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Zovirax Pomada Oftálmica
Zovirax®
aciclovir
I ) Identificação do medicamento
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
Zovirax® Pomada Oftálmica é apresentado em embalagens contendo uma bisnaga de 4,5g.
Composição
Cada 1 grama contém:
aciclovir ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….0,03g
petrolato branco ……………………………………………………….. q.s.p. ……………………………………………………………………………….1g
U s o a d u l t o e p e d i á t r i c o
II) Informações ao paciente
1. Como este medicamento funciona?
Zovirax® contém como princípio ativo, o fármaco aciclovir, agente antiviral muito ativo contra o vírus do herpes simples
(HSV), tipos I e II, e o vírus da vVaricela-zoster.
Esta droga atua bloqueando os mecanismos de replicação do vírus.

2. Por que este medicamento foi indicado?
Zovirax® Pomada Oftálmica é indicado para o tratamento da ceratite por herpes simples.

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3. Riscos
do
medicamento
Contra-indicações
Se você responder “SIM” a alguma das perguntas abaixo, converse a respeito com seu médico antes de usar este
medicamento.
Você está grávida ou pretendendo ficar grávida?
Você já teve uma reação alérgica a Zovirax®, ao valaciclovir, ou a qualquer outro componente da fórmula?
Você usa lentes de contato?
Advertências
Logo após a aplicação, você poderá sentir uma leve sensação de picada que passa rapidamente.
Se este for ingerido acidentalmente, é improvável que ocorra algum efeito indesejável, mas o médico deve sempre ser
informado.
Precauções
Você deve evitar usar lentes de contato enquanto faz uso de Zovirax® Pomada Oftálmica.
Interações Medicamentosas
Não são conhecidas interações clinicamente significantes.
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á vi d a s s e m o r i e n t a ç ã o m é d i c a .
I n f o r m e i m e d i a t a m e n t e s e u m é d i c o e m c a s o d e s u s p e i t a d e g r a vi d e z .
N ã o e x i s t e m c o n t r a – i n d i c a ç õ e s r e l a t i va s a f a i x a s e t á r i a s .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o o a p a r e c i m e n t o d e r e a ç õ e s i n d e s e j á ve i s .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o s e vo c ê e s t á f a z e n d o u s o d e o u t r o m e d i c a m e n t o .
N ã o u s e m e d i c a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o , p o d e s e r p e r i g o s o p a r a s u a
s a ú d e .

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4. Como devo usar este medicamento?
Aspecto Físico / Características Organolépticas
Massa untuosa suave, homogênea, branca a esbranquiçada, ligeiramente translúcida, com ligeiro odor característico.
Uniforme e isenta de granulações, caroços e corpos estranhos.
Modo de uso
Lavar bem as mãos antes e depois da aplicação. Aplicar um centímetro da pomada liberada pela bisnaga no interior da
pálpebra inferior.
Mantenha a bisnaga sempre fechada. Um mês depois de aberta, a mesma deve ser descartada.
Posologia
A dose para todos os grupos etários é a mesma.
Zovirax® Pomada Oftálmica deve ser aplicado 5 vezes ao dia sobre o olho afetado, em intervalos de aproximadamente 4
horas. Após a cicatrização, deve-se continuar a aplicá-lo, no mínimo, por mais 3 dias.
S i g a a o r i e n t a ç ã o d e s e u m é d i c o , r e s p e i t a n d o s e m p r e o s h o r á r i o s , a s d o s e s e a d u r a ç ã o d o
t r a t a m e n t o .
N ã o i n t e r r o m p a o t r a t a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o .
N ã o u s e o m e d i c a m e n t o c o m o p r a z o d e va l i d a d e ve n c i d o . An t e s d e u s a r o b s e r ve o a s p e c t o
d o m e d i c a m e n t o .
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r m a s t i g a d o .
5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Zovirax® Pomada Oftálmica pode causar os seguintes efeitos colaterais em uma pequena proporção de pacientes:
Ocasionalmente, uma leve e transitóiria sensação de picada pode ocorrer após o uso da pomada.
Ocasionalmente, também podem ocorrer manchas ou lesões superficiais na córnea e irritação local e inflamação, tais como
conjuntivite e, raramente, inflamação das pálpebras (blefarite).
Algumas pessoas podem ser alérgicas a Zovirax®. Existem relatos raros de reações alérgicas incluindo inchaço,
especialmente dos lábios, face ou pálpebras.

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Se você sentir algum destes sintomas interrompa o uso do medicamento e procure socorro médico imediatamente.
6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
É improvável que ocorra algum efeito adverso se o conteúdo total da bisnaga, contendo 135 mg de aciclovir, seja ingerido
acidentalmente. De qualquer forma, você deve procurar um médico.
7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha o produto na embalagem original. Conserve em temperatura abaixo de 25ºC. Um mês depois de aberta, a
mesma deve ser descartada

T o d o m e d i c a m e n t o d e v e s e r m a n t i d o f o r a d o a l c a n c e d a s c r i a n ç a s .
III) Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características
farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
Mecanismo de ação
O aciclovir é um agente antiviral muito ativo in vitro contra o vírus Herpes simplex, vírus (VHS) tipos 1 e 2; vírus Varicela
zoster (VVZ). Sua toxicidade em células infectadas de mamíferos é baixa
O aciclovir é fosforilado em seu composto ativo, o trifosfato de aciclovir, após penetrar nas células infectadas pelo Herpes. A
primeira etapa desse processo requer a presença da timidina quinase codificada pelo vírus. O trifosfato de aciclovir age
como inibidor e substrato para a DNA-polimerase específica do Herpes vírus, evitando a síntese do DNA viral, sem afetar os
processos celulares normais.
Propriedades farmacocinéticas:
O aciclovir é rapidamente absorvido através do epitélio corneano e tecidos oculares superficiais, de modo que
concentrações tóxicas para o vírus são alcançadas no humor aquoso.
Não foi possível detectar, por meio dos métodos existentes, a presença de aciclovir no sangue após a aplicação tópica de
Zovirax® Pomada Oftálmica, mas traços do aciclovir são detectáveis na urina. Entretanto, esses níveis não são
terapeuticamente significativos.

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2. Resultados de eficácia
Zovirax® Pomada Oftálmica promoveu a cicatrização em 94% dos casos de ceratite por Herpes simplex em pacientes
tratados por 14 dias, com cicatrização mais rápida (p<0,01) que a dos pacientes tratados com adenosina arabnosídeo, os
quais obtiveram 82% de cura.
Ref: YOUNG, BJ. et al. A randomised double-blind clinical trial of acyclovir (Zovirax) and adenine arabinoside in herpes
simplex corneal ulceration. Br J Ophthalmol, 66(6): 361-363, 1982.
3. Indicações
Zovirax® Pomada Oftálmica é indicado para o tratamento da ceratite por herpes simples.
4. Contra
indicações
Zovirax® Pomada Oftálmica é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao aciclovir ou valaciclovir.
5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Mantenha a bisnaga sempre fechada. Um mês depois de aberta, a mesma deve ser descartada.
Aplicar um centímetro da pomada liberada pela bisnaga no interior da pálpebra inferior.
6. Posologia
A dose para todos os grupos etários é a mesma.
Zovirax® Pomada Oftálmica deve ser aplicado 5 vezes ao dia no olho afetado, com um intervalo de aproximadamente 4
horas. Após a cicatrização, deve-se continuar a aplicá-lo, no mínimo, por mais 3 dias.
Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
Não existem dados sobre a influência do produto na capacidade de sirigir e operar máquinas.
7. Advertências
Os pacientes devem ser informados de que pode ocorrer leve sensação de picada transitória imediatamente após a
aplicação do produto.
Deve-se evitar o uso de lentes de contato durante o uso de Zovirax® Pomada Oftálmica.
Gravidez e lactação:
O uso comercial do aciclovir em seres humanos tem produzido registros do uso de formulações de Zovirax® durante a
gravidez. Os registros não demonstraram um aumento no número de defeitos congênitos nos indivíduos expostos a

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Zovirax® Pomada Oftálmica, quando comparados com a população em geral, e nenhum desses defeitos mostrou um
padrão único e consistente que possa sugerir uma causa comum.
O uso de Zovirax® Pomada Oftálmica deve ser considerado apenas quando os benefícios potenciais para a mãe forem
maiores que os riscos desconhecidos para o feto.
A administração sistêmica de aciclovir, em testes-padrão internacionalmente reconhecidos, não produziu efeitos
embriotóxicos ou teratogênicos em coelhos, ratos e camundongos.
Em um teste não padronizado em ratos, observaram-se anomalias fetais, mas apenas após doses subcutâneas tão altas
que produziram toxicidade materna. A relevância clínica dessas descobertas é incerta.
Dados limitados demonstram que a droga passa para o leite materno após administração sistêmica. Entretanto, a dosagem
absorvida por um recém-nascido após uso materno de Zovirax® Pomada Oftálmica é insignificante.
Categoria de risco “B” na gravidez.

E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á vi d a s , o u e s t e j a m a m a m e n t a n d o s e m
o r i e n t a ç ã o m é d i c a .
8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Não existem observações especiais.
9. Interações
medicamentosas
Não foi identificada nenhuma interação clinicamente significativa.
10. Reações adversas a medicamentos
As categorias de freqüência associadas com os eventos adversos abaixo são estimadas.
Muito comum 1/10;
Comum 1/100 e <1/10;
Incomum 1/1000 e <1/100;
Raro 1/10000 e <1/1000;
Muito raro <1/10000.
Dados clínicos experimentais foram usados para atribuir categorias de freqüência as reações adversas observadas durante
experimentações clínicas com o aciclovir. Quanto à natureza dos eventos adversos, não foi possível determinar realmente
quais eventos estão relacionados à administração da droga e quais estão relacionados à doença. Os dados reportados
foram baseados na freqüência dos eventos observados após comercialização.

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Distúrbios do sistema imune
Muito raro: reações de hipersensibilidade imediata, incluindo angiodema
Distúrbios dos olhos
Muito comum: ceratite superficial punctata.
Esta condição não necessita descontinuação do tratamento e resolve-se sem seqüela aparente.
Comum: sensação de picada no olho transitória, que ocorre imediatamente após aplicação, conjuntivite.
Raro: blefarite
Foram relatadas irritação e inflamação local assim como blefarite e conjuntivite em pacientes que receberam Zovirax®
Pomada Oftálmica.
11. Superdose
É improvável que ocorra algum efeito adverso se o conteúdo total da bisnaga, contendo 135 mg de aciclovir, seja ingerido
acidentalmente.
12. Armazenagem
Mantenha o produto na embalagem original. Conservar em temperatura abaixo de 25ºC. Um mês depois de aberta, a
mesma deve ser descartada
IV) Dizeres legais
V E N D A S O B P R E S C R I Ç Ã O M É D I C A.
No do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Fabricado por: ­ Draxis Pharma Inc. Quebec – Canadá
Importado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.172.560/0001-82
Serviço de Atendimento ao
Consumidor
MS: 1.0107.0253
0 8 0 0 7 0 1 2 2 3 3
D i s c a g e m D i r e t a G r a t u i t a
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ: 5522
Versão: GDS 17 IPI 01
BL_zovir_inj_GDS24 IPI02_V4

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aciclovir
Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999

200 mg / 400 mg
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
Comprimido
aciclovir 200 mg – Embalagens contendo 25 comprimidos.
aciclovir 400 mg – Embalagens contendo 30 comprimidos.
USO ORAL – ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido de aciclovir 200 mg contém:
aciclovir………………………………………………………………………………………………….. 200 mg
Excipientes: amidoglicolato de sódio, lactose, celulose microcristalina, povidona, estearato de
magnésio, corante azul.
Cada comprimido de aciclovir 400 mg contém:
aciclovir …………………………………………………………………………………………………. 400 mg
Excipientes: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, povidona, estearato de
magnésio, óxido férrico.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada do medicamento
aciclovir 200 mg
Tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex na pele e mucosas, inclusive herpes
genital, prevenção de infecção em pacientes com imunidade comprometida e do
reaparecimento de infecções pelo vírus em pacientes predispostos.
aciclovir 400 mg
Tratamento de infecções pelo vírus Herpes zoster.
Prevenção do reaparecimento de infecção por Herpes simplex em pacientes com imunidade
comprometida.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz. Manter o frasco bem
fechado.
Prazo de validade
O produto é válido por até 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem.
Não use medicamentos com prazo de validade vencido.
Gravidez e lactação
O uso durante a gravidez não é recomendado. O aciclovir passa para o leite materno, não deve
ser tomado por mulheres que estejam amamentando. Informe seu médico da ocorrência de
gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.
Cuidados de administração
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível, após o aparecimento dos primeiros sinais
de infecção.
Reações adversas
Relatou-se o aparecimento de erupções cutâneas em alguns pacientes que tomaram aciclovir.


Com a suspensão do medicamento, houve desaparecimento espontâneo das erupções. Efeitos
gastrintestinais, os quais incluíam náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais, foram
observados em alguns pacientes.
Informe seu médico do aparecimento de reações desagradáveis.
-
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias
A presença de alimentos não interfere na absorção do aciclovir.
Contra-indicações e Precauções
Evitar a potencial transmissão do vírus, principalmente quando houver lesões ativas.
Gravidez: a experiência em seres humanos é limitada, portanto o medicamento só deve ser
utilizado na gravidez se os benefícios forem maiores que os possíveis riscos.
O produto é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao aciclovir e/ou a
qualquer componente da fórmula.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou
durante o tratamento.
- NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características
O aciclovir é um nucleosídeo análogo da purina, sintético, com atividade inibitória in vitro e in
vivo contra os vírus do herpes humano, incluindo o vírus do Herpes simplex (VHs), tipos 1 e 2,
o vírus Varicella zoster (VVZ), vírus Epstein Barr (VEB) e Citomegalovirus (CMV). Em culturas
celulares, o aciclovir tem maior atividade antiviral contra VHS-1, seguido (em ordem
decrescente de potência) por VHS-2, VVZ, VEB e CMV.
A atividade inibitória do aciclovir para VHS-1, VHS-2, VVZ, VEB e CMV é altamente seletiva.
Uma vez que a enzima timidina quinase (TK) de células normais não infectadas não utiliza o
aciclovir como substrato, a toxicidade do aciclovir para células do hospedeiro mamífero é baixa.
No entanto, a TK codificada pelo VHS, VVZ, e VEB converte o aciclovir a monofosfato de
aciclovir, um análogo nucleosídeo que é então convertido ao difosfato e, finalmente, ao
trifosfato por enzimas celulares. O trifosfato de aciclovir interfere com a ADN polimerase viral
inibindo a replicação do vírus: sua incorporação ao ADN viral resulta no término da cadeia.
A administração prolongada ou repetida de aciclovir a pacientes gravemente
imunocomprometidos pode resultar na seleção de cepas de vírus com sensibilidade reduzida,
que podem não responder ao tratamento contínuo com aciclovir. A maioria das cepas isoladas
clinicamente com sensibilidade reduzida mostrou-se relativamente deficiente em TK viral ou
ADN polimerase alteradas. A exposição ao aciclovir, in vitro, de VHS isolado clinicamente
também pode levar ao aparecimento de cepas menos sensíveis. A relação entre a
sensibilidade de VHS isolado clinicamente determinada in vitro e a resposta clínica ao
tratamento com aciclovir não está bem definida.
O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no intestino. A média das concentrações
plasmáticas máximas em estado estável de equilíbrio (Css máx) após doses de 200 mg
administradas a cada quatro horas foi de 0,7 mcg/ml, e os níveis plasmáticos mínimos
equivalentes (Css mín) foram de 0,4 mcg/ml. Os níveis de Css máx correspondentes após
doses de 400 mg administradas a cada quatro horas foram de 1,2 mcg/ml e os níveis
equivalentes de Css mín foram de 0,6 mcg.
Com base em estudos com administração intravenosa do aciclovir em adultos, a sua meia-vida
plasmática final foi determinada como sendo de cerca de 2,9 horas. A maior parte da droga é
excretada inalterada pelos rins.
O clearance renal do aciclovir é substancialmente superior ao da creatinina, indicando que a
secreção tubular, além da filtração glomerular, contribui para a eliminação renal da droga. A 9-
carboximetoximetilguanina é o único metabólito significativo do aciclovir e é responsável por
10-15% da quantidade administrada da droga recuperada na urina. Quando o aciclovir é
administrado uma hora após a administração de 1 g de probenecida, a meia-vida terminal e a
área sob a curva da concentração plasmática x tempo são estendidas em 18% e 40%,
respectivamente.


Em pacientes com insuficiência renal crônica, verificou-se que a meia-vida média final do
aciclovir é de 19,5 horas. A meia-vida média do aciclovir durante a hemodiálise foi de 5,7
horas. Os níveis plasmáticos do aciclovir caíram aproximadamente 60% durante a diálise.
Os níveis no fluido cerebrospinhal são aproximadamente 50% dos níveis plasmáticos
correspondentes.
A ligação às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (9 a 33%) e não são previstas
interações de drogas envolvendo deslocamento de sítio de ligação.
Estudos realizados não mostraram alterações aparentes na farmacocinética do aciclovir ou da
zidovudina, quando administrados simultaneamente a pacientes infectados pelo HIV.
Indicações
aciclovir 200 mg
Tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex na pele e mucosas, inclusive herpes genital
inicial e recorrente.
Supressão (prevenção de recidivas) de infecções recorrentes por Herpes simplex em pacientes
imunocompetentes. Profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes
imunocomprometidos.
aciclovir 400 mg
Tratamento de infecções por Herpes zoster.
Supressão (prevenção de recidivas) de infecções recorrentes por Herpes simplex em pacientes
imunocompetentes.
Contra-indicações
Contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade ao aciclovir e/ou a qualquer
componente da fórmula.
Precauções e Advertências
Todos os pacientes devem ser orientados para assegurar que evitem a potencial transmissão
do vírus, particularmente quando estiverem presentes lesões ativas.
Mutagenicidade: os resultados de uma grande série de testes de mutagenicidade in vitro e in
vivo indicam que o aciclovir não representa um risco genético para o homem.
Gravidez: a administração sistêmica de aciclovir não produziu efeitos embriotóxicos ou
teratogênicos em coelhos, ratos e camundongos. A experiência em seres humanos é limitada;
portanto seu uso deve ser considerado apenas quando os benefícios em potencial excederem
a possibilidade de riscos desconhecidos. Sabe-se, contudo, que o aciclovir atravessa a barreira
placentária.
Fertilidade: efeitos adversos, quase sempre reversíveis, sobre a espermatogênese, em
associação com toxicidade global, em ratos e cães, foram relatados apenas nas doses de
aciclovir que excederam em muito aquelas empregadas terapeuticamente. Estudos de duas
gerações em camundongos não revelaram qualquer efeito de administração oral de aciclovir
sobre a fertilidade. Não há experiências de aciclovir comprimidos em relação à fertilidade
humana. Este produto não demonstrou ter efeito definitivo sobre a contagem de esperma,
morfologia ou motilidade em seres humanos.
Lactação: dados limitados em seres humanos demonstram que a droga passa para o leite
materno após a administração sistêmica.
Carcinogenicidade: o aciclovir não se mostrou carcinogênico em estudos a longo prazo em
ratos e camundongos.
Interações medicamentosas
A probenecida aumenta a meia-vida e a área sob a curva de concentração plasmática de
aciclovir, pois ela reduz a secreção tubular renal. Conseqüentemente a excreção urinária e o
clearence renal ficam reduzidos. Outras drogas que afetam a fisiologia renal podem
potencialmente influenciar a farmacocinética do aciclovir.

Reações adversas


Relatou-se o aparecimento de erupções cutâneas em alguns pacientes. Com a suspensão da
droga, houve desaparecimento espontâneo das erupções. Efeitos gastrintestinais, os quais
incluíam náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais, foram observados em alguns
pacientes.
Em estudos duplo-cegos, controlados por placebo, a incidência de ocorrências gastrintestinais
não diferiu entre os pacientes que receberam placebo e os que receberam aciclovir.
Ocasionalmente foram relatadas reações neurológicas reversíveis, como tontura, estados
confusionais, alucinações e sonolência, geralmente em pacientes com insuficiência renal ou
outros fatores predisponentes.
Foram recebidos relatos ocasionais como perda de cabelo difusa e acelerada. Como este tipo
de perda de cabelo foi associado a uma ampla variedade de patologias e de medicamentos, a
relação entre estes eventos e o tratamento com aciclovir é incerta.
As concentrações séricas de uréia e creatinina podem mostrar-se aumentadas, quando o
paciente estiver usando aciclovir. Outras ocorrências, embora raramente verificadas, foram
aumentos discretos e transitórios na bilirrubina e enzimas hepáticas, pequenos aumentos na
uréia e creatinina sanguínea, pequenos decréscimos nos índices hematológicos, cefaléia e
fadiga.
Posologia
aciclovir 200 mg
Herpes simplex em adultos: um comprimido de 200 mg cinco vezes ao dia, com intervalos de
aproximadamente 4 horas, omitindo-se a dose noturna. O tratamento deve continuar por cinco
dias, mas deve ser estendido em infecções iniciais sérias. Em pacientes gravemente
imunocomprometidos ou em pacientes com distúrbios da absorção intestinal, a dose pode ser
duplicada (400 mg). A administração das doses deve ser iniciada, tão cedo quanto possível,
após o início da infecção; para os episódios recorrentes, isto deve ser feito, de preferência,
durante o período prodrômico ou quando as lesões começam a aparecer.
Doses para profilaxia de Herpes simplex em adultos: em pacientes imunocomprometidos,
recomenda-se um comprimido de 200 mg quatro vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente seis horas. Para pacientes gravemente imunocomprometidos ou para
pacientes com problemas de absorção intestinal, a dose pode ser dobrada (400 mg). A duração
da administração profilática é determinada pela duração do período de risco.
Doses para supressão de Herpes simplex em adultos: um comprimido de 200 mg quatro vezes
ao dia, em intervalos de aproximadamente seis horas. Muitos pacientes podem ser
convenientemente controlados com um regime de dose de dois comprimidos de 200 mg duas
vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 12 horas. Uma diminuição de dose para 200
mg três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente oito horas, ou até duas vezes ao dia,
em intervalos de aproximadamente 12 horas, pode mostrar-se eficaz. O tratamento deve ser
interrompido periodicamente, a intervalos de 6 a 12 meses, a fim de que se possam avaliar os
progressos obtidos na história natural da doença.
Doses para crianças: para o tratamento, assim como para a profilaxia, de infecções por Herpes
simplex em crianças imunocomprometidas, com mais de dois anos de idade, as doses
indicadas são as mesmas que para adultos. A metade dessas doses deve ser dada a crianças
menores de dois anos. Entretanto, para pacientes com insuficiência renal grave (clearance da
creatinina inferior a 10 ml/minuto), recomenda-se um ajuste de dose para 200 mg duas vezes
ao dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas.
Insuficiência renal
Para o tratamento e profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência
renal, as doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos
níveis que foram estabelecidos como sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para
pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina inferior a 10 ml/minuto),
recomenda-se um ajuste de dose de 200 mg duas vezes ao dia, e intervalos de
aproximadamente doze horas.
aciclovir 400 mg


Tratamento de Herpes zoster em adultos: dois comprimidos de 400 mg cinco vezes ao dia, com
intervalos de aproximadamente 4 horas, omitindo-se as doses noturnas. O tratamento deve
continuar por sete dias.
Para pacientes imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou para
pacientes com problemas de absorção intestinal, deve-se considerar a administração de doses
intravenosas.
A administração das doses deve ser instituída tão cedo quanto possível após o início da
infecção; o tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que apareçam as
erupções cutâneas.
Supressão de Herpes simplex em adultos: muitos pacientes podem ser convenientemente
controlados com um regime de dose de 400 mg duas vezes ao dia, com intervalos de
aproximadamente 12 horas. Em alguns pacientes podem ocorrer reinfecções em regime de
doses totais diárias de 800 mg.
O tratamento deve ser interrompido periodicamente, a intervalos de 6 a 12 meses, a fim de que
se possam avaliar os progressos obtidos na história natural da doença.
Doses para crianças: para o tratamento, assim como para a profilaxia, de infecções por Herpes
simplex em crianças imunocomprometidas, com mais de dois anos de idade, as doses
indicadas são as mesmas que para adultos. A metade dessas doses deve ser dada a crianças
menores de dois anos.
Insuficiência renal
Para o controle de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência renal, as
doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos níveis que
foram estabelecidos como sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para pacientes
com insuficiência renal grave (clearance de creatinina inferior a 10 ml/minuto), recomenda-se
um ajuste de dose de 200 mg duas vezes ao dia, e intervalos de aproximadamente doze horas.
Para o tratamento de infecções por Herpes zoster, recomenda-se ajustar a dose para 800 mg
duas vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente doze horas, para pacientes com
insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 ml/minuto). Ajustar para 800 mg
três ou quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente seis a oito horas, para
pacientes com insuficiência renal moderada (clearance da creatinina na faixa de 10-25
ml/minuto).
Superdose
O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no trato gastrintestinal. É improvável que ocorram
efeitos tóxicos graves se uma dose de até 5 g for tomada em uma única ocasião. Não há dados
disponíveis sobre as conseqüências da ingestão de doses mais altas. O aciclovir é dialisável.
Pacientes idosos
Em pacientes idosos, o clearance corporal total do aciclovir declina paralelamente ao clearance
da creatinina. Deve-se manter uma adequada hidratação dos pacientes que estejam tomando
altas doses de aciclovir. Deve-se dispensar atenção especial à redução das doses para
pacientes com insuficiência renal.
-
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
- N° do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
M.S. 1.0089.0280
Farm. Resp.: Marcos A. Silveira Jr. – CRF-RJ nº 6403
Importado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099 – Rio de Janeiro – RJ
CEP 22710-571 – Indústria Brasileira
Fabricado por: Genpharm ULC – Etobicoke – ON – Canadá




Modelo de texto de bula
Zovirax® 250 mg injetável
Zovirax®
aciclovir

I) Identificação do medicamento
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
Zovirax® IV é um pó branco ou quase branco, estéril, liofilizado, contendo 250 mg de aciclovir, como sal sódico, em cada frasco-
ampola, para uso intravenoso.
Zovirax® IV é apresentado em embalagem com 5 frascos-ampola.
Composição
Cada frasco-ampola contém:
aciclovir (como sal sódico liofilizado) ………………………………………………………………………………………………………………………………. 250 mg
O conteúdo de íon sódico é de aproximadamente 26 mg por frasco-ampola.
U s o a d u l t o e p e d i á t r i c o
II) Informações ao paciente
1. Como este medicamento funciona?
Zovirax®
GlaxoSmithKline
contém como princípio ativo, o fármaco aciclovir, agente antiviral muito ativo. Esta droga atua bloqueando os mecanismos
de replicação do vírus.
2. Por que este medicamento foi indicado?
Seu médico prescreveu este medicamento para alguma das indicações a seguir:
- Tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex em neonatos, crianças e adultos;
- Tratamento de infecções pelo vírus Varicella zoster;
- Tratamento da meningoencefalite herpética;

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Zovirax® 250 mg injetável
- Profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes imunocomprometidos;
- Profilaxia de infecções pelo vírus citomegalovírus (CMV) em pacientes que receberam transplante de medula óssea. Demonstrou-se
que elevadas doses de Zovirax® IV reduzem a incidência e retardam o início da infecção pelo CMV. Quando elevadas doses de
Zovirax® IV são administradas após 6 meses de tratamento com elevadas doses de Zovirax® oral, a mortalidade e a incidência de
viremia também são reduzidas.
3. Riscos do medicamento
Contra-indicações
Este medicamento é adequado para a maioria das pessoas, mas existem algumas pessoas que não devem utilizá-lo. Responda as
questões abaixo. Se você responder “SIM” a alguma dessas questões (ou se não tem certeza se elas se aplicam a você), converse a
respeito com seu médico ANTES de usar este medicamento.
- Você está grávida, pretende ficar grávida ou está amamentando?
= Você já teve uma reação alérgica ao aciclovir ou ao valaciclovir?
- Você tem problemas nos rins ou no fígado?
Advertências
Zovirax® IV, quando reconstituído, possui pH alcalino, e não deve ser administrado pela boca.
Precauções
A dose de Zovirax® IV deve ser ajustada para pacientes com insuficiência renal, a fim de se evitar acúmulo de aciclovir no corpo.
Em pacientes que estejam recebendo Zovirax® IV em doses mais altas (por exemplo, para meningoencefalite herpética), deve-se
GlaxoSmithKline
tomar cuidado específico com relação à função renal, principalmente quando os pacientes estiverem desidratados ou apresentarem
qualquer nível de comprometimento renal.
Interações medicamentosas
Você está usando algum dos seguintes medicamentos: probenecida (usada para tratar gota), cimetidina (usada para tratar úlcera
péptica), micofenolato de mofetila (usado para prevenir rejeições após um transplante de órgão) ou drogas que afetem outros aspectos
da fisiologia renal, como, por exemplo, ciclosporina e tacrolimo.

