Consulte a tabela 1 para
orientar-se em relação à dosagem. Em geral, não são necessárias outras doses. Contudo, devem ser
feitos exames de fezes para acompanhamento (estrongiloidíase) e avaliações clínicas (demais afecções),
para verificar a eliminação da infecção (veja Precauções).
Tabela 1

Orientação de dosagem de REVECTINA® para estrongiloidíase, filariose, ascaridíase, escabiose e
pediculose
PESO CORPORAL (kg)
DOSE ORAL ÚNICA
15 a 24
½ comprimido
25 a 35
1 comprimido
36 a 50
1 ½ comprimidos
51 a 65
2 comprimidos
66 a 79
2 ½ comprimidos
80
200 mcg/kg
Oncocercose
A dosagem recomendada de REVECTINA® para o tratamento da oncocercose é uma dose oral única que
visa fornecer aproximadamente 150 mcg de ivermectina por quilo de peso corporal. Consulte a Tabela 2
para orientar-se em relação à dosagem. Os pacientes devem tomar os comprimidos com água. Em
campanhas de distribuição em massa, inseridas em programas de tratamento internacional, o intervalo
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entre doses usado de forma mais comum foi de doze meses. No tratamento individual de pacientes,
pode-se reconsiderar uma nova dosagem em intervalos de três meses.
Tabela 2
Orientação de dosagem de REVECTINA® para a oncocercose
PESO CORPORAL (kg)
DOSE ORAL ÚNICA
15 a 25
½ comprimido
26 a 44
1 comprimido
45 a 64
1 ½ comprimidos
65 a 84
2 comprimidos
85
150 mcg/kg
ADVERTÊNCIAS
Após o tratamento com drogas microfilaricidas, os pacientes com oncodermatite hiper-reativa
(sowda) podem apresentar maior probabilidade que outros de sofrer reações adversas severas,
especialmente edemas e agravamento da oncodermatite.
Estrongiloidíase: o paciente deve ser lembrado da necessidade de submeter-se a exames de fezes
repetidos para comprovar a ausência do parasita Stronguloides stercoralis.
Oncocercose: o paciente deve ser lembrado de que o tratamento com REVECTINA® (ivermectina)
não elimina os parasitas Onchocerca adultos e, portanto, normalmente é necessário repetir o
acompanhamento, podendo ser requisitado um novo tratamento.
Filariose: o paciente deve ser advertido de que a medicação elimina apenas as microfilárias e,
portanto, não haverá reversão das alterações clínicas já existentes decorrentes dos parasitas
adultos.
Ascaridíase: o pacientes deve ser lembrado da necessidade de submeter-se a exames de fezes
para acompanhamento e certificação de cura.
Pediculose e Escabiose: o paciente deverá ser reavaliado no intervalo de 1 a 2 semanas para
certificar-se da cura. Nesses casos também devem ser tratados os contactantes infestados.

Dados históricos demonstram que as drogas microfilaricidas como citrato de dietilcarbamazina
(DEC), podem causar reações cutâneas e/ou sistêmicas de variada gravidade (reações de
Mazzotti) e reações oftálmicas em pacientes com oncocercose. Essas reações provavelmente se
devem a respostas alérgicas e inflamatórias à morte das microfilárias. Pacientes com
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oncocercose tratados com a ivermectina podem sofrer essas reações, além de possíveis reações
adversas relacionadas com a própria droga (veja Reações Adversas, Oncocercose).
O tratamento de severas reações de Mazzotti não foi submetido a estudos clínicos controlados.
Hidratação oral, repouso, soluções salinas intravenosas e/ou corticosteróides parenterais foram
usados no tratamento da hipotensão postural. Anti-histamínicos e/ou ácido acetilsalicílico foram
usados na maioria dos casos leves a moderados.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos
As recomendações para pacientes idosos são semelhantes às destinadas aos pacientes adultos.

Uso em crianças
Não foram estabelecidas a segurança e eficácia em crianças com menos de 15 kg ou menores de
5 anos.

Gravidez
Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. A
ivermectina está enquadrada na categoria de risco C.

Amamentação
A ivermectina é excretada no leite materno em baixas concentrações.
O tratamento de mães que planejam amamentar somente deve ser feito quando o risco de retardar
o tratamento da mãe superar o possível risco para o recém-nascido.

Estrongiloidíase em hospedeiros imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de
estrongiloidíase intestinal, pode ser necessário repetir a terapia. Estudos clínicos adequados e
bem controlados não foram conduzidos nesses pacientes para a determinação da dosagem ótima.
Vários tratamentos, com intervalos de duas semanas, podem ser necessários e a cura pode não
ser conseguida. O controle de estrongiloidíase não intestinal nesses pacientes é difícil e pode ser
útil a terapia supressiva, isto é, uma vez por mês.

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Sarna crostosa em hospedeiros imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (incluindo os portadores de HIV) em tratamento de sarna
crostosa, pode ser necessário repetira a terapia.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e teratogenicidade
Não foram realizados estudos em longo prazo com animais para avaliar o potencial carcinogênico
da ivermectina. A ivermectina não evidenciou sinais de genotoxicidade no ensaio de Ames para
verificação de mutagenicidade microbiana in vitro com Salmonella typhimurium, variedades
TA1535, TA1537, TA98 e TA100, com e sem ativação de sistema enzimático de fígado de rato, bem
como em ensaios de citotoxicidade e mutagenicidade empregando linforma de camundongo
linhagem L5178Y e em ensaio de síntese de DNA com fibroblastos humanos.
A ivermectina demonstrou ser teratogênica em camundongos, ratos e coelhos quando
administrada em doses repetidas de 0,2; 8,1 e 4,5 vezes a dose máxima recomendada para
humanos, respectivamente (baseada em mg/m2/dia). A teratogenicidade foi caracterizada nas três
espécies testadas por fissuras palatinas. Observou-se também deformação das patas dianteiras
em coelhos. Esses efeitos foram obtidos somente com doses iguais ou próximas aos níveis
tóxicos para as fêmeas prenhes. Portanto, a ivermectina não parece ser seletivamente tóxica para
o feto em desenvolvimento. A ivermectina não teve efeitos adversos sobre a fertilidade de ratos
em estudos com doses repetidas de até três vezes a dose máxima recomendada para humanos,
de 200 mcg/kg (baseada em mg/m2/dia).
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Não há relatos sobre interações medicamentosas com a ivermectina; no entanto, deve ser administrada
com cautela a pacientes em uso de drogas que deprimem o Sistema Nervoso Central.

REAÇÕES ADVERSAS E ALTERAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
As reações adversas são, em geral, de natureza leve e transitória. Durante o tratamento com
REVECTINA® (ivermectina) podem ocorrer raramente as seguintes reações: diarréia e náusea,
astenia, dor abdominal, anorexia, constipação e vômitos.
Relacionadas ao sistema Nervoso Central podem ocorrer: tontura, sonolência, vertigem e tremor.
As reações epidérmicas incluem: prurido, erupções e urticária.
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As reações do tipo Mazzotti e oftálmicas, associadas ao tratamento da oncocercose ou à própria
doença, não devem ser esperadas em pacientes com estrongiloidáse tratados com REVECTINA®
(veja Reações Adversas, Oncocercose).

Oncocercose
As reações de hipersensibilidade resultantes da morte das microfilárias após o tratamento com
ivermectina provocam sintomas de reação do tipo Mazzotti: artralgia/sinovite, dor abdominal,
aumento e sensibilidade dos nódulos linfáticos, principalmente os nódulos axilares, cervical e
inguinal; prurido, edema, erupções, urticária e febre.
Reações oftálmicas durante o tratamento da oncocercose são raras e podem estar ligadas à
doença. Estes efeitos secundários após o tratamento com ivermectina, podem ser: sensação de
anormalidades nos olhos, edema de pálpebra, uveíte anterior, conjutivite, limbite, queratite e
coriorretinite ou coroidite. Raramente elas podem tornar-se graves ou são associadas com perda
de visão e, de forma geral, são resolvidas sem a necessidade de tratamento com corticosteróides.

Gerais
As seguintes reações adversas foram relatadas com o uso da droga:
Edema facial e periférico, hipotensão ortostática e taquicardia. Cefaléia e mialgia relacionadas à
droga ocorreram em menos de 1% dos pacientes.
A hipotensão (principalmente a hipotensão ortostática) e a exacerbação da asma brônquica foram
relatadas desde a comercialização da droga em vários países.

Alterações em testes de laboratório
Foram relatadas as seguintes anormalidades em testes de laboratório durante as experiências
com o medicamento: eosinofilia transitória, elevação das transaminases e aumento da
hemoglobina (1%). Leucopenia e anemia foram verificadas em um paciente.

CONDUTA NA SUPERDOSAGEM
Foi observada letalidade significativa em camundongos e ratos após doses orais únicas de 25 a 50 mg/kg
e de 40 a 50 mg/kg de ivermectina, respectivamente. Não foi observada letalidade significativa em cães
após doses orais únicas de até 10 mg/kg. Nessas dosagens, observaram-se os seguintes sinais
relationados ao tratamento: ataxia, bradipnéia, tremores, ptose, redução de atividade, vômitos e midríase.
Na intoxicação acidental ou na exposição significativa a quantidades desconhecidas de formulações
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veterinárias de ivermectina em humanos, seja por ingestão, inalação, injeção ou exposição de áreas do
corpo, os seguintes efeitos adversos foram relatados com maior freqüência: erupção cutânea, edema, dor
de cabeça, tontura, astenia, náusea, vômito e diarréia. Entre outros efeitos adversos relatados estão
convulsões, ataxia, dispnéia, dor abdominal, parestesia e urticária. Em casos de intoxicação acidental, a
terapia de apoio, quando indicada, deve incluir a administração parenteral de fluidos e eletrólitos,
assistência respiratória (oxigênio e ventilação mecânica, quando necesário) e agentes hipertensores nos
casos de hipotensão clinicamente significativa. Pode ser indicada a indução de vômitos e/ou lavagem
gástrica o mais rápido possível, seguida de laxantes e outras medidas anti-envenenamento rotineiras,
quando necessário, para evitar a absorção do produto ingerido.
ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC), em local seco e protegido da luz.
Reg. MS: 1.0082.0141
Farm. Resp.: Dr. Rogério M. Massonetto ­ CRF-SP nº 22.965
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Nº de lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho e/ou rotulagem.
SOLVAY FARMA LTDA.
Rua Salvador Branco de Andrade, 93
Taboão da Serra ­ SP ­ Indústria Brasileira
CNPJ: 60.499.639/0001-95

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112360028
1
Sporanox®
itraconazol
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Cápsulas em embalagens contendo 4, 10, 15 ou 28 cápsulas.
USO ADULTO
USO ORAL
COMPOSIÇÃO
Cada cápsula contém 100 mg de itraconazol.
Excipientes: dióxido de titânio, dissulfonato sódico de indigotina, eritrosina sódica,
hipromelose, gelatina, núcleos individualizados e polietilenoglicol.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Nas infecções de pele as lesões irão desaparecer completamente apenas em algumas
semanas após o término do tratamento. Sporanox® mata o fungo propriamente, mas a
lesão desaparece junto com o crescimento da pele sadia.
As lesões das unhas desaparecem apenas 6 a 9 meses após o final do tratamento uma vez
que Sporanox® apenas mata o fungo, havendo necessidade da unha crescer para a cura
ser observada. Portanto, não se preocupe se você não notar melhora durante o tratamento:
o medicamento permanecerá na unha por vários meses exercendo seu efeito.


POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Sporanox® é indicado no tratamento de
infecções fúngicas (micoses) dos olhos,
boca, unhas, pele, vagina e órgãos internos.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Não utilize Sporanox®:
- se você for alérgico ao itraconazol ou a qualquer um dos componentes do
medicamento;
- se você estiver grávida (a menos que seu médico saiba que você está grávida e
decida que você precisa tomar Sporanox®);
CONFIDENCIAL


112360028
2
- se você estiver em idade fértil, você deve tomar precauções contraceptivas
adequadas para ter certeza que não engravidará enquanto estiver tomando
Sporanox®. Como Sporanox® permanece no organismo por algum tempo após o
término do tratamento, você deve continuar com as medidas contraceptivas até a
próxima menstruação após o final do tratamento com Sporanox® cápsulas;
- se você possui insuficiência cardíaca (também chamada de insuficiência cardíaca
congestiva ou ICC) Sporanox® pode agravar a doença. Caso seu médico decida
que você deva utilizar Sporanox® mesmo que você tenha essa condição, procure
auxílio médico imediatamente se você tiver falta de ar, ganho de peso inesperado,
inchaço das pernas, fadiga não usual ou começar a acordar durante a noite.
Você também não deve utilizar os medicamentos abaixo, enquanto estiver utilizando
Sporanox®:
- certos medicamentos para alergia, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de angina (dor no peito em ardência) e
pressão alta, chamados bepridil e nisoldipino.
- cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
- certos medicamentos que reduzem o colesterol (ex.: sinvastatina e lovastatina);
- certos comprimidos para dormir (midazolam e triazolam);
- pimozida e sertindol, medicamentos para distúrbios psicóticos;
- levacetilmetadol, um medicamento usado no tratamento da dependência a opióides;
- alcalóides derivados do Ergot, como diidroergotamina e ergotamina, usados no
tratamento da enxaqueca;
- alcalóides derivados do Ergot, como ergometrina (ergonovina) e metilergometrina
(metilergonovina), usada para controle do sangramento e da manutenção da
contração uterina após o parto;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de irregularidades do batimento
cardíaco, como quinidina e dofetilida.
Advertências
Informe seu médico se você estiver usando qualquer outro medicamento, pois o uso em
conjunto com alguns medicamentos pode ser prejudicial.
Crianças
Sporanox® não deve ser usado em crianças, somente em casos excepcionais prescritos
pelo médico.
Problemas de fígado
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema de fígado, pois pode ser
necessário adaptar a dose de Sporanox®. Você deve parar de tomar Sporanox® e
CONFIDENCIAL


112360028
3
procurar seu médico imediatamente se qualquer dos seguintes sintomas aparecer durante o
tratamento com Sporanox®: falta de apetite, náuseas, vômitos, fadiga, dor abdominal ou
urina muito escura.
Se você estiver tomando Sporanox® continuamente por mais de um mês, seu médico deve
acompanhá-lo regularmente através de exames de sangue para controlar as desordens do
fígado que, muito raramente, podem ocorrer.
Problemas de coração
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no coração. Se ele decidir
prescrever Sporanox® para você, ele deve lhe fornecer as instruções dos sintomas a serem
observados. Você deve informar ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de peso
inesperado, inchaço das pernas ou abdome, fadiga não usual, ou se você começar a
acordar durante a noite.
Problemas de rim
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no rim, pois pode ser
necessário adaptar a dose de Sporanox®.
Se você apresentar qualquer sensação incomum de formigamento, dormência ou fraqueza
em suas mãos ou pés enquanto estiver tomando Sporanox®, deve informar ao seu médico
imediatamente.
Se no passado você apresentou reação alérgica a outro antifúngico, deve informar ao seu
médico.
Se você for neutropênio (apresentar número de leucócitos neutrófilos sangüíneos abaixo do
normal), transplantado ou tiver AIDS, avise seu médico, pois pode ser necessário ajustar a
dose de Sporanox®.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou utilizar máquinas
Não há problema, desde que você não sinta tonturas.
Gravidez e Amamentação
Você não deve usar Sporanox® durante a gravidez e amamentação. Se você está em
idade que pode engravidar, tome medidas contraceptivas adequadas para não ficar grávida
enquanto estiver tomando o medicamento.
Como Sporanox® permanece no organismo durante algum tempo após o término do
tratamento, você deve continuar a usar algum método anticoncepcional até o próximo ciclo
menstrual depois da interrupção do Sporanox®.
Você deve informar ao médico se está amamentando, pois pequenas quantidades do
medicamento podem estar presentes no leite materno.
CONFIDENCIAL


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4
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de
suspeita de gravidez.
Precauções
Você deve tomar Sporanox® imediatamente após uma refeição completa. As cápsulas
devem ser ingeridas inteiras com um pouco de água.
Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que Sporanox® seja apropriadamente
absorvido pelo organismo. Desta forma, antiácidos devem ser tomados somente duas horas
após a ingestão de Sporanox®. Se você usa medicamentos que interrompem a produção
estomacal de ácido, deve tomar Sporanox® junto com refrigerantes a base de cola. Se tiver
dúvida, consulte seu médico.
Interações Medicamentosas
Você deve comunicar ao seu médico quais os medicamentos que você está usando no
momento. Em particular, você não deve tomar alguns medicamentos ao mesmo tempo e, se
isto ocorrer, algumas adaptações serão necessárias, em relação à dose, por exemplo.
Exemplos de medicamentos que você não deve tomar enquanto você utiliza Sporanox®:
- certos medicamentos para alergia, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
- certos medicamentos para angina ou pressão alta, chamados bepridil ou nisoldipino;
- cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
- certos medicamentos que reduzem o colesterol (ex.: sinvastatina e lovastatina);
- certos comprimidos para dormir (midazolam e triazolam);
- pimozida e sertindol, medicamentos para distúrbios psicóticos;
- levacetilmetadol, um medicamento usado no tratamento da dependência a opióides;
- alcalóides derivados do Ergot, como diidroergotamina e ergotamina, usados no
tratamento da enxaqueca;
- alcalóides derivados do Ergot, como ergometrina (ergonovina) e metilergometrina
(metilergonovina), usada para controlar o sangramento e manter a contração uterina
após o parto;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de irregularidades do batimento
cardíaco, como quinidina e dofetilida.
A ação de Sporanox® pode ser bastante diminuída por alguns medicamentos. Isto se aplica
particularmente a alguns medicamentos usados para tratar epilepsia (por exemplo:
carbamazepina, fenitoína e fenobarbital) e tuberculose (por exemplo: rifampicina, rifabutina e
isoniazida). Portanto, você sempre deve informar seu médico se estiver usando qualquer um
destes medicamentos para que medidas apropriadas possam ser adotadas.
CONFIDENCIAL


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5
A combinação com alguns outros medicamentos pode requerer uma adaptação da dose ou
de Sporanox® ou dos outros medicamentos. Exemplos são:
- certos antibióticos chamados claritromicina, eritromicina, rifabutina;
- alguns medicamentos que agem no coração e vasos sanguíneos (digoxina,
disopiramida, bloqueadores de canal de cálcio, cilostazol);
- medicamentos que diminuem a coagulação sangüínea;
- metilprednisolona, budesonida e dexametasona, medicamentos administrados por
via oral, injetável ou inalatória para o tratamento de inflamações, asma e alergias;
- ciclosporina A, tacrolimo e rapamicina (também conhecida como sirolimo), que são
medicamentos utilizados após transplantes;
- certos inibidores da protease (classe de enzima) do HIV;
- certos medicamentos utilizados no tratamento do câncer;
- certos medicamentos para ansiedade ou para dormir (tranquilizantes), como
buspirona, alprazolam e brotizolam;
- ebastina, um medicamento usado para alergia;
- reboxetina, um medicamento usado no tratamento da depressão;
- atorvastatina, um medicamento usado na redução do colesterol;
- eletriptano, um medicamento usado no tratamento da enxaqueca;
- fentanila, um medicamento potente para dor;
- halofantrina, um medicamento usado no tratamento da malária;
- repaglinida, um medicamento usado no tratamento do diabetes.
Se estiver tomando qualquer um destes medicamentos, comunique ao seu médico.
Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que Sporanox® seja apropriadamente
absorvido pelo organismo. Desta forma, antiácidos devem ser tomados somente duas horas
após a ingestão de Sporanox®. Pela mesma razão, se você toma medicamentos que
interrompem a produção estomacal de ácido, você deve tomar Sporanox® junto com
refrigerantes a base de cola. Em caso de dúvida consulte seu médico.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a
sua saúde.

CONFIDENCIAL


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6
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto Físico
As cápsulas de Sporanox® são de gelatina, de cor azul opaco e rosa transparente e
preenchidas por pequenas esferas de cor creme que contém itraconazol.
Características Organolépticas
Não se aplica.
Dosagem
A dose e a duração do tratamento dependem do tipo de fungo e do local de infecção. Seu
médico vai informá-lo exatamente o que fazer.
As seguintes doses são utilizadas com maior freqüência:

INDICAÇÃO
DOSE DIÁRIA
DURAÇÃO
1 dia
200 mg (2 cápsulas) pela manhã e à
Micose vaginal
noite
7 dias
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
Micose de pele
ou 100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia 2 semanas *
* Se a micose ocorrer na palma das mãos ou na planta dos pés, a dose será de 2 cápsulas,
duas vezes ao dia por 7 dias .
Micose oral
100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia
2 semanas
Infecção ocular
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
2 semanas
100 – 400 mg (1 – 4 cápsulas)
Infecção sistêmica
Períodos prolongados
diariamente
Micose nas unhas: dependendo da sua necessidade, seu médico escolherá entre um
tratamento contínuo ou por ciclos (Pulsoterapia).
Tratamento contínuo para
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
3 meses
micoses nas unhas dos pés
200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao
Pulsoterapia
1 semana **
dia
** Após isso, interromper o tratamento por 3 semanas. Então, o ciclo é repetido, uma vez
para as lesões das unhas das mãos e duas vezes para as lesões das unhas dos pés (com ou
sem lesões nas unhas das mãos) (Veja a tabela abaixo).

