MODELO DE TEXTO DE BULA
(Resolução RDC nº 140/2003 – DOU 02/06/03)
SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA.

NOOTROPIL
piracetam

Formas farmacêuticas e apresentações

NOOTROPIL comprimidos
Comprimidos revestidos
Cartucho com 30 comprimidos a 800 mg de piracetam.

Via oral
NOOTROPIL injetável
Solução injetável
Caixa com 12 ampolas de 5 mL a 1000 mg de piracetam (200 mg/mL).
Via intravenosa
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Composição
NOOTROPIL comprimidos
Cada comprimido contém:
piracetam……………………………………………. 800 mg
excipientes q.s.p………………………………….. 1 comprimido
(dióxido de silício, macrogol 6000, estearato de magnésio, propilenoglicol, hietelose).

NOOTROPIL injetável
Cada mL de solução injetável contém:
piracetam……………………………………………. 200 mg
excipientes q.s.p………………………………….. 1 mL
(acetato de sódio triidratado, ácido acético, água para injetáveis).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

NOOTROPIL atua melhorando as funções cerebrais envolvidas em processos de
aprendizagem, memória, atenção e consciência. Está indicado no tratamento de perda de
memória, perda de atenção e direção; alterações da função cerebral após acidente vascular
cerebral; vertigem e dificuldade de aprendizado em crianças.

O alívio dos sintomas torna-se geralmente aparente em poucos dias com a administração de
altas doses por via intravenosa. No tratamento das doenças em fase crônica, o efeito ótimo
é geralmente alcançado após 6 a 12 semanas. Após 3 meses de tratamento, deve-se
reavaliar a necessidade da continuação do mesmo.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?

Página 1 de 16


NOOTROPIL é indicado para os seguintes casos:
- Tratamento sintomático da síndrome psico-orgânica cujas características melhoradas pelo
tratamento são: perda de memória, alterações da atenção e falta de direção.
- Tratamento de acidente vascular cerebral e de suas seqüelas, principalmente afasia.
- Tratamento de dislexia em crianças, em associação com medidas apropriadas como
logopedia.
- Tratamento de vertigem e alterações de equilíbrio associadas, exceto nas vertigens de
origem vasomotora ou psíquica.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

NOOTROPIL não deve ser utilizado em pacientes com alergia conhecida ao piracetam, aos
derivados de pirrolidona ou a qualquer componente do produto. NOOTROPIL também não
deve ser utilizado por pacientes com hemorragia cerebral, com doença renal em
estágio final e em pacientes que sofrem de coréia de Huntington (doença hereditária,
que começa na meia idade, caracterizada por coréia, sintomas neuropsiquiátricos e
déficit cognitivo).
- ADVERTÊNCIAS

Recomenda-se cautela em pacientes que apresentam alterações básicas de hemostasia,
cirurgias de grande porte ou hemorragia grave devido aos efeitos do piracetam na
agregação plaquetária.
Deve-se ter cautela também, em pacientes com insuficiência renal já que NOOTROPIL é
eliminado pelos rins.
Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem do produto e confira o
nome para não haver enganos. Não utilize NOOTROPIL caso haja sinais de violação ou
danificações da embalagem.

A descontinuação abrupta do tratamento com NOOTROPIL deve ser evitada em pacientes
mioclônicos já que pode induzir a uma recaída súbita ou síndrome de abstinência.

Este medicamento é contra-indicado para a faixa etária inferior a 3 anos de idade.
Efeitos sobre a habilidade para dirigir e operar máquinas
Devido aos eventos adversos observados com a administração de piracetam podem ocorrer
alterações que prejudiquem a habilidade do paciente para dirigir veículos ou operar
máquinas.

Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de NOOTROPIL administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração de
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser somente pela via oral e NOOTROPIL
solução injetável somente pela via intravenosa.
Gravidez

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos sobre a gravidez,
desenvolvimento embrionário/fetal, parto e desenvolvimento pós-natal.
Não existem dados adequados sobre o uso de piracetam em gestantes. O piracetam
atravessa a barreira placentária. Os níveis de medicamento em recém-nascidos são de
aproximadamente 70% – 90% dos níveis maternos. O piracetam não deve ser utilizado
durante a gravidez a menos que seja estritamente necessário.
Página 2 de 16


Amamentação
O piracetam é excretado no leite materno. Portanto, o uso de piracetam deve ser evitado
durante a amamentação ou esta deve ser descontinuada, enquanto durar o tratamento.

INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES
INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO
DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.
– PRECAUÇÕES
Pacientes idosos
Em caso de tratamento por longo período em idosos deve-se avaliar regularmente o
clearance de creatinina para que o médico proceda o ajuste posológico quando necessário,
uma vez que a meia-vida do piracetam aumenta como resultado da diminuição da função
dos rins nesta população. Recomenda-se ajuste de dose em idosos com comprometimento
da função dos rins.

Crianças
Nenhum estudo formal de farmacocinética foi realizado em crianças.

