MODELO DE BULA
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o
medicamento.

SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA.

Bi-Profenid® 150 mg
cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação
Comprimidos de 2 camadas, cada uma contendo 75 mg de cetoprofeno, totalizando 150 mg
de cetoprofeno.
Caixa com 4 ou 10 comprimidos a 150 mg de cetoprofeno.

Uso oral

USO ADULTO

Composição
Cada comprimido contém:
cetoprofeno………………………………………. 150 mg
excipientes ……………………………………….. q.s.p. 1 comprimido
(lactose monoidratada, amido de milho, sílica hidratada, estearato de magnésio, fosfato de
cálcio dibásico diidratado, hietelose, fosfato sódico de riboflavina).

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
BI-PROFENID® tem como princípio ativo o cetoprofeno, de natureza não-esteroidal, que
possui propriedades antiinflamatória, antitérmica e analgésica.
O cetoprofeno inibe a agregação plaquetária e a síntese das prostaglandinas. Seu exato
mecanismo de ação para o efeito antiinflamatório não é conhecido.
POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
BI-PROFENID® é um medicamento antiinflamatório, analgésico e antitérmico, sendo
indicado no tratamento de inflamações e dores decorrentes dos casos abaixo.
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Processos otorrinolaringológicos: sinusites, otites, faringites, laringites, amigdalites;
-
Processos ginecológicos-obstétricos: anexites, parametrites, endometrites,
dismenorréia;
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Lesões traumáticas: como contusões e esmagamentos, fraturas, entorses, luxações;
-
Algias diversas: nevralgia cérvico braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, pós-
operatórios diversos;
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Processos reumáticos: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, gota,
condrocalcinose, reumatismo psoriático, sídrome de Reiter, pseudo-artrite, lupus
eritematoso sistêmico, esclerodermia, periartrite nodosa, osteoartrite, periartrite
escápulo-umeral, bursites, capsulites, sinovites, tensinovites, tendinites, epicondilites;
-
Processos urológicos: cólica nefrética, orquioepididimites, prostatites;
-
Processos odontológicos: periodontites, pulpites, abscessos, extrações dentárias.
QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
BI-PROFENID® é contra-indicado nos casos abaixo:
- Pacientes com história de reações de hipersensibilidade, como crises asmáticas ou outros
tipos de reações alérgicas ao cetoprofeno, ao ácido acetilsalicílico ou a outros

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antiinflamatórios não-esteroidais. Nestes pacientes foram relatados casos de reações
anafiláticas severas, raramente fatais.
- Insuficiência cardíaca severa.
- Histórico de úlcera péptica ou úlcera péptica ativa/hemorrágica.
- Histórico de sangramento ou perfuração gastrintestinal, relacionada ao uso de AINES.
- Insuficiência severa do fígado.
- Insuficiência severa dos rins.
- Terceiro trimestre da gravidez.
Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs), cetoprofeno é contra-
indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo
ácido acetilsalicílico ou por outros AINEs como paracetamol, diclofenaco, ibuprofeno,
indometacina, naproxeno.

Este medicamento é contra-indicado na faixa etária pediátrica.

ADVERTÊNCIAS
Embora os antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio
das complicações reumáticas que ocorrem devido ao lupus eritematoso sistêmico (LES),
recomenda-se extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem
apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central (SNC) e/ou nos
rins.
As reações adversas podem ser minimizadas através da administração da dose mínima
efetiva, pelo menor tempo necessário para controle dos sintomas.
Deve-se ter cautela em pacientes que fazem uso concomitante de cetoprofeno e
medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento ou úlcera, como
corticosteróides orais, anticoagulantes como a varfarina, inibidores seletivos da recaptação
de serotonina ou agentes antiplaquetários como o ácido acetilsalicílico,.
Sangramento gastrintestinal, úlcera e perfuração: sangramento gastrintestinal, úlcera ou
perfuração, que podem ser fatais, foram reportados durante o tratamento com AINES, com
ou sem sintomas prévios ou histórico de eventos gastrintestinais.
A freqüência das reações adversas aos AINES é maior em idosos, especialmente
sangramento gastrintestinal e perfuração, que podem ser fatais.
Reações cutâneas sérias, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de
Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram reportadas raramente com o uso de
AINES. Existe um risco maior da ocorrência de reações adversas no início da terapia (na
maioria dos casos, no primeiro mês).
Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura ou
convulsão durante o tratamento com cetoprofeno e orientados a não dirigir veículos ou
operar máquinas caso estes sintomas apareçam.
A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade do fígado e sangramento gastrintestinal,
portanto não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de
cetoprofeno e outros antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs).
Verifique sempre o prazo de validade que se encontra na embalagem e confira o nome para
não haver enganos. Não utilize BI-PROFENID® caso haja sinais de violação e/ou
danificações da embalagem.

