INDOCID®
(indometacina), MSD
FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO
INDOCID® é apresentado sob a forma farmacêutica de:
Cápsulas: Caixa contendo frasco com 30 cápsulas de 25 mg ou 50 mg.
Supositório: Caixa contendo 10 supositórios de 100 mg.

COMPOSIÇÃO
Cada cápsula de INDOCID® contém 25 mg ou 50 mg de indometacina.
Excipientes: lecitina, lactose, dióxido de silício coloidal e estearato de magnésio.
Cada supositório de INDOCID® contém 100 mg de indometacina.
Excipientes: hidroxianizol butilado, hidroxitolueno butilado, ácido etilenodiamino tetracético, glicerina,
polietileno glicol e água purificada.

USO ADULTO

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
INDOCID® é um medicamento antiinflamatório com efeito analgésico e anti-febril.
Mantenha a embalagem fechada, conservar em temperatura ambiente, protegida da luz e umidade. Ao
adquirir o medicamento, confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem do produto.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao
médico se estiver amamentando. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as
doses e a duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Para minimizar a possibilidade de distúrbios
gastrintestinais é recomendado que INDOCID® seja tomado com alimentos ou com antiácidos. Informe seu
médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
As contra-indicações ao uso de INDOCID® são hipersensibilidade aos componentes do produto, uso na
gravidez e na amamentação.
NUNCA USE MEDICAMENTO COM PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA
SAÚDE.
INFORMAÇÃO TÉCNICA
INDOCID® é um medicamento antiinflamatório não esteróide altamente eficaz, com pronunciadas atividades
analgésicas e antipiréticas.
A indometacina é uma potente inibidora da síntese de prostaglandinas in vitro. As concentrações alcançadas
durante o tratamento demonstraram ser eficazes in vivo.
A indometacina tem mostrado ser um eficaz agente antiinflamatório, apropriado para uso a longo prazo na
artrite reumatóide, na espondilite anquilosante e na osteoartrite.
A indometacina proporciona alívio dos sintomas, porém não altera o curso progressivo da doença
subjacente.
INDOCID® tem se mostrado eficaz no alívio da dor, na redução da febre, do edema, da hiperemia e da
hiperestesia da artrite gotosa aguda.
O efeito inibitório da prostaglandina proporcionado por INDOCID® mostrou ser útil no alívio da dor e dos
sintomas associados à dismenorréia.
INDICAÇÕES
·Nos estados ativos de: artrite reumatóide, artrite reumatóide juvenil moderada a severa, osteartrite,
artropatia degenerativa do quadril, espondilite anquilosante e artrite gotosa aguda.
·Distúrbios músculo-esqueléticos agudos, como bursite, tendinite, sinovite, tenossinovite, capsulite do
ombro, entorses e distensões.
·Lombalgia (comumente referida como lumbago), febre (como adjunto a curto prazo da terapia específica),
inflamação, dor, trismo e edema após procedimentos odontológicos.
·Inflamação, dor e edema após procedimentos cirúrgicos ortopédicos e procedimentos não cirúrgicos
associados com redução e imobilização de fraturas ou deslocamentos.
· Dor e sintomas associados da dismenorréia primária.