Caso esteja, converse com seu médico a respeito antes de usar este medicamento.

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Zovirax® 250 mg injetável
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á vi d a s , o u q u e e s t e j a m a m a m e n t a n d o s e m
o r i e n t a ç ã o m é d i c a .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o o a p a r e c i m e n t o d e r e a ç õ e s i n d e s e j á ve i s .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o s e vo c ê e s t á f a z e n d o u s o d e o u t r o m e d i c a m e n t o .
N ã o u s e m e d i c a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o , p o d e s e r p e r i g o s o p a r a s u a s a ú d e .
4. Como devo usar este medicamento?
Aspecto físico / Características organolépticas
Zovirax® IV é um pó branco ou quase branco.
Modo de uso
Quando reconstituído, é estável por 12 horas a 15-25ºC, não devendo ser refrigerado.
A dose necessária de Zovirax® IV deve ser administrada por infusão intravenosa lenta, pelo período de 1 hora.
Cada frasco de Zovirax® IV deve ser reconstituído por meio da adição de 10 mL de água para injeção ou infusão intravenosa de
cloreto de sódio (0,9% p/v). Isso proporciona uma solução contendo 25 mg de aciclovir por mL.
Para reconstituição de cada ampola, adicionar o volume recomendado do fluido de infusão e agitar levemente, até que o conteúdo
esteja completamente dissolvido.
Após a reconstituição, Zovirax® IV, pode ser injetado por meio de uma bomba de infusão controlada.
Alternativamente a solução obtida após a reconstituição de Zovirax® IV pode ser diluída, proporcionando uma concentração de
aciclovir não superior a 5 mg/mL (0,5% p/v) para administração por infusão.
O volume necessário da solução reconstituída de Zovirax® IV deve ser adicionado ao fluido de infusão de escolha e a mistura deve
ser bem agitada
GlaxoSmithKline
para garantir sua homogeneização.
Para crianças e recém-nascidos, nos quais é aconselhável o uso de um volume mínimo de infusão, é recomendado que a diluição
ocorra com 4 mL de solução reconstituída (100 mg de aciclovir) para 20 mL de fluido de infusão.
Para adultos, é recomendado que as bolsas de infusão contendo 100 mL do fluido de infusão sejam utilizadas mesmo quando se
obtém uma concentração de aciclovir menor que 0,5% p/v. Assim, uma bolsa de infusão contendo 100 mL pode ser usada para
qualquer dose entre 250 e 500 mg de aciclovir (10 e 20 mL de solução reconstituída) e uma segunda bolsa de infusão deve ser usada
para dose entre 500 e 1.000 mg.
Quando diluído de acordo com os esquemas recomendados, Zovirax® IV é compatível com os fluidos de infusão e estável por até 12
horas à temperatura ambiente 15-25ºC:

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Zovirax® 250 mg injetável
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,45% e 0,9% p/v);
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,18% p/v) e glicose (4% p/v);
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,45% p/v) e glicose (2,5% p/v);
- Infusão intravenosa de lactato de sódio composto (Solução de Hartmann).
Zovirax® IV, quando diluído de acordo com as instruções acima, proporcionará uma concentração de aciclovir não maior que 0,5%
p/v.
Como Zovirax® IV não possui conservantes antimicrobianos, a reconstituição e a diluição devem ser realizadas em condições de total
assepsia, imediatamente antes do uso, e qualquer solução não utilizada deverá ser descartada.
Se qualquer turvação ou cristalização aparecer na solução, antes ou durante a infusão, a preparação deverá ser descartada.

Posologia
Doses para adultos: os pacientes com infecções por Herpes simplex (exceto meningoencefalite herpética) ou com infecções pelo
Varicella zoster devem receber Zovirax® IV em doses de 5mg/kg a cada 8 horas.
Os pacientes imunocomprometidos com infecção pelo Varicella zoster ou os pacientes com meningoencefalite herpética devem
receber Zovirax® IV em doses de 10 mg/kg, a cada 8 horas, desde que a função renal não esteja comprometida.
Para a profilaxia da infecção pelo CMV em pacientes transplantados de medula óssea, deve-se administrar, intravenosamente, 500
mg/m2 de Zovirax® IV, 3 vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 8 horas. Nesses pacientes, a duração do tratamento
recomendada é de 5 até 30 dias após o transplante.
Doses para crianças: a dose de Zovirax® IV para crianças com idade entre 3 meses e 12 anos é calculada com base na área da
superfície corporal.
As crianças com infecções por Herpes simplex (exceto meningoencefalite herpética) ou com infecções por Varicella zoster devem
receber Zovirax® IV em doses de 250 mg/m2 de área de superfície corporal, a cada 8 horas.
Em crianças im
GlaxoSmithKline
unocomprometidas com infecções por Varicella zoster ou com meningoencefalite herpética, Zovirax® IV deve ser
administrado por infusão em doses de 500 mg/m2 de área de superfície corporal, a cada 8 horas, desde que a função renal não esteja
comprometida.
Dados limitados sugerem que, para a profilaxia da infecção pelo vírus CMV em crianças acima de 2 anos de idade e transplantadas de
medula óssea, pode-se administrar a dose de adultos.
Crianças com função renal comprometida necessitam de uma dose apropriadamente modificada, de acordo com o grau de
comprometimento.
Doses para neonatos: a dose de Zovirax® IV em recém-nascidos é calculada com base no peso corporal.

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Zovirax® 250 mg injetável
Neonatos com infecção pelo vírus Herpes simplex devem receber doses de 10 mg/Kg de peso corporal de Zovirax® IV, por infusão, a
cada 8 horas.
Doses para pacientes idosos: nos pacientes idosos, o clearance corporal total do aciclovir declina paralelamente ao clearance da
creatinina. Deve-se dispensar atenção especial à redução de doses nos pacientes idosos com clearance de creatinina alterado.
Doses para pacientes com comprometimento renal: Zovirax® IV deve ser administrado com cautela. Para esses pacientes,
sugerem-se os seguintes ajustes de doses:
Clearance da Creatinina
Dose
25-50 mL/min
A dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500 mg/m2) deve ser administrada a cada 12 horas.
10-25 mL/min
A dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500 mg/m2) deve ser administrada a cada 24 horas.
0 (anúrico)-10 mL/min
Em pacientes sob diálise peritoneal ambulatorial contínua, a
dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500mg/m2) deve ser dividida e administrada a cada 24 horas.
Em pacientes sob hemodiálise, a dose recomendada acima (5
ou 10m g/kg peso corporal ou 500 mg/m2) deve ser dividida e
administrada a cada 24 horas e após a diálise.

A duração usual do tratamento com Zovirax® IV é de 5 dias, mas pode ser ajustada conforme as condições do paciente e sua
resposta ao tratamento. O tratamento para meningoencefalite herpética aguda e infecções pelo vírus Herpes simplex em neonatos
deve se prolongar por 10 dias.
A duração da ad
GlaxoSmithKline
ministração profilática de Zovirax® IV é determinada pela duração do período de risco.
S i g a a o r i e n t a ç ã o d e s e u m é d i c o , r e s p e i t a n d o s e m p r e o s h o r á r i o s , a s d o s e s e a d u r a ç ã o d o
t r a t a m e n t o .
N ã o i n t e r r o m p a o t r a t a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o .
N ã o u s e o m e d i c a m e n t o c o m o p r a z o d e va l i d a d e v e n c i d o . An t e s d e u s a r o b s e r ve o a s p e c t o d o
m e d i c a m e n t o .

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5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Avise seu médico ou farmacêutico se você sentir algum dos sintomas abaixo enquanto faz tratamento com Zovirax®:
- inconvenientes no estômago como mal-estar, enjôos e vômitos;
- tontura, tremores, perda de consciência, convulsões ou ataques epilépticos;
- sentindo-se deprimido, agitado, muito cansado, sonolento, confuso ou imaginando coisas (alucinações);
- febre, inchaço e vermelhidão ao redor da aplicação;
– contagem de células sangüíneas baixa, ocasionando um aumento no risco de infecção, cansaço ou hematomas inesperados e
sangramento (p. ex., sangramento no nariz);
- reações na pele após exposição ao sol.
Consulte seu médico imediatamente caso você sinta algum dos raros sintomas alérgicos abaixo:
- inchaço repentino, palpitações ou aperto no peito, colapso, inchaço das pálpebras, face, lábios ou qualquer outro lugar. Esses
sintomas podem significar que você é alérgico a Zovirax®.
Efeitos colaterais muito raros de Zovirax® são hepatite, icterícia (amarelamento da pele ou dos olhos), dispnéia (dificuldade para
respirar) e dor nos rins (pode estar associada à insuficiência renal)
Zovirax® pode afetar alguns exames de sangue e de urina, informe seu médico que você está usando este medicamento se for fazer
um exame de urina ou de sangue.
6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
Superdosagem de aciclovir resulta na elevação de creatinina sérica, uréia nitrogenada no sangue e subseqüente insuficiência renal. Os
efeitos neurológicos incluindo confusões, alucinações, agitação, convulsões e coma foram descritos em associação à superdosagem.
Procure imediatamente seu médico ou a emergência hospitalar mais próxima, leve esta bula.
7.
GlaxoSmithKline
Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha o produto na embalagem original e em temperatura abaixo de 25ºC. Quando reconstituído, é estável por 12 horas a 15-25ºC,
não devendo ser refrigerado.
T o d o m e d i c a m e n t o d e v e s e r m a n t i d o f o r a d o a l c a n c e d a s c r i a n ç a s .

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III) Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características
farmacológicas
Mecanismo de ação
O aciclovir é um nucleosídeo sintético análogo da purina com atividade inibitória in vitro e in vivo contra os vírus da família herpesvírus,
incluindo Herpes simplex, vírus (VHS) tipos 1 e 2; vírus Varicella zoster (VVZ), vírus Epstein Barr (VEB) e Citomegalovirus (CMV). Em
culturas celulares, o aciclovir tem maior atividade antiviral contra VHS-1, seguido (em ordem decrescente de potência) por VHS-2, VVZ,
VEB e CMV.
A atividade inibitória do aciclovir sobre VHS-1, VHS-2, VVZ e VEB é altamente seletiva. Uma vez que a enzima timidina quinase (TQ)
de células normais, não infectadas, não utiliza o aciclovir como substrato, a toxicidade do aciclovir para células do hospedeiro
mamífero é baixa. Entretanto, a TQ codificada pelo VHS, VVZ e VEB converte o aciclovir em monofosfato de aciclovir, um análogo
nucleosídeo que é então convertido em difosfato e, finalmente, em trifosfato por enzimas celulares. O trifosfato de aciclovir interfere
com a DNA polimerase viral, inibindo a replicação do vírus: sua incorporação ao DNA viral resulta no término da cadeia.
Propriedades farmacodinâmicas
A administração prolongada ou repetida de aciclovir em pacientes seriamente imunocomprometidos pode resultar na seleção de cepas
de vírus com sensibilidade reduzida, que podem não responder ao tratamento contínuo com aciclovir.
A maioria das cepas com sensibilidade reduzida, isoladas clinicamente, mostrou-se relativamente deficiente em TQ viral. No entanto,
também foram relatadas cepas com TQ viral ou DNA polimerase alteradas. A exposição ao aciclovir, in vitro, do VHS isolado
clinicamente também pode levar ao aparecimento de cepas menos sensíveis. A relação entre a sensibilidade do VHS isolado
clinicamente, determinada in vitro, e a resposta clínica ao tratamento com aciclovir não está bem definida.
Todos os pacientes devem ser orientados para se assegurarem de evitar a potencial transmissão do vírus, particularmente quando há
lesões ativas presentes.
Propriedades farmacocinéticas:
Absorção

GlaxoSmithKline
Em adultos, as concentrações médias plasmáticas máximas (Css máx.) após infusão por 1 hora de 2,5 mg/kg; 5 mg/kg; 10 mg/kg ou
15 mg/kg foram 22,7 µM (5,1 µg/mL); 43,6 µM (9,8µg/mL); 92 µM (20,7 µg/mL); 105 µM (23,6 µg/mL), respectivamente. Os níveis de
depressão equivalentes (Css mín.), 7 horas mais tarde, foram de 2,2 µM (0,5 µg/mL); 3,1 µM (0,7µg/mL); 10,2 µM (2,3 µg/mL); 8,8 µM
(2,0µg/mL), respectivamente.
Em crianças com mais de 1 ano de idade, foram observados níveis médios de pico (Css máx.) e de depressão (Css mín.) semelhantes
quando uma dose de 250 mg/m2 foi substituída por 5mg/kg, e uma dose de 500 mg/m2 foi substituída por 10 mg/kg. Em recém-
nascidos (0-3 meses de vida) tratados com doses de 10 mg/kg, administradas por um período de infusão de 1 hora a cada 8 horas, a
Css máx. verificada foi de 61,2 µM (13,8 µg/mL) e a Css mín. de 10,1 µM (2,3 µg/mL).
Distribuição

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Os níveis de aciclovir no fluido cerebroespinhal são de aproximadamente 50% dos níveis plasmáticos correspondentes. A ligação do
aciclovir às proteínas plasmáticas é relativamente baixa (9 a 33%), e não estão previstas interações medicamentosas que envolvam
deslocamento do sítio de ligação.
Eliminação
Em adultos, a meia-vida plasmática final do aciclovir, após administração de Zovirax® IV por infusão, é de aproximadamente 2,9
horas. A maior parte da droga é excretada inalterada pelos rins. O clearance renal do aciclovir é substancialmente superior ao da
creatinina, indicando que a secreção tubular, além de filtragem glomerular, contribui para a eliminação renal da droga. A 9-
carboximetoximetilguanina é o único metabólito significativo do aciclovir, responsável por 10-15% da dose excretada na urina. Quando
o aciclovir é administrado uma hora após 1 g de probenecida, a meia-vida final e a área sob a curva de tempo da concentração
plasmática estendem-se para 18% e 40%, respectivamente.
Em neonatos (0 a 3 meses de idade) tratados com 10 mg/kg administrados por infusão por um período de 1 hora a cada 8 horas, o
tempo de meia vida terminal foi de 3,8 horas.
Populações de pacientes especiais
Em pacientes com insuficiência renal crônica, verificou-se que a meia-vida final é de 19,5 horas. A meia-vida média do aciclovir durante
a hemodiálise foi de 5,7 horas. Os níveis plasmáticos de aciclovir caíram aproximadamente 60% durante a diálise.
Em idosos, o clearance corporal total cai com o aumento da idade, associado a diminuições no clearance da creatinina, apesar de
haver pouca alteração na meia-vida plasmática final.
2. Resultados de eficácia
Zovirax® injetável, quando administrado a pacientes com infecção mucocutânea por Herpes simplex resultou em cicatrização das
lesões (p<0,004) e resolução da dor (p<0,01) mais rápidas.
MEYERS, JD. et al. Multicenter collaborative trial of intravenous acyclovir for treatment of mucocutaneous Herpes simplex virus
infection in the immunocompromised host. Am J Med, 73(1A): 229-235, 1982.
3. IndicaçõesGlaxoSmithKline

Zovirax® IV é indicado para:
- Tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex em neonatos, crianças e adultos;
- Tratamento de infecções pelo Varicella zoster;
- Profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes imunocomprometidos
- Profilaxia de infecções pelo vírus CMV em pacientes transplantados de medula óssea. Demonstrou-se que elevadas doses de
Zovirax® IV reduzem a incidência e retardam o início da infecção pelo CMV. Quando elevadas doses de Zovirax® IV são

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Zovirax® 250 mg injetável
administradas após 6 meses de tratamento com elevadas doses de Zovirax® oral, a mortalidade e a incidência de viremia também
são reduzidas.
- É também indicado para o tratamento de meningoencefalite herpética.
4. Contra-indicações
O uso de Zovirax® IV é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao aciclovir ou valaciclovir.
5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Quando reconstituído, é estável por 12 horas a 15-25ºC, não devendo ser refrigerado.
A dose necessária de Zovirax® IV deve ser administrada por infusão intravenosa lenta, pelo período de 1 hora.
Cada frasco de Zovirax® IV deve ser reconstituído por meio da adição de 10 mL de água para injeção ou infusão intravenosa de
cloreto de sódio (0,9% p/v). Isso proporciona uma solução contendo 25 mg de aciclovir por mL.
Para reconstituição de cada ampola, adicionar o volume recomendado do fluido de infusão e agitar levemente, até que o conteúdo
esteja completamente dissolvido.
Após a reconstituição, Zovirax® IV, pode ser injetado por meio de uma bomba de infusão controlada.
Alternativamente a solução obtida após a reconstituição de Zovirax® IV pode ser diluída, proporcionando uma concentração de
aciclovir não superior a 5 mg/mL (0,5% p/v) para administração por infusão.
O volume necessário da solução reconstituída de Zovirax® IV deve ser adicionado ao fluido de infusão de escolha e a mistura deve
ser bem agitada para garantir sua homogeneização.
Para crianças e recém-nascidos, nos quais é aconselhável manter o volume de infusão mínimo, é recomendado que a diluição ocorra
com 4 mL de solução reconstituída (100 mg de aciclovir) para 20 mL de fluido de infusão.
Para adultos, é
GlaxoSmithKline
recomendado que as bolsas de infusão contendo 100 mL do fluido de infusão sejam utilizadas mesmo quando se
obtém uma concentração de aciclovir menor que 0,5% p/v. Assim, uma bolsa de infusão contendo 100 mL pode ser usada para
qualquer dose entre 250 e 500 mg de aciclovir (10 e 20 mL de solução reconstituída) e uma segunda bolsa de infusão deve ser usada
para dose entre 500 e 1.000 mg.
Quando diluído de acordo com os esquemas recomendados, Zovirax® IV é compatível com os fluidos de infusão e estável por até 12
horas à temperatura ambiente 15-25ºC:
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,45% e 0,9% p/v);
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,18% p/v) e glicose (4% p/v);
- Infusão intravenosa de cloreto de sódio (0,45% p/v) e glicose (2,5% p/v);

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Zovirax® 250 mg injetável
- Infusão intravenosa de lactato de sódio composto (Solução de Hartmann).
Zovirax® IV, quando diluído de acordo com as instruções acima, proporcionará uma concentração de aciclovir não maior que 0,5%
p/v.
Como Zovirax® IV não possui conservantes antimicrobianos, a reconstituição e a diluição devem ser realizadas em condições de total
assepsia, imediatamente antes do uso, e qualquer solução não utilizada deverá ser descartada.
Se qualquer turvação ou cristalização aparecer na solução, antes ou durante a infusão, a preparação deverá ser descartada.
6. Posologia
Doses para adultos
Os pacientes com infecções por Herpes simplex (exceto meningoencefalite herpética) ou com infecções pelo Varicella zoster devem
receber Zovirax® IV em doses de 5mg/kg a cada 8 horas.
Os pacientes imunocomprometidos com infecção pelo Varicella zoster ou os pacientes com meningoencefalite herpética devem
receber Zovirax® IV em doses de 10 mg/kg, a cada 8 horas, desde que a função renal não esteja comprometida.
Para a profilaxia da infecção pelo CMV em pacientes transplantados de medula óssea, deve-se administrar, intravenosamente, 500
mg/m2 de Zovirax® IV, 3 vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 8 horas. Nesses pacientes, a duração do tratamento
recomendada é de 5 até 30 dias após o transplante.
Pacientes obesos devem ter sua dose calculada com base no peso ideal e não no peso encontrado.
Doses para crianças: a dose de Zovirax® IV para crianças com idade entre 3 meses e 12 anos é calculada com base na área da
superfície corporal.
As crianças com infecções por Herpes simplex (exceto meningoencefalite herpética) ou com infecções por Varicella zoster devem
receber Zovirax® IV em doses de 250 mg/m2 de área de superfície corporal, a cada 8 horas.
Em crianças im
GlaxoSmithKline
unocomprometidas com infecções por Varicella zoster ou com meningoencefalite herpética, Zovirax® IV deve ser
administrado por infusão em doses de 500 mg/m2 de área de superfície corporal, a cada 8 horas, desde que a função renal não esteja
comprometida. Dados limitados sugerem que, para a profilaxia da infecção pelo vírus CMV em crianças acima de 2 anos de idade e
transplantadas de medula óssea, pode-se administrar a dose de adultos. Crianças com função renal comprometida necessitam de uma
dose apropriadamente modificada, de acordo com o grau de comprometimento.
Doses para neonatos: a dose de Zovirax® IV em recém-nascidos é calculada com base no peso corporal.
Neonatos com infecção pelo vírus Herpes simplex devem receber doses de 10 mg/Kg de peso corporal de Zovirax® IV, por infusão, a
cada 8 horas.
Doses para pacientes idosos: a possibilidade de insuficiência renal em pacientes idosos deve ser considerada e a dosagem deve ser
ajustada e uma hidratação adequada deve ser garantida.

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Zovirax® 250 mg injetável
Doses para pacientes com comprometimento renal: Zovirax® IV deve ser administrado com cautela uma hidratação adequada
deve ser garantida.
Para esses pacientes, sugerem-se os seguintes ajustes de doses:
Clearance da Creatinina
Dose
25-50 mL/min
A dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500 mg/m2) deve ser administrada a cada 12 horas.
10-25 mL/min
A dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500 mg/m2) deve ser administrada a cada 24 horas.
0 (anúrico )-10 mL/min
Em pacientes sob diálise peritoneal ambulatorial contínua, a
dose recomendada acima (5 ou 10 mg/kg peso corporal ou
500mg/m2) deve ser dividida e administrada a cada 24 horas.
Em pacientes sob hemodiálise, a dose recomendada acima (5
ou 10m g/kg peso corporal ou 500 mg/m2) deve ser dividida e
administrada a cada 24 horas e após a diálise.

A duração usual do tratamento com Zovirax® IV normalmente é de 5 dias, mas pode ser ajustada conforme as condições do paciente
e sua resposta ao tratamento. O tratamento para meningoencefalite herpética aguda e infecções pelo vírus Herpes simplex em
neonatos deve se prolongar por 10 dias.
A duração da administração profilática de Zovirax® IV é determinada pela duração do período de risco.
7. Advertências
GlaxoSmithKline
Em pacientes que estejam recebendo Zovirax® IV em doses mais altas (por exemplo, para meningoencefalite herpética), deve-se
tomar cuidado específico com relação à função renal, principalmente quando os pacientes estiverem desidratados ou apresentarem
qualquer nível de comprometimento renal.
Zovirax® IV reconstituído tem um pH de aproximadamente 11,0 e não deve ser administrado por via oral.
Uso em pacientes com insuficiência renal e pacientes idosos.
O aciclovir é eliminado por via renal, dessa forma a dose tem que ser reduzida em pacientes com insuficiência renal (ver Posologia). É
comum em pacientes idosos uma função renal reduzida e, dessa forma, um ajuste da dose de aciclovir deve ser considerada nesses
pacientes. Tanto os pacientes idosos quanto os pacientes com insuficiência renal apresentam um risco elevado de desenvolver efeitos
adversos neurológicos e devem ser monitorados em relação a esses eventos. Em casos descritos, essas reações foram geralmente

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Zovirax® 250 mg injetável
reversíveis com a descontinuação do tratamento (veja Reações adversas).
Teratogenicidade: a administração sistêmica do aciclovir em testes padronizados, reconhecidos internacionalmente, não produziu
efeitos embriotóxicos ou teratogênicos em coelhos, ratos ou camundongos. Em um teste não padronizado em ratos, foram observadas
anormalidades fetais, mas apenas doses subcutâneas muito altas produziram toxicidade materna. O significado clínico desses
resultados é incerto.

