OXYCONTIN®
cloridrato de oxicodona
I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

FORMA FARMACÊUTICA
Comprimidos revestidos de liberação controlada


APRESENTAÇÕES
10 mg. Embalagens com 12 e 30 comprimidos revestidos de liberação controlada.
20 mg. Embalagens com 12 e 30 comprimidos revestidos de liberação controlada.
40 mg. Embalagens com 12 e 30 comprimidos revestidos de liberação controlada.
USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido de liberação controlada de 10 mg contém:
Cloridrato de oxicodona………………………………………………………………….10,00 mg
Excipientes: lactose, álcool estearílico, copolímero metacrilato de amônio, povidona, talco, triacetina,
estearato de magnésio e opadry branco.
Cada comprimido revestido de liberação controlada de 20 mg contém:
Cloridrato de oxicodona………………………………………………………………… 20,00 mg
Excipientes: lactose, álcool estearílico, copolímero metacrilato de amônio, povidona, talco, triacetina,
estearato de magnésio e opadry rosa.
Cada comprimido revestido de liberação controlada de 40 mg contém:
Cloridrato de oxicodona………………………………………………………………. 40,00 mg
Excipientes: lactose, álcool estearílico, copolímero metacrilato de amônio, povidona, talco, triacetina,
estearato de magnésio e opadry amarelo.
II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
OXYCONTIN® é um opióide que atua como analgésico com ação semelhante à da morfina.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30º). Proteger da luz e umidade.
Prazo de validade: 36 meses. Vide embalagem externa do produto. NUNCA USE MEDICAMENTO
COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
OXYCONTIN® é indicado para o tratamento de dores moderadas a severas, quando é necessária a
administração contínua de um analgésico, 24 horas por dia, por período de tempo prolongado.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
OXYCONTIN® comprimidos é contra-indicado em pacientes com alergia à oxicodona, ou em situações
nas quais os opióides são contra-indicados. Incluem-se os pacientes com histórico de depressão
respiratória e/ou insuficiência respiratória, bem como pacientes com asma brônquica ou na hipercapnia
(Aumento do gás carbônico no sangue arterial) aguda ou severa. OXYCONTIN® comprimidos é contra-
indicado em pacientes acometidos ou que apresentem suspeita de íleo paralítico.
“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas e durante a lactação sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.”

Advertências


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A oxicodona é considerada substância controlada; a possibilidade de causar dependência ou vício é
comparável a da morfina. O vício, a dependência física e a tolerância poderão desenvolver-se com o uso
prolongado.
Os comprimidos de oxicodona de liberação controlada deverão ser deglutidos inteiros, não devendo ser
fracionados, mastigados ou triturados, já que tal ação ocasionaria uma liberação rápida do princípio ativo
e a absorção de uma dose de oxicodona potencialmente fatal.
“Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem ser prejudicadas”.
Depressão respiratória: A depressão respiratória ocorre com maior freqüência em pacientes idosos ou
debilitados; habitualmente ocorre também após altas doses iniciais em pacientes que não tenham
desenvolvido tolerância farmacológica, ou quando os opióides são administrados em conjunto com
outros agentes que deprimam a respiração. A oxicodona deve ser utilizada com extrema cautela em
pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica significante, cor pulmonale (forma de insuficiência
cardíaca, onde há diminuição da capacidade de funcionamento das câmaras direitas do coração, por
doença pulmonar), ou com reserva respiratória substancialmente reduzida; em casos de hipóxia (falta de
oxigênio); hipercapnia (aumento do gás carbônico no sangue arterial); ou depressão respiratória pré-
existente.
Afecções cerebrais: A oxicodona afeta as respostas das pupilas e da consciência, de modo capaz de
mascarar os sinais neurológicos de aumentos subseqüentes da pressão intracraniana, em pacientes
com lesões cranioencefálicas.
Efeito hipotensor: OXYCONTIN® comprimidos pode causar hipotensão (pressão baixa) severa, em
indivíduos cuja capacidade de manter a pressão sangüínea apresente-se comprometida pela depleção
do volume sanguíneo, ou após a administração concomitante de drogas tais como fenotiazinas ou outros
agentes que comprometam o tônus vasomotor. OXYCONTIN® comprimidos pode produzir hipotensão
(pressão baixa) ortostática em pacientes ambulatoriais. OXYCONTIN® comprimidos deve ser
administrado com cautela a pacientes com choque circulatório, já que a vasodilatação produzida pela
droga pode reduzir ainda mais o rendimento cardíaco e a pressão arterial.

Precauções
Gerais: O uso de OXYCONTIN® comprimidos está vinculado ao aumento de riscos potenciais, devendo
ser usado somente com cautela nas seguintes condições: alcoolismo; insuficiência adrenocortical (por
exemplo, na doença de Addison); depressão do SNC ou coma; delirium tremens (psicose causada pelo
alcoolismo); pacientes debilitados; cifoscoliose (Deformação da coluna vertebral) associada com
depressão respiratória; mixedema ou hipotireoidismo; hiperplasia prostática ou obstrução uretral;
insuficiência hepática grave, pulmonar ou renal; e psicose tóxica.
Em pacientes com quadros de abdômen agudo, a administração de oxicodona – como a de todo
analgésico opióide – pode mascarar o diagnóstico ou o curso clínico. A oxicodona pode agravar as
convulsões em pacientes com transtornos convulsivos, sendo que todos os opióides podem induzir ou
agravar as convulsões em alguns quadros clínicos.
Utilização em doenças do trato pancreático/biliar: a oxicodona pode causar espasmo do esfíncter de
Oddi (músculo circular localizado na junção do colédoco com o duodeno), devendo ser usada com
cautela em pacientes com doenças do trato biliar, inclusive pancreatite aguda. Os opióides, inclusive a
oxicodona, podem elevar o nível de amilase sérica.
Tolerância e dependência física: a tolerância causa a necessidade de aumento das doses de opióides,
a fim de se manter constante um determinado efeito, tal como a analgesia. A dependência física reflete-
se na ocorrência de sintomas de abstinência, depois da retirada abrupta da droga ou da administração
de um antagonista. Se o uso de OXYCONTIN® comprimidos for descontinuado abruptamente, em um
paciente fisicamente dependente, poderá ocorrer uma síndrome de abstinência. A síndrome de
abstinência caracteriza-se pelos seguintes sintomas: inquietude; lacrimejamento; coriza; bocejamento;
transpiração; calafrios; dor muscular; e dilatação da pupila. Outros sintomas também podem surgir, tais
como: irritabilidade; ansiedade; dor nas costas; dor articular; fraqueza; cólicas abdominais; insônia;
náuseas; anorexia; vômitos; diarréia; elevações na pressão sangüínea, freqüência respiratória ou
cardíaca.

Informações para pacientes e cuidadores:
1. Os comprimidos de OXYCONTIN® foram formulados para atuarem adequadamente, somente se
forem engolidos inteiros. Se forem partidos, mastigados ou triturados, poderão liberar imediatamente seu
conteúdo inteiro, acarretando o risco de superdose.
2. Informe sobre episódios de dor incidental (dor de apariço súbita) ou experiências adversas que
ocorram durante a terapia. É essencial que a dosagem seja individualizada, a fim de otimizar a ação do
medicamento.


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3. Não ajuste a dose de OXYCONTIN® comprimidos, exceto com autorização do médico responsável.
4. OXYCONTIN® comprimidos pode afetar a capacidade mental e/ou física, necessária para
desempenhar tarefas potencialmente arriscadas, tais como dirigir veículos ou acionar maquinaria
pesada.
5. Não combine a ingestão de OXYCONTIN® comprimidos com álcool ou outros depressores do
Sistema Nervoso (tranqüilizantes),
6. As mulheres em idade reprodutiva que estão grávidas ou pretendam engravidar devem consultar seu
médico sobre os efeitos da administração, durante a gravidez, de analgésicos e de outras drogas
capazes de afetarem a própria mulher e o bebê.
7. OXYCONTIN® comprimidos é um medicamento com potencial para vício, sendo dever de cada
paciente zelar ao máximo por sua medicação. Este produto somente deverá ser entregue ou
administrado à pessoa à qual o medicamento foi receitado.
8. É possível a evacuação das "matrizes" vazias dos comprimidos, seja por colostomia, seja nas fezes,
o que não representa um fenômeno preocupante, já que o medicamento ativo já foi absorvido.
9. No caso de uso de OXYCONTIN® comprimidos por um período maior que algumas poucas semanas,
ao indicar-se o fim da terapia, talvez seja aconselhável reduzir gradualmente a dose, evitando-se a
suspensão abrupta; minimizando o risco de sintomas de abstinência. Seu médico poderá indicar um
programa de dosagem, a fim de implementar a retirada gradual do medicamento.