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Risco de uso por via de administração não recomendada.

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Não há estudos dos efeitos de BI-PROFENID® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.

Gravidez
Não existe evidência de malformação fetal ou toxicidade ao embrião durante o primeiro e
segundo trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados
leves efeitos de toxicidade ao embrião provavelmente relacionados à toxicidade materna.

O uso de BI-PROFENID® deve ser evitado durante o primeiro e segundo trimestres da
gravidez, pois a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada.
Cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez. Durante o terceiro
trimestre da gravidez, todo inibidor da síntese de prostaglandinas, inclusive o cetoprofeno,
pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da gravidez, pode ocorrer
aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação
Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de
cetoprofeno não é recomendado em mulheres amamentando.
INFORME AO MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE REAÇÕES
INDESEJÁVEIS.

INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO USO
DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.

NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

PRECAUÇÕES

Pacientes idosos
É aconselhável reduzir a dose inicial e manter o tratamento na dose mínima efetiva. Um
ajuste posológico individual pode ser considerado somente após o desenvolvimento de boa
tolerância individual.

Crianças
A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno comprimidos, cápsulas e supositórios em
crianças, não foram estabelecidas.
Restrições a grupos de risco
Em pacientes com história de úlcera péptica ou úlcera péptica ativa deve-se ter cautela.
Os AINES devem ser administrados com cautela à pacientes com histórico de doença
gastrintestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn’s), pois sua condição pode ser
exacerbada.

No início do tratamento, a função dos rins deve ser cuidadosamente monitorizada pelo
médico em pacientes com insuficiência do coração, cirrose e patologia nos rins, naqueles
que fazem uso de diuréticos, em pacientes com insuficiência crônica dos rins,
principalmente se estes pacientes são idosos. Nesses pacientes, a administração do

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cetoprofeno pode induzir a redução no fluxo sangüíneo dos rins causada pela inibição da
prostaglandina e levar à descompensação dos rins.
Deve-se ter cautela em pacientes com histórico de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca
congestiva leve a moderada, pois retenção de líquidos e edema foram reportados após a
administração de AINES.
Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, deve-se ter cautela com
pacientes com hipertensão descontrolada, insuficiência cardíaca congestiva, doença
cardíaca isquêmica, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular, bem como
antes de iniciar um tratamento longo em pacientes com fatores de risco para doenças
cardiovasculares (ex. hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus e em fumantes).
Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, na presença de doença
infecciosa, deve-se notar que as propriedades antiinflamatória, analgésica e antitérmica do
cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por
exemplo, febre.
Em pacientes que apresentam testes da função do fígado alterados ou com história de
doenças do fígado, é recomendado à avaliação periódica pelo médico dos níveis das
transaminases desses pacientes, particularmente durante tratamentos prolongados. Raros
casos de icterícia e hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno.
Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno
deve ser descontinuado.
O uso de AINES pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres
que estão tentando engravidar. Em mulheres com dificuldade de engravidar ou que estejam
sob investigação de infertilidade, deve ser considerada a descontinuação do tratamento
com AINES.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ASSOCIAÇÕES DESACONSELHADAS
- Outros antiinflamatórios não-esteroidais, inclusive inibidores seletivos da ciclooxigenase 2
e altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento
gastrintestinais.
- Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode
aumentar o risco de toxicidade do fígado.
- Anticoagulantes (heparina e varfarina) e inibidores da agregação plaquetária (ex.
ticlopidina e clopidogrel): aumento do risco de sangramento. Se o tratamento concomitante
não puder ser evitado, deve-se realizar cuidadosa monitorização.
- Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da
agregação plaquetária promovida por antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) adicionada
aos efeitos da colchicina nos mecanismos de coagulação sangüínea (a colchicina pode
causar trombocitopenia em uso crônico e defeitos na coagulação, incluindo coagulação
intravascular disseminada – em superdosagem), pode aumentar o risco de sangramento em
outros locais que não sejam o trato gastrintestinal.
- Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção
renal, podendo atingir níveis tóxicos. Realizar se necessário, uma cuidadosa monitorização
dos níveis de lítio no plasma e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com
antiinflamatórios não-esteroidais.
- Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes
adicionais.
- Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade
hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15