CONTRA-INDICAÇÕES
INDOCID® não deve ser usado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente deste produto.
Pacientes com crises asmáticas agudas, urticária ou rinite precipitadas pelo ácido acetilsalicílico ou outro
antiinflamatório não esteróide. Assim como outros agentes antiinflamatórios, a indometacina pode mascarar
os sinais e sintomas da úlcera péptica. Como a indometacina "per se" pode causar ulceração péptica ou
irritação no trato gastrointestinal, ela não deve ser administrada a pacientes com doença péptica ativa ou
com história recorrente de ulceração gastrointestinal. INDOCID® supositórios são contra-indicados em
pacientes com história de proctite ou sangramento retal recente.
Uso na gestação e em nutrizes: A administração de INDOCID® não é recomendada durante a gestação ou
lactação. INDOCID® é secretado no leite materno. Os efeitos conhecidos dos medicamentos desta classe
nos fetos humanos durante o 3º trimestre da gravidez são obstrução dos ductos arteriosos, disfunção
plaquetária com conseqüente hemorragia, disfunção ou insuficiência renal com oligohidrâmnio, hemorragia
ou perfuração gastrointestinal e mudanças degenerativas miocárdicas.
PRECAUÇÕES
Com o avançar da idade, parece aumentar a possibilidade de reações adversas , INDOCID® deve ser usado
com maior cuidado nos pacientes idosos. Não foram estabelecidas as condições de segurança para uso em
crianças com menos de dois anos de idade. As crianças devem ser rigorosamente acompanhadas. Devem
ser realizadas avaliações periódicas da função hepática em intervalos apropriados. Casos de
hepatoxicidade, incluindo óbitos, foram relatados.
Efeitos no sistema nervoso central: Cefaléia, algumas vezes acompanhada por aturdimento ou tonturas,
pode ocorrer geralmente no início do tratamento com indometacina. Embora a gravidade desses efeitos
raramente requeira interrupção da terapia, se a cefaléia persistir, apesar da redução posológica, a terapia
com indometacina deve ser interrompida. Os pacientes devem ser alertados que poderão ter tonturas e
nesse caso não devem dirigir veículos motorizados e devem evitar atividades potencialmente perigosas que
requeiram estado de alerta. A indometacina deve ser usada com cautela em pacientes com distúrbios
psiquiátricos, epilepsia ou parkinsonismo, já que pode, em alguns casos, tender a agravar essas afecções.
Efeitos gastrintestinais: Por causa da ocorrência e, às vezes, da severidade das reações gastrintestinais, os
riscos de continuar a terapia com INDOCID® em face desses sintomas devem ser confrontados com os
possíveis benefícios para cada paciente.
Ulcerações únicas ou múltiplas, incluindo perfuração e hemorragia do esôfago, estômago, duodeno ou
intestino delgado foram relatados ocorrer com INDOCID®. Foram relatados óbitos em alguns casos.
Raramente ulceração intestinal tem sido associada com estenose e obstrução. Hemorragia gastrintestinal
sem ulceração bem definida e perfuração de lesões pré-existentes no sigmóide (divertículo, carcinoma, etc)
tem ocorrido. Aumento da dor abdominal em pacientes com colite ulcerativa ou desenvolvimento de colite
ulcerativa e ileíte regional tem sido relatado como ocorrência rara. Os efeitos gastrintestinais podem ser
reduzidos pela administração de formulações orais do medicamento imediatamente após refeições, com
alimentos ou com antiácidos.
Efeitos cardiovasculares: Foi observada a retenção hídrica e edema periférico em alguns pacientes usando
INDOCID®. Portanto, assim como com outros antiinflamatórios não-esteróides, INDOCID® deve ser usado
com cautela em pacientes com disfunção cardíaca, hipertensão, ou outras condições que predisponham a
retenção hídrica.
Supositórios: Tem sido relatados ocasionalmente tenesmo e irritação da mucosa retal com o uso de
INDOCID® supositórios.
Infecções: Igualmente a outros medicamentos antiinflamatórios, analgésicos e antipiréticos, a indometacina
possui o potencial de mascarar os sinais e sintomas que comumente acompanham as doenças infecciosas.
O médico deve estar alerta sobre essa possibilidade para evitar demora indevida no início do tratamento
apropriado da infecção. A indometacina deve ser usada com cautela em pacientes com infecção existente,
porém não controlada.
Efeitos oculares: Depósitos na córnea e distúrbios na retina, inclusive na mácula, foram observados em
alguns pacientes que receberam terapia prolongada com INDOCID®. O médico deve estar alerta para a
possível associação entre estas alterações observadas e a terapia com INDOCID®, contudo, tem sido
observadas alterações oculares semelhantes em pacientes com artrite reumatóide que não receberam
indometacina. É recomendável interromper a terapia se tais alterações forem observadas. Visão embaçada
pode ser um sintoma significativo e indica a necessidade de detalhado exame oftalmológico. Já que essas
alterações podem ser assintomáticas, o exame oftalmológico a intervalos periódicos é recomendável em
pacientes sob terapia prolongada.
Agregação plaquetária: INDOCID®, como ocorre com outros agentes antiinflamatórios não-esteróides, pode
inibir a agregação plaquetária. Esse efeito é de duração mais curta do que o observado com ácido
acetilsalicílico e geralmente desaparece em 24 horas após a interrupção de INDOCID®. INDOCID® tem
mostrado prolongar o tempo de sangramento (porém dentro da faixa normal) em pacientes normais. Como
esse efeito pode estar exacerbado em pacientes com defeitos hemostáticos subjacentes, INDOCID® deve
ser usado com cautela em pessoas com problemas de coagulação.


