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Butazona® Cálcica
fenilbutazona cálcica
200 mg
Esta bula é atualizada continuamente. Por favor, proceda à sua
leitura antes de utilizar o medicamento.

Forma farmacêutica e apresentações
Comprimidos revestidos: embalagens com 10 e 100 comprimidos
revestidos.
Uso adulto
Composição
Cada comprimido revestido contém:
fenilbutazona ………………………………………………………………. 200
mg
(Correspondentes a 212 mg de fenilbutazona cálcica).

Excipientes: amido, celulose microcristalina, etilcelulose, carmelose
sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, opadry II yellow, opadry
clear.
Informação ao paciente

BUTAZONA CÁLCICA é indicado para determinadas afecções
reumáticas e não se destina à automedicação.
Manter o medicamento em temperatura ambiente (15º C a 30º C).
Proteger da luz e da umidade. O prazo de validade do produto é de 24
meses. Não utilizar medicamentos com prazo de validade vencido.
Deve-se evitar o uso do produto durante a gravidez e o período de
lactação. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do
tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está
amamentando.
Recomenda-se observar cuidadosamente as orientações do médico. Siga a
orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento. Não interromper o tratamento sem o
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conhecimento do seu médico. BUTAZONA CÁLCICA é um medicamento
potente e deverá ser usado por uma semana no máximo.
Se, após a administração do produto, ocorrerem febre, dor de garganta,
ulcerações na boca, lesões espontâneas ou ainda dores no alto abdômen,
escurecimento das fezes, icterícia, ganho de peso, edema incipiente ou
erupção da pele, o tratamento deverá ser interrompido e o médico
consultado imediatamente. Informe ao seu médico o aparecimento de
reações desagradáveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando antes
do início ou durante o tratamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
Informação técnica
BUTAZONA CÁLCICA possui propriedades anti-reumáticas,
antiinflamatórias, analgésicas e antipiréticas. A fenilbutazona exerce ação
uricosúrica pela redução da reabsorção tubular do ácido úrico. No
mecanismo de ação da BUTAZONA CÁLCICA, a inibição da ciclooxigenase
(prostaglandina-sintetase) representa o fator principal, restringindo a
produção das prostaglandinas (principalmente as séries "E" e "F"), que
participam do desenvolvimento da reação inflamatória, dolorosa e febril.
Em condições experimentais, a fenilbutazona também inibe as funções
leucocitárias (quimiotaxia, liberação/atividade das enzimas lisossômicas).
Após administração oral, a fenilbutazona é rápida e completamente
absorvida no trato gastrintestinal; as concentrações séricas máximas são
atingidas em 2 horas, aproximadamente. Após doses repetidas de 100,
200 ou 300 mg, diariamente, as concentrações séricas médias são de 52,
83 e 95 mcg/ml, respectivamente. As medidas das áreas sob as curvas
das concentrações séricas mostram que, das doses administradas, 63%
circulam no plasma como fenilbutazona não-modificada, 23% como
oxifembutazona e cerca de 2,5% na forma de outros hidroximetabólitos. É
de 98,99% a porcentagem de fenilbutazona ligada às proteínas séricas. A
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fenilbutazona distribui-se no organismo, em diversos tecidos e líquidos;
por exemplo, no líquido sinovial.
Sua meia-vida plasmática é de aproximadamente 75 horas, sendo
prolongada nos pacientes geriátricos para cerca de 105 horas. A
fenilbutazona é extensamente metabolizada no fígado, sendo excretada
quase inteiramente sob a forma de metabólitos: aproximadamente 3/4
pela urina (cerca de 40% como C-glicuronídeo de fenilbutazona e 10-15%
como C-glicuronídeo de hidroxifenilbutazona) e cerca de 1/4 pelas fezes.
Indicações
Episódios de espondilite anquilosante. Episódios agudos de gota e
pseudogota. Nos casos abaixo, quando não houver resposta satisfatória ao
tratamento com outras substâncias antiinflamatórias não-esteróides:
exacerbações agudas da artrite reumatóide e osteoartrose. Formas
agudas de reumatismo extra-articular.