CONFIDENCIAL


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PULSOTERAPIA

Semanas de tratamento

3ª 4ª



10ª
Tomar 2
Tomar 2
Apenas as
cápsulas Não tomar cápsulas Interromper o tratamento
unhas das mãos 2 vezes
Sporanox® 2 vezes
ao dia
ao dia
Unhas dos pés Tomar 2
Tomar 2
Tomar 2
com ou sem
Interromper
cápsulas Não tomar
cápsulas Não tomar
cápsulas
envolvimento
o
2 vezes
Sporanox® 2 vezes
Sporanox® 2 vezes
das unhas das
tratamento
ao dia
ao dia
ao dia
mãos
Se você tiver micoses de pele, as lesões vão desaparecer completamente somente algumas
semanas após o final do tratamento. Isto é típico das lesões causadas por fungos: o
medicamento elimina o fungo, mas a lesão somente desaparece com o surgimento de uma
pele saudável.
As lesões de unhas desaparecem apenas após 6 a 9 meses do final do tratamento, uma vez
que o medicamento elimina apenas o fungo. A unha afetada precisa crescer novamente, o
que ocorre em alguns meses. Então, não se preocupe se você não observar melhora
durante o tratamento: o medicamento permanece agindo em suas unhas por vários meses.
Portanto, você só deve interromper o tratamento conforme prescrito por seu médico.
Se você tiver infecções de órgãos internos, pode ser necessário tomar doses altas por
longos períodos.
Você deve sempre seguir as instruções do seu médico, pois ele pode adaptar o tratamento
de acordo com as suas necessidades.
Como usar
Você deve tomar Sporanox® imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser
tomadas inteiras com auxílio de água.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
CONFIDENCIAL


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Podem ocorrer as seguintes reações desagradáveis: dor de cabeça, queda de cabelo,
tonturas, enjôo e vômito, fraqueza muscular, dor nas articulações (dor nas juntas),
desconforto gástrico, dor abdominal, diarréia e constipação (redução na freqüência ou
quantidade da defecação), distúrbios menstruais, disfunção eréteil, sabor desagradável
A ocorrência de alergia ao Sporanox® é rara e se manifesta, por exemplo, pela falta de ar e
dificuldade de respirar e/ou rosto inchado, irritação da pele, coceira e urticária. Contate seu
médico imediatamente se ocorrer reações alérgicas graves, Muito raramente
hipersensibilidade à luz solar, sensação de formigamento dos membros ou lesão grave de
pele. Se algum desses sintomas ocorrerem pare de tomar Sporanox® e contate seu médico
imediatamente.
Você deve informar imediatamente ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de
peso inesperado, inchaço das pernas, fadiga não usual ou se você começar a acordar
durante a noite.
Um ou mais dos sintomas a seguir relacionados a distúrbios hepáticos podem aparecer,
embora pouco freqüentes: falta de apetite, náusea, vômito, cansaço, dor abdominal,
icterícia, urina muito escura e fezes claras.
Em tais casos, você deve parar de tomar Sporanox® e avisar seu médico imediatamente.
Caso sua visão fique embaçada ou você comece a enxergar duplicado ou a ter zumbido no
ouvido ou se você perder a capacidade de controlar a urina ou urinar mais que o habitual,
informe seu médico.
Você deve informar seu médico sobre qualquer outro efeito indesejável que ocorrer durante
o tratamento com Sporanox®.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Se você tomar uma grande quantidade do medicamento acidentalmente, deve procurar um
médico imediatamente.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve conservar Sporanox® cápsulas em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC)
protegido da luz e umidade.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
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Sporanox® (itraconazol), um derivado triazólico , apresenta um amplo espectro de ação.
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe o crescimento de um amplo espectro
de fungos patogênicos aos seres humanos em concentrações que variam geralmente entre
= 0,025 e 0,8 mcg/mL. Estes incluem:
Dermatófitos (Trichophyton spp, Microsporum spp, Epidermophyton floccosum), leveduras
(Cryptococcus neoformans, Malassezia spp, Trichosporon spp, Geotrichum spp, Candida
spp, incluindo C. albicans, C. glabrata e C. krusei), Aspergillus spp, Histoplasma spp,
Paracoccidioides brasiliensis, Sporothrix schenckii, Fonsecaea spp, Cladosporium spp,
Blastomyces dermatitidis, Pseudallescheria boydii, Penicillium marneffei e uma variedade de
outras leveduras e fungos.
Candida krusei, Candida glabrata e Candida tropicalis são geralmente as espécies de
Candida menos susceptíveis, sendo que algumas cepas isoladas demonstraram resistência
inequívoca ao itraconazol in vitro.
Os principais tipos de fungos que não são inibidos pelo itraconazol são Zygomycetes (por
exemplo, Rhizopus spp, Rhizomucor spp, Mucor spp e Absidia spp), Fusarium spp,
Scedosporium spp, e Scopulariopsis spp.
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células
fúngicas. O ergosterol é um componente vital da membrana celular dos fungos. A inibição
da sua síntese tem como última conseqüência um efeito antifúngico.

Propriedades Farmacocinéticas
Características farmacocinéticas gerais
A farmacocinética do itraconazol tem sido investigada em indivíduos sadios, populações
especiais e em pacientes após dose única ou múltipla. Em geral, o itraconazol é bem
absorvido. Os picos de concentração plasmática são atingidos 2 a 5 horas após
administração oral. O itraconazol sofre metabolismo hepático extenso e origina diversos
metabólitos. O principal metabólito é o hidróxi-itraconazol, cuja concentração plasmática é
aproximadamente o dobro do fármaco inalterado. A meia-vida terminal do itraconazol é
cerca de 17 horas após uma dose única e aumenta para 34 a 42 horas com doses
repetidas. A farmacocinética do itraconazol é caracterizada pela não-linearidade e,
conseqüentemente, demonstra acúmulo plasmático após administração de doses múltiplas.
As concentrações no estado estacionário são atingidas em 15 dias, com valores de Cmáx de
0,5 mcg/mL, 1,1 mcg/mL e 2,0 mcg/mL que correspondem à administração oral de 100 mg
dose única, 200 mg dose única e 200 mg duas vezes ao dia, respectivamente. Uma vez
terminado o tratamento, a concentração plasmática de itraconazol diminui a uma
concentração quase indetectável em 7 dias. O "clearance" do itraconazol diminui em doses
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maiores devido ao mecanismo de saturação do seu metabolismo hepático. O itraconazol é
excretado como metabólito inativo na urina (~35%) e nas fezes (~54%).
Absorção
O itraconazol é rapidamente absorvido após a administração oral. Picos de concentração
plasmática do fármaco inalterado são obtidos 2 a 5 horas após a administração de uma
dose oral. A biodisponibilidade absoluta observada de itraconazol é cerca de 55% e é
máxima quando as cápsulas são ingeridas imediatamente após uma refeição completa.
Distribuição
A maior parte do itraconazol disponível no plasma está ligada à proteína (99,8%), sendo a
albumina a principal proteína de ligação (99,6% para o hidróxi-metabólito). Também há
afinidade considerável por lipídios. Apenas 0,2% do itraconazol presente no plasma está na
forma livre. O itraconazol está distribuído em um volume corpóreo aparentemente grande
(~700L), sugerindo extensiva distribuição nos tecidos: as concentrações encontradas nos
pulmões, rim, fígado, ossos, estômago, baço e músculos foram 2 a 3 vezes maiores do que
as concentrações correspondentes no plasma. A proporção plasmática encontrada no
cérebro em relação ao plasma foi de aproximadamente 1.
A captação nos tecidos queratinizados, particularmente na pele, mostrou ser até 4 vezes
maior do que no plasma.
Metabolismo
Sporanox® (itraconazol) é extensivamente metabolizado no fígado, transformando-se em
grande número de metabólitos. O principal metabólito é o hidróxi-itraconazol, que apresenta,
in vitro, uma atividade antifúngica comparável à do itraconazol. As concentrações
plasmáticas do hidróxi-metabólito são aproximadamente duas vezes em relação àquelas do
itraconazol.
Como demonstrado nos estudos in vitro, CYP3A4 é a principal enzima envolvida no
metabolismo do itraconazol.
Excreção
Cerca de 35% do itraconazol é excretado através de metabólitos inativos na urina em uma
semana e cerca de 54% é excretado com as fezes. A excreção renal do fármaco não-
metabolizado é menor do que 0,03% da dose ingerida, ao passo que a excreção fecal do
fármaco inalterado varia entre 3 e 18% da dose administrada. Como a redistribuição do
itraconazol a partir dos tecidos queratinizados é aparentemente desprezível, a eliminação do
itraconazol destes tecidos está relacionada à regeneração epidérmica. Ao contrário do
plasma, a concentração na pele permanece por 2 a 4 semanas após o término de um
tratamento de 4 semanas de duração e na queratina das unhas – onde o itraconazol pode
ser detectado já com uma semana de tratamento – por, pelo menos, seis meses após o final
de um tratamento de 3 meses.
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População especial
Insuficiência hepática
O itraconazol é predominantemente metabolizado pelo fígado. A dose única oral (cápsula de
100 mg) administrada em 12 pacientes com cirrose e 6 indivíduos saudáveis controle;
Cmáx, AUC e meia-vida final de itraconazol foram mensurados em ambos os grupos e
comparados. O Cmáx médio de itraconazol foi significantemente reduzido (para 47%) em
pacientes com cirrose. A meia-vida média de eliminação foi prolongada quando comparada
com individuos sem insuficiência hepática (37 contra 16 horas, respectivamente). A
exposição geral ao itraconazol baseada na AUC foi similar em pacientes com cirrose e
indivíduos saudáveis. Dados sobre o uso prolongado de itraconazol em pacientes com
cirrose não estão disponíveis.
Insuficiência renal
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com
insuficiência renal; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Dermatofitoses
Em um estudo multicêntrico envolvendo 2.741 pacientes com infecções por dermatófitos, no
qual os pacientes foram tratados durante 15 ou 30 dias com 100 mg diários de itraconazol, a
taxa de resposta foi de 93% para o tratamento de Tinea corporis / Tinea cruris durante 15
dias. A resposta ao tratamento em pacientes com Tinea pedis / Tinea manus foi de 85% e
86% em grupos tratados durante 15 e 30 dias, respectivamente. A duração mediana para o
início da melhora clínica foi de 7 a 8 dias.1
Um estudo duplo-cego, controlado com placebo utilizando itraconazol 50 mg demonstrou
uma taxa de cura significativamente superior ao placebo. Comparando-se 50 mg e 100 mg
administrados diariamente até obter-se a cura clínica em 173 pacientes com 185 locais
de infecção (91 casos de Tinea corporis / cruris, 94 casos de Tinea pedis / mannum)
observou-se que ambos foram efetivos com resposta = 80% em todos os grupos tratados,
sendo que os pacientes recebendo 100 mg diários manifestaram sinais de melhora mais
rápido.2
Criptococose
Foi descrito o uso de itraconazol 200 mg duas vezes/dia em 48 pacientes com infecções
criptococócicas. Entre os 28 pacientes avaliáveis com meningite criptococócica, 24 tinham
AIDS. Dezoito dos 28 pacientes obtiveram resposta completa (resolução clínica e culturas
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do líquor negativas); seis pacientes tiveram resposta parcial e em quatro a terapia falhou.
Respostas parciais ou falhas estavam associadas com falhas de tratamentos antifúngicos
prévios, doença grave, baixas concentrações séricas de itraconazol ou resistência do
microrganismo.1
Aspergilose
Aspergilose invasiva é mais freqüentemente observada em pacientes imunocomprometidos
e está associada com alta morbidade e mortalidade. Em três séries, um total de 54
pacientes com aspergilose invasiva foi tratado com 100 a 400 mg diários de itraconazol.
Praticamente todos os pacientes estavam imunocomprometidos. No geral, 42 pacientes
foram considerados curados após o tratamento com itraconazol.1
Em uma visão geral e experiências utilizando itraconazol para tratar micoses sistêmicas,
78% dos pacientes (n = 60) diagnosticados com aspergilose invasiva obtiveram melhora
através do tratamento com itraconazol, 53% ficaram curados ou melhoraram
significativamente e 25% obtiveram uma melhora moderada, com doses diárias de 200 mg
por um período de duração de 4 meses.2
Blastomicose
Quarenta e oito pacientes com cultura ou histopatologia com evidência de blastomicose
foram tratados com doses diárias de 200 a 400 mg de itraconazol. O tratamento foi
considerado um sucesso em 43 pacientes (89,5%) e teve duração mediana de 6,2 meses.1
Paracoccidioidomicose
Entre 51 pacientes tratados com itraconazol 50 ou 100 mg diários durante 6 a 12 meses, foi
observada cura clínica ou significativa melhora dos sintomas em 100% deles.1
Pitiríase versicolor
Um estudo envolveu 60 pacientes com pitiríase versicolor, os quais foram escolhidos
randomicamente e divididos em 3 grupos de 20 pacientes cada. Fez-se uma avaliação
clínica e micológica antes do tratamento e no 7° e 28° dias após o tratamento. Doses de 400
mg/dia durante 3 dias e 200 mg/dia durante 5 dias foram consideradas eficazes para o
tratamento da pitiríase versicolor.3
Em um estudo multicêntrico aberto, não comparativo, foram analisados 333 pacientes que
receberam duas cápsulas de itraconazol 100 mg, por via oral, uma vez ao dia durante cinco
dias. Os pacientes foram submetidos a avaliações clínica e micológica no pré-tratamento e
30 dias após o término do tratamento. Observou-se cura micológica em 93,7% dos casos.4
Candidíase vaginal
Um estudo multicêntrico, simples-cego, randomizado com um grupo paralelo foi realizado
utilizando itraconazol 200 mg duas vezes ao dia em 109 pacientes com candidíase vaginal.
A cura micológica após uma semana de tratamento foi alcançada em 74% das pacientes
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tratadas com itraconazol. Um número significativamente maior de pacientes preferiu o
tratamento com itraconazol ao tratamento prévio recebido.5
Pacientes com candidíase vulvovaginal aguda micologicamente confirmada (n = 229) foram
randomicamente distribuídas para receber: itraconazol 200 mg duas vezes ao dia durante 1
dia, comparativo oral ou comparativo tópico. Obteve-se cura micológica em 96% das
pacientes pertencentes ao grupo itraconazol, comprovando sua eficácia no tratamento da
candidíase vaginal aguda.6
Foram estudadas 101 pacientes portadoras de candidíase vaginal, confirmadas clínica e
micologicamente em um estudo multicêntrico aberto, comparativo e ao acaso. A dose de
itraconazol foi 200 mg, duas vezes ao dia, por um dia. No 28° dia, os resultados mostraram
que 70% das mulheres no grupo itraconazol estavam clínica e micologicamente curadas
enquanto que no grupo comparativo esta resposta foi de 40%. Considerando-se somente a
cura micológica, o percentual foi de 84%.7
Candidíase oral e esofágica
Foi estudada a atividade do itraconazol e de outro agente com atividade antifúngica em 111
pacientes HIV positivos com candidíase oral e esofágica. Os pacientes foram
randomicamente distribuídos para receber 200 mg/dia de itraconazol ou 200 mg de
cetoconazol duas vezes/dia durante 28 dias, em um estudo duplo-cego. Após uma semana
de tratamento, 75% e 82% dos pacientes recebendo
itraconazol
e cetoconazol,
respectivamente, responderam clinicamente e após 4 semanas de tratamento esta taxa
aumentou para 93% em ambos os grupos.8
Onicomicoses
Realizou-se um estudo envolvendo 182 pacientes tratados oralmente com
itraconazol cápsulas duas vezes ao dia. A taxa de cura foi 90,9% em 55 dos pacientes com
onicomicoses nas unhas das mãos e 80,3% em 127 pacientes com onicomicoses nas unhas
dos pés e ambas ao mesmo tempo. A melhora do aspecto das infecções fúngicas foi de
98% e 96,5% para os pacientes com onicomicoses nos dedos das mãos e dos pés,
respectivamente.9
Histoplasmose
Realizou-se um estudo com 37 pacientes HIV-negativos com histoplasmose pulmonar
crônica (27 pacientes) ou histoplasmose extrapulmonar localizada ou disseminada (10
pacientes). A principal doença de base era a doença pulmonar obstrutiva crônica tratada
com doses altas de Sporanox® (200-400 mg diários) durante uma média de 9 meses. O
sucesso da terapia foi observado em 81% dos pacientes. Todos os pacientes com a forma
disseminada crônica, com envolvimento mediastinal ou nódulo parenquimatoso pulmonar,
ou ambos, foram curados.10
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A eficácia de Sporanox® foi avaliada em 27 pacientes adicionais portadores de AIDS com
histoplasmose disseminada confirmada. Onze pacientes apresentavam reações sorológicas
positivas. Os pacientes foram tratados com 200 mg diários (24 pacientes) ou 400 mg diários
(3 pacientes) durante 6 meses e aqueles considerados curados após terapia de indução,
foram mantidos com 100 mg/dia de Sporanox® como terapia de supressão. Em geral, 85%
dos pacientes responderam a terapia.11
Esporotricose
Um total de 78 pacientes com esporotricose foi tratado com 100 mg/dia de itraconazol,
durante uma média de 94 dias. A resposta clínica global para os pacientes avaliáveis foi de
100% para o tipo cutâneo (n = 32) e 90% para o tipo linfático (n = 39). Um de dois pacientes
com esporotricose disseminada respondeu ao tratamento. Ao final do tratamento as culturas
foram negativas em 93% dos pacientes com esporotricose cutânea e em 82% dos pacientes
com esporotricose linfática.12
Referências
1. Zuckerman JM, Tunkel AR.. Itraconazole: A New Triazole Antifungal Agent. Infect
Control Hosp. Epidemiol 1994, 15: 397 – 410.
2. Grant SM., Clissold SP. Itraconazole: A Review of its Pharmacodynamic and
Pharmacokinetic Properties, and Therapeutic Use in Superficial and Systemic
Mycoses. Drugs 3ª, 1989, 310 – 344.
3. Kokturk A et al. Efficacy of Three Short-term Regimens of Itraconazole in the
Treatment of Pityriasis Versicolor. Journal of Dermatological Treatment 2002, 13: 185
- 187.
4. Zaitz C., Sampaio S. Avaliação da Eficácia e Tolerabilidade do Itraconazol no
Tratamento da Pitiríase Versicolor. An bras Dermatol. Rio de Janeiro 1995, 70 (3):
195 – 198.
5. Tobin JM, et al.Treatment of Vaginal Candidosis: A Comparative Study of the Efficacy
and Acceptability of Itraconazole and Clotrimazole. Genitourin Med 1992, 68 (1): 36 –
38.
6. Woolley PD, Higgins SP. Comparison of Clotrimazole, Fluconazole and Itraconazole
in Vaginal Candidiasis. Br J. Clin Pract. 1995, 49 (2): 65 – 66.
7. Kogos W, et al. Estudo Multicêntrico Comparativo da Eficácia, Tolerabilidade e Índice
de Recidiva do Itraconazol e do Fluconazol, Por Via Oral, no Tratamento da
Candidíase Vaginal. Ginecologia e Obstetrícia 1993, 4 (2): 89 – 97.
8. Smith DE. et al. Itraconazole versus Ketoconazole in the Treatment of Oral and
Oesophageal Candidosis in Patients Infected with HIV. AIDS 1991, 5:1367 – 1371.
9. XU Li-bin et al. Treatment of Onychomycosis by Pulse Usage of Itraconazole. J Clin.
Dermatol. 2002, Vol. 31, No 2.
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10.
Dismukes WE, Bradsher RW, Cloud GC, et al. Itraconazole Therapy for
Blastomycosis and Histoplasmosis. Am J Med 1992, 93: 489 – 497.
11. Negroni R. et al. Itraconazole in the Treatment of Histoplasmosis with AIDS. Mycoses
1992, 35: 281 – 287.
12. Data on file. Janssen Research Foundation, Belgium, 1990.
INDICAÇÕES
Sporanox® (itraconazol) é indicado para o tratamento das seguintes patologias:
- Indicações ginecológicas: candidíase vulvovaginal.
- Indicações dermatológicas / oftalmológicas/ mucosas: pitiríase versicolor,
dermatomicoses, ceratite micótica e candidíase oral. Onicomicoses causadas por
dermatófitos e/ou leveduras.
- Micoses sistêmicas: aspergilose e candidíase sistêmicas, criptococose (incluindo
meningite criptocócica):, histoplasmose, esporotricose, paracoccidioidomicose,
blastomicose e outras micoses sistêmicas e tropicais de incidência rara.
CONTRA-INDICAÇÕES
Sporanox® (itraconazol) cápsulas é contra-indicado em pacientes que apresentam
hipersensibilidade ao fármaco ou aos excipientes da formulação.
A co-administração dos fármacos mencionados a seguir é contra-indicada com Sporanox®
cápsulas (Veja o item "Interações Medicamentosas"):
- substratos metabolizados pelo CYP3A4 que podem prolongar o intervalo QT, por
exemplo, astemizol, bepridil, cisaprida, dofetilida, levacetilmetadol (levometadil),
mizolastina, pimozida, quinidina, sertindol e terfenadina são contra-indicados com
Sporanox® cápsulas. A co-administração pode resultar no aumento das
concentrações plasmáticas destes substratos, que pode levar ao prolongamento do
intervalo QT e a raras ocorrências de Torsade de Pointes;
- inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pela CYP3A4 como a lovastalina e
a sinvastatina;
- triazolam e midazolam oral;
- alcalóides derivados do Ergot como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina),
ergotamina e metilergometrina (metilergonovina).
- nisoldipino

Sporanox® cápsulas não pode ser administrado em pacientes com evidências de
disfunção ventricular como insuficiência cardíaca congestiva ou com histórico de
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insuficiência cardíaca congestiva, exceto em tratamento em que o paciente corra risco de
morte imediato e em caso de outras infecções graves. (Ver item Advertências).
Sporanox® cápsulas não deve ser administrado durante a gravidez (exceto nos casos de
risco de vida) (Veja o item "Advertências – Gravidez").
Mulheres férteis que estão utilizando Sporanox® devem tomar precauções contraceptivas.
A contracepção efetiva deve ser continuada até o próximo período menstrual após o término
do tratamento com Sporanox®.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Para se obter um grau máximo de absorção, Sporanox® deve ser administrado
imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras.
POSOLOGIA

Veja posologia nas tabelas a seguir:
INDICAÇÃO
DOSE DIÁRIA
DURAÇÃO
1 dia
200 mg (2 cápsulas) pela manhã e à
Candidíase vaginal
noite
Pitiríase versicolor
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
5 dias

200 mg (2 cápsulas)
7 dias
Tinea corporis e Tinea cruris
ou 100 mg (1 cápsula)
15 dias
200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia 7 dias
Tinea pedis e Tinea manuum
ou 100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia 15 dias
Nos casos com lesões nas regiões altamente queratinizadas, como palma das mãos e
planta dos pés, recomenda-se o tratamento adicional por mais 2 semanas .
Candidíase oral
100 mg (1 cápsula)
15 dias
Em alguns pacientes imunodeprimidos, por exemplo com neutropenia, portadores do vírus
HIV ou transplantados, a biodisponibilidade oral do itraconazol pode estar diminuída.
Portanto, pode ser necessário dobrar as doses.
Ceratite micótica
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
15 dias
Onicomicose
- Tratamento contínuo
200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia
3 meses
- Pulsoterapia *
Veja o quadro abaixo
* A pulsoterapia consiste na administração de 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia
durante 7 dias. Recomendam-se dois pulsos para infecções das unhas das mãos e três
pulsos para infecções das unhas dos pés. Os tratamentos em pulso são sempre separados
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por intervalo de 3 semanas sem medicamento. A resposta clínica será evidente a medida
que a unha crescer após a descontinuação do tratamento.
Pulsoterapia

Semanas
Local atingido
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Unhas do pé com ou sem
Pulso Semanas livres de Pulso Semanas livres de Pulso
envolvimento da unha da
1
itraconazol
2
itraconazol
3
mão
Pulso Semanas livres de Pulso
Unhas da mão apenas

1
itraconazol
2
A eliminação do itraconazol do tecido cutâneo e ungueal é mais lenta que a do plasma.
Assim, a resposta clínica e micológica ideal é alcançada 2 a 4 semanas após a
descontinuação do tratamento das infecções cutâneas e 6 a 9 semanas após a
descontinuação das infecções das unhas.