Gravidez e lactação: o uso comercial do aciclovir em seres humanos tem produzido registros do uso de formulações de Zovirax®
durante a gravidez. Os achados não demonstraram um aumento no número de defeitos congênitos nos indivíduos expostos a
Zovirax®, quando comparados com a população em geral, e nenhum desses defeitos mostrou um padrão único e consistente que
possa sugerir uma causa comum. O uso de Zovirax® deve ser considerado apenas quando o benefício potencial para a mãe for
maior que o risco potencial para o feto.
Após administração oral de 200 mg, 5 vezes ao dia, o aciclovir foi detectado no leite materno em concentrações variando entre 0,6 a
4,1 vezes os níveis plasmáticos correspondentes. Esses níveis poderiam, potencialmente, expor os lactentes a doses de aciclovir de
até 0,3 mg/kg/dia. Deve-se tomar cuidado caso Zovirax® IV seja administrado em mulheres que estejam amamentando.
Categoria “B” de risco na gravidez.
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á vi d a s , o u q u e e s t e j a m a m a m e n t a n d o s e m
o r i e n t a ç ã o m é d i c a .
Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas:
Zovirax® IV para infusão é geralmente utilizado em pacientes hospitalizados, portanto dados sobre a habilidade de dirigir e operar
máquinas não são, usualmente, relevantes. Não existem estudos investigacionais sobre o efeito do Zovirax® IV na habilidade de
dirigir e operar máquinas.
8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Crianças
A dose de Zovira GlaxoSmithKline
x® IV para neonatos e crianças com idade entre 3 meses e 12 anos é calculada com base na área da superfície
corporal (ver em Posologia).
Pessoas com idade avançada (acima de 65 anos)
Nos pacientes idosos, o clearance corporal total do aciclovir declina paralelamente ao clearance da creatinina. Deve-se dispensar
atenção especial à redução de doses nos pacientes idosos com clearance de creatinina alterado (veja em Posologia).
Pacientes com insuficiência renal: Deve-se ter cautela para administração de Zovirax® IV em pacientes com disfunção renal. A dose
deve ser ajustada de acordo com o clearance de creatinina (ver em Posologia).

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Zovirax® 250 mg injetável
9. Interações
medicamentosas
Nenhuma interação clinicamente significativa foi identificada.
O aciclovir é eliminado principalmente inalterado na urina, via secreção tubular renal ativa. Qualquer droga administrada
concomitantemente, que afete esse mecanismo, pode aumentar a concentração plasmática do aciclovir. A probenecida e a cimetidina
aumentam a área sob a curva (ASC) do aciclovir por esse mecanismo, e reduzem o clearance renal do aciclovir. Entretanto, nenhum
ajuste na dose é necessário, devido ao largo índice terapêutico do aciclovir.
Em pacientes recebendo Zovirax® IV, deve-se ter cuidado com a administração de drogas que possam competir com o aciclovir pela
eliminação, uma vez que existe o potencial de aumentar a concentração plasmática de uma ou ambas as drogas ou seus metabólitos.
Aumentos nas ASCs plasmáticas do aciclovir e do metabólito inativo de micofenolato de mofetila, um agente imunossupressor usado
em pacientes transplantados, foram demonstrados quando as drogas foram administradas concomitantemente.
Recomenda-se cautela (com o monitoramento de alterações da função renal) ao se administrar Zovirax® IV com drogas que afetem
outros aspectos da fisiologia renal, como, por exemplo, ciclosporina e tacrolimo.
10. Reações adversas a medicamentos
As categorias de freqüência associadas com os eventos adversos abaixo são estimadas. Para a maioria dos eventos, não existiam
disponíveis dados adequados para estimar a incidência. Além disso, eventos adversos podem variar sua incidência dependendo da
indicação.
Muito comum 1/10;
Comum 1/100 e < 1/10;
Incomum 1/1000 e < 1/100;
Raro 1/10000 e < 1/1.000;
Muito raro < 1/10.000.
Distúrbios do saGlaxoSmithKline
ngue e sistema linfático
Incomum: decréscimos nos índices hematológicos (anemia, trombocitopenia e leucopenia).
Distúrbios do sistema imune
Muito raro: anafilaxia.
Distúrbios psiquiátricos e do sistema nervoso
Muito raro: cefaléia, tonteira, agitação, confusão, tremor, ataxia, disartria, alucinações, sintomas psicóticos, convulsões, sonolência, encefalopatia e com
Os eventos acima são geralmente observados em pacientes com insuficiência renal ou outros fatores predisponentes (ver em
Advertências).

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Zovirax® 250 mg injetável
Distúrbios vasculares
Comum: flebite.
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos
Muito raro: dispnéia.
Distúrbios gastrointestinais
Comum: náusea e vômitos.
Muito raro: diarréia e dor abdominal.
Distúrbios hepato-biliares
Comum: aumentos reversíveis de enzimas hepáticas.
Muito raro: aumentos reversíveis da bilirrubina, icterícia e hepatite.
Distúrbios na pele e tecidos subcutâneos
Comum: prurido, urticária e erupções (incluindo fotossensibilidade).
Muito raro: angioedema.
Distúrbios urinários e renais
Comum: aumentos dos níveis plasmáticos de uréia e creatinina.
Podem ocorrer rápidos aumentos nos níveis plasmáticos de uréia e creatinina em pacientes que tenham recebido Zovirax® IV.
Acredita-se que isso esteja relacionado aos níveis de pico plasmático e ao estado de hidratação do paciente. Para evitar esse efeito, a
droga não deve ser administrada em forma de bolus intravenoso, mas por infusão lenta pelo período de 1 hora.
Muito raro: insuficiência renal, insuficiência renal aguda, dor renal.
Hidratação adequada deve ser mantida. Pode ocorrer insuficiência renal durante o tratamento com Zovirax® IV, mas responde
rapidamente à reidratação e/ou redução da dose ou suspensão da droga. No entanto, progressão para insuficiência renal aguda pode
ocorrer
GlaxoSmithKline
em casos excepcionais.
Dor renal pode estar associada com insuficiência renal.
Distúrbios gerais
Muito raro: fadiga, febre, reações inflamatórias locais.
Reações inflamatórias graves, algumas vezes com ruptura de tecido cutâneo, ocorreram quando Zovirax® IV para infusão foi
inadvertidamente infundido nos tecidos extracelulares.

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11. Superdose
Sinais e sintomas
A superdosagem de aciclovir resulta na elevação de creatinina sérica, uréia nitrogenada no sangue e subseqüente insuficiência renal.
Efeitos neurológicos incluindo confusão, alucinações, agitação, convulsões e coma também foram descritos.
Tratamento
A hemodiálise acelera significativamente a remoção do aciclovir do sangue e pode ser considerada uma opção para o tratamento da
superdosagem.
12. Armazenagem
Mantenha o produto na embalagem original e em temperatura abaixo de 25ºC. Quando reconstituído, é estável por 12 horas de 15ºC a
25ºC, não devendo ser refrigerado.
IV) Dizeres legais
V E N D A S O B P R E S C R I Ç Ã O M É D I C A.
U S O R E S T R I T O A H O S P I T AI S
Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Fabricado por: GlaxoSmithKline Manufacturing S.p.A ­ Parma ­ Itália
Importado e embalado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.24
GlaxoSmithKline
7.743/0001-10
MS: 1.0107.0253
Serviço de Atendimento ao
Consumidor
0800 701 22 33
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
Discagem Direta Gratuita
CRF-RJ Nº 5522
Versão: GDS25 IPI03
Data: 31/08/2007

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Zovirax® 250 mg injetável
BL_zovir_inj_GDS25 IPI03_V5
GlaxoSmithKline

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Zovirax® 200 comprimidos
Zovirax®
aciclovir

I ) Identificação do medicamento
Formas farmacêuticas, vias de administração e apresentações comercializadas
Os comprimidos de Zovirax® 200 mg são apresentados em embalagens de 25 unidades.
Composição
Cada comprimido de Zovirax® 200 mg contém:
aciclovir …………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 200 mg
excipientes* …………………………………………………………………….q.s.p…………………………………………………………. 1 comprimido
*excipientes: lactose, celulose microcristalina, glicolato de amido sódico, povidona e estearato de magnésio.
U s o a d u l t o e p e d i á t r i c o

II) Informações ao paciente
1. Como este medicamento funciona?
Zovirax® contém como princípio ativo o fármaco aciclovir, agente antiviral muito ativo contra o vírus do Herpes simplex
(HSV), tipos I e II, e o vírus da Varicela zoster.
Esta droga atua bloqueando os mecanismos de replicação do vírus.

2. Por que este medicamento foi indicado?
Zovirax® é indicado no tratamento do Herpes zoster, no tratamento e recorrência das infecções de pele e mucosas pelo
Herpes simGLAXOSMITHKLINE
plex, na prevenção de infecções recorrentes por Herpes simplex (supressão). Zovirax® também é indicado para
pacientes seriamente imunocomprometidos.

3. Riscos do medicamento
Contra-indicações
Este medicamento é adequado para a maioria das pessoas, mas existem algumas pessoas que não devem utilizá-lo.
Responda as questões abaixo. Se você responder "SIM" a alguma dessas questões (ou se não tem certeza se elas se
aplicam a você), converse a respeito com seu médico antes de usar este medicamento.

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Modelo de texto de bula
Zovirax® 200 comprimidos
- Você está grávida, pretendendo ficar grávida ou amamentando?
- Você já teve uma reação alérgica ao aciclovir ou ao valaciclovir?
- Você tem problemas nos rins ou no fígado?
Advertências
Pacientes idosos em tratamento com Zovirax® devem tomar bastante líquido (converse com seu médico sobre isto).
Precauções
Gravidez e lactação
Zovirax® comprimidos normalmente não é recomendado para mulheres grávidas. Portanto, o seu médico deve ser sempre
informado sobre a ocorrência de gravidez antes ou durante o tratamento.
Interações medicamentosas
Você está usando algum dos seguintes medicamentos: probenecida (usado para tratar gota), cimetidina (usado para tratar
úlcera péptica), ou medicamentos como mofetil micofenolato de mofetila (usado para prevenir rejeições após um transplante
de órgão) ou drogas que afetem outros aspectos da fisiologia renal, como, por exemplo, ciclosporina e tacrolimo.
Caso esteja, converse com seu médico a respeito antes de usar este medicamento.

E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á vi d a s o u q u e e s t e j a m a m a m e n t a n d o
s e m o r i e n t a ç ã o m é d i c a . I n f o r m e i m e d i a t a m e n t e s e u m é d i c o e m c a s o d e s u s p e i t a d e
g r a vi d e z .
E s t e m e d i c a m e n t o é c o n t r a – i n d i c a d o p a r a c r i a n ç a s c o m m e n o s d e 3 m e s e s .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o o a p a r e c i m e n t o d e r e a ç õ e s i n d e s e j á ve i s .
I n f o r m e a o s e u m é d i c o s e vo c ê e s t á f a z e n d o u s o d e o u t r o m e d i c a m e n t o .
N ã o u s e m e d i c a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o , p o d e s e r p e r i g o s o p a r a s u a
s a ú d e .

4. Como devo usar este medicamento?
Aspecto Físico
GLAXOSMITHKLINE
Os comprimidos de Zovirax® 200mg são brancos, lisos, em forma de escudo.
Posologia
Tratamento de herpes simples em adultos: um comprimido de Zovirax® 200 mg, cinco vezes ao dia, com intervalos de
aproximadamente 4 horas, omitindo-se a dose noturna. O tratamento deve continuar por cinco dias, mas deve ser estendido
em infecções iniciais graves.
Em pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com
distúrbios de absorção intestinal, a dose pode ser duplicada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a
administração de doses intravenosas.

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Modelo de texto de bula
Zovirax® 200 comprimidos
A administração das doses deve ser iniciada tão cedo quanto possível, após o início da infecção; para os episódios
recorrentes, isto deve ser feito, de preferência, durante o período prodrômico ou imediatamente após aparecerem os
primeiros sinais ou sintomas.
Supressão de herpes simples em adultos imunocompetentes: um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em intervalos
de aproximadamente seis horas. Muitos pacientes podem ser convenientemente controlados com um regime de dose de
400 mg, duas vezes ao dia, com intervalos de aproximadamente 12 horas.
Uma redução da dose para 200 mg, três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, ou até duas vezes ao
dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, pode mostrar-se eficaz. Em alguns pacientes, podem ocorrer reinfecções
em regime de doses totais diárias de 800 mg de Zovirax® comprimidos. O tratamento deve ser interrompido
periodicamente, a intervalos de seis a doze meses, a fim de que se possam avaliar os progressos obtidos na história natural
da doença.
Profilaxia de herpes simples em adultos: Em pacientes imunocomprometidos, recomenda-se um comprimido de 200 mg,
quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 6 horas. Para pacientes seriamente imunocomprometidos (por
exemplo, após transplante de medula óssea) ou para pacientes com problemas de absorção intestinal, a dose pode ser
dobrada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a administração de doses intravenosas. A duração da
administração profilática é determinada pela duração do período de risco.
Tratamento de Herpes zoster em adultos: 800 mg cinco vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente quatro horas,
omitindo-se as doses noturnas. O tratamento deve ter a duração de sete dias. Em pacientes gravemente
imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com problemas de absorção
intestinal, deve-se considerar a administração de doses intravenosas. A administração das doses deve ser instituída tão
cedo quanto possível, após o início da infecção; o tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que
apareçam as erupções cutâneas.
Tratamento em pacientes seriamente imunocomprometidos: Para tratamento em pacientes seriamente
imunocomprometidos, 800 mg de Zovirax® devem ser administrados, quatro vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente 6 horas.
No tratamento de pacientes receptores de medula óssea, esta dose deve ser precedida por uma terapia de um mês com
Zovirax® intravenoso.
A duração do tratamento estudada em pacientes após transplante de medula óssea foi de 6 meses (de 1 a 7 meses após o
transplante). Em pacientes com infecção avançada pelo HIV, o tratamento estudado foi de 12 meses, mas é desejável que
estes pacientes continuem o tratamento por um período maior.
Crianças: para tratamento, assim como para a profilaxia de infecções por Herpes simplex em crianças imunocomprometidas
com mais de dois anos de idade, as doses indicadas são as mesmas que para adultos. Em crianças menores de dois anos
de idade, deve-se administrar 200 mg de Zovirax®, quatro vezes ao dia (ou 200 mg/kg – não excedendo 800 mg/dia – quatro
vezes ao dia). Manter por cinco dias.
Não há dados específicos disponíveis relativos à supressão de infecções por Herpes simplex ou tratamento de infecção por
Herpes zoster em crianças imunocompetentes. Alguns dados limitados sugerem que para crianças imunocomprometidas
com mais de dois anos a dose do adulto possa ser utilizada.
Insuficiência renal: Para o tratamento e profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência renal, as
doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos níveis que foram estabelecidos como
sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina
inferior a 10 mL/minuto), recomenda-se um ajuste de dose para 200 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente 12 horas. Para o tratamento das infecções por Herpes zoster e na administração em pacientes
seriamente imunocomprometidos, recomenda-se ajustar a dose para 800 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente 12 horas, nos pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), e
para 800 mg, três ou quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, para pacientes com insuficiência
renal moderada (clearance da creatinina na faixa de 10-25 mL/minuto).
GLAXOSMITHKLINE
Modo de uso
Para que o tratamento tenha o efeito desejado, é importante que você tome os comprimidos de acordo com as instruções
de seu médico, respeitando sempre os horários e a duração do tratamento.
S i g a a o r i e n t a ç ã o d e s e u m é d i c o , r e s p e i t a n d o s e m p r e o s h o r á r i o s , a s d o s e s e a d u r a ç ã o d o
t r a t a m e n t o .
N ã o i n t e r r o m p a o t r a t a m e n t o s e m o c o n h e c i m e n t o d o s e u m é d i c o .

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N ã o u s e o m e d i c a m e n t o c o m o p r a z o d e va l i d a d e v e n c i d o . An t e s d e u s a r o b s e r ve o a s p e c t o
d o m e d i c a m e n t o .
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e ve s e r p a r t i d o o u m a s t i g a d o
5. Quais os males que este medicamento pode causar?
Avise seu médico ou farmacêutico se você sentir algum dos sintomas abaixo enquanto faz tratamento com Zovirax®:
- inconvenientes no estômago como mal-estar e vômitos
- tontura, tremores, perda de consciência, convulsões ou ataques epilépticos;
- sentindo-se deprimido, agitado, muito cansado, confuso ou imaginando coisas (alucinações);
- febre;
- contagem de células sangüíneas baixa, ocasionando um aumento no risco de infecção, cansaço ou hematomas
inesperados e sangramento (p. ex., sangramento no nariz);
- queda de cabelo;
- reações na pele após exposição ao sol;
- dor nos rins (pode estar associada à insuficiência renal)
Consulte seu médico imediatamente caso você sinta algum dos raros sintomas alérgicos abaixo:
- inchaço repentino, palpitações ou aperto no peito, colapso, inchaço das pálpebras, face, lábios ou qualquer outro lugar.
Esses sintomas podem significar que você é alérgico a Zovirax®.
Efeitos colaterais muito raros de Zovirax® são hepatite e icterícia (amarelamento da pele ou dos olhos).
Zovirax® pode afetar alguns exames de sangue e de urina, informe seu médico que você está usando este medicamento se
for fazer um exame de urina ou de sangue.

6. O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma vez só?
É improvável que ocorram efeitos tóxicos graves se uma dose de até 20 g for tomada em uma única ocasião.
Acidentalmente, superdoses repetidas por vários dias de aciclovir oral foram relacionadas a efeitos gastrintestinais (como
náusea e vômitos) e a efeitos neurológicos (dor de cabeça e confusão). Procure imediatamente seu médico ou a
emergência hospitalar mais próxima, leve esta bula.

7. Onde e como devo guardar este medicamento?
Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.
GLAXOSMITHKLINE
T o d o m e d i c a m e n t o d e v e s e r m a n t i d o f o r a d o a l c a n c e d a s c r i a n ç a s .
III) Informações técnicas aos profissionais de saúde
1. Características
farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
Mecanismo de ação

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Zovirax® 200 comprimidos
O aciclovir é um nucleosídeo sintético análogo da purina com atividade inibitória in vitro e in vivo contra o vírus do herpes
humano, incluindo Herpes simplex vírus (VHS) tipos 1 e 2, vírus Varicela zoster (VVZ), vírus Epstein Barr (VEB) e
Citomegalovirus (CMV). Em culturas celulares, o aciclovir tem maior atividade antiviral contra VHS-1, seguido (em ordem
decrescente de potência) por VHS-2, VVZ, VEB e CMV.
A atividade inibitória do aciclovir sobre VHS-1, VHS-2, VVZ, VEB e CMV é altamente seletiva. Uma vez que a enzima
timidina quinase (TQ) de células normais não-infectadas não utiliza o aciclovir como substrato, a toxicidade do aciclovir para
células do hospedeiro mamífero é baixa.
No entanto, a TQ codificada pelo VHS, VVZ e VEB converte o aciclovir em monofosfato de aciclovir, um análogo
nucleosídeo que é então convertido em difosfato e, finalmente, em trifosfato por enzimas celulares. O trifosfato de aciclovir
interfere com o DNA polimerase viral inibindo a replicação do vírus: sua incorporação ao DNA viral resulta no término da
cadeia.
Efeitos farmacodinâmicos
A administração prolongada ou repetida de aciclovir a pacientes seriamente imunocomprometidos pode resultar na seleção
de cepas de vírus com sensibilidade reduzida, que podem não responder ao tratamento contínuo com aciclovir.
A maioria das cepas isoladas clinicamente com sensibilidade reduzida mostrou-se relativamente deficiente em TQ viral. No
entanto, também foram relatadas cepas com TQ viral ou DNA polimerase alteradas. A exposição do VHS isolado
clinicamente ao aciclovir, in vitro, também pode levar ao aparecimento de cepas menos sensíveis. A relação entre a
sensibilidade do VHS isolado clinicamente determinada in vitro e a resposta clínica ao tratamento com aciclovir não está
bem definida.
Todos os pacientes devem ser orientados para assegurar que evitem a potencial transmissão do vírus, particularmente
quando lesões ativas estiverem presentes.
Propriedades farmacocinéticas:
Absorção
O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no intestino. As médias das concentrações plasmáticas máximas em estado
estável de equilíbrio (Css máx), após doses de 200 mg administradas a cada 4 horas, foram de 3,1 µM (0,7 µg/mL), e os
níveis plasmáticos mínimos equivalentes (Css mín) foram de 1,8 µM (0,4 µg/mL). Os níveis de Css máx correspondentes
após doses de 400 mg e 800 mg administradas a cada 4 horas foram de 5,3 µM (1,2 µg/mL) e 8 µM (1,8 µg/mL)
respectivamente, e os níveis equivalentes de Css mín foram de 2,7 µM (0,6 µg/mL) e 4µM (0,9 µg/mL).
Em adultos, as concentrações médias plasmáticas máximas (Css máx.) após infusão por 1 hora de 2,5 mg/kg; 5 mg/kg; 10
mg/kg ou 15 mg/kg foram 22,7 µM (5,1 µg/mL); 43,6 µM (9,8µg/mL); 92 µM (20,7 µg/mL); 105 µM (23,6 µg/mL),
respectivamente. Os níveis de depressão equivalentes (Css mín.), 7 horas mais tarde, foram de 2,2 µM (0,5 µg/mL); 3,1 µM
(0,7µg/mL); 10,2 µM (2,3 µg/mL); 8,8 µM (2,0µg/mL), respectivamente.
Em crianças com mais de 1 ano de idade, foram observados níveis médios de pico (Css máx.) e de depressão (Css mín.)
semelhantes quando uma dose de 250 mg/m2 foi substituída por 5mg/kg, e uma dose de 500 mg/m2 foi substituída por 10
mg/kg. Em recém-nascidos (0-3 meses de vida) tratados com doses de 10 mg/kg, administradas por um período de infusão
de 1 hora a cada 8 horas, a Css máx. verificada foi de 61,2 µM (13,8 µg/mL e a Css mín. de 10,1 µM (2,3 µg/mL).

Distribuição
Os níveis do fluido cerebroespinhal são de aproximadamente 50% dos níveis plasmáticos correspondentes. A ligação às
proteínas plasmáticas é relativamente baixa (9 a 33%), e não estão previstas interações medicamentosas que envolvam
deslocamento do sítio de ligação.
Eliminação
Em adultos, a meia-vida plasmática final do aciclovir, após administração de Zovirax® por infusão, é de aproximadamente
GLAXOSMITHKLINE
2,9 horas. A maior parte da droga é excretada inalterada pelos rins. O clearance renal do aciclovir é substancialmente
superior ao da creatinina, indicando que a secreção tubular, além de filtragem glomerular, contribui para a eliminação renal
da droga. A 9-carboximetoximetilguanina é o único metabólito significativo do aciclovir, responsável por 10-15% da dose
excretada na urina. Quando o aciclovir é administrado uma hora após 1 g de probenecida, a meia-vida final e a área sob a
curva de tempo da concentração plasmática estendem-se para 18% e 40%, respectivamente.
Em neonatos (0 a 3 meses de idade) tratados com 10 mg/kg administrados por infusão durante um período de 1 hora a
cada 8 horas o tempo de meia vida terminal foi de 3,8 horas.
Populações de pacientes especiais
Em pacientes com insuficiência renal crônica, verificou-se que a meia-vida final é de 19,5 horas. A meia-vida média do
aciclovir durante a hemodiálise foi de 5,7 horas. Os níveis plasmáticos de aciclovir caíram aproximadamente 60% durante a
diálise.

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Zovirax® 200 comprimidos
Em idosos, o clearance corporal total cai com o aumento de idade, associado a diminuições no clearance da creatinina,
apesar de haver pouca alteração na meia-vida plasmática final.
Os estudos não demonstraram haver alterações no comportamento farmacocinético do aciclovir ou da zidovudina quando
ambos são administrados simultaneamente a pacientes infectados por HIV.
2. Resultados de eficácia
Zovirax® reduziu significativamente a replicação viral, formação de novas lesões e a duração dos sintomas nos casos de
herpes recorrente (81,5% dos casos).i
1 AM, ROMPALO; et al : v. , p. .. Oral acyclovir for treatment of first-episode herpes simplex virus proctitis. [s.l.], , : , v. 259, n.
19, p. 2879-2881, 1988. . ISSN .
3. Indicações
Zovirax® é usado no tratamento de infecções pelo vírus Herpes simplex na pele e mucosas, inclusive herpes genital inicial
e recorrente.
É usado também na supressão (prevenção de recidivas) de infecções recorrentes por Herpes simplex em pacientes
imunocompetentes e na profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes imunocomprometidos. Zovirax® também é
usado no tratamento de infecções por Herpes zoster. Estudos têm demonstrado que o tratamento precoce de Herpes zoster
com Zovirax® produz efeito benéfico na dor e pode reduzir a incidência de neuralgia pós-herpética (dor associada ao
Herpes zoster). Zovirax® também é usado no tratamento de pacientes seriamente imunocomprometidos.

4. Contra
indicações
Zovirax® é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao aciclovir ou ao valaciclovir.

5. Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.