- Restrições a grupos de risco

Pacientes com insuficiência renal
O piracetam é eliminado pelos rins, portanto, deve-se ter cautela em pacientes com
insuficiência dos rins. Nestes pacientes, o médico deve proceder o ajuste da posologia
individualmente de acordo com a tabela a seguir. Para utilizar esta tabela é necessário
calcular a depuração de creatinina (CLcr) em mL/min. O CLcr em mL/min pode ser calculado
a partir da determinação do nível de creatinina sérica (mg/dL) seguindo-se a fórmula:
CLcr = [140­idade (anos)] x peso (Kg) (x 0,85 para mulheres) / 72 x creatinina sérica (mg/dL)
CLEARANCE DE
GRUPO
CREATININA (mL/min)
POSOLOGIA E FREQÜÊNCIA
Normal
> 80
Dose usual diária, 2 ­ 4 subdoses
Leve
50 ­ 79
2/3 da dose usual diária, 2 ­ 3 subdoses
Moderada
30 ­ 49
1/3 da dose usual diária, 2 subdoses
Grave
< 30
1/6 da dose usual diária, uma vez ao dia
Doença Renal em
- Contra-indicado
Estágio Final
Recomenda-se ajuste de dose em idosos com comprometimento da função dos rins. Para
tratamento de idosos a longo prazo é necessário avaliar regularmente a depuração de
creatinina para realizar ajuste posológico se necessário.
Pacientes com insuficiência do fígado
Em pacientes com insuficiência do fígado e dos rins recomenda-se ajuste de dose. Não é
necessário ajuste de dose em pacientes que apresentam exclusivamente insuficiência do
fígado.
Página 3 de 16



– INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Espera-se baixa interação medicamentosa potencial, visto que aproximadamente 90% da
dose do piracetam é excretada pela urina na forma inalterada.

Em concentrações de 142, 426 e 1422 g/mL in vitro, o piracetam não inibe sub-unidades
do fígado envolvidas no metabolismo de medicamentos. Portanto, uma interação metabólica
do piracetam com outros fármacos é pouco provável. A administração de uma dose diária de
20 g de piracetam durante quatro semanas não modifica os níveis plasmáticos máximo e
mínimo de fármacos antiepilépticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, valproato) em
pacientes epilépticos que estão recebendo doses constantes do medicamento.
· Warfarina
A administração concomitante de warfarina e piracetam deverá ter o tempo de protombina
cuidadosamente monitorizado. Poderão ser necessários ajustes na dose de warfarina de forma a
manter o nível desejável de anticoagulação. O mecanismo da interação é desconhecido (Pan & Ng,
1983).
· Hormônios tiroideanos (T3 + T4).
Relatou-se confusão, irritabilidade e alteração do sono durante tratamento concomitante
com hormônios tiroideanos (T3 + T4).
· Acenocumarol
Comparado com os efeitos do acenocumarol em monoterapia, a adição de piracetam 9,6
g/dia diminuiu significativamente a agregação plaquetária, a liberação de beta-
tromboglobulina, os níveis de fibrinogênio e os fatores de von Willebrand (VIII: C; VIII: vW:
Ag; VIII: vW: RCo) e a viscosidade do sangue total e do plasma.
· Álcool
A administração concomitante de álcool não apresenta efeito sobre os níveis de piracetam
no sangue. Os níveis de álcool no sangue não foram também alterados por uma dose oral
de 1,6 g de piracetam.
· Alimentos
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação de piracetam com alimentos.
· Testes laboratoriais
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de piracetam em testes
laboratoriais.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser administrado por via oral. Os comprimidos
devem ser deglutidos sem mastigar, com líquido e podem ser tomados com ou sem
alimento.
NOOTROPIL solução injetável deve ser administrado por via intravenosa durante vários
minutos.
POSOLOGIA
A administração intravenosa deve ser utilizada na fase aguda das doenças. Em caso de
tratamento prolongado ou de tratamento da doença na fase crônica, a administração deve
ser oral. A duração do tratamento depende do estado clínico do paciente e deve ser
avaliada pelo médico.
O alívio dos sintomas torna-se geralmente aparente em poucos dias com a administração de
altas doses por via intravenosa. No tratamento das doenças em fase crônica, o efeito ótimo
é geralmente alcançado após 6 a 12 semanas. Após 3 meses de tratamento, deve-se
reavaliar a necessidade da continuação do mesmo.
Página 4 de 16



- Tratamento sintomático das síndromes psico-orgânicas
O tratamento deve ser iniciado com dose de 4,8 g/dia, reduzindo-se para 2,4 g/dia.
- Tratamento do acidente vascular cerebral

Na fase aguda: o tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível com doses variando
de 9 a 12 g/dia em adultos.
Nas fases subaguda e crônica (já estabelecido no mínimo há 15 dias): as doses devem
variar entre 4,8 a 6 g/dia.
- Tratamento de dislexia em associação com medidas logopédicas em crianças de 8 a
13 anos de idade
Dose de 3,2 g/dia dividida em 2 administrações diárias.
- Tratamento da vertigem
Dose de 2,4 a 4,8 g/dia divididas em 2 ou 3 administrações diárias.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.
ASPECTO FÍSICO

NOOTROPIL comprimidos 800 mg
Comprimido revestido com vinco em um dos lados, de coloração branca.
NOOTROPIL solução injetável
Solução límpida, praticamente incolor e isenta de partículas.

