GEODON®

cloridrato de ziprasidona


PARTE I

IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO

Nome: Geodon®

Nome genérico: cloridrato de ziprasidona monoidratada
Forma farmacêutica e apresentações:
Geodon® 40 mg ou 80 mg em embalagens contendo 14 ou 30 cápsulas.
USO ADULTO

USO ORAL

Composição:

Cada cápsula de Geodon® 40 mg ou 80 mg contém cloridrato de ziprasidona monoidratada
equivalente a 40 mg ou 80 mg de ziprasidona base, respectivamente.

Excipientes: lactose monoidratada, amido de milho pré-gelatinizado, estearato de magnésio.


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PARTE II

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é indicado para o tratamento da esquizofrenia e
outras psicoses relacionadas e mania aguda (vide “Indicações”).

Geodon® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido
da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use
medicamento com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua saúde.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.

A segurança e a eficácia de Geodon® em indivíduos menores de 18 anos de idade
ainda não foram estabelecidas.

Geodon® não é recomendado durante a gravidez, a menos que seja avaliado o
benefício potencial para a mãe, com exclusiva orientação médica. Mulheres com
potencial de engravidar que estejam recebendo Geodon® devem, portanto, ser
aconselhadas a utilizar um método contraceptivo adequado. Este medicamento não
deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-
dentista.

Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término. O uso do medicamento durante o período de amamentação também não
é recomendado. Informe ao seu médico se você está amamentando.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico; somente o seu
médico pode avaliar a eficácia da terapia.

As reações adversas mais comuns que podem ocorrer com o uso de Geodon®
incluem sonolência, acatisia (movimentos musculares incontrolados), síndrome
extrapiramidal, tontura, náusea e dor de cabeça. Além de reação alérgica, insônia,
mania/hipomania (exacerbação do humor, euforia), síndrome neuroléptica maligna
(que é um grupo de manifestações clínicas que pode ocorrer igualmente com outros
antipsicóticos e que inclui rigidez muscular, alteração do estado mental, aumento da
temperatura corporal, instabilidade cardíaca e insuficiência renal, e que pode ser
fatal), síndrome serotoninérgica (grupo de manifestações clínicas que pode ocorrer
igualmente com outros antipsicóticos e que inclui alterações do estado mental:
ansiedade, agitação, alteração da consciência, confusão, inquietação, letargia,
euforia, alucinações e até coma; alterações motoras: tremores, contração involuntária
dos músculos, aumento do tônus muscular, e incoordenação; e outras manifestações
como câimbras abdominais, hipersalivação, febre, calafrio, sudorese, náusea,
vômitos, diarréia e hipertensão), síncope (desmaio, perda repentina da consciência),
taquicardia, torsade de pointes (arritmia cardíaca), angioedema (inchaço da pele e/ou
das mucosas), rash, galactorréia (secreção inapropriada de leite) e priapismo (ereção
peniana persistente, geralmente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade
sexual) (vide “Reações Adversas”). Informe ao seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis.

Geodon® deve ser administrado com alimentos.
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Geodon® não deve ser administrado juntamente com álcool.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que você esteja usando antes do
início ou durante o tratamento com Geodon®.

Geodon® cápsulas contém lactose monoidratada. Se você tem intolerância à lactose,
informe ao seu médico antes de iniciar o tratamento com Geodon®.

Geodon® é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à
ziprasidona ou a qualquer componente da fórmula.

Geodon® também é contra-indicado a pacientes com prolongamento conhecido do
intervalo QT, incluindo síndrome congênita do QT longo; a pacientes com infarto do
miocárdio recente, insuficiência cardíaca descompensada ou arritmias cardíacas que
necessitem de tratamento com fármacos antiarrítmicos das classes IA e III (vide
“Advertências e Precauções”).

Geodon®, assim como outros medicamentos antipsicóticos, pode causar sonolência.

Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


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PARTE III

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

Estudos de Ligação aos Receptores
A ziprasidona possui alta afinidade pelos receptores de dopamina tipo 2 (D2) e afinidade
substancialmente maior pelos receptores de serotonina tipo 2A (5HT2A). A ziprasidona
também interage com os receptores de serotonina 5HT2C, 5HT1D e 5HT1A, sendo que a
afinidade por estes receptores é igual ou maior à sua afinidade pelo receptor D2. A
ziprasidona possui afinidade moderada pelos transportadores neuronais de serotonina e de
norepinefrina e pelos receptores histamínicos H1 e receptores alfa1. O antagonismo a estes
receptores foi associado à sonolência e hipotensão ortostática, respectivamente. A
ziprasidona apresenta afinidade desprezível pelos receptores muscarínicos M1. O
antagonismo a esse receptor foi associado a danos de memória.
Estudos Funcionais dos Receptores

Estudos pré-clínicos adicionais foram realizados para identificar efeitos agonistas ou
antagonistas em receptores nos quais a ziprasidona se liga com afinidade de grau alto a
moderado. A ziprasidona demonstrou ser antagonista tanto dos receptores de serotonina do
tipo 2A (5HT2A) como dos receptores de dopamina do tipo 2 (D2). Sugere-se que a
atividade antipsicótica seja mediada, em parte, por meio desta combinação de atividades
antagonistas.
A ziprasidona também é um antagonista potente dos receptores 5HT2C e 5HT1D, um
agonista potente do receptor 5HT1A e inibe a recaptação neuronal de norepinefrina e
serotonina. As propriedades de recaptação neuronal e serotoninérgica da ziprasidona estão
associadas à atividade antidepressiva. Além disso, o agonismo ao receptor 5HT1A foi
associado a efeitos ansiolíticos. O antagonismo potente ao receptor 5HT2C foi associado à
atividade antipsicótica.
Estudos de Tomografia de Emissão de Pósitrons (PET) em Humanos
Após 12 horas da administração de 40 mg de ziprasidona, o bloqueio do receptor 5HT2A foi
maior que 80% e do receptor D2 foi maior que 50%, utilizando a tomografia de emissão de
pósitrons.
Informações Adicionais provenientes dos Estudos Clínicos