Micoses sistêmicas (as recomendações posológicas variam de acordo com a infecção
tratada):
DURAÇÃO
INDICAÇÃO
DOSE
OBSERVAÇÕES
MÉDIA
200 mg (2 cápsulas)
Aspergilose
2 – 5 meses
uma vez ao dia.
Aumentar a dose para 200 mg (2
cápsulas) duas vezes ao dia em
100 – 200 mg (1 – 2 3 semanas caso de doença invasiva ou
Candidíase
cápsulas) uma vez – 7 meses disseminada.
ao dia
Criptococose não-
200 mg (2 cápsulas)
meningeana
uma vez ao dia
2 meses – 1
200 mg (2 cápsulas) ano
Terapia de manutenção (casos
Meningite criptocócica uma vez ao dia
meníngeos): uma vez ao dia
200 mg (2 cápsulas)
uma vez ao dia –
Histoplasmose
200 mg (2
8 meses
cápsulas) duas
vezes ao dia
Esporotricose
100 mg (1 cápsula) 3 meses
Paracoccidioidomicose 100 mg (1 cápsula) 6 meses
Dados de eficácia de
100 – 200 mg (1 – 2
Sporanox® cápsulas nesta dose
Cromomicose
cápsulas) uma vez 6 meses
para o tratamento de
ao dia
paracoccidioidomicose em
100 mg (1 cápsula)
pacientes com AIDS não estão
uma vez ao dia –
disponíveis.
Blastomicose
6 meses
200 mg (2 cápsulas)
duas vezes ao dia
CONFIDENCIAL


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18
A duração do tratamento deve ser ajustada de acordo com a resposta.

ADVERTÊNCIAS
Efeitos Cardíacos
Em um estudo com Sporanox® intravenoso realizado em voluntários sadios foi observada
uma redução assintomática na fração de ejeção do ventrículo esquerdo; isto se resolveu
antes da próxima infusão. A relevância clínica desta descoberta para as formulações orais é
desconhecida.
O itraconazol mostrou um efeito inotrópico negativo e Sporanox® tem sido associado a
relatos de insuficiência cardíaca congestiva.Insuficiência cardíaca congestiva foi mais
freqüentemente relatada entre os relatos espontâneos para a dose diária total de 400 mg do
que para doses diárias totais inferiores, sugerindo que o risco de insuficiência cardíaca
aumenta de acordo com a dose diária total de itraconazol. Sporanox® não deve ser
utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou com história de insuficiência
cardíaca congestiva a menos que os benefícios superem os riscos. A avaliação individual do
risco/benefício deve considerar fatores como a gravidade da indicação, o esquema
posológico (por exemplo: dose diária total) e fatores de risco individuais para insuficiência
cardíaca congestiva. Estes fatores de risco incluem doença cardíaca, como isquemia e
doença valvular; doença pulmonar significante, como doença pulmonar obstrutiva crônica; e
insuficiência renal e outras desordens edematosas. Tais pacientes devem ser informados
dos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva, ser tratados com cautela, e
monitorados quanto aos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva durante o
tratamento; se estes sinais ou sintomas ocorrerem durante o tratamento, Sporanox® deve
ser interrompido.
Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeitos inotrópicos negativos que podem
ser aditivos aos do itraconazol. Adicionalmente, itraconazol pode inibir o metabolismo dos
bloqueadores dos canais de cálcio. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar
concomitantemente itraconazol e bloqueadores dos canais de cálcio,devido ao aumento do
risco de insuficiência cardíaca congestiva.

Potencial para Interações
Sporanox® apresenta um potencial para interações medicamentosas clinicamente
importantes. (Veja o item "Interações Medicamentosas").

Acidez Gástrica diminuída
A absorção do itraconazol das cápsulas de Sporanox® é afetada quando a acidez gástrica
está diminuída. Em pacientes recebendo, também, medicamentos antiácidos (ex.: hidróxido
CONFIDENCIAL


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de alumínio), estes devem ser administrados, pelo menos, 2 horas após a ingestão do
Sporanox® cápsulas. Em pacientes com acloridria, tais como certos pacientes com AIDS e
pacientes recebendo supressores da secreção ácida (ex.: antagonistas H2, inibidores da
bomba de próton), é recomendável administrar Sporanox® cápsulas com bebida a base de
cola.

Efeitos Hepáticos
Casos muito raros de hepatotoxicidade, incluindo alguns casos de insuficiência hepática
aguda fatal, ocorreram com o uso de Sporanox®. A maioria destes casos envolveu
pacientes que apresentavam doença hepática pré-existente, foram tratados para indicações
sistêmicas, apresentavam outras condições médicas significantes e/ou estavam tomando
outros fármacos hepatotóxicos. Alguns pacientes não apresentavam fatores de risco
evidentes para doença hepática. Alguns destes casos foram observados durante o primeiro
mês de tratamento, incluindo alguns na primeira semana. O monitoramento da disfunção
hepática deve ser considerado em pacientes recebendo tratamento com Sporanox®. Os
pacientes devem ser instruídos a relatar imediatamente aos seus médicos sinais e sintomas
sugestivos de hepatite tais como anorexia, náusea, vômito, fadiga, dor abdominal ou urina
escura. Nestes pacientes, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e testes de
função hepática devem ser realizados. Em pacientes com aumento de enzimas hepáticas ou
doença hepática ativa, ou que desenvolveram toxicidade hepática com outros fármacos, o
tratamento não deve ser iniciado a menos que o benefício esperado supere o risco de dano
hepático. Nestes casos é necessário monitorar as enzimas hepáticas.

Insuficiência Hepática
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com
insuficiência hepática; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Insuficiência Renal
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com
insuficiência renal; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Pacientes imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (por exemplo, pacientes neutropênicos, com AIDS ou
transplantados), a biodisponibilidade oral de Sporanox® cápsulas pode estar reduzida.

Pacientes com risco de vida imediato por infecção fúngica sistêmica
CONFIDENCIAL


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Devido às propriedades farmacocinéticas (Veja o item "Características Farmacológicas –
Propriedades Farmacocinéticas"), Sporanox® cápsulas não é recomendado para iniciar o
tratamento em pacientes que apresentarem risco de vida imediato por infecção fúngica
sistêmica.

Pacientes com AIDS
Nos pacientes com AIDS que receberam recentemente um tratamento para infecções
fúngicas sistêmicas como esporotricose, blastomicose, histoplasmose ou criptococose
(meningeana e não-meningeana) e que são considerados de risco para recaída, o médico
deve avaliar a necessidade de um tratamento de manutenção.

Neuropatia
Se ocorrer neuropatia que possa ser atribuída ao Sporanox® (itraconazol), o tratamento
deverá ser interrompido.

Perda da Audição
Perda da audição transitória ou permanente foi relatada em pacientes recebendo tratamento
com itraconazol, como evento raro ou muito raro. Muitos destes relatos incluem
administração concomitante de quinidina, que é contra-indicada (Veja o item “Contra-
Indicação” e “Interações Medicamentosas”). Geralmente, a perda de audição se resolve com
a interrupção do tratamento, mas pode persistir em alguns pacientes.

Hipersensibilidade Cruzada
Não existem informações a respeito da hipersensibilidade cruzada entre o itraconazol e
outros agentes antifúngicos azóis. Deve-se ter cuidado na prescrição de Sporanox® a
pacientes com hipersensibilidade a outros agentes azóis.

Uso Pediátrico
Uma vez que os dados clínicos sobre o uso de Sporanox® cápsulas em crianças são
limitados, Sporanox® não deve ser usado nesses pacientes, a menos que os benefícios
sobrepujem os riscos potencialmente envolvidos.

Efeito sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas
Nenhum efeito foi observado.

Mulheres férteis
CONFIDENCIAL


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21
Mulheres com potencial de engravidar utilizando Sporanox® cápsulas devem tomar
precauções contraceptivas. As precauções contraceptivas adequadas devem ser mantidas
até o próximo período menstrual após o término do tratamento com Sporanox® cápsulas.

Lactação
Quantidades muito pequenas de itraconazol são excretadas no leite humano. Portanto, os
benefícios esperados com o uso de Sporanox® cápsulas devem ser ponderados contra o
risco potencial da amamentação. Em caso de dúvida, a paciente não deverá amamentar.

Gravidez (Categoria C)
Sporanox® não deve ser usado durante a gravidez exceto nos casos de risco de vida
quando o benefício potencial para a mãe superar os potenciais danos ao feto (Veja o item
"Contra-indicações").
Em estudos em animais o itraconazol apresentou toxicidade reprodutiva.
Existem poucas informações a respeito do uso de Sporanox® durante a gravidez. Durante
a experiência pós-comercialização foram relatados casos de anormalidades congênitas.
Estes casos incluem tanto malformações esqueléticas, do trato genito-urinário,
cardiovascular e oftálmica, como malformações cromossômicas e múltiplas. Uma relação
causal com Sporanox® não foi estabelecida.
Dados epidemiológicos da exposição ao Sporanox® durante o primeiro trimestre da
gravidez – a maioria das pacientes recebendo tratamento de curto prazo para candidíase
vulvovaginal – não demonstraram um risco aumentado para malformação quando
comparado aos indivíduos controles não expostos a teratógenos conhecidos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.

USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso pediátrico
Dados clínicos em pacientes pediátricos são limitados. Sporanox® não deve ser usado em
crianças, a menos que os benefícios potenciais superarem os riscos potenciais (Veja o item
"Advertências").


Uso em pacientes com insuficiência hepática
CONFIDENCIAL


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Dados limitados estão disponíveis sobre o uso de itraconazol em pacientes com
insuficiência hepática, este fármaco deve ser administrado com cautela em pacientes desta
população.
Uso em pacientes com insuficiência renal
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com
insuficiência renal, este fármaco deve ser administrado com cautela em pacientes desta
população.

Uso em pacientes com insuficiência cardíaca
Sporanox® não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva a
menos que os benefícios superem os riscos (Veja o item "Advertências").
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
1. Fármacos que afetam a absorção de itraconazol
Fármacos redutores da acidez gástrica prejudicam a absorção do itraconazol do Sporanox®
cápsulas (Veja o item "Advertências").

2. Fármacos que afetam o metabolismo do itraconazol
O itraconazol é metabolizado principalmente através do citocromo CYP3A4.
Estudos de interação foram realizados com rifampicina, rifabutina e fenitoína, que são
indutores enzimáticos potentes do CYP3A4. Uma vez que a biodisponibilidade do
itraconazol e hidroxi-itraconazol estava diminuída nestes estudos, em tal extensão que a
eficácia pode ser amplamente reduzida, a combinação de itraconazol com estes fármacos
indutores enzimáticos não é recomendada. Dados de estudos formais com outros fármacos
indutores enzimáticos tais como carbamazepina, fenobarbital e isoniazida não estão
disponíveis, mas efeitos similares podem ser esperados.
Os inibidores potentes desta enzima como ritonavir, indinavir, claritromicina e eritromicina
podem aumentar a biodisponibilidade do itraconazol.

3. Efeito do itraconazol no metabolismo de outros fármacos
O itraconazol pode inibir o metabolismo de fármacos metabolizados pela família do
citocromo 3A, resultando em aumento e/ou prolongamento dos seus efeitos, inclusive efeitos
colaterais. Quando em uso de medicação concomitante, a bula correspondente deve ser
consultada para informações relativas à rota metabólica. Após o término do tratamento, as
concentrações plasmáticas do itraconazol declinam gradualmente, dependendo da dose e
da duração do tratamento (Veja o item "Características Farmacológicas"). Este fato deve ser
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levado em conta quando o efeito inibitório do itraconazol sobre fármacos administrados
concomitantemente for considerado.
Exemplos são:
Os seguintes fármacos são contra-indicados com o itraconazol:
- astemizol, bepridil, cisaprida, dofetilida, levacetilmetadol (levometadil), mizolastina,
pimozida, quinidina, sertindol e terfenadina são contra-indicados com Sporanox®
intra-venoso uma vez que a co-administração pode resultar no aumento das
concentrações plasmáticas destes substratos, podendo levar ao prolongamento QT e
ocorrências raras de Torsades de Pointes;
- inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 como lovastatina e
sinvastatina;
- triazolam e midazolam oral;
- alcalóides derivados do Ergot como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina),
ergotamina e metilergometrina (metilergonovina).
- nisoldipino
Deve-se ter cautela ao co-administrar itraconazol com bloqueadores dos canais de cálcio.
devido ao aumento do risco de insuficiência cardíaca congestiva. Adicionalmente às
possíveis interações medicamentosas envolvendo as enzimas CYP3A4 metabolizadoras de
fármacos, os bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeitos inotrópicos negativos que
podem ser aditivos aos do itraconazol.
Os seguintes fármacos devem ser usados com cautela e suas concentrações plasmáticas,
efeitos farmacológicos ou efeitos colaterais devem ser monitorados e as doses devem ser
reduzidas, se necessário, quando forem administrados em associação com itraconazol:
- anticoagulantes orais;
- inibidores da protease do HIV, tais como ritonavir, indinavir, saquinavir;
- certos agentes antineoplásicos, tais como alcalóides da vinca, busulfan, docetaxel e
trimetrexato;
- bloqueadores de canal de cálcio metabolizados pela CYP3A4, tais como
diidropiridina e verapamil;
- certos agentes imunossupressores: ciclosporina, tacrolimo, rapamicina (também
conhecida como sirolimo);
- certos inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 como
atorvastatina;
- certos glicocorticóides como budesonida, dexametasona, fluticasona e
metilprednisolona;
CONFIDENCIAL


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24
- outros:, carbamazepina, buspirona, alfentanila, alprazolam, brotizolam, midazolam
IV, rifabutina, ebastina, reboxetina, cilostazol, disopiramida, eletriptano, halofantrina,
repaglinida, fentanila
- digoxina (via inibição da glicoproteína P).
Não foi observada nenhuma interação com AZT (zidovudina) e fluvastatina.
Não foram observados efeitos de indução do itraconazol no metabolismo do etinilestradiol e
da noretisterona.

4. Efeito sobre a ligação à proteína
Os estudos in vitro realizados demonstraram que não há interação na ligação às proteínas
plasmáticas, entre Sporanox® (itraconazol) e imipramina, propranolol, diazepam,
cimetidina, indometacina, tolbutamida e sulfametazina.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Estudos clínicos
Os eventos adversos a seguir foram relatados por pacientes em estudos clínicos de
Sporanox® controlados com placebo (dados agrupados), no tratamento da dermatomicose
e da onicomicose. Inclui todos os eventos adversos (com incidência de 1% ou maior)
relatados entre os pacientes tratados com Sporanox®. Cerca de 28% dos pacientes
tratados com itraconazol e cerca de 23% dos pacientes tratados com placebo apresentaram
pelo menos um evento adverso. Os eventos adversos mencionados a seguir independem da
avaliação de causalidade dos investigadores.
Os eventos adversos mais freqüentemente relatados em estudos clínicos foram de origem
gastrintestinal.
Organismo como um todo
Ferimento
Distúrbios do Sistema Nervoso Central e Periférico
Cefaléia
Distúrbios Gastrintestinais
Náusea, diarréia, dor abdominal, dispepsia, flatulência
Distúrbios do Fígado e do Sistema Biliar
Função hepática anormal
Distúrbios do Sistema Respiratório
Rinite, infecção do trato respiratório superior, sinusite
Distúrbios da Pele e Anexos
"Rash"

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Experiência pós-comercialização
As reações adversas provenientes de relatos espontâneos durante a experiência de pós-
comercialização com Sporanox (todas as formulações) que estavam de acordo com o
critério inicial foram incluídas na tabela 2. As reações adversas a drogas estão classificadas,
utilizando a seguinte convenção:
Muito freqüente (>1/10); Freqüente (>1/100, <1/10); Infreqüente (>1/1000, <1/100); Raro
(>1/10000, <1/1000); Muito raro (<1/10000), incluindo relatos isolados.
As freqüências abaixo refletem taxas obtidas de relatos espontâneos de reação adversa, e
não representam uma estimativa precisa da incidência que pode ser obtida em estudos
clínicos ou epidemiológicos.
Tabela 2- Relatos de eventos adversos pós-comercialização
Distúrbios do sistema linfático e sangue
Muito raro ­leucopenia, neutropenia e trombocitopenia.
Distúrbios do Sistema Imunológico
Muito raro: doença do soro, edema angioneurótico, reações anafiláticas, anafilactóides e
alérgicas
Distúrbios do Metabolismo e Nutricional
Muito raro: hipertrigliciridemia, hipocalemia
Distúrbios do Sistema Nervoso
Muito raro: neuropatia periférica, parestesia, hipostesia, cefaléia, tontura
Distúrbios ópticos
Muito raro: distúrbios visuais, incluindo visão embaçada e diplopia.
Distúrbios óticos e do labirinto.
Muito raro: tinitus, perda da audição permanente ou transitória.
Distúrbios Cardíacos
Muito raro: insuficiência cardíaca congestiva
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Muito raro: edema pulmonar
Distúrbios Gastrintestinais
Muito raro: dor abdominal, vômito, dispepsia, náusea, diarréia, constipação, disgeusia
Distúrbios Hepatobiliares
Muito raro: hepatotoxicidade grave (incluindo alguns casos de insuficiência hepática aguda
fatal) hepatite, aumentos reversíveis das enzimas hepáticas
Distúrbios da Pele e de Tecidos Subcutâneos
CONFIDENCIAL


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Muito raro: necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme,
dermatite esfoliativa, vasculite leucocitolástica, urticária, alopécia, fotosensibilidade, "rash",
prurido.
Distúrbios músculo esquelético e do tecido conjuntivo
Muito raro: mialgia e artralgia.
Distúrbios renais e urinários
Muito raro:polaciúria, incontinência urinária.
Distúrbios do Sistema Reprodutivo e da Mama
Muito raro: distúrbios menstruais e eréteis.
Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração
Muito raro: edema
SUPERDOSE
Não há dados disponíveis até o momento. No caso de ingestão excessiva, devem ser
adotados os procedimentos gerais de rotina, incluindo lavagem gástrica nas primeiras horas
depois da ingestão. Se considerado apropriado, pode ser dado carvão ativado.
Itraconazol não pode ser removido por hemodiálise. Não se dispõe de antídoto específico.

