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DESFERAL®
mesilato de desferroxamina

Formas farmacêuticas e apresentações
Liofilizado injetável, acondicionado em frasco-ampola + ampola-diluente. Embalagem com 5
frascos-ampolas + 5 ampolas-diluentes.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição
Cada frasco-ampola contém 500 mg de mesilato de desferroxamina na forma liofilizada e cada
ampola-diluente contém 5 mL de água para injeção.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE
Ação esperada: DESFERAL tem como substância ativa a desferroxamina, um agente capaz de
promover a excreção de ferro e alumínio do organismo.
Cuidados de armazenamento: O produto deve ser conservado em temperatura ambiente
(entre 15ºC e 30ºC). O produto deve ser usado imediatamente depois de reconstituído (o
começo do tratamento deve ser em 3 horas). Quando a reconstituição é feita sob condições
assépticas validadas, o produto pode ser armazenado por um período máximo de 24 horas em
temperatura ambiente, antes da administração.

Prazo de validade: O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após
a data de validade.

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico sobre a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe ao seu médico se está amamentando. DESFERAL
não deve ser utilizado durante a gravidez ou no período de lactação, a não ser por estrita
indicação médica.
Cuidados de administração: Siga corretamente as orientações do seu médico, respeitando
sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu
médico.

Reações adversas: Informe ao seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis.
DESFERAL é geralmente bem tolerado; porém, dependendo da individualidade de cada
paciente, algumas reações indesejáveis podem ocorrer esporadicamente. Tais reações incluem
vermelhidão da pele, coceira, tontura, sudorese, dificuldade para respirar, visão borrada,
zumbidos, febre, dor de garganta, diarréia e mal-estar.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
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Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe ao seu médico sobre qualquer
medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento, inclusive vitamina C.

Contra-indicações: DESFERAL é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade
conhecida à desferroxamina.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Farmacodinâmica

Grupo farmacoterapêutico - agente quelante; código ATC: V03AC01.

Mecanismo de ação - A desferroxamina (DFO) forma complexos predominantemente com os
31
25
íons trivalentes de ferro e alumínio: as constantes de formações dos complexos são 10 e 10 ,
2+
2+
2+
2+
respectivamente. A afinidade da DFO para íons divalentes tais como Fe , Cu , Zn , Ca é
substancialmente menor (constantes de formação de complexos de l014 ou menores). A
quelação ocorre em base molar de 1:1, de modo que 1 g de DFO pode, teoricamente, ligar-se a
3+
3+
85 mg de Fe ou 41 mg de Al .
Em decorrência de suas propriedades quelantes, a DFO é capaz de deslocar o ferro na forma
livre, encontrado tanto no plasma como nas células, dando origem ao complexo ferrioxamina
(FO). Na excreção urinária de ferro do FO, o íon origina-se predominantemente do turnover
(quantidade metabolizada) plasmático de ferro, sendo que o ferro fecal reflete, principalmente,
a quelação intra-hepática de ferro. O ferro pode ser quelado a partir da ferritina e da
hemossiderina, mas a quelação é relativamente lenta em concentrações clínicas relevantes de
DFO. Entretanto, a DFO não remove o ferro da transferrina, da hemoglobina ou de outras
substâncias contendo grupo heme.
A DFO pode também mobilizar e quelar o alumínio, formando um complexo aluminoxamina
(AlO).
Efeitos farmacodinâmicos - Uma vez que ambos os complexos, FO e AlO, são completamente
excretados, a DFO promove a excreção de ferro e alumínio através da urina e das fezes,
reduzindo assim os depósitos patológicos de ferro ou de alumínio nos órgãos.
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Farmacocinética