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Ver item ASPECTO FÍSICO.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Estudos clínicos duplo-cegos placebo-controlados ou farmacoclínicos, dos quais dados de
segurança estão disponíveis, incluíram mais de 3000 indivíduos sendo tratados com
piracetam, independentemente da indicação, forma farmacêutica, dose diária ou
características da população.
Os seguintes eventos adversos foram relatados para o piracetam com incidência de
maior significância estatística do que o placebo:

Evento adverso
Piracetam (n = 3017)
Placebo (n = 2850)
Hipercinesia
1,72 %
0,42 %
Aumento de peso
1,29 %
0,39 %
Nervosismo
1,13 %
0,25 %
Sonolência
0,96 %
0,25 %
Depressão
0,83 %
0,21 %
Página 5 de 16


Astenia
0,23 %
0,00 %

As seguintes reações adversas foram relatadas de acordo com dados de
farmacovigilância pós-comercialização
- Alterações auditivas e labirintite: vertigem.
- Alterações gastrintestinais: dor abdominal, dor abdominal superior, diarréia, náusea,
vômito.
- Alterações do sistema imune: reações anafilactóides, alergia.
- Alterações do sistema nervoso: ataxia, diminuição do equilíbrio, piora da epilepsia,
cefaléia, insônia, sonolência.
- Alterações psiquiátricas: agitação, ansiedade, confusão, alucinação.
- Alterações cutâneas e subcutâneas: edema angioneurótico, dermatite, prurido, urticária.
Foram relatados raros casos de dor no local de aplicação da injeção, tromboflebite, pirexia
ou hipotensão após administração intravenosa.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Sintomas
Foi relatado um caso de diarréia sanguinolenta com dor abdominal associado à ingestão
diária de dose oral de 75 g de piracetam. Este caso ocorreu provavelmente devido à dose
extremamente alta de sorbitol contida na formulação utilizada.
Nenhum outro caso que poderia ser considerado especificamente como evento adverso
adicional relacionado à superdose foi relatado.
Em caso de superdose acidental, sempre procure o seu médico ou atendimento
médico de emergência.
Tratamento
Em caso de superdose significativa aguda, deve-se proceder ao esvaziamento gástrico por
meio de lavagem gástrica ou de indução da êmese. Não existe antídoto específico no caso
de superdose com piracetam. Deve-se instituir tratamento sintomático que pode incluir
hemodiálise. A eficiência da extração do piracetam pelo dialisador é de 50 ­ 60%.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre
15 e 30°C), proteger da luz e umidade.

Antes do uso, NOOTROPIL solução injetável deve ser conservado em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC), proteger da luz.
Depois de aberto, NOOTROPIL solução injetável deve ser utilizado imediatamente. Não é
recomendado o reaproveitamento do seu conteúdo ou seu armazenamento para ser
reutilizado em pacientes.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.



INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Página 6 de 16


Propriedades farmacodinâmicas
NOOTROPIL tem como princípio ativo o piracetam que é uma pirrolidona (2-oxo-1-
pirrolidina-acetamida), um derivado cíclico do ácido gama-aminobutírico (GABA).
Os dados disponíveis sugerem que o mecanismo de ação básico do piracetam não é célula
ou órgão-específico. O piracetam liga-se fisicamente de modo dose-dependente à
extremidade polar dos modelos de membranas fosfolipídicas, induzindo à restauração da
estrutura de membrana lamelar caracterizada pela formação de complexos de princípio
ativo-fosfolipídeo móveis. Este fato provavelmente contribui para o aumento da estabilidade
da membrana, permitindo que as proteínas da membrana e da transmembrana se
mantenham ou recuperem a estrutura tridimensional ou ainda que se dobrem o suficiente
para desempenharem suas funções.
O piracetam apresenta efeitos neuronal e vascular.
O piracetam exerce sua atividade na membrana de vários modos em nível neuronal. Em
animais, o piracetam acentua a variedade de tipos de neurotransmissão, principalmente por
meio de modulação pós sináptica da densidade e atividade dos receptores.
Tanto em animais como em seres humanos, as funções envolvidas em processos cognitivos
como aprendizagem, memória, atenção e consciência foram acentuadas, em indivíduos
normais assim como naqueles com deficiências destas funções, sem o desenvolvimento de
efeitos sedativos ou psicoestimulantes.
O piracetam protege e restabelece as habilidades cognitivas em animais e seres humanos
após várias lesões cerebrais como hipóxia, intoxicações e tratamento eletroconvulsivo.
Também protege contra alterações induzidas por hipóxia na função cerebral e na
performance, conforme avaliado pelo eletroencefalograma (EEG) e avaliações
psicométricas.
O piracetam apresenta efeitos benéficos na microcirculação cerebral e no metabolismo de
pacientes com isquemia cerebral, aumentando o fluxo sangüíneo e o metabolismo cerebral
na área isquêmica, enquanto não apresenta efeitos significativos em áreas com perfusão
normal.
O piracetam exerce seu efeito hemorreológico nas plaquetas, hemácias e paredes dos
vasos sangüíneos por meio do aumento da deformabilidade eritrocitária e diminuição da
agregação plaquetária, adesão de eritrócitos às paredes dos vasos e vasoespasmo capilar.

