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MODELO DE BULA
Micronor®
noretisterona 0,35 mg
Comprimidos
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
Comprimidos em embalagem contendo um blster com 35 comprimidos.
COMPOSIÇÃO
Cada comprimido contém:
noretisterona …………………………………………………………………………….. 0,35 mg
Excipientes: amido pré-gelatinizado, estearato de magnésio e lactose anidra.
USO ADULTO
INFORMAÇÕES À PACIENTE
Este produto (assim como todos os contraceptivos orais) é usado para prevenir a
gravidez. Não protege contra a infecção pelo vírus HIV (vírus da AIDS) ou outras
doenças sexualmente transmissíveis. Leia atentamente as informações a seguir
antes de iniciar o tratamento.
Ação esperada do medicamento: Quando utilizado como contraceptivo, seu índice
de falha durante o primeiro ano de uso é de 0,5% quando usado rigorosamente como
recomendado, é de cerca de 5% quando da ocorrência de atraso ou omissão na
tomada do medicamento.
Cuidados de armazenamento: O produto deve ser guardado em temperatura
ambiente (temperatura entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Prazo de validade: Observe atentamente o prazo de validade na embalagem
externa. Não tome medicamento vencido. Pode ser perigoso para sua saúde.
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Gravidez: Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou
após o seu término. Havendo suspeita de gravidez, avise imediatamente seu médico
e não tome nenhuma pílula até que seja devidamente esclarecida a situação. Você
deve fazer o teste de gravidez sempre que houver um período de tempo maior que
45 dias desde o início do último período menstrual, ou quando houver atraso
menstrual após o esquecimento de uma ou mais pílulas, tendo mantido relações
sexuais sem o uso de outro método anticoncepcional. Caso você queira engravidar,
simplesmente pare de tomar a pílula. Micronor® não diminui sua capacidade de
engravidar.
Lactação: Em aleitamento materno exclusivo (a criança está recebendo somente
leite materno), você pode iniciar o uso de Micronor® 6 semanas após o parto. Se
você está em aleitamento misto (a criança está recebendo outro alimento além do
leite materno), você deve iniciar o uso de Micronor® 3 semanas após o parto.
Micronor® não afeta a qualidade e a quantidade do seu leite ou a saúde do seu
bebê. Informar ao médico se está amamentando.
Cuidados de administração: As pílulas devem ser tomadas todos os dias, sempre
na mesma hora. Cada vez que você toma a pílula atrasada, e especialmente se você
esquecer de tomá-la, você corre o risco de ficar grávida.
A administração deve ser contínua, não deve haver intervalos entre uma embalagem
e outra. Tenha sempre a próxima embalagem de Micronor® pronta para uso.
Comece a próxima embalagem de pílulas no dia seguinte ao término da última
embalagem.
Você deve começar a tomar a primeira pílula no primeiro dia da menstruação.
Não inicie o tratamento com este produto, sem prescrição médica.
Se você vomitar logo após ter tomado a pílula, utilize um outro método
anticoncepcional de segurança (preservativo, por exemplo) por 48 horas. Não
interrompa o tratamento, no dia seguinte tome Micronor®, normalmente no horário
habitual.
Você pode apresentar um pequeno sangramento menstrual entre os períodos
menstruais durante o uso de Micronor®. Não pare de tomar suas pílulas se isto
ocorrer.
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Se você esqueceu de tomar a pílula por mais de três horas além do horário habitual:
1. Tome a pílula assim que você tenha se lembrado.
2. Volte a tomar a próxima pílula no horário habitual.
3. Você deve usar um outro método anticoncepcional de segurança (preservativo, por
exemplo) a cada vez que tiver relações sexuais nas 48 horas seguintes.
Se você não estiver segura sobre o procedimento a ser tomado em caso de
esquecimento, continue tomando os comprimidos de Micronor® e utilizando outro
método anticoncepcional para maior segurança e consulte o seu médico para
orientação mais específica.
Para trocar de pílulas anticoncepcionais, consulte seu médico.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do
seu médico.