6. Posologia
Tratamento de herpes simples em adultos: um comprimido de Zovirax® 200 mg, cinco vezes ao dia, com intervalos de
aproximadamente 4 horas, omitindo-se a dose noturna. O tratamento deve continuar por cinco dias, mas deve ser estendido
em infecções iniciais graves. Em pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula
óssea) ou em pacientes com distúrbios da absorção intestinal, a dose pode ser duplicada (400 mg) ou, alternativamente,
pode-se considerar a administração de doses intravenosas.
GLAXOSMITHKLINE
A administração das doses deve ser iniciada tão cedo quanto possível, após o início da infecção; para os episódios
recorrentes, isto deve ser feito, de preferência, durante o período prodrômico ou imediatamente após aparecerem os
primeiros sinais ou sintomas.
Supressão de herpes simples em adultos imunocompetentes: um comprimido de 200 mg, quatro vezes ao dia, em
intervalos de aproximadamente seis horas.
Muitos pacientes podem ser convenientemente controlados com um regime de dose de 400 mg, duas vezes ao dia, com
intervalos de aproximadamente 12 horas.
Uma redução da dose para 200 mg, três vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, ou até duas vezes ao
dia, em intervalos de aproximadamente 12 horas, pode mostrar-se eficaz.

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Modelo de texto de bula
Zovirax® 200 comprimidos
Em alguns pacientes, podem ocorrer reinfecções em regime de doses totais diárias de 800 mg de Zovirax® comprimidos.
O tratamento deve ser interrompido periodicamente, a intervalos de seis a doze meses, a fim de que se possam avaliar os
progressos obtidos na história natural da doença.
Profilaxia de herpes simples em adultos: em pacientes imunocomprometidos, recomenda-se um comprimido de 200 mg,
quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 6 horas.
Para pacientes gravemente imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou para pacientes com
problemas de absorção intestinal, a dose pode ser dobrada (400 mg) ou, alternativamente, pode-se considerar a
administração de doses intravenosas.
A duração da administração profilática é determinada pela duração do período de risco.
Tratamento de Herpes zoster em adultos: 800 mg cinco vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente quatro horas,
omitindo-se as doses noturnas. O tratamento deve ter a duração de sete dias. Em pacientes gravemente
imunocomprometidos (por exemplo, após transplante de medula óssea) ou em pacientes com problemas de absorção
intestinal, deve-se considerar a administração de doses intravenosas. A administração das doses deve ser instituída tão
cedo quanto possível, após o início da infecção; o tratamento proporciona melhores resultados se for iniciado assim que
apareçam as erupções cutâneas.
Tratamento em pacientes gravemente imunocomprometidos: para tratamento em pacientes seriamente
imunocomprometidos, 800 mg de Zovirax® devem ser administrados, quatro vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente 6 horas.
No tratamento de pacientes receptores de medula óssea, esta dose deve ser precedida por uma terapia de um mês com
Zovirax® intravenoso.
A duração do tratamento estudada em pacientes após transplante de medula óssea foi de 6 meses (de 1 a 7 meses após o
transplante). Em pacientes avançados de HIV, o tratamento estudado foi de 12 meses, mas é desejável que estes pacientes
continuem o tratamento por um período maior.
Crianças: Para tratamento, assim como para a profilaxia de infecções por herpes simples em crianças
imunocomprometidas com mais de dois anos de idade, as doses indicadas são as mesmas que para adultos. Em crianças
menores de dois anos de idade, deve-se administrar metade da dose.
Em crianças menores de dois anos de idade deve-se administrar 200 mg de Zovirax®, quatro vezes ao dia (ou 20 mg/kg –
não excedendo 800 mg/dia – quatro vezes ao dia). Manter por cinco dias.
Não há dados específicos disponíveis relativos à supressão de infecções por herpes simples ou tratamento de infecção por
Herpes zoster em crianças imunocompetentes.
Alguns dados limitados sugerem que para crianças imunocomprometidas com mais de dois anos a dose do adulto possa
ser utilizada.
Insuficiência renal: Zovirax® deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência renal. Hidratação
adequada deve ser mantida. Para o tratamento e profilaxia de infecções por Herpes simplex em pacientes com insuficiência
renal, as doses orais recomendadas não conduzirão a um acúmulo de aciclovir acima dos níveis que foram estabelecidos
como sendo seguros por infusão intravenosa. Entretanto, para pacientes com insuficiência renal grave (clearance da
creatinina inferior a 10 mL/minuto), recomenda-se um ajuste de dose para 200 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de
aprox
GLAXOSMITHKLINE
imadamente 12 horas. Para o tratamento das infecções por Herpes zoster e na administração em pacientes
seriamente imunocomprometidos, recomenda-se ajustar a dose para 800 mg, duas vezes ao dia, em intervalos de
aproximadamente 12 horas, nos pacientes com insuficiência renal grave (clearance da creatinina inferior a 10 mL/minuto), e
para 800 mg, três ou quatro vezes ao dia, em intervalos de aproximadamente 8 horas, para pacientes com insuficiência
renal moderada (clearance da creatinina na faixa de 10-25 mL/minuto).

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Zovirax® 200 comprimidos
7. Advertências
O aciclovir é eliminado por clearance renal, desta forma, a dose deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal
(veja Posologia). Pacientes idosos normalmente têm a função renal reduzida, desta forma deve ser considerado uma
redução na dosagem para estes pacientes.
Tanto os pacientes com insuficiência renal quanto pacientes idosos, têm o risco aumentado de desenvolver efeitos adversos
neurológicos devem ser monitorados cuidadosamente.
Deve ser tomado cuidado a fim de manter a hidratação adequada em pacientes que estejam recebendo altas doses de
aciclovir.
Gravidez e Lactação: a experiência em seres humanos é limitada; portanto, o uso de Zovirax® deve ser considerado
apenas quando os benefícios em potencial excederem a possibilidade de riscos desconhecidos. Os registros não
mostraram um aumento no número de defeitos congênitos em pacientes expostos ao Zovirax® quando comparado à
população geral e nenhum desses defeitos mostrou um padrão único e consistente que possa sugerir uma causa comum.
Após administração oral de 200 mg de Zovirax® cinco vezes ao dia, foi detectado aciclovir no leite materno em
concentrações variando entre 0,6 a 4,1 vezes os níveis plasmáticos correspondentes. Estes níveis poderiam,
potencialmente, expor os lactentes a doses de aciclovir de até 0,3 mg/kg/dia. Deve-se tomar cuidado caso Zovirax® seja
administrado a mulheres que estejam amamentando.
Categoria “B” de risco na gravidez.
E s t e m e d i c a m e n t o n ã o d e v e s e r u s a d o p o r m u l h e r e s g r á v i d a s o u q u e e s t e j a m a m a m e n t a n d o s e m
o r i e n t a ç ã o m é d i c a .

8. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Pessoas com idade avançada (acima de 65 anos)
Em pacientes idosos, o clearance corporal total do aciclovir declina paralelamente ao clearance da creatinina. Deve-se
manter uma adequada hidratação dos pacientes que estejam tomando altas doses de Zovirax®. Deve-se dispensar atenção
especial à redução das doses para pacientes com insuficiência renal.
9. Interações
medicamentosas
Nenhuma interação clinicamente significativa foi identificada. O aciclovir é eliminado primariamente inalterado na urina via
secreção tubular renal ativa. Qualquer droga administrada concomitantemente, que afete este mecanismo, pode aumentar a
concentração plasmática do aciclovir. Probenecida e cimetidina aumentam a ASC do aciclovir por este mecanismo e
reduzem o clearance renal do aciclovir. De modo similar, aumentos nas ASCs plasmáticas do aciclovir e do metabólito
inativo de micofenolato de mofetil, um agente imunossupressor usado em pacientes transplantados, foram demonstrados
quando as drogas foram co-administradas.
Entretanto, nenhum ajuste de dose é necessário por causa do amplo índice terapêutico do aciclovir.
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Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas
Deve-se levar em conta os resultados dos estudos clínicos disponíveis e o perfil dos eventos adversos já descritos, quando
considerar a habilidade do paciente em dirigir e operar máquinas. Não existem estudos para investigar os efeitos do
aciclovir na habilidade de dirigir ou operar máquinas. Além disso, um efeito prejudicial nestas atividades não pode ser
previsto a partir da farmacologia da droga.
10. Reações adversas a medicamentos

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Zovirax® 200 comprimidos
As categorias de freqüência associadas com os eventos adversos abaixo são estimadas. Para a maioria dos eventos, não
eram disponíveis dados adequados para estimar a incidência. Além disso, eventos adversos podem variar sua incidência
dependendo da indicação.
Muito comum 1/10;
Comum 1/100 e <1/10;
Incomum 1/1000 e <1/100;
Raro 1/10000 e <1/1.000;
Muito raro <1/10.000.
Distúrbios do sistema linfático e sangüíneo:
Muito raro: anemia, leucopenia e trombocitopenia.
Distúrbios do sistema imune
Raro: anafilaxia.
Distúrbios psiquiátricos e do sistema nervoso
Comum: dor de cabeça , tonteira.
Muito raro: agitação, confusão, tremor, ataxia , disartria, alucinações, sintomas psicóticos, convulsões, sonolência,
encefalopatia e coma.
As reações acima são reversíveis e geralmente relatadas em pacientes com distúrbios renais cujas doses estavam acima
da recomendada ou com outros fatores pré-disponíveis.
Distúrbios do sistema respiratório, torácico e do mediastino
Raro: dispnéia.
Distúrbios do sistema gastrointestinal
Comum: náusea, vômito, diarréia, dores abdominais.
Distúrbios hepatobiliares
Raro: aumentos reversíveis na bilirrubina e enzimas hepáticas.
Muito raro: hepatite, icterícia.
Distúrbios na pele e tecido subcutâneo
Comum: prurido, erupções (incluindo fotossensibilidade).
Incomum: Urticária. Perda difusa acelerada do cabelo.
A perda difusa acelerada do cabelo está associada com o uma grande variedade de doenças e medicamentos. A relação do
evento com a terapia com aciclovir é incerta.
Raro: angiodema.
Distúrbios urinários e renais
Raro: aumento nos níveis de uréia e creatinina sangüínea.
Muito raro GLAXOSMITHKLINE
: insuficiência renal aguda, dor renal.
Dor renal pode estar associada com insuficiência renal.
Distúrbios Gerais e condições do local da administração
Comum: fadiga, febre.

11. Superdose
Sintomas e sinais: O aciclovir é apenas parcialmente absorvido no trato gastrintestinal. É improvável que ocorram efeitos
tóxicos graves se uma dose de até 20 g for tomada em uma única ocasião. Acidentalmente, superdoses repetidas por vários

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Zovirax® 200 comprimidos
dias de aciclovir oral foram relacionadas a efeitos gastrintestinais (como náusea e vômitos) e a efeitos neurológicos (dor de
cabeça e confusão).
Superdosagem de aciclovir intravenoso resulta em elevações de uréia e creatinina séricas e, subseqüentemente, em
insuficiência renal. Efeitos neurológicos, incluindo confusão, alucinações, agitação, convulsões e coma foram descritos em
associação à superdosagem intravenosa.
Tratamento: Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para sinais de toxicidade. A hemodiálise aumenta
significativamente a remoção de aciclovir do sangue e pode ser considerada uma opção de tratamento em eventos de
superdosagem sintomática.

12. Armazenagem
Mantenha os comprimidos em sua embalagem original. Conservar abaixo de 30°C.

IV) Dizeres legais
V E N D A S O B P R E S C R I Ç Ã O M É D I C A.
No do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Fabricado por: GlaxoSmithKline México S.A de C.V. ­ Xochimilco ­ México
Importado por: GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
Estrada dos Bandeirantes, 8.464 – Rio de Janeiro – RJ
CNPJ: 33.247.743/0001-10
Serviço de Atendimento ao
Consumidor
MS: 1.0107.0253
0800 701 22 33
Indústria Brasileira
Discagem Direta Gratuita
Farm. Resp.: Milton de Oliveira
CRF-RJ Nº 5522

Versão: GDS 25 IPI03
Data: 31/08/2007
GLAXOSMITHKLINE
BL_zovir_com_GDS 25 IPI03_v5

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Leia com atenção, antes de usar o produto.



XANTINON® COMPLEX
DL-acetilmetionina, citrato de colina, betaína

Forma farmacêutica, via de administração e apresentações
Solução oral.
Embalagens com 12 flaconetes com 10 ml cada.
Frascos com 100 ml
Uso oral.
USO ADULTO
Composição
Cada 10 ml da solução oral contém:
DL-acetilmetionina……………………………………………………………………………………………….. 400 mg
citrato de colina…………………………………………………………………………………………………… 530 mg
betaína………………………………………………………………………………………………………………. 500 mg
Veículo aromatizado q.s.p. …………………………………………………………………………………….. 10 ml
Excipientes: água purificada, álcool etílico, bicarbonato de sódio, sacarina sódica, essência framboesa,
essência Butter Toff, sorbitol, metilparabeno, propilparabeno, manitol, corante vermelho Ponceau 4R.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Como este medicamento funciona?
Os componentes ativos do Xantinon® Complex ­ metionina, colina e betaína – são nutrientes considerados
essenciais para várias funções do organismo, principalmente para o metabolismo de gorduras (lipídios) e
proteínas no fígado. Estes nutrientes têm por finalidade evitar o acúmulo de gordura e atuar na mobilização
e remoção do excesso de gorduras e agentes tóxicos do fígado, permitindo um melhor funcionamento do
órgão.
O início de ação do produto vai depender do grau de comprometimento do fígado, não existindo um prazo
determinado para que se observe uma resposta adequada.
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Por que este medicamento foi indicado?
Este medicamento é indicado para ajudar a mobilização e a remoção do excesso de gorduras do fígado e
para o tratamento de seus transtornos metabólicos, nos casos de doença hepática gordurosa não-alcoólica.

Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações, advertências e precauções
Este medicamento não deve ser usado nos casos de alergia aos componentes da fórmula.
Não há contra-indicação relativa às faixas etárias. Como não há estudos científicos com esse
medicamento na população infantil, o produto não deve ser utilizado em crianças, salvo a critério médico.
Gravidez e lactação: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica
ou do cirurgião-dentista. Não existem estudos sobre o uso do produto durante a gravidez e a amamentação.
Pacientes idosos: não há restrições ou recomendações especiais com relação ao uso deste produto por
pacientes idosos.
Ingestão juntamente com outras substâncias: até o momento não foram relatados casos de reação com o
uso do produto junto com outros medicamentos. Não há restrições quanto ao uso do produto junto com
alimentos ou bebidas.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Como devo usar este medicamento?
Leia com atenção o item "Modo de usar" para a utilização correta do produto.
Aspecto físico
Xantinon® Complex é um líquido límpido, de cor vermelho cereja e livre de contaminação visível.
Características organolépticas
Xantinon® Complex possui odor e sabor característicos.
Modo de usar
Flaconetes: tomar 1 flaconete (10 ml), 3 vezes ao dia, antes das principais refeições, ou a critério médico.
Frasco: tomar 10 ml (2 colheres das de chá), 3 vezes ao dia, antes das principais refeições, ou a critério
médico.
Siga corretamente o modo de usar; não desaparecendo os sintomas, procure orientação
médica.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.
Quais os males que este medicamento pode causar?
Xantinon® Complex é bem tolerado; não há relatos de reações adversas relacionadas ao seu uso nas doses
recomendadas.

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O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só
vez?
Considerando as substâncias que compõem o produto, é pouco provável que a eventualidade de ingestão
acidental de doses muito acima das recomendadas determine problemas graves para o paciente. No
entanto, caso ocorram, o médico deve ser imediatamente informado para que sejam adotadas medidas de
controle das funções vitais.
Onde e como devo guardar este medicamento?
Conserve o produto na embalagem original e à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).
O prazo de validade está impresso na embalagem do produto.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Características
Propriedades farmacodinâmicas
Xantinon® Complex é composto por três aminoácidos ­ metionina, colina e betaína ­ importantes para o
metabolismo lipídico e protéico que ocorre no fígado. Os seus componentes ativos atuam na mobilização e
remoção do excesso de gorduras do hepatócito, além de fornecerem grupos metila para a síntese de colina
no organismo. A formação dos componentes lipídicos das lipoproteínas plasmáticas torna-se, portanto,
possível, o que facilita o transporte de gorduras pelo fígado. Os aminoácidos presentes em Xantinon®
Complex são, ainda, importantes para o metabolismo lipídico e para a síntese e manutenção das membranas
celulares e participam de forma relevante na defesa antioxidante intracelular hepática, uma vez que
estudos1,2 comprovaram que a repleção destes aminoácidos se opõe ao estresse oxidativo responsável pelo
aumento nos produtos de perioxidação celular e de radicais livres e danos nas membranas celulares,
restaurando as funções hepáticas1. A DL-acetilmetionina é uma forma de administração da metionina e
apresenta as mesmas características deste aminoácido essencial 3,4.
Propriedades farmacocinéticas
A metionina, uma vez absorvida, é convertida em SAMe (S-adenosilmetionina). A maioria da metionina
administrada é metabolizada no fígado, cujos tecidos têm a maior atividade específica, embora todos os
tecidos possam produzir e utilizar a SAMe. A SAMe é doadora de radicais metila na maioria das reações de
transmetilação. A meia-vida estimada da SAMe hepática é de 2,4­5,9 minutos em condições dietéticas
normais e um adulto normal deve produzir 6-8 g de SAMe por dia 5. A metionina sofre degradação oxidativa
no fígado e é eliminada pela via renal 24.
A colina é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal sob forma inalterada após administração oral;
uma parte é metabolizada pelas bactérias intestinais em trimetilamina. Cerca de 98% da colina do sangue e
dos tecidos são seqüestrados em fosfatidilcolina, que serve como fonte de “liberação lenta” de colina. A
colina passa para o fígado onde vai exercer suas funções fisiológicas. É eliminada pela via renal, sendo 1%
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sob forma inalterada. É compatível com outros nutrientes e, quando co-administrada, parece favorecer a
absorção dos mesmos 9-11,25.
A betaína é um componente normal do ciclo da metionina, sendo um doador de grupos metila para as
reações de transmetilação. É rapidamente absorvida e distribuída através de todo o organismo, alcançando
picos de concentração em menos de uma hora. A meia-vida de eliminação foi de 14 h após administração
única e de 41 h após doses repetidas por cinco dias. A betaína se transforma em dimetilglicina (DMG) após
as reações bioquímicas de doação de grupos metila. Devido ao intenso metabolismo, somente 4% da dose
administrada é eliminada através dos rins 7.
Resultados de eficácia
A eficácia do Xantinon® Complex se baseia na eficácia dos seus componentes, todos muito bem estudados
clinicamente e cujos resultados estão bem descritos em clássicos de farmacologia e de terapêutica. Dos
agentes lipotrópicos básicos da fórmula, existem numerosos estudos. Foi comprovado que o metabolismo e
reciclagem intracelular da metionina requer a betaína como co-fator e relatam a importância da betaína na
síntese da metionina, principalmente em pacientes com deficência da vitamina B12 6.
A importância da SAMe (metabólito ativo da metionina) nos distúrbios hepáticos foi relatada em diversas
publicações científicas 5,6,12,13.
No tratamento da colestase induzida por doença hepática crônica, a SAMe foi significativamente superior ao
placebo, melhorando em 50% os escores dos sintomas (prurido, fadiga), da bilirrubina total e conjugada e
da fosfatase alcalina 14.
As ações da colina em indivíduos sadios e em pacientes foram apresentadas em estudos de revisão,
demonstrando que este nutriente é essencial para o funcionamento normal do fígado 15,16.
Da mesma forma, a betaína teve sua atividade avaliada em vários estudos com pacientes com esteatose
hepática não-alcoólica e alcoólica, confirmando que a betaína determina uma proteção hepática 17,18. Em um
estudo com pacientes com esteatose hepática não-alcoólica que receberam betaína por um período de 12
meses foi relatado melhora significante nos níveis séricos das aminotransferases (AST ­ p<0,02; ALT ­
p<0,007), com normalização ou redução >50% em 85% dos pacientes. Mesmo nos casos que não
completaram o período de tratamento, foi observada redução nestas enzimas (ALT ­39%; AST ­38%). Foi
reportada, ainda, uma melhora marcante no grau de esteatose e no estágio de fibrose 8.
A eficácia de uma solução oral contendo metionina, colina e betaína foi avaliada em um estudo
multicêntrico, duplo-cego, randomisado, demonstrando o valor clínico da associação 19.
Recentemente tem-se destacado que espécies reativas de oxigênio e de outros radicais livres tóxicos
resultantes do estresse oxidativo ocorrem nas doenças hepáticas, principalmente nas crônicas, e contribuem
para o dano hepático em vários tipos de hepatopatias, dentre as quais a doença hepática gordurosa não-
alcoólica (DHGNA) e a sua forma progressiva, a esteatoepatite não-alcoólica (EHNA), a esteatopatia
alcoólica, os processos hepáticos crônicos e as hepatite virais, assim como para a deterioração do processo
patológico 8,20-22. Um estudo piloto para a avaliação da evolução do estresse oxidativo hepático em pacientes
com doença hepática gordurosa não-alcoólica (esteatoepatite não-alcoólica) tratados com Xantinon®
Complex demonstrou que o grupo tratado com o produto ativo apresentou redução significante dos valores
de gultationa, homocisteína e de malonaldeído ao longo do tratamento, em comparação com o placebo.
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Esses achados podem ser explicados por um aumento na atividade antioxidante hepática determinada pelo
Xantinon® Complex que resultaria em menor lipoperoxidação hepática, comprovando a ação favorável do
produto sobre o estresse oxidativo 23. Os autores concluiram que a administração de agentes lipotrópicos
com atividade antioxidante, como a metionina, a colina e a betaína, têm um papel importante no tratamento
coadjuvante de hepatopatias e de transtornos hepáticos de origem alimentar ou medicamentosa.
Referências: 1. Reis KAA et al. Pediatria (São Paulo) 2001;23(4):329-39. 2. Lieber CS. Rocz Akad Med Bialymst 2005;50:7-20. 3.
Newberne PM et al. Cancer Res 1983; 43(suppl.):2426s-2434s. 4. Ortiz P et al. Ital J Gastroenterol 1994; 25(3):135-7. 5. Mato JM et al.
Pharmacol Ther 1997; 17(3):265-80. 6. Maree KA et al. Internat J Vit Nutr Res 1989; 59:136-41. 7. Schwahn BC et al. Br J Clin Pharmacol
2003;55:6-13. 8. Abdelmalek MF et al. AJG 2001; 96(9):2711-7. 9. Marcus R, Coulston AM. In. Hardman JG, Limbird LE. Goodman &
Gilman’s ­ The pharmacological basis of therapeutic. 10ª ed. McGraw-Hill Co. USA. 2001. p.1765-71. 10. Zeisel SH, Blusztajn JK. Annu Ver
Nutr 1994;14:269-96. 11. Wurtman RJ et al. Lancet 1977; 2(8028):68-9. 12. Avila MA et al. Alcohol 2002;27(3):163-7. 13. Lu SC,
Tsukamoto H, Mato JM. Alcohol 2002;27(3):155-62. 14. Giudici GA et al. In: Methionine Metabolism: Molecular mechanism and clinical
implications, pp. 67-79, Mato J et al (eds.) CSIC press, Madrid, 1992. 15. Canty DJ, Zeisel SH. Nutr Ver 1994; 52(10):327-39. 16. Zeisel
SH. J Am Col Nutr 1992; 11(5):473-81. 17. Miglio F et al. Arzsneimittelforschung 2000; 50:722-7. 18. Barak AJ et al. Alcohol 1996;
13:395-8. 19. Strauss E et al. . Hepatology 1999; 30:436A. 20. Kim SK et al. Food Chem Toxicol 1998;36:655­661. 21. Barak AJ et al.
Alcohol Clin Exp Res 1993;17:552­555. 22. Barak AJ et al. IRCMS Med Sci 1984;12:866-7. 23. Parise ER at al. Dados em arquivo. 24.
Methionine. BIAM ­ Banque de Données Automatisée sur les Médicaments ­ M.S.- França – http://www.biam2.org. 25. Choline. BIAM ­
Banque de Données Automatisée sur les Médicaments ­ M.S.- França – http://www.biam2.org.
Indicações
No tratamento de transtornos metabólicos hepáticos, como medicação antioxidante, reduzindo o estresse
oxidativo hepático, em casos de doença hepática gordurosa não-alcoólica.
Contra-indicações
Hipersensibilidade aos componentes da fórmula.
Não há contra-indicação relativa às faixas etárias. Como não há estudos científicos com esse
medicamento na população infantil, o produto não deve ser utilizado em crianças, salvo a
critério médico.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto
Descrição do produto: líquido límpido, cor vermelho cereja, odor e sabor característicos, livre de
contaminação visível.
Leia com atenção o item "Posologia" para a utilização correta do produto.
Posologia
Flaconetes: administrar 1 flaconete (10 ml), 3 vezes ao dia, antes das principais refeições, ou a critério
médico.
Frasco: administrar 10 ml (2 colheres das de chá), 3 vezes ao dia, antes das principais refeições, ou a
critério médico.

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Advertências
O uso de metionina em pacientes com insuficiência hepática grave deve ser feito com cautela, pois pode
induzir encefalopatia hepática.
Gravidez e lactação: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Pacientes idosos: não há restrições ou recomendações especiais com relação ao uso deste produto por
pacientes idosos.
Crianças: não existem na literatura médica estudos na população infantil portanto o medicamento não está
indicado nessa faixa etária.
Interações medicamentosas
Até o momento não foram relatados casos de interação medicamentosa com o uso do produto.
Ingestão concomitante a outras substâncias: não há restrições quanto à ingestão concomitante de
alimentos ou bebidas.
Reações adversas a medicamentos
Xantinon® Complex é bem tolerado; não há relatos de reações adversas relacionadas ao seu uso nas doses
recomendadas.
Superdose
Considerando as características farmacológicas dos componentes do produto, é pouco provável que a
eventualidade de ingestão acidental de doses muito acima das recomendadas determine efeitos adversos
graves. Caso ocorram, recomenda-se adotar medidas habituais de controle das funções vitais (monitoração
cardiorrespiratória, manutenção do balanço hidroeletrolítico, diurese).
Armazenagem
Conservar o produto na embalagem original e à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC).
O prazo de validade está impresso na embalagem do produto.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR; NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS,
PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.
MS ­1.0639.0119
Farmacêutico Responsável: Wagner Moi ­ CRF-SP 14.828
N.º do lote, data da fabricação e data da validade: vide cartucho.