Efeito nas hemácias
Em pacientes com anemia falciforme, o piracetam melhora a deformabilidade da membrana
dos eritrócitos, diminui a viscosidade sangüínea e evita a formação de “empilhamentos” de
hemácias.
Efeito nas plaquetas
Em estudos abertos com voluntários sadios e em pacientes com fenômeno de Raynaud, o
aumento das doses de piracetam até 12 g foi associado a uma redução dose-dependente
nas funções plaquetárias quando comparado aos valores anteriores ao tratamento (testes
de agregação induzida por ADP, colágeno, epinefrina e liberação de beta-tromboglobulina),
sem alteração significativa da contagem plaquetária. Nestes estudos, o piracetam prolongou
o tempo de sangramento.
Efeito nos vasos sangüíneos
Em estudos com animais, o piracetam inibiu o vasoespasmo e neutralizou os efeitos de
vários agentes espasmogênicos. Não apresentou nenhuma ação vasodilatadora, não
induziu o fenômeno de seqüestro sangüíneo, fluxo ou refluxo e nem efeitos hipotensores.
Em voluntários sadios, o piracetam diminuiu a adesão de hemácias ao endotélio vascular e
apresentou também um efeito estimulante direto na síntese de prostaciclina no endotélio
sadio.

Página 7 de 16


Efeitos nos fatores de coagulação
Em voluntários sadios a administração de até 9,6 g de piracetam reduziu os níveis
plasmáticos de fibrinogênio e dos fatores de von Willebrand (VIII: C; VIIIR: AG; VIIIR: vW
(RCF)) em 30 a 40% e aumentou o tempo de sangramento, quando comparados aos
valores anteriores ao tratamento.
Quando se compara pacientes com fenômeno de Raynaud primário e secundário e valores
de pré-tratamento, 8 g/dia de piracetam durante 6 meses reduziu de 30 a 40% os níveis de
fibrinogênio no plasma e os fatores de von Willebrand (VIII: C; VIIIR: AG; VIIIR: vW (RCF)),
reduziu a viscosidade plasmática e aumentou o tempo de sangramento.
Propriedades farmacocinéticas
O perfil farmacocinético do piracetam é linear e independe do tempo, com baixa
variabilidade entre indivíduos envolvidos em estudos com amplo intervalo de doses. Isto
condiz com a alta permeabilidade, alta solubilidade e metabolismo mínimo do piracetam. A
meia-vida plasmática do piracetam é de cinco horas, sendo semelhante em voluntários
adultos e em pacientes; e maior em idosos (principalmente devido ao clearance renal
prejudicado) e em indivíduos com insuficiência renal. As concentrações plasmáticas do
estado de equilíbrio são alcançadas no terceiro dia de tratamento.
Absorção
O piracetam é rápida e extensivamente absorvido após administração oral: as
concentrações plasmáticas máximas são alcançadas uma hora após a administração em
indivíduos em jejum. A biodisponibilidade absoluta do piracetam em formulações orais é
aproximadamente 100%. A ingestão de alimentos não afeta a extensão da absorção de
piracetam, porém diminui a Cmáx em 17% e aumenta o tmáx de 1 para 1,5 horas. As
concentrações de pico são tipicamente 84 g/mL e 115 g/mL administrando-se uma única
dose oral de 3,2 g e doses posteriores de 3,2 g, três vezes ao dia, respectivamente.
Distribuição
O piracetam não se liga às proteínas plasmáticas e seu volume de distribuição é de
aproximadamente 0,6 L/kg. O piracetam tem sido quantificado no líquor, pois atravessa a
barreira hematoencefálica após administração intravenosa. No líquor, o tmáx foi alcançado
em aproximadamente 5 horas após a administração e a meia-vida foi próxima de 8,5 horas.
Em animais, a maior concentração cerebral de piracetam foi no córtex cerebral (lobos
frontal, parietal e occipital), córtex cerebelar e gânglios basais. O piracetam difunde-se para
todos os tecidos, exceto para os tecidos adiposos, atravessa a placenta e as membranas de
hemácias isoladas.
Biotransformação
O piracetam não é metabolizado pelo corpo humano. Esta ausência de metabolismo é
baseada na duração da meia-vida plasmática em pacientes anúricos e na alta recuperação
do componente não metabolizado na urina.
Eliminação
A meia-vida plasmática do piracetam em adultos é de aproximadamente 5 horas após
administração intravenosa ou oral. O clearance aparente total corpóreo é de 80-90 mL/min.
A principal via de excreção é a urinária, correspondendo a 80-100% da dose. O piracetam é
excretado por filtração glomerular.
Linearidade
A farmacocinética do piracetam é linear no intervalo de dose de 0,8 a 12 g. As variáveis
farmacocinéticas como a meia-vida e o clearance não sofrem alteração com respeito à dose
e duração do tratamento.
- Características em pacientes