ARMAZENAGEM
Conservar as embalagens em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegidas da luz
e umidade.
DIZERES LEGAIS
MS ­ 1.1236.0028
Farmacêutico Responsável:
Marcos R. Pereira CRF-SP N° 12304

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rodovia Presidente Dutra, km 154 São José dos Campos ­ SP
CNPJ: 51.780.468/0002-68
®Marca Registrada
SAC 0800 7011851
www.janssen-cilag.com.br
CONFIDENCIAL


112360028
27
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
CONFIDENCIAL




n
LOMIR®
LOMIR® SRO
isradipino

Formas farmacêuticas e apresentações
Comprimidos. Embalagem com 28 comprimidos.
Cápsulas. Embalagem com 14 cápsulas SRO.

USO ADULTO

Composição
Cada comprimido contém 2,5 mg de isradipino.
Excipientes: lauril sulfato de sódio, estearato de magnésio, povidona, amido e
lactose.
Cada cápsula SRO contém 5 mg de isradipino.
Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, palmitato de cetila,
celulose microcristalina, hipromelose. Componentes da cápsula: gelatina,
óxido de ferro preto, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo, dióxido
de titânio e goma laca.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: LOMIR/LOMIR SRO tem como
substância ativa o isradipino que é um bloqueador dos canais de cálcio,
provocando dilatações das artérias, principalmente das do coração, cérebro e
músculo esquelético.
Cuidados de armazenamento: Comprimidos e Cápsulas: Manter em
temperatura ambiente (entre 15° C e 30° C).
Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize
o produto após a data de validade.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez
na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se
está amamentando.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o
conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de
reações desagradáveis tais como tontura, dor de cabeça, rubor ou
palpitações, edema, cansaço, náuseas, vômitos ou desconforto abdominal.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS

1
MS 2002 + BPI 27.06.07

Modelo de Bula


n
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico
sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento. Não tome suco de grapefruit durante o uso de LOMIR pois pode
provocar um aumento da quantidade do medicamento no sangue,
possivelmente a níveis perigosos.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE
SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: bloqueadores seletivos dos canais de cálcio com
efeitos principalmente vasculares, derivados das diidropiridinas. Código ATC:
C08C A03.
O isradipino, substância ativa de LOMIR/LOMIR SRO é uma diidropiridina
com potente ação bloqueadora dos canais de cálcio, com atividade seletiva
nos canais de cálcio voltagem-dependentes (tipo L ou “longa ação”). O
isradipino tem uma maior afinidade pelos canais de cálcio da musculatura lisa
arterial do que sobre os do miocárdio. Assim, produz dilatação dos leitos
vasculares arteriais, particularmente os do coração, cérebro e músculo
esquelético, sem deprimir a função cardíaca. Como resultado da
vasodilatação periférica, a pressão arterial diminui.
As experiências em animais e em humanos indicam que o isradipino exerce
uma atividade depressora mínima na automaticidade do nódulo sinuatrial,
mas não prejudica a condução átrio-ventricular ou a função de contratilidade
miocárdica. Portanto, a taquicardia reflexa é moderada e não ocorre
prolongamento do intervalo P-Q, mesmo após o tratamento prévio com beta-
bloqueador. Administrado em doses anti-hipertensivas, isradipino demonstrou
possuir também atividade natriurética moderada, porém significante em
humanos e animais, além de exercer efeito anti-aterogênico em animais.
O tratamento com isradipino aumenta ligeiramente o fluxo plasmático renal e
a taxa de filtração glomerular, reduzindo ligeiramente a resistência vascular
renal durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento. Essas alterações não
foram mantidas após 1 ano de tratamento, mas a função renal foi preservada,
em comparação com pacientes hipertensos não-tratados. O tratamento com
isradipino produz um efeito diurético e natriurético sustentado, que contribui
para o efeito anti-hipertensivo. Os bloqueadores dos canais de cálcio também
exercem um efeito de proteção renal em pacientes de transplante renal
recebendo ciclosporina. A dilatação arteriolar aferente em particular,
aparentemente desempenha papel significante nesse efeito.
Em pacientes hipertensos, consegue-se redução dose-dependente da
pressão arterial em posição supina, sentada ou em pé, 2 a 3 horas após a
administração da dose única oral. Na prática terapêutica, a longa duração de
ação de LOMIR assegura 24 horas de controle da pressão arterial, com

2
MS 2002 + BPI 27.06.07

Modelo de Bula


n
administração dos comprimidos duas vezes ao dia ou a administração de
cápsulas SRO uma vez ao dia. Após uma semana de tratamento observa-se
diminuição significativa da pressão arterial, mas são necessárias pelo menos
3 a 4 semanas para se desenvolver o efeito máximo. O aumento da
freqüência cardíaca de repouso é mínimo (menos de 5 batimentos/minuto)
com o uso de comprimidos, e não é dose-dependente. Não foram observadas
alterações na freqüência cardíaca com as cápsulas SRO.
LOMIR tem sido administrado a pacientes com hipertensão ou angina
pectoris estável em doses de até 20 e 22,5 mg/dia respectivamente, sendo
bem tolerado.
Doses únicas orais de LOMIR atenuaram a resposta broncoespástica de
pacientes asmáticos ao esforço. Por não apresentar efeito clínico relevante
sobre a homeostase da glicose, isradipino pode ser dado a pacientes
diabéticos.
Não ocorreu diminuição do efeito anti-hipertensivo de isradipino em estudos
com até 2 anos de duração.
Farmacocinética
Absorção
Após a absorção de 90 a 95% a partir do trato gastrintestinal, isradipino
passa por extenso metabolismo de primeira-passagem que resulta em
biodisponibilidade de cerca de 16 a 18%. Após doses únicas orais de
comprimidos de 2,5 mg a 20 mg, é alcançado um pico na concentração
plasmática (Cmáx) de aproximadamente 1 ng/mL/mg de isradipino. O
isradipino é detectável no plasma ao término de 20 minutos e as
concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em aproximadamente 2
horas.
Após a ingestão de doses orais de até 20 mg, tanto a concentração
plasmática máxima como a área sob a curva apresentam relação linear com
a dose.
A ingestão dos comprimidos com alimentos retarda em cerca de uma hora o
tempo de concentração sangüínea máxima, sem afetar a biodisponibilidade.
Cerca de 50% do isradipino contido nas cápsulas de LOMIR SRO é absorvido
em 10 horas e o pico da concentração plasmática é atingido
aproximadamente 5 a 7 horas após a ingestão. O pico da concentração
plasmática (Cmáx) é de 1 ng/mL para uma dose única de 5 mg de cápsulas de
LOMIR SRO e 1,8 ng/mL no estado de equilíbrio.
A ingestão da cápsula SRO com uma refeição, leva a picos de concentrações
plasmáticas levemente superiores e aumenta a biodisponibilidade de LOMIR
SRO em cerca de 20%.
Distribuição
LOMIR se une às proteínas plasmáticas em cerca de 95% e seu volume
aparente de distribuição é de 283 L.

3
MS 2002 + BPI 27.06.07

Modelo de Bula


n
Biotransformação
O isradipino é extensivamente biotransformado no fígado por
desesterificação e aromatização de parte diidropiridina. Cinco metabólitos do
isradipino somam 95% da dose do composto inicial. In vitro, nenhum desses
metabólitos contribui para os efeitos cardiovasculares do isradipino. O
fármaco inalterado não foi detectado na urina.
Eliminação
O clearance (depuração) total de LOMIR é de 43 L/h. Sua eliminação é
bifásica, com meia-vida terminal de 8,4 horas. Cerca de 60 a 65% da dose
administrada é excretada na urina e 25 a 30%, nas fezes.
População especial
Os estudos não mostraram correlação clara entre a função renal e a
farmacocinética; foram observados tanto um aumento como uma diminuição
da biodisponibilidade em pacientes com função renal diminuída. Tem-se
relatado biodisponibilidade mais alta em pacientes idosos e em pacientes
com deterioração da função hepática de até 27%.
Dados de segurança pré-clínicos
Dados pré-clínicos (baseados em estudos convencionais para dose única ou
múltipla, de toxicidade e potencial genotóxico, clastogênico ou carcinogênico)
não revelaram riscos para humanos. Embriotoxicidade foi observada apenas
em doses maternalmente tóxicas. O isradipino não tem potencial
teratogênico.
Toxicidade aguda
Estudos em camundongos, ratos e coelhos sobre a toxicidade aguda,
revelaram valores de DL50 de 216, > 3000 e 58 mg/kg, respectivamente.
Os valores aproximados de DL50 após uma administração aguda i.v. em
camundongos, ratos e coelhos foram respectivamente 1,2; 1,8 e 1,2 mg/kg de
peso corpóreo. Os sinais cardiovasculares tolerados de superdose foram
demonstrados em doses únicas i.v. de 0,3 mg/kg em cachorros. A superdose
crônica pode resultar em vasodilatação periférica com subseqüente
hipotensão sistêmica.

Mutagenicidade
O isradipino e seus metabólitos não demonstraram potencial genotóxico
investigado por indução de lesão primária de DNA, mutações gênicas e
aberrações cromossômicas em testes de mutagenicidade em estudos in vivo
e in vitro.
Um aumento da freqüência de aberrações cromossômicas em altas
concentrações in vitro foi observado em células V79 de hamsters chineses e
atribuído principalmente à citotoxicidade do que à genotoxicidade. Atividades
clastogênicas não foram observadas in vivo (testes de micronúcleos em
camundongos CD-1).


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Modelo de Bula


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Toxicidade por doses repetidas
Em camundongos CD-1 de ambos os sexos tratados por 104 semanas com
níveis de doses de até 80 mg/kg de peso corpóreo ao dia, isradipino não
apresentou efeitos tumorogênicos.
Altas doses induziram um aumento significante da incidência de adenomas
benignos de células de Leydig, em testículos de ratos machos tratados por
105 semanas com níveis de doses de 2,5; 12,5 ou 62,5 mg/kg de peso
corpóreo. Como não foi apresentado potencial genotóxico, este achado foi
considerado um efeito indireto relacionado a um distúrbio do balanço
hormonal, induzido por excessivas doses administradas por um longo período
de tempo. Estudos repetidos no segundo ano, em ratos, confirmaram os
efeitos de altas doses espécie-específicos nas células intersticiais testiculares
e sugeriram um mecanismo envolvendo um aumento nos níveis pituitários de
gonadotrofina, similares aos efeitos conhecidos de agonistas dopaminérgicos.
Os achados em ratos não apresentaram relevância em humanos, e nenhuma
alteração na circulação hormonal foi verificada em voluntários tratados com
isradipino.
Embriotoxicidade
Não foi verificado potencial teratogênico em ratos ou coelhos. A
embrioletalidade foi observada em animais somente com níveis de doses
tóxicas maternas, isto é, com 60 mg/kg por dia em ratas e com 3 e 10 mg/kg
por dia em coelhas.
Indicações
Tratamento de hipertensão arterial leve a moderada.
Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida ao isradipino, a outros tipos de diidropiridinas
bloqueadoras do canal de cálcio ou a qualquer componente da formulação.

Assim como para outros tipos de diidropiridinas bloqueadoras do canal de
cálcio, LOMIR/LOMIR SRO não deve ser utilizado em pacientes com
qualquer uma das seguintes condições:
· Choque cardiogênico,
· Angina instável,
· Durante ou até um mês após a ocorrência de infarto do miocárdio.

Advertências e precauções
Recomenda-se individualizar as doses de LOMIR/LOMIR SRO em pacientes
idosos e pacientes com disfunção renal ou hepática ou com insuficiência
cardíaca crônica.
Deve-se ter cautela em presença, ou em casos de forte suspeita de doenças
do nódulo sinusal em pacientes que não estejam controlados com
marcapasso. Recomenda-se cuidado ao tratar pacientes com pressão arterial
sistólica baixa.
Aconselha-se extrema cautela ao se administrar diidropiridinas a pacientes
com estenose aórtica.
Pode ocorrer angina pectoris, principalmente em pacientes com doença
arterial coronariana pré-existente. Em pacientes com angina pectoris pré-

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MS 2002 + BPI 27.06.07

Modelo de Bula


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existente, pode ocorrer aumento na frequência, na duração e na gravidade de
um ataque episódio de angina devido a aumentos rápidos de dosagem ou no
início do tratamento.
LOMIR/LOMIR SRO deve ser interrompido se ocorrer hipersensibilidade ao
fármaco.
A administração concomitante com rifampicina ou outras drogas indutoras
enzimáticas deve ser evitada.

Gravidez e lactação
Gravidez
LOMIR / LOMIR SRO enquadra-se na categoria B de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Dados de um número limitado de mulheres grávidas (63) expostas a LOMIR
no terceiro trimestre de gravidez não indicaram efeitos adversos do isradipino
para a gravidez ou para a saúde do feto ou neonato. Até o momento, não há
outros dados epidemiológicos relevantes disponíveis. Estudos em animais
não mostraram nenhum efeito danoso, direta ou indiretamente, na gravidez,
no desenvolvimento fetal, no parto ou no desenvolvimento pós-natal para
níveis de dose terapeuticamente relevantes.
O uso oral de LOMIR no terceiro trimestre de gravidez não tem sido
associado com arritmias fetais ou alteração no fluxo sangüíneo útero-
placentário. Os efeitos tocolíticos parecem ser fracos.
Entretanto, não há experiências suficientes do uso da droga em mulheres
grávidas que justifiquem seu uso durante a gravidez, a menos que o benefício
esperado para a mãe seja superior ao risco potencial para a criança.

Lactação
Um estudo em ratos demonstrou que pequenas quantidades de isradipino
passam para o leite materno. Embora experimentos em animais não
mostraram que o isradipino cause efeitos adversos quando administrado
durante a lactação, a segurança da droga em lactentes não está
estabelecida. Portanto mulheres que estejam iniciando o tratamento com
LOMIR/LOMIR SRO não devem amamentar.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.
Não há dados de que LOMIR/LOMIR SRO prejudique a habilidade de dirigir
veículos e/ou operar máquinas. Uma vez que, como com outros
bloqueadores dos canais de cálcio, podem ocorrer tonturas, especialmente
no início do tratamento, os pacientes devem tomar cuidado ao dirigir veículos
e/ou operar máquinas.

Interações medicamentosas
A administração concomitante da rifampicina reduz muito as concentrações
plasmáticas de isradipino. Portanto, deve-se evitar a administração
concomitante com a rifampicina ou com outros medicamentos indutores
enzimáticos (por exemplo anticonvulsivantes como carbamazepina,
fenobarbital).

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MS 2002 + BPI 27.06.07

Modelo de Bula


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Baseado em um caso relatado de isradipino e nos riscos já conhecidos
relacionados com a co-administração de fenitoína com bloqueadores do canal
de cálcio, deve-se evitar a administração concomitante com fenitoína.
Um aumento dos níveis plasmáticos, e potenciação da atividade da droga e
efeitos adversos (por exemplo edema periférico) foram relatados quando
diidropiridinas são administradas concomitantemente com inibidores do
citocromo P450 3A. Há poucas evidências de tais interações com o
isradipino, mas deve-se ter cautela quando se co-administrar LOMIR e um
forte inibidor CYP3A como os antibióticos macrolídeos (por exemplo
eritromicina, claritromicina, troleandomicina), os inibidores de protease HIV
(por exemplo ritonavir, indinavir, nelfinavir), ou inibidores da transcriptase
reversa (por exemplo delavirdina), e antifúngicos azoles (por exemplo
cetoconazol, itraconazol, voriconazol).
Assim como todos os anti-hipertensivos, o tratamento concomitante com
baclofeno oral torna provável uma maior queda da pressão. Portanto, pode
ser necessário monitorar a pressão sangüínea e ajustar a dose do anti-
hipertensivo.
A administração simultânea da cimetidina, aumenta a biodisponibilidade do
isradipino em cerca de 50% (veja “Posologia e administração”).
O pico da concentração plasmática de isradipino aumenta em
aproximadamente 20% durante a co-administração com diclofenaco, mas não
espera-se que isso seja clinicamente significativo, uma vez que a exposição
no estado de equilíbrio permanece inalterada.
A farmacocinética do isradipino não é modificada pela administração
concomitante de digoxina, propranolol, varfarina, hidroclorotiazida ou
ciclosporina.
Interações do isradipino com outras drogas / sistemas enzimáticos
O isradipino não parece inibir enzimas do citocromo P450, em particular a
CYP3A4 em extensão clinicamente significativa.
O isradipino não afeta as farmacocinéticas da digoxina, varfarina,
hidroclorotiazida, diclofenaco, teofilina, triazolam ou ciclosporina; porém,
induz a um pequeno aumento na biodisponibilidade (AUC) do propranolol
(27%).
Interações com alimentos
A ingestão concomitante de suco de grapefruit pode aumentar a
biodisponibilidade do isradipino.

Reações adversas
A maioria dos efeitos adversos observados em estudos clínicos foram leves,
geralmente dose-dependentes e relacionados com as propriedades
vasodilatadoras de LOMIR: tontura, cefaléia, rubor, taquicardia, palpitações e
edema periférico localizado de origem não-cardíaca (parece estar mais
envolvida com dilatação arterial local do que com retenção fluida). Esses
efeitos tendem a diminuir com a continuidade do tratamento. Tolerabilidade
ainda melhor pode ser obtida com as cápsulas SRO. A incidência de tontura,
cefaléia, rubor, taquicardia e edema periférico é inferior à dos comprimidos.
As reações adversas observadas em ensaios clínicos (ocorrendo com maior
freqüência com o uso de isradipino do que com placebo) e combinadas com

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Modelo de Bula


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os relatos espontâneos são apresentadas abaixo, de acordo com os sistemas
orgânicos.
As reações adversas são classificadas de acordo com sua freqüência, com a
seguinte convenção: muito comum 1/10; comum 1/100 a < 1/10; incomum
1/1000 a < 1/100; raro 1/10.000 a < 1/1000; muito raro < 1/10.000,
incluindo relatos isolados. Dentro de cada grupo de freqüência, as reações
adversas estão listadas em ordem decrescente de gravidade.

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Modelo de Bula


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Distúrbios do sangue e sistema linfático
Muito raro:
Trombopenia, leucopenia, anemia

Distúrbios de metabolismo e nutrição
Muito raro:
Perda de apetite e anorexia

Distúrbios psiquiátricos

Muito raro:
Depressão, ansiedade, nervosismo

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum:
Dor de cabeça

Comum:
Vertigem

Muito raro:
Hipoestesia, paraestesia, sonolência


Distúrbios visuais

Muito raro:
Distúrbio visual, visão embaçada

Distúrbios cardíacos

Comum: Taquicardia,
palpitações

Muito raro:
Arritmia ventricular, infarto do miocárdio, insuficiência

cardíaca, angina pectoris ,fibrilação atrial, bradicardia

Distúrbios vasculares

Muito comum:
Ondas de calor, edema periférico

Incomum:
Hipotensão

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Comum: Dispnéia

Muito raro:
Tosse

Distúrbios gastrintestinais

Comum: Desconforto
abdominal

Muito raro:
Vômitos, náusea, hiperplasia gengival


Distúrbios hepato-biliares

Muito raro:
Elevação da função hepática, casos isolados de

hepatite

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Comum:
Rash
Muito raro:
Reações alérgicas da pele, prurido, sudorese, reações

anafiláticas e angioedema, casos isolados de
fotossensibilidade

Distúrbios musculares, dos tecidos conectivos e dos ossos
Muito raro:
Artralgia, dor nas costas, cãibras musculares, dor dos

membros

Distúrbios renal e urinário

Comum:
Poliúria


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Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama
Muito raro:
Disfunção erétil, casos isolados de ginecomastia

Distúrbios gerais e condições do local de administração
Comum: Fadiga,
mal-estar
Muito raro:
Astenia

Investigações

Incomum:
Aumento de peso
Os seguintes eventos adversos cuja frequência é desconhecida, foram
reportados após o início da comercialização de LOMIR: acidente vascular
cerebral, síncope, ataque isquêmico transitório, letargia, boca seca,
constipação, diarréia, insônia, dor no peito.
Posologia e administração
A posologia recomendada na hipertensão arterial leve a moderada é de 2,5
mg (1 comprimido) duas vezes ao dia, ou 1 cápsula SRO de 5 mg uma vez
ao dia.
Caso um comprimido de 2,5 mg, duas vezes ao dia, não seja suficientemente
eficaz após pelo menos 4 semanas de tratamento, recomenda-se a
administração simultânea de outro anti-hipertensivo (de preferência um
diurético tiazídico, inibidor da ECA ou beta-bloqueador) ou aumento da dose
de LOMIR comprimidos para 5 mg, duas vezes ao dia.
Caso uma cápsula SRO de 5 mg, uma vez ao dia, não seja suficientemente
eficaz após pelo menos 4 semanas de tratamento, recomenda-se acrescentar
outro agente anti-hipertensivo (de preferência um diurético tiazídico, inibidor
da ECA ou beta-bloqueador).
LOMIR/LOMIR SRO pode também ser adicionado a um tratamento anti-
hipertensivo já existente.
Quando LOMIR/LOMIR SRO for administrado simultaneamente com a
cimetidina, a posologia de LOMIR/LOMIR SRO deve ser reduzida em 50%
(veja “Interações medicamentosas”).
As cápsulas de LOMIR SRO devem ser deglutidas inteiras.
Uso em pacientes idosos e em pacientes com função hepática ou renal
prejudicada.
Nos pacientes idosos, ou em casos de insuficiência hepática ou renal,
recomenda-se uma dose inicial de 1,25 mg (meio comprimido) duas vezes ao
dia.
Uso em crianças.
Não foram realizados estudos clínicos bem desenhados com bloqueadores
dos canais de cálcio em crianças. Embora existam dados retrospectivos
limitados disponíveis na população pediátrica, LOMIR não é recomendado
nestes pacientes.
Superdose
A experiência com a superdose por LOMIR é limitada. Os dados disponíveis
indicam que a superdose resultaria em hipotensão acentuada e prolongada,

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que necessitaria de assistência cardiovascular (por exemplo, administração
i.v. de líquidos ou de expansores de volume) com monitoração da função
cardio-respiratória e do volume circulante. Os vasoconstritores podem ser
benéficos sempre que seu uso não seja contra-indicado. Pode-se também
recorrer ao cálcio i.v.
Pacientes idosos
Devem seguir as orientações gerais descritas na bula.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0072
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Lomir SRO cápsulas:
Fabricado por: Novartis Farmacèutica S/A, Barcelona, Espanha
Embalado por: Novartis Biociências S.A.
Lomir comprimidos:
Fabricado por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça

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2007-PSB/GLC-0082-s


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LOMIR®
LOMIR® SRO
isradipino

Formas farmacêuticas e apresentações
Comprimidos. Embalagem com 28 comprimidos.
Cápsulas. Embalagem com 14 cápsulas SRO.