Em um estudo comparativo duplo-cego foram avaliados parâmetros metabólicos incluindo
peso, níveis em jejum de colesterol total, triglicérides, insulina e índices de resistência à
insulina. Em pacientes recebendo ziprasidona, nenhuma alteração significativa em relação
ao pré-tratamento foi observada em qualquer um desses parâmetros.
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Propriedades Farmacocinéticas
Após a administração oral de doses múltiplas de ziprasidona com alimentos, o pico de
concentração sérica ocorreu, tipicamente, 6 a 8 horas após a dose. A ziprasidona apresenta
cinética linear ao longo do intervalo de dose terapêutica de 40 a 80 mg, a cada 12 horas, em
pacientes no estado pós-prandial. A biodisponibilidade absoluta de uma dose de 20 mg é de
60% neste estado. A absorção de ziprasidona é reduzida em até 50% quando a ziprasidona
é administrada sob condições de jejum. Em um estudo de doses múltiplas, Geodon®
(cloridrato de ziprasidona) suspensão oral demonstrou-se bioequivalente a Geodon®
cápsulas no estado de equilíbrio (steady state). Em um estudo de administração de dose
única, a bioequivalência foi demonstrada em relação a AUC. Uma Cmáx discretamente
menor foi alcançada com a suspensão oral em relação à cápsula.
A administração de ziprasidona a cada 12 horas geralmente atinge o estado de equilíbrio
dentro de 3 dias. As exposições sistêmicas no estado de equilíbrio estão relacionadas à
dose.
No estado de equilíbrio, a meia-vida de eliminação terminal média da ziprasidona é de
aproximadamente 6,6 horas após administração oral. O clearance sistêmico médio da
ziprasidona administrada intravenosamente é de 7,5 mL/min/kg e o volume de distribuição é
de aproximadamente 1,5 L/kg. A ziprasidona está amplamente ligada às proteínas
plasmáticas (> 99%) e sua ligação parece ser independente da concentração.
A ziprasidona é extensamente metabolizada após administração oral; apenas uma pequena
quantidade é excretada na urina (< 1%) ou nas fezes (< 4%) como fármaco inalterado. A
ziprasidona é depurada principalmente por três vias metabólicas, levando à formação de
quatro principais metabólitos circulantes: sulfóxido de benzisotiazol piperazina (BITP),
sulfona de BITP, sulfóxido de ziprasidona e S-metil-diidroziprasidona. Aproximadamente
20% da dose é excretada na urina, com aproximadamente 66% sendo eliminada nas fezes.
A ziprasidona inalterada representa cerca de 44% do total de substâncias séricas
relacionadas ao fármaco.
Estudos in vitro indicam que o citocromo CYP3A4 é o principal citocromo P450 catalisador
do metabolismo oxidativo da ziprasidona. O metabólito S-metil-diidroziprasidona é gerado
em 2 etapas catalisadas pela aldeído oxidase e pela tiol metiltransferase.
A ziprasidona, a S-metil-diidroziprasidona e o sulfóxido de ziprasidona, quando testados in
vitro, compartilham propriedades que podem ser preditivas de um efeito de prolongamento
do intervalo QTc. A S-metil-diidroziprasidona é eliminada principalmente por excreção fecal
e por metabolismo catalisado pelo CYP3A4. O sulfóxido é eliminado por excreção renal e
por metabolismo secundário catalisado pelo CYP3A4.
Em um estudo de fase I, o cetoconazol (400 mg/dia), um inibidor da CYP3A4, aumentou as
concentrações séricas da ziprasidona em < 40%. A concentração sérica da S-metil-
diidroziprasidona, no Tmáx esperado de ziprasidona, foi aumentada em 55% durante
tratamento com cetoconazol. Não foi observado prolongamento adicional do intervalo QTc.
Não foram observadas diferenças clinicamente significativas na farmacocinética da
ziprasidona em indivíduos jovens e homens ou mulheres idosos após administração oral.
A avaliação farmacocinética das concentrações séricas de ziprasidona em pacientes
tratados por via oral, não revelou qualquer diferença farmacocinética significativa entre
fumantes e não-fumantes.
Não foram observadas diferenças acentuadas na farmacocinética da ziprasidona oral em
pacientes com insuficiência renal de grau moderado a grave, quando comparado a
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indivíduos com função renal normal. Não se sabe se as concentrações séricas dos
metabólitos aumentaram nesses pacientes.
Na insuficiência hepática de grau leve a moderado (classe A ou B de Child-Pugh), as
concentrações séricas de ziprasidona após a administração oral foram 30% mais altas e a
meia-vida terminal foi prolongada em cerca de 2 horas em relação aos indivíduos sadios.

Dados de Segurança Pré-Clínicos
Dados de segurança pré-clínicos de ziprasidona, baseados em estudos convencionais de
segurança farmacológica, genotóxicas e de potencial carcinogênico, não revelaram risco
especial para humanos. A ziprasidona não apresentou evidências de teratogenicidade em
estudos reprodutivos em ratos e coelhos. Efeitos adversos sobre a fertilidade, um aumento
do número de filhotes natimortos, diminuição do peso dos filhotes e atraso no
desenvolvimento funcional foram observados em doses que causaram toxicidade materna,
como sedação e diminuição no ganho de peso corpóreo. Aumentos da mortalidade perinatal
e atraso no desenvolvimento funcional dos animais ocorreram quando concentrações
plasmáticas maternas foram extrapoladas para serem similares às concentrações máximas
em humanos nas doses terapêuticas.