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mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína
e à diminuição do seu clearance renal.
ASSOCIAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÕES

- Corticosteróides: aumento do risco de ulceração gastrintestinal ou sangramento.
- Diuréticos: pacientes (particularmente desidratados) utilizando diuréticos apresentam
maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal secundária à diminuição do fluxo
sangüíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Estes pacientes devem ser
reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve
ser monitorizada quando o tratamento for iniciado.
- Inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II: em pacientes com comprometimento
da função renal (ex. pacientes desidratados ou pacientes idosos), a co-administração de um
inibidor da ECA / antagonista da angiotensina II e de um agente que inibe a ciclooxigenase
pode promover a deterioração da função renal, incluindo possibilidade de insuficiência renal
aguda.
- Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de
tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver
qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, a monitorização deve ser
realizada com maior freqüência.
- Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorizar o
tempo de sangramento com maior freqüência.
ASSOCIAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS.
- Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de
angiotensina, diuréticos): risco de redução do efeito anti-hipertensivo por inibição das
prostaglandinas vasodilatadoras pelos antiinflamatórios não-esteroidais.
- Trombolíticos: aumento do risco de sangramento.
- Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir
acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno.
- Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: aumento do risco de sangramento
gastrintestinal.
· Alimentos
Não foram observadas interações clinicamente significativas na administração concomitante
entre alimentos e cetoprofeno.
·
Exames de laboratório
O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17-
cetosteróides e 17-hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em
reação colorimétrica dos grupos carbonil.
COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Os comprimidos devem ser ingeridos com 1 copo de água durante as refeições.
ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.
POSOLOGIA
Tratamento de ataque: 300 mg (2 comprimidos) por dia, divididos em 2 administrações.

Tratamento de manutenção: a posologia pode ser reduzida para 150 mg/dia, em dose
única.

·
Posologia para casos especiais
A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas.

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Pacientes com insuficiência dos rins e idosos: É aconselhável reduzir a dose inicial e
manter estes pacientes na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual deve ser
considerado somente após se ter apurado boa tolerância individual.
Pacientes com insuficiência do fígado: estes pacientes devem ser cuidadosamente
monitorizados e deve-se manter a dose mínima efetiva diária.

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Conduta necessária caso haja esquecimento de administração
Baseando-se nos sintomas, reintroduzir a medicação respeitando sempre os horários e
intervalos recomendados. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo
tempo.

SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.

NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR
OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.

ASPECTO FÍSICO
Comprimido com 2 camadas (uma com face amarela e outra com face branca).

CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS
Ver item ASPECTO FÍSICO.

QUAIS AS REAÇÕES ADVERSAS QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Embora sejam pouco freqüentes, algumas reações desagradáveis podem ocorrer durante o
tratamento com BI-PROFENID®.
- Efeitos gastrintestinais: gastralgia, dispepsia, dor abdominal, náusea, vômito, diarréia,
constipação, flatulência, gastrite, estomatite exacerbação da colite, doença de Crohn’s,
úlcera péptica, hemorragia gastrintestinal e perfuração.
- Reações alérgicas
- Dermatológicas: erupção cutânea, prurido, urticária e angioedema.
- Respiratórias: crise asmática, broncoespasmo (principalmente em pacientes com
alergia conhecida ao ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-
esteroidais).
- Anafiláticas (incluindo choque).
- Reações cutâneas: fotossensibilidade, alopécia, podem ocorrer erupções bolhosas
incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
- Sistema nervoso central e periférico: vertigem, parestesia, convulsões.
- Alterações psicóticas: sonolência, alterações do humor.
- Alterações visuais: visão embaçada.
- Alterações auditivas: zumbidos.
- Sistema renal: anormalidade nos testes de função renal, insuficiência renal aguda, nefrite
intersticial e síndrome nefrótica.
- Sistema hepático: elevação dos níveis de transaminase, raros casos de hepatite.
- Sistema hematológico: trombocitopenia, anemia devido à hemorragia, agranulocitose,
aplasia medular.
- Sistema cardiovascular: hipertensão, vasodilatação.
- Outras: cefaléia, edema, ganho de peso, alteração do paladar.

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O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE
MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande
maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea,
vômito e dor epigástrica.
Em caso de superdose acidental, procure imediatamente atendimento médico de
emergência.