USO ADULTO

Composição
Cada comprimido contém 2,5 mg de isradipino.
Excipientes: lauril sulfato de sódio, estearato de magnésio, povidona, amido e
lactose.
Cada cápsula SRO contém 5 mg de isradipino.
Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, palmitato de cetila,
celulose microcristalina, hipromelose. Componentes da cápsula: gelatina,
óxido de ferro preto, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo, dióxido
de titânio e goma laca.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento: LOMIR/LOMIR SRO tem como
substância ativa o isradipino que é um bloqueador dos canais de cálcio,
provocando dilatações das artérias, principalmente das do coração, cérebro e
músculo esquelético.
Cuidados de armazenamento: Comprimidos e Cápsulas: Manter em
temperatura ambiente (entre 15° C e 30° C).
Prazo de validade: A data de validade está impressa no cartucho. Não utilize
o produto após a data de validade.
Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez
na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se
está amamentando.
Cuidados de administração: Siga a orientação do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o
conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de
reações desagradáveis tais como tontura, dor de cabeça, rubor ou
palpitações, edema, cansaço, náuseas, vômitos ou desconforto abdominal.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS

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Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico
sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o
tratamento. Não tome suco de grapefruit durante o uso de LOMIR pois pode
provocar um aumento da quantidade do medicamento no sangue,
possivelmente a níveis perigosos.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE
SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: bloqueadores seletivos dos canais de cálcio com
efeitos principalmente vasculares, derivados das diidropiridinas. Código ATC:
C08C A03.
O isradipino, substância ativa de LOMIR/LOMIR SRO é uma diidropiridina
com potente ação bloqueadora dos canais de cálcio, com atividade seletiva
nos canais de cálcio voltagem-dependentes (tipo L ou “longa ação”). O
isradipino tem uma maior afinidade pelos canais de cálcio da musculatura lisa
arterial do que sobre os do miocárdio. Assim, produz dilatação dos leitos
vasculares arteriais, particularmente os do coração, cérebro e músculo
esquelético, sem deprimir a função cardíaca. Como resultado da
vasodilatação periférica, a pressão arterial diminui.
As experiências em animais e em humanos indicam que o isradipino exerce
uma atividade depressora mínima na automaticidade do nódulo sinuatrial,
mas não prejudica a condução átrio-ventricular ou a função de contratilidade
miocárdica. Portanto, a taquicardia reflexa é moderada e não ocorre
prolongamento do intervalo P-Q, mesmo após o tratamento prévio com beta-
bloqueador. Administrado em doses anti-hipertensivas, isradipino demonstrou
possuir também atividade natriurética moderada, porém significante em
humanos e animais, além de exercer efeito anti-aterogênico em animais.
O tratamento com isradipino aumenta ligeiramente o fluxo plasmático renal e
a taxa de filtração glomerular, reduzindo ligeiramente a resistência vascular
renal durante os primeiros 3 a 6 meses de tratamento. Essas alterações não
foram mantidas após 1 ano de tratamento, mas a função renal foi preservada,
em comparação com pacientes hipertensos não-tratados. O tratamento com
isradipino produz um efeito diurético e natriurético sustentado, que contribui
para o efeito anti-hipertensivo. Os bloqueadores dos canais de cálcio também
exercem um efeito de proteção renal em pacientes de transplante renal
recebendo ciclosporina. A dilatação arteriolar aferente em particular,
aparentemente desempenha papel significante nesse efeito.
Em pacientes hipertensos, consegue-se redução dose-dependente da
pressão arterial em posição supina, sentada ou em pé, 2 a 3 horas após a
administração da dose única oral. Na prática terapêutica, a longa duração de
ação de LOMIR assegura 24 horas de controle da pressão arterial, com

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administração dos comprimidos duas vezes ao dia ou a administração de
cápsulas SRO uma vez ao dia. Após uma semana de tratamento observa-se
diminuição significativa da pressão arterial, mas são necessárias pelo menos
3 a 4 semanas para se desenvolver o efeito máximo. O aumento da
freqüência cardíaca de repouso é mínimo (menos de 5 batimentos/minuto)
com o uso de comprimidos, e não é dose-dependente. Não foram observadas
alterações na freqüência cardíaca com as cápsulas SRO.
LOMIR tem sido administrado a pacientes com hipertensão ou angina
pectoris estável em doses de até 20 e 22,5 mg/dia respectivamente, sendo
bem tolerado.
Doses únicas orais de LOMIR atenuaram a resposta broncoespástica de
pacientes asmáticos ao esforço. Por não apresentar efeito clínico relevante
sobre a homeostase da glicose, isradipino pode ser dado a pacientes
diabéticos.
Não ocorreu diminuição do efeito anti-hipertensivo de isradipino em estudos
com até 2 anos de duração.
Farmacocinética
Absorção
Após a absorção de 90 a 95% a partir do trato gastrintestinal, isradipino
passa por extenso metabolismo de primeira-passagem que resulta em
biodisponibilidade de cerca de 16 a 18%. Após doses únicas orais de
comprimidos de 2,5 mg a 20 mg, é alcançado um pico na concentração
plasmática (Cmáx) de aproximadamente 1 ng/mL/mg de isradipino. O
isradipino é detectável no plasma ao término de 20 minutos e as
concentrações plasmáticas máximas são alcançadas em aproximadamente 2
horas.
Após a ingestão de doses orais de até 20 mg, tanto a concentração
plasmática máxima como a área sob a curva apresentam relação linear com
a dose.
A ingestão dos comprimidos com alimentos retarda em cerca de uma hora o
tempo de concentração sangüínea máxima, sem afetar a biodisponibilidade.
Cerca de 50% do isradipino contido nas cápsulas de LOMIR SRO é absorvido
em 10 horas e o pico da concentração plasmática é atingido
aproximadamente 5 a 7 horas após a ingestão. O pico da concentração
plasmática (Cmáx) é de 1 ng/mL para uma dose única de 5 mg de cápsulas de
LOMIR SRO e 1,8 ng/mL no estado de equilíbrio.
A ingestão da cápsula SRO com uma refeição, leva a picos de concentrações
plasmáticas levemente superiores e aumenta a biodisponibilidade de LOMIR
SRO em cerca de 20%.
Distribuição
LOMIR se une às proteínas plasmáticas em cerca de 95% e seu volume
aparente de distribuição é de 283 L.

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Biotransformação
O isradipino é extensivamente biotransformado no fígado por
desesterificação e aromatização de parte diidropiridina. Cinco metabólitos do
isradipino somam 95% da dose do composto inicial. In vitro, nenhum desses
metabólitos contribui para os efeitos cardiovasculares do isradipino. O
fármaco inalterado não foi detectado na urina.
Eliminação
O clearance (depuração) total de LOMIR é de 43 L/h. Sua eliminação é
bifásica, com meia-vida terminal de 8,4 horas. Cerca de 60 a 65% da dose
administrada é excretada na urina e 25 a 30%, nas fezes.
População especial
Os estudos não mostraram correlação clara entre a função renal e a
farmacocinética; foram observados tanto um aumento como uma diminuição
da biodisponibilidade em pacientes com função renal diminuída. Tem-se
relatado biodisponibilidade mais alta em pacientes idosos e em pacientes
com deterioração da função hepática de até 27%.
Dados de segurança pré-clínicos
Dados pré-clínicos (baseados em estudos convencionais para dose única ou
múltipla, de toxicidade e potencial genotóxico, clastogênico ou carcinogênico)
não revelaram riscos para humanos. Embriotoxicidade foi observada apenas
em doses maternalmente tóxicas. O isradipino não tem potencial
teratogênico.
Toxicidade aguda
Estudos em camundongos, ratos e coelhos sobre a toxicidade aguda,
revelaram valores de DL50 de 216, > 3000 e 58 mg/kg, respectivamente.
Os valores aproximados de DL50 após uma administração aguda i.v. em
camundongos, ratos e coelhos foram respectivamente 1,2; 1,8 e 1,2 mg/kg de
peso corpóreo. Os sinais cardiovasculares tolerados de superdose foram
demonstrados em doses únicas i.v. de 0,3 mg/kg em cachorros. A superdose
crônica pode resultar em vasodilatação periférica com subseqüente
hipotensão sistêmica.

Mutagenicidade
O isradipino e seus metabólitos não demonstraram potencial genotóxico
investigado por indução de lesão primária de DNA, mutações gênicas e
aberrações cromossômicas em testes de mutagenicidade em estudos in vivo
e in vitro.
Um aumento da freqüência de aberrações cromossômicas em altas
concentrações in vitro foi observado em células V79 de hamsters chineses e
atribuído principalmente à citotoxicidade do que à genotoxicidade. Atividades
clastogênicas não foram observadas in vivo (testes de micronúcleos em
camundongos CD-1).


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Toxicidade por doses repetidas
Em camundongos CD-1 de ambos os sexos tratados por 104 semanas com
níveis de doses de até 80 mg/kg de peso corpóreo ao dia, isradipino não
apresentou efeitos tumorogênicos.
Altas doses induziram um aumento significante da incidência de adenomas
benignos de células de Leydig, em testículos de ratos machos tratados por
105 semanas com níveis de doses de 2,5; 12,5 ou 62,5 mg/kg de peso
corpóreo. Como não foi apresentado potencial genotóxico, este achado foi
considerado um efeito indireto relacionado a um distúrbio do balanço
hormonal, induzido por excessivas doses administradas por um longo período
de tempo. Estudos repetidos no segundo ano, em ratos, confirmaram os
efeitos de altas doses espécie-específicos nas células intersticiais testiculares
e sugeriram um mecanismo envolvendo um aumento nos níveis pituitários de
gonadotrofina, similares aos efeitos conhecidos de agonistas dopaminérgicos.
Os achados em ratos não apresentaram relevância em humanos, e nenhuma
alteração na circulação hormonal foi verificada em voluntários tratados com
isradipino.
Embriotoxicidade
Não foi verificado potencial teratogênico em ratos ou coelhos. A
embrioletalidade foi observada em animais somente com níveis de doses
tóxicas maternas, isto é, com 60 mg/kg por dia em ratas e com 3 e 10 mg/kg
por dia em coelhas.
Indicações
Tratamento de hipertensão arterial leve a moderada.
Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida ao isradipino, a outros tipos de diidropiridinas
bloqueadoras do canal de cálcio ou a qualquer componente da formulação.

Assim como para outros tipos de diidropiridinas bloqueadoras do canal de
cálcio, LOMIR/LOMIR SRO não deve ser utilizado em pacientes com
qualquer uma das seguintes condições:
· Choque cardiogênico,
· Angina instável,
· Durante ou até um mês após a ocorrência de infarto do miocárdio.

Advertências e precauções
Recomenda-se individualizar as doses de LOMIR/LOMIR SRO em pacientes
idosos e pacientes com disfunção renal ou hepática ou com insuficiência
cardíaca crônica.
Deve-se ter cautela em presença, ou em casos de forte suspeita de doenças
do nódulo sinusal em pacientes que não estejam controlados com
marcapasso. Recomenda-se cuidado ao tratar pacientes com pressão arterial
sistólica baixa.
Aconselha-se extrema cautela ao se administrar diidropiridinas a pacientes
com estenose aórtica.
Pode ocorrer angina pectoris, principalmente em pacientes com doença
arterial coronariana pré-existente. Em pacientes com angina pectoris pré-

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Modelo de Bula


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existente, pode ocorrer aumento na frequência, na duração e na gravidade de
um ataque episódio de angina devido a aumentos rápidos de dosagem ou no
início do tratamento.
LOMIR/LOMIR SRO deve ser interrompido se ocorrer hipersensibilidade ao
fármaco.
A administração concomitante com rifampicina ou outras drogas indutoras
enzimáticas deve ser evitada.

Gravidez e lactação
Gravidez
LOMIR / LOMIR SRO enquadra-se na categoria B de risco na gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Dados de um número limitado de mulheres grávidas (63) expostas a LOMIR
no terceiro trimestre de gravidez não indicaram efeitos adversos do isradipino
para a gravidez ou para a saúde do feto ou neonato. Até o momento, não há
outros dados epidemiológicos relevantes disponíveis. Estudos em animais
não mostraram nenhum efeito danoso, direta ou indiretamente, na gravidez,
no desenvolvimento fetal, no parto ou no desenvolvimento pós-natal para
níveis de dose terapeuticamente relevantes.
O uso oral de LOMIR no terceiro trimestre de gravidez não tem sido
associado com arritmias fetais ou alteração no fluxo sangüíneo útero-
placentário. Os efeitos tocolíticos parecem ser fracos.
Entretanto, não há experiências suficientes do uso da droga em mulheres
grávidas que justifiquem seu uso durante a gravidez, a menos que o benefício
esperado para a mãe seja superior ao risco potencial para a criança.

Lactação
Um estudo em ratos demonstrou que pequenas quantidades de isradipino
passam para o leite materno. Embora experimentos em animais não
mostraram que o isradipino cause efeitos adversos quando administrado
durante a lactação, a segurança da droga em lactentes não está
estabelecida. Portanto mulheres que estejam iniciando o tratamento com
LOMIR/LOMIR SRO não devem amamentar.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.
Não há dados de que LOMIR/LOMIR SRO prejudique a habilidade de dirigir
veículos e/ou operar máquinas. Uma vez que, como com outros
bloqueadores dos canais de cálcio, podem ocorrer tonturas, especialmente
no início do tratamento, os pacientes devem tomar cuidado ao dirigir veículos
e/ou operar máquinas.

Interações medicamentosas
A administração concomitante da rifampicina reduz muito as concentrações
plasmáticas de isradipino. Portanto, deve-se evitar a administração
concomitante com a rifampicina ou com outros medicamentos indutores
enzimáticos (por exemplo anticonvulsivantes como carbamazepina,
fenobarbital).

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Modelo de Bula


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Baseado em um caso relatado de isradipino e nos riscos já conhecidos
relacionados com a co-administração de fenitoína com bloqueadores do canal
de cálcio, deve-se evitar a administração concomitante com fenitoína.
Um aumento dos níveis plasmáticos, e potenciação da atividade da droga e
efeitos adversos (por exemplo edema periférico) foram relatados quando
diidropiridinas são administradas concomitantemente com inibidores do
citocromo P450 3A. Há poucas evidências de tais interações com o
isradipino, mas deve-se ter cautela quando se co-administrar LOMIR e um
forte inibidor CYP3A como os antibióticos macrolídeos (por exemplo
eritromicina, claritromicina, troleandomicina), os inibidores de protease HIV
(por exemplo ritonavir, indinavir, nelfinavir), ou inibidores da transcriptase
reversa (por exemplo delavirdina), e antifúngicos azoles (por exemplo
cetoconazol, itraconazol, voriconazol).
Assim como todos os anti-hipertensivos, o tratamento concomitante com
baclofeno oral torna provável uma maior queda da pressão. Portanto, pode
ser necessário monitorar a pressão sangüínea e ajustar a dose do anti-
hipertensivo.
A administração simultânea da cimetidina, aumenta a biodisponibilidade do
isradipino em cerca de 50% (veja “Posologia e administração”).
O pico da concentração plasmática de isradipino aumenta em
aproximadamente 20% durante a co-administração com diclofenaco, mas não
espera-se que isso seja clinicamente significativo, uma vez que a exposição
no estado de equilíbrio permanece inalterada.
A farmacocinética do isradipino não é modificada pela administração
concomitante de digoxina, propranolol, varfarina, hidroclorotiazida ou
ciclosporina.
Interações do isradipino com outras drogas / sistemas enzimáticos
O isradipino não parece inibir enzimas do citocromo P450, em particular a
CYP3A4 em extensão clinicamente significativa.
O isradipino não afeta as farmacocinéticas da digoxina, varfarina,
hidroclorotiazida, diclofenaco, teofilina, triazolam ou ciclosporina; porém,
induz a um pequeno aumento na biodisponibilidade (AUC) do propranolol
(27%).
Interações com alimentos
A ingestão concomitante de suco de grapefruit pode aumentar a
biodisponibilidade do isradipino.

Reações adversas
A maioria dos efeitos adversos observados em estudos clínicos foram leves,
geralmente dose-dependentes e relacionados com as propriedades
vasodilatadoras de LOMIR: tontura, cefaléia, rubor, taquicardia, palpitações e
edema periférico localizado de origem não-cardíaca (parece estar mais
envolvida com dilatação arterial local do que com retenção fluida). Esses
efeitos tendem a diminuir com a continuidade do tratamento. Tolerabilidade
ainda melhor pode ser obtida com as cápsulas SRO. A incidência de tontura,
cefaléia, rubor, taquicardia e edema periférico é inferior à dos comprimidos.
As reações adversas observadas em ensaios clínicos (ocorrendo com maior
freqüência com o uso de isradipino do que com placebo) e combinadas com

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os relatos espontâneos são apresentadas abaixo, de acordo com os sistemas
orgânicos.
As reações adversas são classificadas de acordo com sua freqüência, com a
seguinte convenção: muito comum 1/10; comum 1/100 a < 1/10; incomum
1/1000 a < 1/100; raro 1/10.000 a < 1/1000; muito raro < 1/10.000,
incluindo relatos isolados. Dentro de cada grupo de freqüência, as reações
adversas estão listadas em ordem decrescente de gravidade.

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Distúrbios do sangue e sistema linfático
Muito raro:
Trombopenia, leucopenia, anemia

Distúrbios de metabolismo e nutrição
Muito raro:
Perda de apetite e anorexia

Distúrbios psiquiátricos

Muito raro:
Depressão, ansiedade, nervosismo

Distúrbios do sistema nervoso

Muito comum:
Dor de cabeça

Comum:
Vertigem

Muito raro:
Hipoestesia, paraestesia, sonolência


Distúrbios visuais

Muito raro:
Distúrbio visual, visão embaçada

Distúrbios cardíacos

Comum: Taquicardia,
palpitações

Muito raro:
Arritmia ventricular, infarto do miocárdio, insuficiência

cardíaca, angina pectoris ,fibrilação atrial, bradicardia

Distúrbios vasculares

Muito comum:
Ondas de calor, edema periférico

Incomum:
Hipotensão

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais
Comum: Dispnéia

Muito raro:
Tosse

Distúrbios gastrintestinais

Comum: Desconforto
abdominal

Muito raro:
Vômitos, náusea, hiperplasia gengival


Distúrbios hepato-biliares

Muito raro:
Elevação da função hepática, casos isolados de

hepatite

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos
Comum:
Rash
Muito raro:
Reações alérgicas da pele, prurido, sudorese, reações

anafiláticas e angioedema, casos isolados de
fotossensibilidade

Distúrbios musculares, dos tecidos conectivos e dos ossos
Muito raro:
Artralgia, dor nas costas, cãibras musculares, dor dos

membros

Distúrbios renal e urinário

Comum:
Poliúria


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Distúrbios do sistema reprodutivo e da mama
Muito raro:
Disfunção erétil, casos isolados de ginecomastia

Distúrbios gerais e condições do local de administração
Comum: Fadiga,
mal-estar
Muito raro:
Astenia

Investigações

Incomum:
Aumento de peso
Os seguintes eventos adversos cuja frequência é desconhecida, foram
reportados após o início da comercialização de LOMIR: acidente vascular
cerebral, síncope, ataque isquêmico transitório, letargia, boca seca,
constipação, diarréia, insônia, dor no peito.
Posologia e administração
A posologia recomendada na hipertensão arterial leve a moderada é de 2,5
mg (1 comprimido) duas vezes ao dia, ou 1 cápsula SRO de 5 mg uma vez
ao dia.
Caso um comprimido de 2,5 mg, duas vezes ao dia, não seja suficientemente
eficaz após pelo menos 4 semanas de tratamento, recomenda-se a
administração simultânea de outro anti-hipertensivo (de preferência um
diurético tiazídico, inibidor da ECA ou beta-bloqueador) ou aumento da dose
de LOMIR comprimidos para 5 mg, duas vezes ao dia.
Caso uma cápsula SRO de 5 mg, uma vez ao dia, não seja suficientemente
eficaz após pelo menos 4 semanas de tratamento, recomenda-se acrescentar
outro agente anti-hipertensivo (de preferência um diurético tiazídico, inibidor
da ECA ou beta-bloqueador).
LOMIR/LOMIR SRO pode também ser adicionado a um tratamento anti-
hipertensivo já existente.
Quando LOMIR/LOMIR SRO for administrado simultaneamente com a
cimetidina, a posologia de LOMIR/LOMIR SRO deve ser reduzida em 50%
(veja “Interações medicamentosas”).
As cápsulas de LOMIR SRO devem ser deglutidas inteiras.
Uso em pacientes idosos e em pacientes com função hepática ou renal
prejudicada.
Nos pacientes idosos, ou em casos de insuficiência hepática ou renal,
recomenda-se uma dose inicial de 1,25 mg (meio comprimido) duas vezes ao
dia.
Uso em crianças.
Não foram realizados estudos clínicos bem desenhados com bloqueadores
dos canais de cálcio em crianças. Embora existam dados retrospectivos
limitados disponíveis na população pediátrica, LOMIR não é recomendado
nestes pacientes.
Superdose
A experiência com a superdose por LOMIR é limitada. Os dados disponíveis
indicam que a superdose resultaria em hipotensão acentuada e prolongada,