INDICAÇÕES
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é indicado para o tratamento da esquizofrenia,
transtornos esquizoafetivo e esquizofreniforme, estados de agitação psicótica e mania
bipolar aguda e para manutenção da melhora clínica e prevenção de recidivas, durante a
continuação da terapia.
Informações de Estudos Clínicos
Esquizofrenia
A eficácia da ziprasidona no tratamento dos sintomas positivos e negativos da esquizofrenia
foi estabelecida em estudos clínicos de 4 e 6 semanas, controlados com placebo e com
fármaco ativo, em pacientes hospitalizados com exacerbação aguda da doença.
Em um estudo clínico de 52 semanas, placebo-controlado, em pacientes com quadro de
esquizofrenia crônica estável, a ziprasidona foi significativamente mais efetiva na prevenção
de recidivas da esquizofrenia, quando comparada ao placebo. A ziprasidona demonstrou
uma melhora contínua nos sintomas negativos primários e na função global (psicológica,
social e ocupacional) neste estudo em uma população de pacientes hospitalizados, durante
um período de 52 semanas.
Foi conduzida uma análise do efeito da ziprasidona em pacientes com sintomas depressivos
clinicamente significativos, definidos como um escore 14 na Escala de Avaliação de
Depressão de Montgomery-Åsberg (MADRS ­ Montgomery-Åsberg Depression Rating
Scale), em 2 estudos multicêntricos, placebo-controlados, em esquizofrenia aguda. Foi
observada uma melhora na MADRS, estatisticamente significativa, em comparação ao
placebo (p < 0,05) nestes 2 estudos em pacientes recebendo 60 mg e 80 mg, a cada 12
horas.
Mania Bipolar
A eficácia da ziprasidona 40 ­ 80 mg, a cada 12 horas, foi estabelecida em 2 estudos duplo-
cego, placebo-controlado de 3 semanas, com pacientes selecionados de acordo com o
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critério do DSM-IV para distúrbio bipolar tipo I, que tinham apresentado recentemente um
episódio de mania aguda ou episódio misto com ou sem características psicóticas. Os
resultados demonstraram que a ziprasidona foi significativamente mais efetiva que o
placebo no tratamento destes pacientes. A ziprasidona foi estatisticamente superior ao
placebo conforme determinado através da alteração média a partir da linha de base até o
endpoint (21º dia ou outro dia no caso de descontinuação antecipada) na Escala de
Classificação de Mania (Mania Rating Scale ­ MRS) e grau de gravidade (CGI Severity
Score ­ CGI-S). No primeiro estudo, uma melhora estatisticamente significativa foi evidente
no grupo da ziprasidona do 2º (MRS) e 4º dia (CGI-S) e foi mantida de forma contínua até o
21º dia. No segundo estudo foi evidente uma melhora estatisticamente significativa em
ambas as escalas desde o 2º dia e mantida até o 21º dia.
O tratamento de mania com ziprasidona por mais de 3 semanas e o uso profilático em
distúrbios bipolares, não foi avaliado sistematicamente em estudos clínicos controlados.
Entretanto, os efeitos a longo-prazo da terapia com ziprazidona foram avaliados em um
estudo aberto de extensão, de 52 semanas, após ensaio duplo-cego controlado por 3
semanas. A extensão do estudo incluiu 127 pacientes que completaram a fase inicial de 3
semanas. Estes pacientes foram tratados por 52 semanas; a dose média de ziprasidona
em um ano foi de 123 mg/dia e o tempo médio de tratamento foi 105 dias. Quarenta e oito
pacientes completaram a fase de extensão. A eficácia foi medida através das mudanças nas
Escalas de Classificação de Mania (Mania Rating Scale ­ MRS) e grau de gravidade (CGI
Severity Score ­ CGI-S). Os pacientes foram avaliados nas semanas 1, 2, 4, 12, 28 e 52.
Reduções significativas nas escalas MRS e CGI-S foram observadas desde o terceiro dia da
fase de extensão até a 52ª semana.