Contra-indicações
Úlcera péptica (ou história pregressa de úlcera péptica), discrasias
sangüíneas (ou história pregressa de discrasias sangüíneas), diáteses
hemorrágicas (trombocitopenia, distúrbios da coagulação sangüínea),
insuficiência cardíaca, hepática ou renal grave, hipertensão arterial grave,
moléstias da tireóide e hipersensibilidade aos derivados do pirazol,
síndrome de Sjögren. Como outros agentes antiinflamatórios não-
esteróides, BUTAZONA CÁLCICA é também contra-indicada em pacientes
nos quais os acessos de asma, urticária ou rinite aguda são
desencadeados pelo ácido acetilsalicílico ou por outros medicamentos
inibidores da prostaglandina-sintetase.
Precauções
BUTAZONA CÁLCICA deve ser usada somente sob supervisão médica.
Devem ser tomados cuidados especiais nos pacientes idosos, geralmente
mais sensíveis aos medicamentos. Não é recomendada a prescrição de
BUTAZONA CÁLCICA a pacientes com menos de 14 anos. A possibilidade
de reativação de úlceras pépticas requer cuidadosa anamnese, mesmo em
se tratando de casos remotos de dispepsias, hemorragias gastrintestinais
ou úlceras pépticas.
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Nos casos excepcionais, em que BUTAZONA CÁLCICA for administrada por
período superior a uma semana, deve ser realizado hemograma antes de
iniciar o tratamento e periodicamente após o seu início. Ocorrendo
diminuição da contagem de leucócitos e/ou plaquetas, ou do hematócrito,
suspender a medicação.
Em pacientes portadores de doenças cardiovasculares, deve ser
considerada a possibilidade de ocorrer retenção de sódio e edema.
Recomenda-se cuidado especial ao se tratar pacientes portadores de lúpus
eritematoso disseminado, pois pode ocorrer agravo ou exacerbação do
quadro.
Observando-se reações alérgicas, febre, dor de garganta, sialadenites,
icterícia ou sangue nas fezes, a medicação deve ser suspensa
imediatamente.
Gravidez e lactação
Durante a gravidez, principalmente nos 3 primeiros meses, BUTAZONA
CÁLCICA – como qualquer outro medicamento – deve ser empregado com
cautela. Embora, ao contrário de vários medicamentos antiinflamatórios
não-esteróides, não se tenha constatado relação causal entre a
fenilbutazona e o fechamento prematuro do ducto arterioso no feto, a
medicação não deve ser administrada nos 3 últimos meses de gravidez.
Embora sua substância ativa passe para o leite materno somente em
pequenas quantidades, as lactantes devem suspender a amamentação ou
o tratamento.
Interações medicamentosas
Por deslocar competitivamente outras drogas de suas ligações protéicas, a
fenilbutazona pode aumentar a atividade e a duração do efeito de outros
fármacos, como ocorre com outros agentes antiinflamatórios,
anticoagulantes orais, antidiabéticos orais, fenitoína e sulfonamidas. Por
meio da indução de enzimas microssomiais hepáticas, a fenilbutazona
pode acelerar o metabolismo de dicumarol, aminofenazona, digitoxina e
cortisona. Por outro lado, pode inibir a degradação metabólica da fenitoína
e potencializar o efeito da insulina. Em pacientes previamente tratados
com drogas que ativam o sistema enzimático dos microssomos hepáticos
(por exemplo barbitúricos, clorfenamina, rifampicina, prometazina e
corticosteróides – prednisona), a meia-vida de eliminação da fenilbutazona
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(normalmente cerca de 75 horas) reduz-se para aproximadamente 57
horas.
Quando a fenilbutazona é administrada simultaneamente com
metilfenidato, a concentração sérica da oxifembutazona eleva-se e a
meia-vida de eliminação da fenilbutazona é prolongada. Durante o período
de administração concomitante de esteróides anabólicos e fenilbutazona,
eleva-se a concentração da oxifembutazona no soro. A administração
simultânea de colestiramina reduz a absorção entérica da fenilbutazona. A
fenilbutazona desloca o hormônio tireoideano de suas ligações com as
proteínas do soro e pode, desta maneira, dificultar a interpretação das
provas de função da tireóide.
Quando administrada simultaneamente com preparações de lítio, a
fenilbutazona causa aumento da reabsorção tubular desse elemento,
elevando, portanto, sua concentração sérica.
Reações adversas
Podem ocorrer reações alérgicas e distúrbios gastrintestinais, dispepsia,
dor epigástrica, recorrência de úlcera péptica. Têm sido registrados,
ocasionalmente, dor de cabeça, confusão, náusea, vômito, edema por
retenção de eletrólitos, estomatites, sialadenites, distúrbios da visão,
bócio, hepatite, pancreatite e nefrite e – como complicações raras –
síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell, leucopenia,
trombocitopenia, agranulocitose e anemia aplástica.
Posologia
Recomenda-se individualizar a posologia de BUTAZONA CÁLCICA,
adaptando-a em particular ao quadro clínico, bem como à idade do
paciente e às suas condições gerais. Devem ser utilizadas as doses
mínimas eficazes.
Sempre que possível, o tratamento não deverá exceder uma semana. Nos
casos de tratamentos mais prolongados, devem ser tomados cuidados
especiais (vide Precauções). Os comprimidos revestidos de BUTAZONA
CÁLCICA deverão ser ingeridos inteiros, por ocasião das refeições, com
auxílio de líquido. Para as doenças reumáticas, podem ser recomendadas,
como norma, as seguintes doses: durante os primeiros dias, 400 a 600
mg diariamente, ou seja, 2 a 3 comprimidos revestidos de 200 mg,
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divididos durante o dia; a seguir, diariamente, um comprimido revestido
de 200 mg é, via de regra, suficiente. Para o tratamento dos episódios
agudos de gota recomenda-se a seguinte posologia: inicialmente, 600 a
800 mg diariamente (3 a 4 comprimidos revestidos), divididos em 2 a 3
tomadas, durante 1 a 3 dias; se necessário, podem ser administrados a
seguir 200 a 400 mg (1 a 2 comprimidos revestidos) diariamente.

Superdosagem

Podem ocorrer as seguintes complicações: náuseas, dores gastrintestinais
ou ulcerações, depressão respiratória, hipotensão, insuficiências hepática
e renal, trombocitopenia, leucopenia e elevação dos valores das
transaminases. Recomenda-se, nestes casos, proceder à indução de
vômito e/ou lavagem gástrica: administrar carvão ativado e, se
necessário, purgativo salino, respiração artificial e medidas de suporte da
circulação, anticonvulsivantes (por exemplo, diazepam IV) e hemodiálise.

Pacientes idosos

Devem ser tomados cuidados especiais nos pacientes idosos, geralmente
mais sensíveis aos medicamentos.

N° do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do
medicamento.

MS-1.0367.0059
Resp. Técn.: Farm. Laura M. S. Ramos – CRF-SP nº 6870
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Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda.
Rod. Regis Bittencourt (BR 116), km 286 – Itapecerica da Serra – SP
SAC 0800 – 7016633
CNPJ/MF nº 60.831.658/0021-10
Indústria Brasileira

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