Página 8 de 16


Sexo
Em um estudo de bioequivalência comparando formulações na dose de 2,4 g, os valores de
Cmáx e AUC foram aproximadamente 30% maiores em mulheres (N = 6) comparados aos
homens (N = 6). Entretanto, os clearances ajustados de acordo com o peso corpóreo foram
comparáveis.
Raça
Não foram realizados estudos formais de farmacocinética com respeito aos efeitos das
raças. Contudo, uma comparação de estudos cruzados envolvendo caucasianos e asiáticos
mostrou que a farmacocinética do piracetam foi comparável entre as duas raças. Como o
piracetam é excretado principalmente por via renal e não existem diferenças importantes no
clearance de creatinina entre tais raças, não são esperadas diferenças farmacocinéticas
relacionadas à raça.
Idosos
A meia-vida do piracetam aumenta em idosos e este aumento está relacionado à diminuição
da função renal nesta população.
Crianças
Nenhum estudo formal de farmacocinética foi realizado em crianças.
Insuficiência renal
O clearance de piracetam está correlacionado ao clearance de creatinina, portanto,
recomenda-se a realização de ajuste posológico da dose diária de piracetam com base nos
dados de clearance de creatinina em pacientes com insuficiência renal.
Em indivíduos anúricos em estágio terminal de doença renal, a meia-vida do piracetam é
aumentada até 59 horas. A remoção fracionada de piracetam foi de 50 ­ 60% durante uma
sessão típica de diálise com duração de quatro horas.

Insuficiência hepática
A influência da insuficiência hepática na farmacocinética do piracetam não foi avaliada até o
momento. Como 80 a 100% da dose administrada são excretados na urina na forma de
fármaco inalterado, não se espera que haja efeito significativo na eliminação de piracetam
em caso de insuficiência hepática.

- Dados de segurança pré-clínica
Os dados de segurança pré-clínica indicam que o piracetam apresenta um baixo potencial
de toxicidade. Estudos com administração de dose única demonstraram ausência de
toxicidade irreversível após doses orais de 10 g/Kg em camundongos, ratos e cães. Não foi
observado órgão-alvo para toxicidade com doses repetidas em estudos de toxicidade
crônica em camundongos (até 4,8 g/Kg/dia) e em ratos (até 2,4 g/Kg/dia). Efeitos
gastrintestinais leves (êmese, alteração da consistência fecal, aumento do consumo de
água) foram observados em cães quando piracetam foi administrado oralmente durante um
ano na dose crescente de 1 a 10 g/Kg/dia. De modo semelhante, a administração
intravenosa de 1 g/Kg/dia durante 4-5 semanas em ratos e cães não produziu toxicidade.
Estudos in vitro e in vivo não demonstraram potencial genotóxico e carcinogênico.

RESULTADOS DE EFICÁCIA
Acidente vascular cerebral isquêmico agudo
Em um estudo multicêntrico, placebo-controlado, duplo-cego, randomizado, pacientes
(n=927) com AVC isquêmico agudo que receberam piracetam dentro de 12 horas do início
dos sintomas experimentaram melhoras dos estados funcional e neurológico que não
diferenciaram do placebo. No entanto, análise de subgrupos “post-hoc” demonstraram
benefício significativo em pacientes com início de danos neurológicos importantes que
receberam tratamento dentro de 7 horas do início do AVC (p< 0,02).
Página 9 de 16



Os pacientes receberam 12 g de piracetam via intravenosa por 20 minutos, seguidos por 12
g diários por 4 semanas e 4,8 g diários por um adicional de 8 semanas.
O nível de independência funcional nas atividades realizadas diariamente foi avaliado
durante as 12 semanas utilizando o “Índice Barthel”. A incidência e a severidade dos
eventos adversos não foram diferentes entre os grupos em tratamento. A mortalidade em
geral foi maior nos pacientes recebendo piracetam, entretanto, esta diferença não alcançou
significância estatística.
A idade e a severidade do início do AVC foram os mais fortes prognósticos de mortalidade,
seguidos de acidente vascular cerebral isquêmico agudo (De Deyn, P.P. 1997). Em uma
análise de intenção de tratamento, foi encontrado um significativo aumento no número de
pacientes que se recuperaram de afasia quando comparados ao placebo (p=0,04)
(Orgogozo, J.M. 1998) . Isto foi concluído numa análise de acompanhamento (84 dias pós-
AVC) revisando os resultados no sub-grupo tratado dentro das 7 horas do AVC (n=460).
AFASIA
Pacientes sofrendo de afasia devido a acidente vascular cerebral, danos cerebrais ou
cirurgia cerebral foram randomizados, recebendo 4,8 g de piracetam diariamente (n=24) ou
placebo (n=26) junto com intensiva terapia para conversação durante 6 semanas. Os
pacientes foram avaliados utilizando o Teste “Aachen Aphasia” (AAT). A pontuação média
para todos os sub-testes AAT foi maior com piracetam; entretanto, apenas a linguagem por
escrito foi significativamente maior (p< 0,05). Estudos adicionais a longo prazo são
necessários (Huber, W. 1997) .

DISTÙRBIOS COGNITIVOS
Uma revisão da literatura publicada em 1991 (Vernon, M.W. 1991) sobre o uso do
piracetam nos distúrbios cognitivos senis mostrou que em vários estudos foram obtidos
resultados favoráveis quanto à melhora da memória e funções intelectuais dos pacientes. O
piracetam foi extremamente bem tolerado em dosagens variando entre 2,4 a 4,8g/dia, sendo
praticamente isento de efeitos colaterais.
DISLEXIA
Em um estudo placebo-controlado, duplo-cego, envolvendo 225 crianças com dislexia (7 a
13 anos de idade), piracetam xarope (0,33g/mL) em doses de 1,65g duas vezes ao dia foi
significativamente superior ao placebo na melhora da habilidade de leitura (Pontuação “Gray
Oral Total Passage”) e compreensão de leitura (Pontuação “Gray and Gilmore
Comprehension”) durante todo um período de tratamento de 36 semanas (Wilsher, C. 1985)
. Melhora na pontuação Gray Oral Total Passage indica uma melhora geral baseada na
combinação da velocidade e precisão de leitura.