CONTRA-INDICAÇÕES
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é contra-indicado a pacientes com
hipersensibilidade conhecida à ziprasidona ou a qualquer componente da fórmula.
Geodon® também é contra-indicado a pacientes com prolongamento conhecido do
intervalo QT, incluindo síndrome congênita do QT longo, a pacientes com infarto do
miocárdio recente, insuficiência cardíaca descompensada ou arritmias cardíacas que
necessitem de tratamento com fármacos antiarrítmicos das classes IA e III (vide
“Advertências e Precauções”).


ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Intervalo QT

A ziprasidona causa um prolongamento no intervalo QT de grau leve a moderado.

Na base de dados dos estudos clínicos realizados no período pré-comercialização para a
formulação oral, a incidência de prolongamento do intervalo QTc para um valor acima de
500 ms foi de 3 casos em um total de 3266 (0,1%) pacientes tratados com ziprasidona e 1
caso em um total de 538 (0,2%) pacientes recebendo placebo.
Alguns fármacos, incluindo antiarrítmicos das classes IA e III que prolongam o intervalo QT
para um valor maior que 500 ms, foram associados à ocorrência rara de taquicardia
ventricular (torsade de pointes), uma arritmia com risco de vida (vide “Contra-indicações”).
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Existem raros casos de torsade de pointes em pacientes com múltiplos fatores de risco na
experiência pós-comercialização com Geodon® (cloridrato de ziprasidona). Uma relação
causal com a ziprasidona ainda não foi estabelecida.
Geodon® deve ser utilizado com cautela por pacientes com os seguintes fatores de risco,
que podem aumentar o risco de ocorrência desta arritmia:
· bradicardia;
· desequilíbrio
eletrolítico;
· uso concomitante com outros fármacos que prolongam o intervalo QT.
Se sintomas cardíacos sugestivos de arritmias forem observados ou relatados durante o
tratamento, deve ser feita uma avaliação cardiológica apropriada. Se o intervalo QTc
encontrado for maior que 500 ms, é recomendado que o tratamento seja interrompido (vide
“Contra-indicações”).
Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM)
A Síndrome Neuroléptica Maligna, um complexo potencialmente fatal, foi relatada em
associação a fármacos antipsicóticos, incluindo a ziprasidona. As manifestações clínicas de
SNM são: hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade
autonômica (pulso ou pressão arterial irregular, taquicardia, diaforese e disritmia cardíaca).
Sinais adicionais podem incluir níveis elevados de creatina fosfoquinase, mioglobinúria
(rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. Se um paciente desenvolver sinais e sintomas
indicativos de SNM, ou se apresentar febre alta inexplicada sem manifestações clínicas
adicionais de SNM, todos os fármacos antipsicóticos devem ser descontinuados.
Discinesia Tardia

Assim como ocorre com outros antipsicóticos, existe um potencial da ziprasidona causar
discinesia tardia e outras síndromes extrapiramidais tardias após tratamento prolongado. Se
aparecerem sinais e sintomas de discinesia tardia, deve-se considerar a redução da dose ou
a descontinuação de Geodon®.
Convulsões
Assim como ocorre com outros antipsicóticos, recomenda-se cautela no tratamento de
pacientes com histórico de convulsões.
Fármacos ativos no SNC/Álcool

Considerando os efeitos primários da ziprasidona no SNC, deve-se ter cautela quando esta
for administrada em associação a outros fármacos de ação central, incluindo álcool e
fármacos que agem nos sistemas dopaminérgicos e serotoninérgicos.
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Aumento da Mortalidade em Pacientes Idosos com Psicose Relacionada à Demência