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Modelo de Bula


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que necessitaria de assistência cardiovascular (por exemplo, administração
i.v. de líquidos ou de expansores de volume) com monitoração da função
cardio-respiratória e do volume circulante. Os vasoconstritores podem ser
benéficos sempre que seu uso não seja contra-indicado. Pode-se também
recorrer ao cálcio i.v.
Pacientes idosos
Devem seguir as orientações gerais descritas na bula.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0072
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Lomir SRO cápsulas:
Fabricado por: Novartis Farmacèutica S/A, Barcelona, Espanha
Embalado por: Novartis Biociências S.A.
Lomir comprimidos:
Fabricado por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça

MS 2002 + BPI 27.06.07
2007-PSB/GLC-0082-s


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Modelo de Bula





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TEXTO DE BULA
ISOTREXIN® gel
Isotretinoína 0,05 %
Eritromicina 2,0 %
Gel alcoólico para tratamento da acne vulgar
Apresentação: bisnaga com 10 e 30 g
USO EXTERNO
“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Uso adulto e em crianças acima de 12 anos
STIEFEL®
COMPOSIÇÃO:
Cada 100 g do gel contém:
Isotretinoína……………………………………………………………………………….0,05 g
Eritromicina……………………………………………………………………………….2,00 g
Excipiente q.s.p………………………………………………………………………100,00 g
O excipiente contém: butilhidroxitolueno, etanol e hidroxipropilcelulose.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
ISOTREXIN® gel é indicado no tratamento tópico da acne vulgar leve a moderada,
sendo efetivo no tratamento tópico de lesões inflamatórias e não-inflamatórias. Em
alguns casos, são necessários seis a oito semanas de tratamento para que a ação
terapêutica completa do produto seja observada.
Manter o produto em lugar fresco e ao abrigo da luz.
Prazo de validade: 24 meses, a partir da data de fabricação.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Pode ser perigoso para sua
saúde.
“ATENÇÃO ­ RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS. PODE CAUSAR
PROBLEMAS AO FETO”.
Não há evidências que comprovem a segurança do uso de isotretinoína tópica na
gravidez. Estudos experimentais em animais não indicaram efeitos prejudiciais diretos
ou indiretos relacionados ao desenvolvimento do embrião ou feto durante o curso da
gestação e no desenvolvimento pré e pós-natal. Medidas efetivas devem ser tomadas a
fim de se evitar a gravidez antes, durante e logo após o término do tratamento. O uso
indevido de ISOTREXIN® gel durante estes períodos pode provocar sérias
conseqüências ao feto.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu
término.
Informe ao médico se estiver amamentando.



2
Modo de usar
ISOTREXIN® gel deve ser aplicado uma a duas vezes ao dia, espalhando quantidade
suficiente para cobrir toda a área afetada, ou conforme orientação médica.
A pele deve ser cuidadosamente lavada e seca antes da aplicação do produto.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como ardor, irritação,
eritema, descamação e sensação de picada, que podem ocorrer no local da aplicação.
“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS”.
O uso concomitante de ISOTREXIN® gel e outras medicações tópicas deve ser feito
com cuidado, em especial produtos contendo agentes descamativos e abrasivos.
Cosméticos não-oleosos podem ser utilizados, desde que a área da pele a ser tratada com
ISOTREXIN® gel seja limpa e seca antes da aplicação do produto.
ISOTREXIN® gel não deve entrar em contato com a boca, olhos e outras membranas
mucosas. O produto não deve ser aplicado na pele lesada, eczematosa, com fissuras ou
que apresente queimadura solar. Em regiões sensíveis da pele, como, por exemplo, a
área do pescoço, o produto deve ser aplicado com cuidado.
Evite a exposição excessiva das áreas que estão sendo tratadas com ISOTREXIN® gel
ao sol (radiação ultravioleta), protegendo-as com a utilização de um protetor solar com,
no mínimo, FPS 15.
ISOTREXIN® gel é contra-indicado para pessoas hipersensíveis a qualquer
componente da fórmula.
ISOTREXIN® gel não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.
“NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO,
PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE”.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacologia
A isotretinoína é estrutural e farmacologicamente relacionada à vitamina A, que regula o
crescimento e a diferenciação das células epiteliais. O modo de ação da isotretinoína no
tratamento da acne vulgar ainda não é exatamente conhecido. Sua atividade parece estar
relacionada com a inibição da glândula sebácea, inibição da queratinização folicular e
atividade antiinflamatória.
A eritromicina é um antibiótico macrolídeo que interfere na síntese protéica bacteriana,
sendo efetiva na redução da população de Propionibacterium acnes e na prevenção da
liberação de mediadores inflamatórios bacterianos.
Existem evidências que a associação de eritromicina e isotretinoína presente em
ISOTREXIN® gel é efetiva contra cepas de Propionibacterium acnes resistentes à
eritromicina.
A absorção percutânea da isotretinoína e da eritromicina do ISOTREXIN® gel é
desprezível.
INDICAÇÕES
ISOTREXIN® gel é indicado no tratamento de acne vulgar leve a moderada, sendo
efetivo no tratamento de lesões inflamatórias e não-inflamatórias.



3
CONTRA-INDICAÇÕES
ISOTREXIN® gel é contra-indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade aos
componentes da fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS
Não há evidências que comprovem a segurança do uso de isotretinoína tópica na
gravidez. Estudos experimentais em animais não indicaram efeitos prejudiciais diretos
ou indiretos relacionados ao desenvolvimento do embrião ou feto durante o curso da
gestação e no desenvolvimento pré e pós-natal.
Estudos de reprodução conduzidos em coelhos que usaram ISOTREXIN® gel em uma
concentração 60 vezes maior que a posologia humana não revelaram alterações
prejudiciais ao feto. No entanto, estudos realizados com a isotretinoína sistêmica em
humanos demonstraram a sua associação com a teratogenicidade, como por exemplo
defeitos de formação da face, das orelhas, do coração e do sistema nervoso e portanto,
ISOTREXIN® gel não deve ser utilizado em mulheres grávidas. Para aquelas que
pretendem engravidar em um curto espaço de tempo, devem ser tomadas medidas
efetivas que previnam a gravidez antes, durante e logo após o término do tratamento
com ISOTREXIN® gel. Não existem evidências de risco com o uso de eritromicina
tópica em gestantes.
A absorção percutânea da isotretinoína de ISOTREXIN® gel é desprezível. No entanto,
como não existem dados que comprovem a ausência da isotretinoína no leite,
ISOTREXIN® gel, assim como muitos medicamentos, não deve ser utilizado durante a
lactação.
ISOTREXIN® gel não deve entrar em contato com a boca, olhos e outras membranas
mucosas. O produto não deve ser aplicado na pele lesada, eczematosa, com fissuras ou
que apresente queimadura solar. Em regiões sensíveis como o pescoço, o produto deve
ser aplicado com cuidado.
Evitar a exposição excessiva das áreas que estão sendo tratadas com ISOTREXIN® gel
ao sol (radiação ultravioleta), protegendo-as com a utilização de um protetor solar com,
no mínimo, FPS 15.
Cosméticos não-oleosos podem ser utilizados, desde que a área da pele a ser tratada com
ISOTREXIN® gel seja limpa e seca antes da aplicação do produto.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O uso concomitante de medicamentos tópicos com ISOTREXIN® gel deve ser
realizado com cautela devido à possibilidade de ocorrência de irritação cumulativa,
principalmente se essas preparações tópicas contiverem agentes descamativos (por
exemplo, peróxido de benzoíla) ou abrasivos.
REAÇÕES ADVERSAS
ISOTREXIN® gel pode provocar ardor, irritação, eritema, descamação e sensação de
picada, que podem ocorrer no local da aplicação. Estes efeitos locais geralmente
diminuem com a continuação do tratamento. Se ocorrer uma irritação excessiva, o
tratamento deve ser interrompido temporariamente até que as reações desapareçam. Se a
irritação persistir, o tratamento deve ser suspenso. As reações adversas normalmente são
controladas pela descontinuação da terapia.



4
POSOLOGIA E MODO DE USAR
ISOTREXIN® gel deve ser aplicado uma a duas vezes ao dia, espalhando quantidade
suficiente para cobrir toda a área afetada, ou conforme orientação médica.
A pele deve ser cuidadosamente lavada e seca antes da aplicação do produto.
Os melhores resultados podem ser observados após seis a oito semanas de tratamento,
com uma duração mínima de três meses, ou conforme orientação médica.
SUPERDOSAGEM
Não são conhecidos casos de superdosagem em humanos com o uso de ISOTREXIN®
gel. Numa eventual superdosagem, recomenda-se tratamento sintomático.
PACIENTES IDOSOS
Não existem recomendações específicas para o uso do produto nesta faixa etária.
ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS
TENHAM
INDICADO
EFICÁCIA
E
SEGURANÇA,
QUANDO
CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS
IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO
DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE
SER NOTIFICADO.
Data de fabricação, prazo de validade e número de lote: vide cartucho.
Reg MS 1.0675.0057
Farm. Resp.: Waldir A.K. Bonetti
CRF-SP 12381
Laboratórios STIEFEL Ltda.
R. Prof. João C. Salem, 1081/1301
Guarulhos – SP
CGC 63.064.653/0001-54
Indústria Brasileira
Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800 7043189
e-mail: sac@stiefel.com.br
www.stiefel.com.br




TEXTO DE BULA
ISOTREX®
isotretinoína

Creme a 0,5mg/g
Gel a 0,5mg/g
Creme e gel alcoólico para tratamento do fotoenvelhecimento cutâneo e da acne vulgar
Apresentação: bisnaga com 30g

Uso em adultos e em pacientes acima de 12 anos
USO EXTERNO
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
STIEFEL®
COMPOSIÇÃO
ISOTREX® gel:
Cada grama do gel contém:
isotretinoína……………………………………………………………………………………………………
0,5 mg
excipiente q.s.p…………………………………………………………………………………………….
1,0 g
O excipiente contém: hidroxipropilcelulose, butilhidroxitolueno e álcool etílico.
ISOTREX® creme:
Cada grama do creme contém:
isotretinoína……………………………………………………………………………………………………
0,5 mg
excipiente q.s.p…………………………………………………………………………………………….
1,0 g
O excipiente contém: adipato de di-N-butila, álcool benzílico, álcool cetoestearílico,
butilhidroxitolueno, carbômer, clorocresol, éter estearílico de polioxietileno 10, hidróxido
de sódio, monoestearato de glicerila PEG 5, óleo mineral, propilenoglicol e água
purificada.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
ISOTREX® gel e creme são indicados no tratamento das linhas de expressão, manchas e
asperezas da pele facial, características do envelhecimento da pele provocado pelo sol, e
no tratamento da acne vulgar leve ou moderada, sendo efetivo no tratamento de lesões
inflamatórias e não-inflamatórias.
Os efeitos da terapia com ISOTREX® no tratamento das linhas de expressão, manchas e
asperezas da pele, características do fotoenvelhecimento, são evidenciados após 24
semanas de tratamento. Pode-se observar a ação terapêutica dos produtos após a segunda
ou terceira semana de terapia, sendo que os melhores resultados podem ser constatados
após 12 semanas para o tratamento da acne.
Manter ISOTREX® em lugar fresco (até 25°C) e ao abrigo da luz.
Prazo de validade:
gel – 36 meses, enquanto o produto estiver lacrado.
creme – 24 meses a partir da data de fabricação, enquanto o produto
estiver lacrado.


Uma vez abertos, ISOTREX® gel e creme devem ser usados dentro de três meses. Caso
tenha sobrado algum resíduo, este deve ser descartado e você deve visitar o seu médico
para checar o progresso do tratamento.
“NÃO USE MEDICAMENTO VENCIDO, PODE SER PREJUDICIAL PARA SUA
SAÚDE”.
“ATENÇÃO ­ RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS. PODE CAUSAR
PROBLEMAS AO FETO”.
A absorção da isotretinoína através da pele é considerada insignificante e, portanto, o uso
tópico do produto expõe o paciente a um risco mínimo de toxicidade sistêmica. Entretanto,
diversos estudos em humanos demonstraram que a isotretinoína administrada oralmente
está associada a diversos efeitos teratogênicos e, portanto, ISOTREX® não deve ser
utilizado por mulheres grávidas e nem por aquelas que pretendam engravidar em um curto
espaço de tempo.
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu
término.
Informar ao médico se está amamentando.
Usar ISOTREX® conforme orientação médica, e durante o tratamento tomar os seguintes
cuidados:
a) Lavar e secar cuidadosamente a área afetada.
b) Aplicar à noite, uma quantidade suficiente para cobrir a área afetada, e não somente
sobre as lesões individualmente, a não ser que seu médico tenha indicado de outra
maneira.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
ISOTREX® pode provocar ardência passageira, sensação de prurido e eritema. Irritação
local e descamação cutânea podem ocorrer dentro de duas a três semanas de tratamento,
sendo importante destacar que estes são uns dos mecanismos pelos quais ISOTREX® age
e combate os efeitos do envelhecimento cutâneo provocado pelo sol e a acne. Dependendo
do grau de irritação, descontinuar seu uso e procurar orientação médica.
A utilização de uma quantidade maior que a recomendada ou qualquer outra forma
abusiva do uso de ISOTREX® pode provocar desconforto, eritema e descamação
característicos.
“TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS”.
O uso concomitante de ISOTREX® e outras medicações tópicas deve ser feito com
cuidado, em especial produtos contendo agentes descamativos ou abrasivos.
ISOTREX® é contra-indicado para pessoas hipersensíveis a qualquer componente da
fórmula.
ISOTREX® não deve entrar em contato com a boca, olhos e outras membranas mucosas.
O produto não deve ser aplicado na pele eczematosa, rachada ou que apresente
queimadura solar, além de outros locais sensíveis como os ângulos do nariz; em regiões
como o pescoço, o produto deve ser aplicado com cuidado.
Cosméticos não-oleosos podem ser utilizados, desde que a área da pele a ser tratada com
ISOTREX® seja limpa e seca antes da aplicação do produto.
Evitar a exposição excessiva das áreas que estão sendo tratadas com ISOTREX® à luz
solar ou a lâmpadas ultravioletas, protegendo-as com a utilização de um protetor solar com
FPS de, no mínimo, 15 ou com roupas.


“NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
PODE SER PREJUDICIAL PARA SUA SAÚDE”.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Ação farmacológica
O modo de ação dos retinóides no tratamento da acne vulgar ainda não é exatamente
conhecido. Sua atividade parece estar relacionada com a inibição do desenvolvimento da
glândula sebácea, diminuição da secreção sebácea, inibição da queratinização folicular e
uma atividade antiinflamatória.
O mecanismo de ação dos retinóides no fotoenvelhecimento cutâneo não foi ainda bem
estabelecido. Estudos demonstram que os retinóides podem aumentar a espessura
epidermal e da camada granular, reduzir o conteúdo de melanina e compactar o estrato
córneo, podendo estar relacionados ainda com a síntese dérmica de colágeno.
Indicações
ISOTREX® é indicado no tratamento do fotoenvelhecimento cutâneo, proporcionando a
melhora de alguns sinais associados a esta condição. É indicado também no tratamento de
acne vulgar leve e moderada, sendo efetivo no tratamento de lesões inflamatórias e não-
inflamatórias. A forma creme é especialmente indicada para pacientes com pele sensível
ou seca.
Contra-indicações
ISOTREX® é contra-indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade aos
componentes da fórmula.

Precauções
ISOTREX® gel contém uma base alcoólica que pode causar irritação aos olhos, sensação
de prurido e ardência em membranas mucosas ou outras superfícies sensíveis. Estes
efeitos também podem ser provocados pela presença de princípio ativo (isotretinoína).
Os produtos não devem ser aplicados na pele eczematosa, esfoliada ou que apresente
queimadura solar e em outros locais sensíveis como os ângulos do nariz e o pescoço.
O uso de outros produtos tópicos com a mesma finalidade terapêutica deverá ser feito com
precaução, pois pode ocorrer um efeito irritante cumulativo, especialmente com o uso de
produtos contendo agentes abrasivos e descamantes.
Evitar a exposição excessiva de áreas tratadas com ISOTREX® à luz solar ou a lâmpadas
ultravioletas, protegendo-as com a utilização de protetor solar com, FPS de, no mínimo,
15 ou com roupas.
A segurança e a eficácia não foram ainda estabelecidas em crianças e, portanto, o uso de
ISOTREX® é recomendado somente a pacientes com idade superior a 12 anos.
Cosméticos não-oleosos podem ser utilizados, desde que a área da pele a ser tratada com
ISOTREX® seja limpa e seca antes da aplicação do produto.
Uso na gravidez e lactação
Não há evidências que comprovem a segurança do uso de isotretinoína tópica na gravidez.
Estudos de reprodução, conduzidos em coelhos, com ISOTREX® em uma concentração
60 vezes maior que a posologia humana não revelaram alterações prejudiciais ao feto. No
entanto, em razão dos estudos realizados com isotretinoína sistêmica, em humanos, que
demonstraram a sua associação com a teratogenicidade, como por exemplo defeitos de
formação da face, das orelhas, do coração e do sistema nervoso, ISOTREX® não deve ser


utilizado por mulheres grávidas. Àquelas que pretendam engravidar em um curto espaço
de tempo, devem ser tomadas medidas efetivas que previnam a gravidez antes, durante e
logo após o término do tratamento com ISOTREX®.
A absorção percutânea de isotretinoína de ISOTREX® é desprezível. No entanto, como
não existem dados que comprovem ausência da isotretinoína no leite, ISOTREX®, como
muitos medicamentos, não deve ser utilizado durante a lactação.

Interações medicamentosas
O uso concomitante de medicamentos tópicos com ISOTREX® deve ser realizado com
cautela, principalmente se essas preparações tópicas contiverem agentes descamativos (por
exemplo, peróxido de benzoíla) ou abrasivos.

Reações adversas
ISOTREX® pode provocar prurido, queimação e irritação, além de eritema e descamação,
que podem ocorrer no local da aplicação. Estes efeitos locais geralmente são moderados e
diminuem com o decorrer do tratamento. Se ocorrer irritação excessiva, procurar
orientação médica. As reações adversas normalmente são controladas pela suspensão da
terapia.
Posologia e modo de usar
ISOTREX® deve ser aplicado uma vez ao dia ou conforme orientação médica, espalhando
quantidade suficiente para cobrir toda a área afetada, e não somente sobre as lesões
individualmente. Utilizar ISOTREX® de preferência à noite.
A pele deve ser cuidadosamente lavada e seca antes da aplicação do produto.
Uma vez abertos, os tubos de ISOTREX® gel e creme devem ser usados dentro de três
meses e qualquer resíduo que tenha sobrado após este período deve ser descartado.
Pode-se observar a ação terapêutica deste produto após a segunda ou terceira semana de
tratamento, sendo que os melhores resultados podem ser constatados após 12 semanas
para o tratamento da acne. Os efeitos do tratamento das linhas de expressão, manchas e
asperezas da pele, são evidenciados após 24 semanas de tratamento.
Superdosagem e ingestão acidental
Não se conhece nenhum caso de superdosagem e ingestão de ISOTREX®. Se ocorrer uma
ingestão acidental do produto, poderá resultar em uma superdosagem de isotretinoína,
induzindo sintomas de hipervitaminose A, como dor-de-cabeça, náusea ou vômito,
sonolência, irritabilidade e prurido.
Número de lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Reg. MS 1.0675.0046
Farm. Resp.: Waldir A. K. Bonetti
CRF-SP 12381

Laboratórios Stiefel Ltda.
Rua Prof. João C. Salem, 1081/1301
Guarulhos – SP
CNPJ 63.064.653/0001-54
Indústria Brasileira

Serviço de Atendimento ao Consumidor
0800 7043189
sac@stiefel.com.br
www.stiefel.com.br




Roacutan® Roche
isotretinoína

Retinóide de ação anti-seborréica específica para tratamento oral da acne grave, nódulo-cística
e conglobata, e quadros de acne resistentes a outras formas de tratamento
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome do produto: Roacutan®
Nome genérico: isotretinoína
Forma(s) farmacêutica(s), via(s) de administração e apresentação (ões)
Cápsulas gelatinosas de 10 mg e 20 mg. Uso oral. Caixa com 30 cápsulas.