Carcinogênese, mutagênese e transtornos da fertilidade
Não foram realizados estudos destinados a avaliar o potencial carcinogênico ou de transtorno da
fertilidade, relacionados à oxicodona. A oxicodona não se revelou mutagênica ou clastogênica
(genotóxica)

Gravidez
Efeitos teratogênicos: Oxycontin está classificado como Categoria B de risco na gravidez.
Estudos realizados em animais de laboratório não revelaram danos causados ao feto pela oxicodona.
Porém não existem estudos adequados e devidamente controlados, sobre os efeitos da oxicodona em
mulheres grávidas. Os estudos reprodutivos em animais nem sempre predizem exatamente a resposta
em humanos, a oxicodona somente deverá ser utilizada em mulheres grávidas se tal uso for estritamente
necessário.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista
Efeitos não-teratogênicos: recém-nascidos cujas mães estejam recebendo oxicodona de forma crônica
podem apresentar depressão respiratória e/ou outros sintomas de abstinência medicamentosa, ao
nascimento ou mesmo durante a lactação.
Trabalho de parto e parto: OXYCONTIN® comprimidos não é recomendado para uso em mulheres,
imediatamente antes ou durante o trabalho de parto e parto, já que opióides orais podem causar
depressão respiratória em recém-nascidos.
Mulheres amamentando: baixas concentrações de oxicodona são detectadas no leite materno. Os
sintomas de abstinência medicamentosa podem ocorrer em crianças em amamentação, após a
suspensão abrupta de qualquer analgésico opióide à mãe. Não convém praticar a amamentação
enquanto estiver recebendo OXYCONTIN® comprimidos, já que a oxicodona pode ser eliminada no leite
materno.
Uso pediátrico: a segurança e eficácia oxicodona comprimidos não foram estabelecidas em pacientes
pediátricos menores de 18 anos de idade. Contudo, a oxicodona tem sido largamente utilizada na
população pediátrica, em outras apresentações assim como os excipientes utilizados nesta formulação.
Desde que a dose seja ajustada ao peso dos pacientes, não se prevê nenhum aumento específico no
risco de seu uso, caso esta forma de oxicodona seja utilizada em pacientes pediátricos com idade
suficiente para engolir os comprimidos inteiros.
Uso geriátrico: em estudos farmacocinéticos controlados realizados em idosos (maiores de 65 anos de
idade), a excreção de oxicodona mostrou-se levemente reduzida. Como ocorre com qualquer opióide, a
dose inicial deve ser reduzida em um terço ou metade da dose habitual em pacientes debilitados não
tolerantes.
Insuficiência hepática: pacientes com insuficiência hepática devem usar doses iniciais entre um terço a
metade da dose habitual, seguido por ajustes criteriosos de dosagem.
Insuficiência renal: em pacientes com insuficiência renal, as concentrações plasmáticas da oxicodona
serão aproximadamente 50% mais elevadas do que as encontradas em indivíduos com função renal


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normal. O início da dose deve ocorrer de forma conservadora. As doses posteriores deverão ser
ajustadas de acordo com a situação clínica de cada paciente.
Diferenças por sexo: em estudos farmacocinéticos, as mulheres não tratadas com opióides
demonstraram concentrações plasmáticas médias até 25% maiores do que as apresentadas pelos
homens, além de maior freqüência de efeitos adversos típicos dos opióides. Não foram detectadas
diferenças entre os sexos, relativas à eficácia ou efeitos adversos, nos ensaios clínicos.

Interações Medicamentosas
É previsível que a oxicodona produza efeitos aditivos, ao ser utilizada conjuntamente com o álcool,
outros opióides ou drogas ilícitas que resultem em depressão do SNC.
Os analgésicos opióides, inclusive OXYCONTIN® comprimidos, podem potencializar a ação de bloqueio
neuromuscular dos relaxantes músculo-esqueléticos, aumentando o grau de depressão respiratória.
Os analgésicos opióides mistos agonistas/antagonistas (como a pentazocina, a nalbufina, o butorfanol e
a buprenorfina) devem ser administrados com cuidado a pacientes que receberam ou estejam recebendo
um curso de terapia com um analgésico opióide agonista puro, tal como a oxicodona. Nesse caso, os
analgésicos mistos agonista/antagonista poderão reduzir o efeito analgésico da oxicodona e/ou mesmo
precipitar os sintomas de abstinência nos pacientes.
Não foi observada nenhuma interação específica entre a oxicodona e os inibidores da
monoaminooxidase (MAO), mas recomenda-se cautela na sua utilização com qualquer opióide.
Efeitos dos alimentos: em contraste às fórmulas de liberação imediata, os alimentos não têm efeito
significativo sobre a absorção da oxicodona em OXYCONTIN® comprimidos.

Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

MODO DE USO
Os comprimidos de liberação controlada de OXYCONTIN® devem ser deglutidos inteiros, não
devendo ser fracionados, mastigados nem triturados. A ingestão de comprimidos fracionados,
mastigados ou triturados poderá provocar uma liberação rápida da oxicodona, com a absorção
de dose potencialmente fatal.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do
medicamento.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
A natureza da liberação controlada da formulação permite que OXYCONTIN® comprimidos seja
administrado cada 12 horas. Embora a dosagem simétrica (doses matinal e vespertina iguais) a cada 12
horas seja adequada para a maioria dos pacientes, alguns deles poderão beneficiar-se de uma dosagem
assimétrica (com a dose da manhã diferindo da dose da tarde), ajustada ao caso. Normalmente é
adequado o tratamento com um único opióide, usando-se terapia de 24 horas.
Pacientes que ainda não estejam utilizando opióides: os ensaios clínicos demonstraram que em tais
pacientes a terapia analgésica poderá ser iniciada com OXYCONTIN® comprimidos. Para a maioria dos
pacientes nessa categoria, uma dose inicial razoável consistiria em 10 mg cada 12 horas. Caso
administrado um analgésico não-opióide (aspirina, acetaminofeno ou uma droga antiinflamatória não-
esteróide), este não-opióide poderá ser continuado. Se for descontinuado, é possível que a dose de
OXYCONTIN® comprimidos tenha que ser aumentada.
Pacientes tratados com terapia opióide: se o paciente já estiver recebendo medicamentos contendo
opióides, antes da terapia com OXYCONTIN® comprimidos, a dose diária total deverá ser determinada
pelo seu médico.
REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas graves que podem estar associadas ao uso clínico de OXYCONTIN® comprimidos
incluem depressão respiratória; apnéia e, em menor grau, depressão circulatória; parada respiratória;
hipotensão (pressão baixa) ou choque.
Entre as reações adversas sem gravidade, encontradas no início da terapia com OXYCONTIN®
comprimidos, figuram as típicas dos opióides. Os de maior freqüência (acima de 5%) incluem
constipação intestinal; náuseas; sonolência; vertigem; vômitos; coceira; dor de cabeça; secura na boca;


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suor excessivo; e cansaço. Muitas dessas reações adversas desaparecerão ou diminuirão em
intensidade, à medida que for continuada a terapia com OXYCONTIN® comprimidos.
As seguintes reações adversas foram relatadas pelos pacientes tratados com OXYCONTIN®
comprimidos, com uma incidência situada entre 1% e 5%: anorexia; nervosismo; insônia; febre;
confusão; diarréia; dor abdominal; indigestão; erupção cutânea; ansiedade; euforia; falta de ar;
hipotensão (pressão baixa) postural; calafrios; contorções; gastrite; distúrbios do sono; anormalidades do
pensamento e soluços. Outras reações apareceram com incidência inferior a 1%.

ABUSO E VÍCIO (DROGADICÇÃO)
O vício é caracterizado pelo uso compulsivo, para fins não-médicos, de forma continuada, apesar do
dano e risco de dano que causa. A drogadicção é uma doença tratável, embora as recaídas sejam
freqüentes.
As medidas necessárias para ajudar a limitar o abuso dos fármacos opióides incluem a avaliação
adequada do paciente; as práticas apropriadas de emissão de receitas; as reavaliações periódicas da
terapia; e o armazenamento e a entrega apropriados dos medicamentos.
OXYCONTIN® comprimidos destinando-se exclusivamente ao uso oral. O abuso de comprimidos
triturados traz o perigo de superdose e morte. Esse risco aumenta com o uso concomitante de álcool e
outras substâncias. No caso de abuso por via parenteral, os excipientes do comprimido podem acarretar
a necrose do tecido local, infecções, granulomas pulmonares, bem como maior risco de endocardite
(inflamação do tecido do coração) e lesões cardíacas valvulares. O abuso parenteral do fármaco é
comumente associado à transmissão de doenças infecciosas tais como a hepatite e o HIV.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Em caso de superdosagem dê imediatamente 2 copos de água e induza vômito sob orientação do
profissional médico. Se a pessoa estiver inconsciente, nunca dê nada pela boca. Procure ajuda médica
imediatamente.
Superdoses agudas de oxicodona podem manifestar-se por depressão respiratória; sonolência
progressiva até o estupor ou o coma; flacidez dos músculos esqueléticos; pele fria e pegajosa; pupilas
contraídas; bradicardia (freqüência cardíaca baixa); hipotensão (pressão baixa); e morte.
No tratamento da superdose de oxicodona deve-se atentar inicialmente ao restabelecimento das vias
respiratórias e à aplicação de ventilação assistida ou controlada. Caso indicadas, devem ser instituídas
medidas de apoio específicas para choque circulatório e/ou edema pulmonar. Eventuais paradas
cardíacas ou arritmias podem necessitar de massagem cardíaca ou desfibrilação.
Os antagonistas opióides puros, tais como a naloxona ou o nalmofene, são antídotos específicos contra
a depressão respiratória provocada por superdose de opióide. Os antagonistas opióides não devem ser
administrados na ausência de depressão respiratória ou circulatória, clinicamente significativas,
secundárias a superdose de oxicodona. Além disso, devem ser administrados com cautela a pessoas
das quais se sabe ou se suspeita que sejam fisicamente dependentes de algum agonista opióide,
inclusive OXYCONTIN® comprimidos.
III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Farmacodinâmica
Estudos realizados em voluntários normais e pacientes mostraram relações preditórias entre a dose de
oxicodona e suas concentrações plasmáticas, assim como entre a concentração e certos efeitos opióides
esperados. Em voluntários normais, estes incluem a constrição pupilar; a sedação; e o ‘efeito droga’. Nos
pacientes, os efeitos incluíram a analgesia e a sensação de ‘relaxamento’
Como ocorre com todos os opióides, a concentração plasmática efetiva mínima para analgesia varia
entre os pacientes especialmente em pacientes tratados anteriormente com opióides agonistas potentes.
Conseqüentemente, os pacientes devem ser tratados com titulação individualizada da dose para se obter
o efeito desejado. A concentração analgésica efetiva mínima de oxicodona poderá aumentar em função
do uso de doses repetidas, em qualquer paciente, devido ao aumento da dor e/ou desenvolvimento de
tolerância farmacológica.

Relação concentração/experiência adversa
OXYCONTIN® comprimidos está associado a experiências adversas típicas relacionadas aos opióides,
semelhantes às observadas com oxicodona de liberação imediata e a todos os opióides. Há uma relação
geral entre o aumento na concentração plasmática de oxicodona e o aumento na ocorrência de
experiências adversas opióides relacionadas à dose, tais como náuseas, vômitos, e os efeitos sobre o


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SNC e a depressão respiratória. Nos pacientes tolerantes aos opióides, a situação é modificada pelo
desenvolvimento de tolerância aos efeitos colaterais relacionados aos mesmos.
Como ocorre com todos os opióides, a dose deve ser individualizada (veja seção Posologia), pois a dose
analgésica efetiva para certos pacientes poderá ser excessivamente alta para outros.