Função renal: Assim como com outros antiinflamatórios não-esteróides, houve relatos de nefrite intersticial
aguda com hematúria, proteinúria e, ocasionalmente, síndrome nefrótica em pacientes recebendo
indometacina a longo prazo. Em pacientes com fluxo plasmático renal reduzido, quando as prostaglandinas
renais têm um papel importante na manutenção da perfusão renal, a administração de um antiinflamatório
não-esteróide pode precipitar a descompensação renal. Pacientes com maiores riscos são aqueles com
disfunção hepática ou renal, diabetes mellitus, idade avançada, depleção de volume extracelular,
insuficiência cardíaca congestiva, infecção ou uso concomitante de qualquer droga nefrotóxica.
Antiinflamatórios não-esteróides devem ser dados com cautela e a função renal monitorizada em qualquer
paciente que possa ter reserva renal diminuída. A descontinuação do antiinflamatório é geralmente seguida
de reversão ao estado pré-tratamento. Aumentos na concentração do potássio sérico, incluindo
hipercalemia, foram observados em alguns pacientes sem disfunção renal. Em pacientes com função renal
normal, estes efeitos foram atribuídos a um estado de hipoaldosteronismo-hiporreninêmico (veja
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). Como INDOCID® é eliminado primariamente pelos rins, os pacientes
com função renal gravemente alterada devem ser monitorizados cuidadosamente; uma posologia diária
menor deve ser usada para evitar o acúmulo excessivo de droga.
Exames Laboratoriais: Como ocorre com outros antiinflamatórios não-esteróides, podem ocorrer elevações
limítrofes de um ou mais testes hepáticos. Elevações significativas (3 vezes o limite superior do normal) de
TGP (ALT) ou TGO (AST) ocorreram em ensaios clínicos controlados em menos de 1% dos pacientes
recebendo terapia com antiinflamatórios não-esteróides. Um paciente com sintomas e/ou sinais indicando
disfunção hepática, ou no qual ocorreu teste hepático anormal, deve ser avaliado quanto à evidência de
desenvolvimento de reação mais severa, durante terapia com INDOCID®. Se os testes hepáticos anormais
persistirem ou piorarem, se sinais e sintomas clínicos coerentes com hepatopatia se desenvolverem, ou se
ocorrerem manifestações sistêmicas (p. ex., eosinofilia, exantema, etc.), a terapia deve ser interrompida.
Foram relatados resultados falso-negativos no teste de supressão de Dexametasona (TSD) em pacientes
tratados com INDOCID®. Desta maneira, resultados do TSD deverão ser interpretados com cautela nestes
pacientes.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Ácido acetilsalicílico: o uso concomitante com ácido acetilsalicílico ou outros salicilatos não é recomendado.
Estudos clínicos controlados demonstraram que o uso concomitante de INDOCID® e ácido acetilsalicílico
não aumenta o efeito terapêutico quando comparado ao uso isolado de INDOCID®. Além disso, em um
destes estudos clínicos, a incidência de reações adversas gastrintestinais foi significativamente mais