Absorção - A desferroxamina é rapidamente absorvida após a injeção intramuscular em bolus
ou a infusão subcutânea lenta, mas pouco absorvida a partir do trato gastrintestinal, na presença
de mucosa intacta. A biodisponibilidade absoluta é menor do que 2% após a administração oral
de 1g da desferroxamina.
Durante a diálise peritonial, a desferroxamina é absorvida se administrada no líquido de
diálise.
Distribuição - Em voluntários sadios, as concentrações plasmáticas máximas de 15,5
mcmol/litro (8,7 mcg/mL) foram registradas trinta minutos após uma injeção intramuscular de
10 mg/kg de DFO. Uma hora após a injeção, a concentração máxima de ferrioxamina foi de 3,7
mcmol/litro (2,3 mcg/mL). Concentrações de DFO de 30,5 mcmol/L são alcançadas no steady
state (estado de equilíbrio) após infusão intravenosa de 2 g (cerca de 29 mg/kg) de
desferroxamina em voluntários sadios, por um período superior a 2 horas; a distribuição de
DFO é muito rápida com uma meia-vida de 24 minutos. Menos de 10% da DFO liga-se a
proteínas séricas in vitro.
Biotransformação - Quatro metabólitos da DFO foram isolados e identificados na urina de
pacientes com acúmulo de ferro. Observou-se a ocorrência das seguintes reações de
biotransformação com a DFO: transaminação e oxidação, resultando em um metabólito ácido;
beta-oxidação, também resultando em um metabólito ácido; descarboxilação e N-hidroxilação,
resultando em metabólitos neutros.
Eliminação - Tanto a DFO como a FO apresentaram eliminação bifásica após injeção
intramuscular em voluntários sadios; a meia-vida de distribuição aparente para a DFO é de 1
hora e para a FO é de 2,4 horas. A meia-vida terminal aparente é de 6 horas para ambos. Da
dose injetada, 22% aparecem na urina, 6 horas após a injeção, como DFO e 1% como FO.
Características em pacientes: Em pacientes portadores de hemocromatose, os níveis
plasmáticos máximos de 7,0 mcmol/litro (3,9 mcg/mL) foram registrados para a DFO e 15,7
mcmol/litro (9,6 mcg/mL) para a FO, uma hora após a injeção intramuscular de DFO de 10
mg/kg. Esses pacientes eliminaram a DFO e a FO com meias-vidas de 5,6 e 4,6 horas,
respectivamente. Seis horas após a injeção, 17% da dose foi excretado através da urina como
DFO e 12% como FO.
Em pacientes com talassemia a infusão intravenosa contínua de 50 mg/kg/24 horas de DFO
resultou em níveis plasmáticos de DFO equivalentes a 7,4 mcmol/L (4,1 mcg/mL) no steady
state (estado de equilíbrio). A eliminação de DFO do plasma foi bifásica, com meia-vida média
de distribuição de 16,8 minutos e uma meia-vida terminal aparente de 3 horas. O clearance
(depuração) plasmático total foi de 0,5 L/h/kg e o volume de distribuição no steady state
(estado de equilíbrio) foi estimado em 1,35 L/kg. A exposição ao principal metabólito ligante
do ferro foi ao redor de 54% da exposição ao DFO, baseado nos valores de AUC. A meia-vida
de eliminação monoexponencial aparente do metabólito foi de 1,3 horas.
Em pacientes dialisados por insuficiência renal, que receberam 40 mg/kg de DFO por infusão
i.v. durante uma hora, a concentração plasmática ao final da infusão foi de 152 mcmol/litro
(85,2 mcg/mL), quando a infusão foi administrada no intervalo das sessões de diálise. Quando
a infusão foi administrada durante a diálise, as concentrações plasmáticas de DFO estiveram
entre 13% e 27% mais baixas. As concentrações de FO foram, em todos os casos, de
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aproximadamente 7,0 mcmol/litro (4,3 mcg/mL) e para AlO de 2-3 mcmol/litro (1,2-1,8
mcg/mL). Após a descontinuação da infusão, a concentração plasmática de DFO diminuiu
rapidamente, com uma meia-vida de 20 minutos. Uma fração menor da dose foi eliminada com
meia-vida maior (de 14 horas). As concentrações plasmáticas de AlO continuaram a aumentar
até 48 horas após a infusão e atingiram valores de aproximadamente 7 mcmol/litro (4 mcg/
mL). Após a diálise, a concentração plasmática de AlO diminuiu para 2,2 mcmol/litro (1,3
mcg/ mL).
Dados de segurança pré-clínicos
A administração subcutânea de doses altas de DFO em ratos, cachorros e gatos, por várias
semanas, causaram opacificação do cristalino com formação de catarata.
DFO não mostrou efeitos genotóxicos/mutagênicos em ensaios in vitro (teste de Ames) e no
ensaio in vivo (teste de micronúcleos em ratos). Estudos de carcinogenicidade a longo prazo
não foram realizados.
A DFO não foi teratogênica em ratos e camundongos. Em fetos de coelhos que foram expostos
a doses tóxicas no útero materno, foram encontradas algumas malformações no esqueleto axial.
Embora os resultados deste estudo sejam considerados de caráter preliminar, a teratogenicidade
induzida por DFO em coelhos não pode ser excluída sob as condições experimentais
empregadas.
Indicações
1. Para fins terapêuticos
Tratamento monoterápico de quelação de ferro para acúmulo crônico de ferro, como por
exemplo:
- Hemossiderose transfusional, como observado na talassemia maior, anemia sideroblástica,
anemia hemolítica auto-imune e outras anemias crônicas;
- Hemocromatose idiopática (primária) em pacientes nos quais transtornos concomitantes
(ex.: anemia severa, doença cardíaca, hipoproteinemia) impedem a flebotomia;
- Acúmulo de ferro associado a porfiria cutânea tardia em pacientes incapazes de tolerar
flebotomia.
Tratamento de intoxicação aguda por ferro.
Tratamento do acúmulo crônico de alumínio, em pacientes com insuficiência renal terminal
(em diálise de manutenção), portadores de:
- Doença óssea relacionada ao alumínio;
- Encefalopatia por diálise; ou
- Anemia relacionada ao alumínio.
2. Para fins de diagnóstico
No diagnóstico do acúmulo de ferro ou alumínio.
Contra-indicações
Hipersensibilidade conhecida à substância ativa de DESFERAL, exceto quando for possível a
dessensibilização bem sucedida.

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Advertências
A infusão intravenosa rápida pode provocar hipotensão e choque (ex. flushing, taquicardia,
colapso e urticária).