Farmacocinética
A atividade de OXYCONTIN® comprimidos é devida primariamente ao fármaco original, a oxicodona. Os
comprimidos de OXYCONTIN® foram formulados para proporcionar uma liberação controlada de
oxicodona durante 12 horas. A oxicodona é bem absorvida a partir dos comprimidos OXYCONTIN®, com
uma biodisponibilidade oral entre 60% e 87%. A biodisponibilidade oral do OXYCONTIN® comprimidos,
relativa às formas de dosagem oral com liberação imediata, é de 100%. Com dosagem repetida em
voluntários normais, obtiveram-se níveis de estado de equilíbrio entre 24 e 36 horas. Para os
comprimidos com 10 mg, 20 mg, e 40 mg foi estabelecida a proporcionalidade à dose, tanto para os
níveis de pico plasmático (Cmáx) quanto para a área sob a curva de absorção (AUC). A oxicodona é
amplamente metabolizada, e eliminada primariamente na urina sob forma de metabólitos conjugados e
não-conjugados. A aparente meia-vida de eliminação da oxicodona, após a administração de
OXYCONTIN® comprimidos, foi de 4,5 horas em comparação com 3,2 horas para a oxicodona de
liberação imediata.
Absorção: comparativamente a uma dose parenteral, cerca de 60% a 87% de uma dose oral de
oxicodona atinge o compartimento central. Esta alta biodisponibilidade oral deve-se ao baixo
metabolismo pré-sistêmico e/ou metabolismo de primeira passagem. Em voluntários normais, a meia-
vida de absorção é de 0,4 horas para a oxicodona de liberação imediata. OXYCONTIN® comprimidos
apresenta um modelo de absorção bifásica, com duas meias-vidas de absorção aparente, de 0,6 horas e
6,9 horas; isso reflete a liberação inicial de oxicodona do comprimido, seguida de uma liberação
controlada.
Para comprimidos com 10 mg, 20 mg, e 40 mg foi estabelecida à proporcionalidade à dose, tanto para os
níveis de pico plasmático (Cmáx) como para a área sob a curva de absorção (AUC) (veja Tabela 1). Dada
a curta meia-vida de eliminação da oxicodona em OXYCONTIN® comprimidos, as concentrações
plasmáticas no estado de equilíbrio são alcançadas entre 24 a 36 horas após o início da dosagem com
OXYCONTIN® comprimidos. Em estudo comparativo de OXYCONTIN® comprimidos 10 mg a cada 12
horas versus oxicodona 5 mg de liberação imediata a cada 6 horas, ambos mostraram-se equivalentes
quanto AUC e Cmáx, e semelhantes para as concentrações Cmín. Houve menos oscilações nas
concentrações plasmáticas de OXYCONTIN® comprimidos, comparativamente ao encontrado com o uso
de oxicodona de liberação imediata.

TABELA 1: Média (variação % do coeficiente).
Regime: OXYCONTIN® comprimidos.
FORMA DE
AUC
Cmáx
Tmáx
Vale da conc.
DOSAGEM
(ng x h/ml) *
(ng/ml)
(horas)
(ng/ml)

Dose única

OXYCONTIN®
100,7 (26,6)
10,6 (20,1)
2,7 (44,1)
não disponível
10 mg comprimidos

OXYCONTIN®
207,5 (35,9)
21,4 (36,6)
3,2 (57,9)
não disponível
20 mg comprimidos

OXYCONTIN®
423,1 (33,3)
39,3 (34,0)
3,1 (77,4)
não disponível
40 mg comprimidos

Dose múltipla

OXYCONTIN®
103,6 (38,6)
15,1 (31,0)
3,2 (69,5)
7,2 (48,1)
10 mg comprimidos
a cada 12 h

5 mg liberação
99,0 (36,2)
15,5 (28,8)
1,6 (49,7)
7,4 (50,9)
imediata
a cada 6 h
* AUC para a dose única = AUC0- ; para a dose múltipla, AUC = AUC0-T



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Efeitos dos alimentos: em contraste às fórmulas de liberação imediata, os alimentos não têm efeito
significativo sobre a absorção da oxicodona em OXYCONTIN® comprimidos. A liberação de oxicodona
de OXYCONTIN® comprimidos é independente do pH.
Distribuição: após a administração endovenosa, o volume de distribuição (Vss) de oxicodona foi de 2,6
L/kg. A ligação de oxicodona às proteínas plasmáticas, a 370C e pH 7,4, foi de cerca de 45%.
Uma vez absorvida, a oxicodona é distribuída aos músculos esqueléticos, fígado, trato intestinal,
pulmões, baço e cérebro. A oxicodona foi encontrada no leite materno (veja seção Advertências e
Precauções).
Metabolismo: o cloridrato de oxicodona é amplamente metabolizado em noroxicodona, oximorfona,
noroximorfona e seus glucorunídeos. O principal metabólito circulante é a noroxicodona, com uma
proporção AUC de 0,6, relativa de oxicodona. Relata-se que a noroxicodona seja um analgésico muito
mais fraco que a oxicodona. A oximorfona, embora possua atividade analgésica, está presente no
plasma em baixas concentrações. A correlação entre as concentrações de oximorfona e os efeitos
opióides foi bem menor que a observada com as mesmas concentrações de oxicodona no plasma. O
perfil de atividade analgésica de outros metabólitos não são atualmente conhecidos.
A formação de oximorfona e noroxicodona é mediada pelo CYP2D6 e CYP3A4, respectivamente.
Adicionalmente, a formação de noroximorfona é mediada tanto pelo CYP2D6 como pelo CYP3A4.
Teoricamente a formação desses metabólitos pode ser afetada por outras drogas (veja seção Interações
Medicamentosas).
Eliminação: a oxicodona e seus metabólitos são eliminados basicamente pelos rins. Foram relatadas as
seguintes quantidades identificadas na urina: oxicodona livre, até 19%; oxicodona conjugada, até 50%;
oximorfona livre, 0%; oximorfona conjugada, 14%; tanto a noroxicodona livre como a conjugada foram
identificadas na urina, mas não foram quantificadas. Em adultos, o clearance plasmático total foi de 0,8
L/min.
Populações especiais
Idosos: as concentrações de oxicodona no plasma são afetadas apenas parcialmente pela idade, sendo
15% superiores em idosos, comparativamente aos indivíduos jovens. Não houve diferenças entre
indivíduos jovens e idosos, quanto aos efeitos adversos relatados.
Sexo: em média, as mulheres apresentaram concentrações plasmáticas médias de oxicodona até 25%
mais altas que os homens, mesmo após o ajuste por peso corpóreo. A razão dessa diferença não é
conhecida.
Insuficiência renal: as informações preliminares, relativas a estudo que envolveu pacientes com
disfunção renal leve a severa (clearance de creatinina < 60 mL/min), descrevem picos de concentrações
plasmáticas de oxicodona e noroxicodona de 50% e 20% mais altos, respectivamente. Já os valores
AUC de oxicodona, noroxicodona e oximorfona foram respectivamente, 60%, 50% e 40% mais altos que
em indivíduos normais. Nestas situações acompanha-se um aumento da sedação, mas não por
alterações na freqüência respiratória, na constrição pupilar, ou nas diversas outras variáveis de efeito da
droga. Houve um incremento na meia-vida de eliminação da oxicodona, de somente 1 hora (veja seção
Advertências e Precauções).
Insuficiência hepática: as informações preliminares de um estudo que envolveu pacientes com
disfunção hepática leve a moderada, descrevem picos de concentrações plasmáticas de oxicodona e
noroxicodona de, respectivamente, 50% e 20% mais altas que em indivíduos normais. Os valores AUC
são, respectivamente, 95% e 65% mais altos. Os picos de concentrações plasmáticas de oximorfona e
os valores AUC são menores em 30% e 40%. Estas diferenças são acompanhadas de incrementos em
alguns efeitos da droga, mas não em outros. A meia-vida de eliminação da oxicodona aumentou em 2,3
horas (veja seção Precauções).
Interações medicamentosas: a oxicodona é parcialmente metabolizada pelo CYP2D6 e CYP3A4 e,
teoricamente, pode ser afetado por outras drogas.
A oxicodona é parcialmente metabolizada em oximorfona pelo CYP2D6, que representa menos que 15%
da dose total administrada. Essa via de eliminação pode ser bloqueada por uma variedade de drogas
(como certas drogas cardiovasculares e antidepressivas). Os pacientes que recebem tais drogas
concomitantemente com OXYCONTIN® comprimidos não parecem apresentar perfis terapêuticos
diferentes de outros pacientes. Em um estudo envolvendo 10 voluntários utilizando quinidina, um
conhecido inibidor do CYP2D6, os efeitos farmacodinâmicos da oxicodona não sofreram alterações.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Quatro estudos duplo cegos em dor oncológica compararam o uso de OXYCONTIN® comprimidos
administrados a cada 12 horas, com cloridrato de oxicodona de liberação imediata administrada quatro
vezes ao dia. Dois destes estudos1,2 utilizaram o modelo grupo paralelo e dois utilizaram investigações
cruzadas3,4 .