Dados sobre pacientes idosos com psicose relacionada à demência demonstraram risco
aumentado de morte, quando tratados com medicamentos antipsicóticos, em comparação
aos pacientes tratados com placebo. Os dados de estudos com ziprasidona no tratamento
de pacientes idosos com demência, são insuficientes para concluir se existe ou não um risco
aumentado de morte com ziprasidona vs. placebo nesta população de pacientes. A
ziprasidona não está aprovada para o tratamento de pacientes idosos com psicose
relacionada à demência.
Uso durante a Gravidez e Lactação
Estudos de toxicidade na reprodução realizados com ziprasidona oral não demonstraram
efeitos adversos no processo reprodutivo, além daqueles secundários à toxicidade materna
resultante de um efeito farmacológico exacerbado, em doses iguais ou maiores que 17,5
vezes a dose máxima recomendada para humanos. Não houve evidências de
teratogenicidade com as doses estudadas (vide “Informações Técnicas – Dados de
Segurança Pré-Clínicos”).
Uso durante a Gravidez
Não foram conduzidos estudos em mulheres grávidas. Mulheres com potencial de
engravidar que estejam recebendo Geodon® devem ser aconselhadas a utilizar um método
contraceptivo adequado. Como a experiência clínica é limitada, a administração de
Geodon® não é recomendada durante a gravidez, a menos que o benefício esperado para a
mãe supere o risco potencial ao feto.
Geodon® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação

Não se sabe se a ziprasidona é excretada no leite materno. As pacientes devem ser
advertidas a não amamentar se estiverem em tratamento com Geodon®.
Efeitos na Habilidade de Dirigir e de Operar Máquinas
Assim como ocorre com outros fármacos psicoativos, Geodon® pode causar sonolência.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Fármacos Antiarrítmicos das Classes IA e III ­ vide “Contra-indicações” e “Advertências e
Precauções ­ Intervalo QT”.
Uso Concomitante com Outros Fármacos que Prolongam o Intervalo QT ­ vide
“Advertências e Precauções ­ Intervalo QT”.
Fármacos ativos no SNC/ Álcool ­ vide “Advertências e Precauções - Fármacos ativos no
SNC/Álcool”.
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Efeito de Geodon® (cloridrato de ziprasidona) sobre Outros Fármacos
A ziprasidona não demonstrou efeito inibitório sobre CYP1A2, CYP2C9 ou CYP2C19,
quando testada em microssomos hepáticos humanos. A concentração de ziprasidona
requerida para inibir os citocromos CYP2D6 e CYP3A4, in vitro, foi no mínimo 1000 vezes
maior que a concentração livre que pode ser esperada in vivo. É improvável que a
ziprasidona cause interações medicamentosas clinicamente importantes mediadas por estas
enzimas.
- dextrometorfano ­ de acordo com os resultados obtidos in vitro, um estudo em voluntários
sadios demonstrou que a ziprasidona não alterou o metabolismo do dextrometorfano,
mediado pelo CYP2D6, para seu principal metabólito, o dextrorfano.
- contraceptivos orais ­ a administração de ziprasidona não resultou em alteração
significativa na farmacocinética de estrógenos (etinilestradiol, um substrato do CYP3A4) ou
progesterona.
- lítio ­ a co-administração de ziprasidona não teve efeito na farmacocinética do lítio.
- ligação às proteínas ­ a ziprasidona se liga extensivamente às proteínas plasmáticas. A
ligação da ziprasidona às proteínas plasmáticas, in vitro, não foi alterada pela varfarina ou
propranolol (2 fármacos que são altamente ligados às proteínas), e a ziprasidona também
não alterou a ligação destes fármacos no plasma humano. Desta maneira, o potencial de um
fármaco interagir com a ziprasidona devido ao deslocamento, é improvável.
Efeitos de Outros Fármacos sobre Geodon®
A ziprasidona é metabolizada pela aldeído oxidase e em menor extensão pela CYP3A4. Não
há indutores ou inibidores clinicamente conhecidos da aldeído oxidase que sejam
relevantes.
O cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, na dose de 400 mg ao dia, produziu um
aumento de aproximadamente 35% na exposição da ziprasidona (AUC e Cmáx). Estas
alterações produzidas pelo cetoconazol parecem não ter relevância clínica.
A carbamazepina, um indutor da CYP3A4, na dose de 200 mg a cada 12 horas, produziu
uma diminuição de 36% na exposição da ziprasidona. Estas alterações produzidas pela
carbamazepina parecem não ter relevância clínica.
A cimetidina, um inibidor não-específico da CYP, não afetou significativamente a
farmacocinética da ziprasidona.
Doses múltiplas de antiácido à base de alumínio ou magnésio não alteraram a
farmacocinética da ziprasidona.
A avaliação farmacocinética das concentrações séricas de ziprasidona em estudos
clínicos não revelou qualquer evidência de interações clinicamente significativas com
a benzatropina, propranolol ou lorazepam.