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EM CASO DE DÚVIDAS LIGUE GRATUITAMENTE
SAC: 0800-7710345
www.nycomed.com.br
Nycomed Pharma Ltda.
Rodovia SP 340 S/N, Km 133,5
Jaguariúna ­ SP

CNPJ 60.397.775/0008-40
Indústria Brasileira
XTCOM_NSPC_1007_CP

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Modelo de Texto de Bula ­ Medicamento Sob Prescrição Médica
(Conforme Resolução – RDC nº. 140/03)

Rinofluimucil®
acetilcisteína
sulfato de tuaminoeptano

Forma farmacêutica, via de administração e apresentação comercializada
Solução nasal. Frasco contendo 12 mL + conta-gotas
USO NASAL – USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Composição:

Cada 1 mL de solução nasal contém:
acetilcisteína …………………………………………………………………………………………………………………..10 mg
sulfato de tuaminoeptano……………………………………………………………………………………………………5 mg
excipientes*q.s.p.: ………………………………………………………………………………………………………………1mL
*(ditiotreitol, edetato dissódico, hidróxido de sódio, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio
monobásico, hipromelose, cloreto de benzalcônio, álcool etílico, sorbitol, aroma de menta e água).
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Rinofluimucil® é um descongestionante nasal que possui em sua fórmula duas substâncias: a
acetilcisteína que fluidifica as secreções ou o muco das vias aéreas (nariz) facilitando a sua limpeza e
o sulfato de tuaminoeptano que promove o alívio imediato da congestão nasal provocada pela rinite e
sinusite.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Rinofluimucil® é indicado para o tratamento de rinites e sinusites.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Contra-indicações
Rinofluimucil® é contra-indicado para pessoas sensíveis a acetilcisteína e/ou sulfato de
tuaminoeptano e/ou demais componentes de sua formulação, ou em pacientes portadores de
glaucoma e hipertiroidismo.

Advertências
Rinofluimucil® deve ser usado com precaução em pacientes com doença cardiovascular, problemas
na tireóide, crianças asmáticas, indivíduos com dificuldade em urinar e idosos que tenham a próstata
aumentada.
O uso excessivo de medicamentos vasoconstritores pode provocar efeito rebote com congestão e
excesso de secreção.

Uso durante a gravidez e lactação
Classe de risco C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Rinofluimucil® apenas deve ser utilizado por mulheres grávidas e lactantes em casos de extrema
necessidade e sob cuidadosa supervisão médica.
Não se sabe se as substâncias de Rinofluimucil® são encontradas no leite materno, por isso não é
aconselhado o seu uso durante a amamentação.
Uso pediátrico
Recomenda-se cautela ao administrar Rinofluimucil® em crianças asmáticas.



Somente para praticantes de esportes
O uso de Rinofluimucil® pode ocasionar resultados positivos nos testes antidoping.
Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver usando Rinofluimucil®?
Rinofluimucil® não interfere no estado de vigília e atenção do paciente, o que permite a você dirigir e
operar máquinas normalmente enquanto estiver fazendo uso do medicamento.
Interações medicamentosas
Recomenda-se precaução de uso em pacientes em tratamento concomitante como inibidores da
monoaminoxidase (IMAOS).
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária abaixo de 6 anos.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Aspecto físico e características organolépticas do medicamento
A solução nasal é um líquido incolor, límpido, com um leve odor de menta com fundo sulfúreo, que é
característico da acetilcisteína.

O que devo dizer a meu médico antes de administrar Rinofluimucil®?
Durante a consulta, avise seu médico se possui algum problema cardíaco; problema na tireóide
(remoção da tireóide ou se toma hormônio para tireóide); asma; próstata aumentada; glaucoma ou
hipertensão.
Dosagem
Adultos: 3 a 4 gotas em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças: 1 a 3 gotas em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
O que fazer no caso de esquecer de administrar uma dose?
Se você deixou de aplicar uma dose, deverá fazê-lo o quanto antes, e administrar a dose seguinte
como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
Como usar
1. Abra o frasco (Fig.1).
2. Aproxime o conta-gotas da solução.
3. Aspire à solução para o conta-gotas.
4. Aplique as gotas nas narinas. O conta-gotas não deve ser introduzido no interior da narina, pois
poderá contaminar o medicamento.
5. Não limpe o conta-gotas com água, mas sim com papel absorvente, pois a água acelera a
degradação do medicamento.
6. Rosqueie o frasco com o conta-gotas (Fig.2).


Não tome a solução, o seu uso é nasal.
O medicamento já vem pronto para o uso, não é necessário diluir com água.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.
QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Rinofluimucil® raramente apresenta reações adversas. Dentre as relatadas tem-se: excitabilidade,
palpitações do coração, aparecimento de acne, irritação da mucosa do nariz, secura da mucosa do
nariz, coceira, vermelhidão no local, espirro excessivo, paladar desagradável. As reações adversas
desaparecem após a interrupção do tratamento.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE
UMA SÓ VEZ?

Em caso de superdose, acidental ou intencional, avise seu médico imediatamente para que ele possa
prestar atendimento de urgência. O tratamento deve ser sintomático.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Manter este medicamento em sua embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre
15°C e 30°C).
Recomenda-se manter o frasco aberto o menor tempo possível durante a aplicação.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Este medicamento, depois de aberto, somente poderá ser consumido em 15 dias.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de ação
Rinofluimucil® é uma associação terapêutica composta por acetilcisteína e sulfato de tuaminoeptano.

acetilcisteína
Trata-se de um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas do muco,
destruindo as pontes dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes na secreção brônquica.
Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrílico (-SH) livre na molécula
que proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a formação de moléculas com um peso
molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez do muco ao reduzir a sua viscosidade. A
acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e elasticidade do muco, observando-se uma relação
dose e tempo/resposta. Os aumentos progressivos das concentrações de acetilcisteína provocam
uma maior e mais rápida redução de viscosidade.
Acetilcisteína é um derivado do aminoácido natural cisteína e age como precursor do agente redutor
glutationa, uma molécula endógena com papel crucial no mecanismo de defesa de agentes tóxicos. A
acetilcisteína também tem demonstrado ser essencial no controle de várias condições patológicas
onde está presente o estresse oxidativo, como bronquite aguda e crônica, rinite e sinusite.
A eficácia terapêutica de acetilcisteína, nos processos inflamatórios nasais como a rinite, é
interpretada por suas ações farmacológicas: redução da viscosidade do muco e efeitos
antiinflamatórios/antioxidante. A redução da viscosidade do muco facilita a remoção e evita a
evolução para a infecção (sinusite). O efeito antiiflamatório/antioxidante se dá pela cisteína que é o
precursor da glutationa, um dos mais importantes antioxidantes presentes na célula, por inibição da



função monócita, neutrófila e quimiotáxica. De acordo com os estudos in vitro, a acetilcisteína possui
efeito antiinflamatório em condições alérgicas.
Sulfato de tuaminoeptano
Este agente simpatomimético (agonista alfa-adrenérgico) é utilizado como descongestionante nasal
tópico para o tratamento sintomático de todas as formas de rinite.

Farmacocinética
Rinofluimucil® pode ser absorvido sistemicamente através da mucosa nasal e do trato gastrintestinal
após administração intranasal, resultando em efeitos adversos sistêmicos, principalmente em doses
excessivas.

Farmacodinâmica
Rinofluimucil® contém acetilcisteína, um agente mucolítico que também melhora a atividade
mucociliar das mucosas do trato respiratório. Particularmente neste medicamento a acetilcisteína
reduz a viscosidade das secreções das mucosas nos processos catarrais e gripais facilitando a sua
expulsão. Esta ação é obtida pela despolimerização dos complexos mucoproteícos e ácidos
nucléicos, que conferem a viscosidade às secreções purulentas e mucopurulentas. Rinofluimucil®
também contém sulfato de tuaminoeptano, um agente alfa adrenérgico, onde sua administração
tópica nas mucosas nasais proporciona uma ação vasoconstritora prolongada.
RESULTADOS DE EFICÁCIA

Eficácia na rinite
Em um estudo com 71 pacientes com quadro clínico de rinite purulenta ou mucopurulenta e rinite
vasomotora e alérgica, Rinofluimucil® (3 a 4 gotas, 4 vezes ao dia durante 10 dias) produziu melhora
mais significativa nos casos graves do que em comparação com os casos leves, e, por isso foi
considerado um medicamento de escolha para a rinite. Ademais, também foi bem tolerado pelos
pacientes (1).
Eficácia na pediatria
Em 39 pacientes com idade média de 5,3 anos foram administradas de 3 a 4 gotas de
Rinofluimucil®, 3 vezes ao dia e durante 7 dias. Ao final do tratamento observou-se que houve
melhora em 54% dos casos na aparência da secreção e melhora de 83% no local da inflamação.
Quanto ao prurido, houve uma melhora superior a 90% dos casos. Em nenhum dos pacientes
tratados foram observados efeitos adversos. Pôde-se concluir que Rinofluimucil® é eficaz nos casos
de rinite purulenta acompanhada de abundante secreção viscosa em crianças (2) .

Eficácia nos processos inflamatórios
Num estudo duplo-cego Rinofluimucil® foi avaliado quanto à eficácia nos processos inflamatórios
nasais agudos ou crônicos reagudizados, de etiologia infecciosa e/ou alérgica, com a finalidade de
avaliar os efeitos descongestionante, antiinflamatório e mucolítico. Foram avaliados 120 pacientes,
com idade entre 2 a 43 anos, com Rinofluimucil®, sendo que no final do estudo (3 gotas em cada
fossa nasal, 3 vezes ao dia e durante 4 dias consecutivos) observou-se que 75% dos casos tiveram
melhora (3).
Por meio de um estudo aberto, multicêntrico com 70 pacientes com idade entre 9 meses e 55 anos
com rinite, otite simples ou complicada e sinusite, sob tratamento com Rinofluimucil® (3 a 4 gotas, 3
a 4 vezes ao dia, durante 5 a 10 dias), observou-se uma melhora significativa em mais de 80% dos
casos (4).
INDICAÇÕES

Rinofluimucil® é indicado para o tratamento de rinites agudas, subagudas e crônicas, principalmente
com secreção mucosa, mucopurulenta e/ou presença de formações mucocrostosas e para o
tratamento de sinusites agudas e crônicas.





CONTRA-INDICAÇÕES

Este medicamento é contra-indicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade conhecida a
acetilcisteína, sulfato de tuaminoeptano e/ou demais componentes de sua formulação, glaucoma de
ângulo fechado, hipertireoidismo, Este medicamento não deve ser usadodurante o tratamento com
inibidores da monoamino oxidase (IMAO) e nas duas semanas seguintes ao término do tratamento.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO

Modo de usar:
Vide orientações descritas anteriormente.
Conservação do medicamento depois de aberto:
Manter na embalagem original. Conservar a temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) por no
máximo 15 dias.
POSOLOGIA

Adultos: 3 a 4 gotas em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças: 1 a 3 gotas em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
ADVERTÊNCIAS

Os agentes simpatomiméticos devem ser usados com precaução em pacientes que podem ser
suscetíveis aos seus efeitos, particularmente em pessoas com doença cardiovascular, como doença
isquêmica cardíaca, arritmia, taquicardia, arteriosclerose, hipertensão ou aneurisma, angina pectoris,
hipertireoidismo, crianças asmáticas, indivíduos com dificuldade em urinar, e pacientes idosos que
tenham hipertrofia da próstata. O uso excessivo de vasoconstritores pode provocar o efeito rebote
com congestão e rinorréia. Pacientes que fazem uso de inibidores da MAO devem ter precaução para
utilizar Rinofluimucil®. O uso de Rinofluimucil® pode ocasionar resultados positivos nos testes
antidoping.
Gravidez
Classe de risco C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento só deve ser utilizado por mulheres grávidas e lactantes em casos de extrema
necessidade sob devida supervisão médica.

Amamentação
Não há estudos que demonstrem a presença de acetilcisteína, sulfato de tuaminoeptano e derivados
no leite materno, não sendo aconselhado o seu uso durante a amamentação.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Uso em idosos: seguir a posologia conforme descrito anteriormente.
Uso em crianças: deve ser administrado em crianças asmáticas com precaução.
Grupos de riscos: deve ser usado sob supervisão médica para pacientes com problemas
cardiovasculares, retenção urinária, hiperplasia prostática e hipertireoidismo.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Não há evidência na literatura clínica de interação medicamentosa significativa de Rinofluimucil®
com outras drogas. Pacientes que fazem uso de inibidores da MAO devem suspender o tratamento
14 dias antes de iniciar o tratamento com Rinofluimucil®.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

As doses mais altas freqüentemente administradas podem causar reações adversas de natureza
adrenérgica como aumento da excitabilidade, palpitações cardíacas e tremores. Algumas vezes,



foram relatadas erupções de acne, que desapareceram com a interrupção do tratamento, secura do
nariz e da garganta.
De 1.049 pacientes tratados em estudos com Rinofluimucil® apenas 24 (2,3%) apresentaram
reações adversas, entre elas foram relatadas: irritação da mucosa nasal, secura da mucosa nasal,
prurido, rubor local, estimulação ao espirro, paladar desagradável. As reações adversas relatadas nos
estudos foram reversíveis com a interrupção do tratamento com o medicamento.
SUPERDOSE

Não foram relatados casos de superdose até o momento. Recomenda-se tratamento sintomático.

ARMAZENAGEM

Manter este medicamento em sua embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre
15°C e 30ºC).

Este medicamento, depois de aberto, somente poderá ser consumido em 15 dias.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Nº lote, data de fabricação e validade: vide embalagem externa.
Registro MS-1.0084.0112
Farm. Resp. : Dr. Helcio Garcia de Souza – CRF-SP 37.345
Fabricado por:
ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Rua Descampado, 63 – Vila Vera – CEP: 04296-090 ­ São Paulo / SP
CNPJ nº. 61.100.004/0001-36 – Indústria Brasileira
® Marca Registrada


Referências Bibliográficas:

1. Portmann M, Sterkers JM. Expertise clinique. Rhinofluimucil gottes nasales. Report in Zambon
File – February 14, 1980.
2. Duvivier A. Experimentation double-aveugle en pediatrie avec Rhinofluimucil para rapport a un
placebo. Report in Zambon File – January 1981.
3. Albernaz PLM, et al. Terapêutica tópica dos processos inflamatórios nasais com um preparado de
ação mucolítica, antiflogística, vasoconstritora e antisséptica. Separata de “A Folha Médica”.
1974; 68(3): 253-255.
4. Macciocchi A. Studio multicentrico su un preparato rinologico ad azione mucolitica. Rivista medica
della Svizzera Italiana – Novembre 1979, p. 489-492.




Fluimucil®
acetilcisteína

Forma farmacêutica, via de administração e apresentação comercializada
Solução Injetável. Embalagem com 5 ampolas de 3 mL.
USO INJETÁVEL (IM – IV) E TÓPICO (INAL)

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição

Cada 1 mL da solução contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………. 100 mg
Excipientes* q.s.p……………………………………………………………………………………………………….1 mL
*(edetato dissódico, hidróxido de sódio, água para injeção).
INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Fluimucil® injetável é um medicamento que ajuda a eliminar as secreções produzidas nos
pulmões, facilitando a respiração.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Fluimucil® injetável é indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção
densa e viscosa, tais como: bronquite aguda, bronquite crônica, bronquite tabágica (bronquite
originária do cigarro), enfisema pulmonar, broncopneumonia (inflamação nos pulmões),
abscessos pulmonares (acúmulo de pus), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios),
mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose
cística). Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve usar este medicamento se for alérgico a acetilcisteína ou a qualquer um dos
componentes da formulação ou, se possuir úlcera duodenal.

- Gravidez

Categoria de risco B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.

- Amamentação

Não há estudos claros comprovando a segurança durante a amamentação, por isso não se
recomenda utilizar este medicamento durante esta fase.

- Uso em idosos

Devem-se seguir as orientações gerais descritas nesta bula. Contudo, recomenda-se reduzir a
dose inicial para a metade da dose de adulto e, em caso de necessidade e, se o medicamento
for bem tolerado a dose poderá ser aumentada.



- Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando Fluimucil® injetável?

Fluimucil® injetável não interfere no estado de vigília e atenção do paciente, o que permite ao
paciente dirigir e operar máquinas normalmente enquanto estiver fazendo uso do medicamento.

- Interações medicamentosas

Fluimucil® injetável usado durante a inalação pode ser misturado com vasoconstritores
(nafazolina, fenoxazolina, oximetazolina, cloridrato de efedrina), broncodilatadores (salbutamol,
aminofilina, brometo de ipratrópio, bromidrato de fenoterol), nitrofurazona e/ou cloreto de
benzalcônio.

Interações com exames laboratoriais: não foram observados alterações nos exames laboratoriais
em pacientes que fazem uso de Fluimucil® injetável.

Interações com alimentos: por ser de uso injetável ou tópico para inalação, não há interferência
entre o medicamento e alimentos.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
- Aspecto físico e características organolépticas do medicamento
Fluimucil® injetável é uma solução incolor e límpida de odor sulfúreo.
- O que devo dizer ao meu médico antes de usar Fluimucil® injetável?
Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha
apresentado e sobre quaisquer tipos de alergias. Se possuir asma brônquica comunique o
médico.
- Dosagem
O médico determinará a duração do tratamento de acordo com a evolução clínica; a grande
tolerabilidade geral e local do medicamento permite tratamentos prolongados.
Uso intramuscular (IM)
Adultos: aplica-se o conteúdo de 1 ampola de 1 a 2 vezes ao dia.
Crianças: a dose deve ser reduzida pela metade.
Uso intravenoso (IV)
Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol: Inicia-se o tratamento com uma dose
elevada e a reduz posteriormente conforme o quadro clínico e o peso do paciente.


Uso tópico (INAL)
Tratamento por inalação (adultos e crianças): Utiliza-se 1 ampola em cada sessão, efetuando-se
1 a 2 sessões por dia pelo período prescrito pelo médico.
Instilações endobrônquicas (adultos e crianças): Administra-se através da cânula de
traqueostomia do tubo endotraqueal ou do broncoscópio 1 ampola por vez, 1 ou 2 vezes por dia,
de acordo com a necessidade.

- O que fazer no caso de esquecer de tomar uma dose?

Se você deixou de fazer uma inalação ou aplicação, deverá fazê-la o quanto antes, e fazer a
inalação ou aplicação seguinte como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
- Como usar

Uso injetável
A administração de Fluimucil® injetável por via intramuscular e intravenosa deve ser realizada
por profissional da saúde especializado, com os equipamentos necessários e suporte médico.
Uso tópico para inalação
A administração para inalação deve proceder da seguinte forma:
1- romper a ampola no local indicado, protegendo os dedos para não cortá-los;
2- depositar a dose de Fluimucil® injetável no copo do inalador, podendo utilizar uma seringa
para retirar o medicamento da ampola e transportar para o copo. Se for o caso, adicionar outros
medicamentos conforme a prescrição médica e adicionar solução fisiológica para completar o
volume;
3- realizar a inalação pelo tempo determinado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração
do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Quando Fluimucil® injetável é administrado através de inalação pode ocorrer irritação da
garganta, coriza, estomatite, náusea e vômito. Estas reações adversas são pouco freqüentes. O
uso do medicamento por via injetável pode ocasionar reações de alergia como coceira e
dificuldade em respirar, o que requer atenção e pronto atendimento.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO
DE UMA SÓ VEZ?
Em caso de superdose, avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis serão do tipo gastrintestinais. Superdose
por via tópica pode determinar uma expectoração excessiva que exigirá atenção médica.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
A ampola, depois de aberta e se conservada sob refrigeração, pode ser utilizada por no máximo
24 horas para uso inalatório.
Para uso injetável, deve-se utilizar o conteúdo da ampola imediatamente depois de aberta.


Excepcionalmente, Fluimucil® injetável, tanto conservado na ampola aberta ou no nebulizador
pode adquirir uma coloração rosada, fato este que não significa que o medicamento perdeu sua
atividade.
Como a acetilcisteína pode reagir com materiais (borracha, ferro, cobre) é conveniente utilizar
dispositivos nebulizadores feitos de vidro ou plástico.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Mecanismo de ação

A acetilcisteína é um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas do
muco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes na
secreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrilo
(-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a
formação de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez
do muco ao reduzir a sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e
elasticidade do muco, observando-se uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentos
progressivos das concentrações de acetilcisteína provocam uma maior e mais rápida redução de
viscosidade.
A atividade do epitélio respiratório ciliar depende do grau de viscosidade das secreções aderidas
ao referido epitélio, como a acetilcisteína provoca a quebra das pontes de dissulfeto deixa o
muco mais fluido, aumentando a atividade ciliar, através da lise eficaz do muco e uma redução
de sua aderência. A acetilcisteína protege o epitélio respiratório contra a agressão de radicais
livres, pois é um precursor da glutationa.
A acetilcisteína apresenta um efeito protetor nas intoxicações por paracetamol. A maior parte do
metabolismo do paracetamol consiste na conjugação com glucorônico e sulfato, existindo uma
pequena parte que se converte, através do citocromo P-450 reductase, num metabólito muito
reativo que se liga ao hepatócito de forma irreversível. O primeiro efeito tóxico do paracetamol é
a hepatoxicidade causada por este metabólito reativo, chamado n-acetil-p-benzoquinonimina
(NABQI). Em doses terapêuticas o NABQI é inativado pela glutationa, mas em altas doses ocorre
um aumento do NABQI formado causando a diminuição na reserva hepática de glutationa. A
NABQI livre em excesso provoca necrose hepática e aumento do estresse oxidativo no fígado. O
dano celular pode ser resultado de uma ligação covalente irreversível do NABQI as proteínas
vitais do hepatócito. Nem a ligação covalente e a necrose hepática ocorrem até que os níveis de
glutationa reduzam de 20 a 30% do normal. A NABQI oxida os grupos tióis em enzimas chaves
dentro do hepatócito, em particular Ca+2 translocases, conduzindo a elevação dos íons cálcio
intracelular e conseqüente morte celular (24).
O uso da acetilcisteína repõe as reservas de glutationa no fígado e nos rins. Esta reposição de
glutationa vai inativar os NABQI que estão livres e em excesso devido à superdose. Mantendo as
reservas de glutationa no fígado consegue-se baixar os de níveis de NABQI e
conseqüentemente os níveis de Ca+2 intracelular. A acetilcisteína pode permitir reparar o dano
oxidativo por produzir cisteína e glutationa e pode agir como fonte de sulfato para permitir a
união com o paracetamol. Tem sido sugerido também que a acetilcisteína pela sua ação
antioxidante conduzir a prevenção da resposta inflamatória iniciada pelo dano oxidativo, e
prevenir a diminuição da permeabilidade microvascular aumentando a isquemia em torno da
zona danificada da região periacinal no fígado. Referente aos efeitos benéficos tardios, espera-
se que a acetilcisteína tenha uma ação protetora secundária, resultado da redução do grupo tióis
previamente oxidados pela NABQI, permitindo o restabelecimento da homeostase do cálcio
prevenindo a morte celular. Foi sugerido que a acetilcisteína melhora o fluxo sanguíneo
microcirculatório na insuficiência hepática, particularmente nos pacientes com insuficiência
hepática induzida por paracetamol. O mecanismo sugerido pode ser o efeito do L-isômero da


acetilcisteína em reparar a sensibilidade vascular normal para o fator relaxante derivado do
endotélio, apesar desta hipótese não ser comprovada (24).
Farmacocinética

No quadro que se segue são apresentados os resultados farmacocinéticos obtidos após uma
dose intravenosa de acetilcisteína em voluntários saudáveis:
Parâmetros
Dose 600 mg*
Dose 200 mg**
Cmáx (mcmol/L)
300
121
Tmáx (h)
0,67
0,5
MRT (h)
1,62
4,4
T 1/2(h)
2,27
5,60
Vss (l/Kg)
0,337
0,47
CL (L/h/Kg)
0,207
0,11
*acetilcisteína medida no plasma desproteinizado.
**acetilcisteína medida no plasma não desproteinizado.
Cmáx: concentração máxima; Tmáx: tempo para alcançar a Cmáx; MRT: tempo de permanência
média; T 1/2: tempo de meia-vida; Vss: volume de distribuição em estado de equilíbrio; CL:
clearance total corporal.
Metabolismo: o estudo metabólito demonstra que a acetilcisteína sofre um grande e extenso
metabolismo hepático, o que lhe confere uma baixa biodisponibilidade, avaliada em cerca de
10%. A reduzida biodisponibilidade da acetilcisteína possui pouca relevância clínica, ao seguir
principalmente a via metabólica em direção à cisteína e glutationa. Quando a acetilcisteína é
administrada diretamente no intestino delgado dos ratos e determinou – se os níveis de tióis
circulantes da veia porta hepática, verifica-se um aumento da concentração de cisteína
juntamente com a de acetilcisteína em cisteína e glutationa. A acetilcisteína pode encontrar-se
no plasma e no tecido pulmonar, sob três formas distintas:

- livre (acetilcisteína inalterada e seus respectivos metabólitos);
- ligada à proteína plasmática de um modo lábil e reversível;
- incorporado em cadeias polipeptídicas
O equilíbrio que existe entre a acetilcisteína ligada à proteínas plasmáticas e a que está sob a
forma livre, funciona provavelmente, como reserva de grupos sulfidrilo das moléculas.
Distribuição: num estudo envolvendo 10 pacientes, mediu-se a radioatividade total no plasma,
tecido pulmonar e secreção brônquica, após administração oral de 100 mg de 35 S-NAC.
Comprovou-se que a radioatividade no plasma atingia o seu máximo 2-3 horas depois e
permanecia elevada até 24 horas. A radioatividade no tecido pulmonar, 5 horas, depois era
comparável à do plasma. A presença de pequenas quantidades de radioatividade nas secreções
brônquicas indicava que a acetilcisteína havia penetrado no muco. Os estudos farmacocinéticos
demonstraram um volume de distribuição de acetilcisteína entre 0,33 e 0,47 L/kg destacando-se
a presença de fármaco no rim, fígado, glândula supra-renal, pulmão, baço, sangue, músculo,
cérebro e urina, o que confirma a sua ampla distribuição. A ligação às proteínas plasmáticas é
escassa, aproximadamente 50%.
Eliminação: o clearance renal de acetilcisteína determinada em dois estudos com seres
humanos foi de 0,21 L/h/Kg e de 0,19L/h/Kg onde se pode concluir que, aproximadamente 70%
do clearance total do fármaco não é renal.
Farmacodinâmica

O princípio ativo do Fluimucil® é a acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificante
das secreções mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteícos e os


ácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e as outras secreções, além de melhorar a
depuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil® particularmente adequado para o
tratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas por
secreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.
Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre
(-SH) nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicais
oxidantes. De particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege a
alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HClO),
potente agente oxidante que é produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. A
estrutura da sua molécula lhe permite, além disso, atravessar facilmente as membranas
celulares. No interior da célula, a acetilcisteína é desacetilada, ficando assim disponível a L-
cisteína, aminoácido indispensável para a síntese da glutationa (GSH). A GSH é um tripeptídio
extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos
animais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade da
morfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais
oxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
De nove estudos, cinco foram feitos com doenças pulmonares, como, bronquite crônica ou
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) ou tuberculose pulmonar. Dois estudos em
pacientes com Síndrome do Desconforto Respiratório do Adulto, e dois estudos em pacientes
com injúria pulmonar. Cinco estudos foram controlados.