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O primeiro estudo1 envolveu 111 pacientes e avaliou a eficácia comparativa, segurança e aceitabilidade
de OXYCONTIN® comprimidos (n = 57) e comprimidos de oxicodona de liberação imediata (n = 54),
cada um em dose diária fixa total de 60 mg de oxicodona, não sendo permitido uso de analgésico
suplementar ou titulação de dose. As medidas primárias da eficácia da intensidade média da dor e da
aceitabilidade da terapia não mostraram diferenças estatisticamente significativa entre os tratamentos
para qualquer dia do estudo. A análise farmacocinética/farmacodinâmica mostrou que concentrações
elevadas de oxicodona estavam geralmente associadas a taxas médias de intensidade de dor mais
baixas, apoiando a sensibilidade do ensaio e a relação entre magnitude da concentração de oxicodona
no plasma e os efeitos analgésicos.
O segundo estudo grupo paralelo2 avaliou a eficácia de oxicodona em 164 pacientes com dor oncológica
de moderada a grande intensidade, com 81 pacientes randomizado para OXYCONTIN® e 83 para
oxicodona de liberação imediata. Os resultados não mostraram diferenças clinicamente estatísticas
significativas entre os grupos de tratamento para valores de intensidade média diária da dor e
aceitabilidade, não havendo diferença estatística entre os grupos quanto intensidade da dor em função
da hora do dia. A média de intensidade da dor em 5 dias foi leve em ambos os grupos, correspondendo
a 102% da eficácia relativa para OXYCONTIN® comparado com oxicodona de liberação imediata, com
95% de confiança de 89% a 118%.
O terceiro estudo3 foi a comparação dose-repetida, duplo-cega, randomizada, cruzada em dois períodos,
multicêntrica, entre OXYCONTIN® comprimidos e oxicodona de liberação imediata, consistindo de 1)
estimativa da eficácia do controle da dor sobre a duração dos intervalos de dose, 2) desenvolvimento de
um perfil farmacocinético/farmacodinâmico, e 3) exame da relação entre concentração plasmática de
oxicodona em estado de equilíbrio e efeitos da droga. Em mais de 91% dos pacientes tratados com
OXYCONTIN® obtiveram controle da dor dentro de 1,6 dias. Durante a fase duplo-cega, os pacientes
continuaram estabilizados em níveis leves de intensidade da dor, sem diferenças estatisticamente
significativas entre os tratamentos. Concluindo, tanto OXYCONTIN® comprimidos quanto oxicodona de
liberação imediata foram eficazes nos intervalos de dose e mostraram diferentes perfis farmacocinéticos
e efeitos de droga comparáveis.
O quarto estudo foi ensaio de centro único randomizado, duplo cego e cruzado em dois períodos,
comparando a eficácia de OXYCONTIN® comprimidos com comprimidos de oxicodona de liberação
imediata final do período da dosagem. Cada período do estudo durou 3 a 7 dias, sem intervalo de pausa
entre os tratamentos. A aceitabilidade da terapia foi avaliada como “boa” por 60% dos pacientes com
OXYCONTIN® e 63% dos pacientes com oxicodona de liberação imediata. A fase duplo cego deste
estudo apóia os estudos prévios que mostravam eficácia analgésica equivalente de OXYCONTIN® e
oxicodona de liberação imediata.
Estudo dose-resposta multicêntrico5, duplo cego, randomizado, placebo controlado, grupo paralelo, dose
repetida, em pacientes entre 32 e 90 anos (média de 62 anos de idade) com osteoartrite crônica,
envolveu 133 pacientes, dos quais 44 foram randomizados para tratamento com OXYCONTIN®
comprimidos de 10 mg a cada 12 horas ou OXYCONTIN® comprimidos de 20 mg (2 x 10 mg) a cada 12
horas por 14 dias. Os 45 pacientes remanescentes receberam placebo a cada 12 horas pelo mesmo
período. Não foram permitidos titulação de dose ou analgésico suplementar. Os resultados
demonstraram clara relação dose-resposta para a redução da intensidade da dor. A análise de regressão
mostrou correlações inversas significativas (P < 0,05) entre a concentração plasmática de oxicodona e
intensidade de dor (medidas através de escala CAT e VAS) e efeitos de droga.
Estudo dose repetida, randomizado, cruzado em dois períodos, multicêntrico6, duplo cego, comparou
perfis farmacocinéticos e farmacodinâmicos de OXYCONTIN® comprimidos e de comprimidos de
oxicodona de liberação imediata, envolvendo 57 adultos com dor lombar crônica estável, randomizados a
uma fase de titulação aberta e tomando OXYCONTIN® a cada 12 horas ou oxicodona de liberação
imediata. Dos 57 pacientes envolvidos, 47 (82%) completaram com sucesso a fase de titulação aberta
dentro de 4 dias, e 44 pacientes completaram a fase duplo cega do estudo. Daqueles que se
submeteram a titulação, 87% dos pacientes tratados com OXYCONTIN® atingiram controle estável da
dor em média de 2,5 dias e mais de 96% dos tratados com oxicodona de liberação imediata atingiram
este estado numa média de 3 dias. Diferenças de tratamento estatisticamente significativas (P < 0,05)
foram observadas entre as concentrações plasmáticas de OXYCONTIN® e oxicodona de liberação
imediata em 0, 1, 3 a 4, 5 e 6 horas pós dosagem. Relações estatisticamente significativas foram
encontradas entre a concentração plasmática de oxicodona e os efeitos de droga MSDEQ. Observou-se
também uma significativa relação inversa entre concentração plasmática de oxicodona e intensidade da
dor.
A neuralgia pós-herpética foi utilizada como modelo para estudo7 da eficácia e segurança de
OXYCONTIN® comprimidos na dor neuropática. Estudo randomizado, duplo cego, cruzado, avaliando
doentes com neuralgia pós-herpética com dor de intensidade no mínimo moderada, comparou
OXYCONTIN® 10 mg a cada 12 horas ou placebo, cada um administrado durante 4 semanas. Houve


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aumento da dose semanalmente até o máximo de 30 mg a cada 12 horas, e a avaliação da intensidade
e alívio da dor foi diária. Dos 50 pacientes envolvidos, 38 (idades 70 ± 11 anos) completaram ambos os
períodos duplos cegos. Comparado ao placebo, OXYCONTIN® mostrou valores superiores para alívio da
dor, eficácia clínica e incapacidade (eficácia clínica placebo = 0,7 ± 1,0 ; OXYCONTIN® 1,7 ± 1,1; valor-P
0,0001).
1 Parris WCV, Johnson BW Jr, Croghan MK, et al. Therapeutic evaluation of controlled-release oxycodone
(OXYCONTIN) tablets in the treatment of chronic cancer pain: a double-blind study. Int Assoc for the Study of pain,
8th World Congress on Pain, Vancouver, BC, Canada:1996; 20, #59 [abstract]; and Data on File (1), Purdue Pharma
L.P., Norwalk, CT.
2 Kaplan R, Parris WCV, Citron ML, et al. Comparison of controlled-release and immediate-release oxycodone tablets
in patients with cancer pain, a double-blind study. Int Assoc for the Study of pain, 8th World Congress on Pain,
Vancouver, BC, Canada:1996; 20, #58 [abstract]; and Data on File (m), Purdue Pharma L.P., Norwalk, CT.
3 Data on File (e), Purdue Pharma L.P., Norwalk, CT.
4 Data on File (q), Purdue Pharma L.P., Norwalk, CT.
5 Roth S, Burch F, Fleischmann R, et al. The effect of controlled-release (CR) oxycodone on pain intensity and
activities in patients with pain secondary to osteoarthritis. Am Pain Soc Program Book 1995; A-147, #95884
[abstract]; and Data on File (a), Purdue Pharma L.P., Norwalk, CT.
6 Fleischmann R, Iwan T, Kaiko R, et al. Chronic low back pain (LBP) treatment with controlled-release (CR) and
immediate-release (IR) oxycodone. Int Assoc for the Study of Pain, 8th World Congress of Pain, Vancouver, BC,
Canada:1996; 493, #184 [abstract]; and Data on File (f), Purdue Pharma L.P., Norwalk, CT.
7 Watson CPN, Babul N. Placebo-controlled evaluation of the efficacy and safety of controlled-release oxycodone in
postherpetic neuralgia. Int Assoc for the Study of Pain, 8th World Congress of Pain, Vancouver, BC, Canada:1996;
277, #195 [abstract].

INDICAÇÕES
No tratamento de dores moderadas a severas, quando é necessária a administração contínua de um
analgésico, 24 horas por dia, por período de tempo prolongado.
Os médicos deverão individualizar o tratamento de cada paciente para fazer parte de um plano
adequado de manejo da dor, iniciando a terapia com oxicodona depois da utilização de analgésicos não-
opióides, tais como antiinflamatórios não-esteróides, e acetaminofeno.
Somente é indicado para uso pós-operatório se o paciente tiver recebido a droga antes do procedimento
cirúrgico, ou quando se prevê que a dor pós-operatória será moderada a severa e perdurará por período
de tempo prolongado.
Não deverá ser utilizado como analgésico condicionado à dor (não se destina à administração pelo
regime de “se necessário”).
CONTRA-INDICAÇÕES
OXYCONTIN® comprimidos é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à
oxicodona, ou em situações nas quais os opióides são contra-indicados. Incluem-se os pacientes com
significativa depressão respiratória (em quadros sem controle, ou na ausência de equipamentos de
reanimação), bem como pacientes com asma brônquica ou na hipercapnia aguda ou severa.
OXYCONTIN® comprimidos é contra-indicado em pacientes acometidos ou que apresentem suspeita de
íleo paralítico.
MODO DE USAR
Os comprimidos de OXYCONTIN® representam uma forma de dosagem que não oferece riscos
conhecidos à saúde dos profissionais, além dos apresentados por qualquer produto controlado. Como é
o caso com todas estas drogas, devem-se tomar precauções para impedir os desvios ou os abusos,
praticando um manejo apropriado.
ADVERTÊNCIAS
A oxicodona é considerada substância controlada; a possibilidade de causar dependência ou vício é
comparável a da morfina. O vício, a dependência física e a tolerância poderão desenvolver-se com o uso
prolongado.
A oxicodona poderá ser sujeita ao uso indevido, abuso ou desvio, de forma similar ao que pode ocorrer
com outros opióides, legais ou ilícitos; conseqüentemente, tais situações deverão ser levadas em
consideração ao se prescreverem ou dispensarem medicamentos que contêm este princípio ativo.
Os comprimidos de oxicodona de liberação controlada deverão ser deglutidos inteiros, não devendo ser
fracionados, mastigados ou triturados, já que tal ação ocasionaria uma liberação rápida do princípio ativo
e a absorção de uma dose de oxicodona potencialmente fatal.
A oxicodona é considerada como Categoria B de risco na gravidez.