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REAÇÕES ADVERSAS
Esquizofrenia
A tabela 1 apresenta eventos adversos que ocorreram com freqüência 1% e aqueles que
ocorreram com freqüência maior quando comparado ao placebo no estudo de curto prazo,
placebo-controlado de ziprasidona em esquizofrenia.

Tabela 1. Eventos adversos relacionados ao tratamento com ziprasidona que
ocorreram em uma freqüência 1% observados em estudos de esquizofrenia de
curto-prazo, placebo-controlados:
Psiquiátrico
Comum: agitação, insônia.
Sistema
Muito comum: sonolência.
Nervoso
Comum: acatisia, tontura, distonia, síndrome extrapiramidal, dor de
cabeça, hipertonia, tremor.
Ocular
Comum: visão anormal.
Gastrintestinal
Comum: constipação, boca seca, dispepsia, aumento da salivação,
náusea, vômito.
Geral
Comum1: astenia.
1 Classificação das freqüências: muito comum 10%; comum 1% e < 10%.
A incidência de convulsões foi rara, ocorrendo em menos de 1% dos pacientes tratados com
Geodon® (cloridrato de ziprasidona).
Em estudos clínicos duplo-cegos, ativo-controlados, a Escala de Carga de Distúrbio do
Movimento (Movement Disorder Burden Scale), uma medida de avaliação de sintomas
extrapiramidais, foi estatisticamente significativa (p 0,05) a favor da ziprasidona quando
comparada ao haloperidol e risperidona. Foram observadas alterações comparáveis a essas
na Escala de Simpson-Angus e Escala de Acatisia de Barnes em pacientes tratados com
ziprasidona e placebo. Além disso, a incidência de relatos de acatisia e do uso de fármacos
anticolinérgicos foi maior em pacientes tratados com haloperidol e risperidona, quando
comparados aos pacientes recebendo ziprasidona.
Em estudos clínicos de curto prazo, de 4 a 6 semanas, placebo-controlados, de dose fixa, a
incidência de ganho de peso corpóreo registrada como um evento adverso foi baixa e igual
em pacientes tratados com ziprasidona e pacientes tratados com placebo (ambos 0,4%).
Houve um pequeno aumento no peso médio dos pacientes tratados com ziprasidona (0,5
kg), mas não nos pacientes tratados com placebo.
Em um estudo placebo-controlado de 1 ano foi observada uma perda de peso média de 1 a
3 kg em pacientes tratados com ziprasidona, comparado a uma perda média de 3 kg em
pacientes tratados com placebo.
Foi observado um aumento apenas transitório da prolactina durante a administração crônica
de ziprasidona.
Em um estudo clínico placebo-controlado de 52 semanas, o índice de descontinuação
devido a eventos adversos foi similar entre pacientes tratados com ziprasidona e aqueles
tratados com placebo.
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Mania Bipolar
A tabela 2 apresenta eventos adversos que ocorreram com uma freqüência 5% e aqueles
que ocorreram com freqüência maior quando comparado ao placebo no estudo de curto
prazo, placebo-controlado de ziprasidona em mania bipolar.
Tabela 2. Eventos adversos relacionados ao tratamento com ziprasidona que
ocorreram em uma freqüência 5% observados em estudos de mania bipolar curto-
prazo, placebo-controlados:

Sistema
Muito comum: acatisia, tontura, síndrome extrapiramidal, dor de
Nervoso
cabeça, sonolência.
Comum: distonia, hipertonia e tremor
Ocular
Comum: visão anormal.
Gastrintestinal
Muito comum: náusea
Comum: constipação
Geral
Comum1: astenia.
1 Classificação das freqüências: muito comum 10%; comum 1% e < 10%.