Reações adversas: Informe seu médico sobre o aparecimento de reações
desagradáveis, como por exemplo, irregularidade menstrual. Sangramento freqüente
e irregular são comuns, enquanto que sangramento de longa duração e ausência de
sangramento são menos freqüentes. Dores de cabeça, náusea, sensação de
desconforto nas mamas e vertigem podem ocorrer. Efeitos androgênicos como acne,
hirsutismo e ganho de peso podem ocorrer, mas são raros.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: O efeito de Micronor® pode ser
reduzido com o uso concomitante de preparações a base de Erva de São João
(Hypericum perforatum), topiramato, fenilbutazona, fenitoína sódica, carbamazepina,
barbitúricos, rifampicina e, possivelmente, griseofulvina.
Advertências e Precauções:
Atenção: Este medicamento contém Açúcar (amido pré-gelatinizado), portanto,
deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
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Este medicamento pode interromper a menstruação por períodos prolongados
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início
ou durante o tratamento.
Se você é fumante, não se esqueça que o uso de anticoncepcionais orais aumenta o
risco de efeitos secundários cardiovasculares, principalmente se você tem mais de
35 anos e consome mais de 15 cigarros por dia.
Superdose: No caso de uma ingestão acidental de altas doses, procurar assistência
médica adequada.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Descrição
Micronor® é uma medicação progestínica em dose adequada para uso contínuo que
satisfaz plenamente, do ponto de vista terapêutico, como substância controladora
dos distúrbios do ciclo menstrual e da fertilidade.
O uso ininterrupto da noretisterona produz alterações bioquímicas do muco cervical
e adaptações endometriais típicas da fase luteínica do ciclo menstrual, ligadas à
fisiologia feminina da menstruação e da fertilidade.
O índice de falha durante o primeiro ano de uso é de 0,5% quando usado
rigorosamente como recomendado e de cerca de 5% quando da ocorrência de atraso
ou omissão na tomada do medicamento. O risco de gravidez aumenta a cada
esquecimento de tomada de comprimido durante o ciclo menstrual.
Além da nítida atividade progestacional, destacamos a ínfima toxicidade e a sua
eficácia e segurança.
Em uso contínuo, Micronor® tem sido empregado, com bastante sucesso, nos
distúrbios do ciclo menstrual, notadamente a dismenorréia, tensão pré-menstrual,
algias pélvicas e mastodínia, proporcionando o controle de várias condições
ginecológicas, relacionadas com a ação hormonal progestínica.
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Propriedades Farmacodinâmicas
Pílulas à base de progestogênio puro evitam a gravidez através de diferentes
mecanismos independentes, com extensa variação interindividual e intraindividual.
Cinco formas de ação foram descritas. São elas:
1. Inibição da ovulação em aproximadamente metade dos ciclos.
2. Diminuição dos picos de LH e de FSH no meio do ciclo.
3. Redução do deslocamento do óvulo nos tubos uterinos.
4. Espessamento do muco cervical para impedir a penetração do espermatozóide.
5. Alteração do endométrio, tornando-o desfavorável à implantação do óvulo.
Propriedades Farmacocinéticas
A noretisterona é absorvida rapidamente após a administração oral. A
biodisponibilidade da noretisterona é cerca de 60% (47 – 73% em vários estudos),
sendo parte dela inativada durante o metabolismo de primeira passagem no intestino
e no fígado.
O pico do nível de progestina sérica é atingido aproximadamente duas horas após a
administração oral, seguido de rápida distribuição e eliminação. Vinte e quatro horas
após a administração oral, os níveis séricos estão próximos aos níveis de base,
tornando a eficácia dependente de uma rigorosa aderência ao esquema posológico.
A administração de progestogênio puro resulta em um nível de progestina sérica no
estado de equilíbrio e meia vida de eliminação menores do que quando há
administração concomitante com estrogênios.
INDICAÇÕES
Contracepção. Tratamento das hemorragias uterinas disfuncionais e distúrbios do
ciclo menstrual. Dismenorréia. Tensão pré-menstrual. Algias pélvicas. Mastodínia.
Distúrbios da fertilidade por insuficiência progestínica.
CONTRA-INDICAÇÕES
Anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro não devem ser utilizados por
mulheres que atualmente possuam as seguintes condições:
Suspeita ou confirmação de gravidez
Suspeita ou confirmação de câncer de mama
Sangramento vaginal anormal não diagnosticado
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Hipersensibilidade a algum dos componentes da formulação
Tumor benigno ou maligno do fígado
Doença hepática aguda ou crônica com função hepática anormal
ADVERTÊNCIAS
Atenção: Este medicamento contém Açúcar (amido pré-gelatinizado), portanto,
deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Este medicamento pode interromper a menstruação por períodos prolongados
e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Micronor® não contém estrógenos e, portanto, esta bula não discute os riscos à
saúde que têm sido associados ao componente estrogênico dos anticoncepcionais
combinados. A discussão destes riscos é encontrada em informações técnicas de
anticoncepcionais orais combinados. A relação entre anticoncepcionais orais que
contêm progestogênio puro e seus riscos não está completamente definida. O
médico deve permanecer alerta às manifestações iniciais de qualquer doença grave
e descontinuar o anticoncepcional oral quando for apropriado.