Comparação da administração intravenosa e oral

Em um estudo de acetilcisteína administrando-se dose diária de 500 mg por via intravenosa
durante 1 semana, foi observada uma maior atividade no grupo tratado que o placebo, baseado
nos testes mucológicos e análise do quadro clínico (1). Em dois estudos controlados (2,3)
acetilcisteína administrada diariamente em doses de 500 e 900 mg foi efetiva, mas não
diferenciando os resultados da acetilcisteína administrada intravenosa e a oral com doses de 600
e 900 mg.
Acetilcisteína associada a antibióticos

Acetilcisteína dada a pacientes idosos com bronquite crônica (300 mg diária por 7 dias) foi
significativamente mais efetiva que o placebo e bem tolerada (7). Em um ensaio não controlado
feito com acetilcisteína associada com antibiótico (8-12) foi capaz de se obter resultados positivos
para a erradicação de patógenos determinados na cultura do muco. A terapia menos efetiva foi
demonstrada significativa para altas concentrações de antibiótico associado com acetilcisteína,
que isolada (13,14).

Comparação da administração intramuscular e oral

Finalmente nenhuma diferença foi observada entre duas diferentes vias de administração de
acetilcisteína, isto é, a intramuscular e a oral em doses de 300 a 600 mg diariamente por uma
semana para crianças com pneumonia e bronquite aguda (15). Os efeitos mucolíticos da
acetilcisteína foram sempre confirmados.
Uso da acetilcisteína na atelectasias

Pacientes com atelectasias pulmonares (16) foram tratados com uma simples lavagem
broncoscópica com acetilcisteína 300 mg. Resultados positivos foram confirmados por raio-X, em
48 dos 51 pacientes tratados, houve completa remoção da atelectasias em 37 casos.


Aerossolterapia da acetilcisteína para a sinusite

A instilação de 300 mg de acetilcisteína com tianfenicol 750 mg foi usada para melhora do
quadro de sinusite crônica (17). Os pacientes foram tratados por nove dias, e cerca de um terço
dos casos foram curados.
Acetilcisteína associado com broncodilatadores

Pacientes com várias doenças pulmonares (exceto fibrose cística) ou Síndrome Respiratório
Adulto receberam acetilcisteína isolada ou combinada com broncodilatadores ou antibióticos,
administrados por instilação ou uma mistura de vias com doses diárias diferentes (de 250 mg até
3 g, por volta de 300-600 mg) e duração (poucos dias até algumas semanas, entorno de 1-2
semanas). Em dois estudos controlados com placebo (18,21) resultados significativos melhores
foram observados. Em outros dois ensaios, onde uma comparação foi feita com acetilcisteína
associada com drogas adrenérgicas versus adrenérgicos isolados (19,20), observou-se que a
acetilcisteína associada a adrenérgicos obteve resultados melhores.
INDICAÇÕES
Fluimucil® injetável é indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção
densa e viscosa, tais como: bronquite aguda, bronquite crônica, bronquite tabágica (bronquite
originária do cigarro), enfisema pulmonar, broncopneumonia (inflamação nos pulmões),
abscessos pulmonares (acúmulo de pús), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios),
mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose
cística). Também é indicado como antídoto na intoxicação acidental ou voluntária por
paracetamol.

CONTRA-INDICAÇÕES
Este medicamento é contra-indicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade
conhecida a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação. Não deve ser
administrado à pacientes com úlcera gastroduodenal.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
A ampola, depois de aberta e se conservada sob refrigeração, pode ser utilizada por no máximo
24 horas para uso inalatório.
Para uso injetável deve-se usar imediatamente depois de aberta.
Uso injetável

A administração de Fluimucil® injetável por via intramuscular, intravenosa deve ser realizada por
profissional da saúde especializado, com os equipamentos necessários e suporte médico.

Uso tópico para inalação

Proceder da seguinte forma:
1- romper a ampola no local indicado, protegendo os dedos para não cortá-los;
2- depositar a dose de Fluimucil® injetável no copo do inalador, podendo utilizar uma seringa
para retirar o medicamento da ampola e transportar para o copo. Se for o caso, adicionar outros
medicamentos conforme a prescrição médica e, solução fisiológica para completar o volume;
3- realizar a inalação pelo tempo determinado.
POSOLOGIA
De maneira geral a posologia é de 9 a 15 mg/Kg/dia, salvo situações específicas abaixo
descritas. A dose poderá ser aumentada a critério médico.


A duração do tratamento deve ser determinada com base na evolução clínica, mas a grande
tolerabilidade geral e local do medicamento permite tratamentos prolongados.
Uso intramuscular (IM)

Adultos: aplica-se o conteúdo de 1 ampola de 1 a 2 vezes ao dia.
Crianças: a dose deve ser reduzida à metade.
Uso intravenoso (IV)

Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol: dose inicial de 150 mg/Kg de acetilcisteína
por peso corpóreo, em solução glicosada 5% em infusão endovenosa administrada em 4 horas,
seguida de uma dose de 100 mg/Kg, em solução glicosada, em infusão endovenosa em 16
horas.
Uso tópico (INAL)

Aerossolterapia (tratamento por inalações): utiliza-se 1 ampola em cada sessão, diluída em igual
quantidade de soro fisiológico, efetuando-se 1 a 2 sessões por dia, durante 5 a 10 dias, de
acordo com a necessidade.
Devido à elevada tolerabilidade do medicamento, a freqüência das sessões, as doses e a
duração do tratamento podem ser modificadas a critério médico, em limites bastante amplos,
sem necessidade de diferenciar as doses para adultos das usadas na pediatria.
Instilações endobrônquicas:
Administra-se, através da cânula de traqueostomia, do tubo endotraqueal ou do broncocóspio, 1
ampola por vez, 1 ou 2 vezes por dia, de acordo com a necessidade.
ADVERTÊNCIAS
Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados durante o
tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso imediatamente.
A aplicação de acetilcisteína, especialmente por meio de aerossol, no início do tratamento é
capaz de fluidificar as secreções brônquicas, ao mesmo tempo em que aumenta o volume das
mesmas. Se o paciente não conseguir expectorar com eficiência, será necessário recorrer à
drenagem postural e à broncoaspiração, a fim de evitar a retenção das secreções.
Na administração por via aerossólica, como pode ocorrer em qualquer aplicação aerossólica e
independente do fármaco utilizado, em pacientes predispostos e/ou asmáticos é aconselhável
associar um broncodilatador, de modo a prevenir eventuais reações broncoespásticas.
Ao quebrar a ampola de Fluimucil®, nota-se um odor sulfúreo, característico do princípio ativo.
Excepcionalmente, a solução de acetilcisteína, tanto conservada na ampola aberta ou no
nebulizador pode adquirir uma coloração rosada, fato este que não significa que a atividade ou a
tolerabilidade do preparo estejam comprometidas.
Como acetilcisteína pode reagir quimicamente com certos materiais (borracha, ferro, cobre), é
conveniente utilizar dispositivos nebulizadores feitos de vidro e plástico, lavando os mesmos com
água após o uso.

- Gravidez
Categoria de risco B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião dentista.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas ou lactantes. Contudo, o
uso só deverá ser indicado se os potenciais benefícios justificarem os riscos.



- Amamentação
Não se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomenda
utilizar este medicamento durante a amamentação.
USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose de adulto e em caso
de necessidade, se for bem tolerado, a dose poderá ser aumentada gradativamente.

Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento.

Grupos de risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados
durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso
imediatamente.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Fluimucil® usado durante a inalação, pode ser misturado com vasoconstritores (nafazolina,
cloridrato de fenoxazolina, oximetazolina, nitrofurazona, cloreto de benzalcônio, cloridrato de
efedrina e/ou broncodilatadores (salbutamol, aminofilina, brometo de ipratrópio, bromidrato de
fenoterol).
Interações de exames laboratoriais: foi relatada diminuição no tempo da protrombina em
pacientes saudáveis que receberam acetilcisteína por via intravenosa (25). A acetilcisteína
diminuiu o tempo do turnover dos eritrócitos em pacientes com deficiência hereditária da
glutationa (26).
Interações com alimentos: por ser de uso injetável, ou tópico para inalação não há interferência
entre o medicamento e alimentos.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Quando a acetilcisteína é administrada através de nebulização pode ocorrer irritação da
garganta, rinorréia (33), estomatite, náusea (23), vômito (23), hipertensão intracraniana (29), febre e
frio. Todas estas reações adversas são geralmente pouco freqüentes. O uso de Fluimucil® por
via sistêmica e injetável pode ser seguido ocasionalmente por reações de hipersensibilidade
como urticária e broncoespasmo (31,32), são raras as ocorrências, mas requer atenção e pronto
atendimento. Também pode ocorrer hipotensão (27), taquicardia acompanhada de reação
anafilactóide (28), depressão do segmento ST e inversão da onda T (28), vertigem (28), perda da
visão (30).
SUPERDOSE
Em altas doses pode haver uma intensificação das reações adversas, principalmente do tipo
gastrintestinal.
Doses excessivas por via tópica podem determinar uma fluidificação excessiva e maciça das
secreções, o que pode exigir que o paciente recorra aos métodos instrumentais de
broncoaspiração, especialmente os indivíduos com reflexo tussígeno e expectoração deficitária e
subdesenvolvida.
ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
A ampola depois de aberta, se conservada sob refrigeração poderá ser utilizada por no máximo
24 horas (apenas para uso tópico).


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Nº. do lote, data da fabricação e data da validade: vide embalagem externa.
Registro MS-1.0084.0075
Farm. Resp.: Dr. Helcio Garcia de Souza – CRF – SP 37.345
Fabricado por:
Zambon S.p.A
Via della Chimica, 9, Vicenza – Itália
Importado e distribuído por:
ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Rua Descampado, 63 – Vila Vera
CEP: 04296-090 – São Paulo / SP
CNPJ nº 61.100.004/0001-36
Indústria Brasileira
® Marca Registrada
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA




Fluimucil®
acetilcisteína
Forma farmacêutica, via de administração e apresentação comercializada
Solução nasal. Frasco de 20 mL + válvula “pump” micronebulizadora.
USO NASAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Composição:

Cada 1mL de solução nasal contém:
acetilcisteína ……………………………………………………………………………………………………………………….11,50 mg
Excipientes*q.s.p………………………………………………………………………………………………………………………1,0mL
*(ditiotreitol, cloreto de sódio, edetato dissódico, hidróxido de sódio, cloreto de benzalcônio, fosfato de sódio,
aroma de menta, álcool etílico, água).
Cada 20 jatos (nebulizações) equivalem a 1 mL.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Fluimucil® nasal é um medicamento que age sobre as secreções (muco) das vias aéreas (nariz) deixando –
as menos espessas, ajudando na limpeza. Também possui ação antioxidante nos processos inflamatórios
nasais.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Fluimucil® nasal é indicado no tratamento das congestões nasais causadas por muco. Pode ser utilizado
nos casos de rinite e após procedimentos cirúrgicos no nariz.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve utilizar este medicamento se for alérgico a acetilcisteína e/ou a qualquer um dos
componentes da formulação.

- Uso durante a gravidez e amamentação
Categoria de risco B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Fluimucil® nasal não é excretado através do leite materno. Avise seu médico se estiver amamentando ou
se pretende amamentar.

- Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver utilizando Fluimucil® nasal?
Fluimucil® nasal não interfere no estado de vigília e atenção do paciente, o que permite a você dirigir e
operar máquinas normalmente enquanto estiver fazendo uso do medicamento.

- Interações medicamentosas
Em geral, Fluimucil® nasal pode ser administrado junto com outros medicamentos nasais como
descongestionantes, por exemplo: nafazolina, cloridrato de fenoxazolina, oximetazolina, nitrofurazona,
cloreto de benzalcônio e cloridrato de efedrina.

Interações com exames laboratoriais: não foram observadas alterações nos exames laboratoriais em
pacientes que fazem uso de Fluimucil® nasal.

Interações com alimentos: por ser de uso nasal não há interferência entre Fluimucil® nasal e alimentos.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.


COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
- Aspecto físico e características organolépticas do medicamento
A solução nasal é um líquido incolor, com um leve odor de menta com fundo levemente sulfúreo, que é
característico da acetilcisteína.

- O que devo dizer a meu médico antes de usar Fluimucil® nasal?
Fluimucil® nasal é um medicamento que obrigatoriamente não necessita de prescrição médica. Para o uso
responsável do medicamento você deve cuidar de sintomas simples, escolher o medicamento adequado, se
possível com a ajuda do farmacêutico. Leia as informações da bula antes de utilizá-lo e, se não obtiver o
efeito desejado ao fazer uso deste medicamento, suspenda o uso e procure um médico, comente o
acontecido.

- Dosagem
Adulto: 2 a 3 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças: 1 a 2 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
- O que fazer no caso de esquecer de administrar uma dose?
Se você deixou de administrar uma dose, deverá fazê-lo o quanto antes, e administrar a dose seguinte
como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
- Como usar

1. Antes de usar Fluimucil® nasal, assoe o nariz suavemente.
2. Abra o frasco e descarte a tampa a ser substituída.
3. Rosqueie a válvula “pump” no frasco.
4. Remova a tampa de proteção da válvula “pump” para administrar o medicamento.
5. Na primeira vez em que usar Fluimucil® nasal ou quando houver interrupção do uso por mais de uma
semana, pressione a válvula 2 ou 3 vezes até notar uma névoa fina sendo liberada. Isto promove o
preenchimento interno da válvula “pump” para maior precisão da dose.
6. Tape uma narina com os dedos e posicione a extremidade da válvula “pump” próxima da outra narina,
mantendo o frasco sempre em posição vertical. A válvula “pump” não deve ser introduzida no interior da
narina para evitar contaminação.
7. Pressione o frasco firme e rapidamente. Aplique o número de jatos conforme a dose recomendada.
Respire através da boca e repita o procedimento na outra narina.
8. Terminada a administração, limpe a válvula “pump” com papel absorvente. Não use água para limpá-la
porque esta acelera a degradação do medicamento.
9. Recoloque a tampa de proteção para guardar o medicamento.
Conservação do medicamento depois de aberto:

Conservar à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica ou
de seu cirurgião-dentista.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Qualquer medicamento pode apresentar efeitos inesperados ou indesejáveis, denominados efeitos
adversos. Fluimucil® nasal geralmente é bem tolerado.
Informe ao seu médico imediatamente a ocorrência de qualquer sintoma pouco comum.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ
VEZ?
Em caso de superdose, avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar atendimento de
urgência.


ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar à temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Este medicamento depois de aberto, somente poderá ser consumido em 20 dias.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de ação

O princípio ativo de Fluimucil® nasal é a acetilcisteína um fármaco mucolítico direto que atua sobre as
características reológicas do muco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas
presentes na secreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo
sulfidrilo (-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a formação
de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez do muco ao reduzir a
sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e elasticidade do muco, observando-
se uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentos progressivos das concentrações de acetilcisteína
provocam uma maior e mais rápida redução de viscosidade.
A acetilcisteína é um derivado do aminoácido natural cisteína e age como precursor do agente redutor
glutationa, uma molécula endógena com papel crucial no mecanismo de defesa dos agentes tóxicos, uma
molécula que tem demonstrado ser essencial no controle de várias condições patológicas onde está
relacionado ao stress oxidativo, como bronquite aguda e crônica, rinite e sinusite.
A eficácia terapêutica da acetilcisteína, nos processos inflamatórios nasais como a rinite, é interpretada
sendo devido a duas ações farmacológicas: redução da viscosidade do muco e efeitos
antinflamatórios/antioxidante (1). A redução da viscosidade do muco facilita a remoção e evita a evolução
para a infecção (sinusite). O efeito antinflamatório/antioxidante através da cisteína que é o precursor da
glutationa, um dos mais importantes antioxidantes presentes na célula, por inibição da função monócita e
neutrófila e quimiotáxico (2,3), essas citações são para uso tópico.
Goldman et.al (4) publicaram que a acetilcisteína inibe a produção de citocinas induzidas por
lipopolissacarídeos ou CD40L das células dendríticas, uma linhagem celular especializada, muito importante
nas doenças alérgicas. A acetilcisteína inibe a expressão de moléculas co-estimuladoras que liberam sinais
necessários para a ativação dos linfócitos T. Estes efeitos são demonstrados com concentrações de 12-25
mM. A concentração na formulação de Fluimucil® corresponde a 63 mM de acetilcisteína (8).
Foi demonstrado que a rinite alérgica e a asma são doenças inflamatórias crônicas das vias aéreas, onde
uma produção excessiva de espécies reativas de oxigênio e o mecanismo antioxidante endógeno estão
presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser benéfica.
Os dados in vitro da acetilcisteína na função celular do sistema imune, e em particular os dados recentes
das células dendríticas e eosinófilos humanos, apontaram que a administração de acetilcisteína isolado na
mucosa nasal pode elucidar um efeito antinflamatório/antioxidante em condições alérgicas. A administração
tópica diretamente no tecido inflamado torna o efeito possível devido à alta concentração local, e é
esperado que a acetilcisteína exerça um efeito imunomodulador (8).
Farmacocinética

A baixa absorção do medicamento pela mucosa nasal e pelo fato de parte da acetilcisteína absorvida ser
metabolizada no interior das células em glutationa os efeitos adversos de Fluimucil® nasal são raríssimos.
A ingestão de alimentos não influência na ação de Fluimucil® nasal.
Farmacodinâmica

A acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificante das secreções mucosas e mucopurulentas,
despolimerizando os complexos mucoproteícos e os ácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e a
outras secreções, além de melhorar a depuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil®
particularmente adequado para o tratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório
caracterizadas por secreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.


Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH)
nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicais oxidantes.
Particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege a alfa-1-antitripsina, enzima
inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HCLO), potente agente oxidante que é
produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. A estrutura da sua molécula lhe permite,
além disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da célula, a acetilcisteína é
desacetilada, ficando assim disponível a L-cisteína, aminoácido indispensável para a síntese da glutationa
(GSH). A GSH é um tripeptídio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos
tecidos dos organismos animais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade
da morfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais
oxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Acetilcisteína na pediatria

A acetilcisteína via oral foi estudada em 50 crianças com infecções agudas das vias respiratórias com doses
de 100 mg durante 6 dias, com idades inferiores a 2 anos, 200 mg entre os 2 e 4 anos e 300 mg em idades
superiores(7). Os parâmetros estudados de febre, ruídos úmidos torácicos e tosse refletem uma diminuição
significativa da sua persistência no grupo tratado.
A acetilcisteína em otorrinolaringologia

Realizou-se um estudo aberto com 40 pessoas, com idades superiores a 8 anos, vítimas de sinusite crônica
isolada ou associada a uma patologia tubárica ou brônquica, aos quais foi administrado acetilcisteína por via
oral (8). Avaliou-se a evolução dos sintomas clínicos (rinorréia, sensação de congestão facial e dores) e
radiológicos. Os resultados foram considerados bastante positivos, apresentando os sintomas clínicos uma
melhoria em 80% dos pacientes. Os sinais radiológicos, registram uma melhoria de 1 em cada 2 pacientes.
INDICAÇÕES
Fluimucil® nasal é indicado nos processos congestivos e/ou obstrutivos das cavidades nasais e paranasais.
Rinites principalmente com exsudatos mucopurulentos e de resolução lenta. Rinites crônicas ou
mucocrostosas.
Reações flogística após intervenções cirúrgicas nas cavidades nasais e paranasais.
Fluimucil® solução nasal é eletivamente indicado para crianças acometidas por processos congestivos das
cavidades nasais e, inclusive nos recém-nascidos por propiciar, através da desobstrução das cavidades
nasais, uma melhor respiração durante o aleitamento.
CONTRA-INDICAÇÕES
Este medicamento é contra-indicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade conhecida a
acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar:
1. Antes de usar Fluimucil® nasal, assoe o nariz suavemente.
2. Abra o frasco e descarte a tampa a ser substituída.
3. Rosqueie a válvula “pump” no frasco.
4. Remova a tampa de proteção da válvula “pump” para administrar o medicamento.
5. Na primeira vez em que usar Fluimucil® nasal ou quando houver interrupção do uso por mais que uma
semana, pressione a válvula 2 ou 3 vezes até notar uma névoa fina sendo liberada. Isto promove o
preenchimento interno da válvula “pump” para maior precisão da dose.
6. Tape uma narina com os dedos e posicione a extremidade da válvula “pump” próxima da outra narina,
mantendo o frasco sempre em posição vertical. A válvula “pump” não deve ser introduzida no interior da
narina para evitar contaminação.
7. Pressione o frasco firme e rapidamente. Aplique o número de jatos conforme a dose recomendada.
Respire através da boca e repita o procedimento na outra narina.
8. Terminada a administração, limpe a válvula “pump” com papel absorvente. Não use água para limpá-la
porque esta acelera a degradação do medicamento.
9. Recoloque a tampa de proteção para guardar o medicamento.


Conservação do medicamento depois de aberto:

Conservar a temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).

POSOLOGIA
Adulto: 2 a 3 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
Crianças: 1 a 2 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.
ADVERTÊNCIAS
- Gravidez
Categoria de risco B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião dentista.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas ou lactantes. Contudo, o uso deverá
ser indicado se os potenciais benefícios justificarem os riscos.

- Amamentação
Fluimucil® nasal não é excretado através do leite materno.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Em geral, Fluimucil® nasal pode ser administrado junto com outros medicamentos nasais como
descongestionantes, por exemplo: nafazolina, cloridrato de fenoxazolina, oximetazolina, nitrofurazona,
cloreto de benzalcônio, cloridrato de efedrina.
Interações com exames laboratoriais: não foram observadas alterações nos exames laboratoriais em
pacientes que fazem uso de Fluimucil® nasal.
Interações com alimentos: por ser de uso nasal não há interferência entre Fluimucil® nasal e alimentos.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
Até o momento, não foram relatadas reações adversas ao uso do medicamento.
SUPERDOSE
Não foram relatados casos de superdose até o momento.
ARMAZENAGEM
Manter na embalagem original. Conservar a temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Depois de aberto o medicamento deve ser utilizado dentro de um período não superior a 20 dias.
Referências Bibliográficas

1. Ziment Biomed. & Pharmacother. 1988, 42, 513-520.
2. A. Kharazami eur. Resp. Ver. 1992, 2, 32-34.
3. H. Bergstrand et al free Rad. Biol. Med. 1986, 3, 119-127.
4. Goldman M. J Immunology 1999, 162, 2569-2574.
5. Biscatti G. et al. (1972):”Ricerca controllata sugli effetti clinici dell acetilcisteine per via orale nelle
infezione respiratorie in pediatria”. Minerva Pediatr., 24: 1075-1084.
6. Stephan U. et al.:”Acetylcysteine in the oral mucolityc treatment of cystic Fibrois”. Eur. J. Respir. Dis.
1980, 61, Suppl.111.
7. De Gant J.B.:”Lê traitement medical Del `otite séreuse´. Inpharzam Medical Fórum.
8. Laboratoires Zambon France – Fluicil 1%: Solution pour pulverization nasale dose é à 1%
d`acétylcysteine – Parte IV página 13-15.