Não existe nenhum antídoto específico para superdosagem ao cetoprofeno. Em caso
suspeito de superdosagem elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir
tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a
excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário.
Se ocorrer insuficiência dos rins, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco
circulante.
ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
BI-PROFENID® deve ser mantido dentro da embalagem original e em temperatura ambiente
(entre 15 e 30ºC). Proteger da luz.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

M.S. 1.1300.0271
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP nº 5854
Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano ­ São Paulo
CEP 08613-010
C.N.P.J. 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira
® Marca Registrada
IB 110107 A
Atendimento ao Consumidor: 0800-703-0014
www.sanofi-aventis.com.br
Número do lote – Data de fabricação – Vencimento: vide cartucho.

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MODELO DE BULA
Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o
medicamento.
SANOFI-AVENTIS FARMACÊUTICA LTDA.

Bi-Profenid® 150 mg
cetoprofeno

Forma farmacêutica e apresentação
Comprimidos de 2 camadas, cada uma contendo 75 mg de cetoprofeno, totalizando 150 mg
de cetoprofeno.
Caixa com 4 ou 10 comprimidos a 150 mg de cetoprofeno.

Uso oral

USO ADULTO

Composição
Cada comprimido contém:
Cetoprofeno………………………………………………………………………………. 150
mg
excipientes ………………………………………………………………………………. q.s.p. 1 comprimido
(lactose monoidratada, amido de milho, sílica hidratada, estearato de magnésio, fosfato de
cálcio dibásico diidratado, hietelose, fosfato sódico de riboflavina).

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
O cetoprofeno, princípio ativo do BI-PROFENID®, é um antiinflamatório não-esteroidal,
derivado do ácido arilcarboxílico. Pertencente ao grupo do ácido propiônico das drogas
antiinflamatórias não-esteroidais.
BI-PROFENID® possui atividades antiinflamatória, antipirética e apresenta atividade
analgésica periférica e central. Inibe a síntese de prostaglandinas e a agregação
plaquetária, no entanto, seu mecanismo de ação não está completamente elucidado.
Propriedades farmacocinéticas

Absorção
A concentração plasmática máxima obtida é de 7,72 ± 1,6 mg/L, ocorrendo 1,21 ± 0,88
horas após a administração do comprimido de dupla camada. A absorção da camada
superior (que contém 75 mg de cetoprofeno) é tão rápida quanto à observada com a forma
cápsulas. A liberação do princípio ativo a partir da camada interna (que contém 75 mg de
cetoprofeno) se sobrepõe à liberação a partir da camada externa. As concentrações
plasmáticas apresentam um platô, entre 45 e 90 minutos, e são superiores àquelas
observadas com as cápsulas, a partir da 3ª hora.
Distribuição
O cetoprofeno encontra-se 99% ligado às proteínas plasmáticas. Difunde-se pelo líquido
sinovial, tecidos intra-articulares, capsulares, sinoviais e tendinosos e atravessa a barreira
placentária e hemato-encefálica. Apresenta meia-vida plasmática de eliminação de
aproximadamente 3,57 horas. O seu volume de distribuição é de aproximadamente 7 L.

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Biotransformação
O cetoprofeno é metabolizado por dois principais processos: a menor parte por hidroxilação
e a maior parte por conjugação com ácido glicurônico. Menos do que 1% da dose
administrada de cetoprofeno é encontrada sob a forma inalterada na urina, enquanto o
derivado glicuroconjugado representa aproximadamente 65% a 85%.
Excreção
Esta forma farmacêutica de comprimido com dupla camada não modifica os processos de
excreção renal do cetoprofeno.

50% da dose administrada é eliminada na urina dentro de 6 horas após a administração do
medicamento. Durante 5 dias de administração oral, aproximadamente 75% a 90% da dose
é excretada principalmente pela urina. A excreção fecal é muito pequena (1 a 8%).
PACIENTES IDOSOS: a absorção do cetoprofeno não é modificada; há aumento da meia-
vida (3 horas) e diminuição do clearance plasmático e renal.
PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL: há diminuição do clearance plasmático e renal
e aumento da meia-vida relacionados com a severidade da insuficiência renal.

PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA: não ocorrem alterações significativas do
clearance plasmático e da meia-vida de eliminação. No entanto, a fração não ligada
encontra-se aumentada.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
A eficácia de cetoprofeno está demonstrada nos seguintes estudos: “Le Bi-Profénid 150mg
dans les pathologies rachidiennes et periarticulaires efficacité et securité d’emploi en
pratique quotidienne.” (TAMISIER, J. N. 1990); “Étude comparative à double insu du Bi-
Profénid comprimés et du Profénid gélules dans les rhumatismes inflammatoires.” (CAMUS,
J. P. 1983); “Étude à long terme du Bi-Profénid 150mg chez les patients suivis dans le
service de rhumatologie de l’Hôspital Cochin”. (AMOR, B. 1983) ; “Preemptive, randomised,
double-blind study with Ketoprofen in gynaecological surgery following the Breivik/Stubhaug
design.” (LIKAR, R. 1998); “Emergency treatment of renal colic with intravenous ketoprofen.”
(EL-BAZ, M. A. 1995); “Ketoprofen for pain after hip and knee arthroplasty.” (HOMMERIL, J.
L. 1994); “A double blind crossover study of ketoprofen enteric and non-enteric-coated
tablets in rheumatoid arthritis.” (WILLANS M.J. 1982); “Estudo aberto, não comparativo,
para avaliar a eficácia e segurança do cetoprofeno entérico, 200 mg/dia, por via oral,
durante sete dias, no tratamento da lombociatalgia aguda.” (BRITO JR. C.A. 1993);
“Double­blind comparison between ketoprofen capsules four times daily and enteric-coated
tablets twice daily un patients with osteoarthritis.” (RUSSEL A.S. 1985); “Parenteral
ketoprofen for pain management after adenoidectomy: comparison of intravenous and
intramuscular routes of administration.” (TUOMILEHTO H. 2002); “Ketoprofen: The
European Experience.” (AVOUAC B. 1988).

INDICAÇÕES
O cetoprofeno, princípio ativo de BI-PROFENID®, é um potente inibidor da síntese de
prostaglandinas, atuando como antiinflamatório, analgésico não hormonal e antipirético.
Está indicado, portanto em:
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Processos otorrinolaringológicos: sinusites, otites, faringites, laringites, amigdalites;
-
Processos ginecológicos-obstétricos: anexites, parametrites, endometrites,
dismenorréia;
-
Lesões traumáticas: como contusões e esmagamentos, fraturas, entorses, luxações;
-
Algias diversas: nevralgia cérvico braquial, cervicalgia, lombalgia, ciática, pós-
operatórios diversos;
-
Processos reumáticos: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, gota,
condrocalcinose, reumatismo psoriático, sídrome de Reiter, pseudo-artrite, lupus

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eritematoso sistêmico, esclerodermia, periartrite nodosa, osteoartrite, periartrite
escápulo-umeral, bursites, capsulites, sinovites, tensinovites, tendinites, epicondilites;
-
Processos urológicos: cólica nefrética, orquioepididimites, prostatites;
-
Processos odontológicos: periodontites, pulpites, abscessos, extrações dentárias.

CONTRA-INDICAÇÕES

- Pacientes com história de reações de hipersensibilidade, como crises asmáticas ou outros
tipos de reações alérgicas ao cetoprofeno, ao ácido acetilsalicílico ou a outros
antiinflamatórios não-esteroidais. Nestes pacientes foram relatados casos de reações
anafiláticas severas, raramente fatais.
- Insuficiência cardíaca severa.
- Histórico de úlcera péptica ou úlcera péptica ativa/hemorrágica.
- Histórico de sangramento ou perfuração gastrintestinal, relacionada ao uso de AINES.
- Insuficiência hepática severa.
- Insuficiência renal severa.
- Terceiro trimestre da gravidez.
Como outros agentes antiinflamatórios não-esteroidais, cetoprofeno é contra-indicado em
pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite aguda são causadas pelo ácido
acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade inibidora da prostaglandina-sintetase.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Os comprimidos devem ser ingeridos com 1 copo de água durante as refeições.
Depois de aberto, BI-PROFENID® deve ser mantido dentro da embalagem original e em
temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da luz.
POSOLOGIA
Tratamento de ataque: 300 mg (2 comprimidos) por dia, divididos em 2 administrações.

Tratamento de manutenção: a posologia pode ser diminuída para 150 mg/dia, em dose
única.

Dose máxima diária recomendada: 300 mg.