Altas doses de DESFERAL, especialmente em pacientes com baixos níveis plasmáticos de
ferritina, podem levar a transtornos da visão e audição (veja “Reações adversas”). Pacientes
com insuficiência renal que recebam diálise de manutenção e tenham baixos níveis de ferritina
são particularmente propensos a reações adversas; sintomas visuais têm sido relatados após
doses únicas de DESFERAL. O risco de efeitos colaterais é reduzido, quando se emprega
terapia de baixas doses. Se ocorrerem distúrbios visuais ou auditivos, o tratamento com
DESFERAL deve ser imediatamente descontinuado. As alterações induzidas por DESFERAL
são normalmente reversíveis, se identificadas precocemente. O tratamento com DESFERAL
pode ser retomado posteriormente com dose reduzida e estrita monitoração das funções
auditiva e visual.

Aproximadamente metade do complexo metálico é excretado através dos rins, em pacientes
com acúmulo de ferro e função renal normal. Desta forma, deve-se ter cuidado em pacientes
com insuficiência renal grave. Os complexos de ferro e alumínio da desferroxamina são
dialisáveis; em pacientes com insuficiência renal, sua eliminação poderá ser aumentada
através de diálise.
Pacientes com baixos níveis séricos de ferritina em altas doses de DESFERAL, ou pacientes
jovens (menores de três anos no início de tratamento) têm sido associados à observação de
retardo no crescimento (veja “Posologia”). O retardo no crescimento associado a doses
excessivas de DESFERAL, deve ser distingüido do retardo no crescimento de acúmulo de
ferro. O retardo no crescimento pelo uso de DESFERAL é raro se a dose for mantida abaixo
de 40 mg/kg; se o retardo no crescimento tem sido associado a doses acima desse valor, então
a redução da dose pode resultar em um retorno da velocidade de crescimento, porém, a altura
prevista do adulto não é atingida.

A síndrome de angústia respiratória aguda tem sido descrita acompanhando tratamento com
doses i.v. excessivamente altas de DESFERAL em pacientes com intoxicação aguda por ferro
e, também, em pacientes talassêmicos. As doses diárias recomendadas não devem portanto ser
excedidas.

Foi relatado, em pacientes que sofriam de acúmulo de ferro, que DESFERAL aumenta a
susceptibilidade a infecções, por exemplo, por Yersinia enterocolitica e Yersinia
pseudotuberculosis. Se um paciente sob tratamento com DESFERAL apresentar febre
acompanhada de enterite/enterocolite aguda, dor abdominal difusa ou faringite, o tratamento
deverá ser temporariamente descontinuado, efetuados testes bacteriológicos e iniciada
imediatamente terapia com antibiótico adequado. Quando a infecção ceder, o tratamento com
DESFERAL poderá ser reiniciado.

Foram relatados casos muito raros de mucormicose, uma infecção aguda por fungos, em
pacientes que recebem DESFERAL por acúmulo de alumínio e/ou ferro, sendo alguns destes
fatais. Se ocorrer algum dos sinais ou sintomas suspeitos, DESFERAL deve ser imediatamente
descontinuado, efetuados testes micológicos e instituído tratamento apropriado. A
mucormicose pode ocorrer também em pacientes que não estejam recebendo DESFERAL,
indicando que outros fatores determinantes, tais como diabetes mellitus, transtorno do
equilíbrio ácido-base, malignidades hematológicas, drogas imunossupressoras ou
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comprometimento do sistema imunológico, podem exercer influência no desenvolvimento
dessa infecção.

A excreção do complexo de ferro pode causar coloração marrom-avermelhada na urina.

Precauções
DESFERAL não deve ser administrado em doses maiores do que as recomendadas. O produto
não deve ser utilizado em concentrações maiores que 10%, pois isso aumenta o risco de
reação local através da via subcutânea (veja “Instruções de uso/manuseio”). Quando a via
intramuscular for a única opção, é necessário o uso de concentrações maiores para facilitar a
injeção.
Na concentração recomendada de 10%, a solução reconstituída apresenta-se límpida e incolor
a levemente amarelada. Apenas soluções límpidas devem ser utilizadas. Soluções opacas ou
turvas devem ser descartadas. Para infusão subcutânea a agulha não deve ser inserida muito
próximo à derme. O devido cuidado deve ser tomado com a técnica de aplicação.

Em pacientes com acúmulo grave e crônico de ferro, tem sido relatada a debilitação da função
cardíaca em tratamento concomitante com altas doses de DESFERAL e altas doses de
vitamina C (mais que 500 mg diários). A disfunção cardíaca foi revertida quando a vitamina C
foi descontinuada. As seguintes precauções devem ser adotadas quando DESFERAL e
vitamina C tiverem que ser utilizados concomitantemente:
- Suplementos de vitamina C não devem ser administrados a pacientes com insuficiência
cardíaca.
- Iniciar o tratamento com vitamina C somente após um mês de tratamento regular com
DESFERAL.
- Administrar vitamina C apenas se o paciente estiver recebendo DESFERAL regularmente,
idealmente, logo após se acionar a bomba.
- Não exceder uma dose diária de 200 mg de vitamina C, administrados em doses fracionadas.
- É recomendável a monitoração da função cardíaca durante a terapia combinada.