USO ADULTO
Composição
Cada cápsula de Roacutan® 10 mg contém:
Ingrediente ativo: 13-cis-retinóico……………………………………………………………… 10 mg
Cada cápsula de Roacutan® 20 mg contém:
Ingrediente ativo: 13-cis-retinóico ……………………………………………………………… 20 mg
Excipientes: óleo de soja, cera amarela, óleo de soja hidrogenado e óleos vegetais parcialmente
hidrogenados.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações abaixo. Caso não esteja seguro a
respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.
1. AÇÃO DO MEDICAMENTO
O Roacutan® contém em sua fórmula uma substância derivada da vitamina A – a isotretinoína. A
melhora clínica da acne grave está associada à supressão da atividade e diminuição do tamanho das
glândulas produtoras de sebo.
2.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
O Roacutan® deve ser usado somente para o tratamento de formas graves de acne (nódulo-cística
e conglobata ou acne com risco de cicatrizes permanentes) e quadros de acne resistentes a
tratamentos anteriores (antibióticos sistêmicos e agentes de uso tópico).
3.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Roacutan® é contra-indicado para mulheres com potencial de engravidar a menos que a paciente
do sexo feminino satisfaça todas as condições a seguir:
· ela deve ter acne grave resistente às terapêuticas convencionais;
· ela deve ser confiável na compreensão e cumprimento das instruções;
· ela deve ser informada pelo médico sobre o perigo de engravidar durante e até 1 mês após o
término do tratamento com Roacutan®;
· ela deve ser advertida sobre a possibilidade de falha do método anticoncepcional;
· ela deve confirmar que compreendeu as precauções;
· ela deve ser capaz de usar medidas contraceptivas eficazes mandatórias;
Roacutan® (isotretinoína)
MEDICAMENTO NOVO – Notificação de Alteração no Texto de Bula CDS 1.3C
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· ela deve usar contracepção eficaz sem interrupção durante 1 mês antes do início da
terapêutica com Roacutan®, durante a terapêutica e até 1 mês após a descontinuação da
terapêutica (vide “Precauções”);
· ela deve ter um teste de gravidez confiável negativo no mínimo 11 dias antes de iniciar a
terapêutica. Recomenda-se fortemente a repetição mensal do teste de gravidez;
· ela deve iniciar a terapêutica com Roacutan® somente no 2º ou 3º dia do próximo ciclo
menstrual normal;
· no caso de repetição do tratamento, ela deverá também utilizar as mesmas medidas
anticoncepcionais eficazes e de modo contínuo 1 mês antes, durante e até 1 mês após a
terapêutica com Roacutan® e os mesmos testes confiáveis de gravidez devem ser realizados;
· ela deve ter entendido as precauções e confirmado seu entendimento e sua vontade de
submeter-se a medidas contraceptivas confiáveis como foi explicado para ela.
Mesmo pacientes do sexo feminino que normalmente não utilizam métodos anticoncepcionais
devido à história de infertilidade (exceto no caso de histerectomia) ou que dizem não apresentar
atividade sexual devem ser aconselhadas a usar medidas contraceptivas eficazes enquanto
receberem isotretinoína, seguindo as instruções acima.
Roacutan® está também contra-indicado em pacientes com insuficiência hepática,
hipervitaminose A preexistente, valores lipídicos sangüíneos excessivamente elevados, alergia à
droga ou a qualquer substância contida na cápsula.
Advertências e Precauções
A doação de sangue deve ser evitada durante e até um mês após o término do tratamento com
Roacutan®.
Depressão, sintomas psicóticos e raras tentativas de suicídio foram relatados nos pacientes
tratados com Roacutan®. Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, cuidados
especiais precisam ser tomados em pacientes com história de depressão e todos pacientes
devem ser supervisionados quanto à ocorrência de sinais de depressão e encaminhados para
tratamento apropriado, se necessário.

Principais interações medicamentosas
O uso de Roacutan® e vitamina A deve ser evitado, pois os sintomas de hipervitaminose A
podem ser intensificados. Como o uso de tetraciclinas e derivados junto com Roacutan® pode
causar uma elevação na pressão intracraniana, sua combinação com Roacutan® é contra-
indicada.
Microdoses de progesterona como método contraceptivo pode ser inadequado durante o
tratamento com Roacutan®.
Roacutan® não deve ser utilizado por outras vias que não a recomendada nesta bula.

Gravidez e amamentação
O Roacutan® é teratogênico, isto é, pode ocasionar graves defeitos físicos ao feto quando
ocorrer gravidez durante o seu uso ou mesmo até um mês após sua interrupção. Por este motivo,
Roacutan® não deve ser tomado por mulheres grávidas ou que possam engravidar. No caso de
gravidez durante a administração de Roacutan®, em qualquer quantidade ou mesmo durante
curtos períodos, existe um risco extremamente alto de nascimento de uma criança deformada
(envolvendo em particular o sistema nervoso central, o coração e os grandes vasos sangüíneos).
Todos os fetos expostos podem potencialmente ser afetados. Há também um risco elevado de
aborto espontâneo.
Caso ocorra gravidez durante o tratamento com Roacutan® ou durante o mês seguinte após sua
interrupção, o médico deverá ser imediatamente informado.
Roacutan® pode passar para o leite materno e por este motivo mulheres que estão
amamentando não devem tomar este medicamento.
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ESSE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE
POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO.
Informe ao seu médico se está amamentando.

Este medicamento é contra-indicado para menores de 12 anos.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
4.
MODO DE USO
As cápsulas de Roacutan® devem ser engolidas, sem mastigar, durante as refeições.
Roacutan® somente deve ser prescrito por médicos que tenham experiência no uso de retinóides
sistêmicos e entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína.
Pacientes do sexo masculino e feminino devem receber uma cópia do guia do paciente e guia de
contracepção.
A resposta terapêutica ao Roacutan® e seus efeitos adversos são dose-dependentes, variando de
acordo com o paciente. Há necessidade de ajuste individual da dosagem durante o tratamento. O
tratamento com Roacutan® deve ser iniciado com 0,5 mg/kg diário. Para a maioria dos pacientes, a
dose varia de 0,5-1,0 mg/kg/dia. Pacientes com doença muito grave ou com acne em tronco podem
necessitar de doses diárias maiores, até 2,0 mg/kg.
A dose cumulativa de 120-150 mg/kg por tratamento tem sido documentada para aumentar a taxa de
remissão e prevenir recorrência. A duração da terapêutica portanto varia em função da dose diária.
Remissão completa da acne ocorre geralmente nas 16-24 semanas de tratamento. Em pacientes que
apresentam intolerância grave à dose recomendada, o tratamento pode ser mantido com doses
menores e conseqüentemente durante um período maior de tratamento.
Na maioria dos pacientes a resolução completa da acne é obtida com um único curso de tratamento.
No caso de recorrência evidente, um novo curso de tratamento com Roacutan® deve ser prescrito,
com a mesma dose diária e dose cumulativa prévia. Como ainda pode ser observada melhora da
acne até 8 semanas após o término do tratamento, o retratamento não deve ser iniciado antes deste
período.
As cápsulas deverão ser ingeridas com alimentos, uma ou duas vezes ao dia.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.

5.
REAÇÕES ADVERSAS
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O Roacutan® só deve ser usado quando receitado por um médico. Além disso, seu uso pode
ocasionar efeitos colaterais, que exigem acompanhamento médico constante. Roacutan® não
deve ser repassado a qualquer outra pessoa.
Alguns dos efeitos adversos do Roacutan® são dose-dependentes. Com a dose recomendada, o
risco-benefício é geralmente aceitável, considerando a gravidade da doença. Os efeitos adversos são
geralmente reversíveis com a alteração da dose ou interrupção do tratamento, sendo que alguns
podem persistir após a suspensão da medicação.
Os eventos adversos listados abaixo refletem a experiência de estudos investigacionais e de pós-
marketing. A relação de alguns desses eventos com a terapia com Roacutan® é desconhecida.
Muitos desses efeitos são semelhantes aqueles observados em pacientes que utilizam altas
doses de vitamina A (ressecamento da pele e membranas mucosas, por exemplo, dos lábios,
passagem nasal e olhos).
Sintomas relacionados com hipervitaminose A: os seguintes sintomas são os efeitos indesejáveis
mais freqüentemente relatados do Roacutan® – secura de pele e mucosas, isto é, de lábios, mucosa
nasal (epistaxe), faringe (rouquidão), olhos (conjuntivite, opacidade da córnea, e intolerância a lentes
de contato).
Pele e anexos: exantema, prurido, dermatite facial, sudorese, granuloma piogênico, paroníquia,
distrofia ungueal, aumento na formação de tecidos de granulação, adelgaçamento de cabelos,
alopecia reversível, acne fulminante, hirsutismo, hiperpigmentação, fotossensibilidade, reações
alérgicas, fragilidade cutânea. Piora da acne ocorre no início do tratamento e persiste durante várias
semanas.
Desordens do sistema músculo-esquelético: Mialgia (dores musculares) com ou sem aumento da
CPK (vide "Advertências e Precauções”), artralgia (dores articulares), hiperostose, artrite, calcificação
dos ligamentos e tendões e outras alterações ósseas, redução na densidade óssea, lombalgia,
fechamento epifisário prematuro, tendinite.
Desordens do sistema nervoso central e psiquiátricas: alterações comportamentais, cefaléia,
aumento da pressão intracraniana (pseudotumor cerebral), convulsões, depressão (vide
"Advertências e precauções”), tentativa de suicídio, suicídio. Embora a relação causal não tenha sido
estabelecida, cuidados especiais devem ser dados para pacientes com história de depressão e todos
os pacientes devem ser monitorizados para sinais de depressão e encaminhados para o tratamento
apropriado, se necessário.
Desordens sensoriais: casos isolados de distúrbios visuais, fotofobia, distúrbios da adaptação ao
escuro (visão noturna diminuída), raros distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação),
catarata lenticular, ceratite, visão turva, blefarite, conjuntivite, irritação ocular, papiledema como sinal
de hipertensão intracraniana benigna, redução da audição em algumas freqüências e zumbido, têm
sido reportados.
Desordens do sistema gastrintestinal: náusea, diarréia grave, doença inflamatória intestinal como
colite, ileíte e hemorragia têm sido relatadas. Pacientes tratados com Roacutan® especialmente
aqueles com altos níveis de triglicérides apresentam risco de desenvolverem pancreatite. Pancreatite
fatal tem sido raramente relatada (vide “Recomendações”).
Desordens hepáticas e biliares: elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas,
alguns casos de hepatite. Em muitos desses casos, as alterações ocorreram dentro da variação
normal e os valores retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Em outros casos, entretanto,
foi necessário reduzir a dose ou descontinuar o tratamento com Roacutan®.
Desordens do sistema respiratório: broncoespasmo tem sido raramente relatado; algumas vezes em
pacientes com uma história prévia de asma.
Desordens sangüíneas: diminuição da contagem de células brancas sangüíneas, neutropenia,
alterações de células vermelhas (como redução da contagem de células vermelhas e hematócrito),
anemia, elevação da taxa de sedimentação, aumento nas plaquetas ou diminuição da contagem
plaquetária (trombocitopenia).
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Achados laboratoriais: aumento de triglicérides e colesterol séricos, diminuição de HDL,
hiperuricemia. Raros casos de diabetes têm sido diagnosticados (vide “Advertências e
Precauções").
Infecções: infecções locais ou sistêmicas por microorganismos gram-positivos (Staphylococcus
aureus).
Outras reações: linfadenopatia, vasculite (por exemplo, granulomatose de Wegener), vasculite
alérgica, reações alérgicas, hipersensibilidade sistêmica, hematúria e glomerulonefrite.
6.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Sinais de hipervitaminose A (secura nos lábios, rachaduras na pele,dor de cabeça e perturbações
visuais) podem aparecer em casos de superdosagem. Interrompa o uso da medicação e informe
imediatamente ao seu médico.
7.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO
As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (temperatura
entre 15oC e 30ºC). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da
luz.
Prazo de validade
Este medicamento possui prazo de validade a partir da data de fabricação (vide embalagem
externa do produto). Não use o medicamento após a data de validade indicada na embalagem;
pode ser prejudicial à saúde.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
1.
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
A isotretinoína, substância ativa de Roacutan®, é um estereoisômero sintético do ácido all-trans-
retinóico (tretinoína). Ela é muito eficaz na cura da acne, pois afeta todos os fatores etiológicos da
doença: produção sebácea, hiperqueratinização folicular, colonização do ducto com
Propionibacterium acnes e processo inflamatório.
O mecanismo de ação do Roacutan® ainda não foi elucidado em detalhes, mas já se estabeleceu
que a melhora observada no quadro clínico da acne grave está associada com a supressão dose-
dependente da atividade da glândula sebácea e com a redução no tamanho das glândulas
sebáceas demonstrada histologicamente. Estabeleceu-se, também, o efeito anti-inflamatório
dérmico da isotretinoína.
Farmacocinética
Sendo a cinética da isotretinoína e seus metabólitos lineares, suas concentrações plasmáticas
durante o tratamento podem ser preditas através de uma única informação. Esta propriedade também
demonstra alguma evidência de que a atividade das enzimas hepáticas metabolizadoras não seja
induzida pela isotretinoína.


Absorção
A absorção de isotretinoína no trato gastrintestinal é variável; a biodisponibilidade absoluta de
isotretinoína não foi determinada, pois a preparação venosa do composto não está disponível para
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uso em humanos, porém, estudos em cachorros sugerem que a biodisponibilidade sistêmica seja
variável e razoavelmente baixa. Em pacientes estáveis com acne, uma concentração sangüínea de
pico (Cmáx) de 310 ng/mL (variação: 188-473 ng/mL) foi observada 2-4 horas após administração de
80 mg/dia de isotretinoína em jejum. As concentrações plasmáticas de isotretinoína são cerca de 1,7
vezes maiores que as concentrações sangüíneas devido a baixa penetração de isotretinoína dentro
das hemácias.
Quando a isotretinoína é ingerida com alimentos, sua biodisponibilidade é dobrada em relação ao
jejum.
Distribuição
A isotretinoína liga-se fortemente às proteínas plasmáticas, principalmente albumina (99,9%),
portanto, a fração livre da droga (farmacologicamente ativa) é menor que 0,1% em uma ampla
variedade de concentrações terapêuticas.
O volume de distribuição da isotretinoína é desconhecido no homem, uma vez que não se dispõe da
mesma para administração intravenosa.
Concentrações sangüíneas constantes (Cmin,ss) de isotretinoína em pacientes com acne grave
tratados com 40 mg duas vezes ao dia variaram de 120 a 200 ng/mL; a concentração de 4-oxo-
isotretinoína nestes pacientes foi 2-5 vezes maior que concentrações de isotretinoína. Existem poucas
informações em humanos sobre a distribuição tecidual de isotretinoína. Concentrações de
isotretinoína na epiderme representam metade da concentração plasmática.
Metabolismo
Após administração oral de isotretinoína, três metabólitos principais têm sido identificados no plasma:
4-oxo-isotretinoína, tretinoína (ambos ácido trans-retinóico), e 4-oxo-tretinoína. O principal metabólito
é o 4-oxo-isotretinoína, com concentrações plasmáticas constantes 2,5 vezes maior que os outros
compostos. Outros metabólitos foram detectados, porém não completamente identificados , incluindo
conjugados glicurônicos.
Os metabólitos da isotretinoína mostraram atividade biológica em vários testes in vitro. Portanto, o
perfil clínico observado em pacientes poderia ser o resultado da atividade farmacológica da
isotretinoína e seus metabólitos. Estudo clínico envolvendo 74 pacientes demonstrou que a
administração oral de 4-oxo-isotretinoína resultou numa redução significativa da taxa de excreção
de sebo, comprovando que a 4-oxo-isotretinoína contribui de forma significativa na atividade
terapêutica do Roacutan®. Neste estudo, a administração oral de 4-oxo-isotretinoína não afetou a
concentração endógena de isotretinoína e tretinoína, sugerindo que a atividade da 4-oxo-
isotretinoína é mediada pela 4-oxo-tretinoína.
Como a isotretinoína e tretinoína (ambos ácido trans-retinóico) são metabolizados reversivelmente
(interconvertidos), o metabolismo da tretinoína é relacionado com o da isotretinoína. O metabolismo
pré-sistêmico da isotretinoína foi demonstrado em um estudo clínico que envolveu 10 voluntários.
Circulação êntero-hepática pode ter um papel importante na farmacocinética de isotretinoína nos
humanos.
Estudos de metabolismo in vitro têm demonstrado o envolvimento de várias enzimas CYP no
metabolismo de isotretinoína para 4-oxo-isotretinoína e tretinoína. Nenhuma forma isolada parece ter
um papel predominante. CYP2C8, CYP2C9, CYP2B6, e possivelmente CYP3A4 parecem ter as
maiores contribuições no metabolismo da isotretinoína para 4-oxo-isotretinoína. CYP2C9, CYP2B6, e
possivelmente CYP2C8, CYP3A4, CYP2A6 e CYP2E1 contribuem para o metabolismo da
isotretinoína. CYP26 é também conhecido como metabolizador de retinóides. Roacutan® e seus
metabólitos não são significativamente afetados pela atividade da CYP.

Eliminação
Após administração oral de isotretinoína radioativa, frações aproximadamente equivalentes da dose
são recuperadas na urina e nas fezes. Após administração oral de isotretinoína, a meia-vida de
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eliminação terminal da droga inalterada em pacientes com acne ocorre em 19 horas, em média. A
meia-vida de eliminação terminal de 4-oxo-isotretinoína é maior, sendo 29 horas, em média.
Isotretinoína é um retinóide fisiológico e, concentrações endógenas de retinóides são atingidas em
aproximadamente duas semanas após o término do tratamento com Roacutan®.
Farmacocinética em populações especiais
Sendo o Roacutan® contra-indicado para pacientes com insuficiência hepática, existe pouca
informação sobre a cinética do Roacutan® nessa população.
2.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
A hiperqueratinização da unidade pilossebácea leva a compactação dos corneócitos no ducto e
obstrução pela queratina e do excesso de sebo. Ocorre a formação dos comedões e,
eventualmente, das lesões inflamatórias. Roacutan® inibe a proliferação dos sebócitos e parece
regularizar o processo de diferenciação celular. O sebo é o principal substrato para o crescimento
do Propionibacterium acnes, de modo que a redução da produção de sebo ocorre inibição da
colonização bacteriana do ducto.
A isotretinoína oral representa uma terapia efetiva para a acne resultando em remissão
prolongada da doença na maioria dos pacientes. Um estudo com 88 pacientes, portadores de
acne grave e/ou quadros resistentes a terapêutica convencional, tratados com isotretinoína oral na
dose diária de 0,5-1mg/Kg/dia e dose cumulativa 120 mg/Kg, resultou em: 85% de melhora
clínica após 4 meses de tratamento. Os pacientes foram acompanhados durante 10 anos após o
término do tratamento: 60% apresentaram remissão completa da doença e 23% necessitaram de
um segundo curso de tratamento.
Referência bibliográfica
Layton AM, Stainforth JM and Cunliffe WJ. Ten years’ experience of oral isotretinoin for the treatment of acne vulgaris.J
Dermatol Treat 1993;4:S2-5.
3. INDICAÇÕES
Roacutan® está indicado no tratamento de formas graves de acne (nódulo-cística e conglobata e
acne com risco de cicatrizes permanentes) e quadros de acne resistentes a terapêuticas
anteriores (antibióticos sistêmicos e agentes tópicos).
4. CONTRA
INDICAÇÕES
Roacutan® é contra-indicado nos seguintes casos: gravidez [em mulheres grávidas ou que
possam ficar grávidas durante o tratamento, a menos que essas pacientes satisfação todos os
critérios de contracepção exigidos (vide "Gravidez e lactação")], mulheres no período de lactação,
insuficiência hepática, hipervitaminose A preexistente, pacientes fazendo uso concomitante de
tetraciclinas, pacientes com valores lipídicos sangüíneos excessivamente elevados. Roacutan® é
também contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade à droga ou a algum de seus
componentes. Roacutan® contém óleo de amendoim, óleo de soja, óleo de soja parcialmente
hidrogenada e óleo de soja hidrogenada. Portanto, Roacutan® está contra-indicado em pacientes
alérgicos à soja ou amendoim.

5.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
As cápsulas de Roacutan® devem ser engolidas, sem mastigar, durante as refeições.
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As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (temperatura
entre 15oC e 30ºC). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da
luz.
6. POSOLOGIA
Roacutan® somente deve ser prescrito por médicos que tenham experiência no uso de retinóides
sistêmicos e entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína.
Pacientes do sexo masculino e feminino devem receber uma cópia do guia do paciente e guia de
contracepção.
A resposta terapêutica ao Roacutan® e seus efeitos adversos são dose-dependentes, variando de
acordo com o paciente. Há necessidade de ajuste individual da dosagem durante o tratamento. O
tratamento com Roacutan® deve ser iniciado com 0,5 mg/kg diário. Para a maioria dos pacientes, a
dose varia de 0,5-1,0 mg/kg/dia. Pacientes com doença muito grave ou com acne em tronco podem
necessitar de doses diárias maiores, até 2,0 mg/kg.
A dose cumulativa de 120-150 mg/kg por tratamento tem sido documentada para aumentar a taxa de
remissão e prevenir recorrência. A duração da terapêutica portanto varia em função da dose diária.
Remissão completa da acne ocorre geralmente nas 16-24 semanas de tratamento. Em pacientes que
apresentam intolerância grave à dose recomendada, o tratamento pode ser mantido com doses
menores e conseqüentemente durante um período maior de tratamento.
Na maioria dos pacientes a resolução completa da acne é obtida com um único curso de tratamento.
No caso de recorrência evidente, um novo curso de tratamento com Roacutan® deve ser prescrito,
com a mesma dose diária e dose cumulativa prévia. Como ainda pode ser observada melhora da
acne até 8 semanas após o término do tratamento, o retratamento não deve ser iniciado antes deste
período.
As cápsulas deverão ser ingeridas com alimentos, uma ou duas vezes ao dia.