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Posologia em casos especiais
A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno em crianças ainda não foram estabelecidas.
Pacientes com insuficiência renal e idosos: É aconselhável reduzir a dose inicial e
manter estes pacientes na dose mínima efetiva. Um ajuste posológico individual deve ser
considerado somente após se ter apurado boa tolerância individual.
Pacientes com insuficiência hepática: estes pacientes devem ser cuidadosamente
monitorizados e deve-se manter a dose mínima efetiva diária.
·
Conduta necessária caso haja esquecimento de administração
Baseando-se nos sintomas, reintroduzir a medicação respeitando sempre os horários e
intervalos recomendados. Nunca devem ser administradas duas doses ao mesmo
tempo.

ADVERTÊNCIAS
Embora os antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs) possam ser requeridos para o alívio
das complicações reumáticas que ocorrem devido ao lupus eritematoso sistêmico (LES),
recomenda-se extrema cautela na sua utilização, uma vez que pacientes com LES podem

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apresentar predisposição à toxicidade por AINEs no sistema nervoso central (SNC) e/ou
renal.
As reações adversas podem ser minimizadas através da administração da dose mínima
efetiva, pelo menor tempo necessário para controle dos sintomas.
Deve-se ter cautela em pacientes que fazem uso concomitante de cetoprofeno e
medicamentos que podem aumentar o risco de sangramento ou úlcera, como
corticosteróides orais, anticoagulantes como a varfarina, inibidores seletivos da recaptação
de serotonina ou agentes antiplaquetários como o ácido acetilsalicílico.
Sangramento gastrintestinal, úlcera e perfuração: sangramento gastrintestinal, úlcera ou
perfuração, que podem ser fatais, foram reportados durante o tratamento com AINES, com
ou sem sintomas prévios ou histórico de eventos gastrintestinais.
A freqüência das reações adversas aos AINES é maior em idosos, especialmente
sangramento gastrintestinal e perfuração, que podem ser fatais.
Reações cutâneas sérias, algumas fatais, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de
Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, foram reportadas raramente com o uso de
AINES. Provavelmente, existe um risco maior da ocorrência de reações adversas no início
da terapia (na maioria dos casos, no primeiro mês).
Os pacientes devem ser advertidos sobre o risco de ocorrência de sonolência, tontura ou
convulsão durante o tratamento com cetoprofeno e orientados a não dirigir veículos ou
operar máquinas caso estes sintomas apareçam.
A ingestão de álcool pode aumentar o risco de toxicidade hepática e sangramento gastrintestinal,
portanto, não se recomenda a ingestão de bebidas alcoólicas durante a administração de
cetoprofeno e outros antiinflamatórios não-esteroidais (AINEs).

·
Risco de uso por via de administração não recomendada.
Não há estudos dos efeitos de BI-PROFENID® administrado por vias não recomendadas.
Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser
somente pela via oral.

Gravidez
Não existe evidência de teratogenicidade ou embriotoxicidade durante o primeiro e segundo
trimestres da gestação em camundongos e ratos. Em coelhos foram relatados leves efeitos
de embriotoxicidade provavelmente relacionados à toxicidade materna.
Como a segurança do cetoprofeno em gestantes não foi avaliada, seu uso deve ser evitado
durante o primeiro e segundo trimestres da gravidez.
Durante o terceiro trimestre da gravidez, todo inibidor da síntese de prostaglandinas,
inclusive o cetoprofeno, pode induzir toxicidade cardiopulmonar e renal no feto. No final da
gravidez, pode ocorrer aumento do tempo de sangramento das mães e dos fetos. Portanto,
cetoprofeno é contra-indicado durante os últimos três meses da gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Categoria de risco na gravidez: categoria C
Lactação
Não existem dados disponíveis sobre a excreção de cetoprofeno no leite materno. O uso de
cetoprofeno não é recomendado em lactantes.