Nº do lote, data da fabricação e data da validade: vide embalagem externa.
Registro MS -1.0084.0075
Farm. Resp.: Dr. Helcio Garcia de Souza – CRF-SP 37.345

Fabricado por:
ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA.
Rua Descampado, 63 – Vila Vera
CEP: 04296-090 – São Paulo/SP
CNPJ nº. 61.100.004/0001-36
Indústria Brasileira
® Marca Registrada




Fluimucil®
acetilcisteína

Forma farmacêutica, via de administração e apresentações comercializadas:
Uso
Forma Farmacêutica
Apresentações comercializadas
xarope 20 mg/mL (sabor framboesa)
frascos com 120 mL + copo dosador ou seringa dosadora
Pediátrico
xarope 20 mg/mL (sabor morango com romã)
granulado 100 mg (sabor laranja)
embalagem com 16 envelopes de 5 g
xarope 40 mg/mL (sabor morango com romã)
frascos com 120 mL + copo dosador ou seringa dosadora
granulado 200 mg (sabor laranja)
embalagem com 6 e 16 envelopes de 5 g
Adulto
granulado D 600 mg (sabor laranja)
embalagem com 16 envelopes de 5 g
comprimido efervescente 600 mg (sabor limão)
embalagem com 16 comprimidos efervescentes

USO ORAL
Composição:
Comprimidos efervescentes
Cada comprimido efervescente de 600 mg contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………. 600 mg
Excipientes* q.s.p……………………………………………………………………………………………1 comprimido
*(bicarbonato de sódio, ácido cítrico, aspartame, aroma de limão).
Granulados
Cada envelope de granulado de 100 mg contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………..100 mg
Excipientes*q.s.p………………………………………………………………………………………………..1 envelope
*(sacarina sódica, corante amarelo crepúsculo, sacarose, aroma de laranja, granulado de
laranja).
Cada envelope de granulado de 200 mg contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………. 200 mg
Excipientes*q.s.p………………………………………………………………………………………………..1 envelope
*(sacarina sódica, corante amarelo crepúsculo, sacarose, aroma de laranja, granulado de
laranja).
Cada envelope de granulado D 600 mg contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………..600 mg
Excipientes*q.s.p………………………………………………………………………………………………..1 envelope
*(sacarina sódica, frutose, aroma de laranja, corante amarelo crepúsculo, talco, dióxido de silício
coloidal).
Xaropes
Cada 5 mL de xarope pediátrico contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………..100 mg
Excipiente *q.s.p…………………………………………………………………………………………………………5 mL
*(metilparabeno, benzoato de sódio, edetato dissódico, carmelose sódica, sacarina sódica,
aroma de framboesa, hidróxido de sódio, água).
Cada 5 mL de xarope pediátrico contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………..100 mg
Excipiente *q.s.p…………………………………………………………………………………………………………5 mL
*(metilparabeno, benzoato de sódio, edetato dissódico, carmelose sódica, sacarina sódica,
aroma de morango, aroma de grenadine (romã), hidróxido de sódio, água).
Cada 5 mL de xarope adulto contém:
acetilcisteína…………………………………………………………………………………………………………. 200 mg
Excipiente* q.s.p…………………………………………………………………………………………………………5 mL
*(metilparabeno, propilparabeno, edetato dissódico, carmelose sódica, sacarina sódica, sorbitol,
aroma de grenadine (romã), aroma de morango, hidróxido de sódio, água).


Conteúdo de sacarose, frutose, sorbitol, sacarina sódica e aspartame por apresentação:

Quantidade por comprimido (600mg), envelope (5g) e xarope (por mL):
Apresentação
Sacarose
Frutose
Sorbitol
Sacarina sódica
Aspartame
Comprimido efervescente 600 mg
-
-
-
-
20 mg
Granulado 100 mg
4,340 g
-
-
8,00 mg
-
Granulado 200 mg
4,240 g
-
-
8,00 mg
-
Granulado D 600 mg
-
4,32 g
-
12,00 mg
-
Xarope Pediátrico 20 mg/mL
-
-
-
0,40 mg/mL
-
Xarope Adulto 40 mg/mL
-
-
120,00 mg/mL
0,40 mg/mL
-

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Fluimucil® oral é um medicamento expectorante que ajuda a eliminar as secreções produzidas
nos pulmões, facilitando a respiração.
Fluimucil® oral modifica as características da secreção respiratória (muco) reduzindo sua
consistência e elasticidade, tornando-a mais fluida ou mais liquefeita, o que facilita a sua
eliminação das vias respiratórias. Fluimucil® funciona ainda, como antídoto de danos hepáticos
provocados pelo paracetamol, regenerando os estoques de uma substância vital para a função
normal do fígado (a glutationa). Fluimucil® oral é rapidamente absorvido no trato gatrintestinal,
onde o início de sua ação ocorre dentro de uma hora após sua administração, quando alcança
concentrações máximas nas secreções brônquicas.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Fluimucil® oral é um medicamento expectorante indicado para o tratamento de afecções
respiratórias caracterizadas por hipersecreção densa e viscosa, tais como bronquite aguda,
bronquite crônica e suas exacerbações, bronquite tabágica (bronquite originária do cigarro),
enfisema pulmonar, broncopneumonia (inflamação nos pulmões e brônquios), abscessos
pulmonares (acúmulo de pus), atelectasias pulmonares (fechamento dos brônquios),
mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose
cística) e outros. Também é indicado para intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Fluimucil® oral é contra-indicado para pacientes alérgicos a acetilcisteína e/ou demais
componentes de suas formulações.
Não deve ser administrado à pacientes com úlcera gastroduodenal.
- Gravidez
Categoria de risco B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.

- Amamentação
Não se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomenda
utilizar este medicamento durante esta fase.

- Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Uso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose para adultos e, em
caso de necessidade, e se o medicamento for bem tolerado, a dose poderá ser aumentada
gradativamente.

Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento.

Grupos de Risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados
durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo (contração dos brônquios causando dificuldade
para respirar), suspender o tratamento imediatamente e consultar seu médico.


A presença de odor sulfuroso não indica alteração no medicamento, pois é própria do princípio
ativo contido no mesmo.
Somente para Fluimucil® comprimido efervescente 600mg: “Atenção fenilcetonúricos:
contém fenilalanina”.
Somente para Fluimucil® granulado 100 e 200mg “Atenção diabéticos: contém açúcar”.
Fluimucil® granulado D 600mg contém frutose e não deve ser utilizado em pacientes com
intolerância hereditária à frutose. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientes
diabéticos.
Fluimucil® xarope 40 mg/mL contém sorbitol, que quando utilizado em excesso pode provocar
dor estomacal e diarréia. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientes
diabéticos.

- Posso dirigir ou operar máquinas enquanto estiver tomando Fluimucil® oral?
O paciente que utiliza Fluimucil® oral pode dirigir e operar máquinas porque o medicamento não
diminui a atenção e o estado de vigília do paciente.

- Interações medicamentosas
Existe interação de Fluimucil® oral com alguns antibióticos, portanto recomenda-se o uso
intercalado entre os medicamentos. Sugere-se o uso de Fluimucil® oral 2 horas antes ou depois
da administração do antibiótico.

Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros
laboratoriais padrão não foram encontradas com a administração de Fluimucil® oral.

Interações com alimentos: até o momento não foi relatada interação entre Fluimucil® oral e
alimentos.

Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Juliana 02 05 2006
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
- Aspecto físico e características organolépticas do medicamento
Granulados:
Pó cristalino de coloração alaranjada com sabor cítrico de laranja.
Comprimido efervescente:
Comprimido branco, circular e efervescente, de odor sulfúreo e sabor cítrico de limão.
Xarope pediátrico:
Solução incolor, de leve odor sulfúreo e aroma de framboesa ou aroma de morango com romã
(grenadine).
Xarope adulto:
Solução incolor, de leve odor sulfúreo e aroma de morango com romã (grenadine).
- O que devo dizer ao meu médico antes de tomar Fluimucil® oral?
Fluimucil® oral é um medicamento que não necessita de prescrição médica obrigatória. Para o
uso responsável do medicamento você deve cuidar de sintomas simples, escolher o
medicamento adequado, se possível com a ajuda do farmacêutico. Leia as informações da bula
antes de utilizá-lo e, se não obtiver o efeito desejado ao fazer uso deste medicamento, suspenda
o uso, procure um médico e comente o acontecido.


- Dosagem

Uso Pediátrico:

Fluimucil® xarope pediátrico 20 mg/mL ou granulado 100 mg.
Idade
Dose
Freqüência
Até 3 meses
20 mg (1 mL)
3 vezes ao dia
3 a 6 meses
50 mg (2,5 mL)
2 vezes ao dia
6 a 12 meses
50 mg (2,5 mL)
3 vezes ao dia
1 a 4 anos
100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado)
2 a 3 vezes ao dia ou a critério médico
Acima de 4 anos 100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado)
3 a 4 vezes ao dia ou a critério médico.
Uso Adulto:
Fluimucil® xarope adulto, granulados ou comprimido efervescente de maneira geral, 600 mg ao
dia ou conforme as seguintes recomendações:
Apresentação
Dose
Freqüência
Xarope 40 mg/mL
600 mg (15 mL)
1 vez ao dia, de preferência à noite
Granulado 200 mg
200 mg (1 envelope)
3 vezes ao dia
Granulado D 600 mg
600 mg (1 envelope)
1 vez ao dia, de preferência à noite
Comprimido efervescente
600 mg (1 comprimido)
1 vez ao dia, de preferência à noite
A duração do tratamento é de 5 a 10 dias, não desaparecendo os sintomas procure um médico.
- Indicações específicas:

Complicação Pulmonar da Fibrose Cística
A posologia recomendada para este caso é a seguinte:
- Crianças até 2 anos de idade: de 100 mg (5 mL ou 1 envelope) a 200 mg (10 mL ou 2
envelopes) a cada 12 horas.
- Crianças de 2 a 7 anos de idade: 200 mg (10 mL ou 2 envelopes) a cada 8 horas.
- Adultos e crianças maiores de 7 anos de idade: de 200 a 400 mg (2 envelopes de 200 mg ou 5
mL de xarope) a cada 8 horas.
A critério médico, as doses acima podem ser aumentadas até o dobro.
Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol
Por via oral, dose inicial de 150 mg/kg de peso corpóreo a ser ingerida no mínimo dentro de 10
horas após o uso do agente tóxico (paracetamol), seguida por doses individuais de 70 mg/kg a
cada 4 horas por 1 a 3 dias.
- O que fazer no caso de esquecer de tomar uma dose?
Caso você esqueça de tomar uma dose, deve tomá-la o quanto antes, e tomar a dose seguinte
como de costume, isto é, na hora regular e sem dobrar a dose.
- Como usar
Fluimucil® comprimido efervescente, granulado e xarope devem ser administrados somente por
via oral.
O granulado deve ser dissolvido com o auxílio de uma colher, em meio copo d´água (100 mL) à
temperatura ambiente, conforme figura abaixo, e ingerido em seguida. Não se deve guardar a
solução.


O comprimido efervescente deve ser dissolvido em 1/2 copo d´água (100 mL) e ingerido em
seguida. Não se deve guardar a solução obtida. O comprimido causa pouca efervescência ao ser
dissolvido.
O xarope não deve ser diluído.
Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação
médica ou de seu cirurgião-dentista.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o
aspecto do medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado. (Para os comprimidos efervescentes)
QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
O uso de Fluimucil® oral pode ser seguido ocasionalmente de reações de hipersensibilidade.
Foram descritas reações como náusea, vômito, diarréia e irritação gastrintestinal.
O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO
DE UMA SÓ VEZ?
Em caso de superdose, avise seu médico imediatamente para que ele possa prestar
atendimento de urgência. Os sintomas mais prováveis serão principalmente do tipo
gastrintestinais.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Fluimucil® comprimido efervescente e granulado. Proteger da umidade.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Fluimucil® xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL: Este medicamento depois de aberto, somente
poderá ser consumido em 14 dias.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de ação

A acetilcisteína é um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas do
muco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes na
secreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrilo
(-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a
formação de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez
do muco ao reduzir a sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e
elasticidade do muco, observando-se uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentos
progressivos das concentrações de acetilcisteína provocam uma maior e mais rápida redução de
viscosidade.


A atividade do epitélio respiratório ciliar depende do grau de viscosidade das secreções aderidas
ao referido epitélio, como a acetilcisteína provoca a quebra das pontes de dissulfeto deixando o
muco mais fluido, aumentando a atividade ciliar, através da lise eficaz do muco e uma redução
de sua aderência. A acetilcisteína protege o epitélio respiratório contra a agressão de radicais
livres, pois é um precursor da glutationa.
A acetilcisteína apresenta um efeito protetor nas intoxicações por paracetamol. A maior parte do
metabolismo do paracetamol consiste na conjugação com glucorônico e sulfato, existindo uma
pequena parte que se converte através do citocromo P – 450 reductase, num metabólito muito
reativo que se liga ao hepatócito de forma irreversível. O primeiro efeito tóxico do paracetamol é
a hepatoxicidade causada por este metabólito reativo, chamado n-acetil-p-benzoquinonimina
(NABQI). Em doses terapêuticas o NABQI é inativado pela glutationa, mas em altas doses ocorre
um aumento do NABQI formado causando a diminuição na reserva hepática de glutationa. A
NABQI livre em excesso provoca necrose hepática e aumento do estresse oxidativo no fígado. O
dano celular pode ser resultado de uma ligação covalente irreversível do NABQI as proteínas
vitais do hepatócito. Nem a ligação covalente e a necrose hepática ocorrem até que os níveis de
glutationa reduzam de 20 a 30% do normal. A NABQI oxida os grupos tióis em enzimas chaves
dentro do hepatócito, em particular Ca+2 translocases, conduzindo a elevação dos íons cálcio
intracelular e conseqüente morte celular (24).
O uso da acetilcisteína repõe as reservas de glutationa no fígado e nos rins. Esta reposição de
glutationa vai inativar os NABQI que estão livres e em excesso devido à superdosagem.
Mantendo as reservas de glutationa no fígado consegue-se baixar os de níveis de NABQI e
conseqüentemente os níveis de Ca+2 intracelular. A acetilcisteína pode permitir reparar o dano
oxidativo por produzir cisteína e glutationa e pode agir como fonte de sulfato para permitir a
união com o paracetamol. Tem sido sugerido também que a acetilcisteína pela sua ação
antioxidante conduzir a prevenção da resposta inflamatória iniciada pelo dano oxidativo, e
prevenir a diminuição da permeabilidade microvascular aumentando a isquemia em torno da
zona danificada da região periacinal no fígado. Referente aos efeitos benéficos tardios, espera-
se que a acetilcisteína tenha uma ação protetora secundária, resultado da redução do grupo tióis
previamente oxidados pela NABQI, permitindo o restabelecimento da homeostase do cálcio
prevenindo a morte celular. Foi sugerido que a acetilcisteína melhora o fluxo sanguíneo
microcirculatório na insuficiência hepática, particularmente nos pacientes com insuficiência
hepática induzida por paracetamol. O mecanismo sugerido pode ser o efeito do L-isômero da
acetilcisteína em reparar a sensibilidade vascular normal para o fator relaxante derivado do
endotélio, apesar desta hipótese não ser comprovada (24).

Farmacocinética

No quadro que se segue são apresentados os resultados farmacocinéticos obtidos após uma
dose oral de acetilcisteína em voluntários saudáveis:
Parâmetros
Dose 200 mg**
Dose 600 mg*
Cmáx ( mcmol/L)
9,9
15,00
Tmáx (h)
0,5
0,67
MRT (h)
7,0
2,34
T1/2(h)
6,2

F(plasma)
9,0
9,10
T(urina)

7,70
*acetilcisteína medida no plasma desproteinizado.
**acetilcisteína medida no plasma não desproteinizado.
Cmáx: concentração máxima; Tmáx: tempo para alcançar a Cmáx; MRT: tempo de permanência
média; T1/2: tempo de meia-vida; F (plasma): biodisponibilidade calculada a partir da
concentração plasmática; T (urina): biodisponibilidade calculada a partir da excreção urinária.
Absorção: estudos realizados em seres humanos, utilizando acetilcisteína marcada,
demonstraram que o medicamento é bem absorvido por via oral através da mucosa intestinal. Os


picos plasmáticos de radioatividade são atingidos após 2 a 3 horas deduzindo-se, portanto, que
a acetilcisteína tem uma rápida absorção oral. A biodisponibilidade por via oral é escassa (6 -
10%), provavelmente devido a uma metabolização na parede intestinal e ao efeito de primeira
passagem no fígado. Depois de absorvida a acetilcisteína se desacetila e se adapta a um
modelo monocompartimental e linear. Depois da administração de uma dose de 600 mg, por via
oral, a Cmáx para a acetilcisteína livre foi de 15 mcmol/mL, a Tmáx de 0,67 h e a meia-vida de
aproximadamente 6 horas. Observou-se também um aumento nos níveis plasmáticos de cisteína
e glutationa, aspecto relacionado ao seu próprio mecanismo de ação.
Metabolismo: o estudo metabólito demonstra que a acetilcisteína sofre um grande e extenso
metabolismo hepático, o que lhe confere uma baixa biodisponibilidade, avaliada em cerca de
10%. A reduzida biodisponibilidade da acetilcisteína possui pouca relevância clínica, por seguir
principalmente a via metabólica em direção a cisteína e glutationa. Quando a acetilcisteína é
administrada diretamente no intestino delgado dos ratos e se determinam os níveis de tióis
circulantes da veia porta hepática, verifica-se um aumento da concentração de cisteína
juntamente com a de acetilcisteína em cisteína e glutationa. A acetilcisteína pode encontrar-se
no plasma e no tecido pulmonar, sob três formas distintas:

- livre (acetilcisteína inalterada e seus respectivos metabólitos);
- ligada à proteína plasmática de um modo lábil e reversível;
- incorporada em cadeias polipeptídicas
O equilíbrio existente entre a acetilcisteína ligada à proteínas plasmáticas e a que está sob a
forma livre, funciona provavelmente, como reserva de grupos sulfidrílicos das moléculas.
Distribuição: num estudo envolvendo 10 pacientes, mediu-se a radioatividade total no plasma,
tecido pulmonar e secreção brônquica, após administração oral de 100 mg de 35 S-
acetilcisteína. Comprovou-se que a radioatividade no plasma atingia o seu máximo 2-3 horas
depois, e permanecia elevada até 24 horas. A radioatividade no tecido pulmonar, 5 horas depois,
era comparável à do plasma. A presença de pequenas quantidades de radioatividade nas
secreções brônquicas indicou que a acetilcisteína havia penetrado no muco. Os estudos
farmacocinéticos demonstraram um volume de distribuição de acetilcisteína entre 0,33 e 0,47
L/kg destacando-se a presença do fármaco no rim, fígado, glândula supra-renal, pulmão, baço,
sangue, músculo, cérebro e urina, o que confirma a sua ampla distribuição. A ligação a proteínas
plasmáticas é escassa, aproximadamente 50%.
Eliminação: o clearance renal de acetilcisteína determinada em dois estudos com seres
humanos foi de 0,21 L/h/Kg e de 0,19 L/h/Kg onde se pode concluir, que aproximadamente 70%
do clearance total do fármaco não é renal.

Farmacodinâmica

O princípio ativo do Fluimucil® é a acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificante
das secreções mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteícos e os
ácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e às outras secreções, além de melhorar a
depuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil® particularmente adequado para o
tratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas por
secreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas.
Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre
(-SH) nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicais
oxidantes. De particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege a
alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HClO),
potente agente oxidante que é produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. A
estrutura da sua molécula lhe permite, além disso, atravessar facilmente as membranas
celulares. No interior da célula, a acetilcisteína é desacetilada, ficando assim disponível a L-
cisteína, aminoácido indispensável para a síntese da glutationa (GSH). A GSH é um tripeptídio


extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos
animais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade da
morfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais
oxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.
RESULTADOS DE EFICÁCIA

Bronquite aguda

Foi realizado um ensaio multicêntrico duplo-cego, controlado com placebo, em 215 pacientes
diagnosticados de patologia respiratória obstrutiva aguda, os quais receberam durante 10 dias
uma dose de 600 mg/dia de acetilcisteína (1). A análise estatística comparativa entre o volume de
expectoração e a viscosidade da mesma, e os parâmetros como a redução da tosse e volume
expiratório, evidenciaram uma eficácia da acetilcisteína considerada como altamente significativa
em relação ao placebo.

Bronquite crônica

Num ensaio clínico realizado em 1392 pacientes, evidencia-se a eficácia da acetilcisteína com
uma dose de 600 mg/dia ao reduzir a viscosidade da expectoração, facilitar a expectoração e
diminuir a gravidade da tosse (2). Após 2 meses de tratamento com acetilcisteína, observou-se
uma melhoria na viscosidade da expectoração em 80% dos casos, do caráter da expectoração
em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Esta melhoria
da sintomatologia clínica resultante do tratamento com acetilcisteína é comprovada num estudo
multicêntrico, duplo-cego, paralelo, de longa duração realizado em 744 pacientes que sofriam de
bronquite crônica, os quais foram aleatoriamente divididos em dois grupos, um tratado com
acetilcisteína e outro com placebo (3). Os resultados confirmam a eficácia da acetilcisteína sobre
os parâmetros relacionados com a hipersecreção brônquica. Para além de toda a sintomatologia
clínica referida, o desenvolvimento da bronquite crônica é freqüentemente associado à existência
de exacerbações agudas recorrentes do seu processo brônquico, as quais determinam um
agravamento da referida sintomatologia. No estudo multicêntrico anteriormente mencionado (3),
avaliou-se também a eficácia da acetilcisteína sobre a redução do número de exarcebações
agudas surgidas ao longo de seis meses de tratamento. Os resultados apontam para uma
redução estatisticamente significativa do número de exacerbações agudas surgidas no grupo
tratado com acetilcisteína em relação ao grupo placebo. Outro processo freqüente na bronquite
crônica é o aumento da flora bacteriana brônquica, durante o período livre de reagudizações. A
acetilcisteína revelou-se como um fármaco eficaz na redução do número de bactérias presentes
na árvore brônquica dos pacientes fumantes com bronquite crônica. Esta ação da acetilcisteína
tem um efeito preventivo no aparecimento de exacerbações agudas. Num estudo (4) realizado em
22 fumantes sem bronquite crônica, 19 fumantes com crônica, com e sem obstrução das vias
aéreas e 14 não fumantes saudáveis, determinou-se a flora bacteriana existente nas suas
secreções, bem como o efeito da acetilcisteína sobre a referida flora bacteriana. Observou-se
que o número de colônias bacterianas é superior nos indivíduos fumantes com bronquite crônica,
relativamente aos outros grupos. Além disso, comprovou-se, também, que o número de
bactérias intrabrônquicas é significativamente inferior nos pacientes que estavam sendo tratados
com acetilcisteína, em comparação aos outros. Este efeito é mais acentuado nos pacientes com
bronquite crônica das vias aéreas. A acetilcisteína em pacientes com bronquite crônica provoca
uma redução do uso de tratamentos antibióticos associados às exacerbações. Isto está
demonstrado num ensaio duplo-cego, com uma duração de seis meses, entre a acetilcisteína e o
placebo administrado em 116 pacientes com bronquite crônica (5). No final do estudo, o número
de dias de doença aguda era significativamente inferior no grupo tratado com acetilcisteína. Tal
fato foi acompanhado por uma redução significativa do uso de tratamento com antibióticos. Num
estudo, incluíram-se 113 pacientes com bronquite crônica, onde os mesmos foram distribuídos
em função da idade, sexo e função respiratória, para determinar se o tratamento de longa
duração com acetilcisteína em doses de 600 mg diários, conseguiria reduzir a descida da FEV1
nestes pacientes, comparado com um grupo controle. Após 5 anos de estudos, os resultados


demonstraram que a perda de FEV1 no grupo tratado com acetilcisteína é muito menor que no
grupo com placebo, alcançando-se uma melhoria significativa da função respiratória (6).
O efeito benéfico da acetilcisteína sobre a clearance mucociliar foi comprovado através de um
ensaio com 12 voluntários saudáveis com clearance mucociliar lenta. Neste estudo foi
administrado a acetilcisteína em doses de 600 mg/dia, por via oral, durante 2 meses, tendo sido
avaliado o seu efeito sobre a clearance mucociliar. A acetilcisteína produz melhorias
significativas ao nível da eliminação da secreção brônquica nos paciente com clearance
mucociliar lenta, reduzindo, assim, o risco de desenvolvimento de broncopneumopatias
obstrutivas crônicas.
Acetilcisteína na pediatria

A acetilcisteína via oral foi estudada em 50 crianças com infecções agudas das vias respiratórias
com doses de 100 mg, durante 6 dias, com idades inferiores a 2 anos, 200 mg entre os 2 e 4
anos e 300 mg em idades superiores (7). Os parâmetros estudados de febre, ruídos úmidos
torácicos e tosse refletem uma diminuição significativa da sua persistência no grupo tratado.
Intoxicação por paracetamol

Os estudos clínicos realizados (10-14) mostraram o efeito protetor da acetilcisteína sobre o fígado
dos pacientes intoxicados por paracetamol. Num estudo (10) observou-se o referido efeito protetor
comparando os parâmetros de lesão hepática, transaminase (SGCT) e o tempo de protrombina
em pacientes tratados com acetilcisteína e com medidas de suporte. Dez horas após a ingestão,
o efeito protetor diminui progressivamente, sendo muito escasso ou nulo a partir das 15 horas
após a ingestão.
Síndrome do Distress Respiratório do Adulto

Num estudo duplo-cego com pacientes que sofrem desta síndrome, detectou – se níveis
plasmáticos reduzidos da glutationa, comprovando que a administração posterior de
acetilcisteína pode provocar o aumento dos referidos níveis (11).
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

Num estudo randomizado duplo-cego, duplo-mascarado, placebo-controlado com 123 pacientes
com exacerbação aguda de DPOC foi administrado 1200 mg/dia e 600 mg/dia e doseou-se a
proteína C – reativa. O tratamento com acetilcisteína 1200 mg/dia melhorou os marcadores
biológicos e os resultados clínicos em pacientes com exacerbações de DPOC. É especulado que
o efeito de acetilcisteína nos marcadores inflamatórios pode ser devido às propriedades
mucolítica e antioxidante (23).
Fibrose Cística

A acetilcisteína demonstrou ser eficaz no tratamento da fibrose cística, melhorando vários
parâmetros clínicos da mesma (15-20). Realizou-se um estudo (21) em 76 pacientes com fibrose
cística que estava sendo administrado a acetilcisteína em aerossol, passando depois, a tomar
por via oral. Os parâmetros estudados de tosse, expectoração e radiografia do tórax, refletem
uma melhoria antes da mudança de administração, os quais se mantêm, ou melhoram com a
acetilcisteína por via oral.
Um estudo avaliou a administração de acetilcisteína na dose de 1800 mg/dia em 155 pacientes
com fibrose pulmonar idiopática. Depois de um ano de estudo obteve-se uma melhora
significativa no volume corrente e no DLco(25).


INDICAÇÕES
Fluimucil® oral é indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa
e viscosa, tais como: bronquite crônica e suas exacerbações, enfisema pulmonar, bronquite
tabágica, bronquite aguda, broncopneumonia, abscessos pulmonares, atelectasias pulmonares,
mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose
cística) e outros. Também é indicado como antídoto na intoxicação acidental ou voluntária por
paracetamol.