Ao avaliar o risco / benefício do uso de contraceptivos orais, o médico deve estar
familiarizado com as seguintes condições, as quais podem aumentar o risco de
complicações associadas ao seu uso:
· Doença arterial / cardiovascular atual ou história passada
· Fatores de risco para doença arterial, por exemplo, tabagismo, hiperlipidemia,
hipertensão ou obesidade
· Enxaqueca com aura focal
· Gravidez ectópica anterior
· Tabagismo
1. Gravidez Ectópica
A incidência de gestações ectópicas em usuárias de anticoncepcionais orais à base
de progestogênio puro é de 5 por 1000 mulheres por ano, que é maior que para
mulheres usando outros métodos contraceptivos, porém similar à incidência em
mulheres que não usam nenhuma anticoncepção. Até 10% das gestações relatadas
nos estudos clínicos com usuárias de anticoncepcionais contendo apenas
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progestogênio foram extra-uterinas. Embora sintomas de gravidez ectópica mereçam
atenção, um histórico de gravidez ectópica não precisa ser considerado como uma
contra-indicação ao uso deste método anticoncepcional. Os profissionais de saúde
devem estar alertas quanto à possibilidade de uma gravidez ectópica em mulheres
que engravidam, ou quando queixam-se de dor abdominal baixa em uso de
anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro.
Sangramento vaginal e dor abdominal são sintomas típicos de gravidez ectópica. As
mulheres que relatarem estes sintomas devem ser avaliadas.
2. Atresia Folicular Tardia/ Cistos ovarianos
Caso ocorra desenvolvimento folicular, a atresia do folículo é ocasionalmente
retardada e o mesmo pode continuar a crescer além do tamanho que alcançaria em
um ciclo normal. Geralmente, este folículo aumentado desaparece espontaneamente.
São frequentemente assintomáticos, sendo que em alguns casos são associados à
dor abdominal leve. Raramente eles podem sofrer torção ou ruptura, requerendo
intervenção cirúrgica.
3. Sangramento Vaginal Irregular
Padrões menstruais irregulares são comuns entre mulheres que utilizam
anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro. Se o sangramento genital é
sugestivo de infecção, malignidade ou outras condições anormais, tais causas não
farmacológicas devem ser pesquisadas. Se ocorrer amenorréia prolongada, a
possibilidade de gravidez deve ser avaliada.
4. Carcinoma de Mama e de Órgãos Reprodutivos
Vários estudos epidemiológicos foram realizados para verificar a incidência de câncer
mamário, endometrial, ovariano e cervical em mulheres usando contraceptivos orais.
Embora existam relatos conflitantes, a maioria dos estudos sugere que o uso de
contraceptivos não está associado a um aumento global no risco de desenvolvimento
de câncer de mama.
Alguns estudos epidemiológicos com usuárias de anticoncepcionais orais têm
relatado um risco relativo aumentado de desenvolvimento de câncer de mama,
particularmente em uma idade mais jovem, aparentemente relacionado com o tempo
de uso. Têm sido relatado que este aumento relativo está associado à duração do
uso. Estes estudos envolveram predominantemente anticoncepcionais orais
combinados e não há dados suficientes para determinar se o uso de
anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro aumenta o risco de forma
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similar. Mulheres com câncer de mama não devem utilizar anticoncepcionais orais
porque o papel dos hormônios femininos neste tipo de câncer não está totalmente
determinado.
Alguns estudos sugerem que o uso de anticoncepcional oral tem sido associado com
um aumento do risco de neoplasia cervical intra-epitelial em algumas populações de
mulheres. Entretanto, continua havendo controvérsias quanto à extensão que tais
achados possam ser devido a diferenças no comportamento sexual e outros fatores.
Não há dados suficientes para determinar se o uso de anticoncepcionais orais à base
de progestogênio puro aumenta o risco de desenvolvimento de neoplasia cervical
intra-epitelial.