VERTIGO
Redução da freqüência do ataque, redução da severidade do mal-estar e desequilíbrio entre
os episódios, bem como uma redução da duração de incapacidade foram benefícios
atribuídos ao piracetam 800 mg 3 vezes ao dia por 8 semanas, em um estudo controlado
multicêntrico com 143 pacientes com vertigens.
A severidade de cada episódio não foi influenciada nem pelo piracetam nem pelo placebo, e
não houve diferenças significativas entre tratamentos de outros sintomas ou sinais gerais
durante os intervalos entre os episódios. Qualquer benefício de piracetam foi perdido no
acompanhamento de 4 semanas após a interrupção do tratamento. Os resultados foram
similares em um subgrupo diagnosticado com Doença de Meniere.
Para inclusão, vertigem foi definida como uma ilusão de movimentos rotatórios e/ou
marítimos, com 3 ou mais eventos mensais durante pelo menos os 3 meses anteriores.
Somente pacientes com vertigem de origem central ou periférica foram incluídos. Doze
pacientes de cada grupo foram excluídos do estudo devido a eventos adversos, embora
Página 10 de 16


apenas um foi atribuído à terapia com a droga; um total de 54 pacientes não cumpriram por
completo as 8 semanas de estudo. Os resultados foram similares para ambas as análises,
de intenção de tratar ou limitada para aqueles que finalizaram com sucesso as 8 semanas
(Rosenhall, U. 1996) .
Um pequeno estudo não-controlado relatou efeitos benéficos de piracetam 800 mg 3 vezes
ao dia por 1 mês em pacientes com vertigem (pré-vertigem ou insuficiência vertebrobasilar).
A atividade de caminhar melhorou em todos os 5 pacientes tratados, em associação com o
alívio sintomático da vertigem (Fernandes, C.M.C. 1985) .

INDICAÇÕES

- Tratamento sintomático da síndrome psico-orgânica cujas características melhoradas pelo
tratamento são: perda de memória, alterações da atenção e falta de direção.
- Tratamento de acidente vascular cerebral e de suas seqüelas, principalmente afasia.
- Tratamento de dislexia em crianças, em associação com medidas apropriadas tais como
logopedia.
- Tratamento de vertigem e alterações de equilíbrio associadas, exceto nas vertigens de
origem vasomotora ou psíquica.

CONTRA-INDICAÇÕES

NOOTROPIL é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida ao
piracetam, aos derivados de pirrolidona ou a qualquer componente do produto.
NOOTROPIL é contra-indicado para pacientes com hemorragia cerebral, doença renal em
estágio final e em pacientes que sofrem de coréia de Huntington.

MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser administrado por via oral. Os comprimidos
devem ser deglutidos sem mastigar, com líquido e podem ser tomados com ou sem
alimento. Depois de aberto, NOOTROPIL deve ser conservado em temperatura ambiente
(entre 15 e 30°C), proteger da luz e umidade.

NOOTROPIL solução injetável deve ser administrado por via intravenosa durante vários
minutos. Antes do uso, NOOTROPIL deve ser conservado em temperatura ambiente (entre
15 e 30ºC), proteger da luz.
Depois de aberto, NOOTROPIL solução injetável deve ser utilizado imediatamente. Não é
recomendado o reaproveitamento do seu conteúdo ou seu armazenamento para ser
reutilizado em pacientes.
POSOLOGIA

A administração intravenosa deve ser utilizada na fase aguda das doenças. Em caso de
tratamento prolongado ou de tratamento da doença na fase crônica, a administração deve
ser oral.
A duração do tratamento depende do estado clínico do paciente.
O alívio dos sintomas torna-se geralmente aparente em poucos dias com a administração de
altas doses por via parenteral. No tratamento das doenças em fase crônica, o efeito ótimo é
geralmente alcançado após 6 a 12 semanas. Após 3 meses de tratamento, deve-se
reavaliar a necessidade da continuação do mesmo.
- Tratamento sintomático das síndromes psico-orgânicas
O tratamento deve ser iniciado com dose de 4,8 g/dia, reduzindo-se para 2,4 g/dia.

Página 11 de 16


- Tratamento do acidente vascular cerebral

Na fase aguda: o tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível com doses variando
de 9 a 12 g/dia em adultos.
Nas fases subaguda e crônica (já estabelecido no mínimo há 15 dias): as doses devem
variar entre 4,8 a 6 g/dia.
- Tratamento de dislexia em associação com medidas logopédicas em crianças de 8 a
13 anos de idade
Dose de 3,2 g/dia dividida em 2 administrações diárias.
- Tratamento da vertigem
Dose de 2,4 a 4,8 g/dia divididas em 2 ou 3 administrações diárias.