Recomenda-se testes oftalmológicos e audiológicos especializados antes de começar o
tratamento com DESFERAL e depois em intervalos regulares (a cada três meses),
particularmente se os níveis de ferritina estiverem baixos. Mantendo-se a razão da dose diária
média (mg/kg) de DESFERAL dividida pela ferritina sérica (mcg/L) sob valores menores que
0,025, o risco de anormalidades audiométricas podem ser reduzidos em pacientes com
talassemia.
Os pacientes pediátricos em tratamento com DESFERAL devem ser monitorados quanto ao
peso corpóreo e ao crescimento longitudinal a cada 3 meses (veja “Advertências”).

Em pacientes portadores de encefalopatia relacionada com alumínio, altas doses de
DESFERAL podem exacerbar a disfunção neurológica (convulsões), provavelmente em
decorrência do aumento agudo do alumínio circulante. DESFERAL pode precipitar o início da
demência em pacientes sob diálise. Relatou-se que um pré-tratamento com clonazepam
previne essa deterioração neurológica. O tratamento da sobrecarga de alumínio pode,
também, resultar em decréscimo do cálcio sérico e agravamento de hiperparatireoidismo.
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Gravidez e lactação
Gravidez
A desferroxamina evidenciou um possível potencial teratogênico em coelhos (veja “Dados de
segurança pré-clínicos”). Até o momento, todos os pacientes em que foi relatada a
administração de DESFERAL durante a gravidez deram à luz a crianças sem nenhuma
malformação. Durante a gravidez, especialmente nos três primeiros meses, o produto somente
deve ser empregado se seu uso for obrigatório.

Mulheres com potencial para engravidar
Em cada caso, deve-se ponderar os benefícios para a mãe e os riscos potenciais para o feto.

Lactação
Não há dados sobre a passagem da substância ativa para o leite materno.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas
Os pacientes com manifestações como vertigem ou outros transtornos do sistema nervoso
central, ou visão e audição comprometidas devem abster-se de dirigir veículos e/ou operar
máquinas (veja “Reações adversas”).
Interações medicamentosas
O tratamento concomitante com DESFERAL e proclorperazina, um derivado da fenotiazina,
pode conduzir a alteração temporária de consciência.
Em casos de acúmulo grave e crônico de ferro, constatou-se, durante terapia combinada com
doses elevadas de vitamina C (acima de 500 mg/dia), uma deterioração da função cardíaca
(veja “Precauções” e “Advertências”); tal deterioração mostrou-se reversível quando a
vitamina C foi retirada.
Os resultados de contraste com gálio-67 podem ser distorcidos em função da rápida excreção
urinária de gálio-67 ligado ao DESFERAL. É recomendável a descontinuação de DESFERAL
com 48 horas de antecedência à cintilografia.
Reações adversas
As reações adversas (Tabela 1) encontram-se organizadas de acordo com a freqüência, as
mais freqüentes primeiro, segundo a seguinte convenção: muito comum 1/10, comum
1/100 a < 1/10; incomum 1/1.000, < 1/100; rara 1/10.000, < 1/1.000; muito rara
<1/10.000, incluindo relatos isolados. Dentro de cada grupo de freqüência, as reações
adversas são colocadas em ordem decrescente de gravidade.
Muitos sinais e sintomas relatados assim como efeitos adversos podem ser manifestações de
doenças de base (acúmulo de ferro e/ou de alumínio).










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Tabela 1

Infecções e infestações

Rara:
Mucormicose (veja “Precauções” e “Advertências”).
Muito Raras:
Gastroenterites, infecções por Yersinia (veja “Precauções” e
“Advertências”).

Desordens do sistema

sangüíneo e linfático

Muito rara:
Desordens sangüíneas (incluindo trombocitopenia)
Desordens do sistema

imunológico

Muito raras:
Choque anafilático, reações anafiláticas, edema
angioneurótico.
Desordens do sistema

nervoso

Comum:
Dor de cabeça
Muito raras:
Distúrbios neurológicos, vertigens, precipitação ou
exacerbação da encefalopatia sensorial periférica da diálise
relacionada ao alumínio, neuropatia periférica, parestesia
(veja “Precauções” e “Advertências”).

Desordens visuais

Raras:
Perda da visão, estocoma, degeneração da retina, neurite
óptica, catarata, acuidade visual reduzida, visão borrada,
cegueira noturna, defeitos no campo visual, cromatopsia
(deficiência da visão para cores), opacidade da córnea (veja
“Precauções” e “Advertências”).
Desordens auditivas e do
labirinto

Incomuns:
Perda da audição neurosensorial, tinnitus (veja “Precauções”
e “Advertências”).