5. Neoplasia Hepática
A incidência de tumores hepáticos benignos e malignos (adenoma hepático e
carcinoma hepatocelular) é rara. Estudos de caso-controle indicaram que o risco
destes tumores pode aumentar em associação ao uso e à duração da terapia com
contraceptivos orais. A ruptura de adenomas hepáticos benignos pode causar óbito
através de hemorragia intra-abdominal. Não existem dados suficientes para
determinar se os contraceptivos à base de progestogênio puro aumentam o risco de
desenvolvimento de neoplasia hepática.
6. Metabolismo de Carboidratos e Lipídeos
As alterações no metabolismo de carboidratos em indivíduos saudáveis, nos estudos
clínicos, são variadas.
A maioria dos estudos mostra ausência de alteração, mas algumas usuárias podem
experimentar pequena diminuição na tolerância à glicose, com aumentos da insulina
plasmática.Mulheres diabéticas que utilizam anticoncepcionais orais à base de
progestogênio puro, geralmente não apresentam alterações em suas necessidades
de insulina. No entanto, mulheres pré-diabéticas e diabéticas em particular, devem
ser cuidadosamente monitoradas enquanto estiverem tomando anticoncepcionais
orais à base de progestogênio puro.
O metabolismo lipídico é ocasionalmente afetado, pode haver diminuição de HDL,
HDL2 e apolipoproteína A-I e A-II, e aumento da lipase hepática. Normalmente não
há alterações no colesterol total, HDL3, LDL ou VLDL.
7. Cefaléia
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O início ou exacerbação de enxaqueca ou desenvolvimento de cefaléia com um
novo padrão, recorrente, persistente ou grave, requer a descontinuação do uso de
anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro e avaliação da causa.
8. Gravidez
Muitos estudos não têm encontrado efeitos no desenvolvimento fetal associados com
o uso prolongado de doses contraceptivas de progestogênios orais. Os poucos
estudos sobre o crescimento e desenvolvimento infantil que têm sido conduzidos não
demonstraram efeitos adversos significantes. No entanto, é prudente afastar uma
suspeita de gravidez antes de iniciar o uso de qualquer contraceptivo hormonal.
9. Lactação
Na maioria das mulheres, contraceptivos com progestagênios apenas, como o
Micronor® não afetaram a quantidade e qualidade do leite materno ou extensão da
lactação. Entretanto, casos isolados na pós-comercialização de redução da produção
de leite foram relatados. Estudos com vários contraceptivos progestagênicos orais
não-combinados demonstraram que pequenas quantidades de progestagênio
passam pelo leite materno resultando em níveis de esteróides no plasma do lactente.
Não foram encontrados efeitos adversos sobre o desempenho da amamentação ou
na saúde, crescimento ou desenvolvimento do lactente. Pequenas quantidades de
progestogênio passam para o leite materno, resultando em níveis de esteróide no
plasma da criança de 1-6% dos níveis plasmáticos maternos.
Progestogênios em doses baixas são recomendados como contraceptivos em
mulheres lactantes, desde que seu uso tenha início 6 semanas após o parto (no caso
de aleitamento materno exclusivo) ou 3 semanas (no caso de aleitamento misto, ou
seja que complementam com outro leite que não o materno).
Mulheres que não irão amamentar após o parto podem iniciar a terapia com
anticoncepcional oral à base de progestogênio puro imediatamente após o parto.
10. Fertilidade após a Descontinuação
Os dados disponíveis são limitados e indicam um rápido retorno da ovulação normal
e da fertilidade após a descontinuação do uso de anticoncepcionais orais à base de
progestogênio puro.
11. Tabagismo
O hábito de fumar aumenta o risco de doença cardiovascular grave. Mulheres que
utilizam anticoncepcionais orais devem ser firmemente orientadas a não fumar.
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Em fumantes que usam anticoncepcionais orais o risco de efeitos secundários
cardiovasculares aumenta em relação à idade (acima de 35 anos) e ao consumo de
cigarros (15 ou mais por dia). As mulheres nestas condições deverão ser
severamente advertidas para não fumarem.
PRECAUÇÕES
1. Gerais
Os pacientes devem ser alertados que este produto não protege contra infecção por
HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Em caso de sangramento vaginal anormal não diagnosticado, persistente ou
recorrente, medidas apropriadas devem ser realizadas para excluir malignidades.