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“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas e durante a lactação sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista”.
“Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem ser prejudicadas”.
A segurança e eficácia da oxicodona em pacientes menores de 18 anos não foram estabelecidas. Deve-
se ressaltar que os comprimidos de oxicodona não devem ser triturados ou divididos para serem
administrados.
Depressão respiratória: a depressão respiratória representa o principal risco de toda preparação
agonista opióide. A depressão respiratória ocorre com maior freqüência em pacientes idosos ou
debilitados; habitualmente ocorre também após altas doses iniciais em pacientes que não tenham
desenvolvido tolerância farmacológica, ou quando os opióides são administrados em conjunto com
outros agentes que deprimam a respiração. A oxicodona deve ser utilizada com extrema cautela em
pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica significante, cor pulmonale, ou com reserva
respiratória substancialmente reduzida; em casos de hipóxia; hipercapnia; ou depressão respiratória pré-
existente. Em tais pacientes, mesmo administrando a oxicodona em doses terapêuticas usuais, pode-se
reduzir o impulso respiratório até o ponto de apnéia. Em tais casos deve-se considerar o uso como
alternativa terapêutica, de analgésicos não-opióides, e os opióides sendo usados somente sob
cuidadosa supervisão médica na dose eficaz mínima.
Afecções cerebrais: os efeitos depressores respiratórios dos opióides incluem a retenção do dióxido de
carbono e a elevação secundária da pressão do líquido cefalorraquidiano; tais efeitos podem ser muito
aumentados na presença de lesão craniana, de lesões intracranianas, ou de outras causas pré-
existentes de pressão intracraniana aumentada. A oxicodona afeta as respostas das pupilas e da
consciência, de modo capaz de mascarar os sinais neurológicos de aumentos subseqüentes da pressão
intracraniana, em pacientes com lesões cranioencefálicas.
Efeito hipotensor: OXYCONTIN® comprimidos, como todos os analgésicos opióides, pode causar
hipotensão severa, em indivíduos cuja capacidade de manter a pressão sangüínea apresente-se
comprometida pela depleção do volume sanguíneo, ou após a administração concomitante de drogas
tais como fenotiazinas ou outros agentes que comprometam o tônus vasomotor. OXYCONTIN®
comprimidos pode produzir hipotensão ortostática em pacientes ambulatoriais. Como todos os
analgésicos opióides, OXYCONTIN® comprimidos deve ser administrado com cautela a pacientes com
choque circulatório, já que a vasodilatação produzida pela droga pode reduzir ainda mais o rendimento
cardíaco e a pressão arterial.
PRECAUÇÕES
Gerais: OXYCONTIN® comprimidos destina-se à utilização em pacientes que requerem terapia oral com
um analgésico opióide. Como ocorre com qualquer analgésico opióide, é necessário ajuste de doses de
forma individual em cada paciente.
A seleção de pacientes para o tratamento com OXYCONTIN® comprimidos deve reger-se pelos mesmos
princípios de uso de analgésicos opióides similares, de liberação controlada. Os analgésicos opióides,
administrados de acordo com um programa de dose fixa, têm índice terapêutico estreito em certas
populações de pacientes — especialmente quando combinado a outras drogas; devem ser reservados
aos casos nos quais os benefícios da analgesia opióide excedam os riscos conhecidos de depressão
respiratória, estado mental alterado, e hipotensão postural. Os médicos devem individualizar o
tratamento em cada caso, usando analgésicos não opióides, opióides tipo “se necessário” e/ou produtos
combinados, além de terapia opióide crônica com drogas tais como o cloridrato de oxicodona, em um
plano progressivo de manejo da dor, conforme delineado por entidades como a OMS, a Agência de
Diretrizes para os Cuidados à Saúde e Pesquisa, e a Sociedade Americana da Dor.
O uso de OXYCONTIN® comprimidos está vinculado a aumento de riscos potenciais, devendo ser usado
somente com cautela nas seguintes condições: alcoolismo; insuficiência adrenocortical (por exemplo, na
doença de Addison); depressão do SNC ou coma; delirium tremens; pacientes debilitados; cifoscoliose
associada com depressão respiratória; mixedema ou hipotireoidismo; hiperplasia prostática ou obstrução
uretral; insuficiência hepática grave, pulmonar ou renal; e psicose tóxica.
Em pacientes com quadros de abdômen agudo, a administração de oxicodona – como a de todo
analgésico opióide – pode mascarar o diagnóstico ou o curso clínico. A oxicodona pode agravar as
convulsões em pacientes com transtornos convulsivos, sendo que todos os opióides podem induzir ou
agravar as convulsões em alguns quadros clínicos.
Interações com outros depressores do SNC: como todos os analgésicos opióides, OXYCONTIN®
comprimidos deve ser usado com cautela, iniciando o tratamento com uma dose reduzida (a metade ou
a terça parte da dose usual) em pacientes que concomitantemente estejam recebendo outros
depressores do SNC, inclusive sedativos ou hipnóticos; anestésicos gerais; fenotiazidas; outros
tranqüilizantes; ou álcool. Se essas drogas forem utilizadas em combinação com as doses habituais de


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OXYCONTIN®, poderão surgir efeitos interativos, resultantes em depressão respiratória, hipotensão,
sedação profunda ou coma.
Interações com analgésicos opióides mistos agonistas/ antagonistas: os analgésicos
agonistas/antagonistas (como a pentazocina, a nalbufina, o butorfanol e a buprenorfina) devem ser
administrados com cuidado a pacientes que receberam ou estejam recebendo um curso de terapia com
um analgésico opióide agonista puro, tal como a oxicodona e/ou mesmo precipitar o sintomas de
abstinência nos pacientes.
Cirurgia ambulatorial e utilização no pós-operatório: não se recomenda o uso de OXYCONTIN®
comprimidos em pré-cirurgia (analgesia prévia), como também não é aconselhável a utilização no
manejo da dor no período pós-cirúrgico imediato (nas primeiras 12 a 24 horas após a cirurgia), no caso
de pacientes que não tenham recebido previamente esse medicamento; essa precaução se explica pelo
fato de que em tal situação a segurança de sua utilização ainda não foi estabelecida.
Quanto aos pacientes que já estavam recebendo comprimidos de OXYCONTIN® como parte de uma
terapia analgésica estabelecida, pode-se manter com segurança a administração do fármaco, contanto
que tenham sido feitos os ajustes de dose necessários, levando em consideração fatores tais como o
procedimento, as outras drogas administradas, e as alterações fisiológicas temporárias provocadas pela
própria intervenção cirúrgica (veja as seções PRECAUÇÕES, INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS E
POSOLOGIA).
Utilização em doenças do trato pancreático/biliar: a oxicodona pode causar espasmo do esfíncter de
Oddi, devendo ser usada com cautela em pacientes com doenças do trato biliar, inclusive pancreatite
aguda. Os opióides, inclusive a oxicodona, podem elevar o nível de amilase sérica.
Tolerância e dependência física: a tolerância causa a necessidade de aumento das doses de opióides,
a fim de se manter constante um determinado efeito, tal como a analgesia (embora não tenha havido
progressão da enfermidade ou de outros fatores externos). A dependência física reflete-se na ocorrência
de sintomas de abstinência, depois da retirada abrupta da droga ou da administração de um antagonista.
Não são raras as ocorrências de dependência física e de tolerância, durante terapias crônicas com
opióides.
Na maioria dos pacientes tratados com doses mais baixas de OXYCONTIN® comprimidos não deve
ocorrer tolerância significativa. Porém deve-se prever que uma proporção dos pacientes oncológicos
desenvolverá certo grau de tolerância, sendo necessárias doses de OXYCONTIN® comprimidos
progressivamente mais altas para manter o controle da dor durante o tratamento crônico. Independente
de o fenômeno ser o resultado de aumentos na dor secundária à progressão da doença, ou resultar de
tolerância farmacológica, habitualmente as doses poderão ser aumentadas com segurança, ajustando-se
a dose do paciente de modo a manter um equilíbrio aceitável entre o alívio da dor e os efeitos colaterais.
Deve-se escolher a dosagem de acordo com a resposta analgésica individual do paciente, e com sua
capacidade de tolerar os efeitos colaterais. Normalmente, a tolerância aos efeitos analgésicos dos
opióides é concomitante à tolerância aos efeitos colaterais, com a exceção da constipação intestinal.
A dependência física resulta em sintomas de abstinência, em pacientes submetidos à interrupção
abrupta da droga, mas os sintomas também podem ser precipitados pela administração de drogas com
atividade antagonista opióide (veja seção Superdose). Se o uso de OXYCONTIN® comprimidos for
descontinuado abruptamente, em um paciente fisicamente dependente, poderá ocorrer uma síndrome de
abstinência. A síndrome de abstinência caracteriza-se pelos seguintes sintomas: inquietude;
lacrimejamento; rinorréia; bocejamento; transpiração; calafrios; mialgia; e midríase. Outros sintomas
também podem surgir, tais como: irritabilidade; ansiedade; dor nas costas; dor articular; fraqueza; cólicas
abdominais; insônia; náuseas; anorexia; vômitos; diarréia; ou elevações na pressão sangüínea,
freqüência respiratória ou cardíaca.
Ao ocorrerem sinais e sintomas de abstinência opióide, o paciente deverá ser tratado com o
restabelecimento da terapia opióide, seguido da redução gradual da dose de OXYCONTIN® comprimidos
de forma combinada com o suporte sintomático (veja seção POSOLOGIA: Suspensão da terapia).
Informações para pacientes e cuidadores: caso seja clinicamente aconselhável, os pacientes em uso
de OXYCONTIN® comprimidos ou seus familiares deverão receber as seguintes informações, fornecidas
por médicos, enfermeiros/as, farmacêuticos ou cuidadores:
1. Os pacientes deverão ser informados de que os comprimidos de OXYCONTIN® foram formulados
para atuarem adequadamente, somente se forem deglutidos inteiros. Se forem partidos, mastigados ou
triturados, poderão liberar imediatamente seu conteúdo inteiro, acarretando o risco de superdose.
2. Os pacientes deverão ser instruídos a informar sobre episódios de dor incidental (breakthrough pain)
ou experiências adversas que ocorram durante a terapia. É essencial que a dosagem seja
individualizada, a fim de otimizar a ação do medicamento.
3. Os pacientes deverão ser avisados de que não deverão ajustar a dose de OXYCONTIN®
comprimidos, exceto com a expressa anuência do médico responsável.