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Desordens vasculares

Raras:
Hipotensão, caso as precauções de administração não forem
seguidas corretamente (veja “Posologia”, “Advertências” e
“Precauções”).
Desordens respiratórias,

torácicas e mediastinas

Incomum:
Asma.
Muito raras:
Angústia respiratória aguda, infiltação pulmonar (veja
“Precauções” e “Advertências”).
Desordens gastrintestinais

Comum:
Náusea.
Incomuns:
Vômito, dor abdominal.
Muito raras:
Diarréia.
Desordens da pele e dos
tecidos subcutâneos

Comum:
Urticária.
Muito rara:
Rash generalizado.
Desordens

musculoesqueléticas e do
tecido conectivo

Muito comuns:
Artralgia, mialgia.
Comuns:
Retardo no crescimento e alterações ósseas (por exemplo,
displasia metafísica) em altas doses e em crianças pequenas
(veja “Precauções e “Advertências”).
Deordens renais e urinárias

Muito rara:
Comprometimento da função renal (veja “Precauções” e
“Advertências”).
Desordens gerais e do local
de administração

Muito comuns:
Reações no local de injeção, incluindo dor, inchaço,
infiltração, eritema, prurido e ferida/ crosta (veja

“Precauções”).
Comum:
Pirexia.
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Incomuns:
Infecção no local de injeção incluindo vesículas, edema, ardor
(veja “Precauções”).

Observações especiais:
Surdez neurosensorial e tinnitus são incomuns se as doses forem mantidas dentro da faixa
recomendada e se as doses forem reduzidas quando ocorrer queda dos níveis de ferritina (a
razão da dose diária média de DESFERAL dividida pela ferritina sérica deve ser menor que
0,025).
As diversas desordens visuais são raras, exceto nos casos de administrações de altas doses
(veja “Precauções e Advertências”).
Retardo no crescimento e alterações ósseas (ex.: displasia metafísica) são comuns com doses
acima de 60 mg/kg, especialmente para os pacientes que iniciam a quelação de ferro nos três
primeiros anos de vida. Com doses de 40 mg/kg ou menores, o risco é consideravelmente
reduzido.
No local da injeção, dor, inchaço, infiltração, eritema, prurido e ferida/crosta são muito
comuns, vesículas, edema no local e ardor são reações incomuns. As manifestações locais
podem ser acompanhadas por reações sistêmicas como artralgia/mialgia (muito comuns), dor
de cabeça (comum), urticária (comum), náusea (comum), pirexia (comum), vômito (incomum),
dor abdominal (incomum) ou asma (incomum).

Posologia
Tratamento da sobrecarga crônica de ferro
O principal objetivo da terapia de quelação no tratamento do acúmulo de ferro, em pacientes
jovens é atingir o equilíbrio do ferro e prevenir a hemossiderose, ao passo que em pacientes
idosos o equilíbrio negativo do ferro é desejável, a fim de se reduzir lentamente a deposição
elevada de ferro e prevenir os efeitos tóxicos desse metal.

Crianças e adultos:
É recomendável que a terapia com DESFERAL seja iniciada após as 10 a 20 primeiras
transfusões sangüíneas ou quando o nível sérico de ferritina tenha atingido 1000 ng/mL. O
retardo no crescimento pode resultar do acúmulo de ferro ou de doses excessivas de
DESFERAL. Se a quelação for iniciada antes dos três anos de idade, o crescimento deve ser
monitorado com cuidado e a dose diária média não deve exceder 40 mg/kg.
A dosagem e o modo de administração devem ser determinados individualmente e adaptados
durante a terapia, de acordo com a gravidade da sobrecarga de ferro no paciente. A fim de se
avaliar a resposta à terapia de quelação, a excreção urinária de ferro em 24 horas deve ser
monitorada diariamente e estabelecida a resposta ao aumento das doses. Uma vez estabelecida
a dose apropriada, as taxas de excreção de ferro pela urina devem ser avaliadas em intervalos
de algumas semanas. Alternativamente a dose diária média pode ser ajustada de acordo com os
valores de ferritina a fim de manter um índice terapêutico menor do que 0,025 (ou seja, dose
diária média (mg/kg) de DESFERAL dividida por nível de ferritina sérica (mcg/L) inferior a
0,025). Geralmente a dose diária média de DESFERAL situa-se entre 20 e 60 mg/kg.
Em geral, pacientes com níveis séricos de ferritina menores que 2000 ng/mL exigem cerca de
25 mg/kg/dia. Os pacientes com níveis séricos de ferritina entre 2000 e 3000 ng/mL exigem
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cerca de 35 mg/kg/dia. Os pacientes com ferritina sérica elevada podem requerer doses de até
55 mg/kg/dia. Não é aconselhável regularmente exceder doses diárias médias de 50 mg/kg/dia,
exceto quando for necessária uma intensiva quelação em pacientes que tenham completado o
crescimento. Se os valores de ferritina forem diminuídos para valores abaixo de 1000 ng/mL, o
risco de toxicidade do DESFERAL é aumentado; é importante monitorar particularmente esses
pacientes de forma cuidadosa e provavelmente considerar a diminuição da dose semanal total.
As doses administradas são as doses diárias médias. Uma vez que a maioria dos pacientes
recebem a droga em um período inferior a 7 dias por semana, a dose real por infusão
geralmente difere da dose diária média; isto é, se a dose diária média necessária for de 40
mg/kg/dia e o paciente usar a bomba 5 dias por semana, cada infusão deve conter 56 mg/kg.
Foi demonstrado que a quelação regular com DESFERAL aumenta a expectativa de vida em
pacientes com talassemia.
A infusão subcutânea lenta por período de 8 a 12 horas, por meio de bomba de infusão leve e
portátil, é considerada efetiva e especialmente conveniente para pacientes ambulatoriais, mas
pode também ser administrada durante 24 horas. DESFERAL deve ser utilizado com a bomba
por 5 a 7 vezes por semana. DESFERAL não foi formulado para suportar injeção subcutânea
em bolus.