Antes da administração de pílulas contraceptivas orais deve-se aguardar três meses
(ou seis meses após um quadro grave) a partir da normalização dos testes de função
hepática, após qualquer hepatite.
2. Exame Físico e Acompanhamento
É considerado como boa prática médica para mulheres sexualmente ativas que
utilizam anticoncepcionais orais a realização de anamnese e exames anuais. O
exame físico pode ser protelado até após o início da utilização do anticoncepcional
oral, se solicitado pela paciente e julgado apropriado pelo médico.
3. Interações com Testes Laboratoriais
Certos testes endócrinos, de função hepática e de componentes sanguíneos podem
ser afetados pelo uso de anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro:
As concentrações de globulina de ligação de hormônio sexual (SHBG) podem
estar diminuídas.
As concentrações de tiroxina podem estar diminuídas devido a uma diminuição
da globulina de ligação da tireóide (TBG).

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
O metabolismo dos contraceptivos orais pode ser influenciado por vários fármacos e
preparações fitoterápicas, incluindo Erva de São João (Hypericum perforatum). Os
fatores que podem elevar a eliminação metabólica e, desta forma, diminuir a eficácia
hormonal e, portanto, aumentar o risco de gravidez indesejada e sangramento não
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programado são importantes. Tais fatores incluem a indução de certas isoenzimas do
citocromo P450 no fígado (por exemplo, CYP 3A4) e da glicoproteína P. As
preparações fitoterápicas à base de Erva de São João induzem certas isoenzimas do
citocromo P450 no fígado e da glicoproteína P. Não se sabe se estas ações da Erva
de São João podem reduzir as concentrações plasmáticas da noretisterona do
Micronor® e, desta forma, possivelmente reduzir os efeitos terapêuticos do
Micronor®. De importância clínica significativa estão fármacos e suplementos
fitoterápicos que são conhecidos por induzirem enzimas responsáveis pela
degradação de hormônios esteróides contraceptivos (por exemplo, Erva de São
João, barbitúricos, fenitoína sódica, bosentana e principalmente rifampicina). Alguns
agentes inibidores de protease e anti-retrovirais têm demonstrado tanto aumento (por
exemplo, indinavir) quanto redução (por exemplo, ritonavir) dos níveis circulantes de
contraceptivos hormonais.
A eficácia dos anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro é reduzida por
fármacos indutores de enzimas hepáticas tais como topiramato, fenilbutazona,
fenitoína sódica, carbamazepina, barbitúricos, o fármaco tuberculostático rifampicina
e possivelmente a griseofulvina. Não foi encontrada interação significante com
antibióticos de amplo espectro.
REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas relatadas com o uso de anticoncepcionais orais à base de
progestogênio puro incluem:
O mais freqüente efeito colateral é a irregularidade menstrual.
Sangramentos freqüentes e irregulares são comuns, enquanto que
sangramento de longa duração e amenorréia são menos prováveis.
Cefaléia, desconforto nas mamas, náusea e vertigens aumentaram entre
usuárias de anticoncepcionais orais à base de progestogênio puro em alguns
estudos.
Efeitos colaterais androgênicos, tais como acne, hirsutismo e ganho de peso
ocorrem raramente.
Diminuição da lactação foi relatada muito raramente.
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POSOLOGIA
Tomar 1 comprimido ao dia, sempre na mesma hora, ininterruptamente, iniciando o
tratamento a partir do primeiro dia da menstruação. A medicação não deve ser
interrompida durante o fluxo menstrual.
RECOMENDAÇÕES PARA A ADMINISTRAÇÃO
Os comprimidos devem ser tomados todos os dias, sempre na mesma hora.
Para a obtenção do efeito terapêutico desejado, é necessário que Micronor® seja
tomado com a regularidade preconizada.
Qualquer alteração no esquema posológico fica a critério médico.
Adultos
A administração deve ser contínua, não deve haver intervalos entre uma embalagem
e outra. A próxima embalagem de Micronor® deve sempre estar pronta para uso, e
deve ser iniciada no dia seguinte ao término da última embalagem.
O primeiro ciclo de terapia deve ter início no primeiro dia do período menstrual: um
comprimido ao dia com água sempre na mesma hora do dia por 28 dias. Se este
procedimento for corretamente seguido, Micronor® protege contra a gravidez a partir
do primeiro dia de uso.