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USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Idosos
É aconselhável reduzir a dose inicial e manter o tratamento na dose mínima efetiva. Um
ajuste posológico individual pode ser considerado somente após o desenvolvimento de boa
tolerância individual.
Crianças
A segurança e eficácia do uso de cetoprofeno comprimidos, cápsulas e supositórios em
crianças, não foram estabelecidas.
Grupos de risco
Em pacientes com história de úlcera péptica ou úlcera péptica ativa deve-se ter cautela.
Os AINES devem ser administrados com cautela à pacientes com histórico de doença
gastrintestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn’s), pois sua condição pode ser
exacerbada.
No início do tratamento, a função renal deve ser cuidadosamente monitorizada pelo médico
em pacientes com insuficiência cardíaca, cirrose e patologia renal, naqueles que fazem uso
de diuréticos, em pacientes com insuficiência renal crônica, principalmente se estes
pacientes são idosos. Nesses pacientes, a administração do cetoprofeno pode induzir a
redução no fluxo sangüíneo renal causada pela inibição da prostaglandina e levar à
descompensação renal.
Deve-se ter cautela em pacientes com histórico de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca
congestiva leve a moderada, pois retenção de líquidos e edema foram reportados após a
administração de AINES.
Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, deve-se ter cautela com
pacientes com hipertensão descontrolada, insuficiência cardíaca congestiva, doença
cardíaca isquêmica, doença arterial periférica e/ou doença cerebrovascular, bem como
antes de iniciar um tratamento longo em pacientes com fatores de risco para doenças
cardiovasculares (ex. hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus e em fumantes).
Assim como para os demais antiinflamatórios não-esteroidais, na presença de doença
infecciosa, deve-se notar que as propriedades antiinflamatória, analgésica e antipirética do
cetoprofeno podem mascarar os sinais habituais de progressão da infecção, como por
exemplo, febre.
Em pacientes que apresentam testes da função hepática alterados ou com história de
hepatopatias, recomenda-se avaliar periodicamente os níveis das transaminases desses
pacientes, particularmente durante tratamentos prolongados. Raros casos de icterícia e
hepatite foram descritos com o uso de cetoprofeno.
Se ocorrerem distúrbios visuais, tal como visão embaçada, o tratamento com cetoprofeno
deve ser descontinuado.
O uso de AINES pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres
que estão tentando engravidar. Em mulheres com dificuldade de engravidar ou que estejam
sob investigação de infertilidade, deve ser considerada a descontinuação do tratamento
com AINES.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

ASSOCIAÇÕES DESACONSELHADAS

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- Outros antiinflamatórios não-esteroidais, inclusive inibidores seletivos da ciclooxigenase 2
e altas dosagens de salicilatos: aumento do risco de ulceração e sangramento
gastrintestinais.
- Álcool: risco de efeitos adversos gastrintestinais, incluindo ulceração ou hemorragia; pode
aumentar o risco de toxicidade hepática.
- Anticoagulantes (heparina e varfarina) e inibidores da agregação plaquetária (ex.ticlopidina
e clopidogrel): aumento do risco de sangramento. Se o tratamento concomitante não puder
ser evitado, deve-se realizar cuidadosa monitorização.
- Colchicina: aumenta o risco de ulceração ou hemorragia gastrintestinal. A inibição da
agregação plaquetária promovida por AINEs adicionada aos efeitos da colchicina nos
mecanismos de coagulação sangüínea (a colchicina pode causar trombocitopenia em uso
crônico e defeitos na coagulação, incluindo coagulação intravascular disseminada – em
superdosagem), pode aumentar o risco de sangramento em outros locais que não sejam o
trato gastrintestinal.
- Lítio: risco de aumento dos níveis plasmáticos de lítio, pela diminuição da sua excreção
renal, podendo atingir níveis tóxicos. Realizar se necessário, uma cuidadosa monitorização
dos níveis de lítio no plasma e ajuste posológico do mesmo durante e após tratamento com
antiinflamatórios não-esteroidais.
- Outros medicamentos fotossensibilizantes: pode causar efeitos fotossensibilizantes
adicionais.
- Metotrexato em doses maiores do que 15 mg/semana: aumento da toxicidade
hematológica do metotrexato, especialmente quando administrado em altas doses (> 15
mg/semana), possivelmente relacionado ao deslocamento do metotrexato ligado à proteína
e à diminuição do seu clearance renal.
ASSOCIAÇÕES QUE REQUEREM PRECAUÇÕES
- Corticosteróides: aumento do risco de ulceração gastrintestinal ou sangramento.
- Diuréticos: pacientes (particularmente desidratados) utilizando diuréticos apresentam
maior risco de desenvolvimento de insuficiência renal secundária à diminuição do fluxo
sangüíneo renal causada pela inibição de prostaglandina. Estes pacientes devem ser
reidratados antes de se iniciar tratamento concomitante e a função renal dos mesmos deve
ser monitorizada quando o tratamento for iniciado.
- Inibidores da ECA e antagonistas da angiotensina II: em pacientes com comprometimento
da função renal (ex. pacientes desidratados ou pacientes idosos), a co-administração de um
inibidor da ECA / antagonista da angiotensina II e de um agente que inibe a ciclooxigenase
pode promover a deterioração da função renal, incluindo possibilidade de insuficiência renal
aguda.
- Metotrexato em doses menores do que 15 mg/semana: durante as primeiras semanas de
tratamento em associação, deve-se monitorizar o hemograma semanalmente. Se houver
qualquer alteração da função renal ou se o paciente é idoso, a monitorização deve ser
realizada com maior freqüência.
- Pentoxifilina: aumento do risco hemorrágico. Reforçar a vigilância clínica e monitorizar o
tempo de sangramento com maior freqüência.
ASSOCIAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS
- Agentes anti-hipertensivos (beta-bloqueadores, inibidores da enzima conversora de
angiotensina, diuréticos): risco de redução do efeito anti-hipertensivo por inibição das
prostaglandinas vasodilatadoras pelos antiinflamatórios não-esteroidais.
- Trombolíticos: aumento do risco de sangramento.
- Probenecida: a administração concomitante com probenecida pode reduzir
acentuadamente o clearance plasmático do cetoprofeno.
- Inibidores seletivos da recaptação de serotonina: aumento do risco de sangramento
gastrintestinal.
· Alimentos