Instruções de dosagem especial
Em pacientes com insuficiência renal grave o tratamento deve ser iniciado com uma dose menor (p.e.,
10 mg/dia) e ajustado individualmente de acordo com a tolerabilidade. A dose deverá ser aumentada
até 1mg/Kg/dia ou até a dose diária máxima tolerada pelo paciente.
7. ADVERTÊNCIAS

Roacutan® deve ser prescrito apenas por médicos com experiência com o uso de retinóides
sistêmicos e que entendam o risco de teratogenicidade associado ao tratamento com isotretinoína.
Os pacientes devem ser orientados a nunca repassar o medicamento a outras pessoas e devolver as
cápsulas não utilizadas no final do tratamento ao farmacêutico responsável.
A doação de sangue pelos pacientes deve ser evitada durante e até um mês após o tratamento
com Roacutan® para prevenir exposição acidental e risco potencial para fetos de gestantes que
se submetam a transfusões.
A função hepática ou enzimas devem ser examinadas antes e 1 mês após o início do tratamento e
subseqüentemente a cada 3 meses ou mais freqüentemente se houver indicação clínica. Elevações
transitórias e reversíveis das transaminases tem sido relatadas. Em vários casos essas alterações
foram dentro da variação normal e retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Entretanto,
quando os níveis de transaminases alteram significativamente, pode ser necessária redução da dose
ou interrupção do tratamento.
Os lípides séricos (em jejum) também devem ser examinados antes, um mês após e
subseqüentemente a cada 3 meses ou mais freqüentemente, se houver indicação clínica. Os lípides
séricos geralmente retornam ao normal ao se reduzir a dose ou descontinuar o tratamento. As
alterações nos lípides séricos podem responder a medidas dietéticas.
Está recomendado o controle clínico para elevações significativas dos níveis séricos de triglicérides,
níveis superiores a 800 mg/dl ou 9 mmol/l são algumas vezes, associados com pancreatite aguda,
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quadro potencialmente fatal. Portanto, Roacutan® deve ser interrompido em casos de
hipertrigliceridemia descontrolada ou sintomas de pancreatite.
Insuficiência renal aguda ou crônica graves não afetam a farmacocinética da isotretinoína.
Roacutan® pode ser administrado a pacientes com insuficiência renal. Nesses casos,
recomenda-se iniciar o tratamento com baixas doses e aumentar progressivamente até a dose
máxima tolerada pelo paciente.
Depressão, sintomas psicóticos e raras tentativas de suicídio foram relatados nos pacientes
tratados com Roacutan® (vide "Reações adversas"). Embora uma relação causal não tenha sido
estabelecida para esses eventos, cuidados especiais precisam ser tomados em pacientes com
história de depressão e todos os pacientes devem ser supervisionados quanto à ocorrência de
sinais de depressão e encaminhados para tratamento apropriado, caso necessário. A interrupção
do Roacutan® pode não resultar em alívio dos sintomas e a avaliação psicológica ou psiquiátrica
pode ser necessária.
Alterações ósseas, incluindo fechamento precoce de epífises, hiperostose e calcificações de tendões
e ligamentos têm ocorrido após vários anos de administração de altas doses para tratamento de
desordens da queratinização. A dose diária é cumulativa e a duração do tratamento desses pacientes
geralmente excede aquela recomendada para o tratamento da acne. Entretanto, uma avaliação
cuidadosa do risco-benefício deve ser realizada para cada paciente.
Mialgia e artralgia podem ocorrer e podem estar associadas com redução da tolerância ao exercício
intenso (vide “Reações adversas”). Aumentos isolados de CPK séricos têm sido relatados em
pacientes tratados com Roacutan®, particularmente aqueles sob atividade física intensa.
Exacerbações agudas do quadro de acne são ocasionalmente vistas no período inicial do tratamento
(usualmente de 7-10 dias) e, geralmente, não necessitam de ajuste de dose.
Exposições à luz solar e raios ultravioletas devem ser evitadas. Quando necessário, utilizar fatores de
proteção elevados com FPS superior à 15.
O uso associado de agentes queratolíticos ou esfoliantes tópicos deve ser evitado pelo risco de
irritação cutânea.
Dermabrasão agressiva, química e tratamentos cutâneos com laser devem ser evitados em pacientes
em uso de isotretinoína e até 5 a 6 meses após o tratamento devido ao risco de cicatrização
hipertrófica em áreas atípicas e mais raramente hiper ou hipopigmentação nas áreas tratadas.
Depilação mecânica (com cera) deve ser evitada durante e pelo menos por um período de 6
meses após o tratamento devido a possibilidade de exulceração, cicatriz ou dermatite.
Os pacientes devem ser orientados a utilizar emolientes/umectantes labiais no início do
tratamento para evitar o ressecamento labial.
Diminuição da visão noturna tem ocorrido durante o tratamento com isotretinoína e em raros casos
tem persistido após interrupção do tratamento (vide "Reações adversas"). Devido ao início súbito em
alguns casos, os pacientes devem ser avisados deste problema potencial e dos cuidados ao dirigir ou
operar qualquer veículo à noite. Problemas visuais devem ser cuidadosamente monitorados.
Ressecamento ocular, blefarite, conjuntivite, opacidades córneas, diminuição da visão noturna e
ceratite geralmente se resolvem após descontinuação do tratamento. O ressecamento ocular pode
ser minimizado com o uso de lubrificantes oculares e lágrimas artificiais. Devido à possibilidade de
ocorrer ceratite, pacientes com ressecamento ocular devem ser monitorados. Pacientes com
dificuldades visuais devem ser encaminhados para avaliação oftalmológica e considerar a suspensão
de Roacutan®. Pode ocorrer intolerância a lentes de contato e os pacientes podem necessitar do uso
dos óculos durante o tratamento.
Casos raros de hipertensão intracraniana benigna (“pseudotumor cerebral”) tem sido relatados,
alguns com uso concomitante de tetraciclinas. Sinais e sintomas de hipertensão intracraniana benigna
incluem cefaléia, náuseas, vômitos, distúrbios visuais e papiledema. Pacientes com quadro de
hipertensão intracraniana benigna devem interromper o uso de Roacutan® imediatamente.
Roacutan® tem sido associado com doença inflamatória intestinal (incluindo ileíte regional) em
pacientes sem história prévia de desordens intestinais. Pacientes com diarréia grave (hemorrágica)
devem descontinuar Roacutan® imediatamente.
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MEDICAMENTO NOVO – Notificação de Alteração no Texto de Bula CDS 1.3C
SET/2007
F.REG.004.03


Reações anafiláticas têm sido raramente relatadas e apenas após exposição prévia a retinóides.
Reações alérgicas cutâneas são relatadas raramente. Casos graves de vasculite alérgica,
geralmente com púrpura (hematomas e equimoses) das extremidades e envolvimento extracutâneo
têm sido relatados. Reações alérgicas graves requerem interrupção do tratamento e monitoração
cuidadosa.
Precauções para grupos de pacientes especiais
Em pacientes de alto risco (com diabetes, obesidade, alcoolismo ou distúrbios do metabolismo
lipídico) que se submetem ao tratamento com Roacutan®, exames dos valores lipídicos e
glicemia realizados mais freqüentemente podem ser necessários.
Em pacientes portadores ou com suspeita de diabetes, recomenda-se a verificação freqüente dos
níveis da glicose sangüínea. Altos níveis sangüíneos de glicose em jejum, e novos casos de
diabetes foram diagnosticados durante a terapêutica com Roacutan®.

Recomendações
Recomenda-se o controle de elevações clinicamente significativas de triglicérides séricos, pois níveis
maiores que 800 mg/dL está relacionado, às vezes, com pancreatite aguda, potencialmente fatal (vide
"Reações adversas"). Portanto, Roacutan® deve ser descontinuado caso ocorra hipertrigliceridemia
incontrolável ou sintomas de pancreatite.

Gravidez e lactação
Gravidez é uma contra-indicação absoluta para o tratamento com Roacutan®. Caso ocorra
gravidez durante o tratamento ou no mês seguinte ao término da medicação, apesar das precauções,
há um grande risco de malformações graves no feto.
Isotretinoína é altamente teratogênica. Existe um risco extremamente alto de nascimento de uma
criança deformada no caso de gravidez durante a administração de isotretinoína oral, em qualquer
quantidade, mesmo durante curtos períodos. Todos os fetos expostos podem potencialmente ser
afetados.
Roacutan® é contra-indicado a mulheres com potencial de engravidar a menos que a paciente do
sexo feminino satisfaça todas as condições seguintes:
ela deve ter formas graves de acne (nódulo-cística e conglobata e acne com risco de cicatrizes
permanentes) e quadros de acne resistentes a terapêuticas anteriores (antibióticos sistêmicos e
agentes tópicos).
Testes negativos de gravidez devem ser obtidos antes, durante e 5 semanas após o término do
tratamento. Os resultados desses testes devem ser documentados.
· ela deve ser confiável na compreensão e cumprimento das instruções;
· ela deve ser informada pelo médico sobre o perigo de engravidar durante e 1 mês após tratamento
com Roacutan®;
· ela entende o risco teratogênico;
· ela deve ser advertida sobre a possibilidade de falha do método anticoncepcional;
· ela entende a necessidade de rigoroso controle mensal;
· Ela está informada e entende as potenciais conseqüências da gestação e que necessita de rápida
avaliação médica se ocorrer risco de gestação.
· Mesmo em amenorréia ela deve manter todas as recomendações de contracepção efetiva;
· ela deve confirmar que compreendeu as precauções;
· ela usa e entende a necessidade de usar medidas contraceptivas eficazes mandatórias;
· ela deve usar contracepção eficaz sem interrupção durante 1 mês antes do início da terapêutica
com Roacutan®, durante a terapêutica e 1 mês após a descontinuação da terapêutica (vide
“Precauções e advertências”); preferencialmente devem utilizar dois métodos contraceptivos
complementares, sendo um hormonal e outro de barreira.
· ela deve ter um teste de gravidez confiável negativo no mínimo 11 dias antes de iniciar a
terapêutica. Recomenda-se fortemente a repetição mensal do teste de gravidez; ela aceita realizar
o teste de gravidez durante e cinco semanas após a interrupção do tratamento.
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· ela deve iniciar a terapêutica com Roacutan® somente no 2o ou 3o dia do próximo ciclo menstrual
normal;
· no caso de repetição do tratamento, ela deverá também utilizar as mesmas medidas
anticoncepcionais eficazes e ininterruptas 1 mês antes, durante e até 5 semanas após a
terapêutica com Roacutan® e os mesmos testes confiáveis de gravidez devem ser realizados;
· ela deve ter entendido as precauções e confirmado seu entendimento e sua vontade de submeter-
se a medidas contraceptivas confiáveis como foi explicado para ela.
Mesmo pacientes do sexo feminino que normalmente não utilizam métodos anticoncepcionais
devido à história de infertilidade (exceto no caso de histerectomia) ou que dizem não apresentar
atividade sexual devem ser aconselhadas a usar medidas contraceptivas eficazes enquanto
tomarem isotretinoína, seguindo as instruções acima.
A Roche, em comum acordo com o Ministério da Saúde, preconiza que a isotretinoína seja
prescrita segundo a Portaria 344 de 1o de fevereiro de 1999, devendo a receita ser acompanhada
da Notificação de Receita Especial para os retinóides sistêmicos e Termo de Consentimento
Informado, que enfatiza a necessidade de contracepção e prevenção da gravidez.
As informações sobre prevenção de gravidez devem ser dadas para todos os pacientes tanto de
forma oral quanto escrita.
Deve-se realizar teste de gravidez de alta sensibilidade nos três primeiros dias do ciclo menstrual,
com as seguintes recomendações:
- Antes de iniciar o tratamento:
Deve ser realizado um teste de gravidez antes de iniciar o método contraceptivo, os resultados
devem ser documentados. Em pacientes com ciclos menstruais irregulares o teste deverá ser
realizado, 3 semanas após a última relação sexual sem proteção. O médico deve orientar a
paciente em relação as medidas contraceptivas.
O teste de gravidez também deverá ser realizado durante a consulta para início do tratamento ou
três dias antes, para excluir a possibilidade de gestação quando se inicia a medicação. As
pacientes devem ter iniciado os métodos contraceptivos no mês anterior.
- Nos retornos mensais:
Os retornos devem ser realizados a cada 28 dias. O teste de gravidez deverá ser realizado no dia
da consulta ou três dias antes da visita ao médico.
- No final do tratamento:
Após 5 semanas do término do tratamento, o teste de gravidez deverá ser realizado para excluir
gestação.
A medicação deverá ser prescrita em quantidade suficiente para trinta dias de tratamento.
A dispensação da medicação deve ocorrer no período máximo de 7 dias após a emissão da
receita.
Caso ocorra uma gravidez, apesar dessas precauções, na vigência do tratamento com
Roacutan® ou durante o mês seguinte, há um grande risco de malformação grave do feto
(envolvendo em particular o sistema nervoso central, o coração e os grandes vasos sangüíneos).
Há também um risco elevado de aborto espontâneo.
Foram documentadas as principais anormalidades fetais humanas associadas à administração de
Roacutan®, incluindo: anormalidades de sistema nervoso central (hidrocefalia,
malformação/anormalidade cerebelar.microcefalia), dismorfismo facial, fenda palatina,
anormalidades no ouvido externo (microtia, canais auditivos externos pequenos ou ausentes),
anormalidades oculares (microftalmia), anormalidades cardiovasculares (malformações como
Tetralogia de Fallot, Transposição de grandes vasos, defeitos septais), anormalidades no timo e
glândulas paratireóides. Há também aumento na incidência de abortos espontâneos.
O Roacutan® é altamente lipofílico, sendo a passagem da droga para o leite materno muito
provável. Devido aos efeitos adversos potenciais, o uso de Roacutan® deve ser evitado durante a
lactação.
Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.

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ESSE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE
POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO.

Pacientes do sexo masculino: os dados atuais mostram que os níveis de exposição
materna ao sêmen e fluido seminal em usuários de Roacutan® não é suficiente para
representar risco de teratogenicidade.
Os pacientes do sexo masculino devem ser orientados a não repassar a medicação a outras
pessoas, principalmente do sexo feminino.

8.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes idosos
Os estudos com isotretinoína em pacientes acima de 65 anos são experimentais em outras
condições que não a acne. Como pacientes idosos podem apresentar diminuição da função renal
e dislipidemias decorrentes da idade, recomenda-se acompanhamento e monitorização freqüente
dos níveis séricos de creatinina, colesterol, triglicérides e da função renal.
Pacientes pediátricos
O uso de Roacutan® em pacientes com idade inferior a 12 anos não tem sido estudado.

Instruções de dosagem especial
Em pacientes com insuficiência renal grave o tratamento deve ser iniciado com uma dose menor (p.e.,
10 mg/dia) e ajustado individualmente de acordo com a tolerabilidade. A dose deverá ser aumentada
até 1mg/Kg/dia ou até a dose diária máxima tolerada pelo paciente.
9. INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS
Terapêutica concomitante de Roacutan® e vitamina A deve ser evitada, pois os sintomas de
hipervitaminose A podem ser intensificados.
Raros casos de hipertensão intracraniana benigna, “pseudotumor cerebral”, têm sido relatados,
alguns deles envolvendo o uso concomitante de tetraciclinas e derivados. Portanto, tratamento
concomitante com tetraciclina deve ser evitado.
Microdoses de progesterona é um método contraceptivo inadequado durante o tratamento com
isotretinoína.
A terapia combinada com carbamazepina e isotretinoína pode resultar em redução na concentração
plasmática de carbamazepina, sendo recomendada a monitorização dos níveis séricos de
carbamazepina, durante o tratamento com isotretinoína.
10.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Alguns dos efeitos adversos do Roacutan® são dose-dependentes. Com a dose recomendada, o
risco-benefício é geralmente aceitável, considerando a gravidade da doença. Os efeitos adversos são
geralmente reversíveis com a alteração da dose ou interrupção do tratamento, alguns podem persistir
após a suspensão da medicação.
Os eventos adversos listados abaixo refletem a experiência de estudos investigacionais e de pós-
marketing. A relação de alguns desses eventos com a terapia com Roacutan® é desconhecida.
Muitos desses efeitos são semelhantes aqueles observados em pacientes que utilizam altas
doses de vitamina A (ressecamento da pele e membranas mucosas, por exemplo, dos lábios,
passagem nasal e olhos).
Sintomas relacionados com hipervitaminose A: os seguintes sintomas são os efeitos indesejáveis
mais freqüentemente relatados do Roacutan® – secura de pele e mucosas, isto é, de lábios, mucosa
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nasal (epistaxe), faringe (rouquidão), olhos (conjuntivite, opacidade da córnea, e intolerância a lentes
de contato).
Pele e anexos: exantema, prurido, dermatite facial, sudorese, granuloma piogênico, paroníquia,
distrofia ungueal, aumento na formação de tecidos de granulação, adelgaçamento de cabelos,
alopecia reversível, acne fulminante, hirsutismo, hiperpigmentação, fotossensibilidade, reações
alérgicas, fragilidade cutânea. Piora da acne ocorre no início do tratamento e persiste durante várias
semanas.
Desordens do sistema músculo-esquelético: Mialgia (dores musculares) com ou sem aumento da
CPK (vide "Advertências e Precauções”), artralgia (dores articulares), hiperostose, artrite, calcificação
dos ligamentos e tendões e outras alterações ósseas, redução na densidade óssea, lombalgia,
fechamento epifisário prematuro, tendinite.
Desordens do sistema nervoso central e psiquiátricas: alterações comportamentais, cefaléia,
aumento da pressão intracraniana (pseudotumor cerebral), convulsões, depressão (vide
"Advertências e precauções”), tentativa de suicídio, suicídio Embora a relação causal não tenha sido
estabelecida, cuidados especiais devem ser dados para pacientes com história de depressão e todos
os pacientes devem ser monitorizados para sinais de depressão e encaminhados para o tratamento
apropriado, se necessário.
Desordens sensoriais: casos isolados de distúrbios visuais, fotofobia, distúrbios da adaptação ao
escuro (visão noturna diminuída), raros distúrbios visuais de cor (reversível com a descontinuação),
catarata lenticular, ceratite, visão turva, blefarite, conjuntivite, irritação ocular, papiledema como sinal
de hipertensão intracraniana benigna, redução da audição em algumas freqüências e zumbido, tem
sido reportados.
Desordens do sistema gastrintestinal: náusea, diarréia grave, doença inflamatória intestinal como
colite, ileíte e hemorragia têm sido relatadas. Pacientes tratados com Roacutan® especialmente
aqueles com altos níveis de triglicérides apresentam risco de desenvolverem pancreatite. Pancreatite
fatal tem sido raramente relatada (vide “Recomendações”).
Desordens hepáticas e biliares: elevações transitórias e reversíveis de transaminases hepáticas,
alguns casos de hepatite. Em muitos desses casos, as alterações ocorreram dentro da variação
normal e os valores retornaram aos níveis basais durante o tratamento. Em outros casos, entretanto,
foi necessário reduzir a dose ou descontinuar o tratamento com Roacutan®.
Desordens do sistema respiratório: broncoespasmo tem sido raramente relatado; algumas vezes em
pacientes com uma história prévia de asma.
Desordens sangüíneas: diminuição da contagem de células brancas sangüíneas, neutropenia,
alterações de células vermelhas (como redução da contagem de células vermelhas e hematócrito),
anemia, elevação da taxa de sedimentação, aumento nas plaquetas ou diminuição da contagem
plaquetária (trombocitopenia).
Achados laboratoriais: aumento de triglicérides e colesterol séricos, diminuição de HDL,
hiperuricemia. Raros casos de diabetes têm sido diagnosticados (vide “Advertências e
Precauções").
Infecções: infecções locais ou sistêmicas por microorganismos gram-positivos (Staphylococcus
aureus).
Outras reações: linfadenopatia, vasculite (por exemplo, granulomatose de Wegener), vasculite
alérgica, reações alérgicas, hipersensibilidade sistêmica, hematúria e glomerulonefrite.
.
11. SUPERDOSE
Sinais de hipervitaminose A podem aparecer em casos de superdosagem. Lavagem estomacal
pode ser indicada nas primeiras horas após a superdosagem.
12. ARMAZENAGEM
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As cápsulas de Roacutan® devem ser armazenadas em temperatura ambiente (entre 15º e
30ºC). Armazenado na embalagem original encontra-se protegido da umidade e da luz.

MS-1.0100.0182
Farm. Resp.: Guilherme N. Ferreira – CRF-RJ nº 4288

Fabricado na Suíça por F. Hoffmann-La Roche Ltd., Basiléia
Embalado por: F. Hoffmann-La Roche Ltd., Kaiseraugst, Suíça
Importado e distribuído no Brasil por:
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Est. dos Bandeirantes, 2020 CEP 22710-104 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.009.945/0023-39

Serviço Gratuito de Informações ­ 0800 7720 289




R
www.roche.com.br


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.

NO do lote, data de fabricação, prazo de validade: vide cartucho.
ATENÇÃO: RISCO PARA MULHERES GRÁVIDAS, CAUSA GRAVES DEFEITOS NA FACE,
NAS ORELHAS, NO CORAÇÃO E NO SISTEMA NERVOSO DO FETO.

CDS 1.3C

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