ADVERTÊNCIAS

Recomenda-se cautela em pacientes que apresentam alterações básicas de hemostasia,
cirurgias de grande porte ou hemorragia grave devido aos efeitos do piracetam na
agregação plaquetária.
Deve-se ter cautela também, em pacientes com insuficiência renal já que NOOTROPIL é
eliminado pelos rins.
A descontinuação abrupta do tratamento com NOOTROPIL deve ser evitada em pacientes
mioclônicos já que pode induzir a uma recaída súbita ou síndrome de abstinência.
Efeitos sobre a habilidade para dirigir e operar máquinas
Devido aos eventos adversos observados com a administração de piracetam podem ocorrer
alterações que prejudiquem a habilidade do paciente para dirigir veículos ou operar
máquinas.

Risco de uso por via de administração não recomendada.
Não há estudos dos efeitos de NOOTROPIL administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração de
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser somente pela via oral e NOOTROPIL
solução injetável deve ser somente pela via intravenosa.
Gravidez
Estudos em animais não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos sobre a gravidez,
desenvolvimento embrionário/fetal, parto e desenvolvimento pós-natal.
Não existem dados adequados sobre o uso de piracetam em gestantes. O piracetam
atravessa a barreira placentária. Os níveis de medicamento em recém-nascidos são de
aproximadamente 70% – 90% dos níveis maternos. O piracetam não deve ser utilizado
durante a gravidez a menos que seja estritamente necessário.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Categoria de risco na gravidez: categoria B.
Lactação
O piracetam é excretado no leite materno. Portanto, o uso de piracetam deve ser evitado
durante a amamentação ou esta deve ser descontinuada, enquanto durar o tratamento.


USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Pacientes idosos
Página 12 de 16


Em caso de tratamento por longo período em idosos deve-se avaliar regularmente o
clearance de creatinina para se proceder ao ajuste posológico se necessário, uma vez que a
meia-vida do piracetam aumenta como resultado da diminuição da função renal nesta
população. Recomenda-se ajuste de dose em idosos com comprometimento de função
renal.

Crianças
Nenhum estudo formal de farmacocinética foi realizado em crianças.

- Grupos de risco
Pacientes com insuficiência renal
O piracetam é eliminado pelos rins, portanto, deve-se ter cautela em pacientes com
insuficiência renal. Nestes pacientes deve-se proceder um ajuste posológico individualizado
de acordo com a tabela a seguir. Para utilizar esta tabela é necessário calcular o clearance
de creatinina (CLcr) em mL/min. O CLcr em mL/min pode ser calculado a partir da
determinação do nível de creatinina sérica (mg/dL) seguindo-se a fórmula:
CLcr = [140­idade(anos)] x peso(Kg) (x 0,85 para mulheres) / 72 x creatinina sérica (mg/dL)

CLEARANCE DE
GRUPO
CREATININA (mL/min)
POSOLOGIA E FREQÜÊNCIA
Normal
> 80
Dose usual diária, 2 ­ 4 subdoses
Leve
50 ­ 79
2/3 da dose usual diária, 2 ­ 3 subdoses
Moderada
30 ­ 49
1/3 da dose usual diária, 2 subdoses
Grave
< 30
1/6 da dose usual diária, uma vez ao dia
Doença Renal em
- Contra-indicado
Estágio Final
Recomenda-se ajuste de dose em idosos com comprometimento da função renal. Para
tratamento de idosos a longo prazo é necessário avaliar regularmente o clearance de
creatinina para realizar ajuste posológico se necessário.
Pacientes com insuficiência hepática
Em pacientes com insuficiência hepática e renal recomenda-se ajuste de dose. Não é
necessário ajuste de dose em pacientes que apresentam exclusivamente insuficiência
hepática.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Espera-se baixa interação medicamentosa potencial resultando em alterações na
farmacocinética do piracetam visto que aproximadamente 90% da dose do piracetam é
excretada pela urina na forma inalterada.

In vitro, o piracetam não inibe as sub unidades do principal citocromo hepático humano ­
P450 (CYP 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1, 3A4/5 e 4A9/11) em concentrações
de 142, 426 e 1422 g/mL. Portanto, uma interação metabólica do piracetam com outros
fármacos é pouco provável. A administração de uma dose diária de 20 g de piracetam
durante quatro semanas não modifica os níveis plasmáticos máximo e mínimo de fármacos
antiepilépticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, valproato) em pacientes epilépticos
que estão recebendo doses constantes do medicamento.
Página 13 de 16



· Warfarina
A administração concomitante de warfarina e piracetam deverá ter o tempo de protombina
cuidadosamente monitorizado. Poderão ser necessários ajustes na dose de warfarina de forma a
manter o nível desejável de anticoagulação. O mecanismo da interação é desconhecido (Pan & Ng,
1983).
· Hormônios tiroideanos (T3 + T4).
Relatou-se confusão, irritabilidade e alteração do sono durante tratamento concomitante
com hormônios tiroideanos (T3 + T4).
· Acenocumarol
Em um estudo publicado simples-cego envolvendo pacientes com trombose venosa grave
recorrente, 9,6 g/dia de piracetam não modificaram a dose de acenocumarol necessária
para alcançar RNI 2,5 ­ 3, 5, porém comparado com os efeitos do acenocumarol em
monoterapia, a adição de piracetam 9,6 g/dia diminuiu significativamente a agregação
plaquetária, a liberação de beta-tromboglobulina, os níveis de fibrinogênio e os fatores de
von Willebrand (VIII: C; VIII: vW: Ag; VIII: vW: RCo) e a viscosidade do sangue total e do
plasma.
· Álcool
A administração concomitante de álcool não apresenta efeito sobre os níveis plasmáticos de
piracetam. Os níveis plasmáticos de álcool não foram alterados por uma dose oral de 1,6 g
de piracetam.
· Alimentos
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interação de piracetam com alimentos.
· Testes laboratoriais
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de piracetam em testes
laboratoriais.

REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

Estudos clínicos duplo-cegos placebo-controlados ou farmacoclínicos, dos quais dados de
segurança estão disponíveis, incluíram mais de 3000 indivíduos sendo tratados com
piracetam, independentemente da indicação, forma farmacêutica, dose diária ou
características da população.
Os seguintes eventos adversos foram relatados para o piracetam com incidência de
maior significância estatística do que o placebo:

Evento adverso
Piracetam (n = 3017)
Placebo (n = 2850)
Hipercinesia
1,72 %
0,42 %
Aumento de peso
1,29 %
0,39 %
Nervosismo
1,13 %
0,25 %
Sonolência
0,96 %
0,25 %
Depressão
0,83 %
0,21 %
Astenia
0,23 %
0,00 %

As seguintes reações adversas foram relatadas de acordo com dados de
farmacovigilância pós-comercialização
- Alterações auditivas e labirintite: vertigem.
Página 14 de 16


- Alterações gastrintestinais: dor abdominal, dor abdominal superior, diarréia, náusea,
vômito.
- Alterações do sistema imune: reações anafilactóides, hipersensibilidade.
- Alterações do sistema nervoso: ataxia, diminuição do equilíbrio, piora da epilepsia,
cefaléia, insônia, sonolência.
- Alterações psiquiátricas: agitação, ansiedade, confusão, alucinação.
- Alterações cutâneas e subcutâneas: edema angioneurótico, dermatite, prurido, urticária.
Foram relatados raros casos de dor no local de aplicação da injeção, tromboflebite, pirexia
ou hipotensão após administração intravenosa.

SUPERDOSE

Sintomas
Foi relatado um caso de diarréia sanguinolenta com dor abdominal associado à ingestão
diária de dose oral de 75 g de piracetam. Este caso ocorreu provavelmente devido à dose
extremamente alta de sorbitol contida na formulação utilizada.
Nenhum outro caso que poderia ser considerado especificamente como evento adverso
adicional relacionado à superdose foi relatado.
Tratamento
Em caso de superdose significativa aguda, deve-se proceder ao esvaziamento gástrico por
meio de lavagem gástrica ou de indução da êmese. Não existe antídoto específico no caso
de superdose com piracetam. Deve-se instituir tratamento sintomático que pode incluir
hemodiálise. A eficiência da extração do piracetam pelo dialisador é de 50 ­ 60%.


ARMAZENAGEM
NOOTROPIL comprimidos 800 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre
15 e 30°C), proteger da luz e umidade.

Antes do uso, NOOTROPIL solução injetável deve ser conservado em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC), proteger da luz.
Depois de aberto, NOOTROPIL solução injetável deve ser utilizado imediatamente. Não é
recomendado o reaproveitamento do seu conteúdo ou seu armazenamento para ser
reutilizado em pacientes.

DIZERES LEGAIS

Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento.
MS 1.1300.0307
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP no 5854

Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413 ­ Suzano ­ SP
CEP 08613-010; C.N.P.J 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira

Sob licença de:
UCB S.A. Divisão Farmacêutica ­ Bélgica
IB 271006 b
Página 15 de 16



Atendimento ao consumidor: 0800-703-0014
www.sanofi-aventis.com

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Número do lote – Data de fabricação – Vencimento: vide cartucho.

Bibliografia:
P.P. De Deyn, De Reuck J, Deberdt W et al:Treatment of acute ischemic stroke with
piracetam. Stroke 1997;28:2347-2352.
J. M OrgogozoPiracetam in the treatment of acute stroke. CNS Drugs 1998; (suppl 1):41-49.
W. Huber, Willmes K, Poeck K et al:Piracetam as an adjuvant to language therapy for
aphasia: a randomized double-blind placebo-controlled pilot study. Arch Phys Med Rehabil
1997; 78:245-250.
M.W. Vernon,Sorkin EM: Piracetam. An overview of its pharmacological properties and a
review of its therapeutic use in senile cognitive disorders. Drugs and Aging 1991; 1: 17-35.
C. Wilsher, Atkins G, Manfield P: Effects of piracetam on dyslexic’s reading ability. J Learning
Disabil 1985; 18:19-25.
U. Rosenhall , Deberdt W, Friberg U et al: Piracetam in patients with chronic vertigo: results
of a double-blind, placebo-controlled study. Clin Drug Invest 1996; 11:251-260.
C.M.C. FernandesSamuel J: The use of piracetam in vertigo. S Afr Med J 1985; 68:806-808.

Pan HYM & Ng RP: The effect of Nootropil in a patient on warfarin. Eur J Clin Pharmacol
1983; 24:711. Caso mencione informações sobre este estudo, esta referência entrará na
referência da bula.


Página 16 de 16


Mais Bulas de Medicamentos


Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>