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Não foram observadas interações clinicamente significativas na administração concomitante
entre alimentos e cetoprofeno.
·
Exames de laboratório
O uso de cetoprofeno pode interferir na determinação de albumina urinária, sais biliares, 17-
cetosteróides e 17-hidroxicorticosteróides que se baseiam na precipitação ácida ou em
reação colorimétrica dos grupos carbonil.
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS

- Efeitos gastrintestinais: gastralgia, dispepsia, dor abdominal, náusea, vômito, diarréia,
constipação, flatulência, gastrite, estomatite exacerbação da colite, doença de Crohn’s,
úlcera péptica, hemorragia gastrintestinal e perfuração.
- Reações de hipersensibilidade
- Dermatológicas: erupção cutânea, prurido, urticária e angioedema.
- Respiratórias: crise asmática, broncoespasmo (principalmente em pacientes com
hipersensibilidade conhecida ao ácido acetilsalicílico ou outros antiinflamatórios não-
esteroidais).
- Anafiláticas (incluindo choque).
- Reações cutâneas: fotossensibilidade, alopécia, podem ocorrer erupções bolhosas
incluindo síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.
- Sistema nervoso central e periférico: vertigem, parestesia, convulsões.
- Alterações psicóticas: sonolência, alterações do humor.
- Alterações visuais: visão embaçada.
- Alterações auditivas: zumbidos.
- Sistema renal: anormalidade nos testes de função renal, insuficiência renal aguda, nefrite
intersticial e síndrome nefrótica.
- Sistema hepático: elevação dos níveis de transaminase, raros casos de hepatite.
- Sistema hematológico: trombocitopenia, anemia devido à hemorragia, agranulocitose,
aplasia medular.
- Sistema cardiovascular: hipertensão, vasodilatação.
- Outras: cefaléia, edema, ganho de peso, alteração do paladar.

SUPERDOSE
Casos de superdose foram relatados com doses de até 2,5 g de cetoprofeno. A grande
maioria dos sintomas observados foram benignos e limitados à letargia, sonolência, náusea,
vômito e dor epigástrica.
Não existe nenhum antídoto específico para superdosagem ao cetoprofeno. Em caso
suspeito de superdosagem elevada, recomenda-se lavagem gástrica, devendo-se instituir
tratamento sintomático e de suporte visando compensar a desidratação, monitorizar a
excreção urinária e corrigir a acidose, caso necessário.
Se ocorrer insuficiência renal, hemodiálise pode ser útil para remover o fármaco circulante.
ARMAZENAGEM
BI-PROFENID® deve ser armazenado dentro da embalagem original e em temperatura
ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da luz.
DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
M.S. 1.1300.0271
Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira
CRF-SP nº 5854

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Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.
Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano ­ São Paulo
CEP 08613-010
C.N.P.J. 02.685.377/0008-23
Indústria Brasileira
®Marca Registrada
IB 110107 A
Atendimento ao Consumidor: 0800-703-0014
www.sanofi-aventis.com.br
Número do lote – Data de fabricação – Vencimento: vide cartucho.
J. N. TAMISIER, Le Bi-Profénid 150mg dans les pathologies rachidiennes et periarticulaires
efficacité et securité d’emploi en pratique quotidienne.Gaz. Med., 1990. 97(27) 1-3
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Profénid gélules dans les rhumatismes inflammatoires. Sem. Hôp. Paris,, 1983 59 (46):
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B. AMOR, et al. Étude à long terme du Bi-Profénid 150mg chez les patients suivis dans le
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