elevada com a terapia concomitante. Em um estudo em voluntários normais, foi demonstrado que a
administração simultânea de 3,6 g de ácido salicílico por dia diminui os níveis sanguíneos de indometacina
em aproximadamente 20 %.
Diflunisal: o uso combinado de INDOCID® e diflunisal foi associado a hemorragia gastrintestinal fatal. A
administração conjunta de diflunisal e INDOCID® resulta em aumento de 30 – 35% nos níveis plasmáticos
de indometacina e diminuição concomitante da depuração renal de indometacina e seu conjugado. Portanto,
INDOCID® e diflunisal não devem ser usados concomitantemente.
Anticoagulantes: estudos clínicos tem mostrado que INDOCID® não influenciou a hipoprotrombinemia
produzida por anticoagulantes em pacientes e em indivíduos normais. Entretanto, quando qualquer outro
medicamento, inclusive INDOCID®, for acrescentado ao tratamento de pacientes sob terapia anticoagulante,
o paciente deve ser cuidadosamente observado quanto a alterações do tempo de protrombina.
Probenecida: quando INDOCID® é administrado a pacientes que estão recebendo probenecida, é provável
que os níveis plasmáticos de indometacina aumentem. Portanto, posologia diária total menor de INDOCID®
pode produzir efeitos terapêuticos satisfatórios. Nessas circunstâncias aumentos na dose de INDOCID®
devem ser cautelosos.
Metotrexato: deve-se ter precaução quando INDOCID® for administrado simultaneamente com metotrexato.
Tem sido relatado que INDOCID® diminui a secreção tubular de metotrexato e potencializa sua toxicidade.
Lítio: Indometacina 50 mg três vezes por dia produziu elevação clinicamente relevante do lítio plasmático
e redução no clearance renal do lítio em pacientes psiquiátricos e em pessoas normais, com concentração
plasmática de lítio estabilizada. Esse efeito foi atribuído à inibição da síntese de prostaglandinas. Como
conseqüência, quando a indometacina e o lítio são administrados simultaneamente, o paciente deve ser
cuidadosamente observado quanto aos sinais de toxicidade do lítio. (Consultar as informações dos
preparados de lítio antes de usar essa terapia simultânea). Além disso, a freqüência do controle das
concentrações séricas de lítio deve ser aumentada quando for dado início ao tratamento medicamentoso
combinado.
Diuréticos: em alguns pacientes, a administração de INDOCID® pode reduzir os efeitos diuréticos,
natriuréticos e anti-hipertensivos dos diuréticos de alça, poupadores de potássio e tiazídicos. Portanto,
quando INDOCID® e diuréticos forem usados concomitantemente, o paciente deve ser observado com
cautela, a fim de se determinar se o efeito desejado do diurético é obtido.
INDOCID® reduz a atividade plasmática basal da renina (PRA) e também as elevações da PRA induzidas
pela administração de furosemida ou pela depleção de sal ou volume. Estes fatos devem ser considerados
quando se avalia a atividade plasmática da renina em pacientes hipertensos. Insuficiência renal aguda
reversível foi relatada em dois de quatro voluntários normais que tiveram triantereno adicionado a um