Reações Adversas Pós-comercialização
As seguintes reações adversas foram relatadas durante a experiência pós-comercialização:
Sistema imune: reação alérgica.

Psiquiátrico: insônia, mania/hipomania.

Sistema nervoso: paralisia facial, síndrome neuroléptica maligna, síndrome serotoninérgica
(sozinha ou em combinação com medicamentos serotoninérgicos), discinesia tardia.

Cardiovascular: taquicardia e torsade de pointes (vide “Advertências e Precauções”).
Vascular: hipotensão postural, síncope.
Gastrintestinal: disfagia, inchaço na língua.
Pele e tecido subcutâneo: angioedema e rash.
Renal e urinário: enurese, incontinência urinária.
Sistema reprodutivo e mamas: galactorréia e priapismo.


POSOLOGIA
Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é apresentado na forma de cápsulas para uso oral.
Uso em Adultos
A dose inicial recomendada é de 40 mg a cada 12 horas, administrada com alimentos (vide
“Propriedades Farmacocinéticas”). A dose diária pode ser subseqüentemente ajustada com
base na resposta clínica individual até uma dose máxima de 80 mg a cada 12 horas. Se
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houver indicação clínica, a dose máxima recomendada pode ser alcançada no 3º (terceiro)
dia de tratamento.
Uso em Crianças
A segurança e eficácia em indivíduos menores de 18 anos não foram estabelecidas.
Uso em Idosos
Geralmente não é necessário ajuste de dose em pacientes idosos (65 anos ou mais).

Uso na Insuficiência Renal
Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.
Uso na Insuficiência Hepática
Em pacientes com insuficiência hepática de grau leve a moderado, doses menores devem
ser consideradas. Uma vez que não há experiência clínica em pacientes com insuficiência
hepática grave, Geodon® deve ser utilizado com cautela neste grupo de pacientes (vide
“Propriedades Farmacocinéticas”).
Uso em fumantes
Não é necessário ajuste de dose em pacientes fumantes.

SUPERDOSAGEM
A experiência de superdosagem com Geodon® (cloridrato de ziprasidona) é limitada. A
maior ingestão confirmada é de 12800 mg. Neste caso, foram relatados sintomas
extrapiramidais e um intervalo QTc de 446 ms (sem seqüela cardíaca). Em casos de
superdosagem, em geral, os sintomas mais comumente relatados foram: sintomas
extrapiramidais, sonolência, tremor e ansiedade.
Se houver suspeita de superdosagem, deve ser considerada a possibilidade de
envolvimento de múltiplos fármacos. Não há antídoto específico para ziprasidona. Em casos
de superdosagem aguda, deve-se estabelecer e manter uma via aérea e garantir ventilação
e oxigenação adequadas. Deve-se considerar a lavagem gástrica (após entubação, se o
paciente estiver inconsciente) e a administração de carvão ativado associado a um laxante.
A possibilidade de obnubilação, convulsões ou reação distônica da cabeça e pescoço após
superdosagem, pode levar ao risco de aspiração por vômito induzido. A monitoração
cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitoração eletrocardiográfica
contínua para detectar possíveis arritmias.
Devido ao fato da ziprasidona estar altamente ligada às proteínas, é improvável que a
hemodiálise seja benéfica no tratamento de superdosagem. A rigorosa monitoração e
supervisão médica devem ser mantidas até que o paciente se recupere.


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PARTE IV

MS ­ 1.0216.0066
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann ­ CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE
RECEITA.
Número de lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Deutschland GmbH
Illertissen ­ Alemanha

Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2.270
CEP 07190-001 ­ Guarulhos ­ SP
CNPJ n° 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.

Fale Pfizer 0800-16-7575
www.pfizer.com.br

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