Crianças
A segurança e a eficácia de Micronor® foi estabelecida em mulheres em idade
reprodutiva. Espera-se que a segurança e a eficácia sejam semelhantes em
adolescentes pós-puberais com menos de 16 anos e em usuárias com 16 anos ou
mais. O uso de Micronor® antes da menarca não é indicado.
Pacientes Idosas
O uso de Micronor® em mulheres na pós-menopausa não é indicado.
Uso após o parto
As mulheres que não forem amamentar podem iniciar a terapia com contraceptivo
oral à base de progestogênio puro imediatamente após o parto. Aquelas que estão
amamentando devem iniciar Micronor® 6 semanas após o parto. Entretanto, em
mulheres que não estão amamentando exclusivamente com leite materno (mulheres
que estão complementando com alguma fórmula ou alimento) a fertilidade pode
retornar após 4 semanas do parto, sendo que a possibilidade de gravidez deve ser
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considerada quando Micronor® for iniciado depois de 4 semanas pós parto (Veja o
item “Precauções”).
Uso após aborto
Após a ocorrência de um aborto contraceptivos orais à base de progestogênio puro
podem ser iniciados no dia seguinte. Como a fertilidade pode retornar em 10 dias
após o aborto, a possibilidade de gravidez deve ser considerada quando se iniciar
Micronor® depois de 10 dias da ocorrência do aborto.
Sangramento de escape ou “spotting”
Na eventualidade de ocorrência de sangramento de escape ou “spotting”, o
tratamento deve ser continuado. Sangramento de escape é freqüente em mulheres
em uso de contraceptivo oral à base de progestogênio puro. Se o sangramento de
escape persistir ou se for acompanhado de dor abdominal, uma avaliação médica
adicional deve ser considerada.
Em caso de vômito
Se ocorrer vômito no período de 2 horas após a administração do comprimido ou se
ocorrer diarréia grave por um período maior do que 24 horas, a eficácia da
contracepção pode ser reduzida. O tratamento não deve ser interrompido e, no dia
seguinte, Micronor® deve ser administrado normalmente no horário habitual. Deve
ser utilizado outro método anticoncepcional não hormonal adicional de segurança
(preservativo, por exemplo) durante a doença e nas 48 horas seguintes.
Caso ocorra esquecimento de tomar o comprimido
Se ocorreu esquecimento de tomar o comprimido por mais de três horas além do
horário habitual:
1. Tomar o comprimido assim que tenha se lembrado.
2. Voltar a tomar o próximo comprimido no horário habitual, mesmo que isto
signifique tomar 2 comprimidos em 1 dia.
3. Utilizar um método anticoncepcional não hormonal adicional de segurança
(preservativo, por exemplo) a cada vez que tiver relações sexuais nas 48 horas
seguintes.
4. Caso o esquecimento seja de dois ou mais comprimidos seqüenciais, utilizar um
método anticoncepcional não hormonal adicional de segurança (preservativo, por
exemplo) a cada vez que tiver relações sexuais e procurar o serviço médico para
orientação.
Para trocar de comprimidos anticoncepcionais
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Se for realizar a troca de anticoncepcionais orais combinados para Micronor®, tomar
o primeiro comprimido no dia seguinte ao que tomar o último comprimido combinado.
A paciente deve ser alertada que muitas mulheres têm períodos irregulares após
trocar para anticoncepcionais à base de progestogênio puro,na maioria das vezes
transitório.
SUPERDOSE
Não foram relatados efeitos adversos sérios após a ingestão aguda de doses
elevadas de contraceptivos orais. A superdose pode causar náusea, vômito e, em
mulheres jovens, sangramento vaginal. Não existem antídotos e o tratamento deve
ser sintomático.
PACIENTES IDOSAS
O uso deste produto não é indicado nas mulheres na pós-menopausa.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

MS – 1.1236.3334
Resp. Tec. Farm.: Marcos R. Pereira CRF-SP n° 12.304
Lote, Data de Fabricação e Validade: Vide Cartucho
Fabricado por:
CILAG AG
Hochstrasse, 201
Schaffhausen – Suíça
Importado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rodovia Presidente Dutra, km 154 – São José dos Campos – SP
CNPJ 51.780.468/0002-68
® Marca Registrada
SAC 0800.7011851 www.janssen-cilag.com.br

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