esquema de manutenção de INDOCID®. INDOCID® e triantereno não devem ser administrados
concomitantemente.
INDOCID® e diuréticos poupadores de potássio podem, isoladamente, estar associados a aumentos dos
níveis plasmáticos de potássio. Os efeitos potenciais de INDOCID® e diuréticos poupadores de potássio na
cinética do potássio e função renal devem ser considerados quando estes agentes forem administrados
concomitantemente. A maior parte dos efeitos acima descritos relacionados aos diuréticos tem sido, pelo
menos em parte, atribuídos a mecanismos envolvendo a inibição da síntese de prostaglandinas pelo
INDOCID®.
Ciclosporina: A administração de medicamentos antiinflamatórios não esteróides concomitantemente com a
ciclosporina tem sido associada ao aumento da toxicidade induzida pela ciclosporina, possivelmente
atribuída a um decréscimo da síntese renal da prostaciclina.
Antiinflamatórios não esteróides devem ser usados com precauções em pacientes que estejam usando
ciclosporina e a função renal deve ser monitorada cuidadosamente.
Digoxina: INDOCID® utilizado concomitantemente com a digoxina, tem sido reportado aumentar a
concentração de digoxina no soro e aumento de sua meia vida. Portanto, quando INDOCID® e digoxina são
administrados concomitantemente, o nível de digoxina no soro deve ser rigorosamente monitorizado.
Medicações Anti-hipertensivas: a co-administração de INDOCID® e alguns agentes anti-hipertensivos tem
resultado em atenuação aguda do efeito hipotensivo destes últimos, atribuída, pelo menos em parte, à
inibição da síntese de prostaglandinas pela indometacina. O prescritor deve, portanto, ter cuidado quando
estiver considerando a administração de INDOCID® a um paciente que já esteja tomando um dos seguintes
agentes anti-hipertensivos: um agente bloqueador alfa-adrenérgico (como prazosin), um inibidor de uma
enzima conversora da angiotensina (como captopril ou lisinopril), um agente bloqueador beta-adrenérgico,
um diurético (veja INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS, Diuréticos) ou hidralazina.
Fenilpropanolamina: Crises hipertensivas tem sido reportadas atribuídas exclusivamente à
fenilpropanolamina oral e raramente à fenilpropanolamina administrada com INDOCID®. Este efeito aditivo
é provavelmente atribuído, pelo menos em parte, à inibição da síntese de prostaglandina pela indometacina.
Devem ser tomadas precauções quando INDOCID® e fenilpropanolamina são administrados
concomitantemente.
REAÇÕES ADVERSAS
Sistema nervoso central: as reações adversas no sistema nervoso central associados à indometacina são
cefaléia, tonturas, aturdimento, depressão, vertigem e fadiga (incluindo mal estar e dispersão). Reações
relatadas infrequentemente compreendem confusão mental, ansiedade, síncope, sonolência, convulsões,
coma, neuropatia periférica, fraqueza muscular, movimentos musculares involuntários, insônia e distúrbios
psiquiátricos como despersonalização, surtos psicóticos e raramente parestesias, disartria, piora de
epilepsia e parkinsonismo. Estes geralmente são transitórios e desaparecem frequentemente com a
continuação do tratamento ou com redução da posologia. Entretanto, a severidade deles pode,
ocasionalmente, requerer interrupção da terapia.
Gastrintestinais: As reações gastrintestinais que ocorrem mais freqüentemente são náusea, anorexia,
vômito, desconforto epigástrico, dor abdominal, constipação e diarréia. Outras reações que podem surgir
são ulceração única ou múltipla de esôfago, estômago, duodeno, intestino delgado ou grosso, incluindo
perfuração e hemorragia, tendo sido relatados alguns óbitos; hemorragia do trato gastrintestinal sem
ulceração definida; e dor abdominal aumentada, quando usado em pacientes com colite ulcerativa
preexistente. Raramente foi relatada ulceração intestinal seguida por estenose e obstrução. Reações que
ocorrem infrequentemente: estomatite, gastrite, flatulência, sangramento do cólon sigmóide-oculto ou de um
divertículo; e perfuração de lesões de sigmóide preexistentes (divertículos, carcinoma).
Outras reações adversas gastrintestinais que podem ou não ser causados pela indometacina compreendem
colite ulcerativa e ileíte regional. Estudos no homem utilizando hemácias marcadas com cromo radiativo
indicam que a posologia oral mais alta recomendada de indometacina (50 mg, quatro vezes ao dia) produz
menos perda de sangue nas fezes que doses médias de ácido acetilsalicílico (600 mg, quatro vezes ao dia).
Hepáticos: reações hepáticas relatadas em raras ocasiões durante a terapia com indometacina são icterícia
e hepatite. Alguns casos fatais foram reportados.
Cardiovasculares-renais: reações cardiovasculares e renais que podem ocorrer infrequentemente na terapia
com indometacina compreendem edema, elevação da pressão sangüínea, taquicardia, dor torácica, arritmia,
palpitações, hipotensão, insuficiência cardíaca congestiva, elevação do nitrogênio ureico e hematúria.
Hipersensibilidade: reações de hipersensibilidade relatadas frequentemente são prurido, urticária, angiíte,
eritema nodoso, exantemas, dermatite exfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme,
necrólise tóxica de epiderme, perda de cabelo, distúrbios respiratórios agudos, rápida queda na pressão
arterial assemelhando-se ao choque, anafilaxia aguda, edema angioneurótico, dispnéia repentina, asma e
edema pulmonar.
Hematológicos: reações hematológicas que podem ocorrer infrequentemente durante a terapia com
indometacina são leucopenia, petéquias ou equimoses, púrpura, anemia aplástica, anemia hemolítica,
trombocitopenia e coagulação intra-vascular disseminada.