11



4. Os pacientes deverão ser informados de que OXYCONTIN® comprimidos pode afetar a capacidade
mental e/ou física, necessária para desempenhar tarefas potencialmente arriscadas, tais como dirigir
veículos ou acionar maquinaria pesada.
5. Os pacientes não deverão combinar a ingestão de OXYCONTIN® comprimidos com álcool ou outros
depressores do SNC (tranqüilizantes), exceto com a expressa anuência do médico responsável, já que
pode resultar efeitos somatórios.
6. As mulheres em idade reprodutiva que estão grávidas ou pretendam engravidar deverão ser
avisadas para consultarem seu médico sobre os efeitos da administração, durante a gravidez, de
analgésicos e de outras drogas capazes de afetarem a própria mulher e o bebê.
7. Os pacientes deverão ser informados de que OXYCONTIN® comprimidos é um medicamento com
potencial de abuso. Os pacientes devem zelar ao máximo por sua medicação, este somente deverá ser
entregue ou administrado à pessoa à qual o medicamento foi receitado.
8. Os pacientes deverão ser informados de que é possível que evacuem as "matrizes" vazias dos
comprimidos, seja por colostomia, seja nas fezes, o que não representa um fenômeno preocupante, já
que o medicamento ativo já foi absorvido.
9. Os pacientes devem ser informados de que, no caso de uso de OXYCONTIN® comprimidos por um
período maior que algumas poucas semanas, ao indicar-se o fim da terapia, talvez seja aconselhável
reduzir gradualmente a dose de OXYCONTIN® comprimidos, evitando-se a suspensão abrupta;
minimizando o risco de sintomas de abstinência. Seu médico poderá indicar um programa de dosagem,
a fim de implementar a retirada gradual do medicamento.
Monitoração laboratorial: devido à ampla faixa de concentrações plasmáticas encontrada na
população, aliado a complexidade dos fenômenos dor e tolerância medicamentosa, a dosagem de
oxicodona plasmática não é de muita valia nos cuidados clínicos. É possível, porém, que sua
determinação no plasma seja útil em alguns casos.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
É previsível que a oxicodona produza efeitos aditivos, ao ser utilizada conjuntamente com o álcool,
outros opióides ou drogas ilícitas que resultem em depressão do SNC.
OXYCONTIN® comprimidos é um opióide que não tem uso aprovado para cuidados aos transtornos do
vício. Seu uso em indivíduos com dependência a drogas ou álcool – dependência ativa ou em remissão –
é no tratamento de dores que requeiram analgesia com opióides.
Os analgésicos opióides, inclusive OXYCONTIN® comprimidos, podem potencializar a ação de bloqueio
neuromuscular dos relaxantes músculo-esqueléticos, aumentando o grau de depressão respiratória.
A oxicodona é parcialmente metabolizada via CYP2D6 e CYP3A4. Embora essa via possa ser
bloqueada por uma variedade de drogas (certas drogas cardiovasculares e antidepressivas), ainda não
está estabelecido se tal bloqueio tem significado clínico no agente em questão. Os médicos devem estar
cientes dessa possível interação.
Os analgésicos opióides mistos agonistas/antagonistas (como a pentazocina, a nalbufina, o butorfanol e
a buprenorfina) devem ser administrados com cuidado a pacientes que receberam ou estejam recebendo
um curso de terapia com um analgésico opióide agonista puro, tal como a oxicodona. Nesse caso, os
analgésicos mistos agonista/antagonista poderão reduzir o efeito analgésico da oxicodona e/ou mesmo
precipitar os sintomas de abstinência nos pacientes.
Como ocorre com todos os analgésicos opióides a administração de OXYCONTIN® comprimidos a
pacientes tratados concomitantemente com outros depressores do SNC, inclusive sedativos ou
hipnóticos, anestésicos gerais, fenotiazinas, outros tranqüilizantes ou álcool deve ser iniciada com uma
dose reduzida (metade ou terça parte da dose usual), devido ao risco de depressão respiratória,
hipotensão, sedação profunda ou coma. Não foi observada nenhuma interação específica entre a
oxicodona e os inibidores da monoaminooxidase (MAO), mas recomenda-se cautela na sua utilização
com qualquer opióide.
Efeitos dos alimentos: em contraste às fórmulas de liberação imediata, os alimentos não têm efeito
significativo sobre a absorção da oxicodona em OXYCONTIN® comprimidos. A liberação de oxicodona
de OXYCONTIN® comprimidos é independente do pH.

Carcinogênese, mutagênese e transtornos da fertilidade
Não foram realizados estudos destinados a avaliar o potencial carcinogênico ou de transtorno da
fertilidade, relacionados à oxicodona.
A oxicodona não se revelou mutagênica nos seguintes testes: teste de Ames em Salmonella e E. coli,
com e sem ativação metabólica, com doses de até 5.000 g; teste de aberração cromossômica em
linfócitos humanos na ausência de ativação metabólica, com doses de até 1.500 g/mL, e com ativação
48 horas após a exposição, com doses de até 5.000 g/mL; e no teste de micronúcleo de medula óssea
in vivo, em camundongos (com níveis plasmáticos de até 48 g/mL). A oxicodona se revelou


12



clastogênica no teste cromossômico de linfócitos humanos na presença da ativação metabólica do teste
de aberração cromossômica em humanos (a nível maior que ou igual a 1.250 g/mL), às 24 horas mas
não às 48 horas após a exposição; e no teste de linfoma de camundongo com dose de 50 g/mL ou mais
com ativação metabólica e com dose de 400 g/mL sem tal ativação.

Gravidez
Efeitos teratogênicos: estudos de reprodução foram realizados em ratas e coelhas, com administração
oral de doses de, respectivamente, até 8 mg/kg (48 mg/m2) e 125 mg/kg (1375 mg/m2). Essas doses são,
respectivamente, 4 vezes e 60 vezes uma dose humana de 120 mg/dia (74 mg/m2), baseadas na relação
mg/kg de um adulto pesando 60 kg (ou respectivamente 0,7 vezes e 19 vezes dita dose humana, em
termos de mg/m2). Os resultados não revelaram danos causados ao feto pela oxicodona. Porém não
existem estudos adequados e devidamente controlados, sobre os efeitos da oxicodona em mulheres
grávidas. Os estudos reprodutivos em animais nem sempre predizem exatamente a resposta em
humanos, a oxicodona somente deverá ser utilizada em mulheres grávidas se tal uso for estritamente
necessário.
Efeitos não-teratogênicos: recém-nascidos cujas mães estejam recebendo oxicodona de forma crônica
podem apresentar depressão respiratória e/ou outros sintomas de abstinência medicamentosa, ao
nascimento ou mesmo durante a lactação.
Trabalho de parto e parto: OXYCONTIN® comprimidos não é recomendado para uso em mulheres,
imediatamente antes ou durante o trabalho de parto e parto, já que opióides orais podem causar
depressão respiratória em recém-nascidos.
Nutrizes: baixas concentrações de oxicodona são detectadas no leite materno. Os sintomas de
abstinência medicamentosa podem ocorrer em crianças em amamentação, após a suspensão abrupta
de qualquer analgésico opióide à mãe. Via de regra, não convém praticar a amamentação enquanto a
paciente estiver recebendo OXYCONTIN® comprimidos, já que a oxicodona pode ser eliminada no leite
materno.
Uso pediátrico: a segurança e eficácia desta apresentação de oxicodona não foram estabelecidas em
pacientes pediátricos menores de 18 anos de idade. Contudo, a oxicodona têm sido largamente utilizada
na população pediátrica, em outras apresentações assim como os excipientes utilizados nesta
formulação. Desde que a dose seja ajustada ao peso dos pacientes (veja seção Posologia), não se
prevê nenhum aumento específico no risco de seu uso, caso esta forma de oxicodona seja utilizada em
pacientes pediátricos com idade suficiente para deglutir os comprimidos inteiros. Deve-se ressaltar que
os comprimidos de OXYCONTIN® não devem ser moídos ou divididos antes de sua administração.
Uso geriátrico: em estudos farmacocinéticos controlados realizados em idosos (maiores de 65 anos de
idade), a excreção de oxicodona mostrou-se levemente reduzida. Em comparação aos adultos jovens, as
concentrações plasmáticas de oxicodona estavam aumentadas em aproximadamente 15%. Em ensaios
clínicos com iniciação correta da terapia e a titulação da dose, não foram observados efeitos colaterais
graves ou inesperados, atribuíveis à idade. Nas doses usuais, o intervalo entre as doses mostrou-se
apropriado aos pacientes geriátricos. Como ocorre com qualquer opióide, a dose inicial deve ser
reduzida em um terço ou metade da dose habitual em pacientes debilitados não tolerantes.
Insuficiência hepática: um estudo com OXYCONTIN® comprimidos em pacientes com insuficiência
hepática mostrou concentrações plasmáticas mais elevadas do que as observadas em pacientes com
função hepática normal. Nestes casos, deve-se assegurar o uso de dose inicial entre um terço a metade
da dose habitual, seguido por ajustes criteriosos de dosagem.
Insuficiência renal: em pacientes com insuficiência renal, conforme depuração da creatinina (< 60
mL/min), as concentrações plasmáticas da oxicodona serão aproximadamente 50% mais elevadas do
que as encontradas em indivíduos com função renal normal. O início da dose deve ocorrer de forma
conservadora. As doses posteriores deverão ser ajustadas de acordo com a situação clínica de cada
paciente.
Diferenças por sexo: em estudos farmacocinéticos, as mulheres não tratadas com opióides
demonstraram concentrações plasmáticas médias até 25% maiores do que as apresentadas pelos
homens, além de maior freqüência de efeitos adversos típicos dos opióides – mesmo após o ajuste por
peso corpóreo. A importância clínica de uma diferença desta ordem de grandeza é baixa, considerando-
se medicações indicadas para uso crônico, em doses individualizadas. Não foram detectadas diferenças
entre os sexos, relativas à eficácia ou efeitos adversos, nos ensaios clínicos.
REAÇÕES ADVERSAS:
As reações adversas graves que podem estar associadas ao uso clínico de OXYCONTIN® comprimidos
são as mesmas observadas com outros analgésicos opióides, incluindo depressão respiratória; apnéia e,
em menor grau, depressão circulatória; parada respiratória; hipotensão ou choque (veja seção
Superdose).