Infusão intravenosa durante transfusão de sangue:
A disponibilidade de uma conexão intravenosa durante transfusões de sangue torna possível
administrar-se uma infusão intravenosa sem inconveniente adicional ao paciente. Isso é
especialmente útil a pacientes que respondem inadequadamente a infusões subcutâneas. A
solução de DESFERAL não pode ser colocada diretamente na “bolsa de sangue” mas deve ser
adicionada ao tubo através de um adaptador em forma de “Y” localizado próximo ao local da
injeção venosa. A bomba do paciente deve ser usada para administrar DESFERAL de forma
usual. Pacientes e enfermeiras devem ser alertados para não acelerar a infusão, porque uma
injeção intravenosa de DESFERAL, em bolus, pode conduzir a um colapso agudo (veja
“Precauções” e “Advertências”).

Infusão intravenosa contínua:
Quando se realizar quelação intensiva, podem ser utilizados sistemas intravenosos
implantados. A infusão intravenosa contínua é indicada a pacientes incapacitados para a
infusão subcutânea contínua e naqueles que tenham problemas cardíacos secundários ao
acúmulo de ferro. A dose de DESFERAL depende do grau de acúmulo de ferro no paciente. A
excreção urinária de ferro em 24 horas deve ser mensurada regularmente quando for necessária
uma quelação intensiva (i.v.) e um ajuste adequado da dose. Deve-se ter cuidado ao esvaziar o
equipo para evitar uma infusão inesperada de DESFERAL residual que pode estar presente no
espaço morto do equipo, acarretando um colapso agudo (veja “Precauções” e “Advertências”).
Administração Intramuscular
Como as infusões subcutâneas são mais efetivas, as injeções intramusculares somente são
administradas quando infusões subcutâneas não forem viáveis.
Qualquer que seja a via de administração escolhida, a dose de manutenção individual a ser
selecionada dependerá da taxa de excreção de ferro do paciente.