CONTRA-INDICAÇÕES
Este medicamento é contra-indicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade
conhecida à acetilcisteína e/ou demais componentes de suas formulações. Não deve ser
administrado à pacientes com úlcera gastroduodenal.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Fluimucil® comprimido efervescente, granulado e xarope devem ser administrado somente por
via oral.
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
O granulado e o comprimido efervescente devem ser protegidos da umidade.
O granulado deve ser dissolvido com o auxílio de uma colher, em meio copo d’ água (100 mL) à
temperatura ambiente, conforme figura abaixo, e ingerido em seguida. Não se deve guardar a
solução.

O comprimido efervescente deve ser dissolvido em ½ copo d´água (100 mL) e ingerido em
seguida. Não se deve guardar a solução obtida. O comprimido causa pouca efervescência ao ser
dissolvido.
O xarope não deve ser diluído.
POSOLOGIA
De maneira geral a posologia de Fluimucil® é de 9 a 15 mg/Kg/dia, salvo situações específicas a
seguir descritas.
Nas formas agudas, o período de tratamento é de 5 a 10 dias; nas formas crônicas, deve-se dar
continuidade ao tratamento por alguns meses, a critério médico. As doses descritas a seguir
poderão ser aumentadas até o dobro a critério médico.
Afecções pulmonares
Uso Pediátrico: Fluimucil® xarope pediátrico e granulado de 100 mg.
Idade
Dose
Freqüência
Até 3 meses
20 mg (1 mL)
3 vezes ao dia
3 a 6 meses
50 mg (2,5 mL)
2 vezes ao dia
6 a 12 meses
50 mg (2,5 mL)
3 vezes ao dia
2 a 3 vezes ao dia ou
1 a 4 anos
100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado)
a critério médico
3 a 4 vezes ao dia ou
Acima de 4 anos
100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado)
a critério médico


Uso Adulto: Fluimucil® xarope adulto, granulados e comprimido efervescente, de maneira geral
600 mg ao dia, ou conforme a seguir:

Apresentação
Dose
Freqüência
Xarope 20 mg/mL
10 mL (200 mg)
3 vezes ao dia
Xarope 40 mg/mL
15 mL (600 mg)
1 vez ao dia, de preferência à noite
Granulado 200 mg
1 envelope (200 mg)
3 vezes ao dia
Granulado D 600 mg
1 envelope (600 mg)
1 vez ao dia, de preferência à noite
Comprimidos efervescentes
1 comprimido (600 mg)
1 vez ao dia, de preferência à noite
Complicação Pulmonar da Fibrose Cística

A posologia recomendada para estes casos é a seguinte:
Crianças até 2 anos: de 100 mg ( 5 mL ou 1 envelope ) a 200 mg ( 10 mL ou 2 envelopes ) a
cada 12 horas.
Crianças de 2 a 7 anos de idade: 200 mg ( 10 mL ou 2 envelopes ) a cada 8 horas.
Adultos e crianças maiores de 7 anos de idade: de 200 a 400 mg ( 2 envelopes de 200 mg 5 mL
de xarope ) a cada 8 horas.
A critério médico, as doses acima podem ser aumentadas até o dobro.
Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol

Por via oral, dose inicial de 150 mg/kg de peso corporal, a ser ingerida no mínimo dentro de 10
horas após o uso do agente tóxico, seguida por doses individuais de 70 mg/kg de peso a cada 4
horas por 1 a 3 dias.
ADVERTÊNCIAS
Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados durante o
tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso imediatamente.
A presença eventual de odor sulfuroso não indica alteração no preparo, pois é própria do
princípio ativo contido no mesmo.
Especialmente no início do tratamento a acetilcisteína é capaz de fluidificar as secreções
brônquicas, ao mesmo tempo em que aumenta o volume das mesmas. Se o paciente não
conseguir expectorar com eficiência, será necessário recorrer à drenagem postural e a
broncoaspiração, a fim de evitar a retenção das secreções.
Somente para Fluimucil® comprimido efervescente: “Atenção fenilcetonúricos: contém
fenilalanina”
Somente para Fluimucil® Granulado 100 e 200 mg: “Atenção diabéticos: contém açúcar“.
Fluimucil® xarope 40 mg/mL contém sorbitol, que quando utilizado em excesso pode provocar
dor estomacal e diarréia, devendo ser usado com cautela por pacientes diabéticos.
Fluimucil® granulado D 600 mg contém frutose, e não deve ser utilizado em pacientes com
intolerância hereditária à frutose. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientes
diabéticos.

Gravidez
Categoria B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião dentista.

Amamentação
Não se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomenda
utilizar este medicamento durante a amamentação.


USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Uso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose para adulto e em caso
de necessidade, e se o medicamento for bem tolerado, a dose poderá ser aumentado
gradativamente.

Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento.

Grupos de risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados
durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso
imediatamente.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Existe interação de Fluimucil® oral com alguns antibióticos, portanto recomenda-se o uso
intercalado entre os medicamentos. Sugere-se o uso de Fluimucil® oral 2 horas antes ou depois
da administração do antibiótico.
Amoxicilina, doxiciclina, cefalexina:acetilcisteína administrada por via oral aumentou a
biodisponibilidade de amoxicilina, não alterou a da doxiciclina e reduziu a absorção da
cefalexina.
Ampicilina:quando administrada concomitantemente com a acetilcisteína, não foram detectadas
alterações da biodisponibilidade da ampicilina por via oral, mas houve um pequeno aumento não
significativo na concentração sérica da eritromicina.
Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros
laboratoriais padrão, não foram encontradas com a administração de Fluimucil®.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
O uso do medicamento por via sistêmica pode ser seguido ocasionalmente por reações de
hipersensibilidade como náusea, vômito, diarréia e irritação gastrintestinal e, raramente, reações
como urticária e broncoespasmo.

SUPERDOSE
Em altas doses pode haver uma intensificação dos efeitos adversos, principalmente do tipo
gastrintestinal.
Em caso de mobilização intensa de muco e dificuldade de expectoração, recorrer à drenagem
postural e/ou à broncoaspiração.
ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC).
Fluimucil® comprimido efervescente e granulado: Proteger da umidade.
Fluimucil® xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL: Este medicamento, depois de aberto, somente
poderá ser consumido em 14 dias.

Referências Bibliográficas

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Nº do lote, data da fabricação e data da validade: vide embalagem externa.
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Fluimucil® comprimido efervescente
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Importado e distribuído por:
ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA.




Diamox
acetazolamida

Comprimido









IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES:
Comprimido 250 mg: caixa com 25 comprimidos.

USO PEDIÁTRICO E ADULTO

COMPOSIÇÃO:
Comprimido
Cada comprimido contém:
acetazolamida …………………………………….. 250 mg
Excipientes: amidoglicolato de sódio, povidona, fosfato de cálcio dibásico, amido e
estearato de magnésio.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO:
DIAMOX é um inibidor enzimático eficaz no controle da secreção de fluidos (certos
tipos de glaucoma), tratamento de alguns quadros convulsivos (epilepsia) e diurese
em retenção hídrica anormal (edema cardíaco).
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 30ºC).
PRAZO DE VALIDADE:
24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o
prazo de validade vencido.
GRAVIDEZ E LACTAÇÃO:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na
vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está
amamentando.

União Química
1
Diamox


CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO:
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

REAÇÕES ADVERSAS:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. DIAMOX é geralmente
bem tolerado.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS:
Recomenda-se evitar o uso de álcool durante o tratamento com DIAMOX.

CONTRA-INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES:
O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes
da fórmula, insuficiência renal ou hepática grave, incluindo cirrose, acidose
hiperclorêmica ou insuficiência supra-renal.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início,
ou durante o tratamento.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
CARACTERÍSTICAS:
DIAMOX, um inibidor da enzima anidrase carbônica, é um pó de coloração branca
amarelada, cristalino, inodoro, ligeiramente ácido, muito pouco solúvel em água e
pouco solúvel em álcool. O nome químico de DIAMOX é N-(5-sulfamoil-1,3,4-tiaidazol-
2il)-acetamida. Seu peso molecular é 222,24. A sua fórmula química é C4H6N4O3S2.
DIAMOX é um potente inibidor da anidrase carbônica, eficaz no controle da secreção
de fluidos (por exemplo, alguns tipos de glaucoma), no tratamento de certas doenças
convulsivas (por exemplo, epilepsia) e na promoção de diurese em situações de
retenção hídrica anormal (por exemplo, edema cardíaco).
União Química
2
Diamox


DIAMOX não é um diurético mercurial. A acetazolamida é uma sulfonamida não
bacteriostática com estrutura química e atividade farmacológica nitidamente diferentes
das sulfonamidas bacteriostáticas.
A acetazolamida é um inibidor enzimático que age especificamente sobre a anidrase
carbônica, a enzima que catalisa a reação reversível envolvendo a hidratação do
dióxido de carbono e a desidratação do ácido carbônico. No olho, esta ação inibitória
da acetazolamida diminui a secreção do humor aquoso, resultando na redução da
pressão intra-ocular, reação considerada desejável em casos de glaucoma e em
algumas condições não-glaucomatosas. As evidências parecem indicar que a
acetazolamida é útil como adjuvante no tratamento de certas disfunções do sistema
nervoso central (por exemplo, epilepsia). A inibição da anidrase carbônica parece
retardar as descargas excessivas, paroxísticas e anormais dos neurônios do sistema
nervoso central. O efeito diurético da acetazolamida é decorrente de sua ação sobre
os rins, na reação reversível envolvendo a hidratação do dióxido de carbono e a
desidratação do ácido carbônico. O resultado é a perda renal do íon HCO3, que
carrega sódio, água e potássio. Dessa forma, obtém-se a alcalinização da urina e a
promoção da diurese. A alteração no metabolismo da amônia deve-se ao aumento da
reabsorção da amônia pelos túbulos renais como conseqüência da alcalinização da
urina.
Estudos clínicos controlados têm demonstrado que a administração profilática de
DIAMOX em uma dose de 250 mg a cada 8 ­ 12 horas, antes ou durante a subida
rápida para grandes altitudes resulta em menos ou menores sintomas severos (tais
como dor de cabeça, náusea, dispnéia, tontura, sonolência e fadiga) de doença da
montanha aguda. A função pulmonar (por exemplo, ventilação por minuto, capacidade
de expiração vital e fluxo máximo) foi maior no grupo tratado com DIAMOX, tanto em
pacientes com doença da montanha aguda como em pacientes assintomáticos.

INDICAÇÕES:
Tratamento adjuvante de:
-
edema devido à insuficiência cardíaca congestiva;
-
edema induzido por medicamentos;
-
epilepsias centro-encefálicas (pequeno mal, convulsões não-localizadas);
-
glaucoma crônico simples (ângulo aberto), glaucoma secundário e uso pré-
operatório em glaucoma de ângulo fechado agudo, quando se deseja postergar a
cirurgia para reduzir a pressão intra-ocular.
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CONTRA-INDICAÇÕES:
DIAMOX é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade à acetazolamida
ou qualquer excipiente da fórmula. Como a acetazolamida é um derivado da
sulfonamida,
é
possível
ocorrência
de
sensibilidade
cruzada
entre
acetazolamida, sulfonamidas e outros derivados da sulfonamida.
DIAMOX é contra-indicado em situações onde os níveis séricos de sódio e/ou
potássio estão deprimidos, em casos de disfunção ou doença renal ou hepática
graves, insuficiência da glândula supra-renal e em acidoses hiperclorêmicas. É
contra-indicado em pacientes com cirrose devido ao risco de desenvolvimento
de encefalopatia hepática.
A administração prolongada de DIAMOX é contra-indicada em pacientes com
glaucoma de ângulo fechado não-congestivo crônico, uma vez que permite o
fechamento orgânico do ângulo enquanto a piora do glaucoma é mascarada pela
diminuição da pressão intra-ocular.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS:
Gerais: há casos de óbito devido a reações graves às sulfonamidas e derivados da
sulfonamida, incluindo a acetazolamida. Reações graves podem incluir síndrome de
Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, necrose hepática fulminante,
agranulocitose, anemia aplástica e outras discrasias sangüíneas e anafilaxia (ver
Reações Adversas). Reações de hipersensibilidade grave (anafiláticca/anafilactóide,
incluindo choque) foram observados em pacientes recebendo acetazolamida. Pode
haver recorrência das reações de hipersensibilidade se uma sulfonamida ou um
derivado da sulfonamida por re-administrado independente da via de administração.
Se ocorrerem sinais de reações de hipersensibilidade ou outras reações sérias, deve-
se descontinuar o uso de acetazolamida.
Recomenda-se cautela para pacientes recebendo concomitantemente altas doses de
ácido acetilsalicílico e DIAMOX, pois têm sido reportadas anorexia, taquipnéia,
letargia, acidose metabólica, coma e morte.
O aumento da dose não aumenta a diurese, mas pode aumentar a incidência de
sonolência e/ou parestesia. O aumento da dose pode freqüentemente resultar em
diminuição da diurese. Entretanto, sob certas circunstâncias, doses muito elevadas
foram administradas em associação a outros diuréticos para garantir a diurese em
pacientes refratários ao tratamento.
Houve relatos de aumento da fraqueza muscular, ocasionalmente grave, em pacientes
com paralisia periódica hipocalêmica que receberam acetazolamida.
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Reações adversas comuns a todos os derivados da sulfonamida podem ocorrer:
anafilaxia, febre, rash (incluindo eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson,
necrólise epidérmica tóxica), cristalúria, eritema multiforme, cálculo renal, depressão
da medula óssea, púrpura trombocitopênica, anemia hemolítica, leucopenia,
pancitopenia e agranulocitose. Recomenda-se atenção para a detecção precoce
destas reações e, nesses casos, a droga deve ser descontinuada e terapia apropriada
deve ser instituída.
Para monitorizar as reações hematológicas comuns a todas as sulfonamidas,
recomenda-se a realização de hemograma completo e contagem de plaquetas antes
do início da terapia com a acetazolamida e em intervalos regulares durante o
tratamento. Se ocorrerem alterações significativas, é importante descontinuar o
medicamento o mais rápido possível e instituir o tratamento adequado.
Em pacientes com obstrução pulmonar ou enfisema, onde a ventilação alveolar possa
estar prejudicada, DIAMOX, que pode precipitar ou agravar a acidose, deve ser usado
com cautela.
Recomenda-se subida gradual para tentar evitar a doença da montanha aguda. Se for
feita uma subida rápida e se for usado DIAMOX, deve-se atentar que tal uso não
elimina a necessidade de descer rapidamente se formas severas de doenças
relacionadas à altas altitudes ocorrerem, por exemplo, edema pulmonar ou cerebral.
Algumas reações adversas à acetazolamida, como sonolência, fadiga e miopia, podem
prejudicar a habilidade do pacientes para dirigir ou operara máquinas.
Metabolismo da glicose: há relatos de aumento e diminuição da glicemia em pacientes
tratados com a acetazolamida. Essas alterações devem ser levadas em consideração
em pacientes com intolerância à glicose ou diabetes mellitus.
Equilíbrio ácido/base e eletrolítico: o tratamento com a acetazolamida pode causar
desequilíbrios eletrolíticos, incluindo hiponatremia e hipocalemia, assim como acidose
metabólica. Portanto, recomenda-se a monitorização periódica de eletrólitos séricos.
Recomenda-se cuidado especial em pacientes com condições associadas a, ou que
predispõe os pacientes a desequilíbrios eletrolíticos e ácido/base, como pacientes com
insuficiência renal (incluindo pacientes idosos ­ ver Posologia, Contra-Indicações e
Pacientes Idosos), pacientes com diabetes mellitus e pacientes com comprometimento
da ventilação alveolar.
Gravidez: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista. Demonstrou-se que a acetazolamida,
administrada por via oral ou parenteral, é teratogênica (defeitos nos membros) em
camundongos, ratos, hamsters e coelhos, em doses orais ou parenterais acima de 10
vezes as recomendadas para uso em humanos. Não foram realizados estudos
adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. A acetazolamida deve ser
utilizada durante a gravidez apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial
ao feto.
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Amamentação: a acetazolamida é excretada no leite materno e há potencial de
reações adversas no lactente. A acetazolamida só deve ser utilizada por lactantes se o
benefício potencial justificar o risco potencial à criança.
Pediatria: a segurança e a eficácia do uso de acetazolamida por crianças ainda não
foram estabelecidas. Em crianças tratadas a longo prazo, relatou-se atraso do
crescimento considerado secundário à acidose crônica.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
Antagonistas do ácido fólico: a acetazolamida pode potencializar os efeitos de outros
antagonistas do ácido fólico.
Agentes hipoglicemiantes: há relatos de aumento e diminuição da glicemia em
pacientes tratados com a acetazolamida. Essas alterações devem ser levadas em
consideração em pacientes tratados com agentes antidiabéticos.
Anfetaminas: como a acetazolamida aumenta o pH urinário no túbulo renal, diminui a
excreção urinária da anfetamina e, portanto, pode aumentar o grau e a duração do
efeito das anfetaminas.
Quinidina: como a acetazolamida aumenta o pH urinário no túbulo renal, diminui a
excreção urinária da quinidina e, portanto, pode aumentar o efeito da quinidina.
Compostos metenamina: como a acetazolamida aumenta o pH urinário. Pode impedir
o efeito anti-séptico urinário dos compostos metenamina.
Lítio: a acetazolamida aumenta a excreção do lítio devido ao comprometimento da
reabsorção do lítio no túbulo proximal. Pode haver diminuição do efeito do carbonato
de lítio.
Salicilatos: aconselha-se cautela em pacientes tratados concomitantemente com o
ácido acetilsalicílico e a acetazolamida, uma vez que há relatos de toxicidade grave.
Foi relatada acidose metabólica grave em pacientes com função renal normal durante
o tratamento com a acetazolamida e salicilatos. Estudos de farmacocinética
demonstraram que a taxa de ligação às proteínas plasmáticas e a depuração renal da
acetazolamida foram significativamente reduzidas durante o tratamento crônico com
salicilatos. A acidose sistêmica provocada pela acetazolamida pode aumentar a
toxicidade do salicilato devido ao aumento da penetração tecidual do salicilato.
Fenitoína: quando administrada concomitantemente, a acetazolamida modifica o
metabolismo da fenitoína, resultando em aumento dos níveis séricos da fenitoína. A
acetazolamida pode aumentar ou acentuar a ocorrência de osteomalácia em alguns
pacientes em tratamento crônico com a fenitoína. Aconselha-se cautela em pacientes
em tratamento crônico concomitante com esses medicamentos.
Primidona: como a acetazolamida diminui a absorção gastrintestinal da primidona,
pode diminuir as concentrações séricas da primidona e de seus metabólitos,
consequentemente com possível diminuição do efeito anticonvulsivante. Aconselha-se
cautela ao iniciar, descontinuar ou alterar a dose da acetazolamida em pacientes
tratados com primidona.
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Bicarbonato de sódio: o uso concomitante de bicarbonato de sódio aumenta o risco de
formação de cálculo renal em pacientes tratados com acetazolamida.
Inibidores da anidrase carbônica: devido aos possíveis efeitos aditivos com outros
inibidores da anidrase carbônica, não se recomenda o uso concomitante desses
medicamentos.
Ciclosporina: quando administrada concomitantemente, a acetazolamida pode
aumentar os níveis sangüíneos da ciclosporina. Recomenda-se cautela ao se
administrar acetazolamida em pacientes tratados com a ciclosporina.
INTERFERÊNCIA EM EXAMES LABORATORIAIS:
As sulfonamidas podem ser responsáveis por valores falso-negativos ou reduzidos de
fenolsulfonoftaleína urinária e valores de eliminação de vermelho fenol para ácido
úrico sérico, ácido úrico não-protéico nitrogenado sérico e protéico urinário. A
acetazolamida pode produzir um aumento do nível de cristais na urina.
A acetazolamida interfere no método HPLC de doseamento da teofilina. Essa
interferência depende do solvente utilizado na extração; a acetazolamida pode não
interferir com outros métodos de doseamento da teofilina.

REAÇÕES ADVERSAS/COLATERAIS:
Organismo como um todo: cefaléia, mal-estar, fadiga, febre, rubor, atraso do
crescimento em crianças, paralisia flácida, reações anafiláticas/anafilactóides
(incluindo choque e óbito).
Digestivo: distúrbios gastrintestinais, como náusea, vômito e diarréia.
Hematológico/linfático:
discrasias
sangüíneas,
como
anemia
aplástica,
agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia e púrpura trombocitopênica.
Desordens hepato-biliares: função hepática anormal, icterícia colestática,
insuficiência hepática, necrose hepática fulminante.
Metabólico/nutricional: acidose metabólica e desequilíbrio eletrolítico, incluindo
hipocalemia, hiponatremia, osteomalácia com tratamento a longo prazo com
fenitoína, perda de apetite, alteração do paladar, hiperglicemia/hipoglicemia.
Nervoso: sonolência, parestesia (incluindo entorpecimento e formigamento das
extremidades e da face), depressão, excitação, ataxia, confusão, convulsões,
tontura.
Pele: reações cutâneas alérgicas, incluindo urticária, fotossensibilidade,
síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica.
Órgãos sensoriais: distúrbios auditivos, tinido, miopia.
Urogenital: cristalúria, aumento do risco de nefrolitíase com terapia prolongada,
hematúria, glicosúria, insuficiência renal, poliúria.

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POSOLOGIA:
Glaucoma: a acetazolamida é utilizada como adjuvante à terapia usual.
Glaucoma simples crônico (ângulo aberto): 250 mg a 1 g por dia, normalmente em
doses divididas quando a dose diária for maior que 250 mg. Em geral, doses maiores
que 1 g não resultam em efeito maior. A posologia é ajustada com atenção individual
cuidadosa quanto à sintomatologia e tensão ocular. Recomenda-se supervisão médica
contínua.
Glaucoma secundário e tratamento pré-operatório do glaucoma congestivo agudo
(ângulo fechado): a posologia preferida é 250 mg a cada 4 horas. Alguns pacientes
respondem à 250 mg, 2 vezes ao dia, em terapia a curto prazo. Em alguns casos
agudos, dependendo da situação individual, pode ser mais adequado administrar uma
dose inicial de 500 mg, seguida de doses de 125 mg ou 250 mg, a cada 4 horas.
Epilepsia: a dose diária sugerida é de 8 a 30 mg/kg de acetazolamida, em doses
divididas. Embora alguns pacientes respondam a baixas doses, aparentemente o
intervalo de dose diária total ideal varia de 375 mg a 1 g de acetazolamida. Alguns
pesquisadores acreditam que as doses acima de 1 g não resultam em efeitos
melhores do que a dose de 1 g.
Quando a acetazolamida for administrada em associação a outros anticonvulsivantes,
sugere-se que a dose inicial seja de 250 mg de acetazolamida, 1 vez ao dia. Essa
dose pode ser aumentada conforme indicado acima.
A troca de outros medicamentos para acetazolamida deve ser gradativa e seguir a
prática usual no tratamento da epilepsia.
Insuficiência cardíaca congestiva: a dose inicial usual é de 250 mg a 375 mg (5
mg/kg) de acetazolamida, 1 vez por dia, pela manhã. Se após uma resposta inicial, o
paciente não continuar a eliminar o líquido do edema, não se deve aumentar a dose,
mas sim deve-se suspender a administração por um dia, permitindo a recuperação dos
rins. Os resultados da acetazolamida são melhores quando o fármaco é administrado
em dias alternados ou por dois dias alternados com um dia de descanso.
O uso da acetazolamida não dispensa a necessidade de outras terapias.
Edema induzido por medicamentos: a posologia recomendada é de 250 mg a 375
mg (5 mg/kg) de acetazolamida, 1 vez por dia, por um ou dois dias, alternando com
um dia de descanso.
Doença aguda das montanhas: a posologia é de 500 mg a 1 g de acetazolamida por
dia, em doses divididas. Quando a subida for rápida, como em operações militares ou
de resgate, recomenda-se a dose mais elevada de 1 g.
Preferencialmente iniciar a administração 24 a 48 horas antes da subida e continuar
por 38 horas enquanto em altitude elevada ou por período mais prolongado conforme
a necessidade para controlar os sintomas.
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Uso em pacientes com insuficiência renal: a acetazolamida é contra-indicada em
pacientes com taxa de filtração glomerular (TFG) inferior a 10 ml/min (ver Contra-
Indicações). Em pacientes com insuficiência renal moderada a grave e uma TFG
superior a 10 ml/min, a dose deve ser reduzida pela metade ou o intervalo entre as
doses deve ser aumentado para cada 12 horas.
SUPERDOSAGEM:
Não há antídoto específico conhecido. O tratamento deve ser sintomático e de
suporte. É possível a ocorrência de desequilíbrio eletrolítico, desenvolvimento de
estado acidótico e efeitos sobre o sistema nervoso central. Devem-se monitorizar os
níveis séricos de eletrólitos (particularmente potássio) e o pH sangüíneo. São
necessárias medidas de suporte para restabelecer o equilíbrio eletrolítico e do pH.
Normalmente, é possível corrigir o estado acidótico com a administração de
bicarbonato. Apesar da alta distribuição intra-eritrocitária e das propriedades de
ligação à proteínas plasmáticas, a acetazolamida é dialisável. Esse dado pode ser
particularmente importante no tratamento da superdosagem com a acetazolamida
quando houver complicação por insuficiência renal (ver Posologia e Contra-
Indicações).

PACIENTES IDOSOS:
Não se dispõe de dados específicos em populações idosas. Pode ocorrer acidose
metabólica, que pode ser grave, em idosos com comprometimento da função renal
(ver Posologia, Contra-Indicações e Precauções).
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
N.º do lote, data da fabricação e data da validade: vide cartucho
Registro MS ­ 1.0497.0289
Farm. Resp.: Ishii Massayuki
CRF-SP nº 4863
UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A
Rua Coronel Luiz Tenório de Brito, 90 ­ Embu-Guaçu – SP
CEP 06900-000 SAC 0800 11 1559
CNPJ 60.665.981/0001-18 ­ Indústria Brasileira

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