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Entre as reações adversas sem gravidade, encontradas no início da terapia com OXYCONTIN®
comprimidos, figuram as típicas dos opióides. Tais eventos são dose-dependentes, e sua freqüência em
função da dose; do caso clínico; do nível da tolerância farmacológica aos opióides, e fatores específicos
do paciente. Trata-se de acontecimentos previsíveis, a serem manejados como parte integral da
analgesia com opióides. Os de maior freqüência (acima de 5%) incluem constipação intestinal; náuseas;
sonolência; vertigem; vômitos; prurido; cefaléia; secura na boca; sudorese; e astenia.
A freqüência de tais eventos durante o início da terapia poderá ser minimizada mediante cuidadosa
individualização da dose inicial, inclusive evitando a ocorrência de oscilações nas concentrações
plasmáticas do opióide. Muitas dessas reações adversas desaparecerão ou diminuirão em intensidade, à
medida que for continuada a terapia com OXYCONTIN® comprimidos, desenvolvendo-se certo grau de
tolerância.
Em ensaios clínicos comparativos entre o OXYCONTIN® comprimidos, a oxicodona de liberação imediata
e um placebo, os efeitos adversos mais comuns (freqüência superior a 5%), relatados pelos pacientes
pelo menos uma vez durante a terapia, foram os demonstrados na Tabela 2, abaixo:
Tabela 2

OXYCONTIN® EM
OXICODONA DE
PLACEBO

COMPRIMIDOS
LIBERAÇÃO IMEDIATA
n = 45

n = 227
n = 225
no de pacientes (%)

no de pacientes (%)
no de pacientes (%)
Constipação Intestinal
52 (23)
58 (26)
3 (7)
Náuseas
52 (23)
60 (27)
5 (11)
Sonolência
52 (23)
55 (24)
2 (4)
Vertigem
29 (13)
35 (16)
4 (9)
Prurido
29 (13)
28 (12)
1 (2)
Vômitos
27 (12)
31 (14)
3 (7)
Cefaléia
17 (7)
19 (8)
3 (7)
Boca seca
13 (6)
15 (7)
1 (2)
Astenia
13 (6)
16 (7)

Sudorese
12 (5)
13 (6)
1 (2)
As seguintes reações adversas foram relatadas pelos pacientes tratados com OXYCONTIN®
comprimidos, com uma incidência situada entre 1% e 5% (listadas em ordem decrescente da
freqüência): anorexia; nervosismo; insônia; febre; confusão; diarréia; dor abdominal; dispepsia; erupção
cutânea; ansiedade; euforia; dispnéia; hipotensão postural; calafrios; contorções; gastrite; distúrbios do
sono; anormalidades do pensamento e soluços.
As seguintes reações adversas apareceram em menos de 1% dos participantes nos ensaios clínicos:
Gerais: lesão acidental; dor torácica; edema facial; mal-estar; dor cervical; dor, reação alérgica;
dependência de drogas; miose e tolerância.
Cardiovasculares: enxaqueca; síncope; vasodilatação; depressão do segmento ST; hipotensão;
palpitações; taquicardia supraventricular e hipotensão ortostática.
Digestivos: disfagia; eructação; flatulência; transtorno gastrintestinal; aumento de apetite; náuseas e
vômitos; estomatite; dor biliar e íleo.
Hematológicos e linfáticos: linfadenopatia.
Metabolismo e nutrição: desidratação; edema; hiponatremia; edema periférico; síndrome de secreção
inapropriada de hormônio antidiurético; sede.
Neurológicos: marcha anormal; agitação; amnésia; despersonalização; depressão; instabilidade
emocional; alucinação; hipercinesia; hipestesia; hipotonia; mal-estar; parestesia; convulsões; transtornos
da fala; estupor; tinido; tremor; vertigem; síndrome de abstinência com ou sem convulsões e cefaléia.
Respiratórios: aumento da tosse; faringite; alteração da voz; broncoespasmo; diminuição na tosse e
depressão respiratória.
Dermatológicos: pele seca; dermatite esfoliativa; urticária.
Sentidos especiais: visão anormal; perversão do gosto.
Urogenitais: amenorréia; diminuição da libido; disúria; hematúria; impotência; poliúria; retenção urinária;
micção insuficiente.

ABUSO E DROGADICÇÃO
OXYCONTIN® é um opióide agonista mü que exibe potencial de abuso similar ao da morfina, e é uma
substância controlada. A oxicodona, da mesma forma como a morfina e outros opióides usados para
obter a analgesia, está sujeita ao abuso e ao desvio criminoso.


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A drogadicção é caracterizada pelo uso compulsivo, para fins não-médicos, de forma continuada, apesar
do dano e risco de dano que causa. A drogadicção é uma doença tratável, através de um enfoque
multidisciplinar, embora as recaídas sejam freqüentes.
A "busca de droga" é muito comum entre os drogaditos e os que abusam de drogas. As táticas de busca
incluem chamadas de emergência; visitas próximas à hora de fechamento do consultório; a recusa de se
submeter a exames, testes ou consultas com os especialistas apropriados; a “perda” repetida de
receitas; alteração das receitas; e relutância em fornecer os antecedentes clínicos ou os contatos com
outros médicos de atendimento. É comum os que abusam de drogas e os drogaditos sem tratamento
mudarem constantemente de médico, a fim de obterem receitas adicionais. O abuso e o vício diferem da
dependência física e da tolerância, constituindo fenômenos distintos e separados destas últimas. Os
médicos devem estar cientes de que, em certos adictos, o vício pode não estar acompanhado de
tolerância simultânea e de sintomas de dependência física. Além disso, pode haver abuso de opióides na
ausência de verdadeira adicção, caracterizando-se pelo uso indevido desses fármacos com finalidades
não-médicas – muitas vezes em combinação com outras substâncias psicoativas. OXYCONTIN®
comprimidos, como outros opióides, tem sido desviado para usos não-médicos. Recomendamos
enfaticamente que mantenham cuidadosos registros sobre as receitas emitidas, inclusive quantidades,
freqüências e pedidos de renovação.
As medidas necessárias para ajudar a limitar o abuso dos fármacos opióides incluem a avaliação
adequada do paciente; as práticas apropriadas de emissão de receitas; as reavaliações periódicas da
terapia; e o armazenamento e a entrega apropriados dos medicamentos.
OXYCONTIN® comprimidos consiste de uma matriz com dois polímeros, destinando-se exclusivamente
ao uso oral. O abuso de comprimidos triturados traz o perigo de superdose e morte. Esse risco aumenta
com o uso concomitante de álcool e outras substâncias. No caso de abuso por via parenteral, os
excipientes do comprimido podem acarretar a necrose do tecido local, infecções, granulomas
pulmonares, bem como maior risco de endocardite e lesões cardíacas valvulares. O abuso parenteral do
fármaco é comumente associado à transmissão de doenças infecciosas tais como a hepatite e o HIV.
SUPERDOSE
Superdoses agudas de oxicodona podem manifestar-se por depressão respiratória; sonolência
progressiva até o estupor ou o coma; flacidez dos músculos esqueléticos; pele fria e pegajosa; pupilas
contraídas; bradicardia; hipotensão; e morte.
No tratamento da superdose de oxicodona deve-se atentar inicialmente ao restabelecimento das vias
respiratórias e à aplicação de ventilação assistida ou controlada. Caso indicadas, devem ser instituídas
medidas de apoio (inclusive com a administração de oxigênio e vasopressores) específicas para choque
circulatório e/ou edema pulmonar. Eventuais paradas cardíacas ou arritmias podem necessitar de
massagem cardíaca ou desfibrilação.
Os antagonistas opióides puros, tais como a naloxona ou o nalmofene, são antídotos específicos contra
a depressão respiratória provocada por superdose de opióide. Os antagonistas opióides não devem ser
administrados na ausência de depressão respiratória ou circulatória, clinicamente significativas,
secundárias a superdose de oxicodona. Além disso, devem ser administrados com cautela a pessoas
das quais se sabe ou se suspeita que sejam fisicamente dependentes de algum agonista opióide,
inclusive OXYCONTIN® comprimidos. Em tais casos, uma reversão abrupta ou completa dos efeitos
opióides poderá precipitar uma síndrome de abstinência aguda. A severidade da síndrome de
abstinência dependerá do grau de dependência física e da dose do antagonista administrado. Favor
consultar as informações relativas à prescrição de antagonistas opióides específicos, bem como os
detalhes relativos ao seu uso correto.
POSOLOGIA
· Princípios gerais:
OS COMPRIMIDOS DE LIBERAÇÃO CONTROLADA DE OXYCONTIN® DEVEM SER DEGLUTIDOS
INTEIROS, NÃO DEVENDO SER FRACIONADOS, MASTIGADOS NEM TRITURADOS. A INGESTÃO
DE COMPRIMIDOS FRACIONADOS, MASTIGADOS OU TRITURADOS PODERÁ PROVOCAR UMA
LIBERAÇÃO RÁPIDA DA OXICODONA, COM A ABSORÇÃO DE DOSE POTENCIALMENTE FATAL.
No tratamento da dor é fundamental a avaliação sistemática do paciente. Ademais, a terapia deverá ser
revisada regularmente, sendo ajustada baseando-se nas informações do próprio paciente referentes à
dor e eventos adversos, bem como do juízo clínico do profissional. OXYCONTIN® comprimidos é
utilizado no tratamento da dor moderada a severa, em pacientes que requeiram terapia com um
analgésico opióide oral.
A natureza da liberação controlada da formulação permite que OXYCONTIN® comprimidos seja
administrado cada 12 horas (veja seção Farmacocinética). Embora a dosagem simétrica (doses matinal
e vespertina iguais) a cada 12 horas seja adequada para a maioria dos pacientes, alguns deles poderão