Raramente têm sido relatadas agranulocitose e depressão da medula óssea, porém não foi estabelecida
clara relação com indometacina. Alguns pacientes podem manifestar anemia secundária a sangramento
gastrintestinal manifesto ou oculto.
Portanto, são recomendadas determinações sangüíneas.
Oculares: Visão embaçada, diplopia, dor orbital e periorbital podem ocorrer infrequentemente. Depósitos
corneanos e distúrbios retinianos, inclusive os da mácula, têm sido relatados em alguns pacientes com
artrite reumatóide sob terapia prolongada com INDOCID®. Alterações oculares semelhantes têm sido
observadas em alguns pacientes com essa doença que não receberam INDOCID®.
Otológicos: zumbidos, distúrbios auditivos e raramente surdez tem sido relatados.
Geniturinário: raramente relatados: proteinúria, síndrome nefrótica, nefrite intersticial e insuficiência renal.
Outros: reações adversas variadas relatadas raramente durante a terapia com indometacina compreendem
sangramento vaginal, hiperglicemia e glicosúria, hipercalemia, rubor e transpiração, epistaxes, alterações de
mamas, incluindo aumento e hiperestesia ou ginecomastia; estomatite ulcerativa.
As seguintes reações adversas locais foram associadas com o uso de INDOCID® supositórios: tenesmo,
proctite, sangramento retal, ardor, dor, desconforto, prurido.
POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO
INDOCID® é disponível nas seguintes formas posológicas, para proporcionar máxima flexibilidade:
· Cápsulas contendo 25 mg e 50 mg para administração por via oral.
· Supositórios de 100 mg.
A posologia recomendada de INDOCID® é de 50 mg a 200 mg diariamente e deve ser ajustada
individualmente de acordo com a resposta e a tolerabilidade do paciente. Ao contrário de outros
antiinflamatórios potentes, não é necessária dose inicial "de ataque" de INDOCID®. Nos distúrbios
reumáticos crônicos, o procedimento de iniciar a terapia com baixas doses, aumentá-la gradualmente
quando necessário e mantê-la por período adequado (é recomendado até 1 mês) proporcionará máximo
benefício e minimizará reações adversas. Em pacientes com dor noturna persistente e/ou rigidez matinal,
pode ser útil a dose de até 100 mg ao deitar-se para proporcionar alívio. Raramente é necessário exceder a
posologia de 200 mg por dia. No tratamento da artrite gotosa aguda, a posologia diária recomendada é de
150 mg a 200 mg em doses fracionadas até que todos os sinais e sintomas desapareçam.
Na dismenorréia primária, a posologia recomendada é de 75 mg diariamente em dose única ou dividida,
administrada no início das cólicas ou do sangramento e continuado pelo período em que os sintomas
geralmente perduram.
Para minimizar a possibilidade de distúrbios gastrintestinais é recomendado que INDOCID® seja tomado
com alimentos, leite ou com antiácidos.
Artrite reumatóide juvenil (Uso pediátrico): Para crianças com dois anos de idade ou mais com artrite
reumatóide juvenil, INDOCID® pode ser iniciado na posologia de 2 mg/kg/dia divididos em duas a três
vezes por dia e aumentado semanalmente, se necessário, até o máximo de 4 mg/Kg/dia. A dose máxima
diária não deve exceder a 200 mg ou 4 mg/kg, seja qual for o menor. Com a redução dos sintomas, a
posologia diária total deve ser reduzida para o menor nível requerido para o controle sintomático, ou
descontinuada.
SUPERDOSAGEM
Os seguintes sintomas podem ser observados após superdosagem: náuseas, vômitos, cefaléia intensa,
aturdimento, confusão mental, desorientação ou letargia. Têm havido relatos de parestesias, tonturas e
convulsões.
O tratamento é sintomático e de suporte. O estômago deve ser esvaziado rapidamente, se a ingestão for
recente. Se não ocorrerem vômitos espontaneamente, o paciente deve ser induzido a vomitar com xarope
de ipeca. Se o paciente não conseguir vomitar, deve ser realizada lavagem gástrica. Com o estômago vazio,
deve-se administrar 25 a 50 g de carvão ativado. Dependendo das condições do paciente, cuidados
médicos e de enfermagem podem ser necessários. O paciente deve ser observado por vários dias, pois
ulcerações gastrointestinais e hemorragias têm sido descritas como reações adversas da indometacina. O
uso de antiácidos pode ser útil.

“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”

Nº de lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho
Registro no M.S.: 1.0029.0170
Farmacêutico Responsável: Fernando C. Lemos – CRF-SP nº 16.243

INDOCID® supositórios:
Produzido por:
Merck Sharp & Dohme (Itália) S.p.A.
Via Emilia, 21
27100 Pavia, Itália


Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1161 – Sousas – Campinas – SP
CNPJ 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira

INDOCID® 25mg e 50mg:
Produzido por:
Merck Sharp & Dohme – Shotton Lane – Cramlington
Northumberland NE23 3JU – United Kingdom
Embalado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 1161 – Sousas – Campinas – SP
CNPJ 45.987.013/0003-04 – Indústria Brasileira

Importado por:
Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda.
Rua 13 de Maio, 815 – Sousas – Campinas – SP
CNPJ 45.987.013/0001-34 – Indústria Brasileira
® Marca registrada de Merck & Co., Inc., Whitehouse Station, NJ, EUA.
IPC 0192
MSD On Line 0800-0122232
E-mail: online@merck.com
www.msdonline.com.br


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