Utilização concomitante de vitamina C:
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Os pacientes com acúmulo de ferro normalmente se tornam deficientes de vitamina C,
provavelmente pela oxidação da vitamina pelo ferro. Como adjuvante da terapia quelante,
doses diárias de até 200 mg de vitamina C podem ser administradas fracionadamente,
iniciando-se após o primeiro mês de tratamento regular com DESFERAL (veja “Precauções” e
“Advertências”). A vitamina C aumenta a disponibilidade do ferro para quelação. Em geral, 50
mg são suficientes para crianças menores de 10 anos e 100 mg para crianças de mais idade.
Doses maiores de vitamina C são ineficazes no aumento adicional de excreção de complexos
de ferro.
Tratamento de intoxicação aguda por ferro
DESFERAL é um adjunto ao tratamento padrão geralmente utilizado para se tratar a
intoxicação aguda por ferro. O tratamento com DESFERAL é indicado em qualquer uma
dessas situações:
- todos os pacientes sintomáticos que apresentem mais do que sintomas passageiros menores
(ou seja, mais do que um episódio de vômito ou evacuação de fezes amolecidas);
- pacientes com evidências de letargia, dor abdominal significativa, hipovolemia, ou acidose;
- pacientes com resultados positivos de radiografia abdominal demonstrando radiopacidades
múltiplas (a grande maioria desses pacientes vão desenvolver intoxicação sintomática por
ferro);
- qualquer paciente sintomático com nível sérico de ferro maior que 300 a 350 mcg/dL, não
levando em consideração a capacidade ligante de ferro total. Sugere-se também a utilização de
um tratamento conservador, sem teste ou terapia com DESFERAL, quando os níveis séricos de
ferro estiverem entre 300 a 500 mcg/dL em pacientes assintomáticos, assim como naqueles
com vômitos não sangüinolentos auto-limitados ou diarréia sem outros sintomas.
A administração intravenosa contínua de DESFERAL é a via preferida e recomendada. A taxa
de infusão é de 15 mg/kg por hora e deve ser reduzida assim que a situação permitir,
usualmente após 4 a 6 horas, de modo que a dose total intravenosa não exceda a dose
recomendada de 80 mg/kg em qualquer período de 24 horas.
Acredita-se que os critérios sugeridos a seguir constituam os quesitos mais adequados para a
interrupção de DESFERAL. A terapia de quelação deve ser continuada até que todos os
critérios seguintes sejam satisfeitos:
- Os pacientes devem estar livres dos sinais e sintomas da intoxicação sistêmica de ferro (ou
seja, sem acidoses, sem piora da hepatotoxicidade);
- Idealmente, um nível sérico de ferro adequado deve ser normal ou baixo (quando níveis de
ferro diminuirem para valores inferiores a 100 mcg/dL). Como os laboratórios não podem
mensurar exatamente as concentrações séricas de ferro na presença de DESFERAL, considera-
se aceitável descontinuar o medicamento quando todos os outros critérios estiverem presentes e
as concentrações de ferro mensuradas não estiverem elevadas;
-Teste repetido de radiografia abdominal deve ser obtido em pacientes que inicialmente
demonstraram múltiplas radiopacidades para assegurar que elas desapareceram antes da
descontinuação de DESFERAL, porque as mesmas são utilizadas como marcadores da
absorção contínua de ferro;
-Se inicialmente o paciente desenvolveu uma urina avermelhada (vinho-rosé) com o tratamento
de DESFERAL, é razoável que a cor da urina volte ao normal antes do medicamento ser
descontinuado (a ausência de cor avermelhada na urina não é suficiente, por si só, para indicar
a descontinuação do tratamento). A eficácia do tratamento é dependente de uma excreção
urinária adequada, a fim de assegurar que o complexo ferro-ferrioxamina seja excretado do
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organismo. Se ocorrer oligúria ou anúria, podem se tornar necessárias diálise peritonial,
hemodiálise ou hemofiltração.
Tratamento de sobrecarga de alumínio em pacientes portadores de insuficiência renal terminal
Os complexos de alumínio e de ferro de DESFERAL são dialisáveis. Em pacientes com
insuficiência renal, sua eliminação será aumentada por diálise.
Pacientes com evidências de sintomas ou com disfunção orgânica causados por acúmulo de
alumínio podem ser tratados com DESFERAL. Mesmo em pacientes assintomáticos, o
tratamento com DESFERAL deve ser considerado, se os níveis séricos de alumínio forem
consistentemente superiores a 60 ng/mL e estiverem associados a um teste de infusão de
DESFERAL positivo (ver a seguir), particularmente se os achados da biópsia óssea
apresentarem evidência de doença óssea relacionada ao alumínio.
DESFERAL deve ser administrado em dose de 5 mg/kg uma vez por semana (veja “Instruções
de uso/manuseio”). Para pacientes com níveis séricos de alumínio, após o teste com
desferroxamina, de até 300 ng/mL, deve-se administrar DESFERAL através de infusão i.v.
lenta, durante os últimos 60 minutos da sessão de diálise. Para pacientes com níveis séricos de
alumínio, após o teste com desferroxamina, acima de 300 ng/mL, DESFERAL deve ser
administrado através de infusão i.v. lenta, 5 horas antes da sessão de diálise. Após completar os
três primeiros meses de curso do tratamento com DESFERAL, acompanhado de um período de
wash-out (intervalo) de 4 semanas, deve-se realizar um teste de infusão de DESFERAL. Se
dois testes de infusão de DESFERAL sucessivos, executados com intervalo de 1 mês,
resultarem em níveis séricos de alumínio menos do que 50 ng/mL acima do valor basal, não se
recomenda tratamento adicional com o fármaco.
Em pacientes sob diálise peritoneal ambulatorial contínua ou sob diálise peritoneal cíclica
contínua, deve-se administrar DESFERAL uma vez por semana em dose de 5 mg/kg antes da
troca final do dia. É recomendado a utilização da via intraperitoneal nesses pacientes.
Entretanto, DESFERAL também pode ser administrado por via intramuscular, por infusão
intravenosa lenta ou por via subcutânea.