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beneficiar-se de uma dosagem assimétrica (com a dose da manhã diferindo da dose da tarde), ajustada
ao caso. Normalmente é adequado o tratamento com um único opióide, usando-se terapia de 24 horas.
· Início da terapia: é impreterível que o regime de dosagem seja iniciado individualmente para cada
paciente, considerando-se o tratamento prévio do paciente, com analgésicos opióides ou não-opióides.
Entre os fatores a serem considerados, estão os seguintes:
1. A condição geral e o estado médico do paciente.
2. A dose diária, a potência e o(s) tipo(s) do(s) analgésico(s) de uso anterior.
3. A confiabilidade da estimativa de conversão, utilizada para calcular a dose de oxicodona.
4. A exposição do paciente a opióides, e sua tolerância aos mesmos.
5. O equilíbrio entre o controle da dor e as reações adversas.
Deve-se tomar precauções no sentido de administrarem-se inicialmente doses baixas de OXYCONTIN®
comprimidos, em pacientes que ainda não tenham desenvolvido tolerância aos opióides, especialmente
no caso de pacientes que concomitantemente estejam recebendo um tratamento com relaxantes
musculares, sedativos ou outros medicamentos que atuem sobre o SNC (veja seção INTERAÇÕES
MEDICAMENTOSAS).
Pacientes que ainda não estejam utilizando opióides: os ensaios clínicos demonstraram que em tais
pacientes a terapia analgésica poderá ser iniciada com OXYCONTIN® comprimidos. Para a maioria dos
pacientes nessa categoria, uma dose inicial razoável consistiria em 10 mg cada 12 horas. Caso
administrado um analgésico não-opióide (aspirina, acetaminofeno ou uma droga antiinflamatória não-
esteróide), este não-opióide poderá ser continuado. Se for descontinuado, é possível que a dose de
OXYCONTIN® comprimidos tenha que ser aumentada.
Pacientes tratados com terapia opióide: se o paciente já estiver recebendo medicamentos contendo
opióides, antes da terapia com OXYCONTIN® comprimidos, a dose diária total (24 horas) dos outros
opióides deverá ser determinada da seguinte forma:
1. Utilizando os fatores de conversão da Tabela 3, multiplicar as doses (em mg/dia) dos opióides
prévios pelo respectivo fator, obtendo-se assim a dose diária total equivalente em termos de oxicodona..
2. Dividir pela metade a dose para 24 horas assim obtida, para determinar a dose de OXYCONTIN®
comprimidos a ser administrada 2 vezes ao dia (cada 12 horas).
3. Ajustando para baixo, calcular a dosagem correta em termos das potências existentes de
comprimidos de OXYCONTIN® (10 mg, 20 mg ou 40 mg).
4. Ao iniciar a terapia com OXYCONTIN® comprimidos descontinuar dentro de 24 horas a
administração de todos os outros medicamentos opióides.
É provável que nenhuma conversão fixa se revele satisfatória para a totalidade dos pacientes,
especialmente com os que já estejam recebendo altas doses de opióides. As dosagens recomendadas
na Tabela 3 representam somente um ponto de partida, sendo necessárias cuidadosas observações e
freqüentes titulações, a fim de garantir que os pacientes cheguem a uma nova terapia estável.

Tabela 3: Fatores de multiplicação para converter as doses diárias de opióides prévios para a dose
diária de oxicodona oral* (mg/dia de opióide prévio x fator = mg/dia de oxicodona oral)

FATOR PARA OPIÓIDE
FATOR PARA OPIÓIDE PRÉVIO
OPIÓIDE PRÉVIO
PRÉVIO ORAL
PARENTERAL
Oxicodona
1

Codeína
0,15

Fentanil Transdérmico
veja abaixo
veja abaixo
Hidrocodona
0,9

Hidromorfona
4
20
Levorfanol
7,5
15
Meperidina
0,1
0,4
Metadona
1,5
3
Morfina
0,5
1,5
*
Esse cálculo somente deve ser usado para converter à oxicodona oral. No caso de pacientes
que estejam recebendo altas doses de opióides parenterais, aconselha-se uma conversão mais
conservadora. Assim, no caso de altas doses de morfina parenteral, deve-se usar um fator de conversão
igual a 1,5.
Em todos os casos deve-se dispor de uma analgesia suplementar (veja mais abaixo), sob forma de um
analgésico apropriado do tipo curta ação.


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OXYCONTIN® comprimidos poderá ser usado com segurança, concomitantemente com as doses
habituais de analgésicos não-opióides e adjuvantes analgésicos, cuidando-se sempre de selecionar uma
dose inicial apropriada (veja seção Precauções).

Conversão de fentanil transdérmico para OXYCONTIN® comprimidos: 18 horas após a eliminação
do adesivo transdérmico de fentanil, pode-se iniciar o tratamento com OXYCONTIN® comprimidos. Cada
25 mcg de fentanil transdérmico corresponde a 10 mg de OXYCONTIN® comprimidos. Deve-se manter
vigilância estrita sobre o paciente, com referência a titulação precoce, já que a experiência clínica com
esta conversão é muito limitada.
Manejo de prováveis reações adversas com opióides: a maioria dos pacientes tratados com opióides
- especialmente os que nunca o foram antes – sofrerá reações adversas.
As reações adversas causadas pelo OXYCONTIN® comprimidos são freqüentemente transitórias, mas
poderão necessitar de avaliação e manejo.
As reações adversas tais como a constipação intestinal deverão ser previstas e tratadas agressiva e
profilaticamente, com um laxante estimulante e/ou um amaciante de fezes. Habitualmente, os pacientes
não se tornam tolerantes aos efeitos constipantes dos opióides.
As outras reações adversas dos opióides, tais como a sedação e as náuseas, são geralmente
autolimitadas, e freqüentemente não persistem além dos primeiros dias. Caso as náuseas persistam de
forma inaceitável ao paciente, deve-se considerar o tratamento com antieméticos ou outras medidas
capazes de aliviar esses sintomas.
Às vezes os pacientes tratados com OXYCONTIN® comprimidos notam a passagem de uma matriz de
comprimido, intacta, nas fezes ou via colostomia. Essas matrizes contêm pouca ou nenhuma oxicodona
residual e portanto não têm importância clínica.
Individualização da dose: uma vez iniciada a terapia, devem-se avaliar freqüentemente o alívio da dor
e os outros efeitos dos opióides. As doses dos pacientes devem ser fixadas de forma a produzirem efeito
adequado (geralmente, dor leve ou ausente, com a administração regular de, no máximo, 2 doses de
analgesia suplementar durante 24 horas). Deve estar à disposição uma medicação "resgate" (veja seção
sobre Analgesia suplementar). Já que as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são
alcançadas em aproximadamente 24 a 36 horas, a dose poderá ser ajustada a cada 1 ou 2 dias. O mais
adequado é aumentar a dose a cada 12 horas, e não a freqüência da dosagem. Não existem
informações clínicas sobre intervalos entre administrações menores que 12 horas. Com cada aumento, a
dose diária total de oxicodona em uso poderá ser elevada em 25% a 50%.
Em caso de sinais de reações adversas excessivas, relacionadas ao opióide, a próxima dose poderá ser
reduzida. Se, por sua vez, esse ajuste levar a uma analgesia inadequada, poderá se administrar uma
dose suplementar de oxicodona de liberação imediata. Alternativamente, pode-se utilizar adjuvantes
analgésicos não-opióides. Devem ser efetuados os ajustes de dose, necessários para obter o equilíbrio
adequado entre o alívio da dor e as reações adversas relacionadas ao opióide.
Em caso de reações adversas significativas, antes de se chegar à meta terapêutica (dor leve ou
nenhuma dor), tais eventos deverão ser tratados de forma agressiva. Uma vez controladas as reações
adversas, deve-se continuar com a titulação ascendente, até a obtenção de um nível aceitável de
controle da dor.
Durante as fases de mudanças nas necessidades analgésicas – inclusive a titulação inicial – recomenda-
se manter freqüentes contatos entre o médico, os outros membros da equipe médica, o paciente, e sua
família.
Analgesia suplementar: é possível que a maioria dos pacientes que recebam terapia 24 horas por dia
com opióides de liberação controlada precise ter à sua disposição medicamentos de liberação imediata
tipo "resgate”, disponíveis para lidar com exacerbações da dor ou para prevenir a dor que ocorre
previsivelmente durante certas atividades do paciente (dor incidental).
Manutenção da terapia: o objetivo da fase de titulação é determinar a dose necessária para analgesia
durante as 12 horas, específica para o paciente, dose essa que manterá uma analgesia adequada com
efeitos colaterais aceitáveis, durante todo o tempo necessário para o alívio da dor. Se a dor surgir
novamente, a dose poderá ser aumentada, a fim de restabelecer o controle da dor. O método de ajuste
da terapia, conforme mencionado acima, deverá ser usado para se restabelecer o controle da dor.
Durante a terapia crônica – especialmente em casos de síndromes de dor não-oncológicas – a
necessidade contínua de terapia opióide durante 24 horas deverá ser reconfirmada periodicamente (isto
é, cada 6 a 12 meses), conforme apropriado a cada caso.
Suspensão da terapia: quando o paciente não mais necessitar de terapia com OXYCONTIN®
comprimidos, as doses deverão ser diminuídas gradualmente, evitando-se sinais e sintomas de
abstinência, comuns ao paciente fisicamente dependente.
Conversão do OXYCONTIN® comprimidos para opióides parenterais
a fim de evitar superdose, devem-se usar índices de conversão de dose conservadores.


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ARMAZENAGEM
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30º). Proteger da luz e umidade.
IV) DIZERES LEGAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA
ATENÇÃO: PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA
Lote, fabricação e validade: veja cartucho.
Reg. MS – 1.2214.0027
Resp. Téc.: Dra. Maria Rita Maniezi – CRF-SP nº 9960
Fabricado por
Purdue Pharmaceuticals L.P. 4701 Purdue Drive, Wilson, North Carolina 27893 Estados Unidos.

Importado e distribuído por
ZODIAC PRODUTOS FARMACÊUTICOS S/A.,
subsidiária de Tecnofarma Internacional.
Sede: Rua: Suíça, 3400- Pindamonhangaba – SP
C.N.P.J. 55.980.684/0001-27 – Indústria Brasileira
SAC: 0800-166575
Sob licença de:
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Basel, Suíça
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