Teste de DESFERAL
Esse teste é baseado no princípio de que DESFERAL, em pessoas normais, não é capaz de
elevar a eliminação do ferro e do alumínio acima de determinado limite.
1. Teste de DESFERAL para acúmulo de ferro em pacientes com função renal normal.
500 mg de DESFERAL devem ser injetados por via intramuscular. Coletar então a urina
durante 6 horas consecutivas e determinar a concentração de ferro. Excreção de 1 a 1,5 mg (18
a 27 mcmol) durante esse período de 6 horas sugere acúmulo de ferro; valores superiores a 1,5
mg (27 mcmol) podem ser reconhecidos como patológicos. Esse teste somente produz
resultados confiáveis nos casos onde a função renal é normal.
2. Teste de infusão de DESFERAL para acúmulo de alumínio em pacientes com insuficiência
renal terminal.
Recomenda-se esse teste em pacientes com níveis séricos de alumínio que excedam a 60
ng/mL, associados a níveis séricos de ferritina acima de 100 ng/mL.
Imediatamente antes de iniciar a sessão de hemodiálise, deve-se retirar uma amostra de sangue
para determinar o nível sérico basal de alumínio.
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Durante os últimos 60 minutos da sessão de hemodiálise, administra-se uma dose de 5 mg/kg
em infusão intravenosa lenta (veja “Instruções de uso/manuseio”).
No início da próxima sessão de hemodiálise (isto é, 44 horas após a infusão de DESFERAL
acima mencionada), retira-se uma segunda amostra de sangue para determinar novamente o
nível sérico de alumínio.
O teste de DESFERAL é considerado positivo se observarmos um aumento superior a 150
ng/mL no nível sérico basal de alumínio. O teste negativo, entretanto, não exclui
absolutamente o diagnóstico de acúmulo de alumínio.
Instruções de uso/manuseio
Quando administrado por via parenteral, DESFERAL deve ser utilizado como solução a 10%
em água. Injetar 5 mL de água para injeção no frasco contendo 500 mg de pó de DESFERAL.
Agitar bem o frasco. Somente soluções límpidas e incolores a levemente amareladas devem ser
utilizadas. A solução de DESFERAL a 10% pode ser diluída posteriormente em soluções
habitualmente utilizadas em infusões (cloreto de sódio 0,9%, glicose 5%, solução de Ringer,
solução de Ringer lactato, solução peritoneal de diálise, assim como Dianeal 137 glicose
2,27%, Dianeal PD4 glicose 2,27%, e CAPD/DPCA 2 glicose 1,5%).
Quando administrado por via intramuscular o volume pode ser reduzido chegando-se a uma
concentração máxima de 25% (2 mL de diluente por frasco de 500 mg). Caso o local da
aplicação ainda não permita a administração deste volume, a dose deve ser administrada em
dois ou mais locais no músculo.
Para o teste de infusão de DESFERAL e para o tratamento de acúmulo crônico de alumínio, os
5 mL de solução de DESFERAL no frasco são uma dose adequada (5 mg/kg) para um paciente
com 100 kg de peso corpóreo. De acordo com o peso real do paciente, a quantidade adequada
de solução de DESFERAL é retirada do frasco e adicionada a 150 mL de solução salina a 0,9%
(solução de cloreto de sódio).
DESFERAL dissolvido pode também ser acrescentado ao meio de diálise e administrado por
via intraperitoneal em pacientes sob DPAC ou DPCC.
A utilização de DESFERAL por meio de bomba portátil de infusão, em casos de acúmulo
crônico de ferro, é descrita a seguir:
1 – Aspirar a água para injeção utilizando-se uma seringa.

2 – Após limpar com álcool a rolha de borracha do frasco de DESFERAL, injetar o conteúdo da
seringa no frasco.
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3 – Agitar bem o frasco para dissolver o produto.

4 – Aspirar a solução obtida para a seringa.

5 – Fixar o tubo de extensão à seringa, conectar o tubo de extensão à agulha tipo butterfly, e
então completar o espaço vazio do tubo com solução da seringa.

6 – Colocar a seringa na bomba de infusão.

7 – Para infusão, a agulha tipo butterfly deve ser inserida sob a pele do abdômen, do braço ou
da coxa. É importante limpar a pele cuidadosamente com álcool e em seguida inserir a agulha
até as abas, sob uma dobra, beliscando-a com a outra mão. A ponta da agulha deve mover-se
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livremente, quando a agulha for balançada. Se isso não ocorrer, é sinal de que a ponta da
agulha deve estar muito próximo à pele. Repetir a inserção da agulha em outro local, após
limpá-lo com álcool.

8 – Fixar então a agulha na posição, com auxílio de uma fita.

9 – Os pacientes normalmente adaptam a bomba ao corpo com uma cinta ou com alça a
tiracolo. Muitos pacientes referem-se ao uso durante a noite como o mais conveniente.

Incompatibilidades
- Solução injetável de heparina.
- Solução fisiológica salina (0,9%): não deve ser utilizada como solvente para o liofilizado,
mas depois da reconstituição da solução de DESFERAL com água para injeção, pode-se
utilizar a solução fisiológica salina para diluições posteriores.

Cuidados para armazenagem
O frasco-ampola contendo o liofilizado deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre
15°C e 30ºC).
O produto deve ser usado imediatamente depois de reconstituído (o começo do tratamento deve
ser em 3 horas). Quando a reconstituição é feita sob condições assépticas validadas, o produto
pode ser armazenado por um período máximo de 24 horas em temperatura ambiente, antes da
administração.
Superdosagem
Sinais e sintomas
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A administração inadvertida de uma sobredose de DESFERAL ou uma administração
intravenosa inadvertida em bolus /infusão intravenosa rápida pode ser associada a hipotensão,
taquicardia e distúrbios gastrintestinais; perda da visão aguda mas transitória, afasia, agitação,
cefaléia, náusea, bradicardia, assim como relatos de insuficiência renal aguda.
Tratamento
Não há antídoto específico. DESFERAL deve ser descontinuado e adotadas medidas
sintomáticas apropriadas. DESFERAL é dialisável.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Reg. MS – 1.0068.0053
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira – CRF-SP 23.873
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho
Fabricado por: Novartis Pharma Stein AG, Stein, Suíça.
Importado e distribuído por: Novartis Biociências S.A.
Av. Ibirama, 518 – Complexos 441/3 – Taboão da Serra – SP
CNPJ: 56.994.502/0098-62
Indústria Brasileira
® = Marca registrada de Novartis AG, Basiléia, Suíça.

BPI 19.05.98 